Azul e Branco

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Crónica Boavista - FC Porto - Na raça a manter as distâncias

Com uma vitória por 2:0 no Bessa o FC Porto mantém a distância para o primeiro classificado do campeonato do colinho. Mais um jogo em que a arbitragem não fica bem, mais uma vez contra os mesmos (ou a favor de outros, como preferirem).



Para além das 4 alterações forçadas que Lopetegui teve que efetuar, fazendo entrar como era previsto José Angel para o lugar do Alex Sandro, Ruben Neves em vez de Casemiro, Ricardo por Danilo e Quintero pelo lesionado Oliver, o treinador ainda deu (algo surpreendentemente) a titularidade a Hernâni por detrimento de Tello. Este último não acusou a pressão e esteve muito bem, tal como Ricardo e Ruben Neves. Já Quintero e José Angel estiveram uns furos abaixo do esperado. 

Num relvado péssimo, com muita lama num campo sintético (a tromba de água que caiu antes do jogo não ajudou, mas fiquei intrigado como apareceu lama no campo...), o jogo começou algo "encravado", com os "novos" jogadores a procurarem entrosamento entre eles e, como seria de esperar, com o Boavista a baixar muito as suas linhas, ocupando muito espaço no seu meio-campo, limitando-se a destruir o jogo portista. Aos 12 minutos surge a primeira jogada com pés e cabeça, mas uma má decisão de Quaresma, já dentro da área, não permitiu tirar frutos desta jogada. 

Dois minutos depois surge o primeiro grande caso do jogo. Após canto do lado esquerdo do ataque, marcado curto, sai um passe rasteiro para o primeiro poste, onde surge Marcano com um toque subtil de calcanhar para a zona da marca de penalty e aí aparece Hernani, que é derrubado pelo João Dias. O árbitro está a 10m do lance, sem que nenhum jogador lhe tapasse a visão e nada marca. Se realmente acha que não é penalty, porque não dá amarelo por pretensa simulação? Nem no erro esteve bem...

Até perto do intervalo o Porto não conseguiu criar nenhuma grande oportunidade de golo, apenas um remate frouxo de Jackson aos 19min e um pontapé de bicicleta do mesmo que em nada deu. Quintero não conseguia aparecer no miolo e assumir o jogo como Oliver o tem feito tão bem nos últimos jogos e as alas pouco funcionaram, muito por culpa do rigor defensivo do Boavista, que as taparam muito bem. Na minha opinião ainda ficou um vermelho por mostrar por uma entrada muito dura ao Hernâni aos 37min. Creio que nem falta, nem amarelo deu. No final da primeira parte temos a maior oportunidade do encontro, com o Jackson a falhar o que não pode (nem deve) falhar, após belíssimo passe de Quintero (a única vez que conseguiu mostrar um pouco da sua classe, aparecendo muito bem no centro do terreno e fazendo um passe magistral para JM9). As estatísticas demonstravam um domínio do FC Porto, mas não conseguia concretizar em oportunidades de golo. O Boavista só apareceu para fazer uns ataques às canelas e pouco mais.



No início da segunda parte, mais do mesmo: linhas muito baixas do Boavista, futebol durinho e impossibilidade do Porto encontrar espaços na muralha montada. Pelo meio ainda houve tempo para uma ou duas investidas do Boavista no meio-campo do Porto, para mostrar que Fabiano estava em campo e sabe defender. Uma entrada dura de JM9 podia ter corrido mal para o ponta-de-lança, mas o árbitro manteve o critério de não dar cartões, tendo ficado um amarelo por mostrar. 



Lopetegui começou a mexer na equipa, entrando Tello para a ala e Brahimi para o meio e o Porto continuava nas suas investidas no ataque até que, finalmente, aparece o golo do suspeito do costume, a passe rasteiro de Tello. A partir daqui o FC Porto tranquilizou, foi gerindo o esforço, tentando evitar umas entradas mais duras e perto do final, Brahimi "mata" o jogo com um remate na zona central muito bem colocado. Nota aqui para os festejos de Lopetegui, que a cada jogo que passa, demonstra mais o quanto vive o clube!

O Porto conseguiu uma vitória muito importante num campo tradicionalmente difícil, tendo ganho mais pela raça que demonstrou que pelo futebol de qualidade. Num jogo destes, é o que se pede: comer a relva!

Insólito: Já todos sabemos que o mundial de 2022 no Qatar está envolvido em polémica até dizer chega. Nestes dias, está uma Task Force da FIF(i)A a analisar a possibilidade de fazer o mundial em Novembro e Dezembro. Por um lado, faz todo o sentido, visto que no verão lá o calor é insuportável. Mas já estou a imaginar a final do mundial na noite de consoada. Qual bacalhau, vamos mas é todos ver a bola!

E estou mesmo a ver uma Premier League a aceitar ficar sem um "boxing day". Mas este problema já se sabia que ia acontecer no momento que fez a atribuição do campeonato do mundo.

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