Porto Bayern

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Desmistificar é a palavra de ordem. Obrigado Capitão, até sempre (breve?)


A taça da liga, sobejamente desvalorizada por alguns e muito apreciada por outros, está na ordem do dia. Para a pequenez do nosso campeonato, dá-se demasiada atenção a uma competição que, a meu ver, nem devia existir (por exemplo, e só para citar 2 dos 3 melhores campeonatos da Europa, a Espanha e a Alemanha não têm esta taça). Como se constata facilmente, só dá/cria polémica (como por exemplo o caso Fabiano e Abdoulaye na edição do ano passado e o suposto penalty de Pedro Silva na final de 2009 entre o 5LB e o SCP) e não vejo vantagens significativas. Dir-me-ão que é uma oportunidade para os jovens (portugueses), atente-se no onze apresentado pelo 5LB no último jogo. Acrescente-se, detalhe crucial, que só assim aconteceu porque os vermelhos já estavam apurados. Curiosamente o Manel não jogou…


Aponto com relativa facilidade, além da já mencionada, as desvantagens desta competição:

Receitas: com uma ou outra excepção não se fazem…Quantos estádios encheram (talvez nalgumas finais) ou quantos tiveram meia casa?
Clubes ditos pequenos: Nem no sorteio da fase de grupos são beneficiados.
Modelo da competição: Olhe-se para Inglaterra e França. Fase de grupos na taça da Liga? Teríamos evitado esta confusão…ver infra.
Bónus: O que ganha o vencedor da taça da liga? Apenas dinheiro. Se tivermos em conta que o grosso do prémio vai para o finalista e o vencedor (e que estes invariavelmente são os ditos grandes), então porquê apostar nesta competição quando há um campeonato, taça de Portugal (vencedor ou finalista têm acesso à Liga Europa) e para alguns as provas europeias.
Lesões: Com pelo menos duas (alguns clubes três) competições mais importantes para disputar, a utilização dos principais jogadores faz pensar duas vezes.
Liga: O próprio órgão demonstra a importância, perdão, o desprezo pela competição (ver infra).

Se quero ganhar a competição? Claro que sim, se até nos amigáveis fico doente por perder. Agora, como em tudo nesta vida, há prioridades e a nossa não é esta. Também não gosto de hipocrisia. Mas atenção que o facto de o FCP no último jogo ter utilizado 11 base (se é que há uma base este ano) está relacionada com o facto de o jogo ter sido disputado no fim-de-semana, evitando assim (mais) uma paragem de competição para os seus jogadores. Quando o jogo é a meio da semana, veja-se o encontro frente ao Penafiel no qual apresentamos um onze com várias alterações.

No que toca à tempestade que caiu Sábado por volta das 22.30h, já muito se disse e pouco ficou por dizer. O FCP jamais poderá ser responsável por algo alheio às suas obrigações. Se dizem os regulamentos e bem, que os jogos desta fase em que se encontram envolvidas equipas que ainda lutam por objectivos idênticos têm que iniciar à mesma hora… só têm é que começar. Será assim tão difícil? Porque não ter delegados em cada um dos campos em contacto e só com o aval destes se dar início aos respectivos jogos e segundas partes. Ou se o sporting estava com tanto receio de uma cabala destas para os afastar da tão prestigiada taça da liga, porque não tomaram as devidas precauções? Vem-me à memória o recente título inglês do Manchester City (esse sim, bem importante) e que ninguém ousou colocar em causa.


Por sua vez, o senhor wanna be Pinto da Costa está numa campanha por um futebol diferente, um futebol limpo. Nesse sentido não tem feito outra coisa senão queixar-se. Imagens como esta aqui ao lado acontecem porque BdC se senta no banco de suplentes. Até aqui nada contra mas quando era o NGP a sentar-se junto da sua equipa técnica logo a comunicação social tratava de a catalogar como uma estratégia para condicionar os árbitros. O coitadinho mor começou por dizer que não falava de árbitros, falou. Em campo mostrariam que são melhores, a verdade é que estão fora das taças e que a sua grande preocupação é imputar responsabilidades a outrem. Torna-se cansativo viver neste clima de constante suspeita em que o mérito é algo tão utópico que nem vale a pena falar nele. Sim, este ano temos um Sporting à Atlético de Madrid e ainda bem, dá mais valor às nossas conquistas. Veremos se esta performance é a excepção ou a regra.

Adeus Lucho. Quando na manhã de Sábado se falou da saída do capitão, uma sensação de déjà vu e ligeiro mal-estar apoderou-se de mim. De certo modo e com as devidas diferenças, veio-me à memória o mês de Junho de 2011 quando AVB nos abandonou. Mais uma vez as palavras atraiçoaram aqueles que acreditam, como eu (e gosto de acreditar no poder delas), que na vida os interesses não se sobrepõem aos valores.

Relembrando a segunda chegada de El Comandante ao Dragão, não posso deixar de evocar algumas semelhanças com o período que agora atravessamos. Em Janeiro de 2012, o FCP não ocupava o primeiro lugar, estava fora da champions e já tinha dito adeus à Taça de Portugal (este ano e por enquanto ainda não). O NGP vendo que o balneário se encontrava disperso (para ser simpático) e que VP precisava de uma mãozinha vai buscar um jogador com passado, de inegável qualidade mas que sobretudo une e cria uma dinâmica de grupo que até então não havia. Assume a titularidade, arruma o meio campo e leva a equipa à conquista do campeonato.

Tudo isto para dizer que me custa conformar com esta saída abrupta do nosso Capitão. Do que sei parece que foi a pedido e na busca de uma reforma dourada. É certo que poupamos na folha salarial mas isso parece tão pouco quando comparado com o que perdemos no passado fim-de-semana. Numa breve análise à época de Lucho, esta fica marcada pela peregrina ideia de Paulo Fonseca o colocar como 10, pedindo a um homem de 33 anos que tenha pernas de 25. El Comandante não precisava da titularidade, sobretudo nos momentos em que, à vista de (quase) todos, o cansaço era notório. Lucho não rendeu (no campo) esta época mas a culpa não é sua. As suas qualidades, bem para além das técnicas e tácticas, não foram devidamente aproveitadas pelo nosso treinador. Partiu alguém que era uma extensão, um elo de ligação, que não precisava de jogar para se fazer notar e isso, oxalá que não, terá repercussões a breve prazo.   


Foram 6 anos de Dragão ao peito, 6 campeonatos, 2 taças, 3 supertaças e uma unanimidade entre a nação portista que poucos jogadores conseguiram.



“Seguiremos adelante
Como junto a tí seguimos
E como saludo te décimos
Hasta siempre Comandante” 






Este texto é da autoria de Luís Santiago Sottomayor, meu amigo e grande portista, ao qual agradeço a disponibilidade de escrever pela segunda vez aqui na tasca.  A 2.ª fotografia foi escolhida e adicionada por mim.


Caro Santi,

Quanto ao primeiro assunto, concordo contigo quanto à importância e/ou relevância de uma competição como a Taça da Liga. Também me parece que é uma competição que não faz muito sentido, principalmente no actual formato. Caso fosse uma competição a eliminar, com um sorteio puro e livre entre todas as equipas da 1.ª e 2ª Ligas, em que nas fases iniciais da competição os jogos se realizassem no recinto da equipa mais fraca e em que a partir das meias finais ou quartos de final estivéssemos perante eliminatórias a duas mãos, talvez mudasse de ideias. De qualquer forma, com o aumento do número de equipa na 1ª Liga na próxima época (mais 2 equipas significam mais 4 jogos por equipa), parece-me que a competição irá ser votada ao abandono ou então mudará de formato. Dito isto, penso que depois do que passámos esta época na competição, não nos restam alternativas a não ser fazer tudo para ganhar a competição e que uma eventual eliminação às mãos (pés?) do SLB nas meias finais, terá de ser vista como um fracasso ou desilusão. 
No que ao triste e sem vergonha choro das ridículas virgens ofendidas diz respeito, penso que o Miguel Sousa Tavares na sua crónica semanal n'A Bola e o Estilhaço no seu post no Bibó Porto Carago já disseram quase tudo. 


Esta surreal tentativa de eliminar o FC Porto através de manobras de secretaria é uma manobra já muito famosa na segunda circular, a qual terá exactamente o mesmo desfecho das anteriores. Os 2m40s (!!!) de atraso não influenciaram em nada os resultados de ambos os jogos e nem os próprios calimeros acreditam nisso, não passando esta manobra de uma tentativa de pressionar os árbitros para o que resta do campeonato, na esperança de vir a obter benefícios futuros. Concluindo, e muito honestamente, gosto muito de ver os sportinguistas aderirem à forma de ser dos benfiquistas e de ver Bruno de Carvalho copiar o seu mentor Vale e Azevedo, já que todos sabemos qual é o resultado dessas opções a curto/médio prazo...



Quanto a Lucho Gonzalez, confesso que é um negócio ou uma opção do FC Porto que não me faz qualquer sentido e penso que não saberemos tão cedo a história completa desta repentina saída. Compreendo o lado do jogador, a proposta é realmente muito tentadora para um jogador em final de carreira, apesar de a El Comandante concerteza não faltar tranquilidade em termos financeiros, depois de várias épocas em França com um ordenado milionário.
Já o lado do clube, e apesar de aceitar que o FC Porto anuiu em fazer a vontade ao jogador, acho estranho que a um jogador que até à sua saída era um titular indiscutível para o treinador e que tinha aparentemente um papel fundamental no balneário, tenha sido permitida a saída em poucas horas, sem sequer se procurar um substituto e quando até estava convocado para um jogo decisivo.

Se consideram que não irá fazer muita falta na 2ª volta do campeonato, por que razão jogou os jogos quase todos até sair? Estranho, no mínimo.



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