Azul e Branco

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Marítimo 1 -0 FC Porto: Naufrágio colectivo na ilha

A crónica sobre o jogo de ontem será bem mais curta que as habituais. E sê-lo-á por duas razões: se por um lado é muito mais difícil arranjar motivação e inspiração para escrever quando o FC Porto perde por sua única e exclusiva responsabilidade, por outro lado apenas vi o jogo a partir dos 60m e nessa altura já o resultado final estava feito. A verdade, e a bluegosfera é unânime nesse sentido, é que o FC Porto só se pode queixar de si próprio neste regresso à Cidade Invicta. Não há Capela que nos valha, não há batatais ou lamaçais que sirvam de atenuante, não há que ficar a chorar a nossa sorte ou azar.

Lopetegui optou por lançar Quintero no 11 inicial e fê-lo descair sobre uma ala, ocupando o lugar habitualmente de Tello. Quando soube desta alteração, fiquei logo com a pulga atrás da orelha, já que grande parte dos nossos empates e derrotas esta época estão intimamente ligados a alterações tácticas (utilização de Adrian Lopez na deslocação à Amoreira e na recepção ao Sporting) e a utilizações de jogadores fora das suas posições (opção por Quintero numa ala na deslocação a Guimarães). Sem surpresas, a nuance táctica não surtiu os efeitos pretendidos e com o resultado em 1-0 para os visitados ao intervalo, o treinador espanhol voltou à fórmula habitual, lançando Tello para o lugar do colombiano. Continuo a achar que Quintero apenas deve jogar de início nos jogos fora contra equipas que lutem para não descer e que não tenham qualidade para trocar a bola no meio campo e no ataque, uma vez que a sua qualidade de jogo sem bola é muito limitada.

Até aos 60m, e atendendo apenas aos relatos que me chegaram, o FC Porto fez uma exibição bastante insatisfatória e não merecia estar na frente do marcador. No entanto, o Marítimo também pouco ou nada fizera (e também não fez durante os 90m) para justificar a sua vantagem, até porque inaugurou o marcador no único remate que efectuou.

Foi nessa altura que Lopetegui arricou e fez entrar Gonçalo Paciência para o lugar de um desinspiradíssimo Herrera e chamou Rúben Neves para o lugar de Martins Indi. O FC Porto carregou, dispôs de várias ocasiões para igualar o marcador e beneficiou, ainda, da expulsão de um central madeirense. Porém, o resultado não se alterou até ao final, quer porque Salin fez defesas de grande dificuldade, quer porque os jogadores do FC Porto não foram competentes e eficazes na altura de finalizar.

Em termos individuais, é difícil fazer uma avaliação global das exibições dos jogadores do FC Porto porque só assisti aos 30m finais. No entanto, a má forma de Casemiro (para o jornal O Jogo brindar o brasileiro com nota 3, a sua exibição tem de ter sido inacreditável), Maicon e Alex Sandro é evidente. Já o digo aqui há muito tempo. Neste momento, não há nada que justifique a sua titularidade e Lopetegui não os pode manter no 11 apenas pelo seu nome ou por decreto. Rúben Neves, Marcano e Jose Angel há muito que merecem ocupar os seus lugares e espero que isso aconteça já na recepção ao Paços de Ferreira no próximo fim de semana. Quanto a Tello (o rendimento dos patinhos feios Varela e Ghilas o ano passado foi muito superior ao mostrado até agora pelo espanhol) e a Quintero, e enquanto não chega Brahimi, Mister, não se esqueça que tem um grande profissional no plantel cuja posição de origem é a de extremo e que ainda não mereceu qualquer oportunidade para demonstrar o que pode e sabe fazer no ataque.

O Benfica joga hoje na Madeira e pode aumentar a vantagem no topo do campeonato para 9 pontos. Ou Paulo Fonseca alcança pela primeira vez um grande resultado para si e para o FC Porto, ou o campeonato passa a ser uma miragem. E nesta altura já não adianta denunciar as arbitragens da primeira volta porque o tempo para isso já lá vai. 




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