Azul e Branco

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

FC Porto não descola e coloca pressão no 1º Classificado

O Porto recebeu e venceu o Vitória SC no jogo a contar para a 21ª jornada da Primeira Liga, jogo esse que ficou marcado pela inclusão no 11 inicial de um dos protagonistas da presente temporada, Brahimi. 
O início do jogo mostrou um FC Porto pressionante e a circular a bola com rapidez, conseguindo chegar várias vezes ao último terço do terreno com perigo. Logo aos 10 minutos de jogo essa mesma pressão surtiu efeito e numa bola ganha à defessa do Vitória, Jackson remata por cima da baliza, mas os lances de ataque não ficaram por aqui.

Se na manobra ofensiva Jackson é o suspeito do costume, a 1ª parte mostrou que os laterais do FC Porto não quiseram ficar atrás, subidos no terreno e muito activos no ultimo terço, conseguiram momentos de desequilíbrio como por exemplo a excelente jogada pela esquerda protagonizada por Alex Sandro que, com um túnel sobre o defesa do Vitória, conseguiu ganhar espaço para o cruzamento perigoso.

O Vitória SC não conseguia ligar as jogadas muito por culpa do meio campo musculado do FC Porto, com Casemiro em bom plano, que conseguiu colocar sempre por terra as poucas investidas que o Vitória dispôs em terrenos mais avançados. Se Casemiro esteve bem a destruir, Oliver foi sempre o mais clarividente dos 3 homens do meio campo Portista com a bola nos pés, sempre de cabeça levantada à procura do colega em melhor posição para receber a bola, foi um elemento chave na ligação defesa ataque, alias tem sido jogo após jogo um jogador preponderante na equipa dos Dragões.

Não é por acaso que esta crónica ao jogo começa com a referência a Brahimi, depois da participação na CAN, o Argelino havia regressado a semana passada e talvez por respeito aos que o substituíram no período em que esteve ausente e também eventualmente por causa do cansaço acumulado que uma competição, curta mas intensa como a CAN provoca, havia começado o jogo no banco frente ao Moreirense. Desta vez começou de inicio e num jogo em que o FC Porto ganha por 1-0 é impossível não destacar o jogador que fez o único golo da partida e que consequentemente deu os 3 pontos aos azuis e brancos. Com alguns bons pormenores na primeira parte foi-se esvaziando com o desenrolar do jogo, muito por culpa do cansaço físico, mas já havia deixado a sua marca no jogo.

O golo não mudou o rumo da partida e esta foi para intervalo tal e qual como começou, com o FC Porto com mais posse, mais velocidade e mais clarividência no ataque controlando todas as operações desde a defesa ao ataque.
A história da segunda parte não poderia começar de maneira mais diferente, o intervalo não foi bom conselheiro para os Dragões (principalmente os primeiros 15 minutos) e demonstrou um Porto que foi uma sombra do mesmo que havia controlado e gerido a seu bem querer o jogo nos primeiros 45 minutos. Sinal disso foram os dois pontapés de canto que o Vitória SC ganhou de rajada logo a abrir o segundo tempo. O FC Porto parecia ter deixado o pulmão no balneário, Herrera que, sem ser exuberante havia sido peça importante na 1ª parte, voltou do balneário sem a intensidade dos primeiros 45 minutos, Brahimi acusou o cansaço acumulado, com o baixar de intensidade do FC Porto, o Vitória SC galvanizou-se e começou a ter mais bola nos pés, embora nunca tenha conseguido criar verdadeiras situações de perigo junto da baliza portista, gerou um desconforto nos azuis e brancos que venciam apenas pela margem mínima e passavam a ter menos posse e a ver os Vimaranenses mais adiantados no terreno.
O antídoto não demorou, Lopetegui leu bem o momento do jogo e lançou Ruben Neves para o lugar de Herrera, assim como Tello para o lugar de Brahimi. O meio campo voltou a funcionar e Ruben Neves voltou a fechar a porta que Herrera havia deixado escancarada, assim como ofereceu mais profundidade ao jogo dos azuis e brancos. Tello trouxe a velocidade e intensidade que já faltavam a Brahimi, mexendo um pouco mais as manobras do ultimo terço do terreno. O antídoto teve efeito imediato e as rédeas do jogo voltaram para onde estavam inicialmente, o Porto voltava a controlar.

A segunda parte fica marcada também pelas muitas faltas (algumas delas de cortar a respiração) por parte do Vitória SC, Cafu conseguiu a proeza de se manter em campo após uma entrada assassina de sola a Casemiro que valia certamente a exclusão da partida. 

Aliás, disciplinarmente, o árbitro demonstrou dualidade de critérios, prejudicando a equipa Portista com amarelos cirúrgicos que colocam de fora da partida do Bessa três titulares indiscutíveis Danilo, Alex Sandro e Casemiro.
Os Dragões terminam o jogo como começaram, por cima, embora sem a exuberância da primeira parte. O resultado peca por escasso num jogo que só poderia ter um vencedor, pois, na realidade, o FC Porto foi a única equipa capaz de criar lances de perigo junto a baliza do Vitória SC.

Lopetegui ciente da importância do jogo e, também, aliviado pelo apito final, pois vencia pela margem mínima, festejou de punhos cerrados a vitória que coloca os azuis e brancos provisoriamente a morder os calcanhares do 1º classificado a 1 ponto da liderança da Liga.

(Crónica escrita pelo Miguel Guimarães, novo colaborador do blog, a quem desde já muito agradeço, saudando esta grande contratação).

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