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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

FC Porto 3 - 1 União da Madeira: Vitória tranquila em partida jogada a ritmo de peladinha

O FC Porto venceu esta noite o União da Madeira por 3 - 1 e soma agora 6 pontos no grupo D da Taça da Liga, ocupando isoladamente o primeiro lugar da tabela. Foi uma vitória justa e um resultado que reflecte aquilo que se passou dentro das quatro linhas, numa primeira parte muito parecida com a segunda. Um jogo de sentido quase único, exceptuando duas oportunidades claras da equipa adversária, uma em cada 45 minutos. Talvez os azuis e brancos merecessem ter marcado mais um ou dois golos, mas tal seria injusto para a boa postura dos insulares, principalmente se tivermos em conta o que Boavista, Belenenses e Vitória de Setúbal fizeram no Estádio do Dragão esta época.


Como seria de esperar, Lopetegui efectuou várias alterações no 11 inicial. Helton regressou finalmente aos relvados e foi muito saudado pelos poucos adeptos que se deslocaram ao Dragão na fria noite de terça feira. Contudo, não efectuou qualquer defesa, viu uma bola embater com estrondo no poste direito da sua baliza e nada podia fazer no golo do União da Madeira. Ricardo ocupou a lateral direita da defesa e esteve mais discreto do que nas suas mais recentes aparições. Na esquerda, um prático e eficiente Jose Angel, seguro a defender e competente a atacar pelo seu flanco. Os centrais foram Reyes, que se destacou mais no ataque do que na defesa (muito lento a dobrar Ricardo no golo sofrido), e Marcano, que esteve bastante discreto.

No meio campo, saúda-se o regresso de Rúben Neves, que acusou a natural falta de ritmo competitivo após a paragem a que foi obrigado. No entanto, a sua forma de jogar de cabeça levantada não engana e acredito que será bastante útil até final da época. Campaña e Evandro completaram o trio do meio campo, sendo que o primeiro tentou jogar sempre o mais simples possível e não se aventurou muito no ataque, e o segundo esteve mais interventivo e causou alguns desiquilíbrios pelo centro do terreno, decidindo maioritariamente bem, o que se comprova com as duas assistências para golo. O golo que fechou a contagem foi dele, mostrando a Jackson Martinez como se marca uma grande penalidade. 

Já no ataque, destaque para a estreia a titular de Ivo Rodrigues, jovem jogador formado no FC Porto. O extremo acusou um pouco a pressão e acabou por falhar um golo fácil. De qualquer forma, mostrou boa técnica e alguns pormenores interessantes. Espero que volte a ter oportunidades nesta Taça da Liga. No centro do ataque, Adrian Lopez. Ao contrário das boas indicações deixadas nos jogos anteriores, o ex Atlético de Madrid voltou a estar desinspirado e falhou algumas boas situações de finalização.


Por fim, Quintero. Jogando descaído no flanco direito do ataque, esteve em quase todas as jogadas de destaque do FC Porto na primeira parte, acabando por ser ele abrir o activo. Na segunda parte, optou por um futebol menos vistoso, o que por um lado o impediu de se destacar dos restantes companheiros como acontecera na primeira parte e por outro lado permitiu-lhe perder menos bolas do que até então. Para a gerência do estaminé, foi o MVP do lado do FC Porto.


Na segunda parte entraram ainda Quaresma para o lugar de Ivo Rodrigues, que terá saído ao intervalo devido a queixas físicas. O "Cigano" fez uma exibição discreta, mas com a atitude certa, que foi premiada com a obtenção do segundo golo. Oliver substituiu Campaña logo após o golo dos madeirenses e teve o impacto habitual no jogo, ajudando a serenar e organizar uma equipa um pouco abalada com o golo sofrido. A terceira substituição é-me difícil de perceber e comentar. Como sabem, gosto bastante do trabalho e do discurso do nosso treinador, mas o que ele fez ontem ao jovem Gonçalo Paciência sinceramente não se faz. Um jovem jogador da casa, mortinho por jogar uns minutos no Estádio do Dragão pela equipa A é deixado no banco para no seu lugar entrar Alex Sandro para uma posição que não é a sua. Depois de ter apostado, e bem, em Ivo Rodrigues (e ter trazido Ruben Neves para o plantel no início da época), Lopetegui podia e devia ter dado mais um sinal de confiança aos jovens da nossa equipa B. Honestamente, não havia necessidade. 



A meio da próxima semana, difícil deslocação a Braga em novo encontro para a Taça da Liga. Será interessante ver o que os bracarenses farão no seu jogo com a Académica, porque pode até suceder que aquando do encontro da terceira jornada os comandados de Sérgio Conceição já tenham hipotecado as suas hipóteses de apuramento.





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