Porto Bayern

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sexta-feira, 14 de março de 2014

FC Porto 1 - 0 Nápoles: Ao intervalo, estamos na frente! Quem diria...

Se há quinze dias atrás (com Paulo Fonseca, portanto) me dissessem que a nossa primeira vitória europeia da temporada iria ser contra uma das 2 ou 3 melhores equipas italianas da actualidade (com um plantel recheado de estrelas mundiais e com um treinador experiente e habituado às lides europeias), depois de não termos sequer ganho ao Eintracht de Frankfurt e ao Áustria de Viena, eu ter-lhes-ia respondido que deixassem as drogas e o álcool e que apenas íamos jogar para não perder... No entanto, depois da substituição do treinador e da alteração do modelo de jogo por nós utilizado, os meus níveis de confiança aumentaram bastante e passei a acreditar na obtenção de um resultado positivo (ganhar sem sofrer golos em provas a duas mãos é sempre um excelente resultado). O que se veio a verificar, felizmente! 



Na crónica ao jogo do Arouca para o campeonato, referi que os 3 jogos que se seguiriam seriam jogos de tripla e que acredito que a equipa está agora muito mais perto de discutir a vitória em todos os jogos que disputa. O jogo de ontem deu-me razão. Se é verdade que o Nápoles podia ter marcado por mais do que uma vez, não menos verdade é que na primeira parte só deu Porto e que o resultado ao intervalo não espelhava aquilo que se passou dentro das quatro linhas, até porque tivemos um golo limpo injustamente invalidado e porque Reina tirou um golo feito a Jackson Martinez com uma defesa absolutamente fantástica.


Na segunda parte (que eu só vi à noite depois de saber o resultado do jogo e que me poupou alguns anos de vida), os napolitanos equilibraram o jogo e dividiram as oportunidades de golo com os dragões. Helton esteve em grande destaque, salvando a equipa em duas ou três ocasiões. Na melhor altura do Nápoles, surgiu o golo do FC Porto, numa remate forte e colocado de Jackson Martinez após um ressalto na área italiana na sequência de um canto. A equipa serenou e o treinador fez entrar Quintero e Ghilas para os lugares de Carlos Eduardo e Varela (gostei muito destas alterações, principalmente pelo sinal que deu aos jogadores!!). Até ao final, destaque para uma bola de Quintero que não entrou por milagre e para uma bola salva em cima da linha por Maicon na baliza do FC Porto. Penso que a vitória do Porto não merece contestação, se bem que o resultado não espelha o que se passou no terreno de jogo. Talvez o 2-1 espelhasse de uma forma mais correcta a produção das duas equipas... Existem, ainda, aspectos a melhorar, mas continuo a pensar que esta táctica potencia de uma forma muito mais eficaz as características e qualidades de vários jogadores do Porto (os casos de Defour e Fernando são paradigmáticos). Se conseguirmos subir os níveis de confiança dos defesas (principalmente os centrais) e melhorar a eficácia do último passe e finalização, penso que temos tudo para fazer uma ponta final de época que orgulhe os adeptos. Seria, também, importante manter os níveis de pressão à saída da área adversária durante um maior período de tempo, mas isso dificilmente será exequível nesta altura da temporada.


Em termos individuais, gostei muito (mais uma vez) da exibição de Defour, de Quaresma (assim sim!), de Helton (já tinha saudades de um jogo europeu sem golos sofridos e em que fez a diferença, tendo apenas de ter mais cuidado a jogar com os pés) e de Danilo (está a subir de forma!).


Pela negativa, e apesar do esforço e entrega de todos os jogadores, destaco Varela (muito apagado, apesar de ter ajudado a defender) e Mangala (duas falhas que podiam ter custado caro). 


Uma nota também para Jackson Martinez. Anda desinspirado e sem confiança, mas tem trabalhado muito e marcou o golo do triunfo. Que sirva para ganhar moral para as difíceis batalhas que se seguem! Vai facturar em Alvalade!


Ao intervalo, estamos na frente. Vamos a Itália com a certeza de que podemos discutir a eliminatória e que temos uma palavra importante a dizer. Se jogarmos como ontem e formos um pouco mais consistentes na defesa, acredito que seguiremos em frente! 


P.S.: Continuo a ouvir muitos adversários dizerem que não notam diferenças entre este novo FC Porto e o FC Porto de Paulo Fonseca. Bom sinal. Quando menos esperarem, pode ser que já seja tarde demais. Domingo à noite conversamos, estou cada vez mais confiante e com esperança num bom resultado contra os homens presididos pelo Bruno da Lágrima.


P.S. 2: Gosto muito disto e disto. Podemos até não ganhar, mas ao Porto exige-se jogar para ganhar! O tempo das cautelas e de jogar para o empate em Alvalade já lá vai!


1 comentário:


  1. até o Sol brilha alto! :D
    a Primavera chegou mais cedo ao Dragão. será que o "vale e azevedo verde" também se vai queixar por este nosso momento?

    abr@ço
    Miguel | Tomo II

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