Azul e Branco

Azul e Branco

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Besiktas 1-1 FC Porto: O trunfo só se pode jogar uma vez

Foi em bando que os jogadores do Besiktas pressionaram desde bem cedo a equipa do FC Porto. Certamente como parte da sua estratégia e galvanizados pelo seu público (reparem nas imagens e no som adeptos turcos nos primeiros 15 segundos do jogo… impressionante!), as águias negras procuraram prender o dragão ao seu ninho e, com bola, fazê-lo adormecer.
A verdade é que o nosso dragão, apesar de impotente ofensivamente, conseguiu permanecer firme e, com um trunfo, fez silenciar a arena. O golo do Filipe nasce de uma grande jogada e em que não cansa ver a repetição. É daqueles lances que com certeza faz-nos sorrir a nós e ao nosso treinador porque o mérito passa muito por ele.
Mas a verdade é que com adversários desta qualidade não basta ser bom nas bolas paradas. A equipa lutou e posicionalmente esteve bem mas faltou profundidade e Aboubakar sentiu-se só ao longo dos 90 minutos.

O 4-3-3 teórico não passou de um 4-5-1 com o Porto a defender com 9 e atacar com apenas 3 ou 4. Com Herrera no papel habitual de ser o primeiro a pressionar, Brahimi e Ricardo eram alas e raramente (ou nunca) fizeram o papel de extremos. O Besiktas jogou com as linhas subidas e na segunda parte quase não nos deixou respirar. Mesmo a sermos sufocados, Sérgio Conceição não quis lançar nenhuma peça nova no jogo e aguentou até aos 80 minutos de jogo para lançar o Corona. Na esperança de aparecer um novo trunfo caímos de pé mas ainda sem o nosso objetivo cumprido.



Pontos (+)

- Felipe – Muito concentrado e interventivo. Fantástica a forma como se foi antecipando mas esteve ainda melhor na finalização para o nosso golo, que míssil!
- Ricardo Pereira  – Pela forma como começou o jogo e numa posição que já não lhe pertence. Mostrou-se disponível e ágil, como sempre. “Aprende com este, Hernani!”
- Brahimi – O maestro da equipa, ainda que com menos fulgor e espaço que lhe concedem habitualmente na nossa liga, lutou sempre para procurar novas formas de chegar à baliza mas a própria tática não o favoreceu.
- Herrera – Sobretudo pela primeira parte pela forma como pressionou e agarrou o nosso meio-campo.
- José Sá – Esteve sempre concentrado mas merece sobretudo pela defesa incrível que fez ao remate vindo do pé esquerdo de Quaresma.

- Bolas Paradas – Já poderia ter falado nisto em outros jogos mas hoje vi-me obrigado a mencioná-lo depois de uma jogada desenhada com régua e esquadro que originou no 1º golo do FC Porto.


Pontos (-)

- Maxi – Condicionado desde o minuto 22 pelo amarelo recebido, ficou de pé atrás e deixou passar quem se aproximava dele. O Besiktas aproveitou e, na segunda parte, canalizou as forças para o lado esquerdo dando asas a Babel e Quaresma para voar.

- Posse de Bola – A incapacidade que temos em manter a posse de bola (21% em determinados momentos no jogo de hoje) leva-me a crer que com outros adversários que possamos ter numa fase mais avançada desta competição, não consigamos mostrar o verdadeiro valor da nossa camisola e deixar uma boa imagem.





Rescaldo: Aquilo que falhou na primeira volta foi corrigido, mas se ganhar garantia a passagem aos oitavos, nós hoje não quisemos passar porque não quisemos ganhar. O Besiktas esteve mais próximo da vitória e o All-in está lançado para o jogo em casa com o Mónaco.


Queremos ver o Porto nos oitavos!

sábado, 18 de novembro de 2017

FC Porto 3 - 2 Portimonense: Paciência, guardem lá as canas...

...que ainda não foi desta que o FC Porto perdeu um jogo para as competições domésticas!

Num jogo a contar para a 4a ronda da taça de Portugal, depois da pausa para os compromissos das seleções e antes de mais um jogo fulcral para as competições europeias, Sérgio Conceição optou, e quanto a mim bem, por lançar de início os jogadores em quem mais tem confiado de entre os que estavam disponíveis (Herrera e Marega estão lesionados e Brahimi apenas chegou ontem de África - sobre Hernani falaremos mais para a frente). O adversário desta noite já havia demonstrado no jogo a contar para o campeonato que é uma das boas equipas da nossa liga e convinha não facilitar para não se repetir o descalabro do ano passado (sim, eu também me lembro que a eliminação do ano passado teve a assinatura do padre João Capela).

E a verdade é que, mesmo sem facilitar, as coisas estiveram muito muito complicadas. Apesar de termos entrado em jogo praticamente a vencer (Danilo abriu o marcador na sequência de um canto de Alex Telles), o Portimonense, comandado pelo seu pequeno nipónico, não baixou os braços e deu água pela barba à defesa do FC Porto. O jogo entrou numa toada de parada e resposta, o que é algo a que o FC Porto não está habituado, e tanto podia ter acontecido o 2-0 como o 1-1. Acabou por acontecer o 1-1, num lance em que vários jogadores portistas ficaram muito mal na fotografia, resultado com que se chegou ao intervalo.

Para a segunda parte, Sérgio Conceição trouxe os mesmos 11 que iniciaram o jogo e esperava-se que a prestação dos azuis e brancos mudasse para melhor. Puro engano, o jogo mantinha uma toada de equilíbrio anormal e o nosso treinador acabou por ser obrigado a colocar em campo o melhor jogador a actuar em Portugal: Brahimi. A mudança operada acabou por não surtir efeito imediato, até porque o Portimonense passou para a frente do marcador pouco depois com um golo monumental de fora da área.

Ora bem, isto posto, ficámos perante um cenário novo nas competições internas esta época. A perder. Aos 70m de jogo. Num jogo a eliminar. Numa noite de pouca inspiração. E sem grandes soluções no banco. O Portimonense começava a acreditar que podia ser O tomba gigantes desta edição da Taça de Portugal e os adversários esperavam que o FC Porto tremesse e caisse.

Mas eis que o Estádio do Dragão acordou e começou a empurrar a equipa para o empate. Quem me lê sabe que, por norma, não valorizo muito aquilo que acontece nas bancadas e que também não dou grande importância a factores como a raça e a garra porque acredito que não é isso que faz uma equipa ter qualidade e ser ganhadora. Mas também sei que há dias em que a inspiração e a concentração não "estão lá" e que é necessário ir atrás do resultado pelo coração, pela vontade, pelo "antes quebrar que torcer" e hoje era um desses dias. Um dia em que adeptos, jogadores e equipa técnica tinham de remar todos para o mesmo lado para alcançar os seus objectivos. E assim foi.

Aboubakar empatou o jogo em cima do minuto 91 após um brilhante passe de Alex Telles a rasgar a defesa algarvia (segunda assistência do brasileiro) e Brahimi concluiu a reviravolta à passagem do minuto 95, após boa desmarcação do recém entrado André Pereira. Pouco depois Artur Soares Dias apitava para o final do encontro e o FC Porto carimbava a passagem à 5a eliminatória da Taça de Portugal. Foi uma vitória suada, difícil e valorizada por um excelente Portimonense (onde andam aqueles que há pouco tempo diziam que o Portimonense é um clube amigo e que abria as pernas ao FC Porto?) que talvez merecesse ter caído apenas no prolongamento.

Positivo: não me parece justo destacar nenhum jogador em particular, uma vez que não me parece que tenha existido algum jogador a apresentar-se a um nível muito elevado.

Negativo: repito o que disse na análise ao jogo com o Belenenses. Este Hernani parece estar a fazer tudo ao seu alcance para não ter mais nenhuma oportunidade. Mais um jogo em que coleccionou disparates, más decisões, desconcentrações defensivas e falhas técnicas. Na minha opinião, Hernani dificilmente alguma vez será jogador para o Porto, mas também é impossível ser tão fraquinho como tem aparentado ser. Se existissem muitas soluções ofensivas no plantel, isto seria um não assunto. Mas como não existem...

Curiosidade: titularidade de Iker. Segundo Sérgio Conceição, Iker saiu da equipa porque treinou mal na última pausa para os compromissos das seleções. Tinha o feeling que Iker recuperaria a baliza se treinasse bem na paragem seguinte. Hoje jogou de início, mas o jogo era de taça. ficará na baliza na Turquia? a ver. Penso que a sua experiência será importante num jogo em que convém mesmo pontuar.

PS: tantos memes e posts de facebook que se perderam com aquele golo do Aboubakar. Fica para outra vez, paciência. Por falar em Paciência, pode ser que fique já para amanhã

PS 2: o clube corrupto da segunda circular que acelera em direção à 2a divisão apressou-se a comentar a arbitragem. sim, depois do que se viu no slb-portimonense, o clube do polvo tem a lata de falar da arbitragem de hoje e de voltar a falar do apito dourado. eu ainda fico parvo, mas depois lembro-me que quem escreve estes textos para o slb é a mesma pessoa que escrevia os textos para José Sócrates e não deixo de me rir com as ironias da vida

domingo, 5 de novembro de 2017

FC Porto 2 - 0 Belenenses: Dever cumprido

Vitória difícil, importantíssima, suada, exibição qb.

Os mais de 38000 adeptos que se deslocaram ao Dragão cedo perceberam que não ia haver "ópera" na noite fria de ontem (nem podia haver, tantas eram as condicionantes que nos enfraqueciam) e também cedo trataram de tentar empurrar a equipa paraa  única coisa que interessava, que era garantir que os 3 pontos ficavam no Dragão. Entrando de início com Reyes no lugar de Danilo, Hernani no lugar de Corona e André André no lugar de Marega, a equipa tentou manter a estrutura habitual de 442 e tentou implementar as dinamicas que normalmente apresenta.

No entanto, isso nem sempre aconteceu, porquem nem André André consegue oferecer a profundidade e as roturas constantes nas costas da defesa que Marega oferece, nem Hernani consegue acrescentar qualidade invidual e jogo interior que Corona acrescenta. A isto juntou-se o facto de Brahimi, Alex Telles e Aboubakar se terem apresentado visivelmente desgastados. Tudo somado, e parecia mesmo a receita perfeita para não vencer o jogo.

No entanto, para além do público do Dragão, também Herrera emergiu na noite do Dragão e numa exibição monstruousa carregou a equipa às costas durante os 90m. Tantas vezes criticado ao longo dos últimos anos, inclusivamente neste estaminé, a verdade é que finalmente estamos a ver um Herrera de grande classe. Um jogador que começou a decidir bem, a recuperar bolas, a praticamente não falhar passes, a assistir, a marcar, a assumir a batuta da equipa nos momentos mais difíceis.

A vitória de ontem é muito do nosso mal amado mexicano, também ele um verdadeiro reforço para esta época. Pela positiva, destaque para a estreia a titular a trinco de Reyes. Não tem nem nunca terá a amplitude de movimentos de Danilo, nem tem a capacidade de vencer quase todos os duelos como tem o nosso número 22, mas pode diferenciar-se do português noutros capítulos, como a qualidade do passe e a capacidade de oferecer linhas de jogo aos companheiros. Gostei também da exibição do Ricardo Pereira e da entrada em jogo de Corona. Pela negativa, o penalti escusado de Felipe e mais uma oportunidade completamente desperdiçada por Hernani, que esteve completamente desinspirado a atacar e desconcentrado a defender, para além de se furtar a disputar bolas dividas. Demasiado mau...

Em jeito de conclusão, e à medida que a época vai avançando, vamos tendo cada vez maior noção do autêntico milagre que o nosso Treinador vai operando. Com o plantel curtissimo e limitadissimo que a nossa decrépita SAD lhe ofereceu (cabe na cabeça de alguém que por exemplo uma equipa que quer ser campeã tenha de jogar com André André a avançado??), Sérgio Conceição continua a levar a água ao seu moinho, sem choros e lamentos e trabalhando com aqueles que tem ao seu dispor. O mérito é todo todo dele.

PS: sobre Oliver Torres um dia falaremos. agora não é altura para isso


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

FC Porto 3-1 RB Leipzig: Já descobrimos a receita do Red Bull


O jogo não começou bem para a nossa equipa que viu Marega lesionar-se aos 12 minutos. Marega que parecia ser o trunfo principal da estratégia de Sérgio Conceição para este jogo. Um bloco baixo com duas filas de 4 jogadores atrás da linha da bola, a sair rápido para o contra-ataque e lançando o avançado maliano nas costas dos defesas da equipa do Leipzig.
O nosso treinador teve que adaptar a equipa e fez entrar André André. A formação passou de 4-4-2 para 4-3-3 e, se por um lado a construção do jogo ofensivo foi mais canalizado para as alas, também é verdade que o Porto ficou com mais presença no meio-campo e condicionou eficazmente os maestros da equipa adversária. Foi montado um cerco à volta de Keita, Forsberg e Kampl com Danilo, Herrera e AA a mostrarem raça e poder de choque.
Não é fácil parar esta equipa energética do RB Leipzig que conta com uma receita de jogadores rápidos, ágeis, e com excelente resistência e qualidade técnica. Mas a nossa equipa mostrou garra, foi solidária e fechou as portas ao ataque dos alemães. Ganhamos nos duelos e ganhamos na estratégia. Defendemos com tudo e marcámos como pudemos: de bola parada. E, por isso, fizemos de tudo para merecer os 3 pontos.


 

- Danilo Pereira (MVP) – Dos 0 aos 90 minutos e em todos os lances em que participa dá tudo o que tem. Isso foi bem percetível tanto na forma como assiste Herrera para o 1º golo como na maneira como cabeceia para o fundo das redes no 2º golo.
- Herrera – Mal amado pelos nossos adeptos e provavelmente pelos nossos adversários pela forma como condiciona o jogo do oponente. Mais uma vez incansável na pressão e ainda teve um golo como prémio.
- Telles – Menos atacante do que é habitual mas exímio nas ações defensivas. Não deu um único centímetro aos extremos do Leipzig.
- Corona – Incansável na recuperação e com bons pormenores no ataque. Não teve mais protagonismo por culpa da velocidade dos adversários.

- Versatilidade – Fantástica a forma como a equipa altera o esquema tático sem prejuízo da organização defensiva e ofensiva. A falta de soluções obriga o treinador a montar uma equipa versátil e tem mostrado resultados surpreendentes.
- Consistência defensiva – Este quarteto defensivo é provavelmente dos melhores que já tivemos. Rápidos, seguros e solidários permitem que a equipa se sinta confortável em assumir uma personalidade atacante. Ontem a estratégia foi diferente do normal mas o papel destes foi igualmente essencial.


Pontos (-)

- Falta de soluções ofensivas – Sai Marega e entra André André. Corona lesiona-se e entra o defesa direito Maxi Pereira. É um aspeto negativo do plantel e não desta partida em específico. Parece-me evidente a necessidade de contratar pelo menos para a posição de extremo.




Rescaldo: Resultado bem mais agradável que a exibição mas tivemos que nos moldar ao estilo de jogo de uma equipa irreverente e com muita qualidade individual. Estivemos quase perfeitos a defender e mostrámos a experiência de um dos símbolos com mais presenças na Champions: o nosso!


Queremos ver o Porto nos oitavos!

domingo, 29 de outubro de 2017

Boavista 0 - 3 FC Porto: BAM, BAM, BAM!!

O ano passado em Espanha rivalizaram dois trios que fizeram as maravilhas dos adeptos: a BBC (Bale, Benzema e Cristiano) e a MSN (Messi, Suarez e Neymar). Este ano em Portugal há um trio que, à escala do nosso campeonato, tudo tem levado à frente e tudo tem resolvido a favor da nossa equipa: o BAM (Brahimi, Aboubakar e Marega), trio que por cá tentará superar a benfiquista EVA (emails, vouchers e APAF) e a "vaca" sportinguista (4 jogos ganhos sem saber ler nem escrever nos últimos 5 minutos do jogo).

Enquanto Brahimi é, nesta altura da época, o melhor jogador do campeonato, aquele que desequilibra, que recebe a bola mesmo quando apertado por dois ou três adversários, que assiste os colegas para golos fáceis ou que tira do sério quem lhe tenta roubar a bola, já Marega e Aboubakar  vão somando golos decisivos jornada atrás de jornada (já lá vão 16!), desbloqueando jogos complicadíssimos e permitindo ao FC Porto seguir na liderança do campeonato.

E por falar em complicadíssimo, penso que não existe melhor forma de descrever o jogo de ontem no Bessa. Apesar de ter entrado com a mesma equipa que bateu tranquilamente o Paços de Ferreira a semana passada e com um esquema táctico que me parece o mais adequado para fazer frente a equipas médias/pequenas da nossa liga, a verdade é que os primeiros 45 minutos do derbi foram os mais fracos da época. Mérito do Boavista, que surpreendeu pela qualidade dos seus homens mais adiantados (Renato Santos, Fábio Espinho e Yusufa), e demérito do FC Porto, que tentou levar o jogo para uma dimensão física e de duelos individuais constantes que apenas beneficiou o Boavista e as suas linhas mais recuadas.

Na segunda parte parece-me que as indicações foram no sentido de se jogar com mais cabeça e menos raça, tentando utilizar as armas em que somos muito mais fortes que o Boavista, o que nem sempre foi colocado em prática pelos nossos jogadores. O primeiro golo acabou por surgir logo no início da segunda parte numa jogada em fizemos o adversário cheirar a bola e permitiu à equipa soltar-se um pouco mais, mesmo que o Boavista não tenha deixado de incomodar a defensiva azul e branca, o que deixava no ar alguma incerteza quanto ao desfecho do marcador.

Por volta do minuto 70, Sérgio Conceição fez entrar André André para condicionar a primeira fase de construção do Boavista através de David Simão e o técnico dos axadrezados viu-se obrigado a tirar um defesa para colocar um avançado na esperança de oferecer mais linhas de passe na frente ao seu construtor de jogo. No entanto, estas duas alterações alteraram por completo o cariz do jogo e o FC Porto assumiu uma supremacia que lhe permitiu criar várias situações de golo iminente. Marega e Brahimi fizeram o segundo e terceiro golos quando surgiram isolados na cara de Wagner, isto já depois de Herrera ter falhado um golo cantado.


Individualmente, destaque natural para o argelino Brahimi. Um golo, uma assistência e muita vontade de ter a bola, mesmo quando todos os seus colegas apenas se preocupavam em jogar longo na procura da profundidade de Marega e Aboubakar. Nota positiva, também, para José Sá (grande defesa com 0-0 no marcador), Aboubakar e Marcano. Pela negativa, realce para Felipe, mais preocupado em envolver-se em duelos individuais com os adversários do que em oferecer bolas jogáveis aos seus colegas de equipa.

Em resumo, não foi uma exibição de encher o olho, mas mesmo assim foi bem melhor do que aquilo que os nossos rivais (não) apresentaram este fim de semana e o mais importante foi alcançado:
3 pontos na bagagem e mais uma jornada isolados na liderança!

bom domingo a todos os Dragões!

domingo, 22 de outubro de 2017

FC Porto 6-1 Paços de Ferreira: Quando a expressão "meia-dúzia" significa muito

Contra um Paços que nunca venceu no Estádio do Dragão, Sérgio Conceição escolheu um 11 para cilindrar. O “teórico” 4-4-2 no papel não é nada mais nada menos que um 4-2-4 com alta projeção ofensiva. A entrada no jogo mostra o que o treinador pede constantemente: resolver o jogo cedo. Isso foi bem evidente na marcação rápida da falta sofrida por Marega que deu origem ao primeiro golo. O empate surge logo a seguir na sequência da fraqueza “assumida” da nossa equipa em virtude do estilo de jogo ofensivo: o espaço entre linhas (entre a linha defensiva e o meio-campo). Mas o FC Porto não deixou o adversário respirar e rapidamente decidiu o jogo. Guiados pela assertividade de Ricardo Pereira, magia de Brahimi e eficácia de Marega, a equipa foi superior durante toda a partida e para quem não viu o jogo não saberá que o resultado poderia ter sido ainda mais avultado.

Pontos (+)

- Ricardo Pereira (MVP) – Fantástica exibição do ala direito. Faz tudo rápido e bem. Parece estar a ganhar confiança de jogo para jogo e procura assumir-se cada vez mais na construção ofensiva. 1 golo, 2 assistências e muitos pormenores de classe.
- Brahimi – Continua a demonstrar a preponderância que tem no jogo ofensivo da nossa equipa. Desta vez esteve envolvido em 3 dos 6 golos marcados.
- Felipe – Poderia ter “apertado” mais com Whelton no lance do golo mas à parte disso, esteve sempre bem e ainda acrescentou ofensivamente marcando 2 golos de belo efeito (um limpo e outro anulado).
- Marega – Continua em boa forma e com confiança na finalização. Já são 7 golos na liga. Não é com certeza um craque para grandes jogos mas está a mostrar ser um ativo verdadeiramente importante nesta competição.  

- Mobilidade - É necessário destacar de novo a dinâmica desta equipa nas movimentações ofensivas. As desmarcações feitas pelos nossos jogadores baralham a defesa contrária e desta forma criam-se oportunidades através de cruzamentos, passes de rutura, passes longos...
A equipa arranja sempre forma de se aproximar da baliza.


- Capacidade ofensiva – Capacidade não só em criar oportunidades através de meios diferentes como também em concretizar essas oportunidades.

Rescaldo: São 25 golos marcados em 9 jogos. E mais uma exibição de gala! A equipa é solidária e joga em sintonia. Esforçados, criativos, móveis… neste momento não faltam adjetivos para as individualidades deste FC Porto que é a equipa mais forte do campeonato até ao momento e merece estar no primeiro lugar. Para a semana todos ao Bessa para mais um Mar Azul! (numa deslocação que é por norma das mais difíceis…).


Queremos ver o Porto campeão!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sporting 0-0 FC Porto: Só faltou o golo...

Este foi o primeiro teste da época contra um candidato ao título e o primeiro jogo em que não conseguimos marcar qualquer golo. Não foi por falta de oportunidades mas foi muito por causa de Rui Patrício. Os primeiros 45 minutos foram um espelho da identidade da nossa equipa: seguros a defender, criteriosos a pressionar, concentrados no momento de atacar a bola, e sempre a criar oportunidades claras de golo. 
Pode-se dizer que pelo menos na primeira parte a estratégia funcionou e o FC Porto vulgarizou o Sporting. Passados 35 minutos estava 6-0 em remates. A equipa jogou com confiança, soube manter a posse de bola com calma e confiança e, sempre que o Sporting tinha a bola, a equipa mantinha-se na expectativa, organizada e muito rápida a reagir à circulação de bola do adversário. Depois, ao recuperar a posse, a equipa saía em rápido contra-ataque quase sempre pelos pés do génio Brahimi e criava facilmente soluções através da velocidade da dupla africana.
Na segunda parte, Herrera rebentou e não conseguimos manter a mesma consistência. A pressão que o mexicano estava a fazer para travar as saídas do Sporting aos poucos abrandou e permitiu o adversário respirar melhor e assumir mais o jogo. Mesmo assim, ao longo dos 90 minutos só tiveram uma ocasião clara e o Porto fez mais para sair com os 3 pontos.

Pontos (+)
- Brahimi (MVP) – Começa a ser um hábito. Rui Patrício foi o melhor do jogo mas o nosso pequeno mago demonstrou mais uma vez a irreverência que faz desorganizar qualquer defesa.
- Alex Telles – Não permitiu um único centímetro a Gelson e obrigou JJ a trocar os alas na segunda parte. Provou que é um lateral de nível europeu.
- Herrera – Fez o que melhor sabe: pressionar. Correu muitos km’s para “secar” a saída a jogar do adversário e mostrou a calma de um jogador experiente quando tinha a bola nos pés. Pode vir a revelar-se um jogador muito importante ao longo da época.
- Felipe – Muito forte no jogo aéreo e nos duelos com Bas Dost. Uma autêntica carraça.
- Danilo – O nosso trinco merece também a menção pela forma como se mostrou disponível apesar do erro que originou a única clara oportunidade do Sporting.
izar um adversário por completo. Excelente a conduzir os contra-ataques e em quase tudo o resto.
- Atitude – A equipa jogou sem medo e com confiança em casa de um rival.
- Segurança defensiva – Impressionante a forma como esta equipa consegue anular os adversários. E fê-lo agora contra um rival direto e a jogar fora de casa.

Pontos (-)
- Layun – Não se pode dizer que tenha feito um mau jogo mas deixa muito a desejar nas ações defensivas. Quando Gelson passou para a esquerda, sentiu dificuldades e foi feliz em noite desinspirada dos extremos leoninos.
- Segunda parte – Não conseguimos fazer aquilo que tinha sido muito bem conseguido nos primeiros 45 minutos. Faltou alguém (Óliver) para assumir o jogo.

Rescaldo: Para a história fica um empate com sabor amargo mas a dar muito boas indicações para o futuro. Esta equipa parece ter fibra de campeão e os jogadores falam a mesma língua. O 1º lugar é nosso e que assim continue!


Eu quero o Porto campeão!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Monaco 0 - 3 FC Porto: Onde já vimos isto antes?

Não poderia começar esta crónica de outra forma. FC Porto 3 - 0 Monaco. Onde é que eu já vi isto antes!?

Assim que nos calhou em sorte o Monaco no sorteio da Liga dos Campeões, certamente que não houve Portista que não se tenha lembrado, provavelmente com muita nostalgia à mistura, daquela mágica noite de 26 de Maio de 2004 em que nos tornámos, mais uma vez, os Reis da Europa do Futebol. 

No entanto, ao contrário do que sentíamos àquela data enquanto Portistas, este ano sentíamos que não podíamos ser considerados favoritos no embate frente ao actual campeão francês. Afinal, estamos a falar da equipa sensação da Europa do tempos mais recentes, que comandados pela batuta de Leonardo Jardim poucas hipóteses têm dado a quem lhes sai ao caminho.

Sérgio Conceição também sentia que o adversário era demasiado forte para optar pela estratégia escolhida em todos os jogos oficiais até à data. Se nas provas internas a táctica usada até à data é a mais adequada face à valia (inexistente) de 95% dos adversários, já na prova rainha do futebol as coisas mudam de figura. Decidiu o nosso Mister, e muito bem, acrescentar um elemento na zona central do terreno (calma, já falaremos da surpresa reservada) e com isso equilibrar a equipa,  principalmente em comparação com o que acontecera frente ao Besiktas.

Em termos defensivos, a estratégia passou por colocar a equipa a jogar num misto de 4-4-1-1 e 4-5-1, com Herrera a pressionar (com Aboubakar) tentando evitar que o adversário ligasse a primeira fase de construção e a recuar para junto dos restantes médios quando os franceses conseguiam subir no terreno com bola. Quando remetidos ao último terço do terreno, obrigar sempre a equipa a jogar "por fora" e a recorrer a cruzamentos, depositando muita confiança na principal qualidade de Danilo, Marcano e Felipe, que é o jogo aéreo e a capacidade de vencer duelos individuais.

Em termos ofensivos, e ao contrário do habitual, fomos uma equipa que privilegiou menos a posse de bola e as saídas mais pensadas e que optou por tentar aproveitar a velocidade de Marega e Aboubakar nas transições rápidas. E aqui entra a surpresa lançada por Sérgio Conceição. Ao optar por fazer estrear Sérgio Oliveira esta época num jogo desta dimensão, o treinador Portista sabia que o lhe poderia acontecer caso as coisas corressem mal. Todos se lembram das experiências de António Oliveira com Costa em Manchester, de Lopetegui com Reyes em Munique ou de Jesualdo Ferreira com Nuno André Coelhos em Londres e não há quem não se arrepie só de pensar nisso.

Mas o nosso Mister não quis saber disso para nada. Na sua cabeça havia um plano para este jogo e na sua cabeça era irrelevante se o jogador que melhor podia interpretar esse plano tivesse zero minutos esta época. E no fim de contas, estava certo. Ganhou a aposta. Sérgio Oliveira pode não ter a intensidade que lhe permita ser titular no FC Porto, mas oferece coisas à equipa que mais nenhum médio pode oferecer: poder de fogo de meia distância, passes de média e longa distância ao pormenor (aquele passe de pé esquerdo de 40 metros a isolar Marega foi brilhante) e uma vontade de ter a bola e abrir linhas de passe ao nível de Oliver Torres.

O jogo não foi perfeito (para mim não existem jogos perfeitos), mas a equipa teve um comportamento irrepreensível e um desempenho brilhante. Aceitou que o adversário tem qualidade e adaptou-se de forma a aproveitar tudo aquilo que o jogo lhe deu. Adiantou-se no marcador por Aboubakar na sequência de um lançamento de linha lateral (um dia um lance destes também tinha de cair para o nosso lado), ampliou a vantagem novamente pelo avançado camaronês a meio da segunda parte num contra ataque daqueles que se ensinam nos manuais de bem jogar futebol e fechou a contagem por Layun numa jogada de muita insistência.

Em termos individuais, e correndo o risco de ser injusto porque todos os jogadores exibiram-se a um bom nível, destaco o nosso esquadrão de assalto africano. Se o Real Madrid tem a BBC e se o Barcelona tinha a MSN, o FC Porto tem a MBA: Marega, Brahimi e Aboubakar. Se Marega (que boa surpresa) dá cabo dos defesas pelo físico e Brahimi (que maldade) pela drible desconcertante e criatividade, já Aboubakar tenta misturar um pouco das características dos seus dois colegas, resolvendo na força aquilo que à primeira não consegue resolver na técnica.

Para finalizar, e porque a crónica já vai longa, não podia deixar de pegar no título do post do Francisco Ortigão ao jogo com o Besiktas. Nem tudo está bem quando se ganha, nem tudo está mal quando se perde. Vem aí mais um ciclo de jogos muito difíceis e não podemos embandeirar em arco depois desta vitória, nem podemos entrar em pânico caso as coisas corram menos bem em Alvalade ou em Leipzig. Continuo convencido que o trabalho está a ser muito bem feito, que vamos conseguir coisas boas este ano, mas que ainda somos uma equipa em crescimento. E para continuarmos a crescer, temos de continuar com este Mar Azul que desta vez até galgou fronteiras e conquistou o Principado no Sul de França.

sábado, 23 de setembro de 2017

Sai uma rodada de 5 golos para a jornada 7, por favor!

Jornada 7: FC Porto 5-2 Portimonense

Nos primeiros 6 minutos de jogo, a nossa equipa já tinha 3 oportunidades claras de golo. Esta é a imagem do FC Porto 2017/18. Com as setas apontadas à frente, a equipa procura desequilíbrios através de movimentações contínuas dos homens mais avançados, jogo direto e vertical a queimar etapas de construção e forte presença na área adversária. A equipa coloca muitos jogadores no processo ofensivo e fá-lo porque tem a consciência e responsabilidade de recuperar rápido a bola quando a perde.


Este jogo foi mais um exemplo disso e a postura aberta do Portimonense ajudou a que o Porto tivesse espaço para explorar melhor as lacunas defensivas do adversário. E foi também em pouco menos de 6 minutos que o jogo se decidiu, aos 20, 22 e 25 minutos de jogo. Mesmo a perder por 3-0, a equipa de Portimão procurou sempre o golo e quase sempre através do eixo Paulinho-Nakajima em ambos que demonstraram uma qualidade técnica acima da média. No entanto, a diferença entre as equipas foi evidente e o FC Porto somou mais 5 golos ao registo de golos marcados em casa que já vai em 15.

Pontos (+)
- Brahimi (MVP) – Estamos sempre à espera de um toque de magia seja quando recebe a bola no ataque ou junto à sua própria área. Ontem foram incontáveis as vezes em que destabilizou o adversário com dribles ou passes a rasgar. Foi um autêntico pesadelo para a defesa do Portimonense!
- Ricardo Pereira – Irrepreensível. Rápido, concentrado e a jogar na antecipação. Falhou um passe aos 83 minutos que deverá ter sido o único erro em todo o jogo.
- Corona - Muito menos interventivo que Brahimi mas com pormenores que decidem jogos. Fez 2 assistências com grande mérito. Queremos mais vezes este Corona!
- Herrera - Talvez ninguém pensasse que o mexicano pudesse ser um dos melhores da partida ao vê-lo integrar o 11 inicial. A verdade é que trouxe presença e força ao meio-campo mostrando argumentos para ser uma solução diferente de Óliver.
- Alex Telles - Tal como estamos habituados a ver: com raça e com pendor ofensivo.
- Criatividade e Versatilidade - Sérgio está a construir um conjunto de jogadores versáteis e está a criar opções onde se pensava que não havia alternativa.

Rescaldo: Difícil apontar aspectos negativos quando a equipa está em sintonia, confiante, esforçada e consegue fazer as coisas bem. Foi extremamente importante conseguirmos chegar só com vitórias ao jogo de Alvalade. A equipa entrará em campo com confiança na próxima jornada e, por isso, a estratégia será o factor decisivo para levar os 3 pontos. Vamos a eles!

Eu quero ver o Porto ser campeão!

Texto de Francisco Ortigão

domingo, 17 de setembro de 2017

Rio Ave 1 - 2 FC Porto : se era este "o" teste de fogo...

...quer me parecer que fomos aprovados com distinção!

Estava eu no sofá num daqueles domingos preguiçosos em que até um horrendo Belenenses - Estoril parece a desculpa perfeita para não pensar sequer em sair de casa quando de repente mais um daqueles comentadores bem falantes da Sport tv (que nada percebem de futebol) refere que "a deslocação do FC Porto ao terreno do Rio Ave é o verdadeiro teste à equipa orientada por Sérgio Conceição" e que a "partir do jogo de hoje poderíamos perceber que FC Porto vamos ter este ano".

Esquecendo o facto de que esta lenga-lenga já foi repetida até à exaustão pela comunicação social desde que o campeonato começou, muito provavelmente na esperança de assistir-se a uma derrota dos azuis e brancos para poderem anunciar que o "rei vai nu", e sabendo que a mesma comunicação social voltará à carga com esta treta nas próximas jornadas, a verdade é que era óbvio que o jogo frente aos comandados de Miguel Cardoso teria um grau de dificuldade elevado (basta pensar que o Benfica só empatou em Vila do Conde graças a mais um "Jonalti") e que só um bom FC Porto conseguiria superar o teste.

E foi exactamente um FC Porto assim que se apresentou hoje no Estádio dos Arcos. Entrando de início com tres alterações em relação à recepção ao Besiktas (Herrera por Oliver, Octávio por Corona e Aboubakar por Soares), os azuis e brancos tentaram assumir a despesas do jogo desde cedo, tendo ficado muito perto de abrir o marcador por Brahimi ainda dentro do primeiro quarto de hora. No entanto, o Rio Ave reagiu bem à entrada do FC Porto e conseguiu discutir sempre o jogo na primeira parte, fruto da sua qualidade na primeira fase de construção e da forma como "encurta" o campo subindo a linha defensiva. Com Octávio desinspirado, com Herrera displicente e com Danilo, mais uma vez, a demonstrar que não consegue acrescentar o que se pretende quando a equipa tem a bola, o nulo ao intervalo não surpreendeu o gigante mar azul que se deslocou a Vila do Conde.


Na segunda parte, tudo diferente para melhor, tendo o FC Porto aproveitado o elan criado pelo golo madrugador de Danilo na sequencia de um canto. O Rio Ave viu-se obrigado a incluir mais homens na manobra ofensiva e o FC Porto ficou com mais espaço para criar desiquilibrios na defesa adversária. Neste aspecto, destaque para Brahimi, que fez uma segunda parte de grande nível e que teve como momento alto a assistência para o golo de Marega.

Com 2-0 no marcador, pensei que o jogo estava "feito". Contudo, uma desatenção de Ricardo na sequência de um corte defeituoso de Felipe permitiu que Nuno Santos batesse Iker Casillas pela primeira vez esta época (foram 525 minutos sem sofrer golos, uma marca de registo) e os alarmes soaram nas hostes azuis e brancas. Os vilacondenses acabaram por não voltar a criar perigo após o golo mas nestes casos a incerteza mantém-se até ao apito final. Quando Jorge Sousa deu por terminado o jogo, ficou a sensação de dever cumprido e de que o resultado se ajustou ao que se passou dentro do campo. A exibição não foi perfeita, mas a segunda parte teve momentos bastantes agradáveis e trouxemos os três pontos para o Dragão, que era o que realmente importava.

Em termos individuais, destaco a exibição de Brahimi. Se é verdade que por vezes pode irritar os adeptos por não saber soltar a bola no momento certo, não menos verdade é que é a ele que os colegas recorrem quando percebem que o colectivo está com dificuldades em contornar os problemas criados pelos adversários. Hoje voltou a assumir o jogo nos momentos mais difíceis e a ser um porto seguro para a equipa. A manter!

Pela negativa, segundo jogo seguido que Octávio não consegue corresponder à aposta de Sérgio Conceição. Muita ansiedade com a bola nos pés, o que o leva a decidir muitas vezes mal. O facto de querer sempre fazer um passe que de morte ou uma jogada que caiba nos resumos do jogo na TV não ajuda, bem como não ajuda o facto de não tentar o remate de média distância, o que o ajudaria a criar mais incertezas no defesa que o marca. A rever!

Sexta feira há mais. No sítio do costume, em busca da sétima vitória consecutiva, para entrarmos em Alvalade, pelo menos, em primeiro lugar empatados com o Sporting!

#seisemseis #seguimosnafrente #marazul

PS: o que passou-se no Bessa? O Clero meteu greve? Não podemos tirar o pé do acelerador porque já sabemos que os padres não vão deixar o benfica cair ainda mais