Porto Bayern

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sexta-feira, 14 de março de 2014

FC Porto 1 - 0 Nápoles: Ao intervalo, estamos na frente! Quem diria...

Se há quinze dias atrás (com Paulo Fonseca, portanto) me dissessem que a nossa primeira vitória europeia da temporada iria ser contra uma das 2 ou 3 melhores equipas italianas da actualidade (com um plantel recheado de estrelas mundiais e com um treinador experiente e habituado às lides europeias), depois de não termos sequer ganho ao Eintracht de Frankfurt e ao Áustria de Viena, eu ter-lhes-ia respondido que deixassem as drogas e o álcool e que apenas íamos jogar para não perder... No entanto, depois da substituição do treinador e da alteração do modelo de jogo por nós utilizado, os meus níveis de confiança aumentaram bastante e passei a acreditar na obtenção de um resultado positivo (ganhar sem sofrer golos em provas a duas mãos é sempre um excelente resultado). O que se veio a verificar, felizmente! 



Na crónica ao jogo do Arouca para o campeonato, referi que os 3 jogos que se seguiriam seriam jogos de tripla e que acredito que a equipa está agora muito mais perto de discutir a vitória em todos os jogos que disputa. O jogo de ontem deu-me razão. Se é verdade que o Nápoles podia ter marcado por mais do que uma vez, não menos verdade é que na primeira parte só deu Porto e que o resultado ao intervalo não espelhava aquilo que se passou dentro das quatro linhas, até porque tivemos um golo limpo injustamente invalidado e porque Reina tirou um golo feito a Jackson Martinez com uma defesa absolutamente fantástica.


Na segunda parte (que eu só vi à noite depois de saber o resultado do jogo e que me poupou alguns anos de vida), os napolitanos equilibraram o jogo e dividiram as oportunidades de golo com os dragões. Helton esteve em grande destaque, salvando a equipa em duas ou três ocasiões. Na melhor altura do Nápoles, surgiu o golo do FC Porto, numa remate forte e colocado de Jackson Martinez após um ressalto na área italiana na sequência de um canto. A equipa serenou e o treinador fez entrar Quintero e Ghilas para os lugares de Carlos Eduardo e Varela (gostei muito destas alterações, principalmente pelo sinal que deu aos jogadores!!). Até ao final, destaque para uma bola de Quintero que não entrou por milagre e para uma bola salva em cima da linha por Maicon na baliza do FC Porto. Penso que a vitória do Porto não merece contestação, se bem que o resultado não espelha o que se passou no terreno de jogo. Talvez o 2-1 espelhasse de uma forma mais correcta a produção das duas equipas... Existem, ainda, aspectos a melhorar, mas continuo a pensar que esta táctica potencia de uma forma muito mais eficaz as características e qualidades de vários jogadores do Porto (os casos de Defour e Fernando são paradigmáticos). Se conseguirmos subir os níveis de confiança dos defesas (principalmente os centrais) e melhorar a eficácia do último passe e finalização, penso que temos tudo para fazer uma ponta final de época que orgulhe os adeptos. Seria, também, importante manter os níveis de pressão à saída da área adversária durante um maior período de tempo, mas isso dificilmente será exequível nesta altura da temporada.


Em termos individuais, gostei muito (mais uma vez) da exibição de Defour, de Quaresma (assim sim!), de Helton (já tinha saudades de um jogo europeu sem golos sofridos e em que fez a diferença, tendo apenas de ter mais cuidado a jogar com os pés) e de Danilo (está a subir de forma!).


Pela negativa, e apesar do esforço e entrega de todos os jogadores, destaco Varela (muito apagado, apesar de ter ajudado a defender) e Mangala (duas falhas que podiam ter custado caro). 


Uma nota também para Jackson Martinez. Anda desinspirado e sem confiança, mas tem trabalhado muito e marcou o golo do triunfo. Que sirva para ganhar moral para as difíceis batalhas que se seguem! Vai facturar em Alvalade!


Ao intervalo, estamos na frente. Vamos a Itália com a certeza de que podemos discutir a eliminatória e que temos uma palavra importante a dizer. Se jogarmos como ontem e formos um pouco mais consistentes na defesa, acredito que seguiremos em frente! 


P.S.: Continuo a ouvir muitos adversários dizerem que não notam diferenças entre este novo FC Porto e o FC Porto de Paulo Fonseca. Bom sinal. Quando menos esperarem, pode ser que já seja tarde demais. Domingo à noite conversamos, estou cada vez mais confiante e com esperança num bom resultado contra os homens presididos pelo Bruno da Lágrima.


P.S. 2: Gosto muito disto e disto. Podemos até não ganhar, mas ao Porto exige-se jogar para ganhar! O tempo das cautelas e de jogar para o empate em Alvalade já lá vai!


segunda-feira, 10 de março de 2014

FC Porto 4 - 1 Arouca: Crónica de uma segunda-feira diferente

A semana começou hoje de uma forma muito diferente quando comparada com as segundas-feiras dos últimos 4 ou 5 meses. São Pedro trouxe-nos finalmente um sol primaveril e Luís Castro devolveu um sorriso tímido aos adeptos azuis e brancos. Se é verdade que a exibição não foi brilhante, mentiria se dissesse que não fiquei satisfeito com a exibição e com o resultado do jogo de ontem. A vitória por 4-1 frente ao Arouca foi justa e a exibição do FC Porto devolveu-nos um pouco de esperança para o que resta da época.

Se acho que ainda vamos a tempo de discutir o título? Não, não acho. 
Se acredito que passamos a ser favoritos à conquista da Liga Europa? Não, não acredito.
Se penso que os problemas todos em termos de organização táctica fazem já parte do passado? Não, não penso.
Se ignoro que no jogo de ontem se viu demasiada tremideira no início da segunda parte? Não, não ignoro.


É evidente que esta equipa ainda tem muito por onde melhorar e que seria impossível eliminar todos os erros cometidos pelo anterior treinador em meia dúzia de dias. Será até difícil eliminá-los nos próximos jogos e acredito que os três embates que se seguem são jogos de tripla. Mas as alterações introduzidas por Luís Castro fazem-me acreditar que estamos agora muito mais perto de disputar todos os jogos que se avizinham do primeiro ao último minuto e que em todos eles teremos uma importante palavra a dizer.


Luís Castro começou por desfazer a aberração táctica que é (era!?) o duplo pivot defensivo, optando por colocar Fernando sozinho à frente da defesa e recuperando a imagem de marca do FC Porto vencedor da última década em termos de meio campo. A juntar a este facto, recuperou o belga Defour (que jogo!) e colocou-o no papel anteriormente desempenhado por João Moutinho. À frente deste, posicionou-se o brasileiro Carlos Eduardo, que neste esquema é muito mais um médio do que um segundo avançado. O resultado desta alteração não foi brilhante (é necessário mais tempo e mais treino), mas os primeiros trinta minutos de jogo trouxeram-nos indícios muito positivos para o futuro: com este meio campo (1x2 em vez de 2x1), iremos chegar com mais gente à área (veja-se o exemplo do segundo golo) e a pressão será mais asfixiante e permitirá recuperar mais bolas no início da transição ofensiva dos adversários.

Luís Castro promoveu ainda uma série de pequenas alterações que me agradaram:
- uma postura muito mais enérgica e interventiva no banco, não se limitando a ficar em pé de braços cruzados ou a bater palmas aos disparates dos seus jogadores;
- Quaresma já não foi o marcador "oficial" dos livres à entrada da área;
- Quintero entrou cedo e jogou no lugar onde poderá render mais;
- Ghilas entrou para o lugar de Varela, demonstrando que pode jogar descaído numa ala ao velho estilo de Derlei ou Lisandro Lopez;
- um discurso mais agressivo no final do jogo e a blindagem do balneário relativamente ao exterior, que se traduziu em treinos à porta fechada e na ausência de conferência de imprensa pré-jogo.


Analisando agora as incidências do jogo jogado, vimos uma grande entrada do FC Porto em campo, com 30 minutos de bom futebol, atacando com critério e pressionando o adversário com inteligência, que se traduziram em dois golos (Quaresma de grande penalidade e Carlos Eduardo a concluir uma grande jogada de entendimento com Mangala e Defour) e em várias oportunidades desperdiçadas.

Aos 30m, o Arouca chegou ao empate sem nada ter feito para isso, aproveitando um ressalto de bola na área dos dragões. Os dragões voltaram à carga e pouco depois Quaresma desperdiçou um penalti que traria outra calma e confiança à equipa. Em resumo, as equipas foram para os balneários com um resultado que pecava nitidamente por escasso, já que o FC Porto podia, devia e merecia ter uma vantagem mais dilatada no marcador.

A segunda parte trouxe um FC Porto menos forte do que seria de esperar e o jogo foi aborrecido até aos 70m, altura em que o Arouca podia ter empatado o jogo por duas vezes no mesmo minuto, quase aproveitando falhas imperdoáveis de Helton, primeiro, e de Abdoulaye, depois. Os azuis e brancos reagiram e voltaram a tomar conta do jogo, agora sob a batuta de um inspirado Quintero. O 3-1 parecia iminente e acabava por chegar aos 82m, com Quaresma a fuzilar as redes adversárias na sequência de um bom cruzamento de pé esquerdo do recém-entrado Ghilas, aproveitando um contra ataque iniciado por Jackson Martinez. Estavam, assim, finalmente afastados os fantasmas dos dois últimos jogos em que o FC Porto se deixou empatar depois de estar a ganhar por 2-0.

Até ao final, registo para o 4.º golo dos dragões, autoria de Jackson Martinez, que aproveitou bem uma grande jogada de entendimento entre Defour e Ghilas na esquerda do ataque. Uma vitória por 4-1 sobre um frágil mas aguerrido Arouca não é (nem nunca será) motivo para nos encher de orgulho nem muito menos para embandeirar em arco, mas penso que os três pontos são inteiramente justos e que o resultado espelha o que se passou no terreno de jogo, trazendo-nos alguma ilusão para o que aí vem.


Em termos individuais, gostei de Danilo (certinho a defender e a apoiar o ataque com critério), de Fernando (rendo muito mais quando joga sozinho à frente da defesa), de Defour (para mim o melhor em campo e tenho esperança que seja o principal reforço para a ponta final desta época) e das entradas de Ghilas (tem de ser titular neste momento, seja no lugar de Jackson, seja numa das alas) e de Quintero (tem de continuar a acumular minutos de jogo).

Pela negativa, realço a dupla de centrais. Neste momento, parece-me o elo mais fraco da equipa. Luís Castro já me fez a vontade dando minutos a Defour e Quintero, ficando eu agora à espera que traga também Reyes para a equipa.

Relativamente a Quaresma, tenho alguma dificuldade em avaliar a sua performance. Se por um lado é capaz de momentos extraordinários e de tirar coelhos da cartola quando ninguém está à espera, por outro estraga muitas jogadas de ataque com mariquices completamente desnecessárias. Ontem esteve no melhor (um grande golo e uma ou outra jogada de génio sobre a direito) e no pior (um penalti falhado, várias perdas de bola infantis e um amarelo desnecessário). No fundo, no fundo, está quase igual ao Quaresma que partiu para Milão há uns anos. Não é decididamente o tipo de jogador que mais aprecio, mas aceito que as equipas também precisem deste tipo de jogadores...

P.S.: Ontem cometi o erro de ver um pouco do trio de ataque. Fiquei comovido com a forma como os "representantes" do SCP e SLB estão unidos contra o FCP. Tal e qual os seus presidentes. Foi também engraçado verificar a forma como ambos defendiam Paulo Fonseca e diziam que a culpa era da qualidade dos jogadores do FCP. Queres ver que não acharam piada ao facto do FC Porto se ter livrado do principal responsável pela época desastrosa dos dragões até ao momento? Cá estarei para o ano para ver se ainda acham estes jogadores tão fraquinhos...

















quinta-feira, 6 de março de 2014

Afinal não atirámos a toalha ao chão! Bem vindo Luís Castro

Peço desculpa aos leitores deste estaminé pela ausência de crónicas nos últimos dias e por não ter feito o habitual post de análise ao último jogo do FC Porto, mas faltou me um pouco de tempo e de força de vontade para escrever. Fica, então, aqui um pequeno apontamento sobre os recentes acontecimentos.

No Domingo, o FC Porto deslocou-se a Guimarães e empatou a 2 com o Vitória local. Apesar de ter chegado rapidamente a uma vantagem de dois golos e de ter apresentado na primeira parte um ataque mais inspirado do que aquele que temos visto esta época (nota muito positiva para a estreia a titular de Ghilas no campeonato), a verdade é que os principais problemas da equipa não só não desapareceram, como ainda foram mais evidentes do que até então.


Defensivamente, o FC Porto de Paulo Fonseca não existia, já que o meio campo não pressionava com eficácia e permitia que os adversários recebessem a bola constantemente entre linhas. A defesa ficava constantemente exposta a situações de igualdade numérica, sendo que para piorar as coisas o momento de forma e confiança de todos os elementos da defesa é ridículo, o que proporcionava o aparecimento de erros individuais que se pagaram demasiado caro em alta competição.

Foi sem surpresa que o Vitória recuperou da desvantagem de dois golos e que partiu em busca da reviravolta no marcador, tendo ficado muito perto de o conseguir. A segunda parte dos dragões foi confrangedora e a entrada de Jackson em claras dificuldades físicas foi simplesmente triste. Perto do final, o Vitória ficou a centímetros do terceiro golo, o que talvez fosse um prémio justo para os vimaranenses e ao mesmo tempo um castigo demasiado pesado para os azuis e brancos.

No final do jogo, Paulo Fonseca admitiu que a exibição fora pobre e desinspirada, não conseguindo encontrar explicações para o que acontecera. Pela primeira vez esta época, o treinador tinha visto o mesmo jogo que os adeptos e colocou em causa os jogadores. Demasiado tarde, como se confirmou hoje. Paulo Fonseca atirava assim a toalha ao chão e era uma questão de tempo até que fosse afastado da direcção da equipa. Ao terceiro pedido de demissão, Pinto da Costa finalmente acedeu a deixar cair o treinador. Três meses mais tarde do que aquilo que se impunha, mas ainda assim a tempo de conquistar muita coisa esta época. Taça da Liga, Taça de Portugal, ir longe na Liga Europa e recuperar o 2º lugar são objectivos que ficam mais próximos com esta mudança, a qual demonstra que no FC Porto nunca se deita a toalha ao chão e que se luta até ao final. Mantenho o que defendia em Dezembro: mudar de treinador não significa desistir, significa sim mudar o que está mal por forma a ter mais hipóteses de vencer.


Quanto a Luís Castro, devo dizer que concordo com a sua escolha. Não porque seja um conhecedor das qualidades e defeitos do ex treinador da equipa B, mas porque sou da opinião que era necessário alguém de dentro da estrutura para fazer a transição até à chegada de um novo treinador (não acredito que Marco Silva assine pelo FC Porto para a semana), verifique-se essa chegada brevemente ou apenas em Junho. Aparentemente, o seu trabalho na equipa B foi valoroso e conseguiu pôr a equipa no primeiro lugar de uma liga extremamente competitiva e difícil. Vamos ver agora como lhe corre este enorme salto. Honestamente, espero que ajude a recuperar a confiança de alguns jogadores (que diga-se de passagem está de rastos) e que traga para a equipa jogadores como Quintero, Reyes ou Defour e que mantenha a aposta em Ghilas. Se possível, mais para o final da época, gostava ainda de ver alguns jogadores da B terem uma oportunidade na A (Gonçalo Paciência, Rafa, Tozé ou Pedro Moreira). Espero que ponha ordem no balneário e que de uma vez por todas acabe com o kamikaze táctico que é o duplo pivot de meio campo. Confio também que o ambiente no Dragão vai ser muito diferente depois desta mudança de treinador e que os jogadores não vão entrar em campo com a mesma pressão que sentiram no últimos tempos. Não espero milagres, mas acredito cegamente em melhorias na qualidade de jogo. VAMOS PORTO!


P.S.: Será que o Sporting vai apresentar queixa na Liga relativamente ao atraso de três meses do FC Porto quanto à mudança de treinador?

P.S. 2: Não tenho nem tinha nada contra o ex treinador do FC Porto em termos pessoais ou profissionais. Pareceu-me sempre uma pessoa séria e dedicada e que teve vontade de defender o clube tão bem quanto sabia. Infelizmente, não o conseguiu. Não acredito que para já tenha (e dificilmente acredito que venha a ter) qualidade suficiente para treinar um clube desta dimensão, mas teve a frontalidade e a dignidade de perceber desde cedo que fazia parte do problema e colocou o seu lugar à disposição. Respeito-o o por isso.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

FC Porto 3 - 3 Eintracht Frankfurt: tem mesmo de ser na raça

O FC Porto alcançou ontem o apuramento para os 16avos de final da Liga Europa (onde defrontará os italianos do Napoli) depois de ter empatado a 3 bolas em casa do Eintracht de Frankfurt. O objectivo mínimo foi alcançado e os Dragões não passaram a vergonha de serem eliminados por uma equipa que não aspira a muito mais do que a manutenção na sua liga doméstica. Infelizmente, por motivos profissionais, não tive oportunidade de assistir aos primeiros 45m, sendo que, quando finalmente encontrei um stream com uma qualidade não mais do que duvidosa, já a equipa perdia por 1-0 (a imagem do Maicon em cima da linha e de vários jogadores alemães soltos na área é sintomática e demonstrativa da desorganização defensiva reinante nesta equipa, algo que se repetiria no 3.º golo). 

Pelo que li na "bluegosfera" e pelo que observei nos resumos, o resultado era injusto, já que nem os alemães nem os portistas fizeram o suficiente para ir para os balneários em vantagem. De qualquer forma, os primeiros 45m mostraram-nos um FC Porto bastante aquém daquilo que teria de fazer para obter o apuramento.

No início da segunda parte, as coisas ficaram ainda piores. Os jogadores do FC Porto entraram em campo um poucos apáticos e aos 52m os Dragões sofreram o segundo golo na sequência de um canto. A forma como a equipa continua a defender os cantos deixa-me absolutamente perplexo. Não só se opta por juntar os 10 jogadores de campo dentro da área, o que não permite que se dispute a bola sempre que ela é cortada para fora da área e permite que os adversários a recebam sozinhos de frente para a baliza, como também se opta (tal e qual uma equipa de infantis) por tentar subir esses 10 jogadores ao mesmo tempo nessas situações, tentando colocar os adversários em fora de jogo. Se coordenar uma defesa em linha com quatro jogadores já não é fácil, fazê-lo com 10 jogadores é simplesmente patético. O resultado está à vista: Maicon ficou 2 ou 3 metros desfasado da linha que se tentou criar e os alemães colocaram as bolas nas costas da defesa, aparecendo 3 homens na cara de Helton.

Com o 2-0 no marcador, pensei que já nada poderíamos fazer. Estávamos prestes a ser eliminados pelo "poderoso" Eintracht de Frankfurt. Paulo Fonseca colocou, então, Ghilas em campo em vez de Herrera e deu o mote para dentro das quatro linhas: era o tudo ou nada. Pouco depois surgiu o momento do jogo, o momento que alterou a eliminatória e que transfigurou a exibição e a atitude da equipa. Quaresma recebeu a bola solto no flanco direito, simulou o cruzamento com o pé direito, tirando um adversário do caminho, para depois cruzar com conta, peso e medida para a entrada fulgurante de Mangala ao primeiro poste.

A partir deste momento, vimos um FC Porto completamente transfigurado para melhor. Se em termos tácticos a desorganização se manteve até final (evidente num lance em que os alemães só não fizeram o 3-1 porque o adversário optou por finalizar uma jogada de 3 para 1 com um disparatado remate de calcanhar), em termos de entrega, raça, vontade e querer vimos uma equipa como poucas vezes tínhamos visto esta época (será que o apoio no aeroporto teve alguma coisa que ver com isto?). Os azuis e brancos começaram a ganhar todas as bolas divididas, a saltar mais alto, a correr mais, a meter o pé sem medo e a dar sinais que podiam trazer o apuramento para Portugal. 


Aos 72m, os Dragões conquistaram um livre frontal à entrada da área. Quaresma pegou na bola e tudo indicava que iria rematar à baliza. O "Cigano" optou, no entanto, por colocar a bola em Fernando no lado direito do ataque e este centrou para mais um grande golo de Mangala. Era o empate no jogo e na eliminatória, importava agora marcar mais um golo e garantir o apuramento. Acontece que esta equipa não sabe o que faz em campo e em mais uma desatenção colectiva, os alemães acabaram por se adiantar novamente no marcador. Balde de água fria apenas 3m depois de alcançado o empate!

Paulo Fonseca lançou então Licá no jogo para o lugar de Varela e a equipa partiu em busca de novo empate no jogo. Um golo chegava para eliminar os alemães e a equipa devia isso aos seus adeptos e a si mesma. E esse golo chegou pouco depois! Numa bola bombeada para o ataque, Jackson disputou-a no ar com um central adversário e a mesma sobrou para Licá que tabelou eficazmente com Ghilas para aparecer na cara do guarda redes. O recém entrado rematou forte de pé esquerdo e na recarga à defesa incompleta do guardião alemão, Ghilas fez o terceiro golo dos dragões. Era a loucura no Kommerzbank Arena!


Fiquei muito contente com o apuramento, mas não posso esquecer que não ganhámos nenhum dos jogos contra uma equipa sem qualquer expressão na Europa e que está mal classificada na Bundesliga. Acabámos por sofrer 4 ou 5 golos derivados de falhas individuais e colectivas graves e a equipa não mostrou evolução tacticamente. Continuo a achar que com outro treinador e com estes mesmos jogadores a equipa renderia muito mais. Inacreditável também o facto de Paulo Fonseca ter referido que o jogo em Frankfurt era para a Liga dos Campeões. A confusão que vai naquela cabeça é incomensurável. Mas parece que é este treinador que vamos continuar a ter, por isso é importante manter a atitude da 2ª parte de ontem, já que se não vamos ganhar na organização e com cabeça, que ganhemos na raça e no coração.


P.S.: Ghilas salvou o treinador na Taça de Portugal marcando o golo da vitória perto do final e como prémio teve 90m no banco no jogo seguinte com o Paços de Ferreira. O que será que lhe vai acontecer domingo em Guimarães depois de ter entrado, marcado o golo do apuramento e de ter rendido o dobro do desinspiradíssimo Jackson no jogo de ontem?

P.S. 2: Fiquei um bocado preocupado quando vi esta notícia...









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Manifestação de apoio ao FC Porto

Um grupo de adeptos de FC Porto está a organizar uma manifestação de apoio e incentivo à equipa do nosso coração com o objectivo de mostrar o amor que sentem pelo clube e de mostrar a raça de que são feitos os seus adeptos. Partilho aqui o evento que foi criado no Facebook e espero que o mesmo atinja os objectivos pretendidos. Sublinho que este evento não tem como objectivo apoiar ou criticar o treinador do FC Porto (caso contrário seria hipócrita da minha parte partilhá-lo), mas sim demonstrar o sentimento pelo nosso clube, o qual é muito maior que as nossas opiniões sobre o Paulo Fonseca, o Antero Henrique, o jogador A ou B que não se esforça, o jogador C que só pensa em penteados excentricos ou o jogador D que passa a vida no Eskada. Que os jogadores amanhã sintam que têm de dar tudo na Alemanha e que só um resultado interessa: a vitória!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FC Porto 0 - 1 Estoril: Crónica de um desastre mais do que anunciado

Vi o jogo em Lisboa e pouco depois fiz-me à estrada em direcção ao Porto. Foram quase 3 horas de pensamentos antagónicos a passarem-me pela cabeça, 3 horas de azia desconfortável, 3 horas de revolta com o estado a que chegou o FC Porto. No final da viagem, sobrava apenas resignação. Afinal, esta derrota não constituiu surpresa nenhuma e como venho referindo desde a criação deste estaminé, o treinador da nossa equipa é o maior erro de casting de sempre do NGP (Octávio Machado foi despedido a 7 pontos de distância do primeiro, mas ao menos conseguiu o apuramento na Champions e tinha um plantel que metia medo só de pensar!) e só não viu que isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde, quem não quis. O SLB provavelmente ganhará hoje e aumentará a vantagem para 7 pontos e meio, sendo que ainda vamos a Alvalade, Choupana, Guimarães e Braga...

Cheguei a casa e abri o computador na certeza de que ia ler notícias sobre o despedimento de Paulo Fonseca, já que este na flash interview tinha deixado claro que ia pôr o seu lugar à disposição. Estava redondamente enganado. Ao que parece, o NGP optou por manter o treinador, naquela que é uma decisão absolutamente incompreensível e lamentável. Neste momento, não tenho dúvidas que a culpa já não é só de Paulo Fonseca. Agora é também de quem teimosamente o pretende manter.

Vamos penar até ao fim da época, caso Paulo Fonseca continue ao leme do clube. Até podemos ganhar na Alemanha, mas isso apenas adiará os desastres iminentes. Temos uma oportunidade de dar um murro na mesa e tentar alterar o estado lastimável em que nos encontramos, mas parece que vamos optar por uma grande máxima de João Pinto: estamos à beira do precipício, mas vamos tomar a decisão certa, vamos dar um passo em frente. 

Desde Novembro que afirmo que é vital trocar de treinador. Não gosto de ter razão nestes casos (ao fim dos primeiros seis meses de VP percebi alegremente que estava errado e deixei de pedir a sua saída), mas o tempo tem me dado razão e vai continuar a dar. 

Não tenho dúvidas que manter Paulo Fonseca nesta situações significa atirar a toalha ao chão, ao contrário de quem defende que despedi-lo é o mesmo que dizer aos adversários que já não acreditamos nesta época. Estou convencido que aceitar o pedido de demissão significaria um murro na mesa, um sinal de que queremos mudar o que está mal para tentar alcançar pelo menos parte dos nossos objectivos para 2013-2014. Estou convencido que trocar de treinador tiraria toda a pressão que neste momento está sobre os jogadores. Estou convencido que colocar alguém que saiba o que é ser Porto até ao final da época traria esperança aos adeptos. Precisamos de alguém que definitivamente desista da maior aberração táctica dos últimos anos que é a insistência no duplo pivot a meio campo. Precisamos de sentir que nem tudo está perdido. Jogadores jovens como Reyes, Herrera, Quintero, Ghilas, Ricardo, Alex Sandro, Danilo, Mangala, Abdoulaye, Josué, Kelvin, etc precisam de alguém que os faça crescer e que lhes mostra como fazer. Trocar de treinador é SER PORTO! ACORDA PORTO!!!

Quanto ao jogo em si, não vou tecer grandes comentários. Não foi dos nossos piores jogos da época, o que é demonstrativo da falta de qualidade que se viu em muitos jogos desde que Paulo Fonseca assumiu o comando dos dragões. Não merecíamos perder, mas também não merecíamos ganhar. Perdemos hoje como poderíamos ter perdido para a Taça de Portugal com o mesmo adversário ou com o Marítimo para a Taça da Liga ou empatado com o Paços de Ferreira para o campeonato. O penalti é bem assinalado e a expulsão aceita-se. Nada a dizer, portanto, a não ser perguntar quantas oportunidades claras de golo tivemos? Uma do Quaresma e meia do Varela?

Pela positiva, até gostei do jogo de Abdoulaye e de Fernando. Pela negativa, quase todos, com especial destaque para Jackson e Alex Sandro.

Para finalizar, um dado retirado do Reflexão Portista:

"Da época passada para esta, o treinador do Estoril viu sair Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo e Licá. Já esta época, no período de transferências de Janeiro, ficou sem Luís Leal (que era o melhor marcador da equipa) e, para o jogo no Dragão, também não pôde contar com Gonçalo Santos e Sebá (devido a lesões). Só de pensar que houve, entre os adeptos portistas, quem usasse a saída de UM jogador - João Moutinho - como justificação para os maus desempenhos desta época…"




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

FC Porto 2 - 2 EAPI (equipa alemã por identificar)

Para não variar, aqui estou eu a escrever mais uma crónica a um jogo do FC Porto quando a minha vontade era estar aqui apenas a debitar todos os palavrões que aprendi aquando da minha passagem pelo futsal da Biquinha. Enfim, a revolta com o estado a que chegou o FC Porto é tão grande que não acredito que vá conseguir dizer tudo o que me vai na alma em palavras, razão pela qual deixo aqui uma imagem daquilo que que está a acontecer ao nosso clube:



Quanto ao jogo, quero dizer que a primeira parte do FC Porto teve alguns (não muitos) momentos agradáveis e umas quantas jogadas com princípio, meio e fim. Comparando com aquilo a que temos assistido esta época, até nem estávamos a jogar mal. O momento alto estava reservado para Quaresma que levantou o estádio (isto é, levantou os poucos adeptos que ainda lá vão...) com um golo tirado a papel químico daquele que tinha marcado ao Benfica há uns anos. Ao intervalo, o resultado do marcador ajustava-se ao que se tinha passado no relvado.


O pior veio no segundo tempo. Os azuis e brancos entraram nitidamente a dormir na segunda parte e os alemães passaram a controlar o meio campo, optando o FC Porto por transições rápidas para chegar à baliza do guarda redes da EAPI. Isto é, quando devíamos controlar a bola e o jogo, fazendo os alemães correr atrás dela e aproveitando os espaços que se abririam na sua defesa, foram eles que tomaram conta da intermediária. Brilhante! Paulo Fonseca optava por uma das suas duas posses características enquanto assistia ao descalabro: braços cruzados ou a bater palmas a disparates.


O FC Porto acaba por chegar ao segundo golo por Varela contra a corrente do jogo. O Drogba da Caparica, que até estava a ser dos jogadores menos em evidência nos dragões, aproveitou um remate mal direccionado de Maicon após um ressalto na área para empurrar para o fundo das redes. Estava feito o 2-0 e os dragões tinham tudo para conseguir um resultado confortável ou pelo menos para manter o que tinham alcançado. 

Infelizmente, o que se passou a seguir foi demasiado mau para ser verdade. Paulo Fonseca tirou Josué e colocou Carlos Eduardo. Se o meio campo já estava em sub rendimento, com a entrada de CE20 (sem ritmo após a lesão) pior ficou. Os alemães carregaram e reduziram por Joselu. O desnorte apoderou-se dos jogadores e não mais vimos jogadas bem elaboradas até ao final. Se o 2-1 já dava muitas esperanças aos alemães para a segunda mão, o 2-2 alcançado pouco depois torna a nossa viagem ao terreno da EAPI um autêntico pesadelo. 

Com o empate no marcador, Paulo Fonseca recorreu à sua alteração fetiche e fez entrar Ghilas perto dos 85m. O substituído foi Fernando e a desorganização a meio campo tornou-se absolutamente ridícula... As coisas estavam tão descontroladas e o treinador tão perdido que se deve ter esquecido que ficou uma substituição por fazer e Quintero nem saiu do banco...

Se o que se passou em campo já era suficiente para deixar qualquer um revoltado ou deprimido (confesso que com este treinador passo muito facilmente de um estado para o outro), o que assistimos na flash interview deixou-me absolutamente perplexo e escandalizado. Estava à espera da habitual análise lunática aos acontecimentos e que Paulo Fonseca dissesse que: "O Frankfurt é uma grande equipa, mas nós fomos Porto do princípio ao fim. Eles marcaram nas únicas duas vezes que passaram o meio campo. Tenho uma confiança cega que vamos ganhar na Alemanha, razão pela qual nem precisei de gastar as substituições". O que na realidade vi, foi ainda pior:


Como é que é possível um treinador não conseguir perceber qual é a equipa adversária? O JJ chiclas não sabe falar, mas ao menos sabe quem é o adversário. Pode dizer Manster Naite, mas ao menos não diz que o adversário é o Dortmund, Bayern ou o Leverkusen quando joga com o Frankfurt. Antes do jogo suspeitava que o adversário não tinha sido suficientemente estudado (Alex Sandro admitiu que não conhecia os alemães), hoje tenho a certeza que essas suspeitas tinham razão de ser.

Obviamente que a eliminatória não está perdida. O FC Porto, mesmo com este destreinador, tem muito melhor equipa que o 12.º classificado da Bundesliga que apresentou um jogador mais gordinho que eu no meio campo. Podemos conseguir o apuramento, mas será difícil. A pergunta que se coloca é: será bom passarmos e apanharmos o Nápoles? Tenho dúvidas.

P.S. 1: Hoje quando procurei as capas dos jornais desportivos tinha a esperança de ler a notícia que Paulo Fonseca já não é o treinador do FC Porto. Infelizmente, AINDA não foi hoje. Continua só a não ver quem não quer.






P.S. 2: Os adeptos da EAPI são realmente de outro mundo...












quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O regresso à Liga Europa

Dois anos depois da eliminatória perdida frente ao Manchester City e quase três anos depois de erguerem o troféu, os dragões regressam hoje à Liga Europa, recebendo os alemães do Frankfurt no Estádio do Dragão às 20h05 (transmissão na insuportável SIC). Se nos dois anos em que fomos comandados por Vítor Pereira fomos eliminados nos primeiros jogos após a fase de grupo da Champions League, a eliminatória que hoje se começa a disputar apenas tem um desfecho admissível: o apuramento do FC Porto. Se é verdade que não existem pêras doces nestas fases a eliminar das competições da UEFA, não menos verdade é que o adversário que nos calhou em sorte é um dos mais acessíveis dos que ainda estão em prova e um dos que menos valores individuais tem capazes de fazer a diferença. 

Não espero outro desfecho que não seja o apuramento perante o 12.º classificado da Bundesliga (está a 3 pontos da zona de despromoção), embora não acredite em resultados muito desnivelados em ambos os jogos. Um outro FC Porto dar-me-ia a certeza que me podia concentrar no embate entre Swansea e Napoles para saber quem defrontamos na próxima eliminatória, mas este FC Porto de Paulo Fonseca não inspira grande confiança. Se a esta desconfiança juntar o habitual discurso de coitadinhos e que nos pretende convencer que todos os adversários são um bicho papão (não considerar o FC Porto favorito nesta eliminatória deixa-me particularmente preocupado) e se lhe somar, ainda, as declarações de Alex Sandro dizendo que não conhece o adversário, concluo que vamos ter de sofrer bastante para que não estejamos na presença de uma das mais escandalosas eliminações dos azuis e brancos em anos recentes. Penso, porém, que não devemos pôr todas as nossas fichas nesta competição, que devemos dar prioridade total ao Campeonato e Taça de Portugal pelas razões que expus aqui e que capas com as de hoje do jornal OJogo fazem pouco sentido.


Os jogadores convocados são todos os que estão à disposição do treinador, com a excepção do renegado Kelvin:
- Helton, Fabiano, Danilo, Maicon, Alex Sandro, Mangala, Reyes, Josué, Fernando, Herrera, Quintero, Carlos Eduardo, Ricardo, Ghilas, Jackson, Quaresma, Varela e Licá.


Para o jogo de hoje, apostava na mesma equipa que deu boa conta do recado no batatal de Barcelos, trocando apenas Abdoulaye por Maicon. Gosto muito das qualidades de Carlos Eduardo, mas parece-me que devíamos dar mais uma oportunidade ao meio campo dos dois últimos jogos. Ao contrário da maioria, não penso que Josué esteja a jogar mal. É verdade que por vezes joga mais com o coração do que com a cabeça, mas com o tempo isso deixará de acontecer. Espero sinceramente que os tímidos sinais de retoma evidenciados no último jogo em Barcelos se repitam e, se possível, se tornem ainda mais evidentes. Gostava que o FC Porto alcançasse um bom resultado, até porque vem aí mais um período de jogos intenso e era óptimo que a deslocação à Alemanha fosse feita com um resultado confortável. 

Prognósticos: 2-0 (golos de Quaresma e Josué).

E vocês? Qual é o vosso prognóstico para hoje? E não vale dizer que prognósticos só no fim do jogo ;)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Última Hora: Taça da Liga

O Sporting já está em campo à procura de novos reforços para a equipa de juniores que vai participar na Taça da Liga 2014 2015. O "Pé que está mais à mão" sabe que estão a ser desenvolvidos esforços para a contratação de jogadores como Falcão, Taribo West, Okocha, Cao, Leandro Lima e de Minala (recente contratação sensação da Lazio de Roma) para reforçarem o plantel que atacará em força a próxima edição da Taça da Liga, uma vez que os mesmos ainda têm idade de júnior e preenchem os requisitos necessários para a participação na prova. O blog sabe também que Bruno Carvalho jogará a extremo direito, tentando confirmar as boas indicações dadas no treino aberto aos sócios que teve lugar no início da época. Existe ainda a hipótese do clube leonino recorrer da decisão, o que causou grande incómodo em Montero, o qual afirmou prontamente que "recorrer?já avisei se for para correr muito, volto já para a MLS". Já Maurício e Gerson Magrão ficaram entusiasmados com a decisão da FPF, mas o "Pé que está mais à mão" desconfia que tal se ficou a dever ao facto de não terem percebido as consequências de tal decisão para o Sporting, provavelmente por estarem ainda sob o efeito do alcool desde a madrugada de domingo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pequenos sinais de retoma no batatal de Barcelos

Foi um FC Porto muito pressionado aquele que se deslocou ontem ao terreno do Gil Vicente e que sabia que não tinha alternativa que não fosse trazer os três pontos para a Invicta. SLB e SCP tinham ganho os seus jogos na véspera e acredito que uma escorregadela ontem teria sido o adeus definitivo ao título e também um boost de confiança significativo para os leões na disputa do 2º lugar. Com muitos portistas nas bancadas, com tréguas de S. Pedro nas horas que antecederam o encontro e com a repetição do 11 inicial que batera o Paços de Ferreira (apenas a 2ª vez que tal aconteceu esta época), estavam reunidas as condições mínimas para a obtenção de um bom resultado.


Ao contrário do que vem sendo habitual com Paulo Fonseca ao comando da equipa, os dragões entraram fortes no jogo e determinados em resolver o problema ainda nos primeiros 45m (até porque era expectável que o terreno de jogo fosse piorando ao longo dos 90m). A primeira parte foi claramente uma das melhores da época nos jogos realizados fora de portas e foi sem dúvida o espaço de tempo em que foram vistas mais jogadas de qualidade no ano civil de 2014 (o que, sejamos honestos, também não era particularmente difícil).

Com Herrera a assumir um papel preponderante na manobra ofensiva e com uma capacidade de comer metros com a bola controlada como poucas vezes se tinha visto esta temporada, foi o mexicano que levou a equipa para a frente e que deu o mote nos instantes iniciais. Fernando recuperava muitas bolas na intermediária e Josué tentava definir com qualidade (o que nem sempre conseguiu) no último terço do terreno. Na defesa, Abdoulaye mostrava-se seguro e Mangala, embora menos exuberante que o habitual, não permitia grandes veleidades aos avançados gilistas. Foi, assim, um Porto vocacionado para o ataque e com boas trocas de bola e envolvimentos colectivos aquele que manietou os gilistas na primeira parte e que ficou a dever a si mesmo uma vantagem mais dilatada quando as equipas recolheram aos balneários ao intervalo. O golo solitário foi apontado de cabeça por Varela, antecipando-se ao defesa contrário ao segundo poste depois de um espectacular cruzamento de Herrera na direita.

Na segunda parte, e com o terreno de jogo já bastante irregular e desgastado, o FC Porto não entrou tão bem e as trocas de bola já não surgiram com a mesma precisão e velocidade. Os dragões continuavam a controlar o jogo, mas este agora já não fluía tão naturalmente como na etapa inicial. Foi, no entanto, sem espanto que os azuis e brancos aumentaram a vantagem no marcador à passagem do minuto 53'. Abdoulaye efectua um desarme providencial já dentro da sua área no momento em que um gilista se preparava para atirar a contar, coloca a bola em Varela que tabela inteligentemente com Josué indo buscar o esférico um pouco mais à frente, parte embalado para a área contrária tirando os adversários do caminho e rematando cruzado de pé esquerdo à saída de Adriano. GOLAÇO do mal amado Drogba da Caparica

Infelizmente, e numa falha defensiva colectiva dos azuis e brancos (três para três na área fruto de uma lenta recuperação do duplto pivot Herrera e Fernando, sendo que nenhum dos dois ajudou a fechar a defesa e a garantir superioridade numérica na área), o Gil Vicente reduziu logo depois, não permitindo que os dragões capitalizassem emocionalmente a vantagem de dois golos. De qualquer forma, até ao final do jogo, o Gil Vicente não criou perigo para a baliza de Helton e não teve qualquer oportunidade para empatar a partida, sendo que os portistas continuaram a pecar na finalização e não concretizaram nenhuma das muitas oportunidades de golo criadas. Destaque, ainda, para pelo menos mais um penalti por marcar a favor do FC Porto por derrube do guarda redes Adriano a Varela, subsistindo ainda dúvidas num lance em que Gabriel parece agarrar o extremo numa altura em que este se preparava para cabecear para o golo.

Apreciação individual dos jogadores:

Helton: Sem culpas no golo sofrido, foi um espectador durante grande parte dos 90'.
Danilo: Exibição tranquila a defender e com alguns bons apontamentos no ataque. Destaque para o remate ao poste na primeira parte e para uma arrancada fulgurante já perto do apito final.
Mangala: Foi um dos jogadores que falhou no golo do Gil dando muito espaço aos avançados adversários dentro da área. De resto, exibição qb, mas longe da exuberância de alguns jogos não muitos distantes.
Abdoulaye: Foi outro dos jogadores que não esteve bem no golo adversário. Globalmente gostei muito da sua exibição, embora tenha exibido algum excesso de confiança num lance com Hugo Vieira na pequena área.
Alex Sandro: Jogo para esquecer do brasileiro. Muito mal a defender, pouco concentrado e sem conseguir desiquilibrar no ataque. Será o excesso de jogos a fazer-se sentir? Talvez esteja na altura de dar uns minutos a Quiñones...
Fernando: Bom jogo do luso brasileiro. Parece que aos poucos se vai habituando a ter algum a seu lado. Muito forte nas recuperações a meio campo e sempre com enorme disponibilidade física.
Herrera: Para mim, o melhor em campo. Se conseguir definir as jogadas da mesma forma que as cria, teremos um caso sério no nosso meio campo. Enorme a comer metros com a bola controlada de trás para a frente.
Josué: Não será um 10 puro, mas tem alguns bons pormenores. Falta-lhe marcar sem ser de penalti para termos talvez o nosso melhor jogador na meia distância mais inspirado. Desastrado a marcar os pontapés de canto.
Varela: MVP a par de Herrera, marcou dois golos importantes e nunca virou a cara à luta. Aparece sempre nos momentos importantes. Pode não ter a técnica dos mais virtuosos, mas continua a ser extremamente útil e os seus números não deixam dúvidas: titular de caras.
Quaresma: Muita vontade, muito querer, demasiado coração, pouca cabeça. Vê-se que quer ajudar a resolver e quer ser importante, mas ontem exagerou na maior parte das vezes e nada lhe saiu bem. Novamente amuado depois de sair de campo.
Jackson: Trabalhou muito e deu que fazer aos centrais adversários, mas não era dia para o colombiano facturar. Falhou duas boas oportunidades e devia ter saído mais cedo para dar lugar a Ghilas.
Licá: Ao contrário do jogo com o Paços de Ferreira, não entrou muito bem no jogo. Algo trapalhão no ataque, tentou compensar no apoio à defesa.
Ghilas: Mais uma vez apenas entrou aos 87m'. Não teve tempo para quase nada.
Mikel: Entrou aos 93' para queimar tempo.




Em resumo, foi um jogo agradável e que podia e devia ter terminado com uma vantagem mais dilatada. Alguns bons indícios para o futuro no meio de algumas decisões incompreensíveis de Paulo Fonseca. Destaco a substituição aos 93' e a entrada de Ghilas novamente perto do final: se o objectivo é assassinar psicologicamente o argelino, estamos no bom caminho. Depois de ter resolvido a eliminatória da taça com o Estoril, Ghilas foi brindado com o banco de suplentes com o Paços de Ferreira e com 3' contra o Gil Vicente (entrado depois de Licá), mesmo que Jackson tenha estado desastrado ontem. Honestamente, não entendo.

P.S. : Amanhã teremos a decisão do ridículo caso da Taça da Liga. RTP e SIC avançaram que os Dragões seguem em prova, Correio da manhã noticiou que Antero Henriques deitou a estratégia dos dragões por terra com as suas declarações. Não tenho dúvidas que a decisão de amanhã será no sentido da continuidade dos dragões na prova, mas quem pensa que o órgão presidido por este incompetente não vai recorrer da decisão, está muito enganado.







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bitaites sobre o derby

Por norma, não gosto de aproveitar este estaminé apenas para mal dizer dos adversários, mas como ontem foi dia de derby, de clássico (o grande clássico dos dias de hoje toda a gente sabe que é o FC Porto - Benfica, apesar das provocações mesquinhas de lampiões e calimeros, como irei demonstrar mais à frente no P.S. 2), vou abrir uma excepção e dizer o que penso sobre o jogo de ontem e sobre alguns temas que vieram a reboque do mesmo.





No que à polémica relativa à falta de condições do Estádio da Luz diz respeito, posso garantir-vos que muito me ri com as atitudes de benfiquistas e sportinguistas.
Se do lado dos benfiquistas foi comovente ver o branqueamento feito pela Benfica TV no domingo, querendo fazer-nos acreditar que a lã rocha era perigosíssima quanto em contacto com a pele (ao mesmo tempo que observávamos uma série de funcionários a recolhê-la com as mãos desprotegidas e a fazer montinhos com a mesma) e que o lixo que víamos em todo o lado era proveniente do exterior do estádio (ao mesmo tempo que começávamos a ver placas de zinco da cobertura a voar pelas bancadas), já do lado do Sporting foi bonito constatar que não iriam tentar fazer uso do artigo 94.º do regulamento das competições para ganhar na secretaria porque são um exemplo de fair play e porque queriam ganhar no terreno de jogo. 

Quero desde já dizer que penso que o Benfica tem responsabilidades relativamente ao que sucedeu com a cobertura do estádio, até porque não é a primeira vez que tal sucede. Parece-me claro que quando se fala em imputável ao clube visitado, tal referência engloba também a negligência, e dúvidas não me restam que o Benfica podia ter feito uma melhor manutenção do seu estádio para evitar que acontecimentos como o de Domingo se verificassem. No entanto, fiquei satisfeito que se tenha chegado a um entendimento para o adiamento do jogo e que não tenham existido manobras de secretaria para obter vitórias de outras formas...
Estes jogos grandes são para ser disputados em campo e ainda bem que assim foi. Quero no entanto salientar, mais uma vez, a posição ridícula de Mário Figueiredo e da Liga de Clubes. Sempre que estão em causa interesses do Benfica (e interesses do Sporting, caso esses interesses colidam com os do FC Porto), lá vêm a Liga de Clubes e o seu Presidente a correr para defender o Benfica. Foi assim no caso do Benfica - Gil Vicente para a Taça da Liga, já tinha sido assim uma série de vezes anteriormente, e assim foi mais uma vez esta segunda feira. Em directo na Sic Notícias, Mário Figueiredo garantia que estavam reunidas todas as condições para o jogo se realizar. Estavam, estavam...No dia seguinte (ontem), pudemos verificar que os trabalhos de reparação, manutenção e vistoria da cobertura se prolongaram durante todo o dia, com vários funcionários num feroz contra relógio até à hora do jogo, havendo ainda relatos de nova queda de placas de zinco à hora do almoço.

Mário Figueiredo afirma, também, que se evitou uma tragédia no Domingo. Não, isso é falso. Não se "evitou" uma tragédia, o que existiu foi uma tremenda sorte, uma espécie de milagre, que permitiu que ninguém se magoasse gravemente. Cabe na cabeça de alguém que se demore cerca de 35/40m para mandar evacuar um estádio quando se sabe que a cobertura se está a desfazer? Como se viu, muito poucos minutos depois dos adeptos abandonarem o Estádio da Luz, começaram a cair placas na bancada... Já para não falar do facto dos adeptos do Sporting terem esperado uma hora no estádio, enquanto ouviam o speaker a pedir que os adeptos benfiquistas abandonassem o estádio por razões de segurança. "Vamos evacuar que isto está muito perigoso, saiam todos por favor ordeiramente do recinto. Ah, todos não, vocês do Sporting deixem-se ficar aí quietinhos". Enfim...

Voltando ao jogo. Acho inacreditável que no meio destas tangas e tretas dos atrasos, adiamentos, remarcações do jogo, confirmações de data e hora, etc., não tenham avisado o Sporting que o jogo começava às 20h17 (sim, este também começou com quase dois minutos de atraso). Nos primeiros 45m nem vi os calimeros. Quando achava que podiam aparecer no segundo tempo, eis que optaram por continuar ausentes. Não faz qualquer sentido não tentarem ganhar o jogo na secretaria, dizerem que querem ganhar em campo e depois não aparecerem para jogar. Ao menos que tivessem mandado os juniores. Se vão servir para a Taça da Liga 2014-2015, também deviam servir para jogar na Luz. Pior não teriam feito, certamente.

Honestamente, não estou nada espantado com o resultado do jogo (podia até ter sido bem mais dilatado), nem com a exibição do Sporting, por várias razões:



1) Há quinze dias atrás Bruno Carvalho, esse novo Vale e Azevedo, disse que Pinto da Costa não estava habituado a ter de olhar para cima. Desde esse dia, já viu o FC Porto ficar à frente do SCP na Taça de Liga e viu o seu clube perder 5 pontos no campeonato em duas jornadas (tal como eu previra), sendo ultrapassado pelos Dragões na classificação.

2) Ontem, dia do derby, concede uma grande entrevista ao Jornal A Bola, na qual se dedica a dizer mal do Porto, nem se mostrando preocupado em ganhar o jogo dessa noite.

3) O Sporting sem William Carvalho (qual Fernando dos últimos anos e com um treinador competente capaz de potenciar as qualidades) vale metade daquilo que vale com o jovem internacional português. Dier a trinco é demasiado mau para ser verdade e tenho dúvidas que tivesse lugar em equipas que lutam para não descer de divisão. Maurício e Rojo ficam expostos à sua mediocridade e o franzino André Martins não ajuda nada na luta a meio campo. Se juntarmos a isto um Piris fraquíssimo à esquerda e dois pontas de lança em campo, era óbvio que o Benfica ia fazer o que quisesse a meio campo.



4) A qualidade individual dos jogadores do Benfica é muito superior à dos jogadores do Sporting. Enzo Perez está em grande forma, Garay muito bem na defesa e Gaitan e Markovic têm desiquilibrado Do 11 que jogou ontem pelo Sporting, penso que apenas Rui Patrício e talvez Montero coubessem no 11 do Benfica.

Infelizmente, dei por mim a ficar indiferente a um golo do Benfica, quase que torcendo para que a vitória mais expressiva. Seria um banho de humildade no Vale e Azevedo verde, embora tenha a certeza que nem isso o faria mudar a sua estratégia de ataque desenfreado ao FC Porto e de indiferença quanto ao Benfica que tanto apoio lhe tem valido por parte dos desesperados adeptos sportinguistas, mas que a breve prazo trará os mesmos resultados práticos que trouxe ao verdadeiro Vale e Azevedo. O Benfica parece-me, neste momento, o mais forte candidato ao título, não porque seja uma máquina de jogar futebol, mas porque não vislumbro qualquer mudança na equipa técnica do Porto que possa inverter este caminhar para o abismo que se está a tornar esta época. Domingo jogamos contra o quinto pior ataque e contra a quinta pior defesa do campeonato, mas já estou preparado para a conferência de imprensa de antevisão do treinador do Porto: "O adversário é fortíssimo. Empatou com o Benfica! Estamos borradinhos! Ainda por cima a relva é irregular e eles vão jogar em contra ataque". Esperar ouvir qualquer coisa como: "Somos o Porto e não estamos interessados em desculpas nem em quem é o adversário. Dê por onde der, vamos ganhar e mostrar que o campeonato só se decide na 30.ª jornada", é uma pura utopia. De qualquer forma, é sempre engraçado constatar que o pior FC Porto dos últimos 20 anos, consegue estar à frente do melhor Sporting dos últimos 10 anos e, ainda, pode vencer as três taças em que está inserido.


P.S. 1: Caros benfiquistas, muita calma com as euforias, as reservas e os olés nos finais dos jogos. O ano passado iam ganhar tudo e foi o que se viu. Em termos práticos, vocês só estão um ponto à nossa frente!!!


P.S. 2: Caros sportinguistas, sugiro que em termos de títulos e grandeza de clubes, avisem o vosso presidente para se meter com clubes do tamanho do clube que ele dirige. Clubes que nos últimos 5 anos só ganharam uma competição oficial, como por exemplo o Guimarães, o Braga e a Académica. Se ele quiser discutir com portistas, sugiro que o faça com o meu primo de 6 anos, que tem tantos títulos nacionais (5) festejados como ele.




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

FC Porto 3-0 Paços de Ferreira: Vitória justa, resultado enganador

O FC Porto recebeu e venceu ontem à noite o Paços de Ferreira por três bolas a zero. A vitória do FC Porto não merece qualquer contestação, mas o resultado alcançado não traduz o que se passou dentro das quatro linhas. Se o resultado ao intervalo era tremendamente injusto para os homens da capital do móvel, uma vez que as duas melhores oportunidades de golo até pertenceram aos pacenses, já no final dos 90 minutos o resultado mais condizente com aquilo que se passou em campo seria a vitória dos azuis e brancos pela margem mínima.

O Dragão teve uma das mais fracas assistências de sempre em jogos do campeonato, facto a que não será alheia a qualidade de jogo apresentada pelos portistas e o temporal que se fez sentir na Invicta à hora de jogo. Os adeptos estão notoriamente desiludidos com as performances da equipa e assobiaram a equipa durante largos períodos de tempo. Pior do que perder ou jogar mal, é o facto de entrarmos em campo sem confiança e sem atitude. Apesar de não ser apologista da terapia do assobio, considero que os mesmos hoje foram mais do que merecidos, porque mais uma vez a equipa ficou muito aquém dos mínimos exigidos em larguíssimos períodos do jogo. Os valentes e fiéis adeptos que se deslocaram ao Dragão com tamanha intempérie não mereciam ter assistido a tão fraco desempenho (não nos podemos esquecer que defrontámos o penúltimo classificado e que o Paços de Ferreira trazia como cartão de visita a defesa mais batida do campeonato). Em jeito de comparação, enquanto que em Lisboa o derby não se realizou porque o forte vento danificava a fraca estrutura do nosso salão de festas, já no Porto, o fraco Paulo Fonseca prossegue impunemente com a destruição da forte equipa que herdou de Vítor Pereira e André Villas Boas.


Continuo sem conseguir encontrar explicações para a total ausência de organização da equipa em campo, para a constante falta de movimentação sem bola, para a manifesta falta de atitude da equipa nas primeiras partes, para a evidente incongruência táctica que é o duplo pivot defensivo, para a completa inexistência de uma voz de comando vinda do banco e para a anarquia em que se transformou a elaboração de uma lista de convocados e de um onze inicial.

Somos constantemente brindados com situações como as de hoje, nomeadamente: 

- Reyes passa de titular a não convocado;
- Maicon passa de titular a suplente de Reyes e depois a suplente de Abdoulaye;
- Abdoulaye, acabado de chegar de Guimarães (foi enviado para lá porque era o 5º central do plantel), é titular e passa à frente dos outros centrais;
- Defour tanto é titular como não calça ou nem é convocado;
- Ghilas vinha ganhando importância na equipa, passa de titular a suplente - acaba por entrar, resolver os quartos de final da taça, estreia-se a marcar e no jogo a 
seguir nem do banco sai;
- Josué tanto joga a 8 como a 10 como fica ao banco;
- Quaresma assume a marcação de todas as bolas paradas, mesmo quando Josué está em campo e tinha marcado um penalti decisivo contra o Marítimo (Quaresma assume os livres mesmo quando temos um fantástico especialista como Quintero em campo);
- Herrera salta entre o banco da equipa A, o banco da equipa B e a titularidade como se nada fosse.

Se a isto juntarmos ainda a titularidade de Otamendi na Luz depois de vários jogos no banco e a ausência do agora titular indiscutível Carlos Eduardo da convocatória e da equipa A durante meses, a única conclusão que posso tirar é que Paulo Fonseca dificilmente poderia estar mais perdido. Como se isto não fosse suficiente, Paulo Fonseca resolveu agora mandar recados para os adeptos, avisando-os que "não precisa de tarjas para saber o que é jogar à Porto". Como quase todas as semanas somos brindados com conferências de imprensa em que nos quer fazer acreditar que o Porto jogou muito bem e que foi "Porto" os 90 minutos, peço encarecidamente que no próximo jogo em vez de exibirem tarjas com mensagens, optem antes por oferecer a Paulo Fonseca um par de óculos e uns vídeos com jogos do FC Porto de antes da sua chegada (não precisamos de recuar a um passado muito distante), para que este finalmente possa ver o mesmo filme que os adeptos têm visto desde Setembro...

Quanto ao jogo de ontem, o FC Porto inaugurou o marcador por Quaresma à passagem dos 42m, na marcação de um penalti tão desnecessário como claro. Aliás, já outro tinha ficado por assinalar no início do jogo na sequência de uma bola parada cobrada por Quaresma. Quando se esperava que a segunda parte fosse diferente para melhor, quer porque para pior era difícil, quer porque o mais difícil estava feito, qual não é o meu espanto (nem sei porque é que ainda fico espantado...) quando percebi que me preparava para assistir a uma réplica dos primeiros 45m. O Dragão desesperava (não foi por acaso que previ um Paços de Ferreira A vs Paços de Ferreira B para este jogo) e brindava a equipa e o treinador com fortes coros de assobios. O jogo estava longe de estar ganho e o Paços de Ferreira espreitava o empate. Contudo, a 3m dos 90 surge o golo da tranquilidade, numa boa iniciativa de Licá pela esquerda, que com um cruzamente rasteiro e preciso encontrou Jackson Martinez ao segundo poste, tendo o colombiano se limitado a desviar a bola à saída do guarda redes contrário. A vitória já não fugiria aos azuis e branco, mas ainda houve tempo para o recém entrado Ricardo se estrear a marcar no campeonato na recarga a um remate puxado de Licá que o guarda redes defendeu para a frente.

Individualmente, gostei de Helton (muito seguro na baliza, evitou o golo pacense 2 vezes na primeira parte), gostei muito de Herrera (tem um futebol vertical e de progressão com a bola no pé que o distingue dos outros médios do plantel), Licá entrou bem e foi decisivo na parte final da partida. Abdoulaye fez um jogo interessante, com uma ou outra falha de pequena importância, mas não acusou a estreia como titular esta época e gostava de o ver a titular em Barcelos, mas com Paulo Fonseca nunca se sabe. Quem me garante que não ficará de fora dos 18 convocados?

Pela negativa poderia referir vários jogadores, mas destaco Alex Sandro, Danilo, Varela e Jackson Martinez, demasiado ausentes do jogo colectivo da equipa e com várias desatenções infantis, apesar de perceber que é difícil render o que se pode e sabe no meio da manta de retalhos que é a organização táctica da equipa.

Em conclusão, mais um jogo abaixo do mínimo exigível. Como salientei após o jogo do Estoril, a boa notícia foi termos ganho. A má notícia é que Paulo Fonseca continuará como treinador do FC Porto. O mais importante foi alcançado, já que era fulcral conquistar os três pontos em jornada de derby da segunda circular. Infelizmente continuo a achar que o desastre está ao virar da esquina, porque estas exibições não transmitem confiança para o futuro e fazem-nos pensar que qualquer Paços de Ferreira ou Gil Vicente desta vida pode bater o pé ao Dragão.  Espero estar enganado, mas não acredito...