Azul e Branco

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

FC Porto 2-0 Maccabi: Prova superada com tranquilidade

Os Azuis e Brancos receberam hoje o Maccabi Tel Aviv em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga dos Campeões sabendo que o duplo embate com os israelitas vai ditar, muito provavelmente, o futuro da equipa na prova. Somando seis pontos (ou talvez apenas 4) nestes dois encontros, as portas dos oitavos de final ficam escancaradas. Perdendo um dos dois jogos, as contas complicam-se e fica tudo por decidir em Stamford Bridge na sexta e última jornada. Para já, prova superada e com nota positiva!
Em busca da vigésima vitória seguida no Estádio do Dragão, e com a oportunidade de ultrapassar a marca de José Mourinho ao leme dos Portistas, Lopetegui fez entrar um 11 sem surpresas e que contou com os regressos de Maxi Pereira, Marcano, André André, Brahimi, Corona, Aboubakar e do capitão Rúben Neves (e que orgulho sentem todos os Portistas ao verem a braçadeira de capitão no braço de um dos "seus"! que satisfação sentem ao ver um puto da escolas do Olival bater o record de jogador mais jovem de sempre a capitanear uma equipa na fase de grupos da Liga dos Campeões!). 
Depois de uma primeira meia hora em que os jogadores ligaram o complicómetro e na qual o Maccabi foi causando alguns calafrios junto à área de Casillas, o FC Porto chegou à vantagem na segunda grande oportunidade de golo de que dispôs, com Layun a encontrar Aboubakar ao segundo poste e com este a cabecear forte contra o guarda redes adversário fazendo a bola ressaltar para o fundo das redes.

O golo teve o condão de soltar os jogadores Azuis e Brancos e obrigou os israelitas a abrir alguns espaços na sua organização defensiva e a subir um pouco as suas linhas. Foi, aliás, numa recuperação de bola a meio campo e numa rápida transição defesa ataque que o FC Porto dilatou a vantagem no marcador: Aboubakar não se deixou cair, aguentou as cargas dos opositores e de seguida abriu a defensiva contrária com um passe no momento exacto, digno de um experiente organizador de jogo, e que deixou Brahimi cara a cara com o guarda redes do Maccabi. O argelino não perdoou e à passagem dos 40 minutos sentenciava o jogo. Pode parecer estranha a afirmação, mas a verdade é mesmo esta. Atendendo ao estilo de jogo do FC Porto e à sua superior qualidade, a partir do momento em que os Portistas se apanharam a vencer por dois golos de diferença, nunca mais o Maccabi teve hipóteses de discutir o jogo!
Dito isto, nota positiva, então, para o grande aproveitamento do FC Porto nesta primeira parte. Já se sabe que na Liga dos Campeões não há jantares grátis (lembram-se do Bate Borisov, do facto dos bielorrussos serem a pior equipa do mundo e de que ganhar-lhes 6-0 era o mínimo exigido? Pois, a Roma que o diga!) e que todas as vitórias dão trabalho, principalmente em noites de pouca inspiração. Nesses casos é necessário não vacilar nas poucos oportunidades de golo que se criam e o "killer instinct" tão referido pelo saudoso Bobby Robson tem de vir ao de cima. Foi o que vimos na noite de hoje: 3 oportunidades nos primeiros 45m, 2 golos, jogo resolvido, pensamento no campeonato.

A segunda parte não trouxe grandes motivos de interesse, tirando uma perdida incrível de Martins Indi na pequena área e alguns remates de longa distância dos israelitas. Lopetegui terá pensado (e bem!) que o mais importante era a vitória e não desgastar a equipa para o dificilimo embate de domingo frente ao Braga e os jogadores limitaram-se a controlar o jogo até final e a gerir a sua condição física (nota apenas para os sprints que Maxi Pereira ainda fazia junto da área adversária perto do minuto 90 - o homem tem pilhas duracell!).
Em termos individuais, não vejo ninguém que mereça especial destaque, pelo que apenas deixo uma menção honrosa para Aboubakar, Brahimi e Maxi Pereira. Pela negativa, referência para a primeira meia hora da equipa e pela insistência em abdicar do corredor central para jogar. Ao contrário do que vimos contra o Chelsea, o corredor central só é utilizado para efectuar passes entre os centrais e a equipa continua a não querer fazer passes verticais que queimam linhas adversárias e que deixam os nossos jogadores enquadrados dentro do bloco contrário.

Com a vitória de hoje, o FC Porto passa a somar 7 pontos e está isolado no primeiro lugar do grupo, seguido pelo Dinamo de Kiev com 5 pontos e pelo Chelsea com 4. Os mínimos olímpicos (se é que se pode caracterizar a ida à Liga Europa desta forma) estão quase matematicamente garantidos sendo que uma vitória em Israel se traduzirá praticamente no apuramento para os oitavos de final, e com óptimas perspectivas de o fazermos como primeiros classificados do grupo.

PS: Infelizmente, a vida profissional (e o computador pessoal avariado...) não me tem deixado escrever com a frequência e qualidade que gostaria. O blog tem estado um pouco ao abandono e o facebook com pouca actividade. Não prometo que isso mudará no futuro próximo, mas de qualquer forma tentarei continuar a escrever sempre que conseguir, até porque hoje voltei à minha cadeira de sonho, voltei a ter lugar anual no nosso Estádio e quero poder transmitir-vos e relatar-vos na primeira pessoa as grandes conquistas que teremos este ano.



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Antevisão FC Porto vs Chelsea + Liga Fantasy UCL

O FC Porto recebe amanhã o campeão inglês em jogo a contar para a 2ª jornada do grupo G da Uefa Champions League. Será certamente um jogo muitíssimo complicado, em que o Chelsea, apesar da má forma na Premier League (não que o FC Porto esteja a atravessar um momento brilhante, mas os comandados de José Mourinho estão a ter um início de época desastroso), continua a ter de ser considerado favorito. Uma equipa que conta no seu plantel com jogadores como Hazard, Fabregas, Matic, Pedro, Willian ou até Diego Costa parte sempre em vantagem, a não ser que o adversário se chame Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique.

Quer isto dizer que os Dragões se vão limitar a defender e a rezar por um empate? Nem pouco mais ou menos! O FC Porto, que hoje está de parabéns pelo seu 122º aniversário, já demonstrou dezenas e dezenas de vezes que pode bater o pé aos gigantes europeus e discutir o jogo taco a taco no seu estádio contra qualquer colosso que lhe surja pela frente, como tão bem se viu o ano passado na recepção aos bávaros ou no jogo do vídeo aqui em cima! Para isso, é necessário termos um FC Porto que não se intimide (espera-se casa cheia no Dragão e espera-se que seja para apoiar a equipa pelo menos durante os 90m), que não entregue a bola de forma gratuita ao meio campo da equipa londrina, que seja aguerrido e concentrado na defesa e objectivo e eficaz no ataque. É possível vencer o Chelsea e é com esse intuito que devemos entrar em campo, mas sabendo que o empate acaba por ser um resultado que abre boas perspectivas de passagem aos oitavos de final.

Em relação à última partida frente ao Moreirense, Lopetegui fez três alterações à lista de convocados: saíram Varela e Herrera (boa decisão! o mexicano está a precisar de umas semanas de fora para "refrescar ideias") e entraram Sérgio Oliveira, Evandro e Bueno. Acredito que Lopetegui já terá o seu 11 inicial mais que definido, mas não é facil adivinhar o que lhe vai na cabeça. Imagino que jogaremos com mais gente no meio campo do que o habitual (será que Bueno aparece como surpresa no onze?) e que Brahimi e Aboubakar estarão também alinhados no centro do terreno a ouvir o hino da Champions. Do lado do Chelsea, para além de Courtois, não há baixas de vulto, apenas existindo a dúvida se Falcao estará entre os eleitos de Mourinho ou não. Temos, assim, um grande jogo em perspectiva!

Ainda em relação à UEFA Champions League, o Pé que está mais à mão quer perceber se conheces a maior competição de clubes do mundo ao pormenor e lança-te o desafio de participar na Liga da Fantasy do estaminé!

Aqui fica o link - http://en.uclfantasy.uefa.com/championsleague/  -  para aderires à liga é só introduzir o pin / código 8023392



PS: Mourinho a falar bem do FC Porto?? Os Deuses devem estar loucos (desculpa Miguel ;) )

sábado, 26 de setembro de 2015

Moreirense 2-2 FC Porto: A jogar assim não vamos a lado nenhum

Ao sexto jogo para o campeonato, o FC Porto já leva 4 pontos perdidos. Se continuarmos a perder pontos a este ritmo vamos acabar a temporada com 22 ou 23 pontos desperdiçados e a rezar para que Benfica e Sporting sejam igualmente incompetentes para podermos sonhar com o título. 

E o mais preocupante nem é o facto de já termos empatado dois jogos dos seis disputados. O que preocupa é que a equipa continua a apostar num modelo de jogo previsível, fácil de anular e totalmente ultrapassado. A opção por um futebol que apenas pretende utilizar as faixas laterais do terreno de jogo (abdicando declaradamente do corredor central), que unicamente visa ter bola em zonas do campo que não infligem dano aos adversários e que vive de rasgos individuais e esporádicos dos seus melhores jogadores não augura nada de bom para os desafios que vamos encontrar este ano.

Se o ano passado o modelo de jogo proporcionou momentos de bom futebol, quer porque não era conhecido de trás para a frente por todos os oponentes, quer porque dispúnhamos de jogadores que encaixavam bem no mesmo (por muito interessante que Maxi seja, Danilo é de outro campeonato; Layun não tem nem nunca terá a capacidade de defender ou qualidade de passe de Alex Sandro; Oliver era exímio nas mudanças de flanco de jogo e a jogar à frente do meio campo e Jackson Martinez segura a bola como ningúem e disfarçava a falta de jogo pela zona central), já este ano o mesmo não se verifica e já é tempo de percebermos que há muita coisa que precisa de ser mudada.


Quanto ao jogo em si, não tenho muito vontade de me alongar em comentários. Lopetegui promoveu (e bem, já que tirando o mexicano, todos os nossos habituais suplentes são ou têm obrigação de ser muito superiores a qualquer jogador do Moreirense) alterações no 11 titular e lançou Danilo, Herrera e Osvaldo para os lugares de Rúben Neves, Imbula e Aboubakar. A primeira parte foi mais uma vez muita fraca e, tirando o golaço de Maicon na marcação de um livre directo, apenas estivemos perto de marcar num remate cruzado de Osvaldo. Muito, muito pouco para quem estava a jogar contra uma das equipas mais fracas da liga.


Na segunda parte, e em vantagem no marcador, esperava-se um FC Porto diferente para melhor e que fosse capaz de matar o jogo rapidamente. Puro engano. O início da segunda parte conseguiu ser ainda pior do que aquilo que tínhamos visto na primeira parte e acabámos por sofrer um golo em que toda a defesa fica muito mal na fotografia (com destaque para Maicon).

Lopetegui começou a mexer na equipa e colocou Tello lugar do inenarrável Herrera (joga por decreto? ou porque tem de ser vendido?), passando Corona para as costas de Osvaldo, posição em que espero que volte a jogar mais vezes. A equipa melhorou, apertou o Moreirense e as oportunidades começaram a surgir. Ainda com um empate a 1 no marcador, o treinador espanhol pôs a carne toda no marcador (bem, novamente) e fez entrar Aboubakar para o lugar de Marcano. O golo surgiria pouco depois com Corona a finalizar dentro da área de pé esquerdo após ganhar um ressalto à defesa contrária. Em resumo, só conseguimos encostar o adversário às cordas quando começámos a jogar sem qualquer organização táctica (uma espécie de 3-5-2 nunca antes visto) e quando apostámos na garra e no jogar com o coração, o que, infelizmente, diz muito da ineficácia do nosso modelo de jogo original.

Em vantagem pela segunda vez no marcador, os Portistas conseguiram a proeza de se deixarem empatar de novo, já que depois do golo do mexicano, a equipa (à imagem do jogo de Kiev) abdicou de jogar e recuou em bloco para trás da linha da bola. Indicações de Lopetegui ou instinto colectivo? Quero acreditar que tenha sido a segunda hipótese, uma vez que seria impensável algum treinador fazer a equipa recuar em bloco e abdicar de ter a bola nos instantes finais do jogo  contra um adversário deste calibre...

As coisas estão complicadas e está na altura de dar um murro na mesa e alterar tudo aquilo que repetidamente continuamos a fazer mal. Em seis jornadas de campeonato, já assistimos a três jogos horríveis (Marítimo, Estoril e Moreirense), a um jogo em que não deslumbrámos (Arouca) e a um jogo em que só jogámos 45m (Benfica). Continuo a acreditar que podemos fazê-lo com Lopetegui, mas os seus créditos estão a diminuir à mesma velocidade que a tolerância dos adeptos se desvanece. Que oportunidade desperdiçada de colocar pressão nos rivais da segunda circular, principalmente quando o derbi entre eles se aproxima!




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FC Porto 1-0 Benfica: quando as segundas feiras custam muito menos!

Já tinha saudades de uma vitória importante sobre o Benfica para o campeonato!! Desde o famoso K92 que não sentia a alegria de uma vitória significativa sobre o nosso principal rival (o derradeiro jogo da época 2013-2014 não entra, para mim, nestas contas) e o momento de inspiração de Varela e André André permitiu-me ter uma segunda feira em que nem 12 horas de labuta me tiraram o sorriso na cara! E como já sabemos que candeia que vai à frente alumia duas vezes, não podemos desperdiçar este momento, corrigindo o que ainda não está bem e vencendo com imponência já esta sexta em Moreira de Cónegos.

Mas vamos ao jogo!



Lopetegui lançou o 11 mais pedido pelos adeptos. Casillas na baliza; Maxi, Maicon, Marcano e Layun formaram o quarteto defensivo esperado; meio campo com Rúben Neves, Imbula e André André; e um trio de ataque formado por Corona, Brahimi e Aboubakar. Um 4-3-3 no papel mas que na prática se revelou um 4-4-2, já que André André jogou muito encostado à linha do lado direito e Corona se posicionou demasiado perto de Aboubakar no centro do ataque. 


Infelizmente para os azuis e brancos, a nuance táctica não resultou. Nem Corona se entendeu bem com Aboubakar no ataque, nem tão pouco Imbula e Rúben Neves se complementaram no centro do terreno e na tarefa de organizar a saída de jogo dos dragões, o que não permitiu que André André tivesse bola para levar a equipa para a frente. 

Uma salgalhada táctica que teve como condão deixar o Benfica respirar e permitiu aos encarnados discutir o jogo nos primeiros 45 minutos, apesar de apenas terem ameaçado as redes de azuis e brancas através da marcação de bolas paradas (Mister, marcação ao homem contra uma equipa tão forte nos cantos e livres laterais? a rever! Valeu-nos a inspiração de Casillas).  Ao intervalo, o resultado aceitava-se, mas a haver alguma equipa na frente do marcador, essa equipa teria de ser o Benfica, já que o FC Porto simplesmente não existiu (o link para o vídeo que aqui deixo demonstra bem aquilo que foi o jogo dos Dragões na primeira parte e é elucidativo no que diz respeito à recorrente falta de jogo interior da equipa que teima em usar apenas os corredores laterais para atacar).

Lopetegui sentiu que as coisas tinham de mudar, teve a humildade de reconhecer que a estratégia não estava a resultar e teve a arte e o engenho de reposicionar a equipa para não mais permitir quaisquer veleidades ao adversário, acertando ainda em cheio nas substituições que viria a fazer!

André André deixou de estar tão encostado à linha, passando a chamar a si uma boa parte da organização ofensiva da equipa e Corona tentou alargar o jogo na frente transformando o 4-4-2 da primeira parte num 4-3-3 mais ofensivo e dinâmico. O jogo dos Dragões melhorou substancialmente e logo nos instantes iniciais a equipa da casa podia ter inaugurado o marcador num lance em que Aboubakar cabeceou ao poste após um centro bem medido de André André.

O FC Porto estava mais forte e foi a única equipa a querer vencer o jogo. Aboubakar teve por duas vezes o golo nos pés na mesma jogada (novo passe sublime de André André no corredor central) acabando apenas por pecar na pontaria. O nosso Rei Bakar talvez pudesse ter caído quando sentiu o toque de Luisão, mas ao contrário do ponta de lança adversário, o nosso goleador não é piscineiro ou fiteiro e não se aproveitou da entrada a destempo do capitão encarnado.


O Dragão acreditava mas o tempo começava a escassear. Quando muitos pensavam que a equipa podia começar a acusar o desgaste da deslocação à Ucrânia na quarta feira, até porque o Benfica tinha defrontado um grupo de solteiros e casados na terça (caro Rui Gomes da Silva, o FC Porto mostrou melhores índices físicos que o Benfica? Naturalmente, o FC Porto fez uma pre temporada durinha e não andou a passear nas Américas!), a verdade é que os jogadores fizeram das tripas coração e sonharam que era possível vencer o clássico! E quando só uma equipa sonha e acredita que pode vencer, o mais normal é que isso venha a acontecer!

Bola recuperada no meio campo, Brahimi finalmente (!) a soltar a bola no momento exacto para Varela no corredor central e o Drogba da Caparica a fazer uma assistência primorosa para o MVP André André bater Júlio César com classe num remate seco e colocado à entrada da área. Explosão de alegria para os mais de 50 mil espectadores que encheram o Dragão que sentiam que a vitória não podia agora escapar!

Até ao final, e ao contrário do desvario de Kiev, a equipa soube segurar a bola nos instantes finais e deixou o tempo escoar até ao apito final de Artur Soares Dias. Os Dragões somam três pontos difíceis e sofridos, mas inteiramente justos. Sem deslumbrar, a verdade é que a exibição na segunda parte fez por merecer o desfecho final do marcador e castigou um Benfica que não teve a sorte que lhe caiu do céu na época passada neste mesmo estádio ou até em Alvalade. Desta vez quem jogou para empatar, acabou por perder (obrigado Rui Vitória pela saída do Jonas e pela entrada do Talisca!). E que bem que isso me soube!


PS: Artur Soares Dias teve uma arbitragem fraca no capítulo disciplinar. Maxi e André Almeida mereciam ter ido para o balneário mais cedo. No caso do uruguaio, isso não é surpresa nenhuma para a gerência deste estaminé. Maxi está igual a si próprio, igual ao que sempre foi. Um jogador interessante, cheio de garra e espírito de sacrifício. Mas que invariavelmente abusa e comete faltas desnecessárias. Foi assim no Benfica durante 8 anos. 8 épocas em que repetidamente escapava às expulsões. Vamos ver se será assim no FC Porto. Pelo andar da carruagem, não me parece que vá ter essa sorte, até porque em 5 jogos já viu 4 amarelos. No entanto não deixa de ser engraçado ver tantos adeptos adversários a acordar e a perceber que o Maxi afinal é caceteiro. Ele há coisas!




Nota final: infelizmente, e por razões profissionais, não tem sido possível actualizar o blog e a página de facebook com a frequência desejada! A ver se as coisas voltam ao normal rapidamente!








domingo, 30 de agosto de 2015

FC Porto 2-0 Estoril: só se aproveitou o resultado

O FC Porto recebeu e venceu ontem ao final da tarde o Estoril por duas bolas a zero, terminando assim a 3ª jornada do campeonato no primeiro lugar da classificação (em igualdade pontual com o Sporting e com o Arouca, nosso próximo adversário... em Arouca, ao contrário de outros). Olhando para o copo meio cheio, podíamos dizer que ninguém fez melhor que nós até ao momento, que marcámos 6 golos e só sofremos 1, que temos um dos melhores marcadores do campeonato e que estamos no lugar onde pretendemos terminar. Mas, infelizmente e neste momento, a minha percepção daquilo que se tem passado leva-me a concluir que o copo está antes meio vazio. À excepção do jogo com o Guimarães, e incluindo os jogos do defeso, parece-me que a equipa tem vindo a jogar mal, que os erros do ano passado teimam em repetir-se e que temos muitos jogadores ainda muito longe dos níveis de rendimento mínimos exigíveis (mesmo tendo em conta a fase da época em que nos encontramos). Mas vamos lá ao jogo...

Lopetegui optou por lançar de início uma equipa com Martins Indi na vez de Cissokho no lado esquerdo da defesa e com Tello na vez de Herrera, sendo que o espanhol jogou colado à linha e que o Brahimi passou da faixa para o centro do terreno. Uma espécie de 4-2-3-1, portanto. Inicialmente, a sensação que ficou foi a de que a táctica poderia funcionar. A equipa entrou bem e inaugurou o marcador logo à passagem do sexto minuto, com Maxi a combinar bem com Brahimi e o argelino a oferecer o golo de bandeja a Aboubakar que não perdoou. No entanto, o Estoril rapidamente percebeu a estratégia dos azuis e brancos para a partida de ontem e acertou agulhas no sentido de dificultar a vida a Lopetegui e aos seus jogadores.

Pois bem, a verdade é que o Estoril, à imagem do quehavia feito há quinze dias na Luz, ficou por cima no jogo e mostrou as razões pelas quais acredito que se transformará numa das principais sensações do campeonato. Fabiano Soares (treinador que perdeu 10 dos 15 jogadores mais utilizados o ano passado) jogou com as linhas relativamente subidas e condicionou muito aquela que é a principal forma de sair a jogar do FC Porto: a saída pelos laterais. O FC Porto não procurou alternativas e assistiu-se a uma exibição sofrível até ao apito final, mesmo depois de Maicon ter feito o segundo golo dos Dragões à passagem do minuto 60 na superior marcação de um livre à entrada da área

Convém, também, referir que para a vitória do FC Porto não contribuíram quaisquer erros da equipa de arbitragem. Aliás, se Duarte Gomes errou (e é óbvio que o fez), errou em prejuízo dos azuis e brancos, perdoando um penalti aos canarinhos e invalidando também um golo limpo já muito perto do final. Ao invés do que acontecia a época passada mais a sul quando as coisas não saíam bem, não precisámos de #colinho. Em resumo, o resultado talvez não reflicta aquilo que se passou no relvado, mas ninguém pode pôr em causa a nossa vitória. E se formos ganhando mesmo jogando mal, nem tudo está perdido!

Em termos individuais, gostaria apenas de salientar o bom jogo de Casillas (MVP para o espanhol -muito forte entre os postes, bastante seguro com os pés e rápido a cobrir as costas dos centrais), os fogachos individuais de Brahimi, a entrega de Maxi e a bom entrada de André André. Pela negativa podia distinguir muitos, mas vou destacar Tello, Varela, Imbula e Danilo. Que noite desinspirada deste quarteto!


Vários PS's hoje:

PS: Ninguém gostou da exibição do nosso clube, mas se vais ao Dragão para assobiar a equipa durante o jogo, faz-me um favor e... fica em casa. Se é para ajudar o adversário, mais vale não ires. Se queres assobiar, assobia SÓ no final dos 90 minutos. #meteoassobionocu

PS 2: Garantiram-me já hoje ao início da noite (não, não ouvi no Maistabaconisso) que Adrián, Quintero, Rolando, Hernani e Angel estão de saída e que Layun e Corona estão confirmados no Dragão. Espero que esta informação se confirme!

PS 3: Não foi possível fazer uma crónica sobre o sorteio da Champions League, mas parece-me que temos todas as hipóteses de passar. Não será fácil, evidentemente. Mas evitámos as duas equipas mais fortes do pote 1 (Barcelona e Bayern), algumas das mais fortes do pote 3 (Sevilha, CSKA) e também o Wolfsburgo no pote 4.

PS 4: Jesus expulso. Já só falta uma expulsão nos próximos 5 anos e 8 meses para igualar o número de expulsões ao serviço do Benfica. Esta frase é sintomática.

domingo, 23 de agosto de 2015

Crónica Marítimo - FC Porto - Época nova, vícios antigos

Ponto prévio: a crónica/opinião sobre o jogo de ontem vem tão tarde pois achei que se a fizesse "a quente" o resultado não seria objetivo. Citando um amigo meu, "não devíamos opinar nas 24/48h depois de jogos, e principalmente os sem resultados positivos. Serão sempre, opiniões "inquinadas".  Concordo plenamente.


Vamos ao jogo: empatamos a bola na Madeira num jogo pouco ou nada conseguido. Continuamos com o mesmo problema de ano passado: contra equipas muito fechadas e concentradas no anti-jogo não conseguimos mudar o nosso de jogar para provocar um erro ou fazer mossa.E isto sabendo que um rival tinha acabado de escorregar. O 11 inicial não trouxe grandes surpresas, apesar de não entender a insistência em Herrera e a saída de Tello por Brahimi.  


Entramos mal e um erro infantil de Cissokho ajudou para que, aos 5 minutos, já nos encontrávamos em desvantagem. Esperava-se uma reação forte mas ficou aquém do esperado. Até ao golo de Herrera (que mais uma vez esteve abaixo daquilo que em tempos chegou a mostrar) não existiu o domínio avassalador que se esperava. E depois também não... Muito passe curto, muita bola para o lado e quando se tentava meter a bola nas linhas mais avançadas as jogadas geralmente ficavam por aí. Na segunda parte houve mais do mesmo e, tirando uma excelente oportunidade de Aboubakar a passe de André André e do cabeceamento no final do jogo de Maxi (será que entrou? Para mim não. Mas há uns anos atrás, com uma bola parecida num remate de um jogador de um dos nossos rivais e defesa do Baía o alarido foi tanto que ainda hoje falam nisso. Duvido que a comunicação social pegue neste lance), pouco ou nada fizemos para desfazer o empate. Do lado dos madeirenses limitaram-se a defender e tentar o contra-ataque, tendo entrado num anti-jogo como já há muito não via.

Em relação à equipa do FCPorto: não entendo como ainda não se arranjou um modelo de jogo diferente do habitual para tentar surpreender o adversário em jogos difíceis de desbloquear. Lopetegui é o treinador escolhido para o FCPorto e tenho que confiar nas decisões tomadas, mas não consigo perceber porque não se muda de sistema quando o sistema atual não está a funcionar. Tirar aos 75' de jogo um ponta-de-lança por outro num jogo que (supostamente) queremos ganhar, ultrapassa-me. Não estou presente nos treinos nem ouço as mensagens que passam para dentro, mas a mensagem que passou para fora é que não queriam arriscar muito para ganhar o jogo. Como portista e estando habituado a ganhar, não consigo entender esta posição. Continuamos a precisar de um plano alternativo que não existe. Continuamos a vacilar nas ilhas. E continuamos a não aproveitar as falhas dos rivais. Tudo isto são problemas que já existiam na época passada. Este ano, a equipa técnica é a mesma da época transacta já não há a desculpa de não conhecer determinadas realidades, sejam elas quais forem. Espero que tenha sido um tropeção, um erro de casting e que não volta a acontecer. Espero sinceramente haver um GRANDE puxão de orelhas internamente. E espero que (finalmente), saibam como funciona a liga portuguesa, de modo a que um jogo como o de ontem não se repita.

Aceito que não se ganhe todos os jogos (obviamente). Aceito que se empate na Madeira. Mas não aceito falta de ideias, inteligência e, sobretudo, raça dentro das quatro linhas. Ontem, não vi nada disso.

sábado, 22 de agosto de 2015

Antevisão Marítimo - FC Porto: Quebrar a malapata e confirmar o bom momento

O FC Porto defronta hoje às 20h45 nos Barreiros frente ao Marítimo em jogo a contar para a 2ª jornada do campeonato. Os azuis e brancos têm a obrigação de quebrar a maldição que assombra as deslocações à ilha da Madeira nos últimos dois anos (se não me engano, a mais "recente" vitória remonta a Maio de 2013 frente ao Nacional) e não lhes resta alternativa que não seja trazer os três pontos em disputa para a cidade Invicta. Se nos cingirmos unicamente aos confrontos frente aos maritimistas, convém recordar que os Dragões não conseguiram vencer os encontros disputados na pérola do Atlântico em 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015, pertencendo a Vítor Pereira o último resultado positivo no ano de 2011/2012. Mais. Para termos noção das dificuldades que nos esperam amanhã, é necessário ter noção que, em todos os jogos para o campeonato disputados até hoje, a percentagem de vitórias dos Portistas é inferior a 50% (35 jogos - 17 vitórias, 9 empates e 9 derrotas). 
Lopetegui optou por fazer algumas alterações na convocatória em relação aos jogadores que tinham sido eleitos para defrontar o Guimarães na semana passada. Saíram da convocatória Hernani e Evandro (por opção) e Alex Sandro (entretanto transferido para a Juventus) e entraram Cissokho e Gudiño. Não prevejo muitas alterações no 11 inicial para além daquela que o treinador basco está obrigado a efectuar. Cissokho ocupará assim o lugar deixado vago no lado esquerdo da defesa e Herrera terá o seu lugar tremido perante a ameaça de André André. Existe ainda a possibilidade de Brahimi (totalmente recuperado) jogar de início, mas penso que seria tremendamente injusta a saída de qualquer dos extremos da equipa titular.

11 inicial O pé que está mais à mão (4-3-3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Cissokho, Danilo, Imbula, Herrera/André André, Varela, Tello/Brahimi, Aboubakar.

Muita confiança para amanhã, desde que a equipa entre em campo com a atitude certa e com vontade de não dar hipóteses ao adversário! É importante confirmar a boa entrada no campeonato e apenas a vitória permite-nos tal desiderato! Todos os encontros são bons para confirmar as melhorias evidenciadas nas bolas paradas, mas porque não fazê-lo já hoje? Está na altura de marcar um golo de canto!!

#VamosPortoCaralho



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Mercado, o Nosso Plantel e os plantéis dos rivais

Numa altura em que ainda faltam mais de 10 dias para o mercado de transferências finalmente fechar (inacreditável como é que se permite que o mercado continue aberto mesmo depois das principais ligas terem começado), é tempo de fazer um pequeno balanço sobre aquilo que passou e de analisar os plantéis dos três candidatos ao título.

No que ao nosso FC Porto diz respeito, a análise não é fácil e as avaliações que tenho lido variam imenso. Comecemos pelos factos, mais concretamente pelos jogadores que compõem o plantel neste momento:

Helton         (Gr)                  Rúben Neves   (Mc)               Brahimi      (Ext)
Casillas       (Gr)                  Imbula              (Mc)             Tello           (Ext)
Gudiño        (Gr)                  Danilo              (Mc)              Hernani       (Ext)
                                           Herrera             (Mc)              Varela         (Ext)
Maxi           (Dd)                  Evandro            (Mc)              Bueno         (Av)
Ricardo       (Dd)                  André André     (Mc)            Aboubakar  (PdL)
Cissokho     (De)                  Sérgio Oliveira (Mc)            Osvaldo      (PdL)
Angel          (De)
Marcano      (Dc)
Maicon        (Dc)
Indi              (Dc)
Lichnovski  (Dc)

(* a bold e sublinhados estão os jogadores que o ano passado não faziam parte do plantel)

Saíram, relativamente à época passada, Fabiano, Andrés Fernandez, Danilo, Alex Sandro, Reyes, Casemiro, Oliver,  Quintero, Campanã, Quaresma, Jackson, Gonçalo Paciência e Adrian Lopez.

Se é verdade que a saída de alguns jogadores não se vai fazer notar (os casos mais evidentes são os de Adrian Lopez, Reyes, Campaña e Andrés Fernandez), não menos verdade é que do lote de atletas que deixaram o Dragão constam 7 dos 12 jogadores mais utilizados em jogos oficiais de 2014/2015. Fabiano, Danilo, Alex Sandro, Casemiro, Oliver, Quaresma e Jackson eram presença assídua no 11 inicial, sendo que desses 7, dois (Fabiano e Quaresma) saíram por opção do treinador e/ou direcção.

Ou seja, 5 habituais titulares já não estão à disposição de Lopetegui contra a sua vontade. Quase meia equipa! O treinador basco terá de construir, mais uma vez, uma equipa quase nova e terá de conseguir substituir quatro jogadores de classe mundial de uma só vez (não incluo aqui neste lote Casemiro).

Significa isto que Lopetegui é um pobre coitado e que está encontrada a desculpa perfeita para um eventual insucesso esta época? A resposta é, obviamente, negativa. A direcção trabalhou bem e tem tentado colmatar as saídas com jogadores de qualidade, para além de que o nosso plantel em nada é inferior ao do Sporting (partindo do princípio que não sairá ninguém muito importante) e é claramente superior ao do Benfica (dando, neste caso, como certa a saída de Gaitan, que é, de muito longe, o melhor jogador dos encarnados).

Façamos, agora, um comparativo entre os três grandes, posição por posição.

Na baliza, deixámos sair Fabiano e contratámos Casillas. A troca traz evidentes mais valias à equipa e coloca-nos, na pior das hipóteses, em pé de igualdade com os rivais de Lisboa. Se a isto acrescermos a presença de Helton no plantel, não tenho dúvidas que estamos mais bem servidos do que qualquer adversário no que à defesa das redes diz respeito.

Para o lugar de Danilo chegou Maxi Pereira. O brasileiro é, para mim, um dos 3 melhores do mundo na sua posição, pelo que seria impossível arranjar um substituto à sua altura. De qualquer das formas, e depois do que vi nestes primeiros jogos com a camisola azul e branca, penso que Maxi pode ser uma alternativa interessante e não irá comprometer defensivamente. Terá de ter na cabeça, naturalmente, que está a jogar pelo Porto e que não está imune a expulsões conforme se verificava até ao ano passado. Estamos, nesta posição, muito melhor servidos do que Sporting e Benfica, já que João Pereira nunca foi, nem irá ser nesta fase da carreira, um jogador de qualidade e Nelson Semedo ainda irá cometer os erros próprios de um jovem, pese embora a sua grande margem de progressão. Como alternativa a Maxi, mantivemos, e bem, Ricardo Pereira.

Para o lugar de Alex Sandro contamos com Cissokho. Se me disserem que o francês que regressou agora ao Porto é o mesmo da primeira passagem pelo Dragão, arrisco-me a dizer que não iremos sentir saudades do brasileiro. Infelizmente, tenho muitas dúvidas que assim seja. Os indicadores do jogo com o Napoles foram positivos, mas o teste de fogo será o embate deste fim de semana. Em comparação com os concorrentes lisboetas, penso que Jefferson está, pelo menos, ao mesmo nível de Cissokho e que estamos em vantagem relativamente aos defesas esquerdos do Benfica. Angel, se se mantiver no plantel, será um mero suplente.

No centro da defesa, poucas novidades (por enquanto). Lichnovski substitui Reyes como quarto central e não vislumbro grandes hipóteses para o chileno somar minutos esta época. Iremos manter Maicon, Indi e Marcano como centrais e esperemos que o número de golos sofridos a época passada se repita. Sinto que falta um central com capacidade de sair a jogar e que seja forte a construir, mas não me parece que estejamos muito piores que os rivais. A dupla Jardel/Luisão irá baixar muito com a saída de Jesus e a dupla Paulo Oliveira/Naldo ou Everton será uma dupla de respeito.

No meio campo, muitas entradas e saídas. Quintero foi dispensado e Casemiro e Oliver deixaram o clube após um ano de empréstimo e foram substituidos por Danilo Pereira, Imbula, Sérgio Oliveira e André André. Pese embora continue a achar que nos faz muita falta um jogador mais criativo no meio campo, sou da opinião de que os jogadores que entraram esta época nos trazem muitas soluções para esta zona do terreno. Estou especialmente bem impressionado com Danilo e André André e sei que Imbula pode dar muito mais do que deu até agora. Se a isto juntarmos Rúben Neves, Evandro e o Herrera de alguns períodos do ano passado, nada temos com que nos preocupar. No entanto, penso que o Sporting está, também, muitíssimo bem servido no meio campo. William Carvalho, João Mário, Adrien, Aquilani e até André Martins irão dar muitas dores de cabeça a todos os adversários. Relativamente ao Benfica, continuo a achar que falta muita qualidade na zona central. Samaris e Fejsa só defendem e não conseguem construir, Talisca é uma incógnita (será o Talisca da primeira ou da segunda volta?) e Pizzi não consegue fazer tudo sozinho. A tentativa falhada de Rui Vitória em jogar em 4-3-3 nesta pré temporada demonstra isso mesmo e o Benfica rapidamente irá voltar ao 4-4-2 da época passada.

Nas alas, a ausência de Quaresma acabará por se fazer sentir em alguns jogos desta época. Quem me conhece sabe que não sou seu fã, mas não posso negar que o seu virtuosismo rendeu vários pontos nas últimos épocas. Para o seu lugar chegou Varela, que nos trará outras qualidades e virtudes. Quero acreditar que não ficaremos a perder muito, mas só o futuro o dirá. Mantivemos Hernani, Tello e Brahimi e parece-me que estamos bem servidos para atacar os desafios que estão aí à porta. Neste aspecto, o Sporting está novamente forte. Carrillo irá explodir este ano e Ruiz demonstra muita classe em tudo o que faz. Carlos Mané e Gelson são alternativas válidas a sair do banco. Já o Benfica, mantendo Gaitan, será forte. Saindo o argentino, as coisas mudam de figura e os encarnados terão de ir com tudo ao mercado, até porque não sabemos quando e em que condições regressará aos relvados a outra estrela da companhia Salvio.

No centro do ataque, perdemos o melhor jogador do campeonato. Jackson Martinez partiu para Madrid e deixou uma tarefa dificílima a Aboubakar. Estará o camaronês preparado? Não acredito que faça esquecer Jackson, mas tenho confiança que dará uma boa resposta. Para ajudar Aboubakar chegaram Bueno e Osvaldo. Tenho muita esperança que o espanhol seja uma das figuras da equipa e que o italiano se concentre apenas em jogar e que demonstre a sua qualidade. Na frente de ataque, penso que o Benfica se reforçou bem e que está em vantagem face à concorrência. Jonas continuará a mostrar a sua classe e veio goleadora, caso Rui Vitória o coloque a jogar ao lado de Mitroglu (grande contratação) ou do mexicano Jimenez (uma incógnita para mim). Já o Sporting, penso que perderá muito se continuar a apostar na dupla Gutierrez/Slimani, uma vez que nenhum deles tem qualidade técnica para dar continuidade aos ataques pela zona central e apostam maioritariamente nas suas qualidades físicas para tentar marcar a diferença.

Por fim, quero salientar que esta não é uma avaliação final aos plantéis. Acredito que muita tinta ainda irá correr até ao dia 31 de Agosto e tenho a esperança que o FC Porto contrate, pelo menos, um central e um médio centro com características diferentes dos restantes.

Para já, temos de quebrar a malapata da Ilha da Madeira e vencer o Marítimo no Sábado.

#VamosPortoCaralho

PS: Em termos financeiros, o dossier/negócio Alex Sandro foi pouco menos do que brilhante. Vender um defesa em final de contrato por 26M de euros é genial. Desportivamente é que já não podemos dizer o mesmo...

domingo, 16 de agosto de 2015

FC Porto 3 - 0 Vitória Sport Clube: Um grande Porto a abrir 2015/2016

Quase três meses depois do último jogo de futebol a sério, eis que o nosso clube do coração voltou finalmente às competições oficiais. A espera foi longa, a silly season louca e cansativa (alguém me explica que sentido faz os mercados continuarem abertos depois das competições se terem iniciado?), muitos jogadores sairam deixando saudades e muitos outros chegaram entretanto fazendo os adeptos acreditar que este ano tiramos a barriga de misérias. Finalmente a bola rolou e rolou com qualidade e no sentido certo! E agora que já é a doer, o estaminé também estará de volta em força para comentar a actualidade azul e branca.
O Vitória de Guimarães, adversário tradicionalmente matreiro e complicado, apadrinhou a estreia dos Dragões na Liga e, verdade seja dita, pouco ou nada pôde fazer perante a demonstração de força do conjunto orientado por Julen Lopetegui. Embora não me tenha sido possível ver os primeiros 45 minutos da partida, é unânime (ou quase, vá! Há sempre quem goste de ser do contra) que a exibição Portista na segunda parte não foi muito diferente da realizada na primeira parte. E se efectivamente assim foi, então os adeptos que encheram o Estádio do Dragão tiveram todas as razões para regressar a casa satisfeitos.

O treinador espanhol dos azuis e brancos lançou a equipa avançada por grande parte da comunicação social na antevisão à partida, destacando-se no 11 inicial a presença do recuperado Alex Sandro e de Herrera. Com uma entrada forte nos minutos iniciais, o FC Porto rapidamente chegou à vantagem no marcador pelo camaronês Aboubakar, o qual, à passagem do oitavo minuto de jogo, aproveitou uma boa jogada de entendimento na esquerda entre Varela e Alex Sandro. Estava feito o mais difícil (expressão clássica das minhas crónicas, eu sei!), mas os Dragões não tiraram o pé do acelerador e criaram várias oportunidades para ampliar a vantagem antes do intervalo. Neste aspecto, destaque para uma perdida inacreditável de Herrera a fechar a etapa inicial.
O início da segunda parte trouxe um Guimarães com linhas mais subidas e a tentar pressionar no meio campo adversário. Apesar de Tello e Imbula terem falhado na mesma jogada um golo cantado, a verdade é que o FC Porto sentia dificuldades para controlar o jogo. Lopetegui optou por lançar André André para o lugar de um desinspirado Herrera aos 54 minutos e com esta opção a sua equipa tomou definitivamente as rédeas do encontro. O perigo voltou a rondar a baliza de Douglas com regularidade e não foi surpresa para ninguém que Aboubakar tenha facturado pela segunda vez pouco tempo depois, finalizando uma jogada iniciada por Maxi Pereira com um remate forte e colocado à saída do guardião contrário.

O 2-0 trazia uma maior segurança relativamente à conquista dos 3 pontos mas, ao contrário do que muitas vezes vimos na época passada, tal não significou que os jogadores se dessem por saciados. A excelente atitude colectiva foi premiada com um golo fantástico, autoria de Silvestre Varela (será que vamos ter o Varela do ano de Villas Boas e do ano de Jesualdo Ferreira?), mais uma vez após assistência do uruguaio ex-benfica Maxi Pereira.

Até ao final, o FC Porto podia ter traduzido a sua evidente superioridade em números mais gordos, mas o mais importante estava alcançado. Os 3 pontos ficaram em casa e a exibição foi muito interessante, especialmente para esta altura da época. Quando assim é, todos ganham confiança e força para as difíceis batalhas que se avizinham.




Em termos individuais, e relembrando que apenas vi resumos dos primeiros 45 minutos, destaco Aboubakar, que para mim foi o MVP. Não apenas pelos dois golos, mas principalmente pelo que jogou e fez jogar. Notas muitos positivas para Maxi Pereira (duas assistências na estreia não é para qualquer um), Varela (quem me conhece sabe que aprecio muito mais jogadores com as características do Drogba da Caparica do que jogadores com as imensas qualidades e defeitos de Quaresma) e Danilo Pereira (estará aqui a contratação chave para vencer esta liga?). Não me parece justo salientar ninguém pela negativa depois de um jogo tão bem conseguido, mas acredito que Imbula pode dar muitíssimo mais do que tem conseguido dar.

Temos agora uma semana pela frente para preparar a hercúlea deslocação aos Barreiros e temos de entrar em campo determinados a matar o borrego que as deslocações à ilha da Madeira significam, até porque este ano vamos lá jogar por 3 vezes.

#VamosPortoCaralho

PS: Infelizmente o meu acesso à internet onde me encontro não é grande coisa, mas vou tentar fazer ainda esta semana uma breve análise às entradas e saídas e também um pequeno comentário sobre aquilo que acho que vai mudar táctica e estrategicamente esta época.

PS2: Este é o momento de estar com a equipa. É natural que existam adeptos ou sócios que não estejam satisfeitos com várias coisas que se passam no nosso clube (eu próprio não faria uma ou outra coisa da mesma forma que os dirigentes do FC Porto ou o seu treinador optaram por fazer), mas este é o momento de apoiar e nos unirmos. Vamos todos remar para o mesmo lado, porque se assim for, seremos imbatíveis.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Amanhã já rola a bola no Dragão. Finalmente

Daqui a pouco mais de 24h a bola volta a rolar no Dragão. Finalmente!



Depois de um final de época desastroso (o FCPorto entrou de férias mais cedo, nós aproveitamos também...) tivemos mais uma silly season ridícula (perdoem-me a redundância). Os diários desportivos "contrataram" mil duzentos e trinta e quatro jogadores para os grandes e venderam outros tantos, desde Drogbas a Ibrahimovics, passando por sabe-se lá quem (só não me lembro de ter visto o Luisão "certo" na Juve). Foram inventadas polémicas onde não existiam, o JJ foi o centro das atenções na final da Supertaça (antes, durante e depois do jogo), o nosso treinador foi "vendido" e a Sara Carbonero não gostava do Porto. Finalmente a bola vai rolar.



Começamos logo com um teste de fogo, recebendo o Vitória em casa. Podem ter mudado de treinador e terem sido humilhados em casa para a Liga Europa, mas são sempre um adversário complicado. Ainda para mais a "época" deles já começou ao contrário da nossa. Não andei a ver muito da pré-época do Porto, mas acho que o adepto não consegue tirar grandes ilações duma pré-época. O treinador faz experiências atrás de experiências, a forma física ainda está longe de ser a melhor, a parte psicológica ainda não é a mesma e existem ainda mais inúmeras razões para que seja praticamente impossível um "treinador de bancada" fazer uma previsão baseada numa pré-época. Mas: Finalmente a bola vai rolar!



Nem vou sequer tentar fazer algum tipo de antevisão de 11 inicial e de possíveis aspetos técnico-táticos. Tenho confiança que o nosso mister tenha afinado tudo necessário para iniciarmos a época com uma vitória. 
Comparando com os nossos adversários diretos, temos um início de campeonato bem complicado e é muito importante mostrar desde já que "estamos a 200" para passar a pressão para o lado deles. Sejamos francos, não ganhamos quase nada nas últimas 2 épocas, logo a pressão está do nosso lado. Mas o que interessa é: Finalmente a bola vai  rolar!

Eis a lista de convocados (deixo-vos a vocês a elaboração do 11 inicial, deixem nos comentários, acho que vão haver algumas surpresas ;) ):

Guarda-redes: Helton e Iker Casillas;

Defesas: Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano e Alex Sandro.

Médios: Rúben Neves, Evandro, Herrera, Danilo, Bueno, André André e Imbula

Avançados: Aboubakar, Dani Osvaldo, Varela, Brahimi, Tello e Hernâni


Finalmente a bola vai  rolar!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

FC Porto 2 - 0 Gil Vicente: Objectivos alcançados

Os Dragões venceram o Gil Vicente ontem ao final da tarde por duas bolas a zero e não permitiram que o Benfica concretizasse aquilo que já estava decidido ainda antes do campeonato começar. O jogo correspondeu às expectativas: pouco interessante, pouco intenso, de sentido único e de vitória anunciada. Um jogo tipicamente de final de temporada cuja principal nota positiva foi o bis de Jackson Martinez, o que permitiu ao colombiano distanciar-se de Jonas e Lima no topo da lista dos melhores marcadores, Quanto à equipa "orientada" por José Mota, e depois de mais uma exibição do Gil Vicente que fez jus à classificação que ocupa na tabela, é com muita satisfação que vejo que só um milagre fará os barcelenses alcançarem a manutenção

Julen Lopetegui lançou de início o 11 "adiantado" por este estaminé. Os Azuis e Brancos não tiveram uma entrada em jogo fulgurante, mas cedo chegaram ao primeiro golo. Jackson Martinez, lançado por Maicon, foi travado em falta na área (falta evidente, ficando apenas a dúvida se a infracção terá sido fora ou dentro da área - parece-me que penalti foi bem assinalado). No entanto, Ricardo Quaresma não conseguiu bater Adriano e o Estádio do Dragão pensou que teria de esperar mais um pouco até poder festejar o primeiro golo da partida. Puro engano. Na sequência do lance, a bola acabou por sobrar para o número 7 Portista na direita do ataque e o "Cigano" arrancou um cruzamento milimétrico para a cabeça de Jackson Martinez ao segundo poste não dar hipóteses ao guardião contrário. "Melhor assim", pensei!

O jogo entrou depois numa toada lenta e o intervalo chegou com a diferença mínima no marcador. Lopetegui não estava satisfeito com o rendimento da equipa e logo no começa da étapa complementar fez entrar Rúben Neves e Evandro para os lugares de Casemiro e Herrera, o que melhorou substancialmente a performance do conjunto Portista. As oportunidades de golo começaram a surgir com frequência mas o placard só voltou a sofrer alterações perto do apito final. Já com Tello em campo, Quaresma tirou um centro da direita, a defensiva gilista não conseguiu afastar a bola da área e Jackson Martinez protagonizou o momento do jogo, bisando com um espectacular pontapé de bicicleta. O matador colombiano ainda não abandonou o FC Porto e eu (assim como 99% dos Portistas) já tenho saudades do nosso melhor jogador!

Em resumo, objectivos alcançados: vitória e consolidação de Jackson Martinez na tabela de melhores marcadores. Se em termos exibicionais podemos dizer que a equipa alternou o muito bom com o medíocre, já em termos de resultado final a ideia que fica é que a diferença peca por muito escassa. Quanto a destaques individuais, o MVP vai indiscutivelmente para Jackson Martinez. Destaques positivos ainda para Quaresma, Danilo e para a entrada de Rúben Neves. Pela negativa, saliento as displicências de Alex Sandro e o jogo menos conseguido de Herrera.

PS: Isto chega a ser repetitivo, mas estou novamente encantado com a performance de Lopetegui na conferência de imprensa pós-jogo. Haja alguém no clube que não tenha medo de denunciar a pouca vergonha que foi este campeonato. Tal como Lopetegui, eu também não me esqueço da escandaleira que foram as primeiras 20 e poucas jornadas desta liga. O basco pode não ser perfeito (e não o é), mas é o meu treinador (vão lá procurar quantos treinadores do FC Porto encontram com 78 pontos em 32 jogos - não vão encontrar muitos e não sei se encontram algum com tantos pontos sem ser campeão!).

sábado, 9 de maio de 2015

Antevisão FC Porto - Gil Vicente: Só nos resta ir vencendo

Com o campeonato a caminhar rapidamente para o seu final e com tudo decidido no topo da tabela (quanto ao topo da tabela parece-me que tudo já estava decidido ainda antes do campeonato sequer ter começado), compete ao FC Porto ir vencendo os seus jogos e tentar adiar os festejos encarnados enquanto tal lhe for possível. Os Dragões recebem amanhã às 19h15 o Gil Vicente e, depois da vitória de hoje do Benfica, pouco ou nada estará em jogo para os azuis e brancos. Resta, assim, vencer, ser digno, lutar até final e, se possível, ajudar Jackson Martinez a sagrar-se rei dos goleadores.
As recepções ao Gil Vicente são, historicamente, muito acessíveis e o jogo de amanhã não deverá fugir à regra. Os comandados de José Mota formam um conjunto bastante débil, com muitas dificuldades em marcar golos e com uma defesa que deixa muito a desejar. Ao FC Porto exige-se que comprove dentro das quatro linhas o favoritismo que lhe é atribuído e que presenteie os espectadores com uma boa exibição e com a conquista dos três pontos. Importa, ainda, referir que os gilistas estão numa posição extremamente complicada na classificação e tudo irão fazer para não sair sem pontos do Estádio do Dragão. 
Lopetegui promoveu algumas alterações em relação à convocatória do jogo com o Vitória de Setúbal e fez regressar aos eleitos Danilo, Tello e Reyes para os lugares de Ricardo, Hernani e Marcano. É expectável que o treinador basco lance de início a equipa habitual: Helton, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Oliver, Quaresma, Brahimi, Jackson Martinez.

PS: Depois da notícia do Maisfutebol publicada a meio da semana (a qual referia que este Super Benfica está a caminho de superar o razoável FC Porto de Mourinho), eis que hoje vemos que a máquina trituradora encarnada bateu o recorde de golos marcados do século XXI. Cada vez mais acredito que isto faz todo o sentido. Nunca na minha vida tinha visto uma equipa tão forte como esta e os resultados comprovam-no. Palavras para quê?


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Vitória de Setúbal 0-2 FC Porto: Finalmente 3 pontos a Sul

O FC Porto deslocou-se ontem ao Estádio do Bonfim para defrontar o Vitória de Setúbal em jogo a contar para a 31ª jornada do campeonato. Com a vitória do Benfica em Barcelos na véspera, a partida frente aos sadinos (por que raio é que jogámos depois do Benfica?), assim como os restantes encontros até final da temporada, quase que serviu apenas para cumprir calendário. Infelizmente, o título está entregue e o segundo lugar já não nos vai fugir, o que se traduz em dificuldades acrescidas para Lopetegui conseguir motivar os jogadores e adeptos. 

Surpreendentemente, a equipa entrou forte no jogo e não pareceu muito afectada com o resultado do rival na véspera. Lopetegui optou novamente pelo 11 em melhor forma (excepção feita a Ricardo, que substituiu o castigado Danilo e ao fetiche Maicon - Helton, Ricardo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Oliver, Quaresma, Brahimi e Jackson) e colocou a equipa a jogar no esquema táctico que melhores resultados trouxe este ano. O primeiro golo surgiu naturalmente, com Brahimi a concluir um centro de Ricardo após boa jogada colectiva pela direita. O FC Porto não abrandou e procurou o segundo golo com convicção, apesar da excessiva dureza dos adversários e da inenarrável actuação do árbitro Marco Ferreira, que tudo fez para impedir a vitória dos azuis e brancos. Alguém consegue explicar como é que uma equipa que passou o jogo a atacar e teve 70% de posse de bola acaba o jogo com 20 faltas assinaladas contra 10 do adversário? Pois, eu também não.

A segunda parte trouxe um FC Porto mais frouxo e menos concentrado e um Setúbal a mostrar novamente porque é que é uma das 4 equipas ainda em risco de descer de divisão. Lopetegui não ajudou e voltou a colocar um médio no lugar de um extremo (Evandro por Quaresma), como que passando a mensagem de que o importante era aguentar a vantagem ao invés de tentar ampliar o resultado. Substituição falhada e 25 minutos finais decepcionantes. Curiosa esta recente viragem para um 4-4-2, que tão maus resultados tem trazido, com Oliver a colar-se à linha quando temos a posse de bola...
Já sobre o apito final, Jackson Martinez acabou por fechar a contagem, concluindo com o pé esquerdo uma boa assistência do mexicano Herrera. Os Dragões regressavam aos triunfos para o campeonato em jogos a sul do Mondego, algo que já não acontecia desde Agosto de 2013. Faltam agora três encontros para terminar a época (recepções ao Gil Vicente e Penafiel + deslocação ao Restelo) e compete-nos vencê-los, adiando ao máximo os festejos do Benfica e ajudando Jackson a ser coroado novamente como Rei dos Goleadores.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Benfica 0-0 FC Porto: Empate comprometedor em jogo que deu sono

O FC Porto deslocou-se ontem ao Estádio da Luz com o objectivo de alcançar o Benfica no topo da classificação da Liga, sendo que para isso teria obrigatoriamente de trazer os 3 pontos para a Invicta. Muito se escreveu que os Dragões iriam (tentar) jogar para vencer por dois (ou mais) golos de diferença para assim passarem a ter vantagem no confronto directo em caso de empate pontual no final do campeonato. Como tive oportunidade de dizer, o Benfica não é uma equipa especialmente forte (e isso viu-se na maneira pequenina como jogou todos os jogos grandes esta época, tanto cá dentro, como lá fora), mas é uma equipa que é muito competente a defender e que contra equipas com qualidade apenas joga no erro do adversário. Seria, por isso, quase impossível vencer por vários golos de diferença e o objectivo do FC Porto apenas podia passar por dar tudo para marcar mais um golo que o adversário.

Infelizmente, não me parece que tal tenha acontecido no jogo de ontem. Muito honestamente, penso que faltou vontade de vencer e de dar um grito de revolta. O que vi ontem foi uma equipa entrar em campo com 4 médios centro de raiz (recuperando um sistema táctico que apenas nos trouxe dissabores esta época); uma equipa que retirou, ainda no início da segunda parte, um dos jogadores com capacidade para desequilibrar a partida; uma equipa que manteve um ponta de lança no banco os 90 minutos; uma equipa que nos últimos 60 segundos de jogo passou 45 a trocar a bola entre os defesas sem sequer tentar meter a bola na área adversária e que no final do jogo ainda nos presenteou com beijinhos e abraços com os adversários. Muito mau! Só de pensar que a última vez que o FC Porto precisou de ir vencer à Luz para não deixar fugir um campeonato, Vítor Pereira retirou um central (Rolando) e meteu um número 10 (James Rodriguez), trocou um médio centro (João Moutinho) por um ponta de lança (Kléber) e ainda pôs Djalma a fazer de defesa direito, dá-me vontade de chorar de saudades. Na altura, tivemos o prémio que fizemos por merecer! Vencemos 3-2! Este ano vamos ficar a assistir no sofá à festa do Benfica no Marquês. Comparar a vontade de vencer de ontem com a desse jogo... é impossível!

Não vou entrar em pormenores sobre o jogo, uma vez que o considero um dos piores clássicos a que alguma vez assisti. Se do ponto de vista táctico e estratégico até é possível considerar-se que o jogo tenha sido interessante, já do ponto de vista do espectáculo, da qualidade de jogo e oportunidades de golo o mesmo deixou imenso a desejar. No que diz respeito à arbitragem, acho que Jorge Sousa fez um trabalho razoável e sem influência no resultado. No entanto, gostaria de saber as proporções que este lance teria atingido caso Jackson Martinez tivesse feito a bola entrar na baliza em vez de ter acertado no poste. A bola está parada, o jogador do Benfica pontapeia a bola e, como é óbvio, ela passa a estar jogável, tal e qual como sucedeu no jogo Valência-Real Madrid este ano (3m35s). A sorte de Jorge Sousa foi Jackson não ter acertado com a baliza...

O campeonato está, muito provavelmente, perdido. Cabe no entanto ao FC Porto ser digno até ao final do campeonato e vencer os 4 jogos que faltam. Se por milagre o Benfica e o colinho não forem suficientes para os encarnados somarem 9 pontos, o FC Porto tem de saber aproveitar. Domingo jogamos em Setúbal (mais uma vez, apenas entramos em campo depois do Benfica ter jogado e sem possibilidades de colocarmos alguma pressão) e é necessário dar uma sapatada na apatia dos dois últimos encontros.

P.S: Pensei em fazê-lo num post independente e autónomo, mas acabei por decidir que faz mais sentido inserir no final deste post um texto que li hoje no facebook de mais um grande portista (Manel Brandão). Aqui vai:

"Falhamos, falhamos redondamente… Falhamos é muita gente, falharam eles, porque nós, adeptos, não lhes falhamos. Fomos incansáveis, estivemos sempre presentes, ida para Munique, regresso de Munique depois de um 6-1 - não para passar a mão pelas costas, mas para que soubessem que estamos com eles, e que no Domingo terão todo o nosso apoio para ir buscar o campeonato. Chegaram ao Altis, tinham lá adeptos, mais uma vez, a dar força a apoiar, a cantar.. Desde Braga, para a Taça da Liga, a passar por Basileia, e mais recentemente, em Munique.. Estivemos, nós adeptos, sempre presentes.
Chegou o dia da grande decisão, com todo o apoio do mundo, sem nunca baixarmos os braços, sem NUNCA deixarmos de cantar, porque sim, estávamos empatados 0-0 e aos 92’ fizemo-nos ouvir naquele estádio com 63 mil pessoas. Não temos, nem tivemos medo, mostramos totalmente a raça, o acreditar, o lutar, que deveria caracterizar todos aqueles que entram em campo com a camisola do FC Porto.
Os tempos mudaram, e infelizmente já não temos jogadores com a alma do Jorge Costa, com a raça do Paulinho, com o amor do João Pinto, com a capacidade de agarrar um jogo pelos colarinhos (quando as coisas apertam) do Deco… e falharam. Tiveram medo de jogar por estarem 60 mil pessoas caladas, aflitas, com o rabinho entre as pernas, por receber o Porto com 3 pontos de vantagem e com vantagem de 2-0 no confronto directo. Tal como os adeptos, a equipa entrou em campo cheia de medo, metida lá atrás, sem ambição, sem capacidade de fazer mais que aquilo. (QUE SERIA alguma vez, eu ir ver o Porto ao Dragão, a 4 jornadas do fim, com 3 pontos de vantagem, e o meu Porto não assumir o jogo, não querer NAQUELE JOGO, matar o campeonato… QUE SERIA). Mas os nossos jogadores não entraram com a vontade, e não tiveram a percepção do medo que estava do outro lado, do respeito, do assumir de inferioridade que vinha, dos 60 mil e 11 que estavam de vermelho.
Ontem tinham de dizimá-los, tinham de estar com a confiança nos 100, concentração nos 500, e vontade nos 1000%. Mas tivemos atitude à Benfica, tivemos medo, jogamos com alguma alma na primeira parte, mas tivemos sempre medo de ir para cima deles e mostrar que somos diferentes… não foram diferentes. O que faltou ontem? PORTO, faltou PORTISMO, raça do Norte, e azul no sangue. E estas características existem, não são uma utopia de que se fala. Aqui no Norte, cá no Porto, a história fala por si. Pedroto, se nos ouvires… Deves estar doente, a terra até deve tremer em cima de ti - contigo, ontem, eram 5-0 e Xeque-Mate!
Falhou o Lopetegui, e eu que sempre disse 100% Lopetegui, ontem digo bem claramente: FALHASTE. Não foste capaz de passar as ideias de jogo, e a mentalidade que devias. Falhaste porque o Rúben tem qualidade de passe, mas não é criativo, portanto ser ele a aparecer entre linhas à entrada do último terço, foi um erro. Na primeira parte criamos esse espaço entre a linha defensiva e média do Benfica, mas quem apareceu, não tinha soluções por jogarmos com 4 médios sem capacidade de rotura ofensiva. O Brahimi devia ter ficado de fora, não tem raça, não tem cabeça, não tem entrega, para neste momento ser titular neste jogo – Nem capacidade de encarar o merdas do Eliseu, COM AMARELO, foi capaz, e tive oportunidades para isso. Na segunda parte, faltaram soluções, o Hernâni entrou com medo de assumir o jogo, e também ele, teve oportunidade de o fazer, particularmente em duas jogadas, que a bola entra nas costas do Eliseu, e mesmo com a sua velocidade, preferiu voltar para trás.. O Quaresma, com 31 anos, já não tem pernas para fazer a diferença com o Porto a jogar a 40 metros da linha de fundo. (Tello… que saudades).
Por fim, nos últimos 10 minutos, mantivemos a mesma matriz de jogo, e mesmo a vermos que não funcionava, não tivemos capacidade de arranjar um solução, de tentarmos chuveirinho… não sei, qualquer coisa, qualquer coisa menos gastarmos os 3 minutos de compensação a trocar a bola entre o Danilo, Maicon, Marcano e Alex Sandro.
Falharam.. Mesmo com o colinho, hoje não somos primeiros, porque ontem falhamos, e o Porto a mim, habituou-me a não tremer nestes momentos. Ontem, faltou o meu Futebol Clube do Porto, e faltou porque o plantel não o tem."