Azul e Branco

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quarta-feira, 25 de março de 2015

Vídeo da Semana: 2004/2005 - FC Porto 2-2 Estoril

A confirmação de que nem sempre muitos craques fazem uma grande equipa.
Depois de duas épocas de sonho ao comando de José Mourinho, que culminaram em grandes conquistas nacionais e internacionais, o FC Porto sofreu um grande assédio por parte dos principais tubarões mundiais. No Verão de 2004, Pinto da Costa foi obrigado a deixar partir do Dragão uma significativa parte dos jogadores que integraram o plantel nos dois anos anteriores, incluindo o timoneiro responsável pelos enormes sucessos alcançados. José Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Pedro Mendes fizeram as malas rumo a Londres, Deco seguiu viagem para a Catalunha e Alenitchev regressou ao seu país natal. Para além dos referidos craques, outros jogadores deviam ter saído no final de 2003/2004, já que o seu ciclo de vitórias de azul e branco ao peito havia terminado e as suas cabeças já sonhavam com contas recheadas de euros noutras paragens (Nuno Valente nunca mais foi o mesmo e acabou por sair para Inglaterra na época seguinte; Derlei, Maniche e Costinha foram uma sombra daquilo que nos habituaram e debandaram para Moscovo e Carlos Alberto perdeu-se para sempre como jogador, acabando por zarpar para o Brasil). Resumidamente: da equipa que jogou em Gelsenkirchen, sobravam, de corpo e alma, Vítor Baía, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Benni MacCarthy. Uma verdadeira revolução!

No entanto, e em sentido contrário, o pós Gelsenkirchen trouxe para o Dragão um camião cheio de potenciais craques! Seitaridis (lateral direito titular da selecção grega que venceu o Euro 2004), Pepe (titular do Real Madrid no presente, Hugo Leal (uma das grandes promessas do futebol português da altura), Ibson, Diego e Luís Fabiano (três jogadores em quem os brasileiros depositavam enorme expectativas), Hélder Postiga (regressado de Londres para tentar repetir a época de sonho de 2002/2003) e Ricardo Quaresma (envolvido na transferência de Deco para Barcelona) eram os principais nomes escolhidos para fazer esquecer quem partiu. Em jeito de curiosidade, Areias ou até Thiago Silva (central do PSG e da selecção brasileira) também chegaram nesse verão, embora o último tenha sido contratado para a equipa B. No banco, e depois de Del Neri ter sido despedido ainda antes de ter começado a época, Victor Fernandez, um dos principais treinadores espanhóis do século XXI.

A época até começou bem, já que os Dragões conquistaram a Super Taça Cândido de Oliveira frente ao Benfica com um grande golo de Quaresma. Porém, cedo se percebeu que no campeonato a história ia ser diferente. Um empate na recepção ao Leiria na abertura da Liga, seguido de novo empate em Braga, não auguravam nada de bom. A recepção ao recém promovido Estoril na terceira jornada (jogo escolhido para o vídeo da semana) afigurava-se como a oportunidade perfeita para finalmente arrancar com o campeonato e voltar a colocar os Dragões no caminho das vitórias. Sucede que...

O jogo foi novamente uma desgraça. Apesar dos azuis e brancos terem entre o lote de convocados para o jogo mais de uma dezena de estrelas (Vítor Baía, Seitaridis, Pepe, Pedro Emanuel, Hugo Leal, Costinha, Maniche, Carlos Alberto, Postiga, Luís Fabiano, Quaresma, Derlei, Benni MacCarthy e Raúl Meireles), a verdade é que não foram capazes de superar os estorilistas. O que serve, desde já, de aviso para o próximo jogo para o campeonato desta época, precisamente contra o Estoril Praia - nem sempre a melhor equipa e os melhores jogadores vencem, é preciso o espírito e entrega certos. 

Ao contrário do habitual, não é possível colocar o vídeo directamente aqui no blog, pelo que deixo aqui links para os principais lances da partida.


Tal como o título do post indica, e como seria de esperar depois de três empates nas três primeiras jornadas do campeonato, a época 2004/2005 foi completamente atípica e está perto de poder ser considerada como um desastre completo (salvando-se a Taça Intercontinental conquistada nas grandes penalidades contra o Once Caldas). O FC Porto terminou a época em 2º lugar com 62 pontos, fruto de 11 empates e 6 derrotas em 34 jogos. Em jeito de comparação, na presente época, o FC Porto tem os mesmos 62 pontos com ainda 8 jogos por disputar. O fraquíssimo campeonato dos azuis e brancos permitiu a um Benfica pouco menos do que banal recuperar o título mais de 10 anos depois, num ano em que nenhuma das equipas portuguesas merecia ser campeã. 

PS: Sexta-feira iremos anunciar os moldes e o regulamento do passatempo para a recepção ao Estoril. Dois leitores serão premiados com uma camisola do FC Porto e um bilhete para o jogo (uma camisola e um bilhete para cada um).

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