Azul e Branco

Azul e Branco

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sporting 0-0 FC Porto: Só faltou o golo...

Este foi o primeiro teste da época contra um candidato ao título e o primeiro jogo em que não conseguimos marcar qualquer golo. Não foi por falta de oportunidades mas foi muito por causa de Rui Patrício. Os primeiros 45 minutos foram um espelho da identidade da nossa equipa: seguros a defender, criteriosos a pressionar, concentrados no momento de atacar a bola, e sempre a criar oportunidades claras de golo. 
Pode-se dizer que pelo menos na primeira parte a estratégia funcionou e o FC Porto vulgarizou o Sporting. Passados 35 minutos estava 6-0 em remates. A equipa jogou com confiança, soube manter a posse de bola com calma e confiança e, sempre que o Sporting tinha a bola, a equipa mantinha-se na expectativa, organizada e muito rápida a reagir à circulação de bola do adversário. Depois, ao recuperar a posse, a equipa saía em rápido contra-ataque quase sempre pelos pés do génio Brahimi e criava facilmente soluções através da velocidade da dupla africana.
Na segunda parte, Herrera rebentou e não conseguimos manter a mesma consistência. A pressão que o mexicano estava a fazer para travar as saídas do Sporting aos poucos abrandou e permitiu o adversário respirar melhor e assumir mais o jogo. Mesmo assim, ao longo dos 90 minutos só tiveram uma ocasião clara e o Porto fez mais para sair com os 3 pontos.

Pontos (+)
- Brahimi (MVP) – Começa a ser um hábito. Rui Patrício foi o melhor do jogo mas o nosso pequeno mago demonstrou mais uma vez a irreverência que faz desorganizar qualquer defesa.
- Alex Telles – Não permitiu um único centímetro a Gelson e obrigou JJ a trocar os alas na segunda parte. Provou que é um lateral de nível europeu.
- Herrera – Fez o que melhor sabe: pressionar. Correu muitos km’s para “secar” a saída a jogar do adversário e mostrou a calma de um jogador experiente quando tinha a bola nos pés. Pode vir a revelar-se um jogador muito importante ao longo da época.
- Felipe – Muito forte no jogo aéreo e nos duelos com Bas Dost. Uma autêntica carraça.
- Danilo – O nosso trinco merece também a menção pela forma como se mostrou disponível apesar do erro que originou a única clara oportunidade do Sporting.
izar um adversário por completo. Excelente a conduzir os contra-ataques e em quase tudo o resto.
- Atitude – A equipa jogou sem medo e com confiança em casa de um rival.
- Segurança defensiva – Impressionante a forma como esta equipa consegue anular os adversários. E fê-lo agora contra um rival direto e a jogar fora de casa.

Pontos (-)
- Layun – Não se pode dizer que tenha feito um mau jogo mas deixa muito a desejar nas ações defensivas. Quando Gelson passou para a esquerda, sentiu dificuldades e foi feliz em noite desinspirada dos extremos leoninos.
- Segunda parte – Não conseguimos fazer aquilo que tinha sido muito bem conseguido nos primeiros 45 minutos. Faltou alguém (Óliver) para assumir o jogo.

Rescaldo: Para a história fica um empate com sabor amargo mas a dar muito boas indicações para o futuro. Esta equipa parece ter fibra de campeão e os jogadores falam a mesma língua. O 1º lugar é nosso e que assim continue!


Eu quero o Porto campeão!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Monaco 0 - 3 FC Porto: Onde já vimos isto antes?

Não poderia começar esta crónica de outra forma. FC Porto 3 - 0 Monaco. Onde é que eu já vi isto antes!?

Assim que nos calhou em sorte o Monaco no sorteio da Liga dos Campeões, certamente que não houve Portista que não se tenha lembrado, provavelmente com muita nostalgia à mistura, daquela mágica noite de 26 de Maio de 2004 em que nos tornámos, mais uma vez, os Reis da Europa do Futebol. 

No entanto, ao contrário do que sentíamos àquela data enquanto Portistas, este ano sentíamos que não podíamos ser considerados favoritos no embate frente ao actual campeão francês. Afinal, estamos a falar da equipa sensação da Europa do tempos mais recentes, que comandados pela batuta de Leonardo Jardim poucas hipóteses têm dado a quem lhes sai ao caminho.

Sérgio Conceição também sentia que o adversário era demasiado forte para optar pela estratégia escolhida em todos os jogos oficiais até à data. Se nas provas internas a táctica usada até à data é a mais adequada face à valia (inexistente) de 95% dos adversários, já na prova rainha do futebol as coisas mudam de figura. Decidiu o nosso Mister, e muito bem, acrescentar um elemento na zona central do terreno (calma, já falaremos da surpresa reservada) e com isso equilibrar a equipa,  principalmente em comparação com o que acontecera frente ao Besiktas.

Em termos defensivos, a estratégia passou por colocar a equipa a jogar num misto de 4-4-1-1 e 4-5-1, com Herrera a pressionar (com Aboubakar) tentando evitar que o adversário ligasse a primeira fase de construção e a recuar para junto dos restantes médios quando os franceses conseguiam subir no terreno com bola. Quando remetidos ao último terço do terreno, obrigar sempre a equipa a jogar "por fora" e a recorrer a cruzamentos, depositando muita confiança na principal qualidade de Danilo, Marcano e Felipe, que é o jogo aéreo e a capacidade de vencer duelos individuais.

Em termos ofensivos, e ao contrário do habitual, fomos uma equipa que privilegiou menos a posse de bola e as saídas mais pensadas e que optou por tentar aproveitar a velocidade de Marega e Aboubakar nas transições rápidas. E aqui entra a surpresa lançada por Sérgio Conceição. Ao optar por fazer estrear Sérgio Oliveira esta época num jogo desta dimensão, o treinador Portista sabia que o lhe poderia acontecer caso as coisas corressem mal. Todos se lembram das experiências de António Oliveira com Costa em Manchester, de Lopetegui com Reyes em Munique ou de Jesualdo Ferreira com Nuno André Coelhos em Londres e não há quem não se arrepie só de pensar nisso.

Mas o nosso Mister não quis saber disso para nada. Na sua cabeça havia um plano para este jogo e na sua cabeça era irrelevante se o jogador que melhor podia interpretar esse plano tivesse zero minutos esta época. E no fim de contas, estava certo. Ganhou a aposta. Sérgio Oliveira pode não ter a intensidade que lhe permita ser titular no FC Porto, mas oferece coisas à equipa que mais nenhum médio pode oferecer: poder de fogo de meia distância, passes de média e longa distância ao pormenor (aquele passe de pé esquerdo de 40 metros a isolar Marega foi brilhante) e uma vontade de ter a bola e abrir linhas de passe ao nível de Oliver Torres.

O jogo não foi perfeito (para mim não existem jogos perfeitos), mas a equipa teve um comportamento irrepreensível e um desempenho brilhante. Aceitou que o adversário tem qualidade e adaptou-se de forma a aproveitar tudo aquilo que o jogo lhe deu. Adiantou-se no marcador por Aboubakar na sequência de um lançamento de linha lateral (um dia um lance destes também tinha de cair para o nosso lado), ampliou a vantagem novamente pelo avançado camaronês a meio da segunda parte num contra ataque daqueles que se ensinam nos manuais de bem jogar futebol e fechou a contagem por Layun numa jogada de muita insistência.

Em termos individuais, e correndo o risco de ser injusto porque todos os jogadores exibiram-se a um bom nível, destaco o nosso esquadrão de assalto africano. Se o Real Madrid tem a BBC e se o Barcelona tinha a MSN, o FC Porto tem a MBA: Marega, Brahimi e Aboubakar. Se Marega (que boa surpresa) dá cabo dos defesas pelo físico e Brahimi (que maldade) pela drible desconcertante e criatividade, já Aboubakar tenta misturar um pouco das características dos seus dois colegas, resolvendo na força aquilo que à primeira não consegue resolver na técnica.

Para finalizar, e porque a crónica já vai longa, não podia deixar de pegar no título do post do Francisco Ortigão ao jogo com o Besiktas. Nem tudo está bem quando se ganha, nem tudo está mal quando se perde. Vem aí mais um ciclo de jogos muito difíceis e não podemos embandeirar em arco depois desta vitória, nem podemos entrar em pânico caso as coisas corram menos bem em Alvalade ou em Leipzig. Continuo convencido que o trabalho está a ser muito bem feito, que vamos conseguir coisas boas este ano, mas que ainda somos uma equipa em crescimento. E para continuarmos a crescer, temos de continuar com este Mar Azul que desta vez até galgou fronteiras e conquistou o Principado no Sul de França.

sábado, 23 de setembro de 2017

Sai uma rodada de 5 golos para a jornada 7, por favor!

Jornada 7: FC Porto 5-2 Portimonense

Nos primeiros 6 minutos de jogo, a nossa equipa já tinha 3 oportunidades claras de golo. Esta é a imagem do FC Porto 2017/18. Com as setas apontadas à frente, a equipa procura desequilíbrios através de movimentações contínuas dos homens mais avançados, jogo direto e vertical a queimar etapas de construção e forte presença na área adversária. A equipa coloca muitos jogadores no processo ofensivo e fá-lo porque tem a consciência e responsabilidade de recuperar rápido a bola quando a perde.


Este jogo foi mais um exemplo disso e a postura aberta do Portimonense ajudou a que o Porto tivesse espaço para explorar melhor as lacunas defensivas do adversário. E foi também em pouco menos de 6 minutos que o jogo se decidiu, aos 20, 22 e 25 minutos de jogo. Mesmo a perder por 3-0, a equipa de Portimão procurou sempre o golo e quase sempre através do eixo Paulinho-Nakajima em ambos que demonstraram uma qualidade técnica acima da média. No entanto, a diferença entre as equipas foi evidente e o FC Porto somou mais 5 golos ao registo de golos marcados em casa que já vai em 15.

Pontos (+)
- Brahimi (MVP) – Estamos sempre à espera de um toque de magia seja quando recebe a bola no ataque ou junto à sua própria área. Ontem foram incontáveis as vezes em que destabilizou o adversário com dribles ou passes a rasgar. Foi um autêntico pesadelo para a defesa do Portimonense!
- Ricardo Pereira – Irrepreensível. Rápido, concentrado e a jogar na antecipação. Falhou um passe aos 83 minutos que deverá ter sido o único erro em todo o jogo.
- Corona - Muito menos interventivo que Brahimi mas com pormenores que decidem jogos. Fez 2 assistências com grande mérito. Queremos mais vezes este Corona!
- Herrera - Talvez ninguém pensasse que o mexicano pudesse ser um dos melhores da partida ao vê-lo integrar o 11 inicial. A verdade é que trouxe presença e força ao meio-campo mostrando argumentos para ser uma solução diferente de Óliver.
- Alex Telles - Tal como estamos habituados a ver: com raça e com pendor ofensivo.
- Criatividade e Versatilidade - Sérgio está a construir um conjunto de jogadores versáteis e está a criar opções onde se pensava que não havia alternativa.

Rescaldo: Difícil apontar aspectos negativos quando a equipa está em sintonia, confiante, esforçada e consegue fazer as coisas bem. Foi extremamente importante conseguirmos chegar só com vitórias ao jogo de Alvalade. A equipa entrará em campo com confiança na próxima jornada e, por isso, a estratégia será o factor decisivo para levar os 3 pontos. Vamos a eles!

Eu quero ver o Porto ser campeão!

Texto de Francisco Ortigão

domingo, 17 de setembro de 2017

Rio Ave 1 - 2 FC Porto : se era este "o" teste de fogo...

...quer me parecer que fomos aprovados com distinção!

Estava eu no sofá num daqueles domingos preguiçosos em que até um horrendo Belenenses - Estoril parece a desculpa perfeita para não pensar sequer em sair de casa quando de repente mais um daqueles comentadores bem falantes da Sport tv (que nada percebem de futebol) refere que "a deslocação do FC Porto ao terreno do Rio Ave é o verdadeiro teste à equipa orientada por Sérgio Conceição" e que a "partir do jogo de hoje poderíamos perceber que FC Porto vamos ter este ano".

Esquecendo o facto de que esta lenga-lenga já foi repetida até à exaustão pela comunicação social desde que o campeonato começou, muito provavelmente na esperança de assistir-se a uma derrota dos azuis e brancos para poderem anunciar que o "rei vai nu", e sabendo que a mesma comunicação social voltará à carga com esta treta nas próximas jornadas, a verdade é que era óbvio que o jogo frente aos comandados de Miguel Cardoso teria um grau de dificuldade elevado (basta pensar que o Benfica só empatou em Vila do Conde graças a mais um "Jonalti") e que só um bom FC Porto conseguiria superar o teste.

E foi exactamente um FC Porto assim que se apresentou hoje no Estádio dos Arcos. Entrando de início com tres alterações em relação à recepção ao Besiktas (Herrera por Oliver, Octávio por Corona e Aboubakar por Soares), os azuis e brancos tentaram assumir a despesas do jogo desde cedo, tendo ficado muito perto de abrir o marcador por Brahimi ainda dentro do primeiro quarto de hora. No entanto, o Rio Ave reagiu bem à entrada do FC Porto e conseguiu discutir sempre o jogo na primeira parte, fruto da sua qualidade na primeira fase de construção e da forma como "encurta" o campo subindo a linha defensiva. Com Octávio desinspirado, com Herrera displicente e com Danilo, mais uma vez, a demonstrar que não consegue acrescentar o que se pretende quando a equipa tem a bola, o nulo ao intervalo não surpreendeu o gigante mar azul que se deslocou a Vila do Conde.


Na segunda parte, tudo diferente para melhor, tendo o FC Porto aproveitado o elan criado pelo golo madrugador de Danilo na sequencia de um canto. O Rio Ave viu-se obrigado a incluir mais homens na manobra ofensiva e o FC Porto ficou com mais espaço para criar desiquilibrios na defesa adversária. Neste aspecto, destaque para Brahimi, que fez uma segunda parte de grande nível e que teve como momento alto a assistência para o golo de Marega.

Com 2-0 no marcador, pensei que o jogo estava "feito". Contudo, uma desatenção de Ricardo na sequência de um corte defeituoso de Felipe permitiu que Nuno Santos batesse Iker Casillas pela primeira vez esta época (foram 525 minutos sem sofrer golos, uma marca de registo) e os alarmes soaram nas hostes azuis e brancas. Os vilacondenses acabaram por não voltar a criar perigo após o golo mas nestes casos a incerteza mantém-se até ao apito final. Quando Jorge Sousa deu por terminado o jogo, ficou a sensação de dever cumprido e de que o resultado se ajustou ao que se passou dentro do campo. A exibição não foi perfeita, mas a segunda parte teve momentos bastantes agradáveis e trouxemos os três pontos para o Dragão, que era o que realmente importava.

Em termos individuais, destaco a exibição de Brahimi. Se é verdade que por vezes pode irritar os adeptos por não saber soltar a bola no momento certo, não menos verdade é que é a ele que os colegas recorrem quando percebem que o colectivo está com dificuldades em contornar os problemas criados pelos adversários. Hoje voltou a assumir o jogo nos momentos mais difíceis e a ser um porto seguro para a equipa. A manter!

Pela negativa, segundo jogo seguido que Octávio não consegue corresponder à aposta de Sérgio Conceição. Muita ansiedade com a bola nos pés, o que o leva a decidir muitas vezes mal. O facto de querer sempre fazer um passe que de morte ou uma jogada que caiba nos resumos do jogo na TV não ajuda, bem como não ajuda o facto de não tentar o remate de média distância, o que o ajudaria a criar mais incertezas no defesa que o marca. A rever!

Sexta feira há mais. No sítio do costume, em busca da sétima vitória consecutiva, para entrarmos em Alvalade, pelo menos, em primeiro lugar empatados com o Sporting!

#seisemseis #seguimosnafrente #marazul

PS: o que passou-se no Bessa? O Clero meteu greve? Não podemos tirar o pé do acelerador porque já sabemos que os padres não vão deixar o benfica cair ainda mais









quinta-feira, 14 de setembro de 2017

FC Porto 1-3 Besiktas: Nem tudo está bem quando se ganha, nem tudo está mal quando se perde.

A estreia na Champions League 2017/18 acabou ser também a estreia nos testes difíceis para este novo FC Porto. Ao contrário do que estava perspetivado, o jogo em Braga revelou-se menos exigente do que o esperado e, só hoje, esta equipa foi posta à prova. Sérgio Conceição convenceu-se que 2 médios no centro do terreno seria o suficiente, mas estava enganado. O Besiktas soube jogar na expectativa usando um bloco mais compacto e saindo rapidamente para o contra-ataque. Não foi só a inferioridade numérica no meio campo que prejudicou o Porto, também a qualidade dos adversários surpreendeu de certa forma a nossa equipa. Ao intervalo, houve substituições no sentido de ter mais presença no meio campo e, efetivamente, foi nesta altura que conseguimos pegar mais no jogo e estarmos mais perto do golo. Mesmo assim, faltou eficácia e criatividade à equipa. Este jogo mostrou que este plantel é curto para tantas competições.


Pontos (+)
- Brahimi – Para o bem e para o mal. O argelino correu, defendeu, fintou, criou e sofreu… Sofreu porque sentiu-se desacompanhado e a um nível visivelmente superior a todos os restantes. Que continue assim!
- Felipe – Atitude aguerrida e sempre muito interventivo.

Pontos (-)
- Casillas – O elo mais fraco na partida de hoje. Tudo porque teve culpa em 2 dos 3 golos sofridos hoje.
- Danilo – Num meio-campo em inferioridade, exigia-se mais agressividade. Passou ao lado do jogo.
- Soares – Teve 90 minutos de pouca intensidade e velocidade, apesar dos seus 2 remates perigosos.




- Falta de agressividade – Ao contrário dos outros jogos, a equipa esteve pouco agressiva e com fraca reação à perda da bola.
- Espaço – A equipa deu demasiado espaço e demasiado tempo para pensar à equipa adversária.

Rescaldo: O resultado é mentiroso muito por fruto da extrema eficácia do Besiktas, mas serve de aprendizagem para o resto da época. Fica a ideia que este FC Porto deverá optar por um esquema diferente (e mais cauteloso) em partidas com esta exigência.


Gostamos da Champions mas queremos é o campeonato! 

domingo, 10 de setembro de 2017

FC Porto 3 - 0 Chaves

1.

Não pude ver o jogo por uma boa razão. Fui "casar" uma das melhores pessoas que conheço e esta é uma daquelas poucas situações em que posso dizer que não fui ao Dragão sem ficar chateado.
Uma vez que nenhum dos escribas deste estaminé pôde ver a partida de ontem, esta terá de ser obrigatoriamente uma crónica diferente das habituais. De qualquer forma, o que realmente importa é o que está escrito acima: 1.

À quinta jornada, estamos no lugar onde queremos acabar o campeonato. 5 jogos, 5 vitórias, 5 vezes sem sofrer golos, 5 mares azuis nas bancadas, 5 jogos equipados de azul e branco. Consta que jogámos pouco, principalmente na primeira parte? Talvez tenha sido assim, mas isso hoje pouco importa. Até porque se a jogar mal ganhamos 3 - 0 (e sem necessidade de marcar golos em penaltis inventados ou sem que os video padres de serviço entrem em campo para anular golos limpos aos adversário), quando a equipa estiver num dia mais inspirado as coisas serão muito mais fáceis. O que importa, o que sei, é que vão ter de continuar a levar com esta equipa e com este mar azul e que tudo faremos para que o vencedor antecipado escolhido na secretaria à moda do wrestling tenha uma surpresa em Maio.






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Balanço do mercado de transferências

Fechou ontem o mercado de transferências e as últimas horas não trouxeram nenhuma grande boa ou má notícia. Relativamente àquilo que a comunicação foi noticiando nos últimos tempos, importa sublinhar duas coisas:

Infelizmente não foi possível trazer nenhum reforço que pudesse lutar pela entrada directa no onze e, se assim foi, concordo que não tenhamos contratado por contratar.
Felizmente conseguimos manter os nossos jogadores que mais foram assediados ao longo dos últimos meses.

Vamos por partes. No dia 11/07/2017, no post "FC Porto 2017/2018 - o que sabemos até agora", numa altura em que pensava que o nosso treinador iria optar por jogar em 4-3-3 e não em 4-4-2 como tem acontecido, escrevi que a prioridade teria de ser a contratação de um 8 de grande qualidade. Acreditava que Herrera seria vendido e que chegaria alguém com (muito) mais qualidade para o seu lugar. Consta que Wendel esteve em cima da mesa, mas o negócio não chegou a bom porto. Porém, analisando a forma como temos jogado, e tendo Reyes permanecido no plantel, parece-me que ficamos (ainda) mais "curtos" no ataque do que no meio campo, pelo que estava com esperança que tivesse entrado alguém que pudesse fazer todas as posições do ataque. Não aconteceu, bola para a frente, e é com os seguintes 22 jogadores que vamos atacar o campeonato. Leram bem, o campeonato. Porque se me disserem que não passamos o grupo da Liga dos Campeões e que somos eliminados cedo na Taça de Portugal mas que voltamos a ser campeões nacionais, assino já por baixo. Contente.

Guarda Redes
Iker Casillas, José Sá e Vaná

Defesas 
Ricardo Pereira e Layun (ambos poderão em último caso fazer as vezes de extremo), Alex Telles, Felipe, Marcano, Diego Reyes e Maxi

Médios
Danilo, André André, Oliver, Octávio, Sérgio Oliveira e Herrera

Extremos
Brahimi, Corona, Hernani

Avançados
Tiquinho Soares, Aboubakar e Marega

Equipa B
Em casos de emergência, poderemos socorrer-nos de alguns jogadores da equipa B, como por exemplo Diogo Dalot, Jorge Fernandes, Galeno ou Fede Varela.

Muito se tem dito e escrito relativamente à falta de profundidade do plantel. E tendo a concordar, principalmente no ataque e também no que diz respeito à posição ocupada por Oliver no terreno de jogo. Temos um onze base fortíssimo mas algumas segundas opções estão longe de oferecer a mesma qualidade dos titulares. No entanto, para disfarçar as insuficiências do plantel, acredito muito no principal reforço da temporada: Sérgio Conceição. Quando se joga como uma equipa grande, quando todos sabem o que fazer no terreno de jogo e quando todos estão disponíveis para dar o máximo em prol da equipa e do clube, o todo torna-se muito maior que a soma das partes. Será essa a nossa principal virtude e esse mérito será quase todo do treinador.

Em jeito de conclusão, posso dizer que estou muito satisfeito com a forma como o FC Porto trabalhou neste mercado de transferências e com o modo como foi preparada esta temporada. É claro que não concordo com tudo o que foi feito. Há coisas que, para mim, não fazem sentido, como por exemplo:

- saída de Rafa Soares em vez de Maxi Pereira
- contratação de Vaná, mantendo-se José Sá no plantel
- permanência de Herrera (o que não permitiu a chegada de Wendel)

Mas, no geral, o balanço é extremamente positivo. E, posso estar enganado, mas penso que o sentimento geral dos adeptos Portistas é o mesmo. E sobre isto tenho de dizer o seguinte: que sorte tem a direcção do FC Porto por ter adeptos como os nossos. Adeptos que, após 4 anos sem títulos e a assistir a decisões incompreensíveis por parte da direcção, estão dispostos a levar a equipa ao colo num mar azul, apesar de não terem sido feitas contratações para reforçar o plantel.

Notas soltas: 

1 - Ainda bem que as equipas inglesas vão discutir a alteração da data de fecho do mercado na Premier League. Espero que concluam que o mercado tem de fechar muito mais cedo e que as restantes ligas venham a seguir o exemplo

2 - Ainda bem que o benfica não se reforçou com um central de qualidade e com um guarda redes para substituir Ederson. É verdade que chegou um defesa direito brasileiro a Lisboa (que respondeu aos jornalistas portugueses.... em espanhol) e que o plantel de padres é praticamente o mesmo da época passada, mas não deixa de ser uma boa notícia que tenham vendido 4 titulares.

3 - Pena que o Sporting não tenha vendido William e que, à hora a que escrevo, a venda de Adrien ainda não esteja confirmada. Parece-me que os lagartos vão estar bem mais fortes que o ano passado.

4 - Curioso que os empréstimos de Rui Pedro e João Carlos Teixeira tenham sido feitos a clubes que tão mal nos tratam. 

5 - Bueno acabou por ser inscrito ontem. Estaremos na presença do nosso "Jonas" ou nem fará parte do plantel? Eu sei que esta inscrição parece para os apanhados, mas sempre gostei do Bueno como jogador.

6 - Santiago Irala. Só de me lembrar de onde vem esta "contratação" (ou será revalidação?), já fico arrepiado. Espero que não passe de um mau feeling...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Jornada 4: SC Braga 0-1 FC Porto

Numa das deslocações teoricamente mais difíceis deste campeonato, a nossa equipa entrou bem e foi premiada com um golo madrugador após um fantástico gesto técnico de Corona. Durante todo o jogo, o FC Porto esteve mais perto do 2-0 do que o Braga do empate. Numa primeira parte com muita movimentação e agressividade, a equipa criou inúmeras oportunidades mas não foi capaz de as concretizar muito por culpa das defesas de Matheus e dos falhanços dos nossos jogadores. Na segunda parte, Sérgio Conceição mudou para 4-3-3 para equilibrar a equipa e foi exatamente isso que aconteceu. Não tivemos tanta facilidade em criar situações de perigo mas conseguimos controlar o jogo com mais presença no meio campo. Deixámos por isso de dar espaço entre linhas ao adversário que tinha permitido a Fábio Martins e a Xadas os lances de maior ameaça à nossa baliza.

Pontos (+)

- Brahimi (MVP) - Se Matheus foi o MVP do jogo, Brahimi foi o nosso MVP. Sozinho conseguiu destabilizar a equipa do Braga.
- Ricardo - Mais uma vez esteve muito interventivo com bons apontamentos a atacar e defender.
- Marega - Tem um poder de arranque impressionante e sabe usar o que tem.
- Corona – Fez um golo digno de um jogador com muita qualidade. 
- Óliver - Que grande primeira parte! Parece que a sua criatividade aumenta de jogo para jogo.
- Ótavio e André André – Duas boas substituições que deram o equilíbrio à equipa.

- Movimentações ofensivas - o quarteto mais ofensivo fez movimentações constantes de maneira a criar linhas de passe e novas formas de chegar à baliza.
- Adaptabilidade e substituições – A equipa passou de 4-4-2 para 4-3-3 para se adaptar ao jogo e procurar o equilíbrio. Não se sentiu nenhuma fraqueza ou desconforto por parte dos jogadores.
- Jogadas estudadas – Muito trabalho de laboratório neste FC Porto 17/18. Vimos pelo menos 3/4 lances livres com jogadas estudadas a surpreenderem a defesa do Braga e a criar situações de perigo.


Pontos (-)

- Aboubakar - Falta de eficácia em momentos chave apesar de outros bons pormenores ao longo do jogo. 
- Felipe - Comprometeu em mais do que um lance na partida e mostrou alguma displicência.

- Espaço entre linhas no 4-4-2 - Muito espaço cedido ao adversário nesta forma de estar em campo. As perdas de bola no miolo originaram vários metros vazios entre a dupla Danilo/Óliver e os nossos 4 defesas que permitiu aos alas do Braga pegar no jogo por várias ocasiões.


Rescaldo: Foi a qualidade de Corona que decidiu o jogo mas o resultado merecia ter sido mais avultado, não só pela exibição como também pelo apoio dos nossos 7 mil adeptos que se deslocaram. Passámos num teste difícil e desfizemos as dúvidas em relação a adversários mais perigosos. É possível que o nosso treinador opte pelo 4-3-3 em jogos mais exigentes... veremos isso mais à frente. No que interessa: 4 jogos, 4 vitórias e zero golos sofridos. Recorde de carreira para Iker Casillas e melhor registo defensivo no clube desde 1983/84, com José Maria Pedroto. Fantástico!

Queremos o Porto campeão!

PS: Texto de Francisco Ortigão

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

FC Porto 3 - 0 Moreirense: Candeia que vai à frente...

Alumia duas vezes! Mais uma jornada, mais um jogo em que o FC Porto optou por jogar de azul e branco, mais uma vitória e mais uma exibição agradável. Se é verdade que todos os jogos valem os mesmos três pontos, seja em Agosto ou em Maio, seja contra o Moreirense ou contra o Benfica, não menos verdade é que todos sabemos da importância de entrar bem no campeonato e de criar uma onda de confiança que permita encarar os difíceis desafios que se avizinham com mais tranquilidade.

O 3-0 final espelha bem o que se passou dentro do campo durante os 90 minutos, naquilo que não foi uma exibição de encher o olho, mas que teve momentos interessantes e de bom futebol. Diga-se, até, que a boa notícia é que a equipa consegue resolver os problemas colocados pelos adversários numa tarde de pouca inspiração. Se com os principais responsáveis pela criação de desequilíbrios no 1x1 (Brahimi e Corona) em "tarde não" conseguimos vencer com naturalidade, o que acontecerá quando estes decidirem abrir o livro?

Em termos colectivos, e apesar de Maxi ter surgido no lugar do indiscutível Ricardo Pereira, a equipa apresentou comportamentos muito parecidos com os que tínhamos visto frente ao Estoril. Laterais muito projectados no terreno de jogo, Brahimi e Corona a tentar receber "dentro" quando a equipa tem a posse de bola, Aboubakar a tentar dar à equipa apoios frontais e Marega a procurar o espaço nas costas da defesa contrária. Sem bola, duas linhas de quatro bem subidas no terreno de jogo, com Aboubakar e Marega a pressionar alto, e todos os jogadores com grande reacção à perda da bola.

Registo apenas para uma pequena nuance introduzida pelo Mister Sérgio Conceição. Enquanto até à segunda jornada a tarefa de iniciar a construção estava maioritariamente a cargo de Danilo, no jogo de ontem vimos Oliver a vir buscar o jogo bem atrás, subindo Danilo no terreno. Confesso que é algo que me agradou (uma vez que o espanhol tem uma capacidade de passe e encontrar espaços muito superior ao internacional português) e que tenho curiosidade em perceber se foi circunstancial ou se é para repetir.

Em termos individuais, destaco o MVP Aboubakar com 3 golos à ponta de lança - ver aqui. Se na recepção ao Estoril o camaronês esteve bastante perdulário, já ontem tirou a barriga de misérias e criou o pânico junto da defesa de Moreira de Cónegos.

Nota, também, muito positiva para Alex Telles. É evidente que os laterais assumem um papel vital na estratégia delineada por Sérgio Conceição (não temos extremos puros de qualidade) e o brasileiro tem demonstrado que é possível tornar-se num ala sem comprometer a equipa em termos defensivos. 

Por fim, destaque ainda para Danilo Pereira, que aos poucos vai subindo os índices físicos e começa a sentir-se mais à vontade neste esquema táctico, oferecendo linhas de passe aos colegas e soltando mais rapidamente a bola.

Domingo temos a difícil deslocação a Braga antes da paragem para compromissos da selecção nacional (o que é uma grande treta...). Siga trazer os três pontos da Pedreira para fechar este mini ciclo inicial com 100% de aproveitamento!

PS: Pensei adicionar esta observação no primeiro parágrafo, mas fica o registo aqui no final. Mais um jogo, mais um penalti por marcar a favor do FC Porto (aos 40m, sobre Corona). 3 jogos, 3 penaltis por assinalar. Até agora não fez diferença, mas não vai ser sempre assim. Parece que nem com o vídeo árbitro as coisas vão mudar..

sábado, 19 de agosto de 2017

Antevisão FC Porto - Moreirense

3ª Jornada: FC Porto – Moreirense

20 de Agosto às 18h

Árbitro: Manuel Oliveira

Nas duas primeiras jornadas, o Moreirense somou pontos e o FC Porto somou vitórias. Este domingo as equipas vão procurar o mesmoNão há jogos fáceis, mas está claro que com o Estádio do Dragão esgotado e pela diferença qualitativa entre as 2 equipas, o Porto tem todas as condições para sair com os 3 pontos. Além disso, o nosso treinador jogou no primeiro FC Porto-Moreirense no Dragão em que vencemos por 2-0 no ano de 2003. Esperemos que amanhã seja igual ou melhor.

FC Porto.

Tudo aponta para que que se mantenha tudo igual em relação ao onze em Tondela. Soares está em recuperação e a equipa técnica quer garanti-lo para o jogo com o Braga. Por sua vez, 
Brahimi esteve a ser gerido de forma a poder ser utilizado novamente durante os 90 minutos. O argelino nesta época 2017/18 já soma 2 jogos completos, algo que nunca tinha conseguido por esta altura do campeonato.


Moreirense

Tarefa dura para Manuel Machado ao visitar o Dragão com uma equipa totalmente renovada e à 3ª jornada do campeonato (eventualmente ainda a afinar as ideias de jogo). Do onze que venceu a Taça da Liga em Janeirodeste ano contra o Benfica sobra apenas Makaridze que nem sequer foi titular nesta liga 2017/18. As estrelas Geraldes, Podence, CaueBoateng e Drame saíram do clube de Moreira de Cónegos e foram substituídos por jogadores pouco ou nada conhecidos. O destaque vai para o internacional sub-20 venezuelano Ronaldo Peña. As críticas e o nome prometem, resta ver se a qualidade confirma… É também provável que assuma a titularidadeneste jogo com a saída de Boateng.

Prevê-se um jogo vertical e dominante por parte do FC Porto e um jogo aguerrido por parte do Moreirense. A nossa equipa parte em vantagem jogando em casa e beneficia ainda por ter um plantel semelhante ao da temporada passada. O Moreirense terá de fazer um jogo perfeito para tirar pontos aos nossos dragões.


Texto de Francisco Ortigão