Azul e Branco

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quinta-feira, 6 de março de 2014

Afinal não atirámos a toalha ao chão! Bem vindo Luís Castro

Peço desculpa aos leitores deste estaminé pela ausência de crónicas nos últimos dias e por não ter feito o habitual post de análise ao último jogo do FC Porto, mas faltou me um pouco de tempo e de força de vontade para escrever. Fica, então, aqui um pequeno apontamento sobre os recentes acontecimentos.

No Domingo, o FC Porto deslocou-se a Guimarães e empatou a 2 com o Vitória local. Apesar de ter chegado rapidamente a uma vantagem de dois golos e de ter apresentado na primeira parte um ataque mais inspirado do que aquele que temos visto esta época (nota muito positiva para a estreia a titular de Ghilas no campeonato), a verdade é que os principais problemas da equipa não só não desapareceram, como ainda foram mais evidentes do que até então.


Defensivamente, o FC Porto de Paulo Fonseca não existia, já que o meio campo não pressionava com eficácia e permitia que os adversários recebessem a bola constantemente entre linhas. A defesa ficava constantemente exposta a situações de igualdade numérica, sendo que para piorar as coisas o momento de forma e confiança de todos os elementos da defesa é ridículo, o que proporcionava o aparecimento de erros individuais que se pagaram demasiado caro em alta competição.

Foi sem surpresa que o Vitória recuperou da desvantagem de dois golos e que partiu em busca da reviravolta no marcador, tendo ficado muito perto de o conseguir. A segunda parte dos dragões foi confrangedora e a entrada de Jackson em claras dificuldades físicas foi simplesmente triste. Perto do final, o Vitória ficou a centímetros do terceiro golo, o que talvez fosse um prémio justo para os vimaranenses e ao mesmo tempo um castigo demasiado pesado para os azuis e brancos.

No final do jogo, Paulo Fonseca admitiu que a exibição fora pobre e desinspirada, não conseguindo encontrar explicações para o que acontecera. Pela primeira vez esta época, o treinador tinha visto o mesmo jogo que os adeptos e colocou em causa os jogadores. Demasiado tarde, como se confirmou hoje. Paulo Fonseca atirava assim a toalha ao chão e era uma questão de tempo até que fosse afastado da direcção da equipa. Ao terceiro pedido de demissão, Pinto da Costa finalmente acedeu a deixar cair o treinador. Três meses mais tarde do que aquilo que se impunha, mas ainda assim a tempo de conquistar muita coisa esta época. Taça da Liga, Taça de Portugal, ir longe na Liga Europa e recuperar o 2º lugar são objectivos que ficam mais próximos com esta mudança, a qual demonstra que no FC Porto nunca se deita a toalha ao chão e que se luta até ao final. Mantenho o que defendia em Dezembro: mudar de treinador não significa desistir, significa sim mudar o que está mal por forma a ter mais hipóteses de vencer.


Quanto a Luís Castro, devo dizer que concordo com a sua escolha. Não porque seja um conhecedor das qualidades e defeitos do ex treinador da equipa B, mas porque sou da opinião que era necessário alguém de dentro da estrutura para fazer a transição até à chegada de um novo treinador (não acredito que Marco Silva assine pelo FC Porto para a semana), verifique-se essa chegada brevemente ou apenas em Junho. Aparentemente, o seu trabalho na equipa B foi valoroso e conseguiu pôr a equipa no primeiro lugar de uma liga extremamente competitiva e difícil. Vamos ver agora como lhe corre este enorme salto. Honestamente, espero que ajude a recuperar a confiança de alguns jogadores (que diga-se de passagem está de rastos) e que traga para a equipa jogadores como Quintero, Reyes ou Defour e que mantenha a aposta em Ghilas. Se possível, mais para o final da época, gostava ainda de ver alguns jogadores da B terem uma oportunidade na A (Gonçalo Paciência, Rafa, Tozé ou Pedro Moreira). Espero que ponha ordem no balneário e que de uma vez por todas acabe com o kamikaze táctico que é o duplo pivot de meio campo. Confio também que o ambiente no Dragão vai ser muito diferente depois desta mudança de treinador e que os jogadores não vão entrar em campo com a mesma pressão que sentiram no últimos tempos. Não espero milagres, mas acredito cegamente em melhorias na qualidade de jogo. VAMOS PORTO!


P.S.: Será que o Sporting vai apresentar queixa na Liga relativamente ao atraso de três meses do FC Porto quanto à mudança de treinador?

P.S. 2: Não tenho nem tinha nada contra o ex treinador do FC Porto em termos pessoais ou profissionais. Pareceu-me sempre uma pessoa séria e dedicada e que teve vontade de defender o clube tão bem quanto sabia. Infelizmente, não o conseguiu. Não acredito que para já tenha (e dificilmente acredito que venha a ter) qualidade suficiente para treinar um clube desta dimensão, mas teve a frontalidade e a dignidade de perceber desde cedo que fazia parte do problema e colocou o seu lugar à disposição. Respeito-o o por isso.

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