Azul e Branco

Azul e Branco

terça-feira, 31 de março de 2015

Antevisão Marítimo - FC Porto: Meia final da Taça da Liga

Com a pausa para compromissos das selecções nacionais nos últimos cartuchos, é tempo de nos voltarmos a concentrar no futebol que realmente interessa e de esquecer quem anda a brincar com assuntos sérios (os (ir)responsáveis pela marcação de jogos amigáveis tipo Portugal-Cabo Verde, Omã-Argélia, Indonésia-Camarões ou Kuweit-Colômbia, numa altura da época crucial para os clubes, deviam ser processados!). Já lá vão 10 dias sem ver jogar o FC Porto e ainda teremos de esperar outros 2 até ser dado o pontapé de saída no jogo dos Barreiros, pelo que, na tentativa de acelerar as coisas, iremos antecipar em 24 horas a crónica de antevisão ao encontro.

Os Dragões deslocam-se à Madeira na esperança e com o objectivo claro de carimbar o passaporte para a final da competição. Apesar de ser evidente que a Taça da Liga ocupa o lugar mais baixo na hierarquia de competições desta época, e de ser expectável que Lopetegui lance no 11 inicial alguns jogadores menos utilizados, a verdade é que o FC Porto entra sempre em campo com o mesmo objectivo: vencer. No entanto, vencer é um verbo que tem andado arredado das deslocações portistas à ilha da Madeira, já que as últimas 4 partidas para o campeonato em solo insular se traduziram em 4 amargos de boca e apenas num ponto alcançado em doze possíveis.

O meu palpite é que o nº 39 vai facturar. E o teu?
Será, certamente, um jogo bastante complicado e que exigirá um FC Porto forte e concentrado. Sabendo-se que o jogo segue imediatamente para a marcação de grandes penalidades caso o marcador assinale um empate no final dos 90 minutos regulamentares, é normal que os maritimistas apostem numa toada ainda mais defensiva do que o habitual e que coloquem as suas fichas na lotaria dos remates a 11 metros da baliza. Compete ao FC Porto contrariar esta tendência e resolver o jogo tão cedo quanto possível, até porque a eficácia na marcação de grandes penalidades não é uma qualidade associada aos Dragões.

Lopetegui chamou 21 jogadores para o jogo de quinta feira e o mais provável é que nem o próprio treinador do FC Porto tenha já o 11 inicial idealizado na sua cabeça. Penso, ainda assim, que o técnico espanhol deverá privilegiar nas suas escolhas aqueles jogadores que não se ausentaram para compromissos das suas selecções e que deverá fazer descansar aqueles que mais minutos jogaram nos últimos dias (Brahimi, Danilo, por exemplo).

O meu onze para quinta feira seria o seguinte: Helton, Ricardo, Maicon, Marcano, Jose Angel/Alex Sandro, Casemiro, Campaña, Evandro, Tello, Hernani, Gonçalo Paciência.

E tu? Que equipa escolhias para o jogo? Aproveita que já sabes os convocados, faz a tua equipa e dá o teu palpite aqui para te habilitares a ganhar 2 camisolas do FC Porto e 2 bilhetes para o FC Porto - Estoril de segunda feira! 
Consulta o regulamento do passatempo aqui e não te esqueças que podes alterar o teu palpite até às 19h00 do dia do jogo.

PS: mais uma boa entrevista do nosso Mister. Quanto mais reacções de indignação nas virgens ofendidas ele provoca, mais certezas tenho de que está a falar bem. Carrega Mister!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Passatempo FC Porto - Estoril: Regulamento (actualizado)

Chegou, finalmente, o momento de te explicarmos o que tens de fazer para seres um dos vencedores do passatempo e, assim, ganhares uma camisola do Mágico e um bilhete para o FC Porto - Estoril da 27ª jornada da Liga Portuguesa (dia 6 de Abril, segunda feira).

Cá vai:

1º - Fazer like na página do Pé que está mais à mão no facebook (tens um link para lá no lado direito do ecrã);

2º - Fazer like no post "Passatempo FC Porto - Estoril: Palpites" que será publicado no facebook da página do Pé que está mais à mão ainda durante esta sexta-feira; e

3º - Adivinhar o resultado e marcadores dos golos da partida Marítimo - FC Porto para as meias finais da Taça da Liga que terá lugar na próxima quinta-feira (atenção às restantes alíneas deste artigo), comentando o post referido no número 2º:

a) Não basta adivinhar o resultado final e os marcadores dos golos. Uma vez que "só" temos dois prémios para oferecer e contamos ter muita gente a tentar a sua sorte, é necessário que adivinhes a ordem dos marcadores dos golos. Se, por exemplo, achares que o jogo termina 1-3 (vitória do FC Porto, porque joga na condição de visitante), é necessário que adivinhes quem marca o primeiro, segundo, terceiro e quarto golos. Neste caso, e como não queremos que adivinhes quem são os jogadores do Marítimo a marcar, basta que escrevas, por exemplo, a seguinte mensagem: 0-1 Aboubakar, 1-1 Marítimo, 1-2 Quaresma, 1-3 Rúben Neves. Se, por exemplo, achares que o jogo termina 0-2, basta que escrevas, por exemplo, 0-1 Evandro, 0-2 Hernani.

b) Caso o teu palpite seja um empate no final dos 90 minutos (o jogo seguirá, assim, logo para o desempate por grandes penalidades), é necessário ter atenção à diferença entre empate com golos e sem golos. 
                 - No caso do empate com golos, se acertares resultado, marcadores e ordem dos golos (conforme exemplos da alínea a)), o teu palpite será considerado como certeiro e o desempate por marcação de grandes penalidades não será relevante para ti.
               -  No caso do empate sem golos, o teu palpite só será considerado como certeiro se adivinhares o resultado do desempate das grandes penalidades (terás, assim, de escrever, por exemplo, 0-0 + 3-4 em penaltis - os marcadores dos golos em penaltis nunca são relevantes).

c) Palpites em que o FC Porto perde sem marcar qualquer golo (espero não ter ninguém com palpites destes...) são os únicos que exigem o nome (e ordem) dos jogadores do Marítimo. Por exemplo, se achas que o FC Porto perde por 1-0, tens de escrever, por exemplo, 1-0 Fransérgio. Se achas que o Porto perde 2-1, por exemplo, basta que escrevas 0-1 Gonçalo Paciência, 1-1 Marítimo, 2-1 Marítimo - neste último exemplo não tens de saber os nomes dos marcadores dos golos do Marítimo.

4º - Os requisitos dos três primeiros números (e suas alíneas) são cumulativos. A não observância de qualquer um deles tem como consequência a não aceitação do palpite e a não participação no passatempo.

5º - Caso existam mais que dois palpites certeiros, será realizado um sorteio "puro" entre todos os que tiverem acertado para apurar os vencedores do passatempo.

6º - Caso não existam palpites certeiros suficientes, reservamo-nos o direito de proceder à atribuição dos prémios aos vencedores da forma que acharmos mais justa.
7º - Só serão admitidos palpites que respeitem o disposto no número 2º. A data limite para comentarem o post enviando o vosso palpite são as 18h30 do dia do 02/04/2015. Todos os palpites enviados depois das 19h00 do referido dia NÃO serão considerados válidos para participar no passatempo. 

8º - Só serão admitidos palpites de pessoas singulares e "reais", isto é, palpites enviados por páginas de facebook de marcas, empresas, etc., não serão considerados válidos para participar no passatempo.

9º - Os prémios serão entregues no Estádio, no dia do jogo FC Porto - Estoril. Caso algum dos vencedores não seja da cidade do Porto e não possa ir ao jogo receber o seu bilhete e a sua camisola, podemos considerar o envio da camisola pelos CTT, desde que o vencedor assuma as despesas do envio da mesma. No entanto, atribuiremos o bilhete a um outro participante do passatempo, novamente da forma que acharmos mais justa.

10º - Os bilhetes são para a Bancada Coca Cola, sector 25. As camisolas NÃO são oficiais, mas réplicas de elevada qualidade.

Boa sorte a todos!

PS: Já podes participar. Fá-lo aqui!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Passatempo FC Porto - Estoril

Já chegaram os prémios do passatempo!


Vais tentar a tua sorte ou vais perder a oportunidade de ver o Mágico ao vivo e ganhar uma destas camisolas?

Sexta-feira damos todos os detalhes sobre o passatempo e dizemos-te o que tens de fazer para tentares ser um dos vencedores!

Vídeo da Semana: 2004/2005 - FC Porto 2-2 Estoril

A confirmação de que nem sempre muitos craques fazem uma grande equipa.
Depois de duas épocas de sonho ao comando de José Mourinho, que culminaram em grandes conquistas nacionais e internacionais, o FC Porto sofreu um grande assédio por parte dos principais tubarões mundiais. No Verão de 2004, Pinto da Costa foi obrigado a deixar partir do Dragão uma significativa parte dos jogadores que integraram o plantel nos dois anos anteriores, incluindo o timoneiro responsável pelos enormes sucessos alcançados. José Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Pedro Mendes fizeram as malas rumo a Londres, Deco seguiu viagem para a Catalunha e Alenitchev regressou ao seu país natal. Para além dos referidos craques, outros jogadores deviam ter saído no final de 2003/2004, já que o seu ciclo de vitórias de azul e branco ao peito havia terminado e as suas cabeças já sonhavam com contas recheadas de euros noutras paragens (Nuno Valente nunca mais foi o mesmo e acabou por sair para Inglaterra na época seguinte; Derlei, Maniche e Costinha foram uma sombra daquilo que nos habituaram e debandaram para Moscovo e Carlos Alberto perdeu-se para sempre como jogador, acabando por zarpar para o Brasil). Resumidamente: da equipa que jogou em Gelsenkirchen, sobravam, de corpo e alma, Vítor Baía, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Benni MacCarthy. Uma verdadeira revolução!

No entanto, e em sentido contrário, o pós Gelsenkirchen trouxe para o Dragão um camião cheio de potenciais craques! Seitaridis (lateral direito titular da selecção grega que venceu o Euro 2004), Pepe (titular do Real Madrid no presente, Hugo Leal (uma das grandes promessas do futebol português da altura), Ibson, Diego e Luís Fabiano (três jogadores em quem os brasileiros depositavam enorme expectativas), Hélder Postiga (regressado de Londres para tentar repetir a época de sonho de 2002/2003) e Ricardo Quaresma (envolvido na transferência de Deco para Barcelona) eram os principais nomes escolhidos para fazer esquecer quem partiu. Em jeito de curiosidade, Areias ou até Thiago Silva (central do PSG e da selecção brasileira) também chegaram nesse verão, embora o último tenha sido contratado para a equipa B. No banco, e depois de Del Neri ter sido despedido ainda antes de ter começado a época, Victor Fernandez, um dos principais treinadores espanhóis do século XXI.

A época até começou bem, já que os Dragões conquistaram a Super Taça Cândido de Oliveira frente ao Benfica com um grande golo de Quaresma. Porém, cedo se percebeu que no campeonato a história ia ser diferente. Um empate na recepção ao Leiria na abertura da Liga, seguido de novo empate em Braga, não auguravam nada de bom. A recepção ao recém promovido Estoril na terceira jornada (jogo escolhido para o vídeo da semana) afigurava-se como a oportunidade perfeita para finalmente arrancar com o campeonato e voltar a colocar os Dragões no caminho das vitórias. Sucede que...

O jogo foi novamente uma desgraça. Apesar dos azuis e brancos terem entre o lote de convocados para o jogo mais de uma dezena de estrelas (Vítor Baía, Seitaridis, Pepe, Pedro Emanuel, Hugo Leal, Costinha, Maniche, Carlos Alberto, Postiga, Luís Fabiano, Quaresma, Derlei, Benni MacCarthy e Raúl Meireles), a verdade é que não foram capazes de superar os estorilistas. O que serve, desde já, de aviso para o próximo jogo para o campeonato desta época, precisamente contra o Estoril Praia - nem sempre a melhor equipa e os melhores jogadores vencem, é preciso o espírito e entrega certos. 

Ao contrário do habitual, não é possível colocar o vídeo directamente aqui no blog, pelo que deixo aqui links para os principais lances da partida.


Tal como o título do post indica, e como seria de esperar depois de três empates nas três primeiras jornadas do campeonato, a época 2004/2005 foi completamente atípica e está perto de poder ser considerada como um desastre completo (salvando-se a Taça Intercontinental conquistada nas grandes penalidades contra o Once Caldas). O FC Porto terminou a época em 2º lugar com 62 pontos, fruto de 11 empates e 6 derrotas em 34 jogos. Em jeito de comparação, na presente época, o FC Porto tem os mesmos 62 pontos com ainda 8 jogos por disputar. O fraquíssimo campeonato dos azuis e brancos permitiu a um Benfica pouco menos do que banal recuperar o título mais de 10 anos depois, num ano em que nenhuma das equipas portuguesas merecia ser campeã. 

PS: Sexta-feira iremos anunciar os moldes e o regulamento do passatempo para a recepção ao Estoril. Dois leitores serão premiados com uma camisola do FC Porto e um bilhete para o jogo (uma camisola e um bilhete para cada um).

segunda-feira, 23 de março de 2015

Curtas do dia sobre a desilusão que invadiu a "Bluegosfera"

Infelizmente, não pude ver os jogos do fim de semana porque estive ausente do país, pelo que só agora comento aqui as suas incidências. Ao final da tarde de sábado, recebi a notícia que o Benfica perdera em Vila do Conde, com um golo sofrido aos 94 minutos. Apesar dos adeptos benfiquistas, mais uma vez, se terem apressado a reservar, muito antes do tempo, tudo o que é rotunda por esse país fora, a verdade é que tais actos mais não são do que uma tentativa frustrada de disfarçar o medo que sentem pelo facto do FC Porto lhes estar a morder os calcanhares há meses (como facilmente pudemos constatar no final do jogo com o Rio Ave em que os adeptos afrontaram jogadores e treinador encarnados). Os adeptos benfiquistas sabem tão bem como os adeptos portistas que o FC Porto é mais forte que o Benfica e que quando não aparecem ajudas "divinas", a equipa comandada por Jorge Jesus treme a bom tremer e muitas vezes acaba por cair. Foi o que aconteceu no sábado, num jogo em que bastou o árbitro não ter medo de assinalar o que tinha de ser assinalado para o Benfica se estatelar ao comprido. E se "deixarem", o Benfica vai cair mais vezes!

Fiquei, obviamente, muito satisfeito com a escorregadela do Benfica porque, a partir daquele momento, o FC Porto passava a depender apenas de si próprio para ser campeão. Era a oportunidade que esperávamos há meses, uma oportunidade de ouro, como muito bem definiu o Miguel Guimarães na sua última crónica. Contudo, os azuis e brancos não conseguiram capitalizar plenamente o falhanço do Benfica e não foram além de um (justo) empate na Choupana, apesar da vantagem no marcador ao intervalo. Foi um tremendo balde de água fria e todos os posts nas redes sociais a gozar com a derrota dos encarnados pareceu deixar de fazer sentido. Em sensivelmente duas horas, o adepto azul e branco e a "bluegosfera" passaram de um estado de euforia desmedida para um sentimento de desilusão e de descrença injustificados.

E é exactamente sobre este estado de desilusão e descrença que vos escrevo hoje. Obviamente que já sei que não jogámos absolutamente nada. É evidente que desperdiçámos o momentum e que não colocámos o Benfica numa posição tão difícil quanto a que podíamos ter colocado. É claro que existem mil erros a apontar aos jogadores e ao treinador depois da performance de sábado. Mas, meus amigos, não entremos em dramatismos desmesurados, não coloquemos em causa o profissionalismo demonstrado por todos até hoje, mesmo em momentos de enorme pressão e perante gigantes adversidades, e, por amor de Deus, não atiremos a toalha ao chão! Todos temos direito a um dia mau ou menos bom, no qual tudo sai ao contrário daquilo que pretendemos. A nós adeptos compete-nos apoiar quem tudo tem feito para vencer (relembro que contávamos com uma série 10 jogos a jogar bem, a qual incluía sete vitórias consecutivas no campeonato). Não vale a pena dizer que somos os maiores porque limpámos o Basileia de uma forma exemplar, que somos fantásticos quando goleámos o Sporting ou que fomos solidários e fomos Porto quando vencemos o Arouca com 10, se depois ao primeiro deslize passamos a ser uma vergonha.
A todos aqueles que argumentam que o FC Porto não falha nestes momentos e que uma equipa que desperdiça uma oportunidade destas não merece ser campeã, relembro apenas quatro episódios dos últimos dois títulos conquistados. Em 2011/2012, num jogo épico e com uma reviravolta memorável, o FC Porto venceu o Benfica na Luz por 3 bolas a 2. Quando todos pensavam que tinha sido dada a machadada final nas aspirações benfiquistas dessa época, o que é que o FC Porto fez nos jogos que se seguiram? Empatou na recepção à fraquinha Académica e quinze dias mais tarde voltou a empatar em Paços de Ferreira. Ou seja, o FC Porto vacilou em duas alturas cruciais, foram quatro pontos deitados fora, mas mesmo assim foi suficientemente forte para terminar o campeonato na frente. Ou em 2012/2013, num ano em que FC Porto e Benfica discutiam taco a taco o primeiro lugar, o que fez o FC Porto duas horas depois do Benfica perder 2 pontos na Choupana? Empatou com a inqualificável Olhanense em pleno Estádio do Dragão. E isto sem falar no empate nos Barreiros a uma bola, duas horas antes do Benfica jogar em Guimarães aquele que seria presumivelmente o desafio mais difícil até ao FC Porto-Benfica da penúltima jornada. No entanto, todos sabemos como acabou esse campeonato...

Em termos práticos, falhámos uma boa oportunidade para encostar ao Benfica, mas estamos melhores do que há uma semana atrás. Hoje sabemos que se ganharmos os nossos jogos, somos campeões. A semana passada isso não era verdade. A semana passada, todos chorávamos e dizíamos que podíamos ganhar os jogos todos, que mesmo assim o "colinho" não iria permitir que o Benfica deixasse o primeiro lugar. E se o FC Porto tivesse empatado na Choupana antes do Benfica perder em Vila do Conde, estávamos hoje todos eufóricos! Vamos lá reunir as tropas, transmitir confiança aos jogadores e treinador e vencer as últimas 8 finais que faltam (Estoril, Rio Ave, Académica, Benfica, Setúbal, Gil Vicente, Belenenses e Penafiel), à semelhança do que fizemos em 2012/2013.
Eu acredito e, muito honestamente, quem não acredita pode muito bem trocar de clube e juntar-se àqueles que, mesmo tendo a sua equipa em primeiro, já rezam para perder só por um contra o FC Porto para terem uma reduzida hipótese de manter o primeiro lugar.






domingo, 22 de março de 2015

Nacional 1-1 FC Porto: Oportunidade de Ouro transformada em Bronze

O Futebol Clube do Porto teve ontem à noite a possibilidade de se colocar a apenas e só 1 Ponto do 1º classificado.

O dia parecia ser perfeito para o Dragão. O principal rival havia perdido (e bem) contra um grande Rio Ave e ao FC Porto só lhe competia fazer o que era pedido nesta recta final do campeonato: ganhar!
O Porto, verdade seja dita, entrou mal no jogo, penso que muito por culpa do factor psicológico, pois os jogadores sabiam de ante-mão o resultado do rival. No entanto, a este nível, isso devia ser uma motivação extra! A meu ver, acho que é aqui que entra a parte da experiência, ou neste caso, da falta dela. Já é sabido e mais que sabido que o FC Porto é uma equipa jovem (a mais jovem das presentes na Champions, por exemplo) e nestes momentos é preciso ratice e é preciso saber ganhar custe o que custar e penso que isso faltou ontem aos Dragões.

Para explicar a derrota, há que também chamar os burros pelos nomes. Herrera, Brahimi e Aboubakar estiveram irreconhecíveis. Se aliarmos a isto um cartão amarelo madrugador a Casemiro e uma exibição mais discreta (menos mal que os atrás mencionados) de Evandro, temos então o miolo do terreno a saque. Foi isso que aconteceu, o Porto nunca conseguiu ligar as pontas e foi apanhado várias vezes em contra pé, o meio campo por vezes parecia uma auto-estrada sem portagens e, verdade seja dita, se o Nacional tem concretizado melhor no último terço, o Porto poderia ter saído da Choupana sem qualquer ponto.

É certo que tivemos 2 bolas nos ferros , uma de Maicon através de um livre fora da área e outro numa jogada de bola corrida do lado direito por parte do Danilo, mas para uma equipa que tinha de ganhar, o que foi produzido em campo não foi nem de perto nem de longe o suficiente. Há que dar também mérito a quem o tem. O Nacional encarou o jogo de uma forma muito mais aguerrida do que o Porto e isso notou-se nas bolas dividias e na alma com que se entregaram nos permanentes duelos durante o jogo inteiro.

Se a primeira parte valeu pelo grande golo do Tello, aliás para mim, o melhor em campo, a segunda parte ficou marcada pelas substituições, que tirando a entrada de Quaresma, que realmente abanou lá na frente (e que a meu ver merecia ser já titular já no próximo jogo deixando Brahimi no banco), Rúben Neves e Quintero não deram nada de novo ou de positivo ao jogo Portista. O tempo ia passando e o jogo ficava mais partido e foi nessa altura que o Nacional poderia ter mesmo chegado ao 2-1, principalmente num lance em que o atacante do Nacional tinha mesmo só de empurrar a bola para dentro da baliza escancaradamente aberta, mas num golpe difícil (sim, difícil, porque o mais fácil era mesmo metê-la lá dentro) enviou a bola por cima da barra.

Os últimos 10/15 minutos de jogo foram exasperantes. O Porto falhou passes fáceis, perdeu bolas estupidamente e realmente viu-se bem que já não havia força nem discernimento mental para mais, o apito final confirmou o que para mim foi o resultado mais justo, o empate.

Saindo um pouco do jogo e entrando naquilo que são as contas do título, é verdade que a partir de ontem o FC Porto só depende dele mesmo para ser campeão, daí o bronze do título, porque na realidade conquistou um ponto ao líder. No entanto, quando estavam em cima da mesa 3 pontos para roubar, a tal oportunidade de ouro reduziu-se a pouco, muito pouco.
Penso também que a partir de agora, o líder percebeu que o campeonato não são as favas contadas que faziam parecer crer após o jogo com o Braga e julgo que esta derrota ontem em Vila do Conde pode deixar marcas e desestabilizar o líder. A nós resta-nos ganhar todos os jogos até ao fim porque, tirando o jogo na Luz, que terá que acabar com uma derrota para os encarnados, acredito fortemente que eles ainda irão perder mais pontos para além desse jogo!

Em jeito de despedida,

Quem os viu em Alvalade a festejar……..

Crónica escrita pelo Miguel Guimarães

PS: Estejam atentos ao blog e à página do facebook porque até ao final da semana iremos anunciar um passatempo que atribuirá prémios para a recepção ao Estoril (próxima jornada).

sexta-feira, 20 de março de 2015

Antevisão Nacional - Porto

Em dia de sorteio dos quartos da Champions não é fácil fazer uma antevisão para o jogo de amanhã entre Nacional e Porto. Principalmente depois do sorteio que foi. Acho que é unânime que nos saiu a equipa mais difícil neste sorteio. Não é a primeira vez que os defrontamos numa situação em que eles são claramente favoritos e depois saímos com a vitória. Mas isso ficará para outro texto, aquando da antevisão desse jogo.



Voltando ao campeonato: Vamos entrar em campo já sabendo o resultado do nosso principal rival que terá uma deslocação a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave. Depois do que se tem passado esta época (em especial no fim-de-semana passado) podemos concluir que, à parte de facilitarem a vida ao rival, andam a dificultar a nossa. Num campo tradicionalmente difícil temos que continuar com o objectivo que nos propusemos depois da derrota na madeira: ganhar todos os jogos até ao final. O que os adversários depois farão está fora do nosso alcance. Como disse Lopetegui (e muito bem): "Não posso, nem quero controlar isso, tenho é que tratar da minha equipa"


Com Fabiano de fora por expulsão no jogo anterior, temos Hélton de volta à titularidade (para meu agrado). Creio que se adapta muito bem ao jogo do Porto, principalmente por ter um jogo de pés muito bom. Danilo deve continuar de fora, mantendo o Ricardo a lateral. Fica a dúvida se Maicon volta ao centro da defesa ou se o treinador mantém a aposta em Indi (uma "boa" dor de cabeça). Do meio-campo para a frente deverão alinhar os mesmos que na recepção ao Arouca, ficando apenas a dúvida entre Quaresma e Tello.



Jogar na ilha nunca é fácil. Foi lá que perdemos o último jogo para o campeonato (apesar do adversário ter sido outro). O Nacional vai apresentar-se muito fechado e tentar surpreender-nos em contra-ataque, aliás, como todas as equipas se têm apresentado contra o Porto. Resta fazer o que tem sido recorrente: abrir espaços para criar as oportunidades necessárias para marcar e trazer os 3 pontos na mala.

PS: Como li há bocado: Continuo a achar mais fácil ganhar a Champions este ano do que o campeonato!

terça-feira, 17 de março de 2015

Será mesmo apenas muito "azar" ou já se trata de medo de errar?

Na ressaca de mais uma jornada desta já longa Liga, e depois de muito ler sobre o jogo de Domingo com o Arouca, pareceu-me apropriado fazer uma pequena pesquisa sobre os "azares" que temos visto repetidamente desde Agosto e que apenas Lopetegui tem vindo a denunciar (já que a direcção do FC Porto continua a dormir na forma e a fazer desesperar a grande maioria dos adeptos azuis e brancos, excepção feita ao pesetero Vítor Baía e a mais uns quantos orgulhosos).

A pesquisa teve como ponto de partida as expulsões de Maicon e Fabiano nos jogos com o Boavista e Arouca. Conforme já referi, não está aqui em causa a bondade dessas decisões. Para mim, ambos foram bem expulsos e penso que o futebol só tem a ganhar se a decisão em lances semelhantes for a mesma (o que não invalida eu considerar que Maicon vai continuar a ser até ao final do campeonato o único jogador dos "grandes" a ser expulso desta forma). O que está aqui em causa é a queda de mais um mito: o mito de que é difícil apitar contra o FC Porto, especialmente no Estádio do Dragão. Conforme já tínhamos visto em ambos jogos com o Estoril da época passada, hoje em dia o difícil é decidir a favor do FC Porto (lembro os mais esquecidos o penalti surreal no jogo no Estádio António Coimbra da Mota - ver foto em baixo -  e, também, a (justa) expulsão de Mangala e consequente penalti no Estádio do Dragão). 
Ao contrário do que acontece hoje em dia com o Benfica (quando foi a última vez que o Benfica teve um jogador expulso nos primeiros 30 minutos de jogo para o campeonato? Nunca?), contra o FC Porto não há qualquer problema em errar. Faz parte, é considerado "azar". Repare-se que esta época, e depois de passadas 25 jornadas, o FC Porto nunca teve a "sorte" de ficar em vantagem numérica numa altura em que o jogo estivesse, ainda, empatado. Nem uma vez! E não foi por falta de oportunidades para o fazer. Já o Benfica viu 11 jogadores adversários serem mandados mais cedo para o balneário , sendo que em 4 delas a equipa adversária ou estava na frente do marcador ou o jogo estava empatado.
Este medo de desiquilibrar o jogo a favor do FC Porto é, ainda, mais evidente na falta de rigor com que se analisam os lances de ataque dos azuis e brancos dentro da área adversária. Até ao presente momento, os Dragões beneficiaram de 5 grandes penalidades, todas elas tão claras como incontestadas. Dessas 5 grandes penalidades, apenas 2 foram assinaladas numa altura em que o FC Porto não estava na frente do marcador (jogo em Guimarães e recepção ao Setúbal). E realço o facto das faltas que originaram essas grandes penalidades terem sido por demais evidentes, não dando hipótese aos árbitros de lhes fazerem vista grossa.

Infelizmente, e, mais uma vez, certamente por "azar", a decisão não foi a mesma em 9 outras situações de possível penalti a favor do FC Porto em alturas em que o jogo estava, ainda, empatado.

Vejamos:

  • Guimarães 1-1 FC Porto: penalti (e cartão vermelho) por marcar sobre Brahimi com 0-0 no marcador e penalti sobre Quintero com 1-1 no marcador;

  • Sporting 1-1 FC Porto: penalti por marcar depois de Maurício cortar com a mão dentro da área um remate de Jackson Martinez com 1-1 no marcador;

  • FC Porto 2-1 Braga: penalti por marcar sobre Alex Sandro com 1-1 no marcador;

  • Arouca 0-5 FC Porto: penalti (e cartão "laranja") por marcar sobre Jackson Martinez com 0-0 no marcador;

  • Estoril 2-2 FC Porto: dois penaltis por marcar na mesma jogada por faltas sobre Danilo e Brahimi com 1-1 no marcador;

  • Moreirense 0-2 FC Porto: penalti por marcar sobre Maicon com 0-0 no marcador;

  • Boavista 0-2 FC Porto: penalti por marcar sobre Hernani com 0-0 no marcador; e

  • FC Porto 1-0 Arouca: penalti por marcar sobre Quaresma com 0-0 no marcador.


Posto isto, a pergunta que se coloca é: o FC Porto tem tido muito "azar" esta época, os árbitros têm muito medo de errar em benefício do FC Porto ou haverá algo mais? Existe alguma indicação para não se expulsarem adversário do FC Porto e não se marcarem grandes penalidades enquanto o jogo estiver empatado? Pelo menos, é a ideia que passa...

PS: Tal como previra, o Benfica venceu o Braga. Justa e merecidamente, diga-se. Previ, também, que fariam a festa como deve ser durante a semana e que descomprimiriam depois de alcançado o grande objectivo que era vencer o Sporting de Braga (aquele clube que em 60 jogos para o campeonato só venceu uma vez na Luz, na longínqua década de 50. Sim, esse clube que só facilita contra o FC Porto). O resta de previsão vocês conseguem adivinhar, certo?







domingo, 15 de março de 2015

FC Porto 1 - 0 Arouca: Este Dragão ultrapassa tudo e todos!!

O Miguel Guimarães bem avisou na sua crónica que o jogo de hoje ia ser bem mais difícil do que aquilo que se podia adivinhar. Foi preciso muito suor, muita solidariedade e muita cabeça para conseguir levar de vencida a turma orientada por Pedro Emanuel, As dificuldades e os obstáculos que os portistas tiveram de ultrapassar foram vários: desde as ausências por lesão de dois dos melhores jogadores do plantel (Danilo e Jackson Martinez), passando pela expulsão de Fabiano no início de um jogo na ressaca de um desgastante semana de Champions (digo, desde já, que penso que foi bem expulso), continuando pela ausência de brindes dos Arouquenses (quem não se lembra dos brindes do fim de semana passado, com o guarda redes Goikotchea a oferecer dois golos e o defesa central a fazer-se expulsar sem necessidade?) e acabando em mais uma arbitragem "habilidosa" do trio orientado por Jorge Tavares. Porém,no final dos 90 minutos, jogadores e treinador mereceram o aplauso das bancadas e a conquista de mais 3 pontos. Foram enormes!

Quanto ao jogo jogado, Lopetegui escalonou um 11 inicial com algumas alterações relativamente ao jogo de terça feira. O treinador espanhol, depois de mais um brilharete na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, optou por colocar Martins Indi, Oliver Torres e Quaresma nos lugares de Maicon, Evandro e Tello, sendo que Ricardo Pereira substituiu o lesionado Danilo. Os primeiros minutos mostraram um Arouca atrevido e com as suas linhas subidas no terreno de jogo, mas a primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao FC Porto, com Herrera, já dentro da área, a acertar num defesa contrário quando o estádio já gritava golo.

No entanto, numa altura em que domínio portista se intensificava e o Arouca sentia dificuldades em sair da sua área, um canto mal executado pelos dragões permitiu um contra ataque rápido dos visitantes, Fabiano tentou imitar Neuer saindo da sua área para cortar o lance, mas só acertou em André Claro. O árbitro deu ordem de expulsão ao brasileiro e Lopetegui foi obrigado a fazer entrar Helton para a baliza (Ricardo foi o sacrificado, ficando a linha defensiva reduzida a Indi, Marcano e Alex Sandro). Pela segundo vez esta época, os azuis e brancos ficaram reduzidos a 10, em casa, numa fase muito precoce do jogo. E ainda há benfiquistas que têm a distinta lata de dizer que os árbitros sentem dificuldades em apitar no Dragão,,,

Em inferioridade numérica, e com o fantasma do jogo com o Boavista a pairar nas bancadas, o FC Porto teve de fazer das tripas coração para chegar ao golo e para, depois, segurar a vantagem. Quaresma desperdiçou uma boa oportunidade de inaugurar o marcador, antes de acabar por sofrer penalti na pequena área. Que "azar" o árbitro ter-se distraído nesta jogada e nem sequer jogo perigoso ter assinalado... O golo acabou por aparecer à passagem do minuto 32, com Aboubakar a finalizar ao segundo poste um cruzamento com conta, peso e medida de Quaresma. Até ao intervalo, nada mais houve a registar e as equipas foram para os balneários com a perfeita noção de que tudo estava, ainda, por decidir.

Para os segundos 45 minutos, Lopetegui optou por alterar o esquema táctico e os dragões passaram a jogar num 4-4-1 (com Herrera na direita da defesa) que se desdobrava em 4-2-3 quando a equipa recuperava a posse de bola. O Arouca teve mais bola e os Dragões baixaram significativamente as suas linhas. No entanto, e em termos de oportunidades de golo, as oportunidades claras de golo LEGAIS não existiram, excepção feita a uma grande jogada de Quaresma. Nas oportunidades não legais, destaque para o "excelente" olho dos fiscais de linha. No ataque do Arouca, Helton fez a defesa da noite, num lance precedido de fora de jogo de mais de 2 metros e que passou em claro. Já no ataque do FC Porto, Aboubakar isolou Brahimi, mas neste caso o fiscal de linha assinalou erradamente fora de jogo. Mais um "azar", portanto. A colecção de "azares" neste campeonato sempre para o mesmo lado parece infindável...
No final do jogo, para além do evidente cansaço estampado nos rostos dos jogadores, destaque para a ausência de lesões e para o retemperador sentimento de dever cumprido, sentimendo de que até ao final. dê por onde der, seja contra quem for, vão ter de levar connosco. E se cairmos, será só depois de tudo termos feito para ganhar e recuperar aquilo que é nosso. Aquilo que já mostrámos merecer!

Em termos individuais, destaque muito positivo para Marcano, Indi e Alex Sandro. A equipa esteve globalmente bem, mas os três defesas do FC Porto estiveram imperiais e não cometeram erros, apesar de terem estado o jogo todo em igualdade numérica com os adversários na sua zona de acção. No entanto, para mim, o MVP foi Brahimi, pela forma como ajudou a defender (que não é, de longe, a sua especialidade), pela maneira como deu constantes soluções de passe à primeira zona de construção e pela maneira como segurou e soltou a bola no momento certo, mesmo quando rodeado por 2 ou 3 adversários. Quanto ao treinador, penso que esteve perfeito na decisão de retirar um defesa aquando da expulsão de Fabiano e na opção de refazer o quarteto defensivo depois de estar em vantagem no marcador. Pela negativa, obviamente, Fabiano! A sua saída disparatada ia comprometendo a equipa, à imagem do penalti cometido no jogo com o Estoril

Para a semana há mais. Desta vez na Madeira, frente ao Nacional, mais um adversário tradicionalmente complicado. Vamos a eles, Dragões!

PS: Gosto de ver a equipa a treinar antecipadamente para o jogo da Luz. Hoje começámos por experimentar a mais que provável inferioridade numérica e os "azares" com os fiscais de linha. #Semprepreparados



Antevisão FC Porto - Arouca

O jogo frente ao Arouca será mais uma final rumo à luta pelo título. A cada jornada que passa, o campeonato encurta e a margem de erro reduz-se a quase nada, só interessando ao FC Porto vencer nesta recta final da prova.
O jogo de amanhã é muito mais complicado do que pode parecer à primeira vista. Os Dragões vêm de 3 vitórias convincentes contra 3 difíceis adversários. Os desafios com Sporting, Braga e Basileia foram jogos em que FC Porto sabia que tinha de jogar nos seus limites para os levar de vencida e amanhã tem certamente o seu adversário mais fraco (na teoria) comparativamente com os outros 3 mencionados acima. O maior adversário do FC Porto amanhã será o…FC Porto.

Se encararem este jogo como um jogo fácil após 3 jogos complicados, irão tornar o jogo de amanhã mais complicado que os últimos 3. Está, então, nas cabeças dos jogadores a chave para destrancar esta difícil porta que vai tentar fechar todos os caminhos para a baliza do Arouca. 

Se por um lado este jogo é crucial para os objectivos dos dragões, também o é para o Arouca, que  na “liga dos aflitos” batalha por conquistar o máximo de pontos e pontinhos possíveis de modo a segurar-se no escalão máximo do futebol Português. Acredito que a mensagem que será passada internamente seja a de foco total naquele que é mais um jogo que vale 3 preciosos pontos na luta pelo título e que apesar do adversário não ter as mesmas armas…o próximo jogo é sempre o mais difícil, é sempre aquele que dita a vitória, o empate ou derrota.

Relativamente ao onze dos dragões, amanhã teremos, por motivos de força maior, uma equipa diferente dos últimos jogos, com as inclusões a titular de Martins Indi, Ricardo e Quaresma. A dúvida fica no meio do terreno, será que Lopetegui premeia Evandro pela qualidade das suas exibições e mantém o Brasileiro a titular, ou faz entrar de novo Oliver ,que até à sua lesão tinha sido uma peça chave no meio campo Portista?

Penso que teremos um jogo de sentido único com muita posse para os Dragões, que eventualmente terão de ter paciência e não desesperar com o autocarro que vai ser montado à porta da baliza do Arouca e seguramente terão de encarar o adversário como os 3 anteriores se quiserem ter a vida facilitada.

Deixo aquele que para mim seria o melhor onze para amanhã:


Fabiano, Alex Sandro, Martins Indi, Marcano, Ricardo, Casemiro, Evandro, Herrera, Quaresma, Brahimi e Aboubakar.

P.S - Penso que amanhã seria um bom jogo para dar minutos a Hernani e Quintero.

(antevisão feita pelo Miguel Guimarães)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Novo Parceiro do Estaminé: IBETUP - a primeira casa de apostas portuguesa

A gerência do estaminé tem o prazer de informar que, a partir de hoje, a Ibetup passará fazer publicidade à sua casa de apostas através da colocação neste blog de um banner com hiperligação para o seu site. Trata-se da primeira casa de apostas portuguesa até à data e que aposta num layout extremamente atractivo e de fácil utilização. Em termos desportivos, a Ibetup oferece aos utilizadores a possibilidade de escolher mais de 20 mil eventos por mês, os quais permitem, em média, 50 tipos de aposta cada um. Para além dos habituais eventos desportivos, a Ibetup disponibiliza, ainda, os melhores jogos de casino do mercado (tanto na versão casino como live casino). Por fim, não percam, também, a aplicação fantasy sports, inspirada na liga do jornal Record.


Registem-se na Ibetup através da hiperligação do blog e recebam um bónus de 20 euros, sem necessidade depósito prévio. O código promocional (promo code) que deverão utilizar para o efeito é FCPORTO (caso o campo do código promocional assuma o número 21, não se preocupem, já que se trata do número atribuído ao blog e o mesmo também é válido). 

E que tal registarem-se já hoje e começarem por apostar na vitória do Braga na Luz? Em caso de vitória dos bracarenses, ficam a ganhar a dobrar!
Por outro lado, se quiserem jogar pelo seguro, podem sempre apostar que o Braga não acaba com 10 ou que o Benfica vai ter um ou dois penaltis!
Bom fim de semana e boas apostas!

PS: amanhã temos a antevisão do FC Porto - Arouca.



terça-feira, 10 de março de 2015

FC Porto 4 - 0 Basileia: Dragão de luxo espanta a Europa do futebol

O FC Porto recebeu e goleou esta noite a equipa suíça do Basileia e carimbou o passaporte para os quartos de final da melhor competição de clubes do Mundo. Quem teve a sorte de assistir ao jogo de hoje e quem gosta de futebol (mesmo não sendo portista) só pode ter ficado espantado com a qualidade exibida pela equipa orientada por Lopetegui. Deixo-vos aqui links do The Guardian, Globo Esporte, Marca, Uefa.com, ESPN e Bild. onde podem espreitar o se disse por esse mundo fora. A performance portista de hoje traduziu tudo aquilo que uma equipa tem de fazer em termos colectivos por forma a depois proporcionar aos mais virtuosos as oportunidades de fazer aquilo que eles melhor sabem. Foi um Porto motivado, conquistador, aguerrido, concentrado e inspirado aquele que se viu no Dragão e que levou a que Paulo Sousa e os seus jogadores perdessem a cabeça em muitos momentos do jogo (as entradas dos suiços foram assassinas e com um árbitro menos complacente teriam terminado o jogo reduzidos a 9...). A equipa, o treinador e os muitos adeptos que encheram o Estádio do Dragão estão, pois, de parabéns!
Lopetegui voltou a seguir a velha máxima de que "em equipa que ganha, não se mexe" e lançou de início o mesmo 11 de Braga (excepção feita, claro, à entrada de Aboubakar para o lugar do indisponível Jackson Martinez). No banco ficaram Helton, Martins Indi, Quaresma, Rúben Neves, Quintero, Gonçalo Paciência e o regressado Oliver Torres. Todos esperavam um jogo difícil e os primeiros minutos davam a ideia de que o FC Porto iria ter muitas dificuldades em contornar a pressão dos suíços e sua organização defensiva. Sensivelmente à passagem do décimo minuto, os Dragões começaram a ser capazes de incomodar o Basileia na sua primeira fase de construção e foram ganhando bolas à entrada do seu meio campo ofensivo. Numa dessas recuperações, Casemiro colocou a bola rapidamente em Tello que fugia para a grande área. Walter Samuel (como é que é possível um lenhador destes ser jogador de futebol?) carregou o espanhol pelas costas quando este apenas tinha o guarda redes adversário pela frente. Para estupefacção de todos os presentes, o árbitro sueco que dirigiu o encontro apenas assinalou a falta e deixou no bolso o correspondente cartão, o qual poderia ser, muito facilmente, encarnado. Na marcação do livre, Brahimi fez questão de castigar os suíços com uma execução fantástica que fez entrar a bola no ângulo da baliza contrária! Foi o terceiro golo de livre directo do argelino na Champions League desta época e o seu sexto no total.
A partir do golo, os jogadores azuis e brancos soltaram-se e o nível exibicional subiu consideravelmente. Os suíços, apesar da desvantagem mais acentudada na eliminatória, não alteraram a sua forma de jogar e contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que se aproximaram da baliza de Fabiano com relativo perigo. Até ao intervalo, destaque apenas para três situações: 

Em primeiro lugar, para o choque violentíssimo entre Fabiano e Danilo, o qual obrigou à saída do capitão do FC Porto (substituído por Martins Indi, que se colocou na lateral esquerda da defesa, passando Alex Sandro para a direita). Felizmente, parece que foi maior o susto que a gravidade da lesão e o FC Porto já descansou os adeptos relativamente ao estado de saúde de Danilo. Que recupere bem e rápido, é o que se espera!
Em segundo lugar, para uma bomba do meio da rua de Aboubakar que tirou tinta ao poste esquerdo da baliza de Vaclik e para uma perdida de Tello quando estava isolado.
Em terceiro lugar, para os vermelhos perdoados a Derlis Gonzalez (entrada tirada a papel químico daquela que valeu o cartão vermelho a Maicon com o Boavista) e a Gashi (cotovelada em Martins Indi).

Ao intervalo, a vantagem mínima ajustava-se ao que se passara no relvado. Lopetegui sabia que um golo do Basileia empatava a eliminatória e podia causar muito desconforto nas hostes portistas. Era imperioso entrar bem na segunda parte e chegar ao segundo golo rapidamente, o que veio a verificar-se! Brahimi atraiu as atenções de vários adversários na esquerda do ataque e depois soltou a bola para Herrera à entrada da área no momento exacto. O mexicano bateu forte e colocado, fazendo a bola entrar junto ao poste mais distante. Estava feito o 2 a 0, em mais um golo de belo efeito

A partir deste momento, os suíços perderam a cabeça (Walter Samuel teve mais uma entrada assassina que apenas foi punida com cartão amarelo) e o FC Porto aproveitou para dar a estocada final. Tello sofreu uma falta a mais de 30m da baliza contrária e Casemiro decidiu tentar a sua sorte de longa distância. E em boa hora o fez, já que desferiu um indefensável Tomahawk à CR7! Justo prémio para aquele que foi o MVP da noite (quem o viu há dois meses atrás e quem o vê agora!).
Os suíços perceberam que a eliminatória estava definitivamente decidida e a sua organização táctica desapareceu na tentativa de marcar o golo de honra. Se é verdade que chegaram mais perto da área portista, não menos verdade é que abriram autênticas avenidas nas suas costas. Já com Rúben Neves (quantos jogadores no mundo marcam presença nuns quartos de final da UCL com apenas 17 anos? não haverá muitos, certamente) no lugar de Brahimi, Aboubakar não se fez rogado e aproveitou uma dessas avenidas no meio campo suíço para fuzilar o guarda redes contrário em grande estilo. Era o quarto golo do FC Porto esta noite e qual dos quatro o mais espectacular? Talvez opte pelo golo de Casemiro, mas é uma escolha muito difícil! Até final, nota apenas para a entrada de Quaresma (que ainda foi a tempo de ter uma perdida incrível na cara do guarda redes contrário) e para o bom controlo de bola dos dragões, fazendo escoar o tempo remanescente. 
Em termos individuais, não irei destacar mais nenhum jogador para além do MVP da noite. Quero, ao invés, realçar o magnífico trabalho colectivo que tem vindo a ser desenvolvido por Lopetegui. Apesar do que iremos ler e ouvir amanhã na comunicação social, na Champions League nada é alcançado sem suor e qualidade (veja-se o que o fraquinho Shaktar fez com o Bayern, o que o Schalke da Gazprom fez esta noite em Madrid ou até o que o Mónaco fez ao Arsenal há umas semanas). E o que o FC Porto fez esta noite e o que tem vindo a fazer enquanto equipa, só pode deixar os adeptos orgulhos. Não nos podemos esquecer que hoje alinhámos sem três dos quatro melhores jogadores do plantel: Danilo, Jackson Martinez e Oliver Torres. Temos também de realçar que jogámos com um central adaptado a defesa esquerdo e com um lateral esquerdo colocado no lado contrário. E mesmo com todas estas condicionantes, a equipa mostrou personalidade e deu mais uma prova de força. Não importa quem joga, o colectivo tem de ser mais que a soma das partes! E foi isso que eu vi hoje. Hoje vi uma equipa SER PORTO!

PS: Há umas semanas, Miguel Guedes dizia, penso que a brincar, que é mais fácil ou provável o FC Porto ganhar a Champions League que o campeonato. Hoje lembrei-me dessa frase e não pude deixar de sorrir. A ver o que o sorteio nos reserva para os quartos de final!

domingo, 8 de março de 2015

Antevisão Porto - Basileia: No Dragão para carimbar a passagem aos quartos




Estamos a pouco mais de 48h da segunda mão dos quartos-de-final da champions. Na Europa, o Porto é o único representante português numa competição onde ainda não perdeu este ano e tem revelado um futebol sempre ao mais alto nível. Este é o último jogo do "mês louco", que teve jogos contra Guimarães, Braga, Boavista, Basileia e Sporting. Não vacilamos, ganhamos todos os jogos para o campeonato, não deixando o nosso principal rival fugir.  Agora vem o segundo jogo contra o Basileia, depois de termos empatados a 1 num jogo que dominamos completamente.


Não querendo invocar fantasmas do passado, isto faz-me lembrar um pouco as eliminatórias contra equipas teoricamente mais fracas em que fomos eliminados; contra o Málaga fizemos uma primeira mão fabulosa, na qual "só" ganhamos 1:0 e fomos eliminados lá. Contra o Schalke fizemos uma segunda mão de outro mundo, mas o Neuer fez o jogo da vida dele e impediu-nos a passagem. Contra o Manchester fizemos um jogo incrível no teatro dos sonhos onde empatamos a duas bolas e depois no Dragão levamos com um golo de outro mundo do Ronaldo e nunca nos refizemos desse golo durante o jogo. Por isso o mais importante para este jogo: Esqueçam a primeira eliminatória! Esqueçam que estamos à frente! Vamos para cima deles como se da final se tratasse!


Eu sou bastante "sonhador" e todas as épocas, quer tenhamos um plantel com Falcao, Moutinho, Hulk e Fernando ou um com Rubens Júnior, Pavlin e Soderström, quer tenhamos um Mourinho, Villas-Boas, Jesualdo ou Paulo Fonseca a comandar, acho sempre que vamos ganhar tudo lá fora. Este ano não é diferente. Olhando para os últimos resultados das equipas teoricamente mais fortes, mais confiante fico, mas vamos vendo de jogo a jogo. Vamos a este jogo sem um dos nossos melhores jogadores do plantel (provavelmente o melhor, até). Aboubakar tem a tarefa difícil de o fazer esquecer. Apesar de não ter muitos minutos nesta época, sempre que foi chamado cumpriu o seu dever e nunca desapontou. Estou confiante que na terça não será diferente, creio que estamos perante dum excelente ponta-de-lança e que já está preparado para substituir o JM9 na próxima temporada!


O Basileia vem de uma vitória fácil por 3:0 contra o Thun. Não creio que o 11 inicial seja muito diferente do que apresentado quando fomos lá jogar há 3 semanas, com a excepção de Suchy, que viu o seu terceiro amarelo na primeira mão da eliminatória. Creio que se vão apresentar como lá, compactos na defesa, tentando surpreender no contra-ataque. Já o Porto deverá alinhar com um onze muito parecido que o das últimas duas jornadas, com Aboubakar a substituir Jackson e, possivelmente, Oliver no lugar de Evandro (apesar das boas exibições deste último nas últimas duas partidas). Alex Sandro, Danilo, Marcano, Maicon e Oliver estão em perigo de suspensão para o próximo jogo, caso o Porto passe. Pode ser uma condicionante para estes jogadores, mas espero que isso não influencie o jogo deles.

Espero daqui a umas semanas voltar aqui e escrever a antevisão da próxima jornada da champions.

sábado, 7 de março de 2015

SC Braga 0 -1 FC Porto: Tello volta a resolver em mais um jogo de sentido único

Era mais um jogo difícil, um jogo que exigia um grande FC Porto, e foi mais uma enorme demonstração de força, de organização, de vontade de vencer e de capacidade de suportar a pressão. A vitória trazida da Pedreira é tão justa quanto suada e permite aos Dragões continuarem a sonhar com o resgate do campeonato. O Braga pouco ou nada se viu e, certamente, não faltarão aqueles que desvalorizarão a performance dos azuis e brancos, argumentando que os comandados do ridículo (já lá vamos) Sérgio Conceição formam um conjunto fraco e sem qualidade. Isto é, tal como aconteceu com o Sporting no domingo passado e com o Basileia há umas semanas, a incapacidade de Braga, Sporting e Basileia colocarem em campo o seu jogo e de criam oportunidades de golo não será mérito de Lopetegui e dos seus jogadores, mas sim demérito dos adversários. Mas a isso já estamos habituados e nada há a fazer para o alterar, assim como não dá para alterar a (falta de) qualidade das perguntas colocadas nas flash interviews pós-jogo e nas conferências de imprensa. Aqui fica mais um belo exemplo dessa incompetência e mais uma resposta sem papas na língua do nosso treinador.
Quanto ao jogo, Lopetegui colocou em prática a velha máxima de que em equipa que ganha, não se mexe, escolhendo os mesmos 11 jogadores que alinharam de início na vitória sobre o Sporting. E, também, à semelhança do que sucedera no último jogo, o FC Porto não teve uma entrada forte em jogo. O primeiro quarto de hora foi aquele em que o Braga melhor disputou a partida, consequência dos muitos passes falhados pela defesa e meio campo portistas. Nesse período, os bracarenses tiveram o seu único remate perigoso à baliza, com o avançado Zé Luís a quase aproveitar um desentendimento entre Fabiano e Casemiro na sequência de um livre lateral.

Com o passar dos minutos, os azuis e brancos foram ganhando confiança, o cerco à área bracarense começou a acentuar-se e as oportunidades de golo surgiram. Tello deu o primeiro aviso num cruzamento remate que por pouco não surpreendeu Matheus; Jackson, Brahimi, e Herrera combinaram bem na área minhota mas não foram capazes de rematar com convicção suficiente; e Tello esteve perto do golo por duas vezes em cima do minuto 45, mas as suas tentativas saíram ao lado do poste e por cima da barra, respectivamente.

Quando Jorge Sousa apitou para o intervalo, o empate aceitava-se, mas a haver uma equipa que merecesse ir para os balneários a vencer, essa equipa era a do FC Porto. A segunda parte iniciou-se com a mesma toada do final da primeira metade. Os azuis e brancos entraram melhor que os bracarenses e um corte in extremis de Aderlan Santos a cruzamento de Alex Sandro deu a sensação de golo. Nesta altura do encontro, o Sporting de Braga limitava-se a despachar a bola das imediações da sua área, já que os dragões nem permitiam ao adversário esboçar qualquer reacção ou lançar contra ataques. Lopetegui queria mais, fez entrar Quaresma para o lugar de Evandro (passando Brahimi para o centro do terreno) e foi obrigado a substituir o lesionado Jackson por Aboubakar.

Os jogadores do FC Porto sabiam que apenas a vitória interessava e que não podiam ficar a lamentar a saída do seu capitão. Quaresma tentou a sua sorte de ângulo apertado, mas a bola saiu por cima da trave. E foi quando Lopetegui já pensava naquilo que podia fazer para aumentar (ainda mais!) o volume de ataque portista que surgiu o momento do jogo, o momento que fez explodir de alegria os milhares de adeptos que se deslocaram a Braga para apoiar o FC Porto. Tello recupera uma bola no meio campo e combina com Aboubakar; o camaronês, qual organizador de jogo experiente, espera que o extremo embale em direcção à linha defensiva contrária e efectua o passe no momento perfeito para que Tello ficasse na cara de Matheus. O resto, pois, o resto já se sabe, uma vez que já tínhamos visto Tello fazê-lo por três vezes frente a Rui Patrício. Muita classe e muita frieza do espanhol, que foi capaz de colocar a bola no buraco da agulha à saída do guarda redes. Conforme foi dito no último post, meus amigos, isto agora é como o Ketchup. A partir do último jogo e até final, acredito que os golos de Tello virão em catadupa.
Em vantagem no marcador, o FC Porto abrandou o ritmo de jogo, optando por controlar a partida e jogando com o relógio. Lopetegui substituiu (e muito bem) Brahimi por Rúben Neves e segurou o meio campo. Os bracarenses tentaram reagir, mas sem sucesso, não criando qualquer lance de golo junto da área de Fabiano até ao apito final, sendo que Aboubakar foi o único a conseguir colocar em sobressalto os guarda redes nos últimos instantes com um espectacular pontapé de bicicleta.

Em termos individuais, tenho dificuldade em atribuir o prémio de MVP deste jogo. Penso que o ponto mais forte do FC Porto neste jogo (e mesmo nesta época) foi o jogo colectivo. Mesmo assim, a ter de o atribuir a alguém, escolheria Marcano. O central espanhol exibiu-se a um nível elevadíssimo, quer a cortar lances de perigo do adversário, quer saindo a jogar. Merece estrear-se a marcar com a camisola azul e branca e acredito que esse dia está para breve. A grande nível exibiram-se também Tello (decisivo pelo terceiro jogo consecutivo) e Casemiro, principalmente na segunda parte. Pela negativa, não quero realçar ninguém, porque penso que ninguém o merece.

Para o final, deixo apenas uma pequena nota sobre o antigo jogador do FC Porto e agora treinador do Braga, Sérgio Conceição. Se o ridículo matasse, já não teríamos de ouvi-lo falar depois de jogos contra os dragões. À semelhança do sucedido no Dragão, vimo-lo mais uma vez a desculpar-se com a arbitragem e mais uma vez sem razão nenhuma. Se em vez de inventar prejuízos (não o ouvi falar depois disto...) se preocupasse em colocar a sua equipa a passar do meio campo contra o FC Porto, faria muito melhor figura. Dá a ideia que precisa de mostrar a "outros" que não é portista e que não obedece a ninguém, mas a única coisa que consegue com essa postura é tornar-se persona non grata aos olhos daqueles que o admiraram enquanto jogou de dragão ao peito. Triste.

Veremos o que faz o "líder" no jogo de amanhã em Arouca (de certeza que não é melhor ser em Aveiro?) e na recepção ao Braga. Muito daquele que será o desfecho deste campeonato será jogado nos próximos 8 dias. Vamos Porto, eu acredito!