Porto Bayern

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domingo, 4 de janeiro de 2015

Gil Vicente 1 - 5 FC Porto: Goleada a abrir o ano


O FC Porto entrou com o pé direito em 2015 e alcançou uma vitória tão gorda quanto justa num terreno tradicionalmente complicado. Se é verdade que a equipa orientada por José Mota ocupa o último lugar da liga portuguesa e que os Dragões tinham obrigação de a levar de vencida, não menos verdade é que o Benfica se viu à rasca para bater os Gilistas na Luz na jornada anterior, e todos nos lembramos o que foi necessário para tal acontecer. Era, assim, um jogo traiçoeiro para os comandados de Lopetegui, já que em caso de vitória poucos a valorizariam e em caso de derrota cairia o Carmo e a Trindade.

Os azuis e brancos alinharam de início sem surpresas de maior e os adeptos esperavam uma entrada forte de maneira a inaugurar o marcador rapidamente. No entanto, a entrada em jogo deixou muito a desejar e até aos 20 ou 25 minutos pouco ou nada se viu no ataque do FC Porto. Muitos passes falhados (Casemiro à cabeça, à semelhança do que fizera em Vila do Conde a meio da semana), muita sobranceria na abordagem aos lances e pouca entrega nas bolas divididas levaram a que os jogadores gilistas acreditassem que era possível bater o pé ao Dragão. 


Com o passar dos minutos, e já depois do Gil Vicente ter ameaçado a baliza de Fabiano por três vezes, o FC Porto acordou, tomou conta do jogo e as oportunidades de golo surgiram em catadupa, sendo que a mais flagrante delas pertenceu a Jackson Martinez, o qual  falhou um golo feito na cara de Adriano. O golo adivinhava-se, pressentia-se, mas quem diria que seria o jogador mais desastrado em campo a brindar os bravos adeptos portistas presentes no estádio com um rocket do meio da rua que apenas terminou no fundo das redes? Casemiro redimiu-se de todas as asneiras que coleccionou na primeira meia hora e desbloqueou o jogo.


Poucos minutos depois, Jander viu o segundo amarelo numa entrada duríssima sobre Brahimi e foi expulso. A perder e com menos um jogador, pouco haveria a fazer para o Gil Vicente e a segunda parte encarregou-se de evidenciar a diferença de qualidade entre as duas equipas. Assistiu-se na etapa complementar a um jogo de sentido único e a quatro golos dos azuis brancos, sendo que pelo menos mais uma mão cheia ficou por marcar. Indi facturou à imagem do craque argelino que festeja na fotografia de capa deste blog, Brahimi concluiu uma jogada de entendimento com Danilo pela direita, Oliver sentou Adriano e Peks com dois gestos de pura classe antes de fazer o quarto golo e Jackson fechou as contas após uma espectacular jogada individual.

Pelo meio, tempo ainda para uma abébia da defesa do FC Porto (Maicon Maicon...) que permitiu o golo de honra ao Gil Vicente e para duas paragens cerebrais de Alex Sandro que lhe valeram a expulsão.




Colectivamente, assistimos a uma exibição agradável, porém sem deslumbrar e longe de se poder considerar uma exibição cinco estrelas, até porque pela primeira vez neste campeonato pudemos experimentar o que sente o principal rival em grande parte dos seus jogos nas competições nacionais. Realmente, jogar com mais um jogador permite uma nota artística bem mais vistosa!





Em termos individuais, destaco a classe e inteligência de Oliver. A cada jogo que passa mais convencido fico da sua qualidade e das saudades que vou sentir se ele regressar a Madrid no final da época. Sinal mais também para Brahimi, muito interventivo e a decidir quase sempre bem, e para Danilo, uma verdadeira força da natureza. Merecia o golo!



Pela negativa, a primeira meia hora de Casemiro. Incrível o número de passes falhados e a forma como se posiciona quando a equipa tem a posse de bola. Faz-me lembrar os trincos de equipas pequenas, que preferem não abrir linhas de passe para não correrem o risco de não estarem no sítio certo caso a equipa perca a bola.

Sinal menos ainda para Alex Sandro. Um jogador em risco de exclusão não pode ver um amarelo por simular uma falta no ataque.

PS: Em Dezembro pedi ao Pai Natal um unicórnio. Ele respondeu-me que os unicórnios não existem! Como alternativa, pedi que o colinho do Benfica acabe! O Pai Natal ficou atrapalhado e perguntou-me afinal de que cor queria o unicórnio! Logo à noite, depois do jogo em Penafiel acabar, conto-vos o que recebi.

PS 2: A gerência do estaminé pede desculpa pelo interregno e promete não voltar a repetir o desaparecimento súbito. Aproveitamos também para informar que o Pé que está mais à mão está agora também presente no Facebook. Like!

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