Azul e Branco

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

FC Porto 3 - 3 Eintracht Frankfurt: tem mesmo de ser na raça

O FC Porto alcançou ontem o apuramento para os 16avos de final da Liga Europa (onde defrontará os italianos do Napoli) depois de ter empatado a 3 bolas em casa do Eintracht de Frankfurt. O objectivo mínimo foi alcançado e os Dragões não passaram a vergonha de serem eliminados por uma equipa que não aspira a muito mais do que a manutenção na sua liga doméstica. Infelizmente, por motivos profissionais, não tive oportunidade de assistir aos primeiros 45m, sendo que, quando finalmente encontrei um stream com uma qualidade não mais do que duvidosa, já a equipa perdia por 1-0 (a imagem do Maicon em cima da linha e de vários jogadores alemães soltos na área é sintomática e demonstrativa da desorganização defensiva reinante nesta equipa, algo que se repetiria no 3.º golo). 

Pelo que li na "bluegosfera" e pelo que observei nos resumos, o resultado era injusto, já que nem os alemães nem os portistas fizeram o suficiente para ir para os balneários em vantagem. De qualquer forma, os primeiros 45m mostraram-nos um FC Porto bastante aquém daquilo que teria de fazer para obter o apuramento.

No início da segunda parte, as coisas ficaram ainda piores. Os jogadores do FC Porto entraram em campo um poucos apáticos e aos 52m os Dragões sofreram o segundo golo na sequência de um canto. A forma como a equipa continua a defender os cantos deixa-me absolutamente perplexo. Não só se opta por juntar os 10 jogadores de campo dentro da área, o que não permite que se dispute a bola sempre que ela é cortada para fora da área e permite que os adversários a recebam sozinhos de frente para a baliza, como também se opta (tal e qual uma equipa de infantis) por tentar subir esses 10 jogadores ao mesmo tempo nessas situações, tentando colocar os adversários em fora de jogo. Se coordenar uma defesa em linha com quatro jogadores já não é fácil, fazê-lo com 10 jogadores é simplesmente patético. O resultado está à vista: Maicon ficou 2 ou 3 metros desfasado da linha que se tentou criar e os alemães colocaram as bolas nas costas da defesa, aparecendo 3 homens na cara de Helton.

Com o 2-0 no marcador, pensei que já nada poderíamos fazer. Estávamos prestes a ser eliminados pelo "poderoso" Eintracht de Frankfurt. Paulo Fonseca colocou, então, Ghilas em campo em vez de Herrera e deu o mote para dentro das quatro linhas: era o tudo ou nada. Pouco depois surgiu o momento do jogo, o momento que alterou a eliminatória e que transfigurou a exibição e a atitude da equipa. Quaresma recebeu a bola solto no flanco direito, simulou o cruzamento com o pé direito, tirando um adversário do caminho, para depois cruzar com conta, peso e medida para a entrada fulgurante de Mangala ao primeiro poste.

A partir deste momento, vimos um FC Porto completamente transfigurado para melhor. Se em termos tácticos a desorganização se manteve até final (evidente num lance em que os alemães só não fizeram o 3-1 porque o adversário optou por finalizar uma jogada de 3 para 1 com um disparatado remate de calcanhar), em termos de entrega, raça, vontade e querer vimos uma equipa como poucas vezes tínhamos visto esta época (será que o apoio no aeroporto teve alguma coisa que ver com isto?). Os azuis e brancos começaram a ganhar todas as bolas divididas, a saltar mais alto, a correr mais, a meter o pé sem medo e a dar sinais que podiam trazer o apuramento para Portugal. 


Aos 72m, os Dragões conquistaram um livre frontal à entrada da área. Quaresma pegou na bola e tudo indicava que iria rematar à baliza. O "Cigano" optou, no entanto, por colocar a bola em Fernando no lado direito do ataque e este centrou para mais um grande golo de Mangala. Era o empate no jogo e na eliminatória, importava agora marcar mais um golo e garantir o apuramento. Acontece que esta equipa não sabe o que faz em campo e em mais uma desatenção colectiva, os alemães acabaram por se adiantar novamente no marcador. Balde de água fria apenas 3m depois de alcançado o empate!

Paulo Fonseca lançou então Licá no jogo para o lugar de Varela e a equipa partiu em busca de novo empate no jogo. Um golo chegava para eliminar os alemães e a equipa devia isso aos seus adeptos e a si mesma. E esse golo chegou pouco depois! Numa bola bombeada para o ataque, Jackson disputou-a no ar com um central adversário e a mesma sobrou para Licá que tabelou eficazmente com Ghilas para aparecer na cara do guarda redes. O recém entrado rematou forte de pé esquerdo e na recarga à defesa incompleta do guardião alemão, Ghilas fez o terceiro golo dos dragões. Era a loucura no Kommerzbank Arena!


Fiquei muito contente com o apuramento, mas não posso esquecer que não ganhámos nenhum dos jogos contra uma equipa sem qualquer expressão na Europa e que está mal classificada na Bundesliga. Acabámos por sofrer 4 ou 5 golos derivados de falhas individuais e colectivas graves e a equipa não mostrou evolução tacticamente. Continuo a achar que com outro treinador e com estes mesmos jogadores a equipa renderia muito mais. Inacreditável também o facto de Paulo Fonseca ter referido que o jogo em Frankfurt era para a Liga dos Campeões. A confusão que vai naquela cabeça é incomensurável. Mas parece que é este treinador que vamos continuar a ter, por isso é importante manter a atitude da 2ª parte de ontem, já que se não vamos ganhar na organização e com cabeça, que ganhemos na raça e no coração.


P.S.: Ghilas salvou o treinador na Taça de Portugal marcando o golo da vitória perto do final e como prémio teve 90m no banco no jogo seguinte com o Paços de Ferreira. O que será que lhe vai acontecer domingo em Guimarães depois de ter entrado, marcado o golo do apuramento e de ter rendido o dobro do desinspiradíssimo Jackson no jogo de ontem?

P.S. 2: Fiquei um bocado preocupado quando vi esta notícia...









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Manifestação de apoio ao FC Porto

Um grupo de adeptos de FC Porto está a organizar uma manifestação de apoio e incentivo à equipa do nosso coração com o objectivo de mostrar o amor que sentem pelo clube e de mostrar a raça de que são feitos os seus adeptos. Partilho aqui o evento que foi criado no Facebook e espero que o mesmo atinja os objectivos pretendidos. Sublinho que este evento não tem como objectivo apoiar ou criticar o treinador do FC Porto (caso contrário seria hipócrita da minha parte partilhá-lo), mas sim demonstrar o sentimento pelo nosso clube, o qual é muito maior que as nossas opiniões sobre o Paulo Fonseca, o Antero Henrique, o jogador A ou B que não se esforça, o jogador C que só pensa em penteados excentricos ou o jogador D que passa a vida no Eskada. Que os jogadores amanhã sintam que têm de dar tudo na Alemanha e que só um resultado interessa: a vitória!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FC Porto 0 - 1 Estoril: Crónica de um desastre mais do que anunciado

Vi o jogo em Lisboa e pouco depois fiz-me à estrada em direcção ao Porto. Foram quase 3 horas de pensamentos antagónicos a passarem-me pela cabeça, 3 horas de azia desconfortável, 3 horas de revolta com o estado a que chegou o FC Porto. No final da viagem, sobrava apenas resignação. Afinal, esta derrota não constituiu surpresa nenhuma e como venho referindo desde a criação deste estaminé, o treinador da nossa equipa é o maior erro de casting de sempre do NGP (Octávio Machado foi despedido a 7 pontos de distância do primeiro, mas ao menos conseguiu o apuramento na Champions e tinha um plantel que metia medo só de pensar!) e só não viu que isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde, quem não quis. O SLB provavelmente ganhará hoje e aumentará a vantagem para 7 pontos e meio, sendo que ainda vamos a Alvalade, Choupana, Guimarães e Braga...

Cheguei a casa e abri o computador na certeza de que ia ler notícias sobre o despedimento de Paulo Fonseca, já que este na flash interview tinha deixado claro que ia pôr o seu lugar à disposição. Estava redondamente enganado. Ao que parece, o NGP optou por manter o treinador, naquela que é uma decisão absolutamente incompreensível e lamentável. Neste momento, não tenho dúvidas que a culpa já não é só de Paulo Fonseca. Agora é também de quem teimosamente o pretende manter.

Vamos penar até ao fim da época, caso Paulo Fonseca continue ao leme do clube. Até podemos ganhar na Alemanha, mas isso apenas adiará os desastres iminentes. Temos uma oportunidade de dar um murro na mesa e tentar alterar o estado lastimável em que nos encontramos, mas parece que vamos optar por uma grande máxima de João Pinto: estamos à beira do precipício, mas vamos tomar a decisão certa, vamos dar um passo em frente. 

Desde Novembro que afirmo que é vital trocar de treinador. Não gosto de ter razão nestes casos (ao fim dos primeiros seis meses de VP percebi alegremente que estava errado e deixei de pedir a sua saída), mas o tempo tem me dado razão e vai continuar a dar. 

Não tenho dúvidas que manter Paulo Fonseca nesta situações significa atirar a toalha ao chão, ao contrário de quem defende que despedi-lo é o mesmo que dizer aos adversários que já não acreditamos nesta época. Estou convencido que aceitar o pedido de demissão significaria um murro na mesa, um sinal de que queremos mudar o que está mal para tentar alcançar pelo menos parte dos nossos objectivos para 2013-2014. Estou convencido que trocar de treinador tiraria toda a pressão que neste momento está sobre os jogadores. Estou convencido que colocar alguém que saiba o que é ser Porto até ao final da época traria esperança aos adeptos. Precisamos de alguém que definitivamente desista da maior aberração táctica dos últimos anos que é a insistência no duplo pivot a meio campo. Precisamos de sentir que nem tudo está perdido. Jogadores jovens como Reyes, Herrera, Quintero, Ghilas, Ricardo, Alex Sandro, Danilo, Mangala, Abdoulaye, Josué, Kelvin, etc precisam de alguém que os faça crescer e que lhes mostra como fazer. Trocar de treinador é SER PORTO! ACORDA PORTO!!!

Quanto ao jogo em si, não vou tecer grandes comentários. Não foi dos nossos piores jogos da época, o que é demonstrativo da falta de qualidade que se viu em muitos jogos desde que Paulo Fonseca assumiu o comando dos dragões. Não merecíamos perder, mas também não merecíamos ganhar. Perdemos hoje como poderíamos ter perdido para a Taça de Portugal com o mesmo adversário ou com o Marítimo para a Taça da Liga ou empatado com o Paços de Ferreira para o campeonato. O penalti é bem assinalado e a expulsão aceita-se. Nada a dizer, portanto, a não ser perguntar quantas oportunidades claras de golo tivemos? Uma do Quaresma e meia do Varela?

Pela positiva, até gostei do jogo de Abdoulaye e de Fernando. Pela negativa, quase todos, com especial destaque para Jackson e Alex Sandro.

Para finalizar, um dado retirado do Reflexão Portista:

"Da época passada para esta, o treinador do Estoril viu sair Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo e Licá. Já esta época, no período de transferências de Janeiro, ficou sem Luís Leal (que era o melhor marcador da equipa) e, para o jogo no Dragão, também não pôde contar com Gonçalo Santos e Sebá (devido a lesões). Só de pensar que houve, entre os adeptos portistas, quem usasse a saída de UM jogador - João Moutinho - como justificação para os maus desempenhos desta época…"




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

FC Porto 2 - 2 EAPI (equipa alemã por identificar)

Para não variar, aqui estou eu a escrever mais uma crónica a um jogo do FC Porto quando a minha vontade era estar aqui apenas a debitar todos os palavrões que aprendi aquando da minha passagem pelo futsal da Biquinha. Enfim, a revolta com o estado a que chegou o FC Porto é tão grande que não acredito que vá conseguir dizer tudo o que me vai na alma em palavras, razão pela qual deixo aqui uma imagem daquilo que que está a acontecer ao nosso clube:



Quanto ao jogo, quero dizer que a primeira parte do FC Porto teve alguns (não muitos) momentos agradáveis e umas quantas jogadas com princípio, meio e fim. Comparando com aquilo a que temos assistido esta época, até nem estávamos a jogar mal. O momento alto estava reservado para Quaresma que levantou o estádio (isto é, levantou os poucos adeptos que ainda lá vão...) com um golo tirado a papel químico daquele que tinha marcado ao Benfica há uns anos. Ao intervalo, o resultado do marcador ajustava-se ao que se tinha passado no relvado.


O pior veio no segundo tempo. Os azuis e brancos entraram nitidamente a dormir na segunda parte e os alemães passaram a controlar o meio campo, optando o FC Porto por transições rápidas para chegar à baliza do guarda redes da EAPI. Isto é, quando devíamos controlar a bola e o jogo, fazendo os alemães correr atrás dela e aproveitando os espaços que se abririam na sua defesa, foram eles que tomaram conta da intermediária. Brilhante! Paulo Fonseca optava por uma das suas duas posses características enquanto assistia ao descalabro: braços cruzados ou a bater palmas a disparates.


O FC Porto acaba por chegar ao segundo golo por Varela contra a corrente do jogo. O Drogba da Caparica, que até estava a ser dos jogadores menos em evidência nos dragões, aproveitou um remate mal direccionado de Maicon após um ressalto na área para empurrar para o fundo das redes. Estava feito o 2-0 e os dragões tinham tudo para conseguir um resultado confortável ou pelo menos para manter o que tinham alcançado. 

Infelizmente, o que se passou a seguir foi demasiado mau para ser verdade. Paulo Fonseca tirou Josué e colocou Carlos Eduardo. Se o meio campo já estava em sub rendimento, com a entrada de CE20 (sem ritmo após a lesão) pior ficou. Os alemães carregaram e reduziram por Joselu. O desnorte apoderou-se dos jogadores e não mais vimos jogadas bem elaboradas até ao final. Se o 2-1 já dava muitas esperanças aos alemães para a segunda mão, o 2-2 alcançado pouco depois torna a nossa viagem ao terreno da EAPI um autêntico pesadelo. 

Com o empate no marcador, Paulo Fonseca recorreu à sua alteração fetiche e fez entrar Ghilas perto dos 85m. O substituído foi Fernando e a desorganização a meio campo tornou-se absolutamente ridícula... As coisas estavam tão descontroladas e o treinador tão perdido que se deve ter esquecido que ficou uma substituição por fazer e Quintero nem saiu do banco...

Se o que se passou em campo já era suficiente para deixar qualquer um revoltado ou deprimido (confesso que com este treinador passo muito facilmente de um estado para o outro), o que assistimos na flash interview deixou-me absolutamente perplexo e escandalizado. Estava à espera da habitual análise lunática aos acontecimentos e que Paulo Fonseca dissesse que: "O Frankfurt é uma grande equipa, mas nós fomos Porto do princípio ao fim. Eles marcaram nas únicas duas vezes que passaram o meio campo. Tenho uma confiança cega que vamos ganhar na Alemanha, razão pela qual nem precisei de gastar as substituições". O que na realidade vi, foi ainda pior:


Como é que é possível um treinador não conseguir perceber qual é a equipa adversária? O JJ chiclas não sabe falar, mas ao menos sabe quem é o adversário. Pode dizer Manster Naite, mas ao menos não diz que o adversário é o Dortmund, Bayern ou o Leverkusen quando joga com o Frankfurt. Antes do jogo suspeitava que o adversário não tinha sido suficientemente estudado (Alex Sandro admitiu que não conhecia os alemães), hoje tenho a certeza que essas suspeitas tinham razão de ser.

Obviamente que a eliminatória não está perdida. O FC Porto, mesmo com este destreinador, tem muito melhor equipa que o 12.º classificado da Bundesliga que apresentou um jogador mais gordinho que eu no meio campo. Podemos conseguir o apuramento, mas será difícil. A pergunta que se coloca é: será bom passarmos e apanharmos o Nápoles? Tenho dúvidas.

P.S. 1: Hoje quando procurei as capas dos jornais desportivos tinha a esperança de ler a notícia que Paulo Fonseca já não é o treinador do FC Porto. Infelizmente, AINDA não foi hoje. Continua só a não ver quem não quer.






P.S. 2: Os adeptos da EAPI são realmente de outro mundo...












quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O regresso à Liga Europa

Dois anos depois da eliminatória perdida frente ao Manchester City e quase três anos depois de erguerem o troféu, os dragões regressam hoje à Liga Europa, recebendo os alemães do Frankfurt no Estádio do Dragão às 20h05 (transmissão na insuportável SIC). Se nos dois anos em que fomos comandados por Vítor Pereira fomos eliminados nos primeiros jogos após a fase de grupo da Champions League, a eliminatória que hoje se começa a disputar apenas tem um desfecho admissível: o apuramento do FC Porto. Se é verdade que não existem pêras doces nestas fases a eliminar das competições da UEFA, não menos verdade é que o adversário que nos calhou em sorte é um dos mais acessíveis dos que ainda estão em prova e um dos que menos valores individuais tem capazes de fazer a diferença. 

Não espero outro desfecho que não seja o apuramento perante o 12.º classificado da Bundesliga (está a 3 pontos da zona de despromoção), embora não acredite em resultados muito desnivelados em ambos os jogos. Um outro FC Porto dar-me-ia a certeza que me podia concentrar no embate entre Swansea e Napoles para saber quem defrontamos na próxima eliminatória, mas este FC Porto de Paulo Fonseca não inspira grande confiança. Se a esta desconfiança juntar o habitual discurso de coitadinhos e que nos pretende convencer que todos os adversários são um bicho papão (não considerar o FC Porto favorito nesta eliminatória deixa-me particularmente preocupado) e se lhe somar, ainda, as declarações de Alex Sandro dizendo que não conhece o adversário, concluo que vamos ter de sofrer bastante para que não estejamos na presença de uma das mais escandalosas eliminações dos azuis e brancos em anos recentes. Penso, porém, que não devemos pôr todas as nossas fichas nesta competição, que devemos dar prioridade total ao Campeonato e Taça de Portugal pelas razões que expus aqui e que capas com as de hoje do jornal OJogo fazem pouco sentido.


Os jogadores convocados são todos os que estão à disposição do treinador, com a excepção do renegado Kelvin:
- Helton, Fabiano, Danilo, Maicon, Alex Sandro, Mangala, Reyes, Josué, Fernando, Herrera, Quintero, Carlos Eduardo, Ricardo, Ghilas, Jackson, Quaresma, Varela e Licá.


Para o jogo de hoje, apostava na mesma equipa que deu boa conta do recado no batatal de Barcelos, trocando apenas Abdoulaye por Maicon. Gosto muito das qualidades de Carlos Eduardo, mas parece-me que devíamos dar mais uma oportunidade ao meio campo dos dois últimos jogos. Ao contrário da maioria, não penso que Josué esteja a jogar mal. É verdade que por vezes joga mais com o coração do que com a cabeça, mas com o tempo isso deixará de acontecer. Espero sinceramente que os tímidos sinais de retoma evidenciados no último jogo em Barcelos se repitam e, se possível, se tornem ainda mais evidentes. Gostava que o FC Porto alcançasse um bom resultado, até porque vem aí mais um período de jogos intenso e era óptimo que a deslocação à Alemanha fosse feita com um resultado confortável. 

Prognósticos: 2-0 (golos de Quaresma e Josué).

E vocês? Qual é o vosso prognóstico para hoje? E não vale dizer que prognósticos só no fim do jogo ;)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Última Hora: Taça da Liga

O Sporting já está em campo à procura de novos reforços para a equipa de juniores que vai participar na Taça da Liga 2014 2015. O "Pé que está mais à mão" sabe que estão a ser desenvolvidos esforços para a contratação de jogadores como Falcão, Taribo West, Okocha, Cao, Leandro Lima e de Minala (recente contratação sensação da Lazio de Roma) para reforçarem o plantel que atacará em força a próxima edição da Taça da Liga, uma vez que os mesmos ainda têm idade de júnior e preenchem os requisitos necessários para a participação na prova. O blog sabe também que Bruno Carvalho jogará a extremo direito, tentando confirmar as boas indicações dadas no treino aberto aos sócios que teve lugar no início da época. Existe ainda a hipótese do clube leonino recorrer da decisão, o que causou grande incómodo em Montero, o qual afirmou prontamente que "recorrer?já avisei se for para correr muito, volto já para a MLS". Já Maurício e Gerson Magrão ficaram entusiasmados com a decisão da FPF, mas o "Pé que está mais à mão" desconfia que tal se ficou a dever ao facto de não terem percebido as consequências de tal decisão para o Sporting, provavelmente por estarem ainda sob o efeito do alcool desde a madrugada de domingo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pequenos sinais de retoma no batatal de Barcelos

Foi um FC Porto muito pressionado aquele que se deslocou ontem ao terreno do Gil Vicente e que sabia que não tinha alternativa que não fosse trazer os três pontos para a Invicta. SLB e SCP tinham ganho os seus jogos na véspera e acredito que uma escorregadela ontem teria sido o adeus definitivo ao título e também um boost de confiança significativo para os leões na disputa do 2º lugar. Com muitos portistas nas bancadas, com tréguas de S. Pedro nas horas que antecederam o encontro e com a repetição do 11 inicial que batera o Paços de Ferreira (apenas a 2ª vez que tal aconteceu esta época), estavam reunidas as condições mínimas para a obtenção de um bom resultado.


Ao contrário do que vem sendo habitual com Paulo Fonseca ao comando da equipa, os dragões entraram fortes no jogo e determinados em resolver o problema ainda nos primeiros 45m (até porque era expectável que o terreno de jogo fosse piorando ao longo dos 90m). A primeira parte foi claramente uma das melhores da época nos jogos realizados fora de portas e foi sem dúvida o espaço de tempo em que foram vistas mais jogadas de qualidade no ano civil de 2014 (o que, sejamos honestos, também não era particularmente difícil).

Com Herrera a assumir um papel preponderante na manobra ofensiva e com uma capacidade de comer metros com a bola controlada como poucas vezes se tinha visto esta temporada, foi o mexicano que levou a equipa para a frente e que deu o mote nos instantes iniciais. Fernando recuperava muitas bolas na intermediária e Josué tentava definir com qualidade (o que nem sempre conseguiu) no último terço do terreno. Na defesa, Abdoulaye mostrava-se seguro e Mangala, embora menos exuberante que o habitual, não permitia grandes veleidades aos avançados gilistas. Foi, assim, um Porto vocacionado para o ataque e com boas trocas de bola e envolvimentos colectivos aquele que manietou os gilistas na primeira parte e que ficou a dever a si mesmo uma vantagem mais dilatada quando as equipas recolheram aos balneários ao intervalo. O golo solitário foi apontado de cabeça por Varela, antecipando-se ao defesa contrário ao segundo poste depois de um espectacular cruzamento de Herrera na direita.

Na segunda parte, e com o terreno de jogo já bastante irregular e desgastado, o FC Porto não entrou tão bem e as trocas de bola já não surgiram com a mesma precisão e velocidade. Os dragões continuavam a controlar o jogo, mas este agora já não fluía tão naturalmente como na etapa inicial. Foi, no entanto, sem espanto que os azuis e brancos aumentaram a vantagem no marcador à passagem do minuto 53'. Abdoulaye efectua um desarme providencial já dentro da sua área no momento em que um gilista se preparava para atirar a contar, coloca a bola em Varela que tabela inteligentemente com Josué indo buscar o esférico um pouco mais à frente, parte embalado para a área contrária tirando os adversários do caminho e rematando cruzado de pé esquerdo à saída de Adriano. GOLAÇO do mal amado Drogba da Caparica

Infelizmente, e numa falha defensiva colectiva dos azuis e brancos (três para três na área fruto de uma lenta recuperação do duplto pivot Herrera e Fernando, sendo que nenhum dos dois ajudou a fechar a defesa e a garantir superioridade numérica na área), o Gil Vicente reduziu logo depois, não permitindo que os dragões capitalizassem emocionalmente a vantagem de dois golos. De qualquer forma, até ao final do jogo, o Gil Vicente não criou perigo para a baliza de Helton e não teve qualquer oportunidade para empatar a partida, sendo que os portistas continuaram a pecar na finalização e não concretizaram nenhuma das muitas oportunidades de golo criadas. Destaque, ainda, para pelo menos mais um penalti por marcar a favor do FC Porto por derrube do guarda redes Adriano a Varela, subsistindo ainda dúvidas num lance em que Gabriel parece agarrar o extremo numa altura em que este se preparava para cabecear para o golo.

Apreciação individual dos jogadores:

Helton: Sem culpas no golo sofrido, foi um espectador durante grande parte dos 90'.
Danilo: Exibição tranquila a defender e com alguns bons apontamentos no ataque. Destaque para o remate ao poste na primeira parte e para uma arrancada fulgurante já perto do apito final.
Mangala: Foi um dos jogadores que falhou no golo do Gil dando muito espaço aos avançados adversários dentro da área. De resto, exibição qb, mas longe da exuberância de alguns jogos não muitos distantes.
Abdoulaye: Foi outro dos jogadores que não esteve bem no golo adversário. Globalmente gostei muito da sua exibição, embora tenha exibido algum excesso de confiança num lance com Hugo Vieira na pequena área.
Alex Sandro: Jogo para esquecer do brasileiro. Muito mal a defender, pouco concentrado e sem conseguir desiquilibrar no ataque. Será o excesso de jogos a fazer-se sentir? Talvez esteja na altura de dar uns minutos a Quiñones...
Fernando: Bom jogo do luso brasileiro. Parece que aos poucos se vai habituando a ter algum a seu lado. Muito forte nas recuperações a meio campo e sempre com enorme disponibilidade física.
Herrera: Para mim, o melhor em campo. Se conseguir definir as jogadas da mesma forma que as cria, teremos um caso sério no nosso meio campo. Enorme a comer metros com a bola controlada de trás para a frente.
Josué: Não será um 10 puro, mas tem alguns bons pormenores. Falta-lhe marcar sem ser de penalti para termos talvez o nosso melhor jogador na meia distância mais inspirado. Desastrado a marcar os pontapés de canto.
Varela: MVP a par de Herrera, marcou dois golos importantes e nunca virou a cara à luta. Aparece sempre nos momentos importantes. Pode não ter a técnica dos mais virtuosos, mas continua a ser extremamente útil e os seus números não deixam dúvidas: titular de caras.
Quaresma: Muita vontade, muito querer, demasiado coração, pouca cabeça. Vê-se que quer ajudar a resolver e quer ser importante, mas ontem exagerou na maior parte das vezes e nada lhe saiu bem. Novamente amuado depois de sair de campo.
Jackson: Trabalhou muito e deu que fazer aos centrais adversários, mas não era dia para o colombiano facturar. Falhou duas boas oportunidades e devia ter saído mais cedo para dar lugar a Ghilas.
Licá: Ao contrário do jogo com o Paços de Ferreira, não entrou muito bem no jogo. Algo trapalhão no ataque, tentou compensar no apoio à defesa.
Ghilas: Mais uma vez apenas entrou aos 87m'. Não teve tempo para quase nada.
Mikel: Entrou aos 93' para queimar tempo.




Em resumo, foi um jogo agradável e que podia e devia ter terminado com uma vantagem mais dilatada. Alguns bons indícios para o futuro no meio de algumas decisões incompreensíveis de Paulo Fonseca. Destaco a substituição aos 93' e a entrada de Ghilas novamente perto do final: se o objectivo é assassinar psicologicamente o argelino, estamos no bom caminho. Depois de ter resolvido a eliminatória da taça com o Estoril, Ghilas foi brindado com o banco de suplentes com o Paços de Ferreira e com 3' contra o Gil Vicente (entrado depois de Licá), mesmo que Jackson tenha estado desastrado ontem. Honestamente, não entendo.

P.S. : Amanhã teremos a decisão do ridículo caso da Taça da Liga. RTP e SIC avançaram que os Dragões seguem em prova, Correio da manhã noticiou que Antero Henriques deitou a estratégia dos dragões por terra com as suas declarações. Não tenho dúvidas que a decisão de amanhã será no sentido da continuidade dos dragões na prova, mas quem pensa que o órgão presidido por este incompetente não vai recorrer da decisão, está muito enganado.







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bitaites sobre o derby

Por norma, não gosto de aproveitar este estaminé apenas para mal dizer dos adversários, mas como ontem foi dia de derby, de clássico (o grande clássico dos dias de hoje toda a gente sabe que é o FC Porto - Benfica, apesar das provocações mesquinhas de lampiões e calimeros, como irei demonstrar mais à frente no P.S. 2), vou abrir uma excepção e dizer o que penso sobre o jogo de ontem e sobre alguns temas que vieram a reboque do mesmo.





No que à polémica relativa à falta de condições do Estádio da Luz diz respeito, posso garantir-vos que muito me ri com as atitudes de benfiquistas e sportinguistas.
Se do lado dos benfiquistas foi comovente ver o branqueamento feito pela Benfica TV no domingo, querendo fazer-nos acreditar que a lã rocha era perigosíssima quanto em contacto com a pele (ao mesmo tempo que observávamos uma série de funcionários a recolhê-la com as mãos desprotegidas e a fazer montinhos com a mesma) e que o lixo que víamos em todo o lado era proveniente do exterior do estádio (ao mesmo tempo que começávamos a ver placas de zinco da cobertura a voar pelas bancadas), já do lado do Sporting foi bonito constatar que não iriam tentar fazer uso do artigo 94.º do regulamento das competições para ganhar na secretaria porque são um exemplo de fair play e porque queriam ganhar no terreno de jogo. 

Quero desde já dizer que penso que o Benfica tem responsabilidades relativamente ao que sucedeu com a cobertura do estádio, até porque não é a primeira vez que tal sucede. Parece-me claro que quando se fala em imputável ao clube visitado, tal referência engloba também a negligência, e dúvidas não me restam que o Benfica podia ter feito uma melhor manutenção do seu estádio para evitar que acontecimentos como o de Domingo se verificassem. No entanto, fiquei satisfeito que se tenha chegado a um entendimento para o adiamento do jogo e que não tenham existido manobras de secretaria para obter vitórias de outras formas...
Estes jogos grandes são para ser disputados em campo e ainda bem que assim foi. Quero no entanto salientar, mais uma vez, a posição ridícula de Mário Figueiredo e da Liga de Clubes. Sempre que estão em causa interesses do Benfica (e interesses do Sporting, caso esses interesses colidam com os do FC Porto), lá vêm a Liga de Clubes e o seu Presidente a correr para defender o Benfica. Foi assim no caso do Benfica - Gil Vicente para a Taça da Liga, já tinha sido assim uma série de vezes anteriormente, e assim foi mais uma vez esta segunda feira. Em directo na Sic Notícias, Mário Figueiredo garantia que estavam reunidas todas as condições para o jogo se realizar. Estavam, estavam...No dia seguinte (ontem), pudemos verificar que os trabalhos de reparação, manutenção e vistoria da cobertura se prolongaram durante todo o dia, com vários funcionários num feroz contra relógio até à hora do jogo, havendo ainda relatos de nova queda de placas de zinco à hora do almoço.

Mário Figueiredo afirma, também, que se evitou uma tragédia no Domingo. Não, isso é falso. Não se "evitou" uma tragédia, o que existiu foi uma tremenda sorte, uma espécie de milagre, que permitiu que ninguém se magoasse gravemente. Cabe na cabeça de alguém que se demore cerca de 35/40m para mandar evacuar um estádio quando se sabe que a cobertura se está a desfazer? Como se viu, muito poucos minutos depois dos adeptos abandonarem o Estádio da Luz, começaram a cair placas na bancada... Já para não falar do facto dos adeptos do Sporting terem esperado uma hora no estádio, enquanto ouviam o speaker a pedir que os adeptos benfiquistas abandonassem o estádio por razões de segurança. "Vamos evacuar que isto está muito perigoso, saiam todos por favor ordeiramente do recinto. Ah, todos não, vocês do Sporting deixem-se ficar aí quietinhos". Enfim...

Voltando ao jogo. Acho inacreditável que no meio destas tangas e tretas dos atrasos, adiamentos, remarcações do jogo, confirmações de data e hora, etc., não tenham avisado o Sporting que o jogo começava às 20h17 (sim, este também começou com quase dois minutos de atraso). Nos primeiros 45m nem vi os calimeros. Quando achava que podiam aparecer no segundo tempo, eis que optaram por continuar ausentes. Não faz qualquer sentido não tentarem ganhar o jogo na secretaria, dizerem que querem ganhar em campo e depois não aparecerem para jogar. Ao menos que tivessem mandado os juniores. Se vão servir para a Taça da Liga 2014-2015, também deviam servir para jogar na Luz. Pior não teriam feito, certamente.

Honestamente, não estou nada espantado com o resultado do jogo (podia até ter sido bem mais dilatado), nem com a exibição do Sporting, por várias razões:



1) Há quinze dias atrás Bruno Carvalho, esse novo Vale e Azevedo, disse que Pinto da Costa não estava habituado a ter de olhar para cima. Desde esse dia, já viu o FC Porto ficar à frente do SCP na Taça de Liga e viu o seu clube perder 5 pontos no campeonato em duas jornadas (tal como eu previra), sendo ultrapassado pelos Dragões na classificação.

2) Ontem, dia do derby, concede uma grande entrevista ao Jornal A Bola, na qual se dedica a dizer mal do Porto, nem se mostrando preocupado em ganhar o jogo dessa noite.

3) O Sporting sem William Carvalho (qual Fernando dos últimos anos e com um treinador competente capaz de potenciar as qualidades) vale metade daquilo que vale com o jovem internacional português. Dier a trinco é demasiado mau para ser verdade e tenho dúvidas que tivesse lugar em equipas que lutam para não descer de divisão. Maurício e Rojo ficam expostos à sua mediocridade e o franzino André Martins não ajuda nada na luta a meio campo. Se juntarmos a isto um Piris fraquíssimo à esquerda e dois pontas de lança em campo, era óbvio que o Benfica ia fazer o que quisesse a meio campo.



4) A qualidade individual dos jogadores do Benfica é muito superior à dos jogadores do Sporting. Enzo Perez está em grande forma, Garay muito bem na defesa e Gaitan e Markovic têm desiquilibrado Do 11 que jogou ontem pelo Sporting, penso que apenas Rui Patrício e talvez Montero coubessem no 11 do Benfica.

Infelizmente, dei por mim a ficar indiferente a um golo do Benfica, quase que torcendo para que a vitória mais expressiva. Seria um banho de humildade no Vale e Azevedo verde, embora tenha a certeza que nem isso o faria mudar a sua estratégia de ataque desenfreado ao FC Porto e de indiferença quanto ao Benfica que tanto apoio lhe tem valido por parte dos desesperados adeptos sportinguistas, mas que a breve prazo trará os mesmos resultados práticos que trouxe ao verdadeiro Vale e Azevedo. O Benfica parece-me, neste momento, o mais forte candidato ao título, não porque seja uma máquina de jogar futebol, mas porque não vislumbro qualquer mudança na equipa técnica do Porto que possa inverter este caminhar para o abismo que se está a tornar esta época. Domingo jogamos contra o quinto pior ataque e contra a quinta pior defesa do campeonato, mas já estou preparado para a conferência de imprensa de antevisão do treinador do Porto: "O adversário é fortíssimo. Empatou com o Benfica! Estamos borradinhos! Ainda por cima a relva é irregular e eles vão jogar em contra ataque". Esperar ouvir qualquer coisa como: "Somos o Porto e não estamos interessados em desculpas nem em quem é o adversário. Dê por onde der, vamos ganhar e mostrar que o campeonato só se decide na 30.ª jornada", é uma pura utopia. De qualquer forma, é sempre engraçado constatar que o pior FC Porto dos últimos 20 anos, consegue estar à frente do melhor Sporting dos últimos 10 anos e, ainda, pode vencer as três taças em que está inserido.


P.S. 1: Caros benfiquistas, muita calma com as euforias, as reservas e os olés nos finais dos jogos. O ano passado iam ganhar tudo e foi o que se viu. Em termos práticos, vocês só estão um ponto à nossa frente!!!


P.S. 2: Caros sportinguistas, sugiro que em termos de títulos e grandeza de clubes, avisem o vosso presidente para se meter com clubes do tamanho do clube que ele dirige. Clubes que nos últimos 5 anos só ganharam uma competição oficial, como por exemplo o Guimarães, o Braga e a Académica. Se ele quiser discutir com portistas, sugiro que o faça com o meu primo de 6 anos, que tem tantos títulos nacionais (5) festejados como ele.




segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

FC Porto 3-0 Paços de Ferreira: Vitória justa, resultado enganador

O FC Porto recebeu e venceu ontem à noite o Paços de Ferreira por três bolas a zero. A vitória do FC Porto não merece qualquer contestação, mas o resultado alcançado não traduz o que se passou dentro das quatro linhas. Se o resultado ao intervalo era tremendamente injusto para os homens da capital do móvel, uma vez que as duas melhores oportunidades de golo até pertenceram aos pacenses, já no final dos 90 minutos o resultado mais condizente com aquilo que se passou em campo seria a vitória dos azuis e brancos pela margem mínima.

O Dragão teve uma das mais fracas assistências de sempre em jogos do campeonato, facto a que não será alheia a qualidade de jogo apresentada pelos portistas e o temporal que se fez sentir na Invicta à hora de jogo. Os adeptos estão notoriamente desiludidos com as performances da equipa e assobiaram a equipa durante largos períodos de tempo. Pior do que perder ou jogar mal, é o facto de entrarmos em campo sem confiança e sem atitude. Apesar de não ser apologista da terapia do assobio, considero que os mesmos hoje foram mais do que merecidos, porque mais uma vez a equipa ficou muito aquém dos mínimos exigidos em larguíssimos períodos do jogo. Os valentes e fiéis adeptos que se deslocaram ao Dragão com tamanha intempérie não mereciam ter assistido a tão fraco desempenho (não nos podemos esquecer que defrontámos o penúltimo classificado e que o Paços de Ferreira trazia como cartão de visita a defesa mais batida do campeonato). Em jeito de comparação, enquanto que em Lisboa o derby não se realizou porque o forte vento danificava a fraca estrutura do nosso salão de festas, já no Porto, o fraco Paulo Fonseca prossegue impunemente com a destruição da forte equipa que herdou de Vítor Pereira e André Villas Boas.


Continuo sem conseguir encontrar explicações para a total ausência de organização da equipa em campo, para a constante falta de movimentação sem bola, para a manifesta falta de atitude da equipa nas primeiras partes, para a evidente incongruência táctica que é o duplo pivot defensivo, para a completa inexistência de uma voz de comando vinda do banco e para a anarquia em que se transformou a elaboração de uma lista de convocados e de um onze inicial.

Somos constantemente brindados com situações como as de hoje, nomeadamente: 

- Reyes passa de titular a não convocado;
- Maicon passa de titular a suplente de Reyes e depois a suplente de Abdoulaye;
- Abdoulaye, acabado de chegar de Guimarães (foi enviado para lá porque era o 5º central do plantel), é titular e passa à frente dos outros centrais;
- Defour tanto é titular como não calça ou nem é convocado;
- Ghilas vinha ganhando importância na equipa, passa de titular a suplente - acaba por entrar, resolver os quartos de final da taça, estreia-se a marcar e no jogo a 
seguir nem do banco sai;
- Josué tanto joga a 8 como a 10 como fica ao banco;
- Quaresma assume a marcação de todas as bolas paradas, mesmo quando Josué está em campo e tinha marcado um penalti decisivo contra o Marítimo (Quaresma assume os livres mesmo quando temos um fantástico especialista como Quintero em campo);
- Herrera salta entre o banco da equipa A, o banco da equipa B e a titularidade como se nada fosse.

Se a isto juntarmos ainda a titularidade de Otamendi na Luz depois de vários jogos no banco e a ausência do agora titular indiscutível Carlos Eduardo da convocatória e da equipa A durante meses, a única conclusão que posso tirar é que Paulo Fonseca dificilmente poderia estar mais perdido. Como se isto não fosse suficiente, Paulo Fonseca resolveu agora mandar recados para os adeptos, avisando-os que "não precisa de tarjas para saber o que é jogar à Porto". Como quase todas as semanas somos brindados com conferências de imprensa em que nos quer fazer acreditar que o Porto jogou muito bem e que foi "Porto" os 90 minutos, peço encarecidamente que no próximo jogo em vez de exibirem tarjas com mensagens, optem antes por oferecer a Paulo Fonseca um par de óculos e uns vídeos com jogos do FC Porto de antes da sua chegada (não precisamos de recuar a um passado muito distante), para que este finalmente possa ver o mesmo filme que os adeptos têm visto desde Setembro...

Quanto ao jogo de ontem, o FC Porto inaugurou o marcador por Quaresma à passagem dos 42m, na marcação de um penalti tão desnecessário como claro. Aliás, já outro tinha ficado por assinalar no início do jogo na sequência de uma bola parada cobrada por Quaresma. Quando se esperava que a segunda parte fosse diferente para melhor, quer porque para pior era difícil, quer porque o mais difícil estava feito, qual não é o meu espanto (nem sei porque é que ainda fico espantado...) quando percebi que me preparava para assistir a uma réplica dos primeiros 45m. O Dragão desesperava (não foi por acaso que previ um Paços de Ferreira A vs Paços de Ferreira B para este jogo) e brindava a equipa e o treinador com fortes coros de assobios. O jogo estava longe de estar ganho e o Paços de Ferreira espreitava o empate. Contudo, a 3m dos 90 surge o golo da tranquilidade, numa boa iniciativa de Licá pela esquerda, que com um cruzamente rasteiro e preciso encontrou Jackson Martinez ao segundo poste, tendo o colombiano se limitado a desviar a bola à saída do guarda redes contrário. A vitória já não fugiria aos azuis e branco, mas ainda houve tempo para o recém entrado Ricardo se estrear a marcar no campeonato na recarga a um remate puxado de Licá que o guarda redes defendeu para a frente.

Individualmente, gostei de Helton (muito seguro na baliza, evitou o golo pacense 2 vezes na primeira parte), gostei muito de Herrera (tem um futebol vertical e de progressão com a bola no pé que o distingue dos outros médios do plantel), Licá entrou bem e foi decisivo na parte final da partida. Abdoulaye fez um jogo interessante, com uma ou outra falha de pequena importância, mas não acusou a estreia como titular esta época e gostava de o ver a titular em Barcelos, mas com Paulo Fonseca nunca se sabe. Quem me garante que não ficará de fora dos 18 convocados?

Pela negativa poderia referir vários jogadores, mas destaco Alex Sandro, Danilo, Varela e Jackson Martinez, demasiado ausentes do jogo colectivo da equipa e com várias desatenções infantis, apesar de perceber que é difícil render o que se pode e sabe no meio da manta de retalhos que é a organização táctica da equipa.

Em conclusão, mais um jogo abaixo do mínimo exigível. Como salientei após o jogo do Estoril, a boa notícia foi termos ganho. A má notícia é que Paulo Fonseca continuará como treinador do FC Porto. O mais importante foi alcançado, já que era fulcral conquistar os três pontos em jornada de derby da segunda circular. Infelizmente continuo a achar que o desastre está ao virar da esquina, porque estas exibições não transmitem confiança para o futuro e fazem-nos pensar que qualquer Paços de Ferreira ou Gil Vicente desta vida pode bater o pé ao Dragão.  Espero estar enganado, mas não acredito...


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

FC Porto 2-1 Estoril: Valeu quase só pelo resultado

O FC Porto recebeu ontem no Dragão o Estoril e apurou-se para as meias finais da Taça de Portugal ao vencer por duas bolas a uma. Mais uma vez, a minha vontade de escrever sobre este jogo é quase nula. Quando eu achava que dificilmente seria difícil jogar pior do que nos dois jogos contra o Marítimo, eis que o FC Porto me surpreende e nos brinda com 65m/70m do mais fraco que há memória. Aproveitou-se o resultado e a passagem às meias finais e pouco mais.

Apesar de ter entrado bem no jogo e de termos encarado o jogo com a mentalidade certa nos primeiros 5m, a verdade é que a partir daí o Estoril tomou conta dos acontecimentos e manietou o FC Porto como bem entendeu. Evidentemente que a lesão de Carlos Eduardo não ajudou, mas não foi só por aí que os homens da linha passaram a dominar o jogo em todas as vertentes. Com o passar dos minutos, os estorilistas começaram a subir as suas linhas, a pressionar bem, a cortar linhas de passe a meio campo e atacar com critério e velocidade. Parecia que a equipa grande a jogar em casa equipava de amarelo e não de azul e branco. As ameaças à baliza de Fabiano multiplicavam-se e sentia-se que o golo adversário estava próximo. À passagem dos 20m, fífia do mexicano Reyes e Sebá surge isolado na área dos azuis e brancos, falhando o golo por muito pouco (Fabiano parece desviar a bola de raspão). Poucos minutos depois, é Babanco quem surge cara a cara com Fabiano (mais uma falha de Reyes...) e com classe e frieza inaugura o marcador. Os dragões não mostravam sinais de que podiam reagir e nas bancadas surgia uma tarja com a frase "Será que estamos a ser Porto?". A resposta é óbvia e só não vê quem não quer. Mais de 35m sem criar uma oportunidade de golo e sem rematar à baliza dão a resposta por mim a essa questão...


Perto do intervalo, e quando o Dragão já desesperava e reagia com assobios à vergonha a que assistia, surgiu o golo do empate por Quaresma, caído do céu e aos trambolhões, na sequência da única jogada de entendimento do ataque portista na primeira parte. Realço, aqui, mais um penalti não assinalado a favor do FC Porto, já que Jackson Martinez foi abalroado quando se preparava para rematar à baliza e antes da bola sobrar para Quaresma. Não gosto de tapar o sol com a peneira e desculpar-me com arbitragens, até porque o FC Porto realmente não joga nadinha, mas a verdade é que os árbitros também tudo têm feito para dificultar a nossa vida...

O golo poderia ter servido de tónico para uma segunda parte de qualidade, mas a reentrada em jogo deixou muito a desejar. Novamente apáticos e sem qualquer dinâmica, não criávamos perigo junto da baliza de Wagner. Varela substituiu o desasatrado Licá e o Estoril começou a baixar no terreno. As coisas melhoraram a partir dos 65m/70m de jogo (também por culpa da saída do defesa esquerdo do Estoril, o qual estava a secar Quaresma, e consequente entrada de Emídio Rafael...) e os Dragões começaram a colocar mais homens nas imediações da área adversária. Danilo ameaçou duas vezes e Jackson falhou o domínio quando estava na cara do guarda redes contrário (grande passe de Josué). Sentia-se, agora, que o FC Porto podia marcar e evitar o prolongamento. Paulo Fonseca lança Ghilas para a direita do ataque (não consigo compreender porque só agora experimentamos Ghilas nesta posição, já que durante meses muitos adeptos viam no argelino uma espécie de Derlei/Lisandro. Foi preciso chegar Quaresma e reaparecer Kelvin para tentar esta solução?) e mostra que não estava interessado nos adicionais 30m de jogo. Novamente perto do final da étapa complementar, Alex Sandro fura muito bem pela esquerda e cruza rasteiro ao segundo poste, onde surge Ghilas a encostar com convicção. Reviravolta no marcador consumada e encontro marcado com o Benfica na próxima fase da competição. Não me parece que o Porto tenha merecido ganhar pelo que fez no total dos 90m, sendo que, para mim, o mais justo teria sido o jogo prosseguir para o prolongamento, mas também já perdemos quando não merecíamos. É assim o futebol.

Boas notícias:
- Passagem às meias finais;
- Estreia de Ghilas a marcar; e
- Reviravolta no marcador (coisa rara esta época).

Más notícias:
- Afinal é possível fazer pior do que o que fizemos na Madeira (os primeiros 45m são elucidativos);
- Lesão de Carlos Eduardo;
- Reyes ainda está muito verde, apesar de lhe reconhecer potencial; e
- Vamos ter de aguentar Paulo Fonseca mais uns tempos.

Quanto aos destaques individuais:


- gostei de Herrera e do facto de Ghilas se ter estreado a marcar. Gostei dos laterais a atacar e sublinho a grande atitude, carácter e profissionalismo de Mangala, o qual optou por jogar, apesar do falecimento do seu pai.




- não gostei de Defour e Licá, muito inconsequentes e trapalhões, Jackson pareceu-me desconcentrado e desmotivado, Quaresma complicou muito (apesar de ter tentado levar a equipa para a frente) e Reyes está muito verdinho.

Segue-se o Paços de Ferreira para o campeonato. Vai ser engraçado ver o Paços de Ferreira A contra o Paços de Ferreira B. Espero que o Paços de Ferreira B, penúltimo classificado do campeonato, não surpreenda a equipa principal e que façamos a nossa obrigação, de preferência com uma exibição muito mais conseguida que as últimas três.










quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Taça de Portugal: antevisão FC Porto - Estoril

Coube-me a difícil missão de lançar os dados para este jogo do FCP referente aos quartos-de-final da taça de Portugal. A expressão “lançar os dados” não foi escolhida ao acaso, pois infelizmente nos tempos que correm, os jogos do Porto têm esta incomum característica de o resultado no final do jogo poder pender para qualquer uma das equipas.

Vimos de uma sequência de maus jogos, dois deles seguidos com o Marítimo - um foi ganho sem sabermos bem como, o outro foi perdido porque não jogamos absolutamente nada. O Porto ultimamente tem sido, basicamente, composto por um aglomerado de jogadores que não jogam como uma equipa, sem garra nem fio de jogo.

Se em tempos (muito recentes, isto não é uma aula de história!) as grandes características do Porto sempre foram a raça e a entreajuda, hoje em dia nunca sabemos bem com o que contar, porque a própria equipa parece estar com os níveis de confiança nos mínimos. É, portanto, com esta mão que nos apresentamos a jogo para os quartos da taça, contra um Estoril em forma que segue confortavelmente em 5º, sendo uma das equipas com um futebol mais agradável e consistente do campeonato. 
A juntar ao momento de forma do Estoril, há que contar com a centelha de esperança suplementar com que defrontam o Dragão, pois sabem que a nossa equipa está fragilizada e num dos piores registos de que há história. 

Assim, e apesar de estarmos num momento pouco habitual para nós, Portistas, o optimismo aumenta com o aproximar da hora do jogo e não há melhor forma de quebrar o enguiço do que com uma vitória robusta. Assim sendo, diria que o factor casa é a nossa grande vantagem se o público do Dragão se mostrar forte no apoio à equipa como tem feito apesar de os resultados serem paupérrimos. 

Não podendo apostar numa equipa na máxima força, sem Fernando no meio campo (que novela...), diria que aparte a saída do Polvo, poderemos contar com a presença de Fabiano na baliza e com a interessante entrada de Reyes para o eixo da defesa, ao lado da torre eiffel Mangala, isto se o Maicon não recuperar. O restante da equipa deverá ser mantida e, mal ou bem, parece ser a melhor opção por várias razões: ainda não temos uma estratégia ou fio de jogo suficientemente oleada que permita inserir várias peças diferentes, não podemos arriscar ficar de fora de uma competição importante - mas não muito, segundo o treinador Fonseca que diz estar focado no campeonato apesar de não parecer - e temos de acreditar que uma vitória possa empurrar a equipa para uma sequência de jogos à imagem do Porto no que resta do campeonato. 

Neste momento, todos os jogadores estão com um índice de confiança baixo, logo não espero jogadas de grande efeito ou pormenores individuais de relevo. O que seria de esperar e que eu espero em todos os jogos do Porto é uma entrega total em prol da camisola do Porto. Gostava que a equipa agisse mais em bloco, mais ligada e com espírito de entreajuda do que nos últimos tempos. Pressão alta, em vez de nenhuma que temos feito; mais dureza nos lances 1 para 1 e consecutivamente nas segundas bolas; rasgos de mestria pelos extremos e um Jackson menos perdulário. 


Do lado do treinador, gostava de ver exactamente o mesmo: mais energia no banco, mais ênfase no que tem de transmitir aos jogadores e menos conversa regada de ansiolíticos antes e depois dos jogos. Os jogos do Porto são todos para ganhar, seja a taça fajuta, a taça de Portugal, o campeonato ou jogos de preparação. Isto é que é ser Porto, é entrar de forma igual em qualquer jogo. 


Em jeito de premonição, aponto pelo menos para um golo do Quaresma (cedo) e outro do Jackson. Gostava de ver o Ghilas jogar mais minutos para que ele marque o golo de que tanto precisa para mostrar o futebol que tem escondido. Nota ainda para o Quintero, que no último jogo correu mais do que vinha mostrando nos jogos anteriores, talvez porque o resto da equipa tenha corrido menos, mas isso não interessa. O miúdo é craque de bola, só precisa de um treinador que lhe ensine o que é o futebol europeu. Mikel nos convocados.


Do outro lado está uma equipa bem montada, à espreita de aproveitar o momento frágil do Dragão. Deixo uma pergunta no ar: será que não podemos experimentar trocar de treinador com o Estoril?.. Eu, pessoalmente, estou de acordo com o Tiago e acho que nesta altura mudar seria positivo, porque não vejo nada de positivo na manutenção do Sr. Fonseca, apesar de considerar que o problema não é exclusivamente do treinador. Espero que ele me coloque em xeque amanhã e que o Porto faça uma boa exibição para podermos fazer o que melhor fazemos nas meias finais, se encontrarmos por lá o ---ica, se estes vencerem o Penafiel. Ganhar o jogo de amanhã para lançar o resto do campeonato e a liga europa que aí vem. Vamos Porto.

Crónica escrita por Miguel Coomans, um grande portista radicado em território inimigo, ao qual a gerência deste estaminé desde já muito agradece. As fotografias foram escolhidas por mim.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Marítimo 1-0 FC Porto: Um barco à deriva

Escrevo apenas agora sobre mais um desastre (anunciado) desportivo do FC Porto, porque honestamente a motivação para comentar os jogos dos dragões é tão grande como a qualidade de jogo apresentada pelos (des)comandados de Paulo Fonseca: nenhuma, portanto. Foi triste assistir a mais um espectáculo deprimente este fim de semana e constatar, mais uma vez, que com este treinador afinal é sempre possível fazer pior do que no jogo anterior e perceber que infelizmente ainda não batemos no fundo. Quer dizer, se calhar até já batemos no fundo e Paulo Fonseca aí chegado, optou por pegar numa pá e começar a cavar.


O Marítimo, com Heldon já transferido para o Sporting, com Sami e Ruben Ferreira no banco, com Salin e Fransérgio com pouco mais de uma semana de treinos e com alguns jogadores que iniciaram a época na equipa B, venceu, justamente, por 1-0. Podem dizer o que bem entenderem, podem dizer que há jogadores do FC Porto que não têm qualidade para representar o tri campeão nacional, que o Defour é mau e que o Josué só joga por ter feito parte dos super dragões, que o Varela não vale nada...mas ninguém me vai convencer que os nossos jogadores (jogadores, não equipa, porque isso não temos) não têm qualidade mais que suficiente para vencer os Marítimos, Académicas, Nacionais e Belenenses desta vida, porque isso é absolutamente falso. Ninguém espera um futebol de sonho ao nível do Bayern, City ou Barcelona, mas de certeza que também não se pode contentar com o que tem visto.


Dos onze jogadores que alinharam de início contra os insulares, tínhamos:
- Helton (internacional A pelo Brasil, venceu 1 copa américa, 1 liga europa, 7 campeonatos portugueses, 4 taças de portugal e 6 supertaças)
- Danilo (Internacional A pelo Brasil, 1 campeonato do mundo sub 20, vice campeão olímpico, 1 libertadores, 2 campeonatos portugueses)
- Mangala (Internacional A pela França,  2 campeonatos portugueses, 3 supertaças, 1 campeonato belga, 1 taça belga)
- Maicon (1 liga europa, 3 campeonatos portugueses, 2 taças de portugal e 5 supertaças)
- Alex Sandro (Internacional A pelo Brasil, 1 campeonato do mundo sub 20, vice campeão olímpico, 1 libertadores, 2 campeonatos portugueses,  2 supertaças portuguesas)
- Defour (Internacional A pela Bélgica, 2 campeonatos portugueses, 3 supertaças, 2 campeonatos belgas, 2 taças belgas)
- Josué (Internacional A por Portugal)
- Carlos Eduardo
- Varela (Internacional A por Portugal, 1 liga europa, 3 campeonatos portugueses, 2 taças de portugal e 5 supertaças)
- Jackson ( Internacional A pela Colombia, 2 campeonatos, 3 supertaças, 1 liga da colombia)
- Quaresma (Internacional A por Portugal, 1 Intercontinental, 1 liga dos campeões, 4 campeonatos portugueses, 2 taças de portugal, 3 supertaças, 2 ligas italianas, 1 taça de inglaterra).

Mas alguém tem dúvidas que com este onze qualquer treinador minimamente competente não teria dificuldades em preparar uma equipa capaz de jogar futebol? O plantel não é o melhor de sempre, mas chega e sobra para sermos muito melhores do que 90% das equipas da nossa liga. Falta é um treinador que coloque estes jogadores a jogar de uma forma que potencie as suas qualidades e esconda os seus defeitos. 7 meses depois do início da época, não há nada que se aproveite, a não ser o facto de apenas estarmos a quatro pontos da liderança, já que Benfica e Sporting também não são muito melhores. 


É necessário mudar já de treinador. Agora! Pior não pode ficar, portanto arriscamo-nos somente a que a situação melhore. Na pior das hipóteses, ficamos iguais, isto é, ficamos uma vergonha. Quarta jogamos com o Estoril e se nada for feito até lá, arriscamo-nos a ouvir no final do jogo alguma coisa como: "O Estoril é uma grande equipa. Nós jogámos à Porto, mas a relva não estava em condições. Entrámos com muitas cautelas, mas eles foram mais eficazes. É pena sairmos da taça, mas eles são os principais candidatos à vitória final. O Ghilas apenas entrou aos 85m porque estava a gostar daquilo que estava a ver e achei que era melhor não forçar muito o ataque".

P.S.: Após a entrevista de Pinto da Costa, afirmei que ia tentar não bater muito no treinador. Infelizmente, só aguentei três semanas. É impossível ficar calado depois das duas exibições que fizemos contra um Marítimo remendado que não ganhava um jogo há dois meses. Principalmente com as declarações no final dos jogos. Obrigado Mister, mas boa viagem. Só não vê, quem não quer. E vamos agradecer aos Benfica e Sporting ainda estarmos ligados às máquinas no campeonato...

P.S. 2: Este FC Porto está ao nível do FC Porto de Octávio Machado. À 17.ª jornada, o agricultor estava, também, em 3º a 4 pontos do primeiro. Esse incompetente tinha, ainda, sido apurado no grupo da Champions League, contra Juventus, Celtic e Rosenborg, um grupo que nada ficava a dever ao grupo deste ano. Sintomático, não?





sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ao intervalo

Depois de 30m vergonhosos e à imagem daquele que todos nós sabemos, o Porto melhorou um pouco. Mesmo assim, fizemos mais 45m patéticos e a quilómetros dos mínimos exigíveis.

Prevejo a entrada do Ghilas para o lugar do Defour ou Josué. Vamos ter jogo directo, 2 avançados, zero táctica, zero bola no chão a meio campo. Se tivermos atitude, apertamos com eles.

Se não tivermos atitude e sofrermos o segundo golo, vamos perder e não vamos acabar com 11.