Porto Bayern

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segunda-feira, 2 de março de 2015

FC Porto 3 - 0 Sporting:Exibição colectiva de gala na noite de Tello e Evandro


O FC Porto recebeu e venceu inapelavelmente o Sporting no clássico disputado esta noite. Os mais de 43 mil adeptos que se deslocaram ao Estádio do Dragão em mais uma fria noite de domingo não deram, certamente, por mal empregue o seu tempo e dinheiro, já que puderam assistir a uma demonstração de força, qualidade e vontade de ganhar da melhor equipa do campeonato sobre um rival que há 3 semanas atrás não permitiu ao líder do campeonato efectuar um remate durante 90 minutos. Ninguém minimamente sério pode colocar em causa a justiça da vitória dos azuis e brancos (e em abono da verdade, não ouvi ninguém do SCP a fazê-lo) tal foi a superioridade demonstrada. Lopetegui considerou até que o resultado peca por escasso, e não faltou à verdade ao fazê-lo, conforme ficará visível a quem ler a crónica até ao final.
No que ao jogo diz respeito, o treinador espanhol optou por fazer entrar o 11 mais apontado nos prognósticos ao jogo. O brasileiro Evandro jogou de início no lugar de Quintero e Tello ocupou a vaga de Quaresma na frente de ataque, sendo que os três ausentes do Bessa por castigo (Danilo, Alex Sandro e Casemiro) também recuperaram a titularidade. O começo de jogo dos azuis e brancos não correu como pretendido e até ao primeiro quarto de hora de jogo os comandados de Marco Silva conseguiram equilibrar as operações e dificultar a saída de bola do FC Porto na primeira fase de construção (Maicon e Casemiro demoraram muito a entrar no jogo e falharam vários passes fáceis). No entanto, e apesar do quarto de hora inicial ter sido o melhor período do Sporting, os azuis e brancos não passaram por problemas de maior e Fabiano nem sequer foi posto à prova (nem então, nem em todo o jogo, o que é demonstrativo da performance dos azuis e brancos).

Com o passar dos minutos, os portistas tomaram conta do jogo e Jackson Martinez criou a primeira oportunidade de golo à passagem do minuto 16. Foi o tónico que os visitados precisavam e a partir desse momento não mais pararam de visar a baliza de Rui Patrício. Brahimi tentou o golo por duas vezes e Herrera em cima do minuto 30 quase conseguia um golo de pura classe após sentar duas vezes o central adversário antes do seu chapéu sair ligeiramente por cima da barra. O FC Porto estava claramente melhor que o adversário e sentia-se que o golo podia chegar a qualquer instante. E foi o que aconteceu poucos segundos mais tarde, naquele que foi o momento do jogo. E que momento esse! E porque as palavras apenas podem estragar a magia de Jackson e a frieza de Tello, não vou tentar descrever esse momento, esperando que se deliciem com o vídeo golo.

Os azuis e brancos mantiveram a pressão alta mas o resultado não se alterou até ao intervalo. Esperava-se uma entrada forte da equipa da casa por forma a tentar matar o jogo o mais cedo possível com a obtenção do segundo golo. O FC Porto voltou dos balneários com a corda toda e Tello combinou bem com Jackson, colocando o colombiano na cara de Rui Patrício, tendo o ponta de lança falhado um golo fácil. Pouco depois, e já com Quaresma em campo no lugar do desinspirado Brahimi, nova combinação entre os dois, mas desta vez com Jackson a servir o espanhol com um passe à Deco e o extremo ex-Barcelona a não vacilar na cara de Rui Patrício, aumentando a vantagem azul e branca com frieza e mestria.

O Sporting sentiu o segundo golo em demasia e deixou-se ir abaixo animicamente. A vitória dificilmente fugiria ao FC Porto e os azuis e brancos optaram por baixar um pouco o ritmo de jogo até final, mas sem nunca desrespeitar quem pagou o bilhete para ver 90 minutos de futebol e procurando sempre o golo (veja-se mais uma oportunidade desperdiçada por Jackson Martinez e também uma bola à trave cabeceada por Marcano) nas várias situações em que apanhou o Sporting mal colocado no terreno de jogo. E foi assim que surgiu o terceiro golo. Tobias Figueiredo tentou sair a jogar, mas o seu passe desastrado foi interceptado no meio campo portista por Quaresma que de primeira colocou em Herrera, sozinho entre linhas sportinguistas. O mexicano imitou Jackson nos passes à Deco e deixou Tello mais uma vez cara a cara com Rui Patrício. E como não há duas sem três, o espanhol concluiu o seu primeiro hat trick com a camisola azul e branca. Depois das boas indicações em Basileia e no Bessa, parece que Tello encontrou finalmente a confiança que necessita no seu jogo e aparenta estar embalado para uma recta final de campeonato à imagem dos seus pergaminhos. E, ou muito me engano, ou estamos perante uma situação semelhante àquela que originou a famosa frase de Cristiano Ronaldo: "O que custa é o primeiro, depois é como o Ketchup". Esperemos que sim, porque o FC Porto precisa do melhor Tello.

Em termos individuais, Tello merece claramente o prémio de MVP. Hat trick num clássico não é para qualquer um, ainda para mais quando o mesmo é composto por golos de belo efeito. Quase todos os jogadores apresentaram-se a bom nível. Jackson Martinez esteve sublime nas assistências, Herrera correu quilómetros, defendeu, atacou, assistiu, rematou e Alex Sandro e Danilo estiveram fortíssimos nos duelos contra dois adversários com muita qualidade, como são os casos de Nani e Carrillo. No entanto, opto por destacar a fantástica exibição de Evandro no meio campo azul e branco. Tudo o que faz, faz bem e com simplicidade e inteligência. É raro ver o brasileiro falhar passes, timings de entrada aos lances ou posicionamentos. TEM obrigatoriamente de jogar mais minutos, com ou sem Oliver. Pela negativa, Brahimi esteve ligeiramente abaixo dos companheiros de ataque e prendeu-se um pouco à bola. Casemiro e Maicon tiveram uma entrada em jogo desastrosa, mas conseguiram subir o seu nível de jogo e terminaram os 90 minutos já perto do nível dos restantes colegas. Sobre Lopetegui, nada direi. É o meu treinador e quanto mais oiço adversários chamarem o espanhol de Flopetegui ou de Lopatego, mais certezas tenho que é o homem certo no lugar certo. É que os últimos que tentaram enxovalhar foram o Mourinho, André Villas Boas ou Vítor Pereira...
Em resumo, continuamos na perseguição da equipa que ocupa o primeiro lugar e sabemos que, à imagem do que se viu hoje nestes lances (vídeo e vídeo) não podemos contar com a "sorte" de outros adversários. (Primeiro classificado esse que neste momento tem 59 pontos em 23 jogos. Ou seja, mais pontos que o grande Benfica do ano passado ou que o rolo compressor do ano do primeiro campeonato de Jorge Jesus. Ou ainda tantos pontos como as duas equipas do FC Porto que venceram na Europa nas épocas de Mourinho. Elucidativo, não acham?)

PS: O Braga jogou em Vila do Conde e nenhum dos seus quatro jogadores em risco de exclusão para o jogo com o FC Porto viu cartão amarelo. Já o Arouca jogou em Coimbra e dos cinco jogadores em risco de exclusão para o jogo com o Benfica, 4 deles viram cartão amarelo. E assim sobe para 17 (em 24 jogos) o número de jogadores que não defrontam o Benfica por estarem castigados. É mesmo preciso ter "sorte" nestas coisas.

PS2: Caro Bruno, está bom assim ou para a próxima apontamos a uma "manita"?


1 comentário:

  1. Jogo de luxo, mais 3 pontos e a perseguição ao SLB continua!! :D

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