Azul e Branco

Azul e Branco

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

FC Porto 3-0 Vitória de Setúbal

O FC Porto recebeu e venceu este domingo o Vitória sadino por três bolas a zero em jogo a contar para a 1ª jornada da segunda volta da Liga Zon Sagres. Foi um resultado justo, numa vitória fácil e tranquila e que podia (e devia) ter atingido números mais contundentes tais são as diferenças de qualidade entre as duas equipas.





Os azuis e brancos entraram bem no jogo e cedo chegaram à vantagem no marcador. O primeiro golo surgiu logo aos 11' após uma jogada de entendimento na esquerda entre Alex Sandro, Fernando e Varela, com este último a centrar largo ao segundo poste, onde Quaresma rematou de primeira e Jackson Martinez emendou certeiro para dentro da baliza do desamparado Kieszek.

Como sempre sucede frente a equipas do nível do Setúbal (e que, feliz ou infelizmente, são pelo menos umas 10 ou 11 de um total de 16 equipas na Liga Zon Sagres), estava feito o mais díficil. Estas equipas têm como plano de jogo estacionar o autocarro à frente da sua baliza durante 90', limitando-se a tentar aproveitar deslizes dos adversários nas bolas paradas ou numa jogada de contra ataque. Quando sofrem um golo cedo e têm de alterar a sua estratégia, chega a ser confrangedora a falta de qualidade que demonstram, pelo que foi sem espanto que constatei que os sadinos foram inofensivos e que a defesa do FC Porto não teve dificuldades em controlar todos as iniciativas adversárias.

Não quero com isto dizer que o FC Porto não teve qualquer mérito na forma como dominou a primeira parte, porque a verdade é que nos primeiros 45' fiquei com a sensação de que a equipa apresentou ligeiras melhorias em relação a um passado não muito distante. Alex Sandro pareceu-me mais solto a atacar, Fernando limpou bem o meio campo, Quaresma e Varela abriram bem a frente de ataque (o que provoca a abertura de espaços nas defesas contrárias e permite a entrada dos médios que se incorporam no ataque) e Mangala esteve imperial na defesa. Sem nota artística, mas com um futebol agradável, o FC Porto brindou-nos ainda no primeiro tempo com um golo a fazer lembrar aquele que o Ballon D'Or marcou em Sevilha este sábado. Trabalho individual fenomenal de Varela e um tiro indefensável de pé esquerdo de fora da área a cento e tal quilómetros por hora, batendo o guarda redes polaco sem apelo nem agravo.

Na segunda parte, porém, o FC Porto baixou o ritmo (a quantidade de estupidezes que os jogadores cometeram nos primeiros 3 minutos da étapa complementar foram um claro indício do que se iria passar) e limitou-se a trocar bola sem qualquer objectividade. Foi pena, uma vez que os sadinos estavam completamente perdidos em campo. Desaproveitámos mais de uma mão cheia de jogadas de ataque em que estávamos em vantagem ou em igualdade numérica no ultimo terço do campo e não chegámos a um resultado folgado por termos sido displicentes. E que bem nos teria feito um resultado gordo, uns 6-0 ou 7-0 teriam sido um verdadeiro boost para a nossa confiança. Como que em contraponto com a monotonia dos segundos 45', é necessário destacar a obra prima de CE20 a fechar o placard. Cruzamento para área sadina, um defesa alivia para zona proibida e CE20 surge à entrada da área a fuzilar as redes adversárias, num remate em moinho sem deixar que a bola tocasse no relvado e que ainda embate com violência no poste antes de entrar. Se o golo de Matic foi candidato ao prémio Puskas, estou para ver qual a razão que vão inventar para que este golaço não entre na votação da próxima edição.

Em relação à análise individual dos jogadores, e apesar de não pretender "bater" no treinador (como tinha prometido), gostaria apenas de relembrar a Paulo Fonseca que os nomes e os estatutos não devem garantir lugares no 11 inicial. E digo isto porque não entendo o que tem feito Lucho Gonzalez para manter o estatuto de titular indiscutivel nas competições mais importantes, quando é notório que está muito longe daquilo que pode e sabe fazer. Custa-me ver El Comandante a perder quase todas as bolas divididas que disputa, a falhar a grande maioria dos passes de ruptura que tenta, a ter dificuldades em arrancar com a bola no pé ou em correr atrás dos adversários, não arriscando um único remate à baliza. Para o bem do Capitão, faça-o descansar e lance-o novamente quando estiver em melhor forma. 

Pela positiva, queria destacar Varela e Quaresma nas alas, sempre muito em jogo e com vontade de assumir as despesas do ataque. Fernando enorme no meio campo, Alex Sandro a fazer lembrar o lateral de eleição do ano passado, Mangala seguríssimo na defesa e a sair a jogar. CE20 imprime um grande ritmo ao jogo com a sua passada larga com a bola controlada e assinou um golo de levantar o estádio, mas perdeu algumas bolas quando exagerou nas jogadas individuais.
Pela negativa, realço apenas a paragem cerebral de Maicon num atraso de cabeça para Helton que foi interceptado por Cardozo. Não gosto também da atitude de Helton nestes jogos, penso que deveria tentar impor um ritmo mais elevado à equipa ao invés de estar constantemente a pedir calma e a atrasar o jogo.

Resumindo, fomos uns justos vencedores, realizámos uma exibição qb contra um adversário fraco. Vi alguns sinais que indiciam melhorias, mas que precisam de confirmação nos próximos jogos. Vi, também, alguns dos problemas que têm sido detectados desde os primeiros jogos desta época, mas tentarei focar-me nos aspectos positivos nos próximos tempos. Importa agora somar 6 pts contra o Marítimo, para carimbar primeiro o passaporte para as meias finais da Taça da Liga e depois para pressionar Benfica e Sporting no derby que se aproxima.







1 comentário:

  1. Quando não surgem dádivas da defesa, o FCP tem cumprido o seu papel quando joga com equipas de qualidade inferior. O único caso em que não foi assim, deu-se no famoso Estoril - Porto em que mesmo assim devíamos ganhar, se não fossemos bem gamados. O problema surge nas equipas que jogam de igual para igual. Se bem que concorde que o Benfas não foi superior ao FCP, foi mais eficaz ( o que já é dizer muito), e teve uma preciosa ajuda da arbitragem (até tu Artur?).
    Quanto ao Lucho, o caro Tiago tem razão. É necessário que o nosso Paulinho "Mau "Santos, diga ao PF que o Lucho precisa de descansar, devido a hérnia que tem nas costas ( ou outra aldrabice qualquer).
    Se quiser perceber o que é um jogador de 33 anos jogar todos os jogos, vá perguntar ao Aimar porque é que esse génio da imprensa Lisboeta, só jogava de 3 em três jogos e mesmo assim 45 minutos. Coisas do catedrático (quase, quase, quase) JJ.

    ResponderEliminar