Azul e Branco

Azul e Branco

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FC Porto 4 - 0 Vitória: Bem vindo de volta, Danilão!,

Primeiro lugar no campeonato, apuramento para os oitavos de final da liga dos campeões e acesso carimbado para os quartos de final da taça de Portugal. Eis o registo deste FC Porto de Sérgio Conceição! Tem sido um percurso praticamente imaculado e que apenas não é ainda mais positivo por factores externos à equipa. A equipa volta a apresentar um grande fulgor (à imagem dos primeiros jogos da época) e será importante não perder o embalo pelo menos até meados do mês de Janeiro, altura em que o Sporting se desloca ao terreno do Benfica e em que os encarnados também vão à Pedreira.

Quanto ao jogo de hoje, e ao contrário do que esperava, o FC Porto entrou praticamente na máxima  força, já que o nosso mister apenas optou por poupar Brahimi e decidiu dar minutos de jogo a Reyes.

O Vitória apresentou-se no Dragão bastante desfalcado e foi sem espanto que os azuis e brancos entraram em campo com o objectivo de resolver o jogo cedo. Aos 5 minutos Danilo acertou no poste e a bola andou a saltitar em cima da linha de golo até ser cortada por um defesa contrário. Não marcou Danilo, marcou Aboubakar na conversão de uma grande penalidade à passagem dos 12 minutos. A defesa do Vitória contestou a decisão óbvia de Carlos Xistra, provavelmente porque há quinze dias viram Luisão jogar andebol na mesma área e acharam que teriam direito ao mesmo tratamento por parte do árbitro...

O Vitória acusou o golo sofrido e o FC Porto tentou ampliar a vantagem até ao intervalo, mas Danilo voltou a acertar no poste cara a cara com Miguel Silva e Aboubakar atirou para as nuvens em posição privilegiada. Na segunda parte a toada de jogo manteve-se e sentia-se que o Porto queria chegar rapidamente ao golo da tranquilidade, o que acabou por acontecer aos 58 minutos quando Danilo finalmente atirou a contar após canto bem batido de Alex Telles. Os comandados de Pedro Martins  voltaram a sentir o toque e praticamente atiraram a toalha ao chão. Sérgio Conceição começou a poupar os jogadores mais sobrecarregados (Ricardo por André André, Aboubakar por Tiquinho e Herrera por Oliver), mas nem assim o pendor ofensivo da equipa diminuiu, o que se traduziu em mais dois golos, ambos apontados por André André.

Individualmente, destaque para a dupla do meio campo. Herrera voltou a fazer uma grande partida comandando as tropas em todos os momentos do jogo, mas para mi
m o MVP foi Danilo. Depois de um início de época bastante fraco, Danilo já vinha dando sinais de estar a subir de forma nos últimos 4 ou 5 jogos (mais participativo no momenso ofensivo, mais solto, mais rápido sobre a bola e a conseguir ligar o jogo entre linhas da equipa com passes tensos e verticais), mas a exibição de hoje nem o melhor do Danilo do ano passado a teria conseguido fazer. Atacou, defendeu, cortou, assistiu, fintou, rematou, cabeceou, marcou! Que exibição! E quando temos a dupla de meio campo a este nível, toda a equipa vai atrás e tenta igualar esses desempenhos. Reyes esteve novamente bem (menos qualidade ao nível dos duelos individuais do que Felipe, mas muito mais qualidade com bola) Alex e Ricardo idem, Aboubakar conseguiu mais um jogo a facturar. Num plano menos positivo, apenas Corona está com dificuldades em regressar à forma que apresentava antes do problema familiar que o afectou.



Mais um jogo ganho, menos um jogo na caminhada para o Jamor! Agora é recuperar que na segunda feira temos um embate decisivo no Dragão frente ao Marítimo. Eu não vou poder lá estar (maldita pós graduação...) mas espero ver mais um mar azul a carregar a equipa para os três pontos!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Vitória Setúbal 0-5 FC Porto: Tempestade Vincent

Ao longo de todo o fim de semana ouvimos o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) anunciar os perigos iminentes com o aparecimento da tempestade Ana. No entanto, ninguém avisou o Vitória de Setúbal de que um ser chamado Vincent Aboubakar também pudesse causar estragos ao longo da noite deste Domingo. 
A história do jogo até nem começou mal para os sadinos que colocaram 5 médios para reduzir os espaços à nossa equipa. José Couceiro concentrou os seus jogadores em apenas 25 metros de campo e assim obrigou-nos a mastigar mais o jogo. O único objetivo passava por condicionar o jogo do FC Porto. Em nenhum momento do jogo se sentiu que o VFC quisesse aventurar-se e tentar chegar ao golo (à exceção de uma ou outra ação individual de João Amaral).
A equipa do FC Porto foi à procura de espaços com as constantes movimentações dos homens da frente. Essencialmente através de Aboubakar que recuava para vir buscar jogo e Ricardo Pereira ora pelas alas ora pelo meio fazia confundir as marcações do adversário. Apesar da rápida e eficaz circulação de bola, a equipa só se aproximava da baliza através de bolas paradas. E foi assim que surgiu o primeiro golo que acabou por desbloquear o jogo (É preciso realçar que tem sido de facto impressionante a eficácia nestes lances. Não me recordo de existir uma equipa do FC Porto tão forte neste aspeto do jogo como a deste ano…).
A partir daqui o Vitória passou a jogar mais aberto permitindo que as nossas individualidades tivessem mais liberdade para mostrar a velocidade, a técnica e a eficácia de que são feitas. Com um resultado já confortável, na segunda parte André André e Corona entraram do banco para explorar estes espaços e conseguiram por diversas vezes criar situações de perigo mas o jogo foi decidido e sentenciado pela técnica de Aboubakar e potência de Marega.

Pontos (+)

- Aboubakar (MVP) – Mais um grande jogo. Conseguiu aliar assistência e golos a uma excelente exibição.  Marcou 3 e esteve presente nos outros 2. Melhor jogo da época para o avançado camaronês.
- Marega – Parecia estar a ter um desempenho fraco no jogo mas acabou a ajudar a equipa com 2 golos e uma excelente arrancada/assistência para Aboubakar.
- Marcano – Que craque! Diego Reyes deve ter sentido o conforto do seu sofá ao jogar ao lado do número 5. Todos queremos a renovação de contrato do nosso Ivan.
- Alex Telles – Pela raça que sempre entrega ao jogo e pela qualidade na execução das bolas paradas.

- Fome de Golo – Aos 4-0 à procura do quinto, aos 5-0 à procura da meia dúzia. Não é fácil saciar a fome de vencer desta equipa.
- Posse de Bola – Eficácia de 84% no passe. No total foram 411 passes precisos e 71% de posse de bola. 
- Adeptos - Mancha Azul em maré de tempestade.


Rescaldo: Uma vitória incontestável da equipa que foi superior dos 0 aos 90 minutos.
Contra a chuva e contra todos!


Queremos ver o Porto campeão!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

FC Porto 5 - 2 Monaco: Há uma linha que separa...

...uma liga doméstica dominada pelo polvo, arbitrada por padres e video-vigiada por ladrões de uma liga dos campeões onde o mérito, a qualidade e a resiliência são recompensados!

Não dá para fugir ao assunto. É triste, mas é factual. Como é possível este Porto estar apenas a três pontos da maior fraude de sempre das competições desportivas em Portugal? A pergunta foi feita, mas a resposta não é novidade para ninguém, porque toda a gente já percebeu como é que é levado ao colo o treta campeão português. Sem o colinho dos padres (ontem na BTV diziam paradigmaticamente que as arbitragens na UCL não ajudaram o polvo...), os resultados estão à vista. 0 pontos, pior equipa da edição 2017/2018 da UCL e pior cabeça de série de toda a história da competição.

🔴⚪️ - 🐙⛪️ = 💩💩

No que ao jogo diz respeito, Sérgio Conceição estava convencido que o Porto estava obrigado a vencer para conseguir o apuramento (partindo do princípio que um Besiktas em poupanças perderia em Leipzig) e pensou em colocar Octávio no lugar de Sérgio Oliveira, deixando de lado a fórmula "não f#%* nem sai de cima" e optando por uma ideia de jogo mais ofensiva e em que os azuis e brancos tentariam assumir a iniciativa de jogo.

O plano saiu furado, já que Octávio lesionou-se no aquecimento e foi obrigado a dar o seu lugar a André André (onde andas tu meu Oliver???). Do lado do Monaco, Leonardo Jardim lançou um onze repleto de jogadores pouco utilizados. O FC Porto soube tirar partido dessa abordagem ao jogo da equipa francesa e adiantou-se no marcador por intermédio de Aboubakar após assistência de Brahimi ainda antes do cronómetro marcar 10 minutos de jogo.

Comandados por um brilhante Herrera, os azuis e brancos não tiraram o pé do acelerador e os mais de  40 mil adeptos que marcaram presença nesta fria noite de Dezembro viram Aboubakar ampliar a vantagem numa excelente transição defesa-ataque que também envolveu Brahimi, André André e Danilo Pereira.

O mais difícil estava feito. Vantagem de dois golos no Dragão e vantagem dos turcos na Alemanha. Pé e meio nos oitavos de final. Mas o que se seguiu foi inexplicável e quase indesculpável. Felipe disputa um lance com Ghezzal, é agredido pelo argelino e quando o árbitro separava os jogadores, o nosso central decide responder à agressão. Resultado: cartão vermelho para ambos os jogadores, equipas reduzidas a 10 elementos e Felipe na bancada provavelmente em ambos os jogos dos oitavos de final da UCL...

Sérgio Conceição decide retirar o amarelado André André e colocar o mexicano Reyes em campo. A equipa reagiu bem à paragem cerebral de Felipe e Ghezzal e Aboubakar abriu o livro com uma assistência mágica para o 3-0 de Brahimi aos 44 minutos. Curiosamente o nosso número 8 já o ano passado tinha feito o 3-0 frente ao Leicester ao minuto 44 do jogo da sexta jornada da UCL.

Com três a zero no marcador e com o Besiktas ainda em vantagem na Alemanha, o apuramento estava praticamente no bolso. No entanto, o árbitro decidiu tentar equilibrar um pouco o jogo e assinalou um penalti a favor dos monegascos à passagem do minuto 60, que Glik concretizou. Nada contra o penalti assinalado a favor do Monaco, mas não deixa de ser engraçado que poucos minutos antes Jemerson tenha jogado andebol na sua grande área sem que o árbitro tenha assinalado qualquer falta. E isto já depois de na primeira parte Glik ter feito falta evidente para penalti sobre Brahimi...

O FC Porto não tremeu, Alex Telles com um grande pontapé de fora da área voltou a aumentar a diferença no marcador, Falcao fez o 4-2 e foi aplaudido pelo plateia, antes de Soares fechar a contagem em 5-2 após centro perfeito de Ricardo Pereira.

Individualmente, destaque para o MVP Herrera, que voltou a aparecer em grande forma. Quem diria que o mexicano seria capaz de pegar na batuta e mexer todos os cordelinhos do jogo do FC Porto! Destaque ainda para Aboubakar, decisivo a marcar e a assistir, para Brahimi, idem idem aspas aspas, e para Danilo Pereira, que voltou a apresentar-se a um grande nível, à imagem do que acontecera no jogo com o polvo.

Objectivo alcançado na UCL. Os oitavos de final são sempre o mínimo olímpico para uma equipa com os pergaminhos do FC Porto na maior e mais importante prova mundial de clubes. Sublinhe-se que esta vitória e este apuramento permitem encaixar cerca de 7 milhões de euros e permitem ao FC Porto recuperar um lugar que é seu por direito e por mérito: voltámos a ser a equipa portugues melhor classificada no ranking da UEFA.

Relativamente ao sorteio dos oitavos de final, considero que as hipóteses de apuramento para os quartos de final são quase nulas caso nos calhe em sorte o Barcelona, o City ou o PSG e que podemos ter uma palavra a dizer contra Liverpool, Tottenham e Roma. Relativamente ao United, e apesar de considerar tratar-se de uma equipa bastante fraca colectivamente, a tarefa será sempre herculea por causa da qualidade individual dos jogadores orientados por Mourinho. Por mim, venha o meu segundo clube, o Tottenham!

sábado, 2 de dezembro de 2017

FC Porto 0-0 Benfica: O VAR não existe, o que existe é o BAR

Se alguma vez vos disseram que o VAR existia em Portugal, digam-lhes que estavam errados. O Video Assistant Referree implementado nas ligas italiana, alemã e holandesa é o árbitro que, com a ajuda de imagens televisivas, assiste o árbitro principal em situações de golo, penalty, cartão vermelho ou erro na identificação de um determinado jogador na mostragem de um cartão amarelo ou vermelho. Aqui em Portugal não funciona assim. Visto que estamos na vanguarda da inovação a nossa liga decidiu criar o BAR. O Benfica Assistant Referee foi implementado na presente época 2017/18 com o objetivo de tornar o Benfica pentacampeão nacional e, deste modo, tentar provar que este clube não é tão mau quanto faz parecer nas prestações em competições europeias. Vamos então dar alguns exemplos recentes da utilização do BAR:


Braga vs Benfica – Golo limpo anulado ao Braga quando Seferovic estava a colocar R. Horta em jogo.
Benfica vs Portimonense – Videoárbitro pede ao árbitro principal para “aguentar” a decisão de validar o golo ao Portimonense.
Aves vs Benfica – Falha de comunicação do sistema com o árbitro principal dos 66 minutos de jogo até ao final, período onde houve uma grande penalidade marcada a favor do Benfica que foi precedida de uma falta clara de Jonas.
Aves vs FC Porto – Penalty claro por assinalar a favor do FC Porto ao minuto 90 quando o resultado estava 1-1.

Os lances de ontem da mão de Luisão e do lance mal anulado a Herrera são mais duas situações a juntar às restantes que explicam a existência do BAR.

Durante o jogo de ontem e em relação ao futebol propriamente dito, é importante referir que a equipa do FC Porto foi superior em 3/4 do tempo total do jogo. A equipa adversária começou melhor e, com este “novo” 4-3-3, fechou bem os espaços no meio campo, pressionou alto e fez uma excelente circulação de bola graças ao poderio técnico dos jogadores envolvidos nesta fase – Krovinovic, Cervi, Salvio, Pizzi e Jonas. A nossa equipa não estava a conseguir sair a jogar desde trás mas, ao explorar o jogo mais direto, rapidamente conseguimos explorar a velocidade de Marega e “encostar” o Benfica à sua área. Na segunda parte, o adversário não jogou. Tivemos posse de bola, tivemos oportunidades de golo, só não tivemos mesmo o golo. O nosso 4-3-3 foi fundamental para preencher o meio-campo que foi muito disputado com o adversário. E, se na minha opinião Sérgio Oliveira não acrescentou grande coisa, Danilo e Herrera estiveram imperais nas suas funções de recuperar bolas e pressionar. Na frente, as movimentações de Aboubakar para participar na construção de jogo, os sprints de Marega a furar a defesa e as investidas de Brahimi pelo meio foram essenciais para as ocasiões criadas e pela superioridade conseguida. Houve uma equipa a querer ganhar o jogo e a merecê-lo, o resto já nos sabemos…


Pontos (+)
- Danilo (MVP) – Muito presente ao longo de todo o jogo tal como nos costuma habituar. Um verdadeiro “muro” para o adversário
- Herrera – Incansável na pressão e a cobrir os espaços. Mais uma vez foi essencial para condicionar a progressão dos oponentes.
- Brahimi – Aquele de quem se espera mais e que acaba sempre a ser dos que mais produz em campo. Apesar de estar sempre rodeado de 3/4 adversários durante quase todo o jogo, conseguiu quase sempre encontrar uma solução. Teve 2 assistências magistrais que poderiam ter dado em golo.
- Aboubakar – Incrível a forma como saía da marcação dos centrais e se envolvia na construção ofensiva.
- José Sá – Muito bem sempre que foi chamado a intervir, especialmente na saída aos pés de Krovinovic.

Pontos (-)
- Felipe – Muito mal em algumas saídas a jogar. Teve pelo menos 2 erros crassos que poderiam ter originado em golo.
- Sérgio Oliveira – Muito ausente do jogo. Não esteve mal mas também não esteve bem. Dá a sensação que fugiu muitas vezes da bola.
- Marega – Apesar de muito esforço, falhou o mais importante.
- Eficácia – Falta de eficácia evidente materializada pelas ações de Marega. 2 falhanços que ditaram o nulo.



Rescaldo: Um jogo em que fomos superiores, fomos pouco eficazes e fomos prejudicados. Merecíamos ter levado os 3 pontos mas vamos continuar na luta contra tudo e contra todos! Próxima semana temos a oportunidade de avançar para os oitavos de final da Champions e mostrar qual é o melhor clube português!


Queremos ver o Porto campeão!

sábado, 25 de novembro de 2017

Aves 1 - 1 FC Porto: não foi por falta de aviso

Empate comprometedor na vila da Aves.

Todos sabíamos da importância do jogo desta noite. Todos sabíamos que era importantíssimo ganhar hoje e receber o clube dos emails e dos vouchers na próxima sexta com pelo menos cinco pontos de vantagem. Todos sabíamos que não podíamos cometer os erros que se cometeram o ano passado em vésperas de defrontar o benfica (dois empates com o Setúbal). E também todos sabíamos que os padres de serviço Bruno Esteves e Rui Costa só não nos iam lixar se não tivessem oportunidades para isso.

Todos sabíamos tudo isto mas parece que pouco ou nada foi feito para evitar que tal acontecesse.
Apesar de se ter adiantado no marcador logo à passagem dos cinco minutos, com Ricardo a atirar a contar na cara de Quim após assistência perfeita do regressado Soares, a verdade é que os primeiros 45 minutos foram de longe os piores desta época. Perdas de bola infantis na primeira fase de construção (Felipe, Felipe....), escorregadelas comprometedoras, incapacidade de ter a bola no meio campo ofensivo e recurso constante ao jogo directo para os avançados e para os defesas laterais que tentavam ganhar as costas à defesa avense, houve de tudo, em doses industriais (não terá sido por acaso que aos 28 minutos de jogo já três jogadores estavam no aquecimento). O intervalo chegou e o FC Porto continuava na frente do marcador, embora pouco ou nada tivesse feito para isso. Esperava-se uma outra atitude para a segunda parte e também alguns ajustes tácticos. Infelizmente, a segunda parte começou como tinha acabado a primeira. Mal, portanto. E pior ficou quando Corona se fez expulsar estupidamente à passagem dos 53 minutos e foi sem espanto que o Aves chegou ao empate. Curiosamente, a partir daqui assistiu-se ao melhor período ddo FC Porto na partida. Sem ser exuberante, podia ter feito o segundo golo, principalmente quando Aboubakar apareceu isolado frente a Quim. O jogo caminhava rapidamente para o seu final, até porque o Aves se dava por satisfeito com o empate, até que os ladrões do costume entraram ao serviço, deixando de assinalar um penalti do tamanho da Torre dos Clérigos sobre Danilo à passagem do minuto 90. Nada que não soubessemos que aconteceria, não é verdade? O normal neste campeonato da treta. Sim, o Porto jogou mal e provavelmente nem merecia ganhar. Mas os penaltis são para se marcar, quer uma equipa jogue muito ou pouco. infelizmente connosco já sabemos que não é assim. Seria curioso fazer-se um levantamento por essa Europa fora. Haverá mais algum líder de campeonato que não tenha nenhum penalti a seu favor com o jogo empatado? e sem ver algum adversário expulso com o jogo em aberto? Pois. Não há. Só me resta dizee que Sexta lá estaremos no sítio do costume para emendar este dia mau

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Besiktas 1-1 FC Porto: O trunfo só se pode jogar uma vez

Foi em bando que os jogadores do Besiktas pressionaram desde bem cedo a equipa do FC Porto. Certamente como parte da sua estratégia e galvanizados pelo seu público (reparem nas imagens e no som adeptos turcos nos primeiros 15 segundos do jogo… impressionante!), as águias negras procuraram prender o dragão ao seu ninho e, com bola, fazê-lo adormecer.
A verdade é que o nosso dragão, apesar de impotente ofensivamente, conseguiu permanecer firme e, com um trunfo, fez silenciar a arena. O golo do Filipe nasce de uma grande jogada e em que não cansa ver a repetição. É daqueles lances que com certeza faz-nos sorrir a nós e ao nosso treinador porque o mérito passa muito por ele.
Mas a verdade é que com adversários desta qualidade não basta ser bom nas bolas paradas. A equipa lutou e posicionalmente esteve bem mas faltou profundidade e Aboubakar sentiu-se só ao longo dos 90 minutos.

O 4-3-3 teórico não passou de um 4-5-1 com o Porto a defender com 9 e atacar com apenas 3 ou 4. Com Herrera no papel habitual de ser o primeiro a pressionar, Brahimi e Ricardo eram alas e raramente (ou nunca) fizeram o papel de extremos. O Besiktas jogou com as linhas subidas e na segunda parte quase não nos deixou respirar. Mesmo a sermos sufocados, Sérgio Conceição não quis lançar nenhuma peça nova no jogo e aguentou até aos 80 minutos de jogo para lançar o Corona. Na esperança de aparecer um novo trunfo caímos de pé mas ainda sem o nosso objetivo cumprido.



Pontos (+)

- Felipe – Muito concentrado e interventivo. Fantástica a forma como se foi antecipando mas esteve ainda melhor na finalização para o nosso golo, que míssil!
- Ricardo Pereira  – Pela forma como começou o jogo e numa posição que já não lhe pertence. Mostrou-se disponível e ágil, como sempre. “Aprende com este, Hernani!”
- Brahimi – O maestro da equipa, ainda que com menos fulgor e espaço que lhe concedem habitualmente na nossa liga, lutou sempre para procurar novas formas de chegar à baliza mas a própria tática não o favoreceu.
- Herrera – Sobretudo pela primeira parte pela forma como pressionou e agarrou o nosso meio-campo.
- José Sá – Esteve sempre concentrado mas merece sobretudo pela defesa incrível que fez ao remate vindo do pé esquerdo de Quaresma.

- Bolas Paradas – Já poderia ter falado nisto em outros jogos mas hoje vi-me obrigado a mencioná-lo depois de uma jogada desenhada com régua e esquadro que originou no 1º golo do FC Porto.


Pontos (-)

- Maxi – Condicionado desde o minuto 22 pelo amarelo recebido, ficou de pé atrás e deixou passar quem se aproximava dele. O Besiktas aproveitou e, na segunda parte, canalizou as forças para o lado esquerdo dando asas a Babel e Quaresma para voar.

- Posse de Bola – A incapacidade que temos em manter a posse de bola (21% em determinados momentos no jogo de hoje) leva-me a crer que com outros adversários que possamos ter numa fase mais avançada desta competição, não consigamos mostrar o verdadeiro valor da nossa camisola e deixar uma boa imagem.





Rescaldo: Aquilo que falhou na primeira volta foi corrigido, mas se ganhar garantia a passagem aos oitavos, nós hoje não quisemos passar porque não quisemos ganhar. O Besiktas esteve mais próximo da vitória e o All-in está lançado para o jogo em casa com o Mónaco.


Queremos ver o Porto nos oitavos!

sábado, 18 de novembro de 2017

FC Porto 3 - 2 Portimonense: Paciência, guardem lá as canas...

...que ainda não foi desta que o FC Porto perdeu um jogo para as competições domésticas!

Num jogo a contar para a 4a ronda da taça de Portugal, depois da pausa para os compromissos das seleções e antes de mais um jogo fulcral para as competições europeias, Sérgio Conceição optou, e quanto a mim bem, por lançar de início os jogadores em quem mais tem confiado de entre os que estavam disponíveis (Herrera e Marega estão lesionados e Brahimi apenas chegou ontem de África - sobre Hernani falaremos mais para a frente). O adversário desta noite já havia demonstrado no jogo a contar para o campeonato que é uma das boas equipas da nossa liga e convinha não facilitar para não se repetir o descalabro do ano passado (sim, eu também me lembro que a eliminação do ano passado teve a assinatura do padre João Capela).

E a verdade é que, mesmo sem facilitar, as coisas estiveram muito muito complicadas. Apesar de termos entrado em jogo praticamente a vencer (Danilo abriu o marcador na sequência de um canto de Alex Telles), o Portimonense, comandado pelo seu pequeno nipónico, não baixou os braços e deu água pela barba à defesa do FC Porto. O jogo entrou numa toada de parada e resposta, o que é algo a que o FC Porto não está habituado, e tanto podia ter acontecido o 2-0 como o 1-1. Acabou por acontecer o 1-1, num lance em que vários jogadores portistas ficaram muito mal na fotografia, resultado com que se chegou ao intervalo.

Para a segunda parte, Sérgio Conceição trouxe os mesmos 11 que iniciaram o jogo e esperava-se que a prestação dos azuis e brancos mudasse para melhor. Puro engano, o jogo mantinha uma toada de equilíbrio anormal e o nosso treinador acabou por ser obrigado a colocar em campo o melhor jogador a actuar em Portugal: Brahimi. A mudança operada acabou por não surtir efeito imediato, até porque o Portimonense passou para a frente do marcador pouco depois com um golo monumental de fora da área.

Ora bem, isto posto, ficámos perante um cenário novo nas competições internas esta época. A perder. Aos 70m de jogo. Num jogo a eliminar. Numa noite de pouca inspiração. E sem grandes soluções no banco. O Portimonense começava a acreditar que podia ser O tomba gigantes desta edição da Taça de Portugal e os adversários esperavam que o FC Porto tremesse e caisse.

Mas eis que o Estádio do Dragão acordou e começou a empurrar a equipa para o empate. Quem me lê sabe que, por norma, não valorizo muito aquilo que acontece nas bancadas e que também não dou grande importância a factores como a raça e a garra porque acredito que não é isso que faz uma equipa ter qualidade e ser ganhadora. Mas também sei que há dias em que a inspiração e a concentração não "estão lá" e que é necessário ir atrás do resultado pelo coração, pela vontade, pelo "antes quebrar que torcer" e hoje era um desses dias. Um dia em que adeptos, jogadores e equipa técnica tinham de remar todos para o mesmo lado para alcançar os seus objectivos. E assim foi.

Aboubakar empatou o jogo em cima do minuto 91 após um brilhante passe de Alex Telles a rasgar a defesa algarvia (segunda assistência do brasileiro) e Brahimi concluiu a reviravolta à passagem do minuto 95, após boa desmarcação do recém entrado André Pereira. Pouco depois Artur Soares Dias apitava para o final do encontro e o FC Porto carimbava a passagem à 5a eliminatória da Taça de Portugal. Foi uma vitória suada, difícil e valorizada por um excelente Portimonense (onde andam aqueles que há pouco tempo diziam que o Portimonense é um clube amigo e que abria as pernas ao FC Porto?) que talvez merecesse ter caído apenas no prolongamento.

Positivo: não me parece justo destacar nenhum jogador em particular, uma vez que não me parece que tenha existido algum jogador a apresentar-se a um nível muito elevado.

Negativo: repito o que disse na análise ao jogo com o Belenenses. Este Hernani parece estar a fazer tudo ao seu alcance para não ter mais nenhuma oportunidade. Mais um jogo em que coleccionou disparates, más decisões, desconcentrações defensivas e falhas técnicas. Na minha opinião, Hernani dificilmente alguma vez será jogador para o Porto, mas também é impossível ser tão fraquinho como tem aparentado ser. Se existissem muitas soluções ofensivas no plantel, isto seria um não assunto. Mas como não existem...

Curiosidade: titularidade de Iker. Segundo Sérgio Conceição, Iker saiu da equipa porque treinou mal na última pausa para os compromissos das seleções. Tinha o feeling que Iker recuperaria a baliza se treinasse bem na paragem seguinte. Hoje jogou de início, mas o jogo era de taça. ficará na baliza na Turquia? a ver. Penso que a sua experiência será importante num jogo em que convém mesmo pontuar.

PS: tantos memes e posts de facebook que se perderam com aquele golo do Aboubakar. Fica para outra vez, paciência. Por falar em Paciência, pode ser que fique já para amanhã

PS 2: o clube corrupto da segunda circular que acelera em direção à 2a divisão apressou-se a comentar a arbitragem. sim, depois do que se viu no slb-portimonense, o clube do polvo tem a lata de falar da arbitragem de hoje e de voltar a falar do apito dourado. eu ainda fico parvo, mas depois lembro-me que quem escreve estes textos para o slb é a mesma pessoa que escrevia os textos para José Sócrates e não deixo de me rir com as ironias da vida

domingo, 5 de novembro de 2017

FC Porto 2 - 0 Belenenses: Dever cumprido

Vitória difícil, importantíssima, suada, exibição qb.

Os mais de 38000 adeptos que se deslocaram ao Dragão cedo perceberam que não ia haver "ópera" na noite fria de ontem (nem podia haver, tantas eram as condicionantes que nos enfraqueciam) e também cedo trataram de tentar empurrar a equipa paraa  única coisa que interessava, que era garantir que os 3 pontos ficavam no Dragão. Entrando de início com Reyes no lugar de Danilo, Hernani no lugar de Corona e André André no lugar de Marega, a equipa tentou manter a estrutura habitual de 442 e tentou implementar as dinamicas que normalmente apresenta.

No entanto, isso nem sempre aconteceu, porquem nem André André consegue oferecer a profundidade e as roturas constantes nas costas da defesa que Marega oferece, nem Hernani consegue acrescentar qualidade invidual e jogo interior que Corona acrescenta. A isto juntou-se o facto de Brahimi, Alex Telles e Aboubakar se terem apresentado visivelmente desgastados. Tudo somado, e parecia mesmo a receita perfeita para não vencer o jogo.

No entanto, para além do público do Dragão, também Herrera emergiu na noite do Dragão e numa exibição monstruousa carregou a equipa às costas durante os 90m. Tantas vezes criticado ao longo dos últimos anos, inclusivamente neste estaminé, a verdade é que finalmente estamos a ver um Herrera de grande classe. Um jogador que começou a decidir bem, a recuperar bolas, a praticamente não falhar passes, a assistir, a marcar, a assumir a batuta da equipa nos momentos mais difíceis.

A vitória de ontem é muito do nosso mal amado mexicano, também ele um verdadeiro reforço para esta época. Pela positiva, destaque para a estreia a titular a trinco de Reyes. Não tem nem nunca terá a amplitude de movimentos de Danilo, nem tem a capacidade de vencer quase todos os duelos como tem o nosso número 22, mas pode diferenciar-se do português noutros capítulos, como a qualidade do passe e a capacidade de oferecer linhas de jogo aos companheiros. Gostei também da exibição do Ricardo Pereira e da entrada em jogo de Corona. Pela negativa, o penalti escusado de Felipe e mais uma oportunidade completamente desperdiçada por Hernani, que esteve completamente desinspirado a atacar e desconcentrado a defender, para além de se furtar a disputar bolas dividas. Demasiado mau...

Em jeito de conclusão, e à medida que a época vai avançando, vamos tendo cada vez maior noção do autêntico milagre que o nosso Treinador vai operando. Com o plantel curtissimo e limitadissimo que a nossa decrépita SAD lhe ofereceu (cabe na cabeça de alguém que por exemplo uma equipa que quer ser campeã tenha de jogar com André André a avançado??), Sérgio Conceição continua a levar a água ao seu moinho, sem choros e lamentos e trabalhando com aqueles que tem ao seu dispor. O mérito é todo todo dele.

PS: sobre Oliver Torres um dia falaremos. agora não é altura para isso


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

FC Porto 3-1 RB Leipzig: Já descobrimos a receita do Red Bull


O jogo não começou bem para a nossa equipa que viu Marega lesionar-se aos 12 minutos. Marega que parecia ser o trunfo principal da estratégia de Sérgio Conceição para este jogo. Um bloco baixo com duas filas de 4 jogadores atrás da linha da bola, a sair rápido para o contra-ataque e lançando o avançado maliano nas costas dos defesas da equipa do Leipzig.
O nosso treinador teve que adaptar a equipa e fez entrar André André. A formação passou de 4-4-2 para 4-3-3 e, se por um lado a construção do jogo ofensivo foi mais canalizado para as alas, também é verdade que o Porto ficou com mais presença no meio-campo e condicionou eficazmente os maestros da equipa adversária. Foi montado um cerco à volta de Keita, Forsberg e Kampl com Danilo, Herrera e AA a mostrarem raça e poder de choque.
Não é fácil parar esta equipa energética do RB Leipzig que conta com uma receita de jogadores rápidos, ágeis, e com excelente resistência e qualidade técnica. Mas a nossa equipa mostrou garra, foi solidária e fechou as portas ao ataque dos alemães. Ganhamos nos duelos e ganhamos na estratégia. Defendemos com tudo e marcámos como pudemos: de bola parada. E, por isso, fizemos de tudo para merecer os 3 pontos.


 

- Danilo Pereira (MVP) – Dos 0 aos 90 minutos e em todos os lances em que participa dá tudo o que tem. Isso foi bem percetível tanto na forma como assiste Herrera para o 1º golo como na maneira como cabeceia para o fundo das redes no 2º golo.
- Herrera – Mal amado pelos nossos adeptos e provavelmente pelos nossos adversários pela forma como condiciona o jogo do oponente. Mais uma vez incansável na pressão e ainda teve um golo como prémio.
- Telles – Menos atacante do que é habitual mas exímio nas ações defensivas. Não deu um único centímetro aos extremos do Leipzig.
- Corona – Incansável na recuperação e com bons pormenores no ataque. Não teve mais protagonismo por culpa da velocidade dos adversários.

- Versatilidade – Fantástica a forma como a equipa altera o esquema tático sem prejuízo da organização defensiva e ofensiva. A falta de soluções obriga o treinador a montar uma equipa versátil e tem mostrado resultados surpreendentes.
- Consistência defensiva – Este quarteto defensivo é provavelmente dos melhores que já tivemos. Rápidos, seguros e solidários permitem que a equipa se sinta confortável em assumir uma personalidade atacante. Ontem a estratégia foi diferente do normal mas o papel destes foi igualmente essencial.


Pontos (-)

- Falta de soluções ofensivas – Sai Marega e entra André André. Corona lesiona-se e entra o defesa direito Maxi Pereira. É um aspeto negativo do plantel e não desta partida em específico. Parece-me evidente a necessidade de contratar pelo menos para a posição de extremo.




Rescaldo: Resultado bem mais agradável que a exibição mas tivemos que nos moldar ao estilo de jogo de uma equipa irreverente e com muita qualidade individual. Estivemos quase perfeitos a defender e mostrámos a experiência de um dos símbolos com mais presenças na Champions: o nosso!


Queremos ver o Porto nos oitavos!

domingo, 29 de outubro de 2017

Boavista 0 - 3 FC Porto: BAM, BAM, BAM!!

O ano passado em Espanha rivalizaram dois trios que fizeram as maravilhas dos adeptos: a BBC (Bale, Benzema e Cristiano) e a MSN (Messi, Suarez e Neymar). Este ano em Portugal há um trio que, à escala do nosso campeonato, tudo tem levado à frente e tudo tem resolvido a favor da nossa equipa: o BAM (Brahimi, Aboubakar e Marega), trio que por cá tentará superar a benfiquista EVA (emails, vouchers e APAF) e a "vaca" sportinguista (4 jogos ganhos sem saber ler nem escrever nos últimos 5 minutos do jogo).

Enquanto Brahimi é, nesta altura da época, o melhor jogador do campeonato, aquele que desequilibra, que recebe a bola mesmo quando apertado por dois ou três adversários, que assiste os colegas para golos fáceis ou que tira do sério quem lhe tenta roubar a bola, já Marega e Aboubakar  vão somando golos decisivos jornada atrás de jornada (já lá vão 16!), desbloqueando jogos complicadíssimos e permitindo ao FC Porto seguir na liderança do campeonato.

E por falar em complicadíssimo, penso que não existe melhor forma de descrever o jogo de ontem no Bessa. Apesar de ter entrado com a mesma equipa que bateu tranquilamente o Paços de Ferreira a semana passada e com um esquema táctico que me parece o mais adequado para fazer frente a equipas médias/pequenas da nossa liga, a verdade é que os primeiros 45 minutos do derbi foram os mais fracos da época. Mérito do Boavista, que surpreendeu pela qualidade dos seus homens mais adiantados (Renato Santos, Fábio Espinho e Yusufa), e demérito do FC Porto, que tentou levar o jogo para uma dimensão física e de duelos individuais constantes que apenas beneficiou o Boavista e as suas linhas mais recuadas.

Na segunda parte parece-me que as indicações foram no sentido de se jogar com mais cabeça e menos raça, tentando utilizar as armas em que somos muito mais fortes que o Boavista, o que nem sempre foi colocado em prática pelos nossos jogadores. O primeiro golo acabou por surgir logo no início da segunda parte numa jogada em fizemos o adversário cheirar a bola e permitiu à equipa soltar-se um pouco mais, mesmo que o Boavista não tenha deixado de incomodar a defensiva azul e branca, o que deixava no ar alguma incerteza quanto ao desfecho do marcador.

Por volta do minuto 70, Sérgio Conceição fez entrar André André para condicionar a primeira fase de construção do Boavista através de David Simão e o técnico dos axadrezados viu-se obrigado a tirar um defesa para colocar um avançado na esperança de oferecer mais linhas de passe na frente ao seu construtor de jogo. No entanto, estas duas alterações alteraram por completo o cariz do jogo e o FC Porto assumiu uma supremacia que lhe permitiu criar várias situações de golo iminente. Marega e Brahimi fizeram o segundo e terceiro golos quando surgiram isolados na cara de Wagner, isto já depois de Herrera ter falhado um golo cantado.


Individualmente, destaque natural para o argelino Brahimi. Um golo, uma assistência e muita vontade de ter a bola, mesmo quando todos os seus colegas apenas se preocupavam em jogar longo na procura da profundidade de Marega e Aboubakar. Nota positiva, também, para José Sá (grande defesa com 0-0 no marcador), Aboubakar e Marcano. Pela negativa, realce para Felipe, mais preocupado em envolver-se em duelos individuais com os adversários do que em oferecer bolas jogáveis aos seus colegas de equipa.

Em resumo, não foi uma exibição de encher o olho, mas mesmo assim foi bem melhor do que aquilo que os nossos rivais (não) apresentaram este fim de semana e o mais importante foi alcançado:
3 pontos na bagagem e mais uma jornada isolados na liderança!

bom domingo a todos os Dragões!