Azul e Branco

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

FC Porto 3 - 0 Moreirense: Candeia que vai à frente...

Alumia duas vezes! Mais uma jornada, mais um jogo em que o FC Porto optou por jogar de azul e branco, mais uma vitória e mais uma exibição agradável. Se é verdade que todos os jogos valem os mesmos três pontos, seja em Agosto ou em Maio, seja contra o Moreirense ou contra o Benfica, não menos verdade é que todos sabemos da importância de entrar bem no campeonato e de criar uma onda de confiança que permita encarar os difíceis desafios que se avizinham com mais tranquilidade.

O 3-0 final espelha bem o que se passou dentro do campo durante os 90 minutos, naquilo que não foi uma exibição de encher o olho, mas que teve momentos interessantes e de bom futebol. Diga-se, até, que a boa notícia é que a equipa consegue resolver os problemas colocados pelos adversários numa tarde de pouca inspiração. Se com os principais responsáveis pela criação de desequilíbrios no 1x1 (Brahimi e Corona) em "tarde não" conseguimos vencer com naturalidade, o que acontecerá quando estes decidirem abrir o livro?

Em termos colectivos, e apesar de Maxi ter surgido no lugar do indiscutível Ricardo Pereira, a equipa apresentou comportamentos muito parecidos com os que tínhamos visto frente ao Estoril. Laterais muito projectados no terreno de jogo, Brahimi e Corona a tentar receber "dentro" quando a equipa tem a posse de bola, Aboubakar a tentar dar à equipa apoios frontais e Marega a procurar o espaço nas costas da defesa contrária. Sem bola, duas linhas de quatro bem subidas no terreno de jogo, com Aboubakar e Marega a pressionar alto, e todos os jogadores com grande reacção à perda da bola.

Registo apenas para uma pequena nuance introduzida pelo Mister Sérgio Conceição. Enquanto até à segunda jornada a tarefa de iniciar a construção estava maioritariamente a cargo de Danilo, no jogo de ontem vimos Oliver a vir buscar o jogo bem atrás, subindo Danilo no terreno. Confesso que é algo que me agradou (uma vez que o espanhol tem uma capacidade de passe e encontrar espaços muito superior ao internacional português) e que tenho curiosidade em perceber se foi circunstancial ou se é para repetir.

Em termos individuais, destaco o MVP Aboubakar com 3 golos à ponta de lança - ver aqui. Se na recepção ao Estoril o camaronês esteve bastante perdulário, já ontem tirou a barriga de misérias e criou o pânico junto da defesa de Moreira de Cónegos.

Nota, também, muito positiva para Alex Telles. É evidente que os laterais assumem um papel vital na estratégia delineada por Sérgio Conceição (não temos extremos puros de qualidade) e o brasileiro tem demonstrado que é possível tornar-se num ala sem comprometer a equipa em termos defensivos. 

Por fim, destaque ainda para Danilo Pereira, que aos poucos vai subindo os índices físicos e começa a sentir-se mais à vontade neste esquema táctico, oferecendo linhas de passe aos colegas e soltando mais rapidamente a bola.

Domingo temos a difícil deslocação a Braga antes da paragem para compromissos da selecção nacional (o que é uma grande treta...). Siga trazer os três pontos da Pedreira para fechar este mini ciclo inicial com 100% de aproveitamento!

PS: Pensei adicionar esta observação no primeiro parágrafo, mas fica o registo aqui no final. Mais um jogo, mais um penalti por marcar a favor do FC Porto (aos 40m, sobre Corona). 3 jogos, 3 penaltis por assinalar. Até agora não fez diferença, mas não vai ser sempre assim. Parece que nem com o vídeo árbitro as coisas vão mudar..

sábado, 19 de agosto de 2017

Antevisão FC Porto - Moreirense

3ª Jornada: FC Porto – Moreirense

20 de Agosto às 18h

Árbitro: Manuel Oliveira

Nas duas primeiras jornadas, o Moreirense somou pontos e o FC Porto somou vitórias. Este domingo as equipas vão procurar o mesmoNão há jogos fáceis, mas está claro que com o Estádio do Dragão esgotado e pela diferença qualitativa entre as 2 equipas, o Porto tem todas as condições para sair com os 3 pontos. Além disso, o nosso treinador jogou no primeiro FC Porto-Moreirense no Dragão em que vencemos por 2-0 no ano de 2003. Esperemos que amanhã seja igual ou melhor.

FC Porto.

Tudo aponta para que que se mantenha tudo igual em relação ao onze em Tondela. Soares está em recuperação e a equipa técnica quer garanti-lo para o jogo com o Braga. Por sua vez, 
Brahimi esteve a ser gerido de forma a poder ser utilizado novamente durante os 90 minutos. O argelino nesta época 2017/18 já soma 2 jogos completos, algo que nunca tinha conseguido por esta altura do campeonato.


Moreirense

Tarefa dura para Manuel Machado ao visitar o Dragão com uma equipa totalmente renovada e à 3ª jornada do campeonato (eventualmente ainda a afinar as ideias de jogo). Do onze que venceu a Taça da Liga em Janeirodeste ano contra o Benfica sobra apenas Makaridze que nem sequer foi titular nesta liga 2017/18. As estrelas Geraldes, Podence, CaueBoateng e Drame saíram do clube de Moreira de Cónegos e foram substituídos por jogadores pouco ou nada conhecidos. O destaque vai para o internacional sub-20 venezuelano Ronaldo Peña. As críticas e o nome prometem, resta ver se a qualidade confirma… É também provável que assuma a titularidadeneste jogo com a saída de Boateng.

Prevê-se um jogo vertical e dominante por parte do FC Porto e um jogo aguerrido por parte do Moreirense. A nossa equipa parte em vantagem jogando em casa e beneficia ainda por ter um plantel semelhante ao da temporada passada. O Moreirense terá de fazer um jogo perfeito para tirar pontos aos nossos dragões.


Texto de Francisco Ortigão 

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

"O melhor ainda está para vir"

O responsável pelo estaminé não podia estar mais de acordo com a divulgação do conteúdo dos emails trocados por responsáveis do slb, representantes da arbitragem e orgãos das entidades que supervisionam imparcialmente o futebol português (ahah imparcialmente. esta foi boa não foi?). Mostrámos aos poucos que ainda duvidavam ou àqueles que fingiam não perceber o que todos os outros já haviam realizado há muitos anos. Demos provas que o benfica é uma instituição que está acima da lei ou que tem leis feitas à sua medida e segundo interesses exclusivamente seus.
Exemplos deste mundo vermelho à parte há às dezenas. Basta lembrar que:


O Benfica acusa o FC Porto de ter roubado correspondência privada. Mas afirma que os emails são falsos.

O Benfica vai exigir 50 milhões de euros ao FC Porto por fuga de informação do próprio clube. Mas a fuga vem de dentro. Talvez tenham  interpretado mal o conceito de delação premiada.

O Benfica diz que Pedro Guerra nunca foi funcionário do clube. Mas vai despedi-lo.

O Benfica garante que o seu recinto nunca esteve interdito. Mas foi o primeiro da história dos três grandes a faltar à sua própria apresentação.

O Benfica diz que Eusébio é o seu maior símbolo e embaixador. Mas este ano esqueceu-se dele.

O Benfica é o clube que não vê nada de anormal no conteúdo dos emails. Mas exige que se apague tudo.

O Benfica quer a reabertura do processo Apito Dourado. Mas ainda não a pediu.

O Benfica ia avançar com um processo crime contra Pinto da Costa por causa das sms de Fernando Gomes. Mas ainda não avançou.



O Benfica desconhece que tem claques. Mas dá-lhes os parabéns.

O Benfica não conhece Luís Pina. Mas Luís Pina conhece Carlos Melo Alves.


O Benfica afiança que com as receitas da BTV não precisa de vender jogadores. Esta época já vendeu a defesa toda.

O Benfica tem um Presidente que deve 600 milhões de euros ao Estado. Mas o "Estado" senta-se ao lado dele.

O Benfica diz ter rescindido com Mika em 2014. Mas autorizou a sua transferência para Inglaterra em 2016.

O Benfica rescindiu com Miguel Rosa e Deyverson em 2014. Mas os dois jogadores não puderam defrontrar o Benfica em 2015.

O Benfica congratulava-se de ter o plantel fechado em junho. Mas já comprou 21 jogadores e cedeu mais de 30.

O Benfica diz que este ano vale tudo para não ser penta. Mas nos anteriores tudo valeu para ser tetra.

O Benfica nega a cartilha. Mas a cartilha não nega o Benfica.

A realidade consegue por vezes superar a ficção. Mas só porque a ficção tem regras. E o mundo onde o Benfica vive, não.

Ora, independentemente de tudo isto, e de tantas outras coisas tristes (olá colinho de 2014-15!), e esta é a razão principal pela qual escrevo este post, parece-me que o FC Porto tem de passar das palavras aos actos. Tem de ser mais assertivo, mais enérgico, mais interventivo. Não podemos andar a prometer que "o melhor está para vir" há um ou dois meses e depois deixar começar o campeonato sem apertar os padres e aqueles que cozinham o polvo à lampião todas as semanas. Se o "melhor" está para vir, e quero acreditar que ainda há muita coisa "boa" para ser trazida a público, o momento para fazê-lo é agora. Se temos ainda mais provas das maroscas do slb, é nesta altura que temos de divulgá-las. 

Se não temos mais material de "qualidade", então que deixemos de prometer que o melhor está para vir, sob pena de começarmos a cair no ridículo ou de nos acontecer como na história do Pedro e o Lobo. 

Se temos mais mais material de "qualidade" e não temos autorização para a divulgar no Porto Canal, então que joguemos com as armas sujas dos rivais de Lisboa: é deixar vazar "acidentalmente" o material para a comunicação social ou para um blog/site criado para o efeito.

Vamos lá pôr a carne toda no assador já desde o início, tanto dentro como fora do campo. E fora do campo já estava mais do que na altura do nosso Presidente dar uma mãozinha e dar um ar da sua graça...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Tondela 0 - 1 FC Porto

Na antevisão deste jogo, Sérgio Conceição disse que a equipa não iria ganhar sempre por 4-0 e que certamente haveria jogos ganhos pela margem mínima. Pois bem, o timing da frase não poderia ter sido melhor. O Tondela montou uma estratégia que dificultou a vida ao FC Porto durante os 90 minutos. O 4-3-3 montado por Pepa quase sempre pareceu um 4-5-1 com os médios e os extremos a formarem uma linha de 5 jogadores. Este pequeno exército do meio campo esteve focado em condicionar a nossa saída a jogar pelo meio que dependia essencialmente de Oliver (e por vezes de Danilo). O resultado é justo, mas seria mais fácil se o guarda-redes adversário fosse outro. Cláudio Ramos comprovou a qualidade que já lhe tinha sido atribuída na época passada, mas o FC Porto deu a volta ao criar formas diferentes de chegar à baliza. Estou convencido que o FC Porto 2016/17 não ganharia este jogo e por isso devemos acreditar que este ano estamos mais fortes.

Pontos (+)

- Alex Telles (MVP) – A atacar e a defender. Com raça e com qualidade. Esteve concentrado nos 93 minutos do jogo.

- Brahimi – Mais uma vez é difícil não mencionar o seu nome quando desequilibra da forma como fez hoje. É verdade que demorou a soltar a bola em um ou outro lance mas fez o que era preciso para furar a muralha do adversário.

- Corona – Muito interventivo. Correu muito para desequilibrar e apareceu também na sua área para defender. Escusado o amarelo que recebeu.

- AboubakarDecidiu o jogo e ainda rematou ao poste. Com pouco espaço consegue sempre criar oportunidades e esperemos que assim continue.


- Linha defensiva – A nossa linha de 4 defesas continua a ser uma autêntica muralha; muita raça e muita serenidade.

- Mentalidade ofensiva – Várias vezes vimos 4 ou mais jogadores dentro da área do Tondela prontos a finalizar.

- Adeptos – Deslocação numerosa e a prometer um forte apoio durante esta época.


Pontos (-)

- Faltas – Algumas faltas desnecessárias e infantis.

- Passes – Alguns passes falhados na tentativa de jogo mais direto e que nos fez perder a posse da bola

Rescaldo: Com Danilo a mostrar que não está adormecido, a equipa conseguiu superar as dificuldades de jogar fora, num terreno apertado e contra uma boa estratégia. Apesar de estarmos na 2ª jornada, esta é daquelas vitórias que pode definir um campeão.


Eu quero o Porto campeão!

PS: Texto da autoria de Francisco Ortigão, a quem "o Pé que está mais à mão" muito agradece a colaboração

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FC Porto 4 - 0 Estoril : Eis o novo velho Porto!

Depois de uma pré temporada muito bem conseguida, a expectativa em torno da estreia do FC Porto no campeonato 2017/2018 era enorme. Os adeptos azuis e brancos praticamente lotaram o Estádio do Dragão (48011 espectadores – e só não se chegou aos 50000 porque muitos adeptos com lugar anual estão a gozar férias e ainda não devem conhecer as condições de transmissibilidade delugar anual – ver aqui) para ajudar a equipa orientada por Sérgio Conceição a conseguir a primeira vitória no campeonato e os jogadores portistas não deixaram os seus créditos por mãos alheias e presentearam a plateia com uma exibição que, em determinados momentos do jogo, chegou a ser brilhante. Se é verdade que a primeira meia hora não foi particularmente exuberante, não menos verdade é que, após a abertura do marcador por Marega ao minuto 35, o FC Porto, comandado pelo seu pequeno maestro espanhol, embalou para uma exibição na esteira das realizadas nos jogos particulares.

Entrando de início com o 11 mais esperado e que mais rotinas tem neste momento, cedo o FC Porto foi à procura do golo. Jogando com os laterais muito projectados no terreno de jogo, como que fazendo as vezes de extremos puros que Brahimi e Corona nunca serão, Sérgio Conceição transforma aquilo que no papel é um meio campo a 2 num meio campo a 3+1. Isto é, Danilo recua um pouco no terreno para formar com Filipe e Marcano uma linha de 3, e Oliver assume a construção do jogo ofensivo fazendo a ligação com Brahimi e Corona, os quais flectem para o centro do terreno quando em posse de bola. Se a isto somarmos o facto de um dos avançados vir sempre dar um apoio frontal ao portador da bola (enquanto que o outro tenta esticar a equipa para abrir espaços entre as linhas adversárias), percebemos que o FC Porto consegue transformar uma teórica inferioridade numérica na zona central do terreno numa superioridade que oferece várias linhas de passe constantemente, dificultando o trabalho defensivo dos adversários.

A primeira meia hora de jogo não foi particularmente exuberante, mas os princípios idealizados por Sérgio Conceição com bola referidos no parágrafo anterior saltavam à vista. Importa, então, nas alturas em que a inspiração dos jogadores não é suficiente para causar desequilíbrios, ter ideias de equipa grande e fazer a diferença rapidamente aquando da perda da bola. E esta equipa mostra ter enorme vontade de ser grande. Nos momentos em que o adversário tem (tenta ter?) a bola, equipa tenta mover-se em bloco no terreno de jogo para a recuperar no mais curto espaço de tempo possível. Soares e Aboubakar saem na pressão alta, Oliver junta-se a eles tentando condicionar o responsável pela ligação da defesa-meio campo do adversário e, principalmente, a defesa dos azuis e brancos sobre para muito perto da linha do meio campo, tentando reduzir ao máximo os espaços entre linhas deixados pela pressão alta.

Entrando para a segunda parte na frente do marcador, a equipa soltou-se e partiu para cima do Estoril ainda com mais vontade de fazer mexer o marcador. Foi sem espanto que Brahimi aumentou o score à passagem dominuto 54, que Marega bisou napartida ao minuto 62 e que Marcano fechouas contas da partida ao minuto 70. Foram 4 golos de diferença, podiam ter sido mais uns quantos, até porque Aboubakar esteve desinspirado na finalização, apesar de se ter apresentado em bom nível. Os 10 minutos finais foram de descompressão, o que permitiu aos homens da linha respirar e dar um ar da sua graça, obrigando Casillas a mostrar serviço e a sujar o equipamento.


Porque o texto já vai longo, não vou fazer a habitual análise individual aos jogadores do FC Porto. Apenas deixo um comentário: aquele novo número 10 só custou 20 milhões?! Uma verdadeira pechincha, principalmente quando vejo os valores praticados neste defeso.


Em jeito de conclusão, parece-me evidente que ainda há muito aspectos a necessitar de serem limados (continuo com a sensação que o Danilo se esconde muito do jogo na primeira fase de construção), mas a diferença deste FC Porto para o de anos recentes é já abismal. Ninguém pode garantir que esta equipa irá ter o sucesso que todos os adeptos portistas desejam, até porque há padres, missas e polvos que teimam em não arredar pé deste campeonato, mas não tenho dúvidas que continuando a jogar como a equipa grande que é, este novo velho FC Porto estará muito mais próximo de atingir os seus objectivos.


PS: a arbitragem começa bem, mais uma vez. A velocidade com que os fiscais de linha levantam a bandeirola ao ataque do FC Porto e aos adversários do benfica é fenomenal. No Dragão, a ordem é para levantar a bandeirola imediatamente, exista ou não fora de jogo dos atacantes azuis e brancos. Só ontem foram 3 golos anulados (+ 1 ao Danilo). Na luz, a ordem também é para levantar a bandeirola imediatamente, mas apenas se aplica aos adversários do benfica. Só ontem foram 2 golos anulados. Um deles, nem com a ajuda do vídeo-padre viram que foi mal anulado.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

FC Porto 4 – 0 Deportivo: De regresso a casa

Dois meses depois, o regresso a casa. E que bem sabe voltar ao Dragão, para junto dos “nossos”.

Não cheguei a tempo de ver a apresentação dos jogadores e do novo autocarro (parabéns Bruno Sousa!) e de ouvir o concerto dos Mundo Segundo, mas pelo que fui assistindo através do Porto Canal fiquei com a sensação de que foi uma bonita festa. Apenas entrei no Dragão pouco antes das 19h00 mas trouxe comigo a principal contratação de 2017-2018: o meu querido Pai, que volta a ser sócio cerca de 15 anos depois e que volta a ter lugar anual cerca de 25 (?) anos mais tarde. Os tempos agora são outros, já não me leva pela mão por entre a confusão do antigo Estádio das Antas, já não pega em mim ao colo para passar os torniquetes a caminho da arquibancada, mas a alegria e a ilusão são as mesmas. E espero que os resultados também voltem a ser os mesmos a que nos habituámos no final dos anos 80 e durante toda a década de 90.

Pelo que temos visto nesta pré temporada, existem muito bons indícios para que isso venha a acontecer e ontem presenciámos mais uma exibição que deixa água na boca para os desafios gigantes que se avizinham. Em jeito de brincadeira, e sabendo que estava a exagerar, comentei com o meu Pai ao intervalo que já tinha assistido a mais “futebol” naqueles 45 minutos do que em toda a época passada. Sim, tratou-se de uma brincadeira, de um exagero, até porque houve meia dúzia de jogos a época passada muito bem conseguidos no Dragão (clássico com o benfica à cabeça), mas grande parte das brincadeiras têm um fundo de verdade e esta não foge à regra. Se é verdade que existem vários aspectos por limar, a começar pela intervenção do “trinco” na primeira fase de construção ou pela forma como temos abordado os lances de bola parada, não menos verdade é que as principais características da forma de jogar deste Porto cada vez saltam mais à vista.

Confesso que a forma como a equipa pressiona em bloco com a defesa subida e muito perto da linha do meio campo me deixa muito satisfeito, sendo a principal qualidade introduzida por Sérgio Conceição. Se a isso juntarmos o facto de jogarmos com dois avançados centro e com dois extremos que sabem jogar por dentro e o facto de estarmos a tentar abolir o jogo directo, entregando a Oliver a gestão de todo o jogo da equipa, então fico convencido que temos tudo para poder ter sucesso este ano.

Em termos individuais, e desta vez ao vivo, voltei a ficar com uma óptima impressão de Ricardo Pereira e de Aboubakar, duas verdadeiras contratações de luxo. De Brahimi e Corona nem vale a pena falar, uma vez que são talento dos pés à cabeça, apenas necessitando ambos de mais consistência e objectividade. Realço, ainda, Alex Telles. Confesso que a performance do nosso lateral esquerdo me suscitava dúvidas, uma vez que o ano passado parecia que apenas sabia jogar directo na linha e que apenas tinha como objectivo centrar a bola para a área assim que se aproximava da área. No entanto, e ainda bem, não é isso que tenho visto, uma vez que já demonstrou saber combinar com o extremo e saber jogar por dentro. Pela negativa, tenho de destacar Danilo, que tem estado desastrado e que se tem escondido do jogo na primeira fase de construção, bem como tenho de referir que muitos jogadores que entraram no decorrer da segunda parte estiveram muito longe dos mínimos exigidos, com Hernani à cabeça.

Quarta-feira temos o último teste em Barcelos antes do arranque oficial do campeonato, mas a cabeça de todos os portistas já está na recepção ao Estoril. Se repetirmos a casa cheia de ontem, ficaremos mais perto de iniciarmos o campeonato com uma vitória. Vamos a isso!!

PS: sobre entradas e saídas, para já não vale a pena tecer muitos comentários. Vamos indo, vamos vendo.




segunda-feira, 24 de julho de 2017

Curtas sobre o VSC 0 – 2 FC Porto

Enquanto via o jogo na primeira parte dei por mim a pensar que aquilo a que estava a assistir nem parecia o mesmo desporto quando comparado com aquilo com que o anterior “treinador” nos brindava a época passada.
Enquanto o ano passado tínhamos uma equipa que:

- não fazia questão de ter bola;
- privilegiava o jogo directo, com bolas longas dos centrais e laterais para o ataque;
- evitava atacar pelo corredor central para facilitar a transição ataque-defesa aquando da perda da bola;
- centrava a bola para a área sempre que chegava ao último terço do campo;
- defendia com muitos e atacava com poucos;
- jogava com linhas muito baixas e esperava pelo erro do adversário; e
- contentava-se com a vantagem mínima no marcador.

Este ano temos uma equipa (pelo menos assim parece) que:

- gosta de ter a bola e de jogar o que o jogo lhe dá;
- tenta sair a jogar desde trás, apenas usando o pontapé longo em último recurso;
- não abdica dos três corredores para chegar à baliza contrária, tentando tirar o que de melhor Oliver e Octávio podem oferecer ao jogo;
- tenta entrar com a bola controlada no último terço do campo e às vezes até dentro da área adversária;
- defende com muitos em zonas adiantadas e ataca também com muitos;
- tenta subir as linhas e criar desconforto na construção adversária; e
- não abdica de jogar quando se apanha em vantagem no marcador.

Seria difícil exemplificar e diferenciar melhor aquilo que é jogar como equipa pequena e como equipa grande. Agora, se vamos alcançar os resultados e objectivos a que nos propomos, isso é outra história.

Individualmente quero destacar o nosso menino Ricardo Pereira. Por amor de Deus, segurem este craque! Que upgrade relativamente aos últimos anos, principalmente a atacar. Nota muito positiva novamente para Aboubakar, Octávio e Oliver.


Continua a haver muito trabalho pela frente, existem vários aspectos a melhorar (por exemplo, em comparação com o ano passado, estamos a tirar muito pouco partido das bolas paradas, principalmente quando temos no 11 Filipe, Marcano, Soares, Aboubakar e Danilo) mas os sinais são claramente positivos e deixam água na boca. Pena a expulsão disparatada de André André no início da segunda parte, porque seria interessante perceber se o FC Porto já tem condições de manter a sua forma de jogar por mais de 45 minutos. Veremos como corre quinta feira em Portimão!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A primeira impressão – FC Porto 2 – 2 Chivas Guadalajara

Uma vez que não pude ver o jogo frente ao Cruz Azul na passada segunda-feira, a partida de ontem frente ao Chivas Guadalajara permitiu-me ter uma primeira impressão deste novo FC Porto. E como não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão, o conjunto Azul e Branco não se fez rogado e apresentou-se a um nível muito interessante, principalmente nos primeiros 45 minutos.

Alinhando de início com Iker, Ricardo, Filipe, Marcano, André André, Oliver, Hernani, Octávio, Tiquinho Soares e Aboubakar, o timoneiro Portista tentou e conseguiu impor um ritmo de jogo muito forte e implementou uma pressão alta asfixiante.

A primeira parte do jogo foi praticamente de sentido único e o FC Porto embalado, também, pelo golo madrugador do avançado camaronês, podia ter chegado ao intervalo com uma vantagem mais confortável do que aquela que o marcador assinalava (Octávio fez o segundo golo à passagem do minuto 42, culminando de cabeça uma excelente jogada colectiva).

A segunda parte foi bastante diferente dos primeiros 45 minutos, fruto das muitas alterações verificadas em ambas as equipas (de todos jogadores que participaram no estágio na América Central, apenas Diego Reyes, Danilo e João Costa não jogaram ontem), o que levou a que o jogo fosse mais aberto, de parada e resposta, com mais desequilíbrios e com mais oportunidades de golo nas duas balizas, tendo o FC Porto voltado a pecar muito na finalização.

Em termos colectivos, e em comparação e contraponto com a época passada, e apesar dos jogos de preparação poderem enganar imenso, como aconteceu com a boa pré-época do FC Porto de Paulo Fonseca e com a decepcionante preparação do FC Porto de André Villas Boas, fiquei muito entusiasmado com duas coisas: com a vontade de pressionar no campo todo (apesar de na TV ter ficado com a ideia que ainda existe muito espaço entre sectores, fruto de uma linha defensiva demasiado recuada no terreno) e com a tentativa de sair sempre a jogar pelo chão, fazendo recuar um dos médios centro para “pegar no jogo” e adiantando muito os laterais.


Individualmente, e pela positiva, Oliver encheu o campo e mostrou que quando o futebol é jogado com a bola no chão, e não em pontapés constantes da defesa para o ataque, como se via o ano passado, será “o” jogador chave do FC Porto. Ricardo Pereira apresentou-se também a um excelente nível e confirmou que pode oferecer um leque de trunfos à equipa que Maxi já não tem (nunca teve?) capacidade para dar. Aboubakar esteve muito interventivo e deixou água na boca aos adeptos. Caso esteja focado no FC Porto, pode ser um caso sério e não precisamos de ir ao mercado.

Pela negativa, Hernâni voltou a falhar com estrondo a oportunidade concedida por Sérgio Conceição, denotando imensas dificuldades em tomar a melhor decisão e em jogar um futebol menos vertiginoso do que aquele praticado pelo Vitória de Guimarães onde se destacou na última época. Martins Indi também não consegui aproveitar para se mostrar ao treinador e aos adeptos, falhando recorrentemente posicionamentos, tempos de entrada aos lances e não acrescentando nada à equipa em construção. Galeno, não obstante ter jogado na posição de avançado centro, que não é a sua posição natural, também esteve bastante desinspirado e não conseguiu dar seguimento à grande maioria dos lances em que foi solicitado pelos seus colegas.

Ainda em termos individuais, confesso que estou muito curioso com a época que Filipe e Tiquinho Soares irão realizar. A época passada apresentaram-se a um nível muito elevado e seria muito importante para o FC Porto que repetissem essas performances. No entanto, ainda não consegui perceber se as suas boas exibições estão directa ou exclusivamente relacionadas com o tipo de jogo físico e pouco pensado escolhido por Nuno Espírito Santo e se serão capazes de manter o nível numa equipa que queira jogar de forma diferente.

Em jeito de conclusão, e utilizando mais uma daquelas frases feitas tão típicas do “futebolês”, não há dúvidas que ainda existe muito trabalho pela frente e muito por onde melhorar (o que não é novidade ou dificuldade, tendo em conta a qualidade de jogo apresentada o ano passado), mas os sinais são positivos. E se a esta equipa conseguirmos juntar um 8 para o lugar de Herrera e trazer um extremo de qualidade…

terça-feira, 11 de julho de 2017

FC Porto 2017/2018 - o que sabemos até agora

Completou-se ontem uma semana de trabalhos deste novo FC Porto. No entanto, e apesar do bom trabalho que tem vindo a ser feito no que diz respeito à colocação de jogadores que não têm qualquer hipótese de integrar um plantel que se deseja com qualidade necessária para lutar pelo título, a verdade é que a procissão ainda vai no adro em termos de definição final da equipa que atacará a nova época.

Relativamente ao núcleo de jogadores que terminou a época na equipa A em 2016/2017, temos a registar, para já, as saídas de Depoitre para Inglaterra, de André Silva para o AC Milan, de Rúben Neves e Boly para o Wolverhampton e o regresso de Diogo Jota ao Atlético de Madrid.

Se nos casos de Boly e Depoitre era evidente que os jogadores não tinham qualidade suficiente para se imporem num FC Porto que se quer forte (já para não falar que os montantes envolvidos nas suas contratações roçam a gestão danosa) sendo, assim, naturais os seus guias de marcha, já nos outros casos as saídas apenas se explicam pelo apertar do cinto exigido pela Uefa a um FC Porto com as finanças depauperadas.

Estou convencido que os três jovens futebolistas têm tudo para se afirmarem como figuras de proa do futebol português nos próximos anos e espero que não nos venhamos a arrepender das suas saídas num futuro próximo. Então se for verdade que temos rejeitado propostas de algumas dezenas de milhões de euros pelo passe do banal Herrera para depois vender o nosso Rúben Neves à primeira oportunidade, nem sei que dizer... 
                                   
No que diz respeito a entradas, e apesar de (estranhamente) o Porto ainda não ter contratado ninguém, existem já várias boas notícias para os adeptos do FC Porto, como são os regressos de Ricardo Pereira e Rafa Soares e a permanência de Iker Casillas.

Em cima da mesa parecem também estar outros regressos, como os de Mikel, Reyes, Aboubakar, Hernani, Sergio Oliveira, Galeno e Marega. Se acredito que nos casos de Reyes (para terceiro central), Mikel, Hernani, Galeno e Aboubakar tais regressos apenas se tornarão definitivos se não conseguirmos melhores alternativas ou se não aparecerem propostas minimamente intere$$antes, já nos casos de Marega, Indi e Sérgio Oliveira acredito que é apenas uma questão de tempo até que recebam guia de marcha.

Quanto a rumores de mercado, espero que seja possível vender em definitivo Quintero e Adrian Lopez, mesmo que por valores significativamente reduzidos, e que se consiga recuperar parte do investimento feito em Herrera e Maxi Pereira, dois jogadores que, não obstante serem óptimos profissionais, não têm qualidade para o FC Porto.

Relativamente a entradas, penso que as prioridades serão um 8 de grande qualidade (alô Moutinho?), um ponta de lança caso Aboubakar não fique (alô Jackson?), um terceiro central caso Reyes nao fique e como cereja no topo do bolo mais um extremo que faça diferença.

Esboço FC Porto 2017/2018

Guarda Redes
Iker Casillas, José Sá + 1 (Diogo Costa? Gudiño?)

Defesa Direito
Ricardo Pereira (com Diogo Dalot ou Fernando Fonseca de reserva na B e Layun para uma emergência)

Defesa Esquerdo
Alex Telles e Rafa Soares

Defesa Central
Marcano, Felipe + 1 (Reyes? nova contratação?)

Médios
Danilo, Mikel, André André, Oliver, Octavio, João Teixeira + 1 (Moutinho? nova contratação?)

Extremos  
Brahimi, Corona, Layun + 1 ou 2 ( Galeno? Hernani? nova contratação?)

Avançados
Soares, Rui Pedro + 1 (Aboubakar? Jackson? nova contratação?)


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Volta a bater




Volta a bater. Volta a bater o coração azul e branco de todos aqueles que partilham esta paixão inexplicável pelo Futebol Clube do Porto. É já amanhã que se inicia mais uma época, uma época em que, apesar de todas as desilusões sofridas nos últimos anos, depositamos a esperança de reconquistar tudo aquilo que nos tem sido tirado, umas vezes com mérito, outras tantas com colinhos, padres e missas.

Iniciamos amanhã uma nova caminhada e temos de saber perfeitamente para onde queremos ir. Mesmo que não seja possível garantir de antemão que vamos chegar ao destino a que nos propomos,  temos de, pelo menos, tudo fazer para garantir que existem condições de sucesso, tanto dentro como fora do campo. Já lá vamos.

Se, fora do campo, voltámos, e muito bem, a não deixar que nos pisem sem dar o devido troco; se, e muito bem, parámos de dar a outra face de cada vez que alguém se atreve a maltratar-nos; e se parámos, finalmente, de querer ser bons rapazes e estamos a mostrar que queremos voltar a ser feios, porcos e maus, já dentro do campo os pontos de interrogação continuam a ser mais que muitos.

Não podemos voltar a cometer erros escandalosos como os cometidos na preparacao da época passada, como por exemplo: "fechar o plantel" apenas em finais de Agosto, escolher para ponta de lança um jogador que nao servia para qualquer equipa da metade de cima da tabela e ainda por cima por valores proibitivos ou, o mais grave de todos, ter nomeado como treinador do nosso Clube um indivíduo que acha que o futebol ainda se faz apenas de chutão na frente, bolas divididas e muita corrida, um treinador que provou não respeitar o Porto e que, qual cereja no topo do bolo, não conseguiu colocar os interesses do Clube à frente dos seus.


Para voltarmos a ser o melhor clube português, para voltarmos ao lugar que tem sido nosso por direito, não basta focarmo-nos apenas numa das vertentes: temos de ser fortes tanto dentro como fora do campo, até porque o Sporting vai aparecer muito melhor que o ano passado e porque o Benfica, com ou sem polvo, vai ser um osso muito duro de roer.



Amanhã veremos quem se apresenta ao trabalho e começaremos a perceber o que nos espera em 2017/2018. Tentarei, ainda esta semana, escrever o que penso sobre as saídas já confirmadas, sobre as  saídas, entradas e regressos que se perspectivam e sobre o Sérgio Conceição, o novo homem do leme.

ps I: renovaram o lugar anual? todos somos poucos! podem fazê-lo aqui.

ps II: uma das razões que me fez deixar de escrever com regularidade foi o facto de não me identificar com a postura e com a política do Porto nos últimos largos anos. não me conseguia rever na postura de "dar a outra face". acredito que essa fase negra já lá vai e é por isso que volto a escrever. e assim continuarei a fazê-lo sempre que possível