Porto Bayern

Porto Bayern

domingo, 11 de janeiro de 2015

FC Porto 3 - 0 Os Belenenses : Vitória clara num jogo de sentido único

Pressionado pela vitória do SLB a meio da tarde sobre o Guimarães (justa e com períodos de bom futebol, duas novidades esta época), o FC Porto entrou em campo a 9 pontos do primeiro lugar e ainda mais pressionado do que seria de prever. Uma jornada que se esperava de aproximação ao líder corria o risco de se transformar quase que num adeus prematuro ao título. No entanto, a resposta da equipa foi clara e a vitória não pode ser colocada em causa, pecando até por escassa, uma vez que o Belenenses evidenciou muitas das fragilidades demonstradas a meio da semana em Braga e se limitou a defender e a despejar bolas para o ataque. 


Os azuis e brancos entraram em campo com o 11 anunciado pela gerência deste estaminé. Em relação ao jogo de Barcelos, Jose Angel substituiu o castigado Alex Sandro e Quaresma ocupou a vaga do mágico argelino. A entrada em jogo foi aquela que se desejava: prego a fundo para encostar o adversário à sua grande área e objectividade para tentar inaugurar o marcador o mais cedo possível, não dando tempo a que os opositores se sentissem confortáveis e começassem a ganhar confiança.

Jackson ameaçou de meia distância para pouco depois concluir de cabeça ao segundo um poste um cruzamento perfeito de Herrera após bonita jogada colectiva (o passe a rasgar a defesa de Oliver é simplesmente brilhante). Feito o mais difícil, o FC Porto não abrandou muito o ritmo na primeira parte, tentando alcançar o segundo golo ainda antes do intervalo. Maicon e Jackson estiveram muito perto de elevar a contagem, mas os remates não levaram a direcção desejada. Pelo meio, tivemos a primeira intervenção de Manuel Mota no jogo, fazendo vista grossa a uma mão de Nelson na área após cruzamento de Quaresma. É engraçado ver a rapidez com que os comentadores desportivos e os árbitros do tribunal d´O Jogo se apressam a dizer que o árbitro decidiu bem (assim como dizem que decidiu bem o árbitro do SCP - FCP quanto à mão do Maurício na área) quando no jogo com o Benfica não tiveram dúvidas que o golo de Jackson Martinez foi correctamente anulado porque o colombiano jogou a bola com a mão. São as tais "decisões difíceis" que este ano caem sempre para o mesmo lado...

A segunda parte não trouxe grandes alterações e o golo madrugador do pequeno prodígio espanhol acabou por desfazer as dúvidas quanto ao vencedor. O FC Porto abrandou um pouco o ritmo de jogo e optou por controlar a posse de bola a meio campo, apesar das oportunidades de golo junto da baliza de Ventura terem continuado a surgir com alguma regularidade, com destaque para um remate ao poste de Tello e para uma boa arrancada pela direita de Danilo. Lopetegui retirou Oliver do terreno de jogo e aproveitou para dar minutos a Evandro, até porque o jogador emprestado pelo Atlético de Madrid viu um amarelo por ter sido pisado na área do Belenenses por um defesa adversário. Fantástica a forma como o árbitro consegue transformar um penalti a favor do FC Porto num cartão amarelo a um dos mais correctos jogadores do campeonato por alegada simulação. Entraram ainda Adrian Lopez (novamente com alguns bons apontamentos) e Quintero para os lugares de Quaresma e Casemiro.


Quando já todos esperavam pelo apito final, o Belenenses resolveu dar um ar da sua graça e criou a sua única oportunidade de golo em todo o jogo. Fabiano largou para a frente um remate aparentemente fácil e a recarga sobrou para um jogador do Belenenses que rematou para a baliza quase deserta dos dragões. Porém, Maicon de carrinho efectuou um corte espectacular e que permitiu à equipa não sofrer qualquer golo pelo segundo jogo consecutivo em casa. Logo a seguir, Evandro com um remate forte e colocado à entrada da área estreava-se a marcar pelos azuis e brancos e fazia o resultado final de um jogo bem conseguido e que permite ao FC Porto continuar na perseguição ao Benfica. Para a semana os dragões deslocam-se a Penafiel, antes da díficil deslocação aos Barreiros. Espero que Vítor Pereira (o dos árbitros, não o novo treinador do Olympiakos) não tenha guardado a nomeação de Bruno Paixão para nenhum destes jogos, mas depois do que já vi esta época, tudo é possível.

No que diz respeito às performances individuais, destaque pela positiva para Oliver (principalmente na primeira parte e enquanto não esteve condicionado pelo cartão amarelo) e para os laterais. Se a qualidade de Danilo não é surpresa para ninguém, já a segurança e confiança de Jose Angel talvez mereçam uma aposta mais continuada no 11 inicial. Pela negativa, realce apenas para a fífia de Fabiano numa das pouquíssimas vezes que foi chamado a intervir e novamente para a falta de participação de Casemiro no jogo ofensivo da equipa.




Para finalizar, gostava de dar os parabéns ao treinador do FC Porto e às claques. Tendo a direcção do FC Porto optado por uma estratégia de silêncio e de dar a outra face relativamente ao que se tem passado neste campeonato, com a qual não posso concordar, valha-nos que pelo menos Lopetegui e os Super Dragões denunciam o que está à vista de todos.




Sem comentários:

Enviar um comentário