Azul e Branco

Azul e Branco

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FC Porto 5-0 Rio Ave: Dá cá mais 5!


Após uma derrota pesada e difícil de engolir em casa, a resposta da equipa não poderia ser melhor: os mesmos 5-0 dentro das mesmas 4 linhas mas agora na baliza certa.
“A sorte dá muito trabalho” – já dizia o nosso ex-treinador Vítor Pereira quando orientava o FC Porto. E, de facto, hoje tivemos um pouco dos 2: a sorte de marcar ao primeiro minuto e a arte de fazer golos, fruto certamente de muito trabalho. Quem não teve muita sorte foi o nosso adversário, o Rio Ave que, não mudando a sua habitual identidade dentro de campo, acabou por sofrer com a eficácia dos nossos atacantes e a pressão alta dos nossos médios na saída a jogar. Os vila-condenses bem que tentaram construir o jogo a partir de Cássio e dos seus defesas mas rapidamente Herrera e Sérgio Oliveira cobriam os espaços como que sufocando as iniciativas do adversário. Quando recuperada a bola, a equipa do FC Porto tinha espaço suficiente para criar perigo tanto em ataque organizado como em contra-ataque, dada a colocação dos jogadores do Rio Ave ao largo de todo o terreno de jogo.
A equipa do FC Porto aos poucos foi matando um adversário que se sentiu cada vez mais impotente com o passar dos minutos. Quando já a vitória não podia fugir, os jogadores souberam gerir a posse da bola e, principalmente, o desgaste físico que muito importante é nesta fase da época.
Sérgio Conceição demonstrou neste jogo a sua forte capacidade de liderança e o poder que tem em manter o grupo unido, focado e concentrado. Toda a equipa está de parabéns!




Pontos (+)

- Soares (MVP) – O nosso Tiquinho está mesmo de volta. Exibição com garra e a saber aparecer no sítio certo à hora certa com muita eficácia (coisa que vinha faltando no pós-lesão).
- Alex Telles – (R2 + O) é assim que saem os cruzamentos do Telles, telecomandados. Já são 11 assistências no campeonato e mais uma exibição super consistente. Craque!
- Sérgio Oliveira – Melhor de dia para dia. Mais confiante e cada vez mais preparado fisicamente. A cobrir espaços no meio-campo e a entregar a bola jogável para os da frente. E a juntar, mais um golo para a conta pessoal.

- Lances de Bola Parada – Apesar da forte atenção do adversário a estes lances, a equipa foi capaz de mais uma vez ser feliz nas bolas paradas. Muito trabalho de casa tem sido feito com certeza.
- Pressão alta – A capacidade de pressão por parte de toda a equipa é brilhante. Não só pela intensidade como também pela forma como é bem executada.
- Eficácia – Nas ocasiões que criou a equipa marcou quase sempre e provou os altos índices de eficácia dos seus jogadores.



Rescaldo: Mais que as exibições individuais, aquilo que se deve destacar na vitória de hoje é a equipa. A forma como todo o grupo reagiu a um jogo muito pouco conseguido é de louvar. Os jogadores demonstraram que estão em sintonia com os adeptos e que a fome de vencer aumenta semana após semana.
Agora seguem-se os 45 minutos mais importantes da época até ao momento… Vamos a eles!

QUEREMOS VER O PORTO CAMPEÃO!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

FC Porto 1 - 0 Sporting: Faltou um bocadinho "assim"

Ao intervalo da meia final da Taça de Portugal, o FC Porto está na frente. Vencer e não sofrer golos é sempre um bom resultado numa eliminatória a duas mãos, mas a verdade é que "isto" podia ter ficado resolvido já hoje. Faltou um bocadinho "assim"!

Faltou o nosso melhor jogador ter aparecido hoje (vambora Brahimi!!), faltou o livre do Sérgio Oliveira não ter batido no poste, faltou Rui Patrício não ter tirado um golo feito ao Soares, faltou não termos facturado quando aparecemos três vezes só com o guarda redes pela frente (2x Brahimi, 1x Herrera), faltou Hernâni ter decidido melhor em dois ou três lances prometedores.

Faltou tudo isto, mas houve muitas outras coisas boas! Tivemos o melhor Felipe desde que chegou a Portugal, tivemos um Ricardo a um nível fantástico (quero ver se se vão atrever a deixá-lo de fora do campeonato do mundo), tivemos uma dupla no meio campo a fazer esquecer Danilo, tivemos um Reyes que passou de patinho feio a opção fiável, tivemos um Corona a voltar ao nível antes do jogo na Vila das Aves e tivemos um Soares a dizer presente depois da escaramuça de Braga.

Pela terceira vez esta época os Dragões superiorizaram-se aos Leões e obrigaram o adversário a apostar em transições rápidas. Só que, desta vez, o azar não bateu à nossa porta, como aconteceu principalmente no jogo de Braga para a Taça da Liga e foi dado um passo importante para marcarmos presença na festa do Jamor. 

O calendário não dá tréguas e domingo voltamos a entrar em campo em Chaves para mais um jogo fundamental nesta maratona que é a Liga Nos. Só os três pontos interessam por isso nem quero ouvir falar em poupanças para a recepção ao Liverpool.

#nosvamosganhar


domingo, 4 de fevereiro de 2018

FC Porto 3 - 1 Braga: missão impossível

Depois do tropeção em Moreira de Cónegos, a expectativa para a recepção ao Braga era grande. Era muito importante ganhar, mas era também fundamental mostrar que as boas exibições não fazem parte do passado. Perante um adversário com qualidade, que gosta de sair a jogar e que joga com uma linha defensiva bastante subida, e com Hugo Miguel no apito e o ferrari vermelho no VAR, só um bom Porto conseguiria dar uma resposta forte a todos os que já nos querem fazer o funeral e a missa de sétimo dia. E assim foi. Apostando em Corona e Sérgio Oliveira para os lugares de Paulinho e Oliver, Sérgio Conceição mostrou não ter medo do meio campo dos bracarenses e quis pressionar alto desde o apito inicial. Sérgio Oliveira juntou-se ao quarteto mais ofensivo dos azuis e brancos na pressão alta e obrigou a equipa adversária a fugir à sua matriz de jogo, o que facilitou a tarefa de Herrera e da linha defensiva. Sem ser brilhante, na primeira parte tivemos um Porto interessante, compacto, forte e seguro a defender. O intervalo chegou com o placard a marcar 2-1 (golos de Sérgio Oliveira e Reyes), o que acabou por ser um prémio algo injusto para o adversário, que não justificou a diferença mínima no marcador. Na segunda parte a toada manteve-se inalterada e apenas um jogo bastante infeliz de Marega (algumas falhas ao nível técnico e várias más decisões) impediu que o Porto aumentasse mais cedo a vantagem no marcador e acabasse com o jogo. O 3-1 acabou por surgir por Aboubakar, que finalizou com sucesso um cruzamento de Alex Telles(3 assistências). O Porto baixou linhas e deixou de pressionar tão alto, o que permitiu que o Braga desse um ar da sua graça nos últimos 10 minutos de jogo, colocando à prova a defesa dos portistas. O apito final chegou sem que os bracarenses conseguissem reduzir a desvantagem e a diferença de dois golos ajusta-se ao que se passou durante os 90minutos. Três pontos no bolso, missão cumprida e as capas dos jornais desportivos lisboetas perderam as suas manchetes preparadas para este Domingo. Se depois do Sporting - Guimarães tivemos de levar com capas bombásticas a destacar a "liderança" dos lagartos (sem referirem aquela minudência de ser à condição ou provisória), nem quero imaginar como teriam sido hoje as capas vermelhas sobre o mesmo tema! Destaques: Toda a defesa do Porto esteve bem. Aliás, a grande maioria dos jogadores exibiu-se em bom plano, com a excepção de Marega, Corona e do suplente Paulinho. José Sá esteve muito bem entre os postes e efectuou duas defesas de dificuldade elevadíssima, Ricardo esteve muito bem a defender e a atacar, Felipe (de quem não sou o maior dos fãs) fez uma das melhores exibições da época, Alex Telles inventou os três golos do Porto, Herrera esteve impecável a desempenhar funções que não conhece tão bem e Aboubakar esteve exemplar a segurar a bola no meio dos defesas adversários e a entregar a bola redondinha aos colegas. No entanto, o MVP vai para aquele por quem quase ninguém dava nada: Sérgio Oliveira. Que jogo. Passe curto, passe longo, chegada à área adversária, primeira fase de construção, recuperação de bolas, faltas inteligentes, golo. Assim sim Sérgio! Para o final deixo o título do post. Missão impossível. Sim, ganhámos, estamos na frente da liga, mas isto tem tudo para ser uma missão (quase) impossível. Mais um jogo com um penalti por assinalar com o resultado empatado. Os jogadores do Porto sofrem falta e caem na área e eu já quase nem reajo. Inconscientemente já sei que nada vai ser assinalado. E quando assim é, a missão torna-se praticamente impossível. Bem sei que há quem diga que temos de jogar sempre o triplo que o adversário e que temos de jogar o suficiente para ganhar mesmo contra 14 (agora 15, soma-se o VAR), mas isso nem sempre é possível. E nem sempre é possível para todas as equipas do mundo inteiro. Nem para o Barcelona, City ou PSG. Sabem quantas equipas que lideram os campeonatos por essa Europa fora têm zero penaltis a favor com o jogo empatado? Isto é, sabem quantas equipas nunca chegaram à vantagem num determinado jogo através de um penalti? Eu digo-vos. Uma equipa. Sim, essa. Adivinharam. Em toda a Europa, se formos analisar equipas que lutam por um lugar nas competições europeias, apenas FC Porto e Atlético de Madrid não beneficiaram de uma grande penalidade com o jogo empatado. E em Portugal apenas FC Porto, Belenenses e Marítimo estão nessa situação, enquanto que os nossos adversários já por várias vezes tiveram penaltis a favor quando jogo estava difícil. E em alguns deles nem houve falta. Sintomático

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Moreirense 0-0 FC Porto: Uma parte de avanço, outra de falhanço

Vamos falar de futebol, por partes. A nossa entrada em jogo não foi feliz. Jogadas demasiadas previsíveis e atitude demasiado reativa. Ou seja, reativa na perda de bola para a recuperar rapidamente, mas muito pouco dinâmica na procura de espaços e triangulações. Algum mérito também para o posicionamento dos jogadores adversários que tiveram um único objetivo ao longo dos 90 minutos: condicionar o jogo do FC Porto. E quem não viu o jogo perguntará: e Brahimi? Pois… Brahimi esteve desaparecido, ou melhor, ele esteve lá mas não era ele. Perdeu bolas atrás de bolas e tentou fazer, sem sucesso, o que antes (da lesão) fazia dele o melhor jogador do campeonato. Por outro lado, uma boa surpresa: Paulinho. “Sem Brahimi”, Paulinho não teve medo de assumir o jogo e fê-lo com muita vontade (como se viu pelos gestos do médio). A sua principal arma do último passe fez-se sentir e quase desbloqueou o jogo por 2 ou 3 vezes. A primeira parte resumiu-se por isso a pouco futebol e a uma oportunidade flagrante falhada pelo fantasma Brahimi num lance de bola parada preparado por um verdadeiro génio.



A segunda parte teve (+). Mais lances de perigo, mais dinâmica, mais atitude e, sobretudo, mais ocasiões desperdiçadas. O jogo não foi mais bonito mas conseguimos colocar mais bolas na área adversária sobretudo pelo incansável Alex Telles. Mas, fica o sentimento de que poderíamos e deveríamos ter produzido mais (e não digo “feito” porque a vontade dos jogadores em ganhar estava lá). Quem poderia ter feito melhor? O Óliver? Sim, claro mas antes de tudo o Sérgio Conceição. Do meu ponto de vista, errou sobretudo na análise ao jogo e consequentemente nas substituições. O que fez Óliver para justificar a sua presença em jogo até ao minuto 88? Como se explica que com Brahimi mal fisicamente e Óliver desaparecido, SC faça sair Paulinho (o maior desequilibrador na primeira parte) aos 66’? O treinador opta por colocar Tiquinho e mais tarde Waris, ou seja 2 avançados, sem que haja um elo de ligação entre a defesa e o ataque. Conclusão? Jogo direto e canalizado para Telles e Ricardo durante a maior parte do tempo até à entrada de Sérgio Oliveira (relembro: ao minuto 88!) que acabou por criar em 5 minutos o que nenhum outro criou durante os restantes 88.



E isto chega para um empate com um modesto e fraco Moreirense? Evidentemente que não, falta contar o último capítulo da história. O capítulo que só alguns vão ler e que outros vão fingir que não existe. Vou ser muito direto: Faz algum sentido eu conseguir ver no sofá de minha casa um penalty que o VAR (que é pago em milhares de euros) não vê? Qual é a justificação? Faz sentido dar apenas 5 minutos de desconto (sem descontos extra) quando assistimos a 6 substituições na 2ª parte, perda de tempo nos pontapés de baliza, “lesão” do GR Jonathan que se estendeu durante 2 minutos no chão e ainda uma expulsão na linha lateral em que o jogador atravessa o campo inteiro para sair do terreno de jogo na lateral oposta? Faz sentido o fiscal de linha assinalar fora-de-jogo para interromper um lance de golo que pode ser posteriormente confirmado pelo VAR? “Em caso de dúvida, beneficiar o ataque.” Mas alguém tem certezas de que era fora-de-jogo? Para mim é muito simples. A lei diz que se deve beneficiar o ataque nestas situações mas a interpretação dos árbitros tem um pequeno asterisco que só eles veem: *exceto quando se trata de um ataque produzido pelo Futebol Clube do Porto. Dá que pensar…

Pontos (+)

- Alex Telles (MVP) – Incansável na disputa e procura de levar a equipa para a frente e arranjar forma de chegar ao golo.
- Paulinho – Atitude muito positiva durante os minutos que esteve em campo. Procurou oferecer linhas de passe aos colegas de equipa, pediu a bola por diversas vezes e fez 2 ou 3 passes de morte a rasgar a defesa adversária. Promete!
- Felipe – Muito esforçado e imponente na defesa. Foi igualmente importante em lances ofensivos.

Pontos (-)

- Óliver – Pensei em criar um ponto “0” em vez de “-“ para esta exibição de Óliver. Foi zero. Não acrescentou e esteve totalmente ausente da partida. Não teve qualquer capacidade em recuperar bolas no meio campo. Um desastre. Onde andas tu meu velho Óliver?
- Brahimi – Quando ele não está, a equipa não constrói jogo. Nota-se claramente a deficiente forma física que o fez perder inúmeras bolas.
- Soares – Soares já não é fixe? Pareceu que desaprendeu aquilo que muito nos fez feliz na época passada. Está com a confiança em baixo e isso nota-se em todos os falhanços que tem tido.

- Substituições – Substituições infelizes provavelmente derivadas de uma leitura de jogo errada. O treinador procurou colocar gente na área mas sem soluções que permitissem que a bola chegasse lá por diferentes vias.
- Eficácia –  Os índices de eficácia estão a baixar e nos últimos 3 jogos apenas marcamos um golo, ao Tondela. Esperemos que seja temporário.



Rescaldo: Uma equipa que sofria golos em casa para o campeonato desde 12 de Agosto conseguiu manter a sua baliza intacta contra o FC Porto, provavelmente o melhor ataque do campeonato. O jogo pobre e a falta de eficácia explicam algumas coisas mas não tudo.
Continuaremos a lutar contra tudo e contra todos. Sábado há mais!


CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, Queremos ver o Porto campeão!

sábado, 20 de janeiro de 2018

FC Porto 1 - 0 Tondela: foi bem mais fácil do que aquilo que pareceu

Fui buscar o Senhor meu Pai, aquele a quem agradeço todos os dias ter-me feito Portista, e arrancámos para o Dragão. O relógio marcava 20h15 e quando ele entrou no carro reparei que ele ia espreitando o resultado do Sporting em Setúbal no telemóvel. O Sporting já ganhava e o Porto podia entrar em campo a 4 pontos da liderança. A ansiedade sentia-se, ambos percebemos que hoje era um dia muito importante para o desfecho deste campeonato...

Chegámos ao Estádio um pouco mais cedo que o habitual e lá nos encaminhámos para o nosso lugar anual. O meu pai sentou-se mas eu não conseguia ficar parado. Telemóvel em riste, a olhar para o livescore, ali estava eu de pé a ver o tempo passar e o resultado em Setúbal a manter-se inalterado. Segundo os "maisfutebois" e "abolas" desta vida, o segundo golo do Sporting era uma questão de tempo e as oportunidades sucediam-se. Mas a verdade é que o jogo entrou nos descontos e a diferença no marcador teimava em não sofrer mudanças.

"Olha, olha. Tu queres ver que ainda vai haver golpe de teatro no Sado...?", pensei. O livescore rapidamente atingiu o minuto 94 e o speaker no Dragão anuncia que o FC Porto vai entrar em campo. Perdi a esperança e já só queria que fizéssemos a nossa parte. E eis que se Sente um enorme burburinho nas bancadas, logo de seguido de um grande festejo! O Setúbal empatava o jogo no último suspiro da partida e vingava-se do desfecho do embate de Alvalade!

De volta ao Dragão. Se a ansiedade de poder entrar em campo a 4 pontos dos leões era grande, a ansiedade de poder recuperar  a liderança (com "meio" jogo de atraso) era gigante. Sérgio Conceição lançou de início o seu onze base e a equipa entrou com vontade de marcar cedo, o que aconteceu após um erro grosseiro do Tondela, que Maregol não perdoou. 

O FC Porto recuou depois no terreno de uma forma algo inexplicável e o resto da primeira parte foi fraquinho. A segunda parte voltou a trazer um FC Porto muito forte início e apenas a exibição de sonho de Cláudio Ramos evitou o avolumar do marcador. Se o bom período da primeira parte apenas durou até ao quarto de hora, na segunda parte a inspiração durou até à meia hora, altura em que os jogadores e as bancadas acusaram em demasia a pressão de ter de vencer e o discernimento desapareceu.

O azuis e brancos seguraram o resultado (pode dizer-se "segurar o resultado" quando o adversário esteve dos 20m aos 93m sem incomodar José Sá?) até ao final e recuperaram a liderança no campeonato. O Estádio explodiu quando o artista do apito deu o jogo por terminado, aplaudindo os jogadores e festejando uma vitória importantíssima.

Notas finais: 

- quantas equipas podem dizer que fizeram uma exibição qb e mesmo assim verificamos que se desperdiçaram (pelo menos) 6 golos feitos? 

- E quantas equipas Conseguem fazê-lo sabendo que os adversários podem fazer o que lhes apetecer dentro da sua área que o árbitro dificilmente assinala falta? Hoje tivemos mais dois penaltis da praxe por assinalar a nosso favor...

- o rapaz que jogou na direita da defesa era o Daniel Alves? Que jogador!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

FC Porto 4-2 Vitória Guimarães: O génio da lâmpada

Uma equipa vencedora é feita de raça, qualidade, ambição, solidariedade, união e também.. magia. Magia operada por aqueles que gostamos de chamar os tecnicistas, os carregadores de piano, os maestros. Mas essa magia começou fora de campo e mais à frente explicarei porquê.

Hoje pela 1a vez no campeonato 2017/18 estivemos em desvantagem. Ou seja, ao fim de 17 jogos e 1.462 minutos (última jornada da 1a volta) houve uma equipa capaz de ganhar vantagem a este FC
Porto, que chegou ao intervalo a perder 1-0 na única oportunidade da equipa vitoriana na 1ª parte. Esta foi a estratégia delineada por Pedro Martins. Com uma formação a incluir 5 jogadores no miolo do terreno e em bloco baixo, o Vitória tinha o objetivo de condicionar a nossa circulação de bola e, quando possível, sair em contra-ataque rápido tal como aconteceu no 1º golo. Mas este golo tem outra explicação: o evidente posicionamento de Brahimi no meio-campo quando a equipa procurava construir/desequilibrar. No momento em que perdemos a posse da bola, o nosso corredor esquerdo ficou aberto com Alex Telles sozinho a ter de recuar e fazer face a mais do que um adversário. De registar também a desatenção de Ricardo em relação ao aparecimento de Raphinha ao 2º poste.

A 1ª parte resume-se essencialmente à falta de espaços concedidos pelo Vitória que estava em superioridade numérica no meio-campo (5 vs 2 + 1). O FC Porto acabou por falhar muitos passes, não só pela disposição táctica do adversário como também pela ansiedade que corria na pele dos jogadores para chegar ao golo.

Como se pode reparar pelo resultado final, a 2ª parte foi claramente diferente. E não foi só a atitude e o comportamento da equipa que mudaram. Inexplicavelmente o Vitória de Guimarães entrou mais subido, mais aberto e mais distribuído no campo. A nossa equipa soube aproveitar e, através de Danilo, personificou a raça e a vontade transmitidas por Sérgio Conceição ao intervalo. O golo finalmente surgiu numa fantástica finalização de Aboubakar que fez explodir o Dragão. O Dragão acordou e poliu a lâmpada que fez aparecer o génio Brahimi. Rapidamente o “génio da lâmpada” satisfez o desejo dos mais de 40.000 nas bancadas e empurrou o FC Porto para mais uma vitória suada mas justa.



Pontos (+)

- Brahimi (MVP) –Com um toque de pura magia o melhor jogador do campeonato português decidiu o jogo.
- Danilo – Parece que nos impressiona a cada jogo que passa. Cada vez mais completo e cada vez mais participativo nas ações ofensivas.
- Ricardo Pereira – Apesar da desatenção no golo, esteve sublime em todas as outras ações defensivas ou ofensivas contribuindo com mais uma assistência.
- Marega – Depois de uma última exibição muito apagada, procurou ter a bola e contribuiu com vários remates. E, no final, mais 2 golos.

- Atitude e Foco no objetivo – A atitude da equipa é aquilo leva cada jogador a disputar cada lance como se fosse o último e a partir daí não tirar o foco do objetivo: a vitória.



Pontos (-)

- José Sá – Apesar das boas exibições que tem feito, ontem poderia e deveria ter feito mais no 2º golo sofrido.

- Golos sofridos – Se queremos manter-nos como a melhor defesa do campeonato, temos de ser mais agressivos, coisa que não fomos em ambos os golos sofridos.
- Ansiedade – Na primeira parte a ansiedade em resolver o jogo cedo tomou conta dos jogadores e fez-lhes falhar vários passes que não fazem parte do ADN deste Porto.

Rescaldo: Em mais um jogo que nos podemos queixar da arbitragem, atingimos o objetivo mais importante: os 3 pontos. Ao final da 1ª volta, em 17 jogos são 14 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota. 45 golos marcados e 9 golos sofridos. É um registo que nos coloca na liderança com o melhor ataque e com a melhor defesa. E assim queremos continuar!  


CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, Queremos ver o Porto campeão!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Feirense 1 - 2 FC Porto: remember Campomaior


Fábio Veríssimo no apito, Bruno Paixão no vídeo árbitro. A frase fala por si e toda a gente que acompanha esta fraude a que chamam Liga Nos percebeu que hoje teríamos uma bela de uma  encomenda na Vila da Feira. Sim, acertar que hoje o "Aguenta Aguenta" ia fazer das suas pagava 1,01 nas diversas casas de apostas. No entanto, ninguém pensou que o ladrão de serviço fosse fazer um remake do escândalo de Campo Maior de Fevereiro do ano 2000. O que se passou hoje foi (mais um) verdadeiro caso de polícia!


Introdução ao jogo feita e quem não assistiu à partida ficaria a pensar "claro que perdemos pontos. Contra quinze é impossível! Em dia de clássico da segunda circular o FC Porto não podia ganhar... "

Mas ganhou! Ganhou, porque já todos dentro do grupo perceberam que esta versão portuguesa do wrestling (aquela modalidade que escolhe o vencedor na secretaria) não tem no seu guião a consagração de um justo campeão e que tem muito mais piada e muito mais valor sair vencedor no final quando assim é. E quando todos remam para o mesmo lado com tanta força e quando todos querem tanto a mesma coisa, não há polvo nem padres que consigam fazer parar este mar azul.

O jogo de hoje não foi brilhante em termos estratégicos (continuo com dificuldades em entender a escolha de André André em detrimento de Oliver). Nem tão pouco foi um primor do ponto de vista técnico ou de inspiração individual/colectiva. Mas foi um jogo à Porto dos bons velhos tempos. Dos tempos em que, quando as coisas saem menos bem ou quando a arbitragem nos empurra para baixo, sabíamos que as vitórias na garra, no antes quebrar que torcer, no querer e na solidariedade valem tantos pontos quanto as vitórias com nota artística. 
A história do jogo não é difícil de contar. Uma entrada em campo a meio gás e a apostar em demasia no jogo directo para Marega e Aboubakar. Esta abordagem acaba por funcionar menos bem quando Herrera não está em campo (nenhum outro jogador tem o mesmo raio de acção do mexicano) e a equipa acabou por ressentir-se. De qualquer forma, o FC Porto controlava o jogo e acabou por inaugurar o marcador por Aboubakar à passagem dos 22 minutos.  O mais difícil parecia alcançado, já que a desvantagem no marcador obrigaria o fogaceiros a "sair da toca". Infelizmente, numa das duas ou três vezes em que o adversário passou o meio campo, o FC Porto sofreu o empate na sequência de um livre lateral batido para a área.

Os dragões acusaram o toque e o padre de serviço aproveitou para também entrar em campo, começando por perdoar um vermelho ao feirense Kakuba, embalando para um segunda parte que teve um pouco de tudo: penalti por assinalar sobre Marcano, vermelho por mostrar ao feirense Tiago Silva, expulsão de Felipe quando o brasileiro nem toca no adversário, amarelo a Soares por simulação quando o adversário quase arrancou o pé do portista em cima da linha da área, critério disciplinar escandalosamente parcial e, cereja no topo do bolo, a invenção de um livre à entrada da área por palavras do capitão Marcano. Nojo!!

Para mal dos pecados do vigarista do apito, Felipe ainda fez o 1-2 (mais uma assistência para Alex Telles) antes de ser expulso e os seus colegas aguentaram estoicamente a vantagem no marcador até ao minuto 98(!). Quando finalmente chegou o apito final, vi Sérgio Conceição disparar em direcção ao árbitro da partida e fiquei com um misto de sentimentos. Por um lado, tive a esperança que ele reencarnasse o Vítor Baía do jogo de Campo Maior e fizesse aquilo que (quase?) todos os Portistas tinham vontade de fazer. Por outro, tive medo que ele perdesse as estribeiras e acertasse o passo ao padre, pois é exactamente isso que eles querem. Que alguém do Porto perca de vez a cabeça. De preferencia o nosso timoneiro (muito bem a decisão de não marcar presença na flash interview e na conferência de imprensa).

Em resumo, três pontos importantíssimos e liderança isolada no campeonato já que benfica e sporting fizeram o favor de empatar o jogo entre si. Domingo às 20h15 há mais e esta equipa merece um Estádio do Dragão a abarrotar para mostrar que estamos com eles, contra tudo e contra todos


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

FC Porto 3 - 0 Rio Ave: prego a fundo!

Não consegui ver o jogo com a atenção que o mesmo merecia, pois estava a jantar na Cufra a festejar as mini férias de Natal e esta crónica pode conter algumas imprecisões. Não é fácil estares sempre concentrado no jogo quando tens à tua frente uma daquelas maravilhosas francesinhas e uns quantos finos...

Mas vamos a isto! A crónica do Francisco Ortigão relativa ao Porto-Maritimo tinha como título "Tanques de guerra" e vou começar exactamente por aí. Este treinador e estes jogadores têm demonstrado ser autênticas máquinas de guerra. Insaciáveis. Arrebatadores. Indestrutíveis. Tanto lhes faz se o jogo é para o campeonato, para qualquer uma das taças ou para as competições europeias. Este grupo percebeu que quem tem o privilégio de levar ao peito o brasão abençoado e que quem tem a honra de vestir a mágica camisola azul e branca tem a obrigação de entrar em todos os jogos e em todas as competições para ganhar. E que bom é quando as coisas são assim! Nunca fui fã da taça da liga e nunca ficarei triste por não a ganharmos, mas gosto muito da opção que se fez este ano, ao contrário do que vinha acontecendo quase sempre até aqui. Ou assumimos que é para ganhar (como este ano) e entramos em campo com um 11 forte, ou damos de barato que é apenas para participar e entramos com os jogadores menos utilizados e com jogadores jovens da equipa B. Não vale é fazer como nos anos anteriores em que desvalorizávamos a competição e mesmo assim jogava grande parte da equipa titular. Adiante....

Quanto ao embate de hoje, a verdade é que este foi um daqueles jogos em que o resultado está longe de contar a história do jogo. O resultado final foi de 3-0, mas ninguém ficaria espantado se o marcador registasse um 6-1 ou 7-1 no final dos 90 minutos tantos foram os golos feitos desperdiçados  pelos portistas. Tiquinho abriu o marcador à passagem dos 11 minutos após uma recuperação de bola à entrada da área vilacondense (deliciosa assistência de Herrera), Marega sentou Cássio e fez o segundo golo aos 21 minutos (assistência de Brahimi num lance parecido com os golos do maliano frente aos insulares) e Aboubakar fechou a contagem na conversão de uma grande penalidade em cima do minuto 90.

Pelo meio:
- golos perdidos dignos de um sketch dos apanhados
- boas defesas de Casillas
- um Rio Ave fiel à sua imagem de marca, controlando a posse de bola, mas falhando a toda a linha no controlo da profundidade aquando da perda da redondinha
- uma expulsão de Danilo Pereira a fazer lembrar o roubo em Moreira de Cónegos o ano passado nesta mesma competição
- a ideia de que Rúben Ribeiro é um excelente jogador mas que não tem onde encaixar neste modelo de jogo de Sérgio Conceição (se nem Oliver encaixa...)

Primeiro lugar do grupo e um pé (e meio?) nas meias finais da taça da liga. A lei das probabilidades diz-nos que o Leixões (em Vila do Conde) não conseguirá fazer um resultado muito melhor do que o nosso em Paços e Ferreira e que o Sporting dificilmente perderá no Restelo, pelo que temos em perspectiva um FC Porto - Sporting no final de Janeiro para a taça da carioca. Se a isto juntarmos um provável duplo embate nas meias finais da taça de Portugal e um jogo para o campeonato, podemos vir a ter 4 jogos com os leões em menos de dois meses! E não são estes os jogos que todos queremos? Vamos a isso!

E agora, o Natal. Não sou apologista da concessão de grandes férias nesta altura do ano. Normalmente, o regresso das férias é difícil e não se consegue recuperar a forma física e o ritmo de jogo com a rapidez desejada. No entanto, e não sei se isso vai acontecer, caso Sérgio Conceição decida oferecer a este plantel uns dias para recuperar baterias, não tenha dúvidas que será um prémio mais do que merecido.

Aproveito para desejar a todos um bom Natal e que o Pai Natal azul e branco traga um ou dois reforços no sapatinho!

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

FC Porto 3-1 Marítimo: Tanques de Guerra

Contra o 5º lugar do nosso campeonato e 4ª defesa menos batida, a batalha não se previa fácil para o FC Porto. A equipa entrou muito dinâmica na troca de posições com Brahimi a “furar” pelo meio, Aboubakar a vir buscar jogo mais atrás e a dupla Maxi-Ricardo a tabelar. Tudo com o objetivo de encontrar espaços na muralha defensiva montada por Daniel Ramos. 
O Marítimo conseguiu manter-se coeso e concentrado, operando num bloco baixo e com 5 defesas para evitar as famosas investidas de Marega na profundidade. A nossa equipa começou por isso a apostar em cruzamentos (25 bolas na área adversária na 1ª parte) essencialmente via Alex Telles para encontrar uma forma mais direta para chegar ao golo... mas sem sucesso. Perante este cenário havia sobretudo 2 formas possíveis de chegar à vantagem: lance de bola parada ou contra-ataque. E assim foi. Mais uma assistência de Alex Telles e mais um golo de bola parada em números que rondam os 30% no que diz respeito ao total de golos da equipa do FC Porto esta época.
A seguir veio então o golo de contra-ataque que faltava e já o Marítimo jogava com 10 jogadores. Se já é difícil jogar contra este FC Porto com 11 jogadores, quanto mais em inferioridade numérica. 
A partir daqui, a nossa equipa assumiu o jogo por completo e fez correr o adversário. 87% de eficácia de passe e 73% de posse de bola no fim dos 90 minutos. A juntar mais um golo de Marega que assistido por Brahimi faz uma fotocópia do 2º tento dos dragões.



Pontos (+)

- Danilo (MVP) – Será o 3º MVP seguido para Danilo? Para alguns sim ou para outros nem tanto mas é indiscutível a subida de rendimento do médio. A principal diferença é na participação do jogo ofensivo como hoje aconteceu tal como já tinha acontecido no jogo com o Guimarães. Está cada vez mais completo e capaz. Danilão!
- Marega – Aos 30 minutos já tinha perdido mais de metade das bolas que teve no pé (10 em 19), mas é incontornável a influência que tem nos números ofensivos da equipa. Sérgio Conceição consegue fazê-lo superar todos os pontos fracos que lhe são evidentes. Hoje foram mais 2 a somar às contas da época.
- Diego Reyes – Com muita segurança na saída a jogar e nos desarmes, Reyes passa cada vez mais confiança para o jogo com o Liverpool onde será inevitavelmente titular. Resta saber se será temporário ou não… veremos!
- Alex Telles – Telles está a atingir níveis exibicionais incríveis. Se olharmos para os últimos defesas esquerdos do FC Porto, talvez só Alex Sandro o superasse em termos de qualidade. O equilíbrio, a consistência de jogo para jogo e qualidade na execução das bolas paradas faz dele o melhor lateral esquerdo do campeonato a léguas dos restantes.



- Versatilidade – A equipa encontra sempre forma de chegar ao golo. De bola parada, no contra-ataque, de bola corrida… Já 11 jogadores diferentes do plantel marcaram na liga… e não ficará por aqui!
- Posse de Bola – Já tinha apontado este ponto no jogo com o Setúbal mas a verdade é que se tem notado esta evolução nas últimas partidas. Dá a entender que o nosso treinador tem trabalhado esta vertente do jogo (algo que era criticado no início da época).

Pontos (-)

- Lance do golo – O lance do golo sofrido foi provavelmente o único erro digno de registo durante o jogo de ontem. Nasce de uma situação normal de contra-ataque do adversário obviamente causada pelo nosso estilo de jogo subido e de pressão constante. No entanto, houve precipitação e alguma falta de compostura na tentativa de recuperar a posse assim como alguma apatia por parte de Herrera na abordagem ao lance.

Rescaldo: Foram 2 tanques de guerra que comandaram o exército de Conceição à vitória: Danilo e Marega. Chegamos ao final de 2017 onde pretendemos estar: em 1º lugar.
A melhor defesa, o melhor ataque e um feliz natal para todos!


Queremos ver o Porto campeão!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FC Porto 4 - 0 Vitória: Bem vindo de volta, Danilão!,

Primeiro lugar no campeonato, apuramento para os oitavos de final da liga dos campeões e acesso carimbado para os quartos de final da taça de Portugal. Eis o registo deste FC Porto de Sérgio Conceição! Tem sido um percurso praticamente imaculado e que apenas não é ainda mais positivo por factores externos à equipa. A equipa volta a apresentar um grande fulgor (à imagem dos primeiros jogos da época) e será importante não perder o embalo pelo menos até meados do mês de Janeiro, altura em que o Sporting se desloca ao terreno do Benfica e em que os encarnados também vão à Pedreira.

Quanto ao jogo de hoje, e ao contrário do que esperava, o FC Porto entrou praticamente na máxima  força, já que o nosso mister apenas optou por poupar Brahimi e decidiu dar minutos de jogo a Reyes.

O Vitória apresentou-se no Dragão bastante desfalcado e foi sem espanto que os azuis e brancos entraram em campo com o objectivo de resolver o jogo cedo. Aos 5 minutos Danilo acertou no poste e a bola andou a saltitar em cima da linha de golo até ser cortada por um defesa contrário. Não marcou Danilo, marcou Aboubakar na conversão de uma grande penalidade à passagem dos 12 minutos. A defesa do Vitória contestou a decisão óbvia de Carlos Xistra, provavelmente porque há quinze dias viram Luisão jogar andebol na mesma área e acharam que teriam direito ao mesmo tratamento por parte do árbitro...

O Vitória acusou o golo sofrido e o FC Porto tentou ampliar a vantagem até ao intervalo, mas Danilo voltou a acertar no poste cara a cara com Miguel Silva e Aboubakar atirou para as nuvens em posição privilegiada. Na segunda parte a toada de jogo manteve-se e sentia-se que o Porto queria chegar rapidamente ao golo da tranquilidade, o que acabou por acontecer aos 58 minutos quando Danilo finalmente atirou a contar após canto bem batido de Alex Telles. Os comandados de Pedro Martins  voltaram a sentir o toque e praticamente atiraram a toalha ao chão. Sérgio Conceição começou a poupar os jogadores mais sobrecarregados (Ricardo por André André, Aboubakar por Tiquinho e Herrera por Oliver), mas nem assim o pendor ofensivo da equipa diminuiu, o que se traduziu em mais dois golos, ambos apontados por André André.

Individualmente, destaque para a dupla do meio campo. Herrera voltou a fazer uma grande partida comandando as tropas em todos os momentos do jogo, mas para mi
m o MVP foi Danilo. Depois de um início de época bastante fraco, Danilo já vinha dando sinais de estar a subir de forma nos últimos 4 ou 5 jogos (mais participativo no momenso ofensivo, mais solto, mais rápido sobre a bola e a conseguir ligar o jogo entre linhas da equipa com passes tensos e verticais), mas a exibição de hoje nem o melhor do Danilo do ano passado a teria conseguido fazer. Atacou, defendeu, cortou, assistiu, fintou, rematou, cabeceou, marcou! Que exibição! E quando temos a dupla de meio campo a este nível, toda a equipa vai atrás e tenta igualar esses desempenhos. Reyes esteve novamente bem (menos qualidade ao nível dos duelos individuais do que Felipe, mas muito mais qualidade com bola) Alex e Ricardo idem, Aboubakar conseguiu mais um jogo a facturar. Num plano menos positivo, apenas Corona está com dificuldades em regressar à forma que apresentava antes do problema familiar que o afectou.



Mais um jogo ganho, menos um jogo na caminhada para o Jamor! Agora é recuperar que na segunda feira temos um embate decisivo no Dragão frente ao Marítimo. Eu não vou poder lá estar (maldita pós graduação...) mas espero ver mais um mar azul a carregar a equipa para os três pontos!