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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

FC Porto 2-1 Estoril: Valeu quase só pelo resultado

O FC Porto recebeu ontem no Dragão o Estoril e apurou-se para as meias finais da Taça de Portugal ao vencer por duas bolas a uma. Mais uma vez, a minha vontade de escrever sobre este jogo é quase nula. Quando eu achava que dificilmente seria difícil jogar pior do que nos dois jogos contra o Marítimo, eis que o FC Porto me surpreende e nos brinda com 65m/70m do mais fraco que há memória. Aproveitou-se o resultado e a passagem às meias finais e pouco mais.

Apesar de ter entrado bem no jogo e de termos encarado o jogo com a mentalidade certa nos primeiros 5m, a verdade é que a partir daí o Estoril tomou conta dos acontecimentos e manietou o FC Porto como bem entendeu. Evidentemente que a lesão de Carlos Eduardo não ajudou, mas não foi só por aí que os homens da linha passaram a dominar o jogo em todas as vertentes. Com o passar dos minutos, os estorilistas começaram a subir as suas linhas, a pressionar bem, a cortar linhas de passe a meio campo e atacar com critério e velocidade. Parecia que a equipa grande a jogar em casa equipava de amarelo e não de azul e branco. As ameaças à baliza de Fabiano multiplicavam-se e sentia-se que o golo adversário estava próximo. À passagem dos 20m, fífia do mexicano Reyes e Sebá surge isolado na área dos azuis e brancos, falhando o golo por muito pouco (Fabiano parece desviar a bola de raspão). Poucos minutos depois, é Babanco quem surge cara a cara com Fabiano (mais uma falha de Reyes...) e com classe e frieza inaugura o marcador. Os dragões não mostravam sinais de que podiam reagir e nas bancadas surgia uma tarja com a frase "Será que estamos a ser Porto?". A resposta é óbvia e só não vê quem não quer. Mais de 35m sem criar uma oportunidade de golo e sem rematar à baliza dão a resposta por mim a essa questão...


Perto do intervalo, e quando o Dragão já desesperava e reagia com assobios à vergonha a que assistia, surgiu o golo do empate por Quaresma, caído do céu e aos trambolhões, na sequência da única jogada de entendimento do ataque portista na primeira parte. Realço, aqui, mais um penalti não assinalado a favor do FC Porto, já que Jackson Martinez foi abalroado quando se preparava para rematar à baliza e antes da bola sobrar para Quaresma. Não gosto de tapar o sol com a peneira e desculpar-me com arbitragens, até porque o FC Porto realmente não joga nadinha, mas a verdade é que os árbitros também tudo têm feito para dificultar a nossa vida...

O golo poderia ter servido de tónico para uma segunda parte de qualidade, mas a reentrada em jogo deixou muito a desejar. Novamente apáticos e sem qualquer dinâmica, não criávamos perigo junto da baliza de Wagner. Varela substituiu o desasatrado Licá e o Estoril começou a baixar no terreno. As coisas melhoraram a partir dos 65m/70m de jogo (também por culpa da saída do defesa esquerdo do Estoril, o qual estava a secar Quaresma, e consequente entrada de Emídio Rafael...) e os Dragões começaram a colocar mais homens nas imediações da área adversária. Danilo ameaçou duas vezes e Jackson falhou o domínio quando estava na cara do guarda redes contrário (grande passe de Josué). Sentia-se, agora, que o FC Porto podia marcar e evitar o prolongamento. Paulo Fonseca lança Ghilas para a direita do ataque (não consigo compreender porque só agora experimentamos Ghilas nesta posição, já que durante meses muitos adeptos viam no argelino uma espécie de Derlei/Lisandro. Foi preciso chegar Quaresma e reaparecer Kelvin para tentar esta solução?) e mostra que não estava interessado nos adicionais 30m de jogo. Novamente perto do final da étapa complementar, Alex Sandro fura muito bem pela esquerda e cruza rasteiro ao segundo poste, onde surge Ghilas a encostar com convicção. Reviravolta no marcador consumada e encontro marcado com o Benfica na próxima fase da competição. Não me parece que o Porto tenha merecido ganhar pelo que fez no total dos 90m, sendo que, para mim, o mais justo teria sido o jogo prosseguir para o prolongamento, mas também já perdemos quando não merecíamos. É assim o futebol.

Boas notícias:
- Passagem às meias finais;
- Estreia de Ghilas a marcar; e
- Reviravolta no marcador (coisa rara esta época).

Más notícias:
- Afinal é possível fazer pior do que o que fizemos na Madeira (os primeiros 45m são elucidativos);
- Lesão de Carlos Eduardo;
- Reyes ainda está muito verde, apesar de lhe reconhecer potencial; e
- Vamos ter de aguentar Paulo Fonseca mais uns tempos.

Quanto aos destaques individuais:


- gostei de Herrera e do facto de Ghilas se ter estreado a marcar. Gostei dos laterais a atacar e sublinho a grande atitude, carácter e profissionalismo de Mangala, o qual optou por jogar, apesar do falecimento do seu pai.




- não gostei de Defour e Licá, muito inconsequentes e trapalhões, Jackson pareceu-me desconcentrado e desmotivado, Quaresma complicou muito (apesar de ter tentado levar a equipa para a frente) e Reyes está muito verdinho.

Segue-se o Paços de Ferreira para o campeonato. Vai ser engraçado ver o Paços de Ferreira A contra o Paços de Ferreira B. Espero que o Paços de Ferreira B, penúltimo classificado do campeonato, não surpreenda a equipa principal e que façamos a nossa obrigação, de preferência com uma exibição muito mais conseguida que as últimas três.










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