Porto Bayern

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Desmistificar é a palavra de ordem. Obrigado Capitão, até sempre (breve?)


A taça da liga, sobejamente desvalorizada por alguns e muito apreciada por outros, está na ordem do dia. Para a pequenez do nosso campeonato, dá-se demasiada atenção a uma competição que, a meu ver, nem devia existir (por exemplo, e só para citar 2 dos 3 melhores campeonatos da Europa, a Espanha e a Alemanha não têm esta taça). Como se constata facilmente, só dá/cria polémica (como por exemplo o caso Fabiano e Abdoulaye na edição do ano passado e o suposto penalty de Pedro Silva na final de 2009 entre o 5LB e o SCP) e não vejo vantagens significativas. Dir-me-ão que é uma oportunidade para os jovens (portugueses), atente-se no onze apresentado pelo 5LB no último jogo. Acrescente-se, detalhe crucial, que só assim aconteceu porque os vermelhos já estavam apurados. Curiosamente o Manel não jogou…


Aponto com relativa facilidade, além da já mencionada, as desvantagens desta competição:

Receitas: com uma ou outra excepção não se fazem…Quantos estádios encheram (talvez nalgumas finais) ou quantos tiveram meia casa?
Clubes ditos pequenos: Nem no sorteio da fase de grupos são beneficiados.
Modelo da competição: Olhe-se para Inglaterra e França. Fase de grupos na taça da Liga? Teríamos evitado esta confusão…ver infra.
Bónus: O que ganha o vencedor da taça da liga? Apenas dinheiro. Se tivermos em conta que o grosso do prémio vai para o finalista e o vencedor (e que estes invariavelmente são os ditos grandes), então porquê apostar nesta competição quando há um campeonato, taça de Portugal (vencedor ou finalista têm acesso à Liga Europa) e para alguns as provas europeias.
Lesões: Com pelo menos duas (alguns clubes três) competições mais importantes para disputar, a utilização dos principais jogadores faz pensar duas vezes.
Liga: O próprio órgão demonstra a importância, perdão, o desprezo pela competição (ver infra).

Se quero ganhar a competição? Claro que sim, se até nos amigáveis fico doente por perder. Agora, como em tudo nesta vida, há prioridades e a nossa não é esta. Também não gosto de hipocrisia. Mas atenção que o facto de o FCP no último jogo ter utilizado 11 base (se é que há uma base este ano) está relacionada com o facto de o jogo ter sido disputado no fim-de-semana, evitando assim (mais) uma paragem de competição para os seus jogadores. Quando o jogo é a meio da semana, veja-se o encontro frente ao Penafiel no qual apresentamos um onze com várias alterações.

No que toca à tempestade que caiu Sábado por volta das 22.30h, já muito se disse e pouco ficou por dizer. O FCP jamais poderá ser responsável por algo alheio às suas obrigações. Se dizem os regulamentos e bem, que os jogos desta fase em que se encontram envolvidas equipas que ainda lutam por objectivos idênticos têm que iniciar à mesma hora… só têm é que começar. Será assim tão difícil? Porque não ter delegados em cada um dos campos em contacto e só com o aval destes se dar início aos respectivos jogos e segundas partes. Ou se o sporting estava com tanto receio de uma cabala destas para os afastar da tão prestigiada taça da liga, porque não tomaram as devidas precauções? Vem-me à memória o recente título inglês do Manchester City (esse sim, bem importante) e que ninguém ousou colocar em causa.


Por sua vez, o senhor wanna be Pinto da Costa está numa campanha por um futebol diferente, um futebol limpo. Nesse sentido não tem feito outra coisa senão queixar-se. Imagens como esta aqui ao lado acontecem porque BdC se senta no banco de suplentes. Até aqui nada contra mas quando era o NGP a sentar-se junto da sua equipa técnica logo a comunicação social tratava de a catalogar como uma estratégia para condicionar os árbitros. O coitadinho mor começou por dizer que não falava de árbitros, falou. Em campo mostrariam que são melhores, a verdade é que estão fora das taças e que a sua grande preocupação é imputar responsabilidades a outrem. Torna-se cansativo viver neste clima de constante suspeita em que o mérito é algo tão utópico que nem vale a pena falar nele. Sim, este ano temos um Sporting à Atlético de Madrid e ainda bem, dá mais valor às nossas conquistas. Veremos se esta performance é a excepção ou a regra.

Adeus Lucho. Quando na manhã de Sábado se falou da saída do capitão, uma sensação de déjà vu e ligeiro mal-estar apoderou-se de mim. De certo modo e com as devidas diferenças, veio-me à memória o mês de Junho de 2011 quando AVB nos abandonou. Mais uma vez as palavras atraiçoaram aqueles que acreditam, como eu (e gosto de acreditar no poder delas), que na vida os interesses não se sobrepõem aos valores.

Relembrando a segunda chegada de El Comandante ao Dragão, não posso deixar de evocar algumas semelhanças com o período que agora atravessamos. Em Janeiro de 2012, o FCP não ocupava o primeiro lugar, estava fora da champions e já tinha dito adeus à Taça de Portugal (este ano e por enquanto ainda não). O NGP vendo que o balneário se encontrava disperso (para ser simpático) e que VP precisava de uma mãozinha vai buscar um jogador com passado, de inegável qualidade mas que sobretudo une e cria uma dinâmica de grupo que até então não havia. Assume a titularidade, arruma o meio campo e leva a equipa à conquista do campeonato.

Tudo isto para dizer que me custa conformar com esta saída abrupta do nosso Capitão. Do que sei parece que foi a pedido e na busca de uma reforma dourada. É certo que poupamos na folha salarial mas isso parece tão pouco quando comparado com o que perdemos no passado fim-de-semana. Numa breve análise à época de Lucho, esta fica marcada pela peregrina ideia de Paulo Fonseca o colocar como 10, pedindo a um homem de 33 anos que tenha pernas de 25. El Comandante não precisava da titularidade, sobretudo nos momentos em que, à vista de (quase) todos, o cansaço era notório. Lucho não rendeu (no campo) esta época mas a culpa não é sua. As suas qualidades, bem para além das técnicas e tácticas, não foram devidamente aproveitadas pelo nosso treinador. Partiu alguém que era uma extensão, um elo de ligação, que não precisava de jogar para se fazer notar e isso, oxalá que não, terá repercussões a breve prazo.   


Foram 6 anos de Dragão ao peito, 6 campeonatos, 2 taças, 3 supertaças e uma unanimidade entre a nação portista que poucos jogadores conseguiram.



“Seguiremos adelante
Como junto a tí seguimos
E como saludo te décimos
Hasta siempre Comandante” 






Este texto é da autoria de Luís Santiago Sottomayor, meu amigo e grande portista, ao qual agradeço a disponibilidade de escrever pela segunda vez aqui na tasca.  A 2.ª fotografia foi escolhida e adicionada por mim.


Caro Santi,

Quanto ao primeiro assunto, concordo contigo quanto à importância e/ou relevância de uma competição como a Taça da Liga. Também me parece que é uma competição que não faz muito sentido, principalmente no actual formato. Caso fosse uma competição a eliminar, com um sorteio puro e livre entre todas as equipas da 1.ª e 2ª Ligas, em que nas fases iniciais da competição os jogos se realizassem no recinto da equipa mais fraca e em que a partir das meias finais ou quartos de final estivéssemos perante eliminatórias a duas mãos, talvez mudasse de ideias. De qualquer forma, com o aumento do número de equipa na 1ª Liga na próxima época (mais 2 equipas significam mais 4 jogos por equipa), parece-me que a competição irá ser votada ao abandono ou então mudará de formato. Dito isto, penso que depois do que passámos esta época na competição, não nos restam alternativas a não ser fazer tudo para ganhar a competição e que uma eventual eliminação às mãos (pés?) do SLB nas meias finais, terá de ser vista como um fracasso ou desilusão. 
No que ao triste e sem vergonha choro das ridículas virgens ofendidas diz respeito, penso que o Miguel Sousa Tavares na sua crónica semanal n'A Bola e o Estilhaço no seu post no Bibó Porto Carago já disseram quase tudo. 


Esta surreal tentativa de eliminar o FC Porto através de manobras de secretaria é uma manobra já muito famosa na segunda circular, a qual terá exactamente o mesmo desfecho das anteriores. Os 2m40s (!!!) de atraso não influenciaram em nada os resultados de ambos os jogos e nem os próprios calimeros acreditam nisso, não passando esta manobra de uma tentativa de pressionar os árbitros para o que resta do campeonato, na esperança de vir a obter benefícios futuros. Concluindo, e muito honestamente, gosto muito de ver os sportinguistas aderirem à forma de ser dos benfiquistas e de ver Bruno de Carvalho copiar o seu mentor Vale e Azevedo, já que todos sabemos qual é o resultado dessas opções a curto/médio prazo...



Quanto a Lucho Gonzalez, confesso que é um negócio ou uma opção do FC Porto que não me faz qualquer sentido e penso que não saberemos tão cedo a história completa desta repentina saída. Compreendo o lado do jogador, a proposta é realmente muito tentadora para um jogador em final de carreira, apesar de a El Comandante concerteza não faltar tranquilidade em termos financeiros, depois de várias épocas em França com um ordenado milionário.
Já o lado do clube, e apesar de aceitar que o FC Porto anuiu em fazer a vontade ao jogador, acho estranho que a um jogador que até à sua saída era um titular indiscutível para o treinador e que tinha aparentemente um papel fundamental no balneário, tenha sido permitida a saída em poucas horas, sem sequer se procurar um substituto e quando até estava convocado para um jogo decisivo.

Se consideram que não irá fazer muita falta na 2ª volta do campeonato, por que razão jogou os jogos quase todos até sair? Estranho, no mínimo.



domingo, 26 de janeiro de 2014

FC Porto 3 - 2 Marítimo: Que grande chouriço

O FC Porto recebeu o Marítimo a contar para a 3ª e última jornada da Taça da Liga e alcançou 1 vitória por 3 bolas a 2, o que lhe permitiu apurar-se para as meias finais da competição. Foi um jogo de loucos, com 2 reviravoltas no marcador e com indecisão até ao último segundo no que diz respeito ao 1º classificado do grupo, uma vez que o Sporting jogava à mesma hora em Penafiel, sendo expectável que ambas as equipas terminassem a fase de grupos com os mesmos 7 pontos, decidindo-se o apuramento pelos restantes factores de desempate.


Paulo Fonseca escolheu um 11  sem grandes surpresas e não deu lugar a qualquer rotação do plantel, tirando a já habitual presença de Fabiano nas taças. Dos restantes 10 jogadores, parece-me claro que 8 deles são, neste momento, titulares indiscutíveis, sendo que apenas tenho dúvidas se Maicon e Defour (que desilusão!) são os homens certos para jogaram de início. Os dragões tiveram uma entrada em jogo muito áquem do que seria de esperar, permitindo que o Marítimo subisse as suas linhas no terreno de jogo e causasse muitas dificuldades aos dragões na primeira fase de construção. Os primeiros 20m de jogo foram francamente maus, tendo o FC Porto chegado ao golo inaugural sem que nada tivesse feito para o justificar (boa jogada de combinação entre CE20, Jackson e Defour, com este último a rematar cruzado para a defesa do guarda redes insular e com o colombiano a aproveitar a recarga para empurrar a bola para o fundo das redes). Conseguido aquilo que aparentemente seria o mais difícil, foi surreal perceber que logo no minuto seguinte e numa jogada repleta de asneiras individuais (Defour, Alex Sandro e Maicon) o Marítimo chegaria ao empate, sem que também até ao momento tivesse criado reais oportunidades de golo.

Seguiram-se 10m interessantes de reacção dos azuis e brancos, com algumas jogadas de relativo perigo junto à baliza dos visitantes. O golo acabaria por surgir na baliza portista, numa rapidíssima transição ofensiva maritimista, aproveitando o balanceamento ofensivo do FC Porto. Incrível a forma como o FC Porto é constantemente apanhado em contrapé nas transições ataque defesa, mesmo com a surreal insistência na utilização do duplo pivot defensivo.Até ao intervalo, realce apenas para a substituição de Josué por Fernando, ao que tudo indica por lesão do luso brasileiro.


Esperava-se uma entrada determinada dos dragões na segunda parte, até porque o Sporting nessa altura já tinha recuperado da desvantagem no marcador e empatava em Penafiel, conjugação de resultados essa que atirava o FCP para longe das meias finais. Puro engano. O início da segunda parte trouxe muito coração, muita vontade, muito suor mas trouxe também a mesma (ou talvez ainda mais) desorganização táctica e falta de inspiração da primeira parte. Paulo Fonseca desesperava no banco com aquilo que o FC Porto não fazia em campo e também porque deve ter tomado conhecimento de que o SCP tinha dado a volta no marcador no seu jogo, pelo que o FC Porto estava obrigado a marcar dois golos para se apurar. Ghilas substituiu Defour e juntou-se no centro do ataque a Jackson e mais tarde entrou Quintero para o lugar de Maicon. Estava, assim, literalmente a carne toda no assador: CE20, Josué, Quintero, RQ7, Varela, Jackson e Ghilas. E ainda há quem me queria convencer que a taça da liga não é para ganhar.,, Mérito para a coragem de Paulo Fonseca neste sentido, o que atenua um pouco todos os restantes os erros e aspectos negativos do jogo em termos de organização, qualidade técnica e estratégia.

O Sporting acabaria por fazer o 3-1 em Penafiel e muitos pensaram (eu e Paulo Fonseca incluídos, bastando para isso ver a reacção do treinador depois do 3-2) que seriam necessários 3 golos para o FC Porto conseguir o apuramento. CE20 acabaria por empatar de cabeça ao segundo poste após canto de Josué e os adeptos e a equipa pareciam acreditar que o milagre era possível. Faltava pouco tempo para o final do jogo e agora todos faziam contas de cabeça e analisavam os regulamentos para tentar perceber os critérios de desempate: um golo chegava, vamos equipa! Já não havia táctica, já não existiam posições, só existia coração e a lembrança do minuto 92 de Kelvin. Ghilas falha de cabeça o terceiro golo por pouco, RQ7 desperdiça um livre em zona frontal, o tempo de descontos (estupidamente escasso para o anti jogo permanente dos jogadores do Marítimo) voa para o final...Acredita Porto!!! Bola bombeada para a entrada da área do Marítimo, o defesa atrapalha-se e falha o corte, Ghilas aproveita, segue isolado para a baliza e cai na área embrulhado com o adversário. O Dragão sustém a respiração...será penalti? será cartão amarelo estapafurdio para Ghilas por simulação (ao estilo de Soares Dias a Danilo na Luz)? É penalti!! As imagens não deixam margens para dúvidas, e por muito que custe aos adversários, os penaltis devem ser assinalados ao 1m, aos 37m, aos 81m ou aos 93m de jogo. 


Faltava Josué converter. E que tarefa hérculea tem sido para os portistas a de converter grandes penalidades! No entanto, Josué não treme e fuzila as redes adversárias, convertendo uma grande penalidade da forma que elas devem ser sempre convertidas. Em força, para um dos cantos, de preferência a dois ou três palmos da relva: indefensável!!

Análise rápida aos jogadores:

Fabiano: globalmente bem, dificilmente poderia ter feito melhor nos golos, manteve viva possibilidade de apuramento ao negar o terceiro golo do Marítimo;
Danilo: excessivamente nervoso e quezilento, acabou batido no 2º golo, fraca exibição apesar de uma outra boa jogada de envolvimento com RQ7 no ataque;
Maicon: jogo bastante fraco do brasileiro, batido facilmente no primeiro golo e não conseguindo limpar a zona defensiva com eficácia;
Mangala: não começou muito bem, mas acabou por ser fundamental quando a equipa defendeu só com 3 unidades;
Alex Sandro: defensivamente bastante desconcentrado. O Marítimo atacou maioritariamente pelo seu lado (vejam-se os 2 golos). Bastante melhor a atacar, efectuou alguns bons cruzamentos para a área;
Fernando: menos exuberante que o normal, talvez por estar com limitações fisicas;
Defour: é este jogador que está constantemente a mandar recados pelo empresário para a imprensa? Se sim, pode muito bem fazer as malas. Quero o Defour do ano passado de volta, sff;
CE20: Marcou um golo pleno de sentido de oportunidade, tentou levar o jogo para a frente (foi ele que recuperou a bola no primeiro golo). Pecou por ter jogado na primeira parte muito perto de Jackson e por não ter arriscado a sua forte meia distância;
Varela: Jogo menos bom do Drogba da Caparica, muito mais apagado do que nos últimos jogos;
RQ7: Aplica-se o mesmo que disse de Varela. Tentou assumir o jogo, mas as coisas não lhe saíram bem;
Jackson: Exibição esforçada, coroada com um golo (mais um) e com uma assistência deliciosa para Defour. Ao contrário do "melhor jogador colombiano do campeonato", do avançado mortífero que vai em sete jogos seguidos sem marcar, este parece que engatou e que não vai parar de facturar;
Josué: Gostei da sua entrada em campo. Nem sempre é o mais esclarecido e tem de controlar o seu ímpeto, mas penso que com o tempo vai melhorar e subir de rendimento. Muito bom o penalti aos 95m;
Ghilas: Sofreu o penalti, o que por si só foi positivo. Falta algum poder de explosão e alguma espontâneidade no momento do remate;
Quintero: As características do jogo não se enquadravam na sua forma de jogar, uma vez que o FC Porto optou por jogar muitas vezes directo para os avançados, fazendo com que a bola passasse menos na sua zona de acção. Não teve oportunidades de se destacar, portanto.

Em conclusão, objectivo alcançado, primeiro lugar no grupo e SCP pelo caminho. A exibição foi fraquinha, salvou-se a coragem e ambição de Paulo Fonseca e dos jogadores, porque em termos de jogo jogado, os dragões ficaram muito aquém daquilo que podem e sabem fazer. Nos Barreiros tenho a certeza que seremos fortemente castigados se não subirmos de rendimento. Que este chouriço monumental embale a equipa para melhores exibicoes, o que certamente nao sera nada dificil!!

P.S.: Sobre a saída de Lucho, da qual discordo veementemente, falarei amanhã.

P.S. 2: Sobre a alegada farsa no apuramento do FC Porto, deixo aqui dois links:

 - o segundo para os que têm coragem de dizer que o penalti do Ghilas foi mal assinalado, para se lembrarem que houve outro clarinho que nem assinalado foi (vale o que vale, mas o tribunal d'O Jogo é unânime em ambos):

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O mês das grandes decisões

Começa este sábado frente ao Marítimo aquele que para mim é o ciclo de jogos que vai definir a época do FC Porto. Até ao final de Fevereiro, os dragões vão estar envolvidos nas quatros competições que ainda disputam, jogando cartadas absolutamente decisivas em todas elas. Se em relação às taças não há meio termo e a participação do clube nas mesmas termina ao primeiro passo em falso, no que diz respeito ao campeonato, eventuais deslizes poderão ainda ser recuperados, embora eu não acredite que tenhamos capacidade de o fazer, caso os próximos jogos nos tragam amargos de boca.

Comecemos então pela Taça da Liga, competição habitualmente menosprezada, apesar de mesmo assim o FC Porto ter alcançado a final na última edição. O jogo deste fim de semana é jogado num contexto especial, já que será o primeiro teste de grau de dificuldade relevante depois da entrevista de Pinto da Costa ao Porto Canal e que foi encarada por muitos portistas como um possível ponto de viragem na época dos dragões. Não existe qualquer margem de erro, e apesar do Marítimo estar virtualmente afastado do apuramento para as meias finais, não se esperam grandes facilidades por parte dos insulares, atendendo ao histórico de desentendimentos entre as direcções de ambos os clubes. A equipa da casa está obrigada a alcançar, pelo menos, o mesmo resultado que o SCP conseguir em Penafiel, pelo que possivelmente irá ver-se obrigada a vencer por mais do que um golo de diferença. Os dragões quererão dar uma resposta firme a todos aqueles que os dão como acabados e têm a oportunidade de afastar os leões de um dos seus grandes objectivos da época. Espero um FC Porto na máxima força, com a presença de grande parte dos habituais titulares e perspectivo apenas a entrada de Fabiano em relação ao onze que defrontou o Setúbal. A ver vamos se não estou redondamente enganado e Paulo Fonseca surpreende e lança jogadores pouco utilizados. O primeiro lugar no grupo dá direito a receber o Benfica no Dragão nas meias finais e espero que os jogadores já estejam com vontade de vingar a derrota na Luz para o campeonato. 

Em relação à Taça de Portugal, e apesar dos muito falados sorteios encomendados pelos Dragões, a verdade é que a fava saiu ao FC Porto, enquanto o Benfica foi presenteado com uma das duas equipas da segunda liga constantes do sorteio, beneficiando, ainda, de jogar o embate decisivo das meias finais em casa, caso a equipa consiga o apuramento. Se nos lembrarmos das vicissitudes do sorteio, não podemos deixar de rir quando ouvimos acusações de sorteios falseados... O adversário dos dragões é o Estoril Praia: uma equipa superiormente comandada por Marco Silva e aquela que melhor joga não contando com os 3 grandes. Irá certamente exigir o melhor FC Porto, sendo que o apuramento dará direito, muito provavelmente, à disputa das meias finais com o Benfica. O jogo é já na quarta feira dia 5 de Fevereiro, poucos dias depois da difícil deslocação aos Barreiros para o campeonato.

Em finais de Fevereiro o FC Porto irá iniciar a sua participação na Liga Europa. As recordações da última vez que o clube disputou a competição ainda estão bem vivas na memória dos seus adeptos e uma entrada com o pé direito na edição deste ano é a única opção que se admite. O sorteio foi simpático e uma eventual eliminação perante o Eintracht de Frankfurt será pouco menos que um escândalo. Exige-se uma demonstração de força na europa depois da vergonhosa prestação na Liga dos Campeões. Espero que Izmaylov e Fucile "saltem" da lista a enviar para a UEFA e que sejam inscritos Quaresma  e Carlos Eduardo nos seus lugares (se der para também inscrever o Kelvin, óptimo).

No que ao campeonato diz respeito, o FC Porto tem uma deslocação muito complicada aos Barreiros e irá ainda a Barcelos defrontar um Gil Vicente em péssima forma. Pelo meio, recebe no Dragão o aflito e inofensivo Paços de Ferreira. Os dragões não podem sequer pensar noutra coisa que não seja a conquista dos 9 pontos em disputa, os quais trarão a confiança e a motivação necessárias para encarar a parte final da época. Deslizes nestes três jogos serão fatais, até porque daqui a duas jornadas Benfica e Sporting defrontam-se no derby  lisboeta, e os dragões quererão aproveitar o deslize de um deles (ou de ambos).

O mês de Janeiro tem sido estranhamente calmo relativamente a eventuais entradas e saídas no plantel. Parece-me óbvio que Fucile e Izmaylov já não contam e que, com a entrada de Quaresma, dificilmente serão contratados mais jogadores. Quanto a saídas, Defour é o único que me parece poder abandonar o Dragão, o que eu espero sinceramente que não venha a acontecer, já que apenas o belga me parece ter qualidade para substituir Fernando ou Lucho no 11 inicial sem que se sinta uma grande diferença de valia. Penso que o plantel tem tido todas as condições para preparar os jogos que se avizinham (saiba Paulo Fonseca motivar os jogadores e ter consciência do clube que representa) e que temos tudo para dar a volta por cima nos próximos embates. Vamos a isso!








segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

FC Porto 3-0 Vitória de Setúbal

O FC Porto recebeu e venceu este domingo o Vitória sadino por três bolas a zero em jogo a contar para a 1ª jornada da segunda volta da Liga Zon Sagres. Foi um resultado justo, numa vitória fácil e tranquila e que podia (e devia) ter atingido números mais contundentes tais são as diferenças de qualidade entre as duas equipas.





Os azuis e brancos entraram bem no jogo e cedo chegaram à vantagem no marcador. O primeiro golo surgiu logo aos 11' após uma jogada de entendimento na esquerda entre Alex Sandro, Fernando e Varela, com este último a centrar largo ao segundo poste, onde Quaresma rematou de primeira e Jackson Martinez emendou certeiro para dentro da baliza do desamparado Kieszek.

Como sempre sucede frente a equipas do nível do Setúbal (e que, feliz ou infelizmente, são pelo menos umas 10 ou 11 de um total de 16 equipas na Liga Zon Sagres), estava feito o mais díficil. Estas equipas têm como plano de jogo estacionar o autocarro à frente da sua baliza durante 90', limitando-se a tentar aproveitar deslizes dos adversários nas bolas paradas ou numa jogada de contra ataque. Quando sofrem um golo cedo e têm de alterar a sua estratégia, chega a ser confrangedora a falta de qualidade que demonstram, pelo que foi sem espanto que constatei que os sadinos foram inofensivos e que a defesa do FC Porto não teve dificuldades em controlar todos as iniciativas adversárias.

Não quero com isto dizer que o FC Porto não teve qualquer mérito na forma como dominou a primeira parte, porque a verdade é que nos primeiros 45' fiquei com a sensação de que a equipa apresentou ligeiras melhorias em relação a um passado não muito distante. Alex Sandro pareceu-me mais solto a atacar, Fernando limpou bem o meio campo, Quaresma e Varela abriram bem a frente de ataque (o que provoca a abertura de espaços nas defesas contrárias e permite a entrada dos médios que se incorporam no ataque) e Mangala esteve imperial na defesa. Sem nota artística, mas com um futebol agradável, o FC Porto brindou-nos ainda no primeiro tempo com um golo a fazer lembrar aquele que o Ballon D'Or marcou em Sevilha este sábado. Trabalho individual fenomenal de Varela e um tiro indefensável de pé esquerdo de fora da área a cento e tal quilómetros por hora, batendo o guarda redes polaco sem apelo nem agravo.

Na segunda parte, porém, o FC Porto baixou o ritmo (a quantidade de estupidezes que os jogadores cometeram nos primeiros 3 minutos da étapa complementar foram um claro indício do que se iria passar) e limitou-se a trocar bola sem qualquer objectividade. Foi pena, uma vez que os sadinos estavam completamente perdidos em campo. Desaproveitámos mais de uma mão cheia de jogadas de ataque em que estávamos em vantagem ou em igualdade numérica no ultimo terço do campo e não chegámos a um resultado folgado por termos sido displicentes. E que bem nos teria feito um resultado gordo, uns 6-0 ou 7-0 teriam sido um verdadeiro boost para a nossa confiança. Como que em contraponto com a monotonia dos segundos 45', é necessário destacar a obra prima de CE20 a fechar o placard. Cruzamento para área sadina, um defesa alivia para zona proibida e CE20 surge à entrada da área a fuzilar as redes adversárias, num remate em moinho sem deixar que a bola tocasse no relvado e que ainda embate com violência no poste antes de entrar. Se o golo de Matic foi candidato ao prémio Puskas, estou para ver qual a razão que vão inventar para que este golaço não entre na votação da próxima edição.

Em relação à análise individual dos jogadores, e apesar de não pretender "bater" no treinador (como tinha prometido), gostaria apenas de relembrar a Paulo Fonseca que os nomes e os estatutos não devem garantir lugares no 11 inicial. E digo isto porque não entendo o que tem feito Lucho Gonzalez para manter o estatuto de titular indiscutivel nas competições mais importantes, quando é notório que está muito longe daquilo que pode e sabe fazer. Custa-me ver El Comandante a perder quase todas as bolas divididas que disputa, a falhar a grande maioria dos passes de ruptura que tenta, a ter dificuldades em arrancar com a bola no pé ou em correr atrás dos adversários, não arriscando um único remate à baliza. Para o bem do Capitão, faça-o descansar e lance-o novamente quando estiver em melhor forma. 

Pela positiva, queria destacar Varela e Quaresma nas alas, sempre muito em jogo e com vontade de assumir as despesas do ataque. Fernando enorme no meio campo, Alex Sandro a fazer lembrar o lateral de eleição do ano passado, Mangala seguríssimo na defesa e a sair a jogar. CE20 imprime um grande ritmo ao jogo com a sua passada larga com a bola controlada e assinou um golo de levantar o estádio, mas perdeu algumas bolas quando exagerou nas jogadas individuais.
Pela negativa, realço apenas a paragem cerebral de Maicon num atraso de cabeça para Helton que foi interceptado por Cardozo. Não gosto também da atitude de Helton nestes jogos, penso que deveria tentar impor um ritmo mais elevado à equipa ao invés de estar constantemente a pedir calma e a atrasar o jogo.

Resumindo, fomos uns justos vencedores, realizámos uma exibição qb contra um adversário fraco. Vi alguns sinais que indiciam melhorias, mas que precisam de confirmação nos próximos jogos. Vi, também, alguns dos problemas que têm sido detectados desde os primeiros jogos desta época, mas tentarei focar-me nos aspectos positivos nos próximos tempos. Importa agora somar 6 pts contra o Marítimo, para carimbar primeiro o passaporte para as meias finais da Taça da Liga e depois para pressionar Benfica e Sporting no derby que se aproxima.







sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pinto da Costa entrevistado para preparar a 2ª volta

Pinto da Costa deu ontem à noite uma entrevista ao Porto Canal na qual abordou vários temas da actualidade do FC Porto. Optei por escrever "deu uma entrevista" e não foi entrevistado porque tenho de ser coerente, e se não me parece bem que Luís Filipe Vieira dê entrevistas à Benfica TV da forma que o faz, também não posso ficar muito contente quando é Pinto da Costa a fazê-lo ao canal ligado ao FC Porto. Penso que nestes casos se perde o distanciamento necessário entre entrevistado e entrevistador e que não se vislumbra a independência desejável na abordagem aos diversos temas. Mas, infelizmente, é o que temos, e se o Benfica o faz e se o Sporting usa o seu jornal da forma mais populista e parcial possível, não me parecem sobrar grandes alternativas aos dragões.

No que à entrevista diz respeito, não irei sequer abordar as questões relativas ao Museu, à renovação de Fernando, às desavenças com Fernando Gomes, Mário Figueiredo ou António Oliveira nem ao despropositado comentário sobre a venda de Matic, apesar de ter sido notoriamente vendido à pressa por um preço inferior àquele que ele vale, provavelmente para fazer face a necessidades prementes de tesouraria, uma vez que as cláusulas de rescisão pouco me dizem e o normal é os jogadores serem transferidos por montantes muito inferiores às mesmas.

Ouvi com muita atenção e comentarei, isso sim, as questões que mais me preocupam e essas são, obviamente, as que dizem respeito ao futebol jogado. Era, para mim, evidente que a entrevista concedida pelo NGP iria ter como principal objectivo a defesa do treinador e dos jogadores do FC Porto. Pinto da Costa iria reiterar, como reiterou, total confiança em Paulo Fonseca e deixar claro que os jogadores têm sido inexcedíveis nos treinos e nos jogos. Foi passada a ideia que apenas não nos apurámos na Champions porque tivemos um azar incomensurável e que apenas não estamos na liderança do campeonato porque os árbitros não o permitiram.

Como é óbvio, nem eu, nem Pinto da Costa, nem os adeptos que percebam um mínimo de futebol, acreditam que isto é verdade (a referência aos pontos perdidos com o Estoril passado todo este tempo não faz qualquer sentido. Não foi aí que começámos a perder a vantagem de cinco pontos que tínhamos e depois disso perdemos justamente em Coimbra e empatámos sem espinhas no Restelo e com o Nacional). No entanto, penso que o foco do discurso se centrou num factor externo ao grupo de trabalho por forma a afastar as atenções da equipa de futebol, para que esta se una e dê a volta por cima. Ninguém estaria à espera que Pinto da Costa despedisse o treinador em directo (isso deixamos para Jorge Jesus e para o único guarda redes que o ajudou a ser campeão) nem que tecesse duras críticas ao plantel, mas honestamente também não estava à espera que se passasse uma esponja sobre os 6 meses da época que já decorerram . 

Penso que teria sido possível unir a equipa, mas aumentando um pouco o grau de exigência e dando sinais de esperança e confiança para o futuro. Ter-me-ia feito muito mais sentido se tivesse ouvido algo como: "temos sido claramente prejudicados pelas arbitragens, mas a verdade é que temos a obrigação de saber que no FC Porto estamos habituados a enfrentar estas contrariedades e a ter qualidade suficiente para as ultrapassar. Estamos atentos fora do campo e não nos deixaremos calcar. A equipa tem dado sinais que está a evoluir e estamos preparados para os difíceis desafios que se avizinham". Quero acreditar, porém, e como li algures na internet, que "para Pinto da Costa ter vindo acalmar as hostes para a televisão é porque já virou o balneário ao contrário". Esperemos que o NGP tenha deixado claro a treinador e jogadores que é preciso jogar muito mais, é preciso falar muito menos e é preciso SER muito mais PORTO do que até aqui.

Em resumo, fiquei, também, contente por perceber que o NGP aparenta estar bem de saúde, mas penso que fomos habituados a performances mais incisivas e motivadoras por parte de Pinto da Costa. Não digo que tenha estado mal, apenas esperava mais dele. Fiquei com a certeza que Pinto da Costa não deixará cair Paulo Fonseca nos próximos tempos, até porque nos próximos 30 dias jogaremos cartadas decisivas em todas as competições em que estamos envolvidos. O próximo desafio é já este domingo com o Setúbal no Dragão e seguem-se os jogos com o Marítimo (Casa - Taça da Liga), Marítimo (Fora - Campeonato), Estoril (Casa - Taça de Portugal), Paços de Ferreira (Casa - Campeonato), Gil Vicente (Fora - Campeonato) e Frankfurt (Casa - Liga Europa). A gerência e os eventuais convidados irão fazer um esforço nos próximos trinta dias para estar do lado do treinador e irão tentar ao máximo não "cascar" em Paulo Fonseca. É um contributo mínimo na tentativa de serenar a equipa, mas se todos o fizermos pode ser que as coisas comecem a correr melhor e que em Maio festejemos o tetra campeonato para fazer face ao tri campeonato de inverno do SLB e ao campeonato de natal do SCP.

P.S.: Disse que irei tentar ao máximo não cascar em Paulo Fonseca, não prometo que o conseguirei fazer, porque se as performances da equipa e o seu discurso se mantiverem como até aqui, o mais provável é que seja mais forte que eu. No entanto, para os próximos dois jogos da Liga Zon Sagres, um a zero chega, por mim até pode ser no único remate ou na única vez que chegamos à área contrária. Quero chegar ao derby lisboeta com hipótese de encostar no primeiro classificado.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Este ano a Taça da Cerveja é a sério

Sob um dilúvio raras vezes visto no Estádio do Dragão, o FC Porto recebeu e venceu o Penafiel por 4 bolas a zero, num jogo a contar para a 2ª jornada da Taça da Liga. Foi um jogo atípico, quer por ser a ressaca da hecatombe da Luz, quer pela interrupção que se verificou no início da segunda parte. O mais importante foi alcançado: vitória por números que nos dão boas perspectivas de apuramento na última jornada, na qual recebemos o Marítimo. A vitória poderá, ainda, levantar um pouco a moral e a confiança para os jogos que aí vêm, se bem que não possam tirar grandes ilações de confrontos com equipas de escalões secundários.

O FC Porto entrou forte no desafio, pressionando o Penafiel e encostando-o à sua grande área. O primeiro e único golo da étapa inicial foi apontado por Quaresma, num gesto técnico apenas ao alcance daqueles que têm um talento natural para jogar à bola (muito diferente de jogar futebol, mas já lá vamos). Passe a rasgar de Josué para as costas da defesa, na zona do penalti, e Quaresma, de costas para a baliza e quando todos esperavam que tentasse o domínio, a decidir-se por cabeceá-la em arco por cima do guarda-redes, fazendo-a entrar junto ao poste mais distante. Estava feito o mais difícil, mas os Dragões sabiam que precisavam de vencer confortavelmente. O Sporting havia ganho na véspera por 3-0 ao Marítimo e, para deixar tudo em aberto para a última jornada, o FC Porto tinha de vencer por vários golos, até porque em caso de igualdade pontual e de goal-average, os leões terão vantagem no desempate devido à utilização de atletas mais jovens que os dragões. Até ao final da primeira parte, Defour, Ghilas e Quaresma falharam boas oportunidades para dilatar o marcador e o intervalo chegou com a vantagem mínima no placard.


Ao intervalo o temporal intensificou-se e o normalmente magnífico tapete do Dragão rapidamente se transformou numa espécie de batatal. O árbitro Duarte Gomes ainda deu início à segunda metade, mas sentiu-se na obrigação de a interromper pouco depois, uma vez que a bola não rolava em várias partes do terreno de jogo. Foi correcta a sua decisão, mas não deixo de estranhar que ele a tivesse tomado. É que não me esqueço de que aqui há uns anos foi este mesmo artista que achou por bem que o jogo em Coimbra se tivesse realizado em condições bem piores que as de ontem, quiçá na esperança de que alguém se lesionasse a poucos dias de jogar com o Benfica...

A segunda parte teve início depois de uma interrupção de 30 minutos, numa altura em que o relvado apresentava ligeiras melhorias. Ao contrário da primeira parte, os dragões entraram apáticos e demoraram a perceber o tipo de futebol que deviam utilizar com o relvado naquele estado. Paulo Fonseca mexeu bem na equipa e os jogadores passaram a apostar quase exclusivamente no jogo directo para Ghilas e Jackson. As oportunidades surgiam agora com alguma frequência e o FC Porto acabou por marcar mais três golos até final (Jackson 2x e Varela). Destaque neste capítulo para a assistência de Ghilas para o segundo golo, num delicioso cruzamento de letra no flanco esquerdo, ao qual Jackson respondeu com classe e frieza.

Em relação aos jogadores, Paulo Fonseca optou por um 11 inicial bastante diferente daquele que eu tinha sugerido. Jogaram Fabiano, Ricardo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Josué, Quaresma, Kelvin e Ghilas. Na segunda parte Varela substituiu Quaresma, Jackson entrou por Kelvin e Carlos Eduardo por Defour. Na primeira parte e enquanto o campo o permitiu, jogámos com 2 alas bem abertos. Já na segunda parte e devido ao estado do terreno, Ghilas e Jackson jogaram juntos no centro do ataque, com Varela solto nas costas para ganhar as segundas bolas. Confesso que gostaria que Jackson e Ghilas jogassem mais minutos juntos, para tentar perceber se este desenho táctico resulta...

Destaques pela positiva:
Ghilas - pode não ser um portento de técnica ou de velocidade, mas com um bocado de ritmo de jogo poderá ser bastante útil à equipa. Não sei se é craque ou não. O que sei é que um jogador que faz o que ele fazia sozinho no ataque do Moreirense contra 3 e 4 defesas, não pode ser peco. Espero ver mais dele, principalmente lado a lado com Jackson
Jackson - sensivelmente 30m em campo, dois golos e muita luta no meio dos defesas do Penafiel. Muito bom
Fabiano - mais um jogo sem sofrer golos. Sempre atento a dobrar a defesa, seguro nos cruzamentos e prático a jogar com os pés.
Josué - não foi uma exibição de encher o olho, mas somou mais duas assistências. Muito mais útil no meio do que na ala
Quaresma - quando quer jogar futebol e pôr a equipa a jogar com ele, é um fora de série. Tem classe e talento para dar e vender. Precisa de ganhar um pouco mais de ritmo e de cabeça fria.

Destaques pela negativa:
Quaresma - quando se põe a jogar à bola, tira qualquer um do sério, complica em demasia, exagera. No fundo, as mesmas virtudes de sempre e os mesmos defeitos de sempre, mas a verdade é que as equipas por vezes também precisam de alguém assim.
Defour - gosto do belga, penso que pode jogar muito mais do que tem feito. Mas ontem esteve apático e pouco prático. Nota-se que está desmotivado e suspeito que na porta de saída.

O sinal dado ontem por Paulo Fonseca, principalmente quando pedia aos jogadores para irem a correr buscar a bola depois de cada golo, é o de que o FC Porto quer ganhar o grupo da taça da cerveja. Acho normal que assim seja. Acho saudável até. Eu optaria por ter colocado Quintero, Reyes, Herrera e outros jogadores da "B", como Tozé, Victor Garcia ou Quiñones, mas percebo que não seja essa a ideia. O FC Porto deu sinais claros de que se quer apurar para as meias finais e que a rodagem dos menos utilizados ficará para outra ocasião. É uma opção perfeitamente legítima, só não vale é se não conseguirmos o apuramento, vir dizer-se que afinal não queríamos passar...










terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O plantel do FC Porto e a sua falta de qualidade

Passadas 48 horas do descalabro que foi a exibição no Estádio da Luz, constatamos que o treinador do FC Porto tem cada vez menos apoios e que começam a ser muito poucos aqueles que acreditam que esta pode ser uma época de sucesso, caso Paulo Fonseca não seja substituído no comando técnico dos azuis e brancos. É público aquilo que penso que Pinto da Costa deveria fazer quanto a este assunto (facto que ficou claramente demonstrado no último post), mas tentei perceber as razões que levam alguns adeptos a defender a continuidade de Paulo Fonseca. A principal e, porventura, única razão para essa continuidade e para a sua desculpabilização prende-se com a alegada falta de qualidade do plantel dos dragões.

Alegam os defensores da continuidade do treinador que este será o plantel mais fraco dos últimos 10 ou 12 anos e que as saídas de Moutinho e James não foram devidamente colmatadas. Provavelmente serão os mesmos que defendiam que devemos contratar os jogadores que mais se destacam no nosso campeonato (fora dos três grandes), os quais já estariam adaptados a Portugal e que não seriam assim tão caros (Licá, Josué, Carlos Eduardo, Ghilas, Ricardo Pereira, Tiago Rodrigues).

Terão, ainda, sido contratados jogadores para posições em que estávamos bem servidos em detrimento da contratação de extremos de qualidade, o que até admito, mas que não justifica a pobreza franciscana a que temos assistido.

Começo por abordar a questão da falta de qualidade dos extremos. É verdade que, tirando Silvestre Varela, a equipa sentia e sente falta de um jogador que desiquilibre na ala. Não nego. Ter-nos-ia dado muito jeito um jogador como Bernard ou um qualquer novo Hulk. Chegou agora Quaresma e veremos o que é que ele tem para nos dar. No entanto, não nos esqueçamos que Vítor Pereira também não teve grandes opções para essa posição o ano passado. Atsu, um miúdo, jogou a espaços até ao Natal e depois de ter participado na CAN no início do ano, praticamente deixou de jogar, uma vez que não renovava o contrato. No lugar de extremo esquerdo jogou, várias vezes, o belga Defour, o que demonstra bem os jogadores que Vítor Pereira tinha à disposição para essa posição. Em vez de Atsu, Paulo Fonseca tem Kelvin à sua disposição, mas este apenas joga a espaços. Existia, ainda, Iturbe, mas alguém optou por não contar com ele...

No que à saída de Moutinho diz respeito, não me espanta a dificuldade que estejamos a sentir para encontrar um jogador à sua altura. No entanto, para a posição 8 do meio campo temos: Defour (titular da selecção belga que estará presente no Mundial, ao serviço da qual o nosso jogador tem assinado belíssimas exibições), Herrera (campeão olímpico pelo México e internacional A), Carlos Eduardo, Josué (internacional A por Portugal), Lucho Gonzalez e optámos por dispensar Castro. Não vou ser hipócrita, é verdade que Moutinho é superior aos que enumerei, mas também não deixa de ser verdade que compete ao treinador escolher um sistema táctico e uma estratégia de jogo que permita aos jogadores exporem da melhor forma as suas virtudes e qualidades, escondendo os seus defeitos e debilidades. Com Mourinho, Tiago e Marco Ferreira pareciam bons jogadores e Paulo Ferreira, Nuno Valente, Costinha e Derlei jogadores de classe mundial. Com Jesualdo, Adriano era um matador e Fucile um defesa lateral instransponível...


Para o lugar de James contratámos Quintero, o qual é considerado uma das grandes promessas do futebol mundial e um dos melhores jogadores da sua idade. Quintero já é internacional A pela Colombia, mais uma selecção que estará no mundial. É pior do que era James quando o FC Porto o contratou? Não me parece, competirá, mais uma vez, ao treinador lapidar o diamante que temos em mãos. E não me venham com tangas de que é muito novo e que não tem idade para jogar. Sabem que idade tem o Markovic, por exemplo? Ah, pois...é mais novo!!! E o William Carvalho? Ainda, em termos de ataque, Vítor Pereira foi campeão com Janko a titular e o ano passado nem ponta de lança suplente teve. Paulo Fonseca tem Ghilas, jogador sensação da última época numa equipa da segunda metade da tabela e que estará, também, no mundail e não consegue encontrar forma de o juntar a Jackson na frente de ataque, como, por exemplo, Leonardo Jardim faz com Slimani e Montero.

Até agora apenas falei do meio campo para a frente, porque apesar de não termos um plantel de sonho, temos um plantel capaz de fazer muito mais do que até agora. Nem me apetecia falar da defesa, mas lá terá de ser. Temos uma defesa composto por Helton, Danilo, Alex Sandro, Mangala (internacional francês), Otamendi (internacional argentino) e Fernando. Nos últimos 2 anos a defesa era praticamente intransponível e batiam-se recordes de invencibilidade e de número de golos sofridos. Esta época, qualquer adversário causa grandes calafrios na nossa defesa. Até o Austria de Viena marca no Dragão... Para além dos que enumerei, existem, ainda, Maicon e Reyes, grande esperança do futebol mexicano, internacional A e campeão olímpico. Não consigo, honestamente, perceber que se diga que de repente os nossos defesas são maus, quando durante dois ou três anos eram considerados o grande esteio da equipa.

Resumindo, se em termos ofensivos a qualidade do plantel não é extraordinária, que não é, já a defesa e o meio campo dão-nos opções mais do que suficientes para, pelo menos, sermos uma equipa segura, confiante e que sabe o que faz. Deveríamos ser uma equipa que sofre poucos golos, que controla o jogo e que apenas sentiria algumas dificuldades no último terço, o que não é o que se tem visto. Seja contra equipas fortes ou fracas, a verdade é que o FC Porto poucas vezes dá a sensação de que controlo verdadeiramente o jogo e que só não ganha porque não concretiza as ocasiões que cria.

Não vou entrar em grandes comparações com o plantel dos rivais. Apenas digo que o FC Porto tem jogadores muito superiores aos jogadores do Benfica nas posições recuadas e que o Benfica tem melhores jogadores que o FC Porto na frente de ataque. Quanto ao Sporting, tenho muita dificuldade em perceber como é que uma equipa de jogadores contratados na Argélia, Estados Unidos e 2ª divisão do Brasil misturados com putos de 20 anos é capaz de jogar mais do que o FC Porto. Em termos individuais, o Sporting tem 3 ou 4 grandes jogadores: Patrício, William Carvalho, Adrien e Montero. No entanto, o treinador do SCP conseguiu que jogadores que nos últimos dois anos eram autênticos coxos parecessem jogadores de futebol, os quais encostaram o FC Porto às cordas em Alvalade. Já Paulo Fonseca fez o contrário aos jogadores do FC Porto...

Não exijo que o FC Porto vença sempre, nem sequer considero que o FC Porto tenha qualquer obrigação de ganhar ao Benfica que maior investimento fez nos últimos anos. É normal que não se ganhe sempre. É normal que os jogadores precisem de algum tempo para se adaptarem. Exijo é que não se jogue consecutivamente tão pouco e tão mal. Exijo um discurso e atitude à Porto. É anormal o que temos visto esta equipa fazer. É anormal que o treinador não perceba que tem de mudar, sob pena de se ter de mudar de treinador...

P.S.: Convocados para amanhã (Penafiel, taça da cerveja) - Helton, Fabiano, Maicon, Quaresma, Josué, Jackson, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Carlos Eduardo, Ricardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Kelvin e Defour.

Minha equipa: Fabiano, Ricardo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Defour, Herrera,Carlos Eduardo, Kelvin/Quintero, Ghilas, Quaresma






domingo, 12 de janeiro de 2014

Agora já só não vê quem não quiser!

Li nas notícias que o FC Porto perdeu hoje por 2-0 com o Benfica no Estádio da Luz. Fui confirmar e fiquei aliviado. Na verdade, quem perdeu o jogo não foi o FC Porto, tri-campeão nacional e dominador do futebol português nos últimos trinta anos, mas sim um grupo de 11 jogadores vestidos com umas tshirts azuis e brancas. Estes outrora bons jogadores de futebol não fazem, hoje em dia, a menor ideia do que estão a fazer em campo e parece que não têm qualquer noção da importância do símbolo que trazem ao peito. Sob a  (des)orientação de um dos maiores incompetentes desde os tempos de Octávio Machado, os jogadores que entraram em campo, na sua esmagadora maioria internacionais pelos seus países, os quais eram cobiçados até há pouco pelos colossos do futebol mundial, proporcionaram aos magníficos adeptos que se deslocaram a Lisboa um espectáculo na senda daqueles com que têm vindo a brindar os portistas esta época. Um espectáculo deplorável, deprimente e amador, o qual envergonha todos aqueles que tenham um nível de exigência minimamente semelhante àquele que foi imposto por Pinto da Costa quando tomou conta do clube. Realço a lição de civismo e fair play dada pelos adeptos dos dragões ao respeitarem (na sua esmagadora maioria) o minuto de silêncio em memória de Eusébio e, também, a lição de amor ao clube que nos foi sendo dada durante os 90m, já que, mesmo a perder por 2-0, por diversas vezes se ouviram os cânticos a puxar pela nossa equipa.

Foi um FC Porto sem ideias, sem organização, sem garra, sem crença e sem qualidade aquele que se apresentou hoje na Luz. O Benfica, apesar de não ter feito uma grande exibição, fez aquilo que lhe competia. Explorou o centro do terreno e aproveitou as falhas da nossa defensiva. Teve várias oportunidades de golo para além das duas que concretizou, ao contrário do FC Porto, que apenas podia ter feito o golo num cruzamento de Licá desviado por Jackson (em fora de jogo). Penso, até, que a vitória do Benfica podia ter atingido outros contornos depois do segundo golo e, ainda, após a expulsão de Danilo. Fiquei com a ideia que os encarnados tiraram o pé do acelerador (ou então estavam simplesmente esgotados) e que não forçaram o terceiro golo. Enfim, demasiado mau para ser verdade, à imagem do sucedido em Alvalade (e no Restelo e em Coimbra), com a diferença de que o SCP não concretizou as suas oportunidades.

Individualmente, apenas gostei de Varela e em parte de Mangala (apesar de batido por Garay no segundo golo) e de Alex Sandro. Pela negativa, Danilo fez o terceiro jogo consecutivo em que não me causou boa impressão, Otamendi foi simplesmente horrível a defender (o primeiro golo tem duas falhas claras do argentino, falhando o passe na saída para o ataque e não fechando o meio na assistência de Markovic), Fernando perdido no meio dos dois centro campistas encarnados, Lucho novamente sem pernas para jogos com maior intensidade, CE20 longe daquilo que pode fazer e demasiado encostado a Jackson, Licá esteve melhor do que nos últimos jogos mas mesmo assim não chega, Jackson irreconhecível e perdulário, Quaresma sem ritmo mas com vontade e toque de bola, Josué entrou bem. Helton alternou o bom com o muito mau (talvez pudesse ter feito melhor no primeiro golo, mas o remate foi muito forte; no segundo golo fez me lembrar o Ricardo na final do Euro 2004...).

Quanto ao árbitro, confesso que não sei o que me enerva mais. Se a incompetência de Artur Soares Dias, se as desculpas esfarrapadas dos adeptos do nosso clube. A arbitragem foi muito fraca, mas não foi por aí que o FC Porto perdeu. Existiram erros grosseiros para os dois lados, sendo que, para mim, os mais evidentes foram o penalti por marcar por mão de Mangala e o lance interrompido quando Jackson vai isolado. Podia também falar do cartão mostrado a Jackson por empurrão a Maxi, do encosto por trás a Quaresma na área e no 2º amarelo a Danilo, mas não vou entrar por aí. Não vou tapar o sol com a peneira.

Quando decidi começar "O pé que está mais à mão", nos primeiros dias de Dezembro de 2013, prometi a mim mesmo que não iria estar constantemente a dizer mal do treinador do FC Porto e que iria aguardar, pelo menos, até aos jogos em Alvalade e na Luz. No entanto, e chegados a essa altura, já não consigo esconder a minha total descrença neste treinador. Não tem decididamente capacidade e qualidade para treinar o tri-campeão nacional. A regressão comparativamente com as últimas três épocas é indesmentível. Não existe qualquer vertente do jogo em que tenha existido evolução e nem o discurso é capaz de motivar adeptos e jogadores.

Comparativamente com os últimos anos, esta equipa defende INDISCUTIVELMENTE pior. Não existe qualquer comparação possível entre a solidez defensiva das equipas de André Villas Boas e Vítor Pereira e a tremideira que se verifica com Paulo Fonseca. Jogadores que eram sinónimo de fiabilidade e concentração e que eram alvo constante do interesse de grandes equipas europeias são hoje jogadores que dificilmente teriam lugar em equipas de Champions League. Danilo raramente era ultrapassado no passado, Alex Sandro defendia bem e saía para o ataque com critério, Mangala impressionava pela imponência. Hoje, o comum adepto até treme quando a bola está nos pés de Otamendi. Hoje, nem me entusiasmo quando vejo Danilo ou Alex Sandro subirem no terreno porque dificilmente as suas incursões terão sucesso...

A equipa de Paulo Fonseca sofre mais golos e marca menos, sendo certo que este ano, ao contrário do último, temos dois pontas de lança de raiz no plantel. Esta equipa perde 12 pontos em 15 jogos quando o ano passado Vítor Pereira perdeu 12 pontos em 30 jogos. Esta equipa não é forte nas bolas paradas defensivas, nem tem um meio campo que consiga imprimir o ritmo de jogo que mais lhe convém, nem tão pouco é capaz de pressionar à saída da área do adversário, recuperando a bola no último terço do terreno. Esta equipa está em terceiro lugar no campeonato, atrás de um Sporting com um orçamento muito inferior e com uma equipa de miúdos. Esta equipa fez uma prestação nas competições europeias em que consegue alcançar os mesmos pontos que o inofensivo Austria de Viena, não conseguindo vencer um único jogo em casa. Esta equipa, em ano de mundial, não consegue valorizar um único jogador. Não há nenhum jogador (talvez Fernando) que neste momento valha mais do que valia no final da última época. O futebol é qualitativamente muito inferior ao das últimas épocas. O discurso do treinador é fraco e não vemos evoluções desde Julho. A equipa joga há 6 meses junta e não conseguimos perceber qual a estratégia delineada nem existe qualquer fio de jogo.

Está na hora de dizer basta. Paulo Fonseca será, certamente, uma óptima pessoa e estará a fazer o seu melhor. Não duvido. Mas isto é o FC Porto. Só isso não chega. É preciso mais. MUITO mais. Como disse na antevisão do jogo, não exijo vitórias, não exijo resultados. Exijo atitude, exijo qualidade. Exijo ser Porto. E isso não se tem visto desde meio de Setembro. Está na altura de procurar alternativas. A altura é boa, o mercado de inverno está aberto, o treinador que vier/voltar poderá retocar o plantel à sua medida. Podem-me dizer que um novo treinador poderá não fazer melhor. Acredito, é um risco. Mas de uma coisa não tenho dúvidas. Quem vier só muito dificilmente poderá fazer pior. Vamos à 32.ª decisão, Presidente?

P.S. 1 - A desculpa de que mudar de treinador não dá resultado no Porto é uma falácia. Não é possível saber isso! Mourinho substituiu Octávio quando estava em 4.º a 7 pontos do SCP. Terminou em 3.º a 7 pontos do SCP. Ou seja, não perdeu qualquer ponto para o SCP desde que entrou e subiu um lugar na classificação. E preparou as duas épocas que se seguiram. Quem vos garante que se Octávio tivesse sido corrido um pouco mais cedo, que o FCP não teria sido campeão também em 2001-2002? É fácil dizer que as trocas de treinador não dão resultado quando o Porto está já a meia dúzia de pontos na tabela...

P.S. 2 -  Robson substituiu Ivic e foi o melhor que nos aconteceu