Porto Bayern

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

De Vila do Conde a Frankfurt, com paragem em Londres pelo meio

Não tive possibilidades de assistir ao jogo de ontem, já que estava em plena A1 a regressar de Lisboa. Acompanhei o jogo pela TSF e estive atento aos comentários de João Ricardo Pateiro, que é, para mim, o jornalista/comentador desportivo de referência neste momento. Na crónica publicada na véspera do jogo tinha sugerido o onze que deveria ser apresentado pelo FC Porto no Estádio dos Arcos, sendo que Paulo Fonseca apenas não seguiu o meu conselho quando escalou Licá no lugar de Kelvin (acabaria por trocá-los no decorrer do jogo). Fiquei, portanto, mais confiante e animado para o jogo, já que, pelo menos, iríamos jogar com dois extremos de raiz e havia a perspectiva de Fernando jogar solto à frente da defesa, com Lucho e Carlos Eduardo lado a lado na organização do jogo ofensivo.

Não posso tecer muitos comentários sobre o jogo, já que ouvir o relato e ver o jogo na TV ou no estádio são coisas completamente diferentes. Pelo relato, fiquei com a sensação que o Porto teria sido um justo vencedor e que o nível exibicional teria sido um pouco melhor do que o habitual. Os comentadores foram também unânimes em considerar Carlos Eduardo como o melhor jogador em campo e foram, ainda, da opinião que Kelvin entrou bem e que Ghilas entrou tarde (já lá vamos).

Ao fazer a ronda pela minha bluegosfera de referência (confirmei que a vitória foi justa e que a qualidade jogo foi um pouco melhor. No entanto, reparei que o posicionamento de Lucho e, consequentemente, o modelo táctico utilizado, não foi totalmente perceptível ou pacífico. Enquanto que os caros Jorge ("há naturalmente um enorme beneficiado com a cambiante 1-2 do meio campo" @Porta19), Vila Pouca ("está visto que o meio campo tem de deixar o duplo pivot" @Dragão até à morte) e Zé Luís ("Paulo Fonseca não confirma as alterações que todos vêem: mais um 4-3-3 do que o 4-2-3-1 que ele diz não ter mudado" @Portistasdebancada) consideraram que existiu uma mudança ao nível da eliminação do duplo pivot, já o Miguel ("mudaram-se os intervenientes mas o espartilho táctico continuou lá" @Tomo ii),  Mário Faria ("introduziu algumas mudanças, mantendo o sistema táctico sem alterações substanciais" @Reflexãoportista) e o 4Lusos ("Lucho recuou para junto de Fernando, formando o duplo pivot a meio campo, com Carlos Eduardo a jogar a 10" @Bibóportocarago) são da opinião contrária. Se a isto juntarmos as declarações de Paulo Fonseca no fim do jogo, considerando que o duplo pivot voltou a marcar presença no desenho táctico da equipa, nem sei bem o que vos diga. Vou esperar pelo jogo de sexta com a Olhanense para poder emitir uma opinião mais fundamentada, se bem que estou a torcer para que a mudança tenha, de facto, existido. Faço votos para que Carlos Eduardo não saia tão cedo da equipa, já que tem uma margem de progressão gigantesca (já vos disse que me lembra o Deco, não já?).

No que à utilização de Ghilas diz respeito, honestamente não percebo como pode o treinador estar a arriscar tanto com um jogador. Meter o homem constantemente nos últimos 5 minutos de jogo, esteja ou não o jogo resolvido, é estar a pedir problemas. Os seus níveis de motivação devem estar abaixo de zero e quando Paulo Fonseca vier a precisar dele (porque vai precisar), a ver vamos se ele conseguirá dar a resposta necessária. Porque não entrou logo depois do golo de Danilo?!

No que ao sorteio da Liga Europa diz respeito, fiquei com um misto de sensações. Se por um lado tivemos sorte na equipa que nos calhou no 16-avos de final, por outro tivemos azar com a equipa que nos calhou nos oitavos de final. O Nápoles é a equipa mais forte em competição e, na minha opinião, a principal favorita a vencê-la.

O Eintracht de Frankfurt é uma equipa que luta para não descer de divisão na Bundesliga (ocupa actualmente o 15.º lugar, com 14 pontos em 16 jogos, sendo que perdeu 8 dos 16 jogos realizados). É necessário dizer que a Bundesliga é, neste momento, e a par da Premier League, a melhor e mais competitiva liga europeia de clubes e que todas as equipas alemãs são extremamente competitivas, mas o Porto tem todas as condições de ser apurado e deverá ser considerado como claramente favorito na eliminatória. O plantel do Eintracht de Frankfurt não tem jogadores como Higuain, Callejon, Mertens, Pandev, etc, mas será necessário ter atenção ao trio composto pelo avançado checo Kadlec, pelo dianteiro espanhol Joselu e pelo médio ofensivo Alexander Meier. Os jogos contra o Eintracht de Frankfurt terão lugar numa altura um pouco complicada, já que nessa altura, teremos deslocações a Guimarães e a Barcelos, e receberemos também o Estoril. A primeira mão jogar-se-á no Dragão a 20 de Fevereiro.

Para finalizar, um pequeno apontamento sobre o despedimento de AVB do Tottenham. Já aqui manifestei o meu descontentamento com Paulo Fonseca e aproveito para dizer que sou um admirador das qualidades de AVB. No entanto, penso que este não é o momento ideal para o seu regresso, já que a sua posição estaria demasiado fragilizada em virtude do seu despedimento e da forma como abandonou o FCP. A sua contratação neste momento daria a entender que só veio para o Dragão porque foi despedido, e isso não seria bom para nenhuma das partes. Contudo, caso Paulo Fonseca tenha prestações decepcionantes e desmotivadoras nas duas deslocações que em breve teremos a Alvalade e à Luz, talvez a hipótese do seu regresso tenha mesmo que ser avaliada.








2 comentários:

  1. AVB no Porto, já. Já chega do gajo do Barreiro!
    Miguel Cunha

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  2. muito obrigado! pela referência ao estaminé :D !

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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