Azul e Branco

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Antevisão Basileia - FC Porto: O regresso da Liga dos Grandes

Dois meses e pouco depois, a principal competição europeia está de volta, tendo como único representante português o FC Porto. Nesta minha primeira intervenção neste blog (o texto de hoje é escrito por mais um grande portista, Andreas Seufert, outra grande contratação deste estaminé) vou tentar fazer uma pequena análise ao Basileia, adversário do Porto dos oitavos da champions.

Comecemos com o óbvio: em termos de nomes das equipas adversárias que nos poderiam ter saído, esta era a menos sonante que nos poderia ter saído. Isto não quer dizer que é a mais fácil. Pessoalmente, preferia um Schalke ou um Leverkusen. Tem sido recorrente época após época que esta altura é a altura mais fraca do Leverkusen. E o Schalke? Primeiro, há aquele sentimento de vingança ainda da eliminatória contra o Super-Neuer. Segundo, pelo fraco futebol apresentado esta época. Mas não é deles que vamos falar aqui, é do Basileia.

Não há grande volta a dar, nós somos favoritos: ganhamos o grupo sem derrotas, temos um plantel mais forte e nem se comparam o currículo e a experiência europeia. Mesmo assim, e tenho esta opinião quer enfrentemos o Bayern, quer o Tirsense, temos que respeitar o adversário, não menosprezá-lo, mas sempre tentando impor o nosso futebol.
Comecemos pelos números:
Ficaram em segundo num grupo com Real e Liverpool. Em casa fizeram 3 jogos muito fortes: ganharam ao Liverpool por 1:0, deram 4 ao Ludogorets e perderam por 1:0 contra o Real. Já fora, foi bem pior, perderam(!) com o Ludogorets, levaram uma goleada do Real, mas, no momento da verdade, num jogo que não poderiam perder, foram empatar a Anfield.
No campeonato estão em primeiro com 8 pontos de avanço sobre o 2º, tendo este fim-de-semana empatado depois de 6 vitórias consecutivas. Tiveram há pouco o intervalo de Inverno, que deu tempo para recuperar forças e testar mais opções. Voltaram com uma vitória imponente em casa do Grasshoppers por 4:2, mas este fim-de-semana empataram a 1 em casa com o Sion.
Vou tentar tirar umas conclusões daqui: em primeiro lugar, é preciso ter cuidado com eles a jogar em casa (apesar deste último empate). Pelos resumos que vi (vamos ser francos, poucos devem ter sido que viram jogos inteiros deles, eu não vi nenhum, por isso esta análise vale o que vale), eles apresentam-se sempre muito disciplinados em casa, gostam de ter a bola e rodá-la no meio-campo a ver se encontram um espaço que se abra.
Vamos ao plantel. Não têm grandes nomes. Têm um Walter Samuel (lembram-se?), que não é usado regularmente (infelizmente, sempre o achei bom a enterrar J ). Têm um Marco Streller, avançado experiente de 33 anos, bastante alto (1,95m), sendo que esta última característica é a única que nos pode causar problemas. No meio campo têm o Fabian Frei, que assume o comando e tem uma visão de jogo muito boa, é preciso não dar-lhe tempo para pensar. São os nomes que melhor conheço, não me alongar nos outros. Mas em termos de equipa, são fortes e coesos. “Comem relva” e dobram-se muito bem. Nota ainda para o treinador português deles, o Paulo Sousa, que sabe muito bem o que é estar na champions. Começou por treinar as camadas jovens da seleção portuguesa, passando de seguida por Inglaterra, e, depois de passar por equipas bem mais modestas (Videoton e Maccabi Tel Aviv), foi parar ao Basileia. Em termos curriculares não tem muito para mostrar (apenas um campeonato israelita), uma taça húngara e a respetiva supertaça. Mas é muito acarinhado em Basileia, principalmente por causa dos bons resultados que tem tido nesta época.
Em jeito de conclusão: somos favoritos e temos tudo para passar. Mas os oitavos da champions são sempre os oitavos da champions. Eles não estão lá por acaso e, infelizmente, não seria a primeira vez que seríamos eliminados por uma equipa mais fraca no papel. 

Ver aqui os convocados para o jogo.


Insólito: Vou tentar deixar sempre deixar um toque do insólito do futebol no fim dos textos. Há duas semanas o Bayern empatou com o Schalke a uma bola. No início do jogo, Boateng foi expulso com vermelho directo, a federação alemã aplicou-lhe inicialmente 3 jogos de suspensão, mas depois baixou para 2. A justificação para não ter baixado para 1 jogo? O Neuer defendeu o penalty, por isso a penalização para o Bayern no jogo foi menor. (nota: na Alemanha costumam dar um jogo apenas por uma falta como último defesa a um avançado que se vai isolar, como neste caso, 2 ou mais para faltas violentas). O que penso é: se uma equipa já estiver a ganhar ou a perder por muitos, mais vale deixar entrar a bola então…

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