Azul e Branco

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sábado, 7 de março de 2015

SC Braga 0 -1 FC Porto: Tello volta a resolver em mais um jogo de sentido único

Era mais um jogo difícil, um jogo que exigia um grande FC Porto, e foi mais uma enorme demonstração de força, de organização, de vontade de vencer e de capacidade de suportar a pressão. A vitória trazida da Pedreira é tão justa quanto suada e permite aos Dragões continuarem a sonhar com o resgate do campeonato. O Braga pouco ou nada se viu e, certamente, não faltarão aqueles que desvalorizarão a performance dos azuis e brancos, argumentando que os comandados do ridículo (já lá vamos) Sérgio Conceição formam um conjunto fraco e sem qualidade. Isto é, tal como aconteceu com o Sporting no domingo passado e com o Basileia há umas semanas, a incapacidade de Braga, Sporting e Basileia colocarem em campo o seu jogo e de criam oportunidades de golo não será mérito de Lopetegui e dos seus jogadores, mas sim demérito dos adversários. Mas a isso já estamos habituados e nada há a fazer para o alterar, assim como não dá para alterar a (falta de) qualidade das perguntas colocadas nas flash interviews pós-jogo e nas conferências de imprensa. Aqui fica mais um belo exemplo dessa incompetência e mais uma resposta sem papas na língua do nosso treinador.
Quanto ao jogo, Lopetegui colocou em prática a velha máxima de que em equipa que ganha, não se mexe, escolhendo os mesmos 11 jogadores que alinharam de início na vitória sobre o Sporting. E, também, à semelhança do que sucedera no último jogo, o FC Porto não teve uma entrada forte em jogo. O primeiro quarto de hora foi aquele em que o Braga melhor disputou a partida, consequência dos muitos passes falhados pela defesa e meio campo portistas. Nesse período, os bracarenses tiveram o seu único remate perigoso à baliza, com o avançado Zé Luís a quase aproveitar um desentendimento entre Fabiano e Casemiro na sequência de um livre lateral.

Com o passar dos minutos, os azuis e brancos foram ganhando confiança, o cerco à área bracarense começou a acentuar-se e as oportunidades de golo surgiram. Tello deu o primeiro aviso num cruzamento remate que por pouco não surpreendeu Matheus; Jackson, Brahimi, e Herrera combinaram bem na área minhota mas não foram capazes de rematar com convicção suficiente; e Tello esteve perto do golo por duas vezes em cima do minuto 45, mas as suas tentativas saíram ao lado do poste e por cima da barra, respectivamente.

Quando Jorge Sousa apitou para o intervalo, o empate aceitava-se, mas a haver uma equipa que merecesse ir para os balneários a vencer, essa equipa era a do FC Porto. A segunda parte iniciou-se com a mesma toada do final da primeira metade. Os azuis e brancos entraram melhor que os bracarenses e um corte in extremis de Aderlan Santos a cruzamento de Alex Sandro deu a sensação de golo. Nesta altura do encontro, o Sporting de Braga limitava-se a despachar a bola das imediações da sua área, já que os dragões nem permitiam ao adversário esboçar qualquer reacção ou lançar contra ataques. Lopetegui queria mais, fez entrar Quaresma para o lugar de Evandro (passando Brahimi para o centro do terreno) e foi obrigado a substituir o lesionado Jackson por Aboubakar.

Os jogadores do FC Porto sabiam que apenas a vitória interessava e que não podiam ficar a lamentar a saída do seu capitão. Quaresma tentou a sua sorte de ângulo apertado, mas a bola saiu por cima da trave. E foi quando Lopetegui já pensava naquilo que podia fazer para aumentar (ainda mais!) o volume de ataque portista que surgiu o momento do jogo, o momento que fez explodir de alegria os milhares de adeptos que se deslocaram a Braga para apoiar o FC Porto. Tello recupera uma bola no meio campo e combina com Aboubakar; o camaronês, qual organizador de jogo experiente, espera que o extremo embale em direcção à linha defensiva contrária e efectua o passe no momento perfeito para que Tello ficasse na cara de Matheus. O resto, pois, o resto já se sabe, uma vez que já tínhamos visto Tello fazê-lo por três vezes frente a Rui Patrício. Muita classe e muita frieza do espanhol, que foi capaz de colocar a bola no buraco da agulha à saída do guarda redes. Conforme foi dito no último post, meus amigos, isto agora é como o Ketchup. A partir do último jogo e até final, acredito que os golos de Tello virão em catadupa.
Em vantagem no marcador, o FC Porto abrandou o ritmo de jogo, optando por controlar a partida e jogando com o relógio. Lopetegui substituiu (e muito bem) Brahimi por Rúben Neves e segurou o meio campo. Os bracarenses tentaram reagir, mas sem sucesso, não criando qualquer lance de golo junto da área de Fabiano até ao apito final, sendo que Aboubakar foi o único a conseguir colocar em sobressalto os guarda redes nos últimos instantes com um espectacular pontapé de bicicleta.

Em termos individuais, tenho dificuldade em atribuir o prémio de MVP deste jogo. Penso que o ponto mais forte do FC Porto neste jogo (e mesmo nesta época) foi o jogo colectivo. Mesmo assim, a ter de o atribuir a alguém, escolheria Marcano. O central espanhol exibiu-se a um nível elevadíssimo, quer a cortar lances de perigo do adversário, quer saindo a jogar. Merece estrear-se a marcar com a camisola azul e branca e acredito que esse dia está para breve. A grande nível exibiram-se também Tello (decisivo pelo terceiro jogo consecutivo) e Casemiro, principalmente na segunda parte. Pela negativa, não quero realçar ninguém, porque penso que ninguém o merece.

Para o final, deixo apenas uma pequena nota sobre o antigo jogador do FC Porto e agora treinador do Braga, Sérgio Conceição. Se o ridículo matasse, já não teríamos de ouvi-lo falar depois de jogos contra os dragões. À semelhança do sucedido no Dragão, vimo-lo mais uma vez a desculpar-se com a arbitragem e mais uma vez sem razão nenhuma. Se em vez de inventar prejuízos (não o ouvi falar depois disto...) se preocupasse em colocar a sua equipa a passar do meio campo contra o FC Porto, faria muito melhor figura. Dá a ideia que precisa de mostrar a "outros" que não é portista e que não obedece a ninguém, mas a única coisa que consegue com essa postura é tornar-se persona non grata aos olhos daqueles que o admiraram enquanto jogou de dragão ao peito. Triste.

Veremos o que faz o "líder" no jogo de amanhã em Arouca (de certeza que não é melhor ser em Aveiro?) e na recepção ao Braga. Muito daquele que será o desfecho deste campeonato será jogado nos próximos 8 dias. Vamos Porto, eu acredito!


2 comentários:

  1. Epah desculpa, mas não posso concordar com as críticas ao Sérgio: aquilo que ele diz nas flash interviews é o que acha que tem de dizer para proteger a sua equipa, afinal o jogador do Braga ficou a pedir penalti, que é que tu querias que o homem fizesse, lhe chamasse mentiroso? E esta defesa intransigente, a toda a hora e a todo o momento pela equipa por quem trabalha aprendeu-o ele aqui, e dá orgulho ver um (quase) filho da casa a aplicar as lições recebidas. Quanto à falta de respeito pelo Porto, não viste certamente a flash interview que precedeu o jogo: o Sérgio trata o JNPC como se ainda fosse jogador do Porto e ele patrão dele, comoveu-me e deixou-me cheio de orgulho. E há ainda a lembrar que o Sérgio nem formado no Porto foi, e que sempre foi fã da Académica (devo confessar que sinto um carinho muito especial por toda a gente que é adepta dum clube que não dos três grandes), e que há outras pessoas que foram formadas e por quem o Porto deu tudo o que tinha que não mostram um pentilhésimo do respeito que o Sérgio mostra, e o Sérgio trabalha para uma equipa rival...

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    1. São opiniões. A minha opinião é de que faz figuras tristes, assim como já tinha feito no final do jogo do Dragão e como também tinha feito no fim do jogo da Taça da Liga (depois de um roubo monumental ainda se pôs a queixar do árbitro). Em relação a ontem, o Braga foi abafado pelo Porto e não foi capaz de fazer uma jogada com princípio, meio e fim. E ainda vem chorar para a imprensa e fazer insinuações reles pela segunda vez ("ai se fosse na outra área..."), sem razão nenhuma. Por mim, no FC Porto nunca. Em relação a "outras pessoas que foram formadas e por quem o Porto deu tudo", acredito que fale sobre o Baía. Concordo, para mim é outro que pode ir para bem longe do Dragão.

      Cumprimentos

      PS: agradecia que assinasse os comentários para não estar a trocar argumentos com anónimos! ;)

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