Porto Bayern

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domingo, 15 de março de 2015

FC Porto 1 - 0 Arouca: Este Dragão ultrapassa tudo e todos!!

O Miguel Guimarães bem avisou na sua crónica que o jogo de hoje ia ser bem mais difícil do que aquilo que se podia adivinhar. Foi preciso muito suor, muita solidariedade e muita cabeça para conseguir levar de vencida a turma orientada por Pedro Emanuel, As dificuldades e os obstáculos que os portistas tiveram de ultrapassar foram vários: desde as ausências por lesão de dois dos melhores jogadores do plantel (Danilo e Jackson Martinez), passando pela expulsão de Fabiano no início de um jogo na ressaca de um desgastante semana de Champions (digo, desde já, que penso que foi bem expulso), continuando pela ausência de brindes dos Arouquenses (quem não se lembra dos brindes do fim de semana passado, com o guarda redes Goikotchea a oferecer dois golos e o defesa central a fazer-se expulsar sem necessidade?) e acabando em mais uma arbitragem "habilidosa" do trio orientado por Jorge Tavares. Porém,no final dos 90 minutos, jogadores e treinador mereceram o aplauso das bancadas e a conquista de mais 3 pontos. Foram enormes!

Quanto ao jogo jogado, Lopetegui escalonou um 11 inicial com algumas alterações relativamente ao jogo de terça feira. O treinador espanhol, depois de mais um brilharete na conferência de imprensa de antevisão ao jogo, optou por colocar Martins Indi, Oliver Torres e Quaresma nos lugares de Maicon, Evandro e Tello, sendo que Ricardo Pereira substituiu o lesionado Danilo. Os primeiros minutos mostraram um Arouca atrevido e com as suas linhas subidas no terreno de jogo, mas a primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao FC Porto, com Herrera, já dentro da área, a acertar num defesa contrário quando o estádio já gritava golo.

No entanto, numa altura em que domínio portista se intensificava e o Arouca sentia dificuldades em sair da sua área, um canto mal executado pelos dragões permitiu um contra ataque rápido dos visitantes, Fabiano tentou imitar Neuer saindo da sua área para cortar o lance, mas só acertou em André Claro. O árbitro deu ordem de expulsão ao brasileiro e Lopetegui foi obrigado a fazer entrar Helton para a baliza (Ricardo foi o sacrificado, ficando a linha defensiva reduzida a Indi, Marcano e Alex Sandro). Pela segundo vez esta época, os azuis e brancos ficaram reduzidos a 10, em casa, numa fase muito precoce do jogo. E ainda há benfiquistas que têm a distinta lata de dizer que os árbitros sentem dificuldades em apitar no Dragão,,,

Em inferioridade numérica, e com o fantasma do jogo com o Boavista a pairar nas bancadas, o FC Porto teve de fazer das tripas coração para chegar ao golo e para, depois, segurar a vantagem. Quaresma desperdiçou uma boa oportunidade de inaugurar o marcador, antes de acabar por sofrer penalti na pequena área. Que "azar" o árbitro ter-se distraído nesta jogada e nem sequer jogo perigoso ter assinalado... O golo acabou por aparecer à passagem do minuto 32, com Aboubakar a finalizar ao segundo poste um cruzamento com conta, peso e medida de Quaresma. Até ao intervalo, nada mais houve a registar e as equipas foram para os balneários com a perfeita noção de que tudo estava, ainda, por decidir.

Para os segundos 45 minutos, Lopetegui optou por alterar o esquema táctico e os dragões passaram a jogar num 4-4-1 (com Herrera na direita da defesa) que se desdobrava em 4-2-3 quando a equipa recuperava a posse de bola. O Arouca teve mais bola e os Dragões baixaram significativamente as suas linhas. No entanto, e em termos de oportunidades de golo, as oportunidades claras de golo LEGAIS não existiram, excepção feita a uma grande jogada de Quaresma. Nas oportunidades não legais, destaque para o "excelente" olho dos fiscais de linha. No ataque do Arouca, Helton fez a defesa da noite, num lance precedido de fora de jogo de mais de 2 metros e que passou em claro. Já no ataque do FC Porto, Aboubakar isolou Brahimi, mas neste caso o fiscal de linha assinalou erradamente fora de jogo. Mais um "azar", portanto. A colecção de "azares" neste campeonato sempre para o mesmo lado parece infindável...
No final do jogo, para além do evidente cansaço estampado nos rostos dos jogadores, destaque para a ausência de lesões e para o retemperador sentimento de dever cumprido, sentimendo de que até ao final. dê por onde der, seja contra quem for, vão ter de levar connosco. E se cairmos, será só depois de tudo termos feito para ganhar e recuperar aquilo que é nosso. Aquilo que já mostrámos merecer!

Em termos individuais, destaque muito positivo para Marcano, Indi e Alex Sandro. A equipa esteve globalmente bem, mas os três defesas do FC Porto estiveram imperiais e não cometeram erros, apesar de terem estado o jogo todo em igualdade numérica com os adversários na sua zona de acção. No entanto, para mim, o MVP foi Brahimi, pela forma como ajudou a defender (que não é, de longe, a sua especialidade), pela maneira como deu constantes soluções de passe à primeira zona de construção e pela maneira como segurou e soltou a bola no momento certo, mesmo quando rodeado por 2 ou 3 adversários. Quanto ao treinador, penso que esteve perfeito na decisão de retirar um defesa aquando da expulsão de Fabiano e na opção de refazer o quarteto defensivo depois de estar em vantagem no marcador. Pela negativa, obviamente, Fabiano! A sua saída disparatada ia comprometendo a equipa, à imagem do penalti cometido no jogo com o Estoril

Para a semana há mais. Desta vez na Madeira, frente ao Nacional, mais um adversário tradicionalmente complicado. Vamos a eles, Dragões!

PS: Gosto de ver a equipa a treinar antecipadamente para o jogo da Luz. Hoje começámos por experimentar a mais que provável inferioridade numérica e os "azares" com os fiscais de linha. #Semprepreparados



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