Porto Bayern

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Benfica 0-0 FC Porto: Empate comprometedor em jogo que deu sono

O FC Porto deslocou-se ontem ao Estádio da Luz com o objectivo de alcançar o Benfica no topo da classificação da Liga, sendo que para isso teria obrigatoriamente de trazer os 3 pontos para a Invicta. Muito se escreveu que os Dragões iriam (tentar) jogar para vencer por dois (ou mais) golos de diferença para assim passarem a ter vantagem no confronto directo em caso de empate pontual no final do campeonato. Como tive oportunidade de dizer, o Benfica não é uma equipa especialmente forte (e isso viu-se na maneira pequenina como jogou todos os jogos grandes esta época, tanto cá dentro, como lá fora), mas é uma equipa que é muito competente a defender e que contra equipas com qualidade apenas joga no erro do adversário. Seria, por isso, quase impossível vencer por vários golos de diferença e o objectivo do FC Porto apenas podia passar por dar tudo para marcar mais um golo que o adversário.

Infelizmente, não me parece que tal tenha acontecido no jogo de ontem. Muito honestamente, penso que faltou vontade de vencer e de dar um grito de revolta. O que vi ontem foi uma equipa entrar em campo com 4 médios centro de raiz (recuperando um sistema táctico que apenas nos trouxe dissabores esta época); uma equipa que retirou, ainda no início da segunda parte, um dos jogadores com capacidade para desequilibrar a partida; uma equipa que manteve um ponta de lança no banco os 90 minutos; uma equipa que nos últimos 60 segundos de jogo passou 45 a trocar a bola entre os defesas sem sequer tentar meter a bola na área adversária e que no final do jogo ainda nos presenteou com beijinhos e abraços com os adversários. Muito mau! Só de pensar que a última vez que o FC Porto precisou de ir vencer à Luz para não deixar fugir um campeonato, Vítor Pereira retirou um central (Rolando) e meteu um número 10 (James Rodriguez), trocou um médio centro (João Moutinho) por um ponta de lança (Kléber) e ainda pôs Djalma a fazer de defesa direito, dá-me vontade de chorar de saudades. Na altura, tivemos o prémio que fizemos por merecer! Vencemos 3-2! Este ano vamos ficar a assistir no sofá à festa do Benfica no Marquês. Comparar a vontade de vencer de ontem com a desse jogo... é impossível!

Não vou entrar em pormenores sobre o jogo, uma vez que o considero um dos piores clássicos a que alguma vez assisti. Se do ponto de vista táctico e estratégico até é possível considerar-se que o jogo tenha sido interessante, já do ponto de vista do espectáculo, da qualidade de jogo e oportunidades de golo o mesmo deixou imenso a desejar. No que diz respeito à arbitragem, acho que Jorge Sousa fez um trabalho razoável e sem influência no resultado. No entanto, gostaria de saber as proporções que este lance teria atingido caso Jackson Martinez tivesse feito a bola entrar na baliza em vez de ter acertado no poste. A bola está parada, o jogador do Benfica pontapeia a bola e, como é óbvio, ela passa a estar jogável, tal e qual como sucedeu no jogo Valência-Real Madrid este ano (3m35s). A sorte de Jorge Sousa foi Jackson não ter acertado com a baliza...

O campeonato está, muito provavelmente, perdido. Cabe no entanto ao FC Porto ser digno até ao final do campeonato e vencer os 4 jogos que faltam. Se por milagre o Benfica e o colinho não forem suficientes para os encarnados somarem 9 pontos, o FC Porto tem de saber aproveitar. Domingo jogamos em Setúbal (mais uma vez, apenas entramos em campo depois do Benfica ter jogado e sem possibilidades de colocarmos alguma pressão) e é necessário dar uma sapatada na apatia dos dois últimos encontros.

P.S: Pensei em fazê-lo num post independente e autónomo, mas acabei por decidir que faz mais sentido inserir no final deste post um texto que li hoje no facebook de mais um grande portista (Manel Brandão). Aqui vai:

"Falhamos, falhamos redondamente… Falhamos é muita gente, falharam eles, porque nós, adeptos, não lhes falhamos. Fomos incansáveis, estivemos sempre presentes, ida para Munique, regresso de Munique depois de um 6-1 - não para passar a mão pelas costas, mas para que soubessem que estamos com eles, e que no Domingo terão todo o nosso apoio para ir buscar o campeonato. Chegaram ao Altis, tinham lá adeptos, mais uma vez, a dar força a apoiar, a cantar.. Desde Braga, para a Taça da Liga, a passar por Basileia, e mais recentemente, em Munique.. Estivemos, nós adeptos, sempre presentes.
Chegou o dia da grande decisão, com todo o apoio do mundo, sem nunca baixarmos os braços, sem NUNCA deixarmos de cantar, porque sim, estávamos empatados 0-0 e aos 92’ fizemo-nos ouvir naquele estádio com 63 mil pessoas. Não temos, nem tivemos medo, mostramos totalmente a raça, o acreditar, o lutar, que deveria caracterizar todos aqueles que entram em campo com a camisola do FC Porto.
Os tempos mudaram, e infelizmente já não temos jogadores com a alma do Jorge Costa, com a raça do Paulinho, com o amor do João Pinto, com a capacidade de agarrar um jogo pelos colarinhos (quando as coisas apertam) do Deco… e falharam. Tiveram medo de jogar por estarem 60 mil pessoas caladas, aflitas, com o rabinho entre as pernas, por receber o Porto com 3 pontos de vantagem e com vantagem de 2-0 no confronto directo. Tal como os adeptos, a equipa entrou em campo cheia de medo, metida lá atrás, sem ambição, sem capacidade de fazer mais que aquilo. (QUE SERIA alguma vez, eu ir ver o Porto ao Dragão, a 4 jornadas do fim, com 3 pontos de vantagem, e o meu Porto não assumir o jogo, não querer NAQUELE JOGO, matar o campeonato… QUE SERIA). Mas os nossos jogadores não entraram com a vontade, e não tiveram a percepção do medo que estava do outro lado, do respeito, do assumir de inferioridade que vinha, dos 60 mil e 11 que estavam de vermelho.
Ontem tinham de dizimá-los, tinham de estar com a confiança nos 100, concentração nos 500, e vontade nos 1000%. Mas tivemos atitude à Benfica, tivemos medo, jogamos com alguma alma na primeira parte, mas tivemos sempre medo de ir para cima deles e mostrar que somos diferentes… não foram diferentes. O que faltou ontem? PORTO, faltou PORTISMO, raça do Norte, e azul no sangue. E estas características existem, não são uma utopia de que se fala. Aqui no Norte, cá no Porto, a história fala por si. Pedroto, se nos ouvires… Deves estar doente, a terra até deve tremer em cima de ti - contigo, ontem, eram 5-0 e Xeque-Mate!
Falhou o Lopetegui, e eu que sempre disse 100% Lopetegui, ontem digo bem claramente: FALHASTE. Não foste capaz de passar as ideias de jogo, e a mentalidade que devias. Falhaste porque o Rúben tem qualidade de passe, mas não é criativo, portanto ser ele a aparecer entre linhas à entrada do último terço, foi um erro. Na primeira parte criamos esse espaço entre a linha defensiva e média do Benfica, mas quem apareceu, não tinha soluções por jogarmos com 4 médios sem capacidade de rotura ofensiva. O Brahimi devia ter ficado de fora, não tem raça, não tem cabeça, não tem entrega, para neste momento ser titular neste jogo – Nem capacidade de encarar o merdas do Eliseu, COM AMARELO, foi capaz, e tive oportunidades para isso. Na segunda parte, faltaram soluções, o Hernâni entrou com medo de assumir o jogo, e também ele, teve oportunidade de o fazer, particularmente em duas jogadas, que a bola entra nas costas do Eliseu, e mesmo com a sua velocidade, preferiu voltar para trás.. O Quaresma, com 31 anos, já não tem pernas para fazer a diferença com o Porto a jogar a 40 metros da linha de fundo. (Tello… que saudades).
Por fim, nos últimos 10 minutos, mantivemos a mesma matriz de jogo, e mesmo a vermos que não funcionava, não tivemos capacidade de arranjar um solução, de tentarmos chuveirinho… não sei, qualquer coisa, qualquer coisa menos gastarmos os 3 minutos de compensação a trocar a bola entre o Danilo, Maicon, Marcano e Alex Sandro.
Falharam.. Mesmo com o colinho, hoje não somos primeiros, porque ontem falhamos, e o Porto a mim, habituou-me a não tremer nestes momentos. Ontem, faltou o meu Futebol Clube do Porto, e faltou porque o plantel não o tem."


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vamos levantar-nos ainda mais fortes

Hoje não me vou alongar, nem pretendo alterar nada do que escrevi aqui ontem. À semelhança da noite de ontem, o dia de hoje também não está fácil. E é normal que assim seja. Ontem todos (todos os Portistas, não falo dos outros medíocres que adoravam ter estado nuns quartos de final da Uefa Champions League e cujo único triste consolo é acreditar que o que se passou nestes 180 minutos envergonha ou de alguma forma diminui o orgulho que sentimos nesta campanha europeia e em ser Portistas) acreditávamos que podíamos fazer história. Ontem acreditávamos na magia do futebol. Tínhamos a esperança que David vencesse novamente Golias e que iríamos tocar o céu no final dos 90 minutos. Tal surpresa, tal momento mágico, tal alegria imensa não se concretizou. Mas não tem mal. Não tem importância. Não batemos as probabilidades desta vez, nem tão pouco o fizemos da última vez que chegámos a esta fase e caímos aos pés do Manchester United de Cristiano Ronaldo. Mas a verdade é só uma. Já fomos capazes de superar desafios semelhantes. Já houve situações em que nos transcendemos, alturas em que os astros se alinharam a nosso favor e fizemos história. E vimo-lo com os nossos próprios olhos. Ao vivo. A cores. Ninguém nos contou, não tivemos de ler sobre isso em lado nenhum. Estávamos lá! E essa alegria, essa magia, essa ilusão faz-nos acreditar que o iremos repetir novamente e faz-nos ter a certeza que podemos cair como caímos ontem, mas que nos iremos levantar ainda mais fortes com a noção exacta de que valeu a pena ter sonhado.

O post de hoje apenas pretende reforçar que ainda há muito por que batalhar esta época e que no Domingo é necessário que estejamos unidos para trazer os três pontos de Lisboa. E acreditem, um Porto ao nível daquilo que já nos demonstrou por várias vezes esta época é um Porto capaz de vencer tudo e todos, colinho incluído. Esta altura é de apoiar e dizer presente. É tempo de mostrar que não somos adeptos apenas de vitórias (embora elas sejam parte significativa do nosso ADN) e que, à imagem do que se viu ontem na chegada da equipa ao aeroporto, também nos cabe a nós, Portistas, ajudar a levantar a equipa. Só assim faz sentido ser-se adepto, só assim podemos dizer no final que o(s) título(s) também é(são) nosso(s).

Eu acredito, com tanta ou mais força do que acreditava ontem!

Um abraço Portista!


Bayern 6-1 FC Porto: O sonho europeu voltará para o ano.

Para desilusão de milhões de Portistas por esse mundo fora, o sonho europeu dos Azuis e Brancos terminou esta noite em Munique. Assistimos hoje a uma pesada (e justa) derrota perante aquela que é, para mim, a melhor equipa do planeta do momento e uma das melhores de sempre. Todos estamos tristes e desiludidos com o desfecho da eliminatória, principalmente depois das perspectivas abertas pelo brilhante jogo da primeira mão. Acabámos por ser goleados hoje e terminámos a eliminatória com um total de 4-7 (os milionários do PSG terminaram a eliminatória com 1-5, sendo que o golo dos franceses é um auto golo de um defesa do Barcelona, ou seja, pode acontecer a qualquer equipa que apanhe estes gigantes). É compreensível que a derrota custe a digerir e que num primeiro momento se tenda a considerar que tudo ou quase tudo está mal. No entanto, meus amigos, o FC Porto de hoje é o mesmo FC Porto que nos orgulhou a todos na semana passada e que mostrou que num dia sim (e na máxima força, sem adaptações na defesa) se pode bater de igual para igual com os gigantes. Por isso, tristes com a derrota, sim, mas nunca envergonhados desta equipa, nunca com vergonha de ser Portista, até porque vai ser esta que nos vai fazer sorrir no próximo Domingo e que nos vai fazer querer gritar aos sete ventos o quando gostamos de ser Portistas.

A tarefa que tínhamos pela frente era dificílima e, mesmo após a primeira mão, os alemães continuavam favoritos a garantir o apuramento para as meias finais. Em condições normais, e como lembrou o "nojento" Thomas Müller na antevisão ao jogo, o Bayern vencer o adversário em casa por duas bolas a zero para a Liga dos Campeões não é novidade nenhuma (esta época já tinham batido a Roma por 2-0, o CSKA por 3-0, o Shaktar por 7-0 e o Manchester City nem sabe como saiu de Munique apenas com 1 golo sofrido e nenhum marcado). Se a isto juntarmos as ausências de Danilo e Alex Sandro na defesa, sabendo que para os substituir teríamos sempre de promover adaptações, a tarefa que se avizinhava era praticamente impossível de superar. Só um FC Porto perfeito em todos os momentos do jogo poderia sonhar em discutir o jogo no Allianz Arena. E, infelizmente, não houve sequer vislumbre desse FC Porto esta noite.

Estou convencido que esse FC Porto, o nosso FC Porto, estará de volta no Domingo (nunca mais é Domingo!) e provará que merece resgatar o título ao Benfica em pleno Estádio da Luz. Hoje foi apenas um percalço, um trambolhão, uma pausa no crescimento desta equipa e no projecto de Lopetegui para o futuro. O sonho europeu voltará no próximo ano e se me disserem que perdemos 7-4 (ou 8-4 ou 8-5) nos quartos de final da Champions do próximo ano, eu assino já por baixo! Prefiro ser o "pior" dos oito melhores da Europa do que nem sequer marcar presença nos quartos de final!

O jogo em si teve pouca história para os Dragões. Começámos terrivelmente mal e o Bayern não nos deixou respirar. Enviou uma bola ao poste ainda dentro dos primeiros dez minutos e inaugurou o marcador pouco depois com o baixinho Thiago Alcantara a ganhar de cabeça a Maicon na pequena área; o segundo golo surgiu novamente de cabeça por Boateng na sequência de um canto (Fabiano muito lento a fazer-se à bola); o terceiro golo surgiu mais uma vez de cabeça por Lewandowski (Maicon a marcar com os olhos) a culminar uma grande jogada colectiva; o quarto golo apareceu de seguida num remate de muito longe de Thomas Müller (monumental frango de Fabiano) e o quinto golo teve de novo a assinatura de Lewandowski que fez balançar as redes com um potente remate cruzado (com Maicon demasiado passivo na marcação - que jogo tenebroso de Maicon e Fabiano!). 5-0 ao intervalo, zero remates efectuados pelo FC Porto. Elucidativo do massacre que sofremos.

Para a segunda parte, e certamente já com o Benfica no pensamento, Lopetegui fez descansar Quaresma e lançou para o seu lugar Rúben Neves (para mim o melhor dos Dragões no jogo de hoje), alterando o sistema táctico para um 3-5-2, com Maicon, Casemiro e Marcano na defesa, Herrera, Oliver e Rúben Neves no centro do terreno, Martins Indi e Ricardo nas alas e Jackson e Brahimi (acabaria substituído por Evandro) na frente. Surpreendentemente, a segunda parte foi bastante melhor do que a primeira e passámos a conseguir trocar a bola no meio campo adversário e a chegar perto da área de Neuer. O Bayern sentiu que a eliminatória estava ganha e retirou o pé do acelerador. O FC Porto aproveitou, reduziu por Jackson de cabeça após boa jogada colectiva pela direita e ficava a dois golos do apuramento. É evidente que dois golos em Munique são muitos golos... mas a verdade é que logo depois Jackson ficou a centímetros de voltar a facturar e de abrir totalmente a eliminatória. O Bayern sentiu o toque, voltou a acelerar e, após a expulsão de Marcano, acabou por fazer o sexto golo, num livre directo superiormente batido por Xabi Alonso.

P.S: Por fim, e deixo-o para o "P.S." exactamente por achar que não é o mais importante do jogo de hoje, tenho de comentar o 11 inicial escolhido por Lopetegui. Não vou tentar esconder ou fingir que não me apercebi do enorme erro de casting que foi a escolha de Reyes para defesa direito e a estratégia associada a essa escolha, a fazer lembrar Costa em Old Trafford com António Oliveira ou Nuno André Coelho no Emirates com Jesualdo Ferreira. É evidente que podem argumentar que com Ricardo a titular o descalabro teria sido igualmente assustador. E fazem-no bem! É até provável que assim fosse! Mas penso que, e vale o que vale, que a aposta do treinador espanhol saiu claramente furada, já que o mexicano pouco ou nada acrescentou a defender (por amor de Deus, o rapaz é do mais fraco que alguma vez vi!) e nada conseguiu fazer em posse de bola. Parece-me que a ideia passava apenas por aguentar a avalanche bávara e por retardar ao máximo o golo contrário, abdicando de pressionar alto, desistindo de subir as linhas e atacar o portador da bola como tão bem tínhamos feito (principalmente na segunda parte) no jogo do Dragão. Prefiro perder ou ser goleado tentando ganhar e discutir o jogo, do que perder a jogar à retranca. Mas adiante. Não é por um mau jogo ou por uma má opção que vou mudar a opinião que venho formando sobre a equipa e sobre o treinador desde Julho e que, como todos os que me lêem sabem, é bastante positiva.




terça-feira, 21 de abril de 2015

Crónica de antevisão ao Bayern - FC Porto: É HOJE!

É hoje!



É hoje que o Futebol Clube do Porto joga em Munique. O ontem já lá foi e da brilhante vitória na quarta-feira passada fica apenas a vantagem relativa.

A confiança no Reino do Dragão está no seu nível mais elevado desde a temporada 2010/11, e prova disso foi a despedida apoteótica, com centenas de Portistas a dirigirem-se ao aeroporto para dizer "presente!".

Alheio a toda essa azáfama Julen Lopetegui tem no entanto um grave problema para resolver: a ausência dos habituais titulares nas laterais!
E, na minha opinião, vai ser aqui que residirá a chave dos 90 minutos que nos esperam no Arena de Munique. Julen poderia ceder à tentação de apenas defender o resultado, numa cópia das meias finais de 2010 que opuseram o Inter de Mourinho ao Barcelona de Guardiola, mas isso seria trair não só os seus princípios como também os do Futebol Clube do Porto. Sobretudo deste Futebol Clube do Porto que permanece invicto na Europa nas vésperas da segunda mão dos Quartos de Final.
Apesar de sair de peito aberto no Arena não ser estratégia que costume resultar, o Borussia Mönchengladbach mostrou há quase um mês exacto (22.03) que a este Bayern também se pode ganhar em casa.
Esse jogo deve ter sido estudado pela equipa técnica do Porto algumas vezes e espero venha a servir de inspiração, acima de tudo porque acredito que a vitória em Munique não só é possível como preparar o jogo para a conseguir será a única forma de passar a eliminatória.

Fabiano na baliza com Maicon e Marcano à frente dele será o mais normal, mas não é certo, já cá voltaremos. No meio campo Casemiro, Herrera e Oliver devem voltar a servir Brahimi, Quaresma e Jackson e os 6 oferecem a garantia de meter o Bayern em sentido a partir do 1o minuto.



Voltando à defesa. Atendendo a que a ida de Indi para a esquerda é praticamente certa a grande incógnita está no lado direito. Existem 3 possibilidades e todas elas promoveriam uma adaptação: 

1) Ricardo fez a formação como extremo e, apesar dos progressos, ainda anda longe de poder ser considerado um lateral que ofereça garantias (defensivas) na Europa.
2) Maicon, que no passado já fez essa posição e a meu ver seria a melhor opção, desfalcaria o centro no entanto.
3) Reyes, que não tem rotinas nessa posição mas pode oferecer uma segurança no jogo aéreo que Ricardo não tem. E o jogo aéreo do Bayern vai ser uma das armas que Pep Guardiola vai usar certamente.
Acho que Julen vai apostar em Reyes para titular, mantendo Ricardo no banco, mas hoje mais tarde saberemos!

Aconteça o que acontecer hoje, a certeza de já ter deixado marca nesta edição da Champions League ninguém nos tira. A ambição de jogar pelo menos mais dois jogos vai certamente fazer com que os Azuis e Brancos, sejam os 11 em campo ou os 4000 nas bancadas, dêem hoje tudo de si na capital da Baviera.
Quanto ao Bayern München:

O Bayern conta com o regressado Schweinsteiger como a principal novidade, mas consta que Bernat e Ribery não treinaram, o que deixaria o Bayern coxo do lado esquerdo atendendo à ausência prolongada de Alaba. Sinceramente acredito que Guardiola quer ensinar a missa ao vigário, escondendo o espanhol e o francês até à hora de jogo, tentando imitar a jogada de mestre do FCP na 1a mão com Jackson Martínez.


Neuer na baliza (o que não aconteceria se vestisse outra camisola!), Lahm na direita, Dante e Boateng no centro e Bernat na esquerda, Xabi Alonso, Thiago e Schweinsteiger, Götze, Müller e Lewandowski.
Esse deve ser o onze dum Bayern ferido de morte e por isso mais perigoso que nunca, todavia exposto a sofrer o golpe de graça.
E que graça teria que fosse hoje...


Crónica escrita pelo grande portista Ricardo Lima, que muito nos honrou por ter correspondido ao convite!

domingo, 19 de abril de 2015

FC Porto 1-0 Académica: Serviços mínimos rumo ao título

O Futebol Clube do Porto apresentou ontem o 11 mais “surpreendente” da época em jogos a contar para o campeonato.

Com o desgaste do jogo de 4ª feira e já com a segunda mão em vista, Lopetegui mudou 9 jogadores, mantendo somente Fabiano e Alex Sandro (que jogou a central).

Eram esperadas mexidas na equipa pelos motivos acima mencionados, mas eventualmente não de maneira tão radical, no que diz respeito ao numero de mudanças e também de certo modo a surpreendente posição a que jogou Alex Sandro.
Mas vamos ao jogo - os primeiros 10 minutos de jogo foram o espelho das mudanças. A equipa não entrou mal mas via-se que o entrosamento entre jogadores não era o melhor, dado que raramente jogaram juntos de inicio. No entanto, com o passar do tempo e à boleia de uma grande exibição de Evandro e de Hernani, a equipa começou a chegar mais vezes e com mais perigo ao ultimo terço do terreno. 

Foi então que aos 12 minutos Hernani (de mota) ganha na velocidade ao defesa da Académica e remata forte, Cristiano faz uma defesa de recurso e a bola acaba por cair novamente nos pés de Hernani, que só com o guarda-redes pela frente remata forte e sem hipótese de defesa.

A partir dai, o Porto controlou sempre o jogo, o meio campo estava forte na recuperação de bola e na pressão à saída da defesa da Académica, que só uma vez no jogo e devido a um erro clamoroso de Alex Sandro, que num passe na horizontal na defesa entrega a bola de bandeja a Rafa, no entanto o mesmo com espaço e tempo para decidir melhor rematou ao lado.

O resultado era, no entanto, perigoso e escasso. Na segunda parte Lopetegui mexeu meteu Oliver, Jackson e Marcano. Com estes 3 jogadores em campo a equipa que começava a baixar ligeiramente a guarda, voltou a recuperar na totalidade as rédeas do jogo. 

Os únicos episódios dignos de registo na segunda parte foram, num trabalho notável ao nível de recepção de bola e desmarcação Jackson disfere um remate cruzado que só devido à grande defesa de Cristiano é que a bola não acabou no fundo das redes e novamente o mesmo protagonista foi o autor de um falhanço clamoroso a 1 metro da baliza escancaradamente aberta envia a bola por cima da trave.

Dever cumprido, 3 pontos ganhos, grande exibição de Hernani, Evandro e na minha opinião José Angel. Um jogo com pouca história mas muito importante naquilo que são dos objectivos do Porto que ontem jogou em dois campos.

Lopetegui conseguiu o melhor dos dois mundos, poupou quase toda a equipa para 3ª feira e conseguiu ainda assim o que era impreterível - os 3 Pontos.

Crónica de Miguel Guimarães

quarta-feira, 15 de abril de 2015

FC Porto 3-1 Bayern München: Mais uma noite europeia que nunca esquecerei

Se é verdade que depois das derrotas a vontade de escrever é nula e as palavras não surgem com clareza, não posso esconder que, também hoje, depois daquilo que tive a sorte de ver, escrever a crónica ao jogo é uma tarefa hérculea e de execução quase impossível. Em dias como os de hoje, e nós portistas já vivemos vários dias assim (lembro-me do empate em Old Trafford, recordo-me das vitórias em Sevilha ou na Corunha e nunca esquecerei a exibição de gala nas Antas frente à Lazio de Roma, entre tantos, tantos outros), um sentimento de alegria imenso e de orgulho desmedido apodera-se de mim e as inúmeras ideias que povoam a minha mente não passam para o "papel" de uma forma genuína e simples. Confesso que já tinha saudades de uma noite europeia deste calibre, de uma noite em que teríamos vencido qualquer equipa que nos tivesse aparecido pela frente. E hoje a infeliz equipa que teve o azar de comparecer no Estádio de Dragão foi, apenas e só, a melhor equipa do mundo, a qual assistiu ao vivo (assim como todo o mundo do futebol) a uma enorme demonstração de força do FC Porto. Nada está ganho, estamos no intervalo da eliminatória e não sei se iremos ou não conseguir o apuramento, mas como diz o grande Miguel Guimarães, "esta vitória já ninguém me tira" e isso, por hoje, chega-me.

Ambiente fantástico num Estádio do Dragão lotado
Lopetegui avisou que queríamos ser protagonistas, que estávamos com ganas de mostrar o nosso valor e foi exactamente isso que se viu desde o apito inicial. Logo à passagem do segundo minuto de jogo, o regressado Jackson (nem parecia que voltava de uma paragem superior a um mês) roubou uma bola a Xabi Alonso à entrada da área adversária, aparecendo isolado na cara de Neuer, que acabou por derrubá-lo quando este se preparava para inaugurar o marcador. O árbitro assinalou a grande penalidade mas perdoou escandalosamente o cartão vermelho ao alemão. Marcando falta (que me parece existir), não havia como não expulsar Neuer (o Bayern ficaria reduzido a 10 jogadores durante 90 minutos e Neuer falharia, ainda, a segunda mão). Quaresma não tremeu e inaugurou o marcador, enviando a bola para um lado e o gigante alemão para o outro.

"Não podia haver melhor início de jogo", pensei. Errado! E o que é melhor que marcar um golo nos instantes iniciais? Marcar dois golos, pois claro! Quaresma pressionou Dante no centro do terreno, roubando-lhe a bola com determinação e caminhou sozinho para a área bávara. À saída de Neuer, e num gesto técnico idêntico àquele que utilizou frente a Petr Cech em Stamford Bridge em 2007, Quaresma não perdoou e aumentou a vantagem dos Portistas, levando o lotado Estádio do Dragão ao delírio
Festejos de Quaresma com o castelo bávaro a desabar ao fundo
A táctica idealizada por Lopetegui surtia efeito e os jogadores do Bayern pareciam surpreendidos e desconfortáveis com a pressão sufocante dos azuis e brancos. Infelizmente, e certamente por mérito do Bayern, à passagem dos 20 minutos a equipa Portista começou a recuar as suas linhas e apenas conseguia defender à entrada da sua área. A equipa de Guardiola não criava perigo de bola corrida mas o FC Porto também não arranjava soluções para se estender no terreno de jogo. O golo dos bávaros acabou por surgir na sequência de um canto, com Thiago Alcantara a aproveitar bem uma desatenção da defesa Portista, colocando alguma justiça no marcador. Até ao intervalo a toada de jogo manteve-se e foi sem espanto que as equipas foram para os balneários com 2-1 no marcador.

Quando todos pensavam que a segunda parte iria ser uma réplica daquilo que o jogo nos mostrara a partir dos 20 minutos de jogo e que o Bayern iria encostar o Dragão à sua área, eis que surgiu o melhor FC Porto de toda a temporada, o melhor FC Porto de há muitos anos a esta parte. O que se viu o FC Porto fazer ao Bayern em grande parte da étapa complementar foi, muito provavelmente, inédito. Quem diria que uma equipa em vantagem frente ao Bayern teria capacidade para ter bola, pressionar alto, criar oportunidades e, mesmo assim, não permitir grandes veleidades aos alemães? Observem o quadro com as estatísticas do jogo e tentem encontrar algum outro jogo em que o Bayern tenha rematado e criado tão pouco!

A cereja no topo do bolo que foi a segunda parte dos Dragões estava reservada para Jackson Martinez. O colombiano carimbou com um golo o seu regresso à competição e colocou justiça no resultado final, finalizando de pé esquerdo com classe depois de fintar Neuer. O resultado dá legítimas esperanças de apuramento ao FC Porto e permite encarar a segunda mão com confiança, sabendo que o sonho continua vivo.




Em termos individuais, gostaria de destacar Casemiro, jogador que tanto critiquei há dois/três meses atrás. Esteve simplesmente brilhante na defesa do meio campo portista e tentou sair a jogar com simplicidade de processos, apesar da forte pressão germânica. Não posso também deixar de elogiar a prestação de Quaresma, absolutamente decisivo na frente e com disposição para ajudar na defesa, assim como tenho de sublinhar as performances de Oliver, Jackson e Alex Sandro. Pela negativa, não me parece justo realçar nenhum jogador, apesar de Herrera ter estado algo desastrado a sair a jogar e de Brahimi ter complicado algumas vezes na primeira fase de construção.

Terça-feira há mais! Infelizmente sem Danilo e Alex Sandro, excluídos por acumulação de amarelos, mas com outros que certamente nos deixarão orgulhosos e que tudo darão pela passagem às meias finais. A cair, será certamente de pé, e isso é tudo o que podemos exigir!
Antes disso, regressa a liga portuguesa e sábado às 18h00 (parece que a Liga não autorizou o adiamento, certamente a torcer por um tropeção do Dragão) recebemos a Académica em mais uma dura batalha neste caminho que nos levará ao título de campeão. Sim, porque a jogar assim, não há #colinho que resista a este Dragão! Será mais uma oportunidade para jogadores como Quintero, Aboubakar, Ricardo, Evandro e Rúben Neves dizerem "presente" e mostrarem que também têm valor.
ACREDITEM!
Vídeo dos golos com melhor qualidade: aqui.

PS: Aqueles que diziam que só passámos os grupos e os oitavos de final da Uefa Champions League porque tínhamos apanhado equipa fracas, neste momento, ou "já não ligam muito a futebol" ou estão fechados no quarto a tentar inventar argumentos mirabolantes para o que se passou hoje no Dragão. ENORME PORTO!







segunda-feira, 13 de abril de 2015

Antevisão FC Porto - Bayern - Façam história miúdos

Nota prévia: Como luso-alemão sigo o campeonato alemão como o português. Sou adepto fervoroso do Karlsruhe, equipa da 2ª divisão alemã. Em relação ao adversário de quarta para a Champions, tenho um sentimento: Gosto deles tanto como do nosso principal adversário dentro de portas, que partilha a cor vermelha: só gosto deles a perder.



Quem pensa num jogo nosso contra o clube todo-poderoso da Alemanha lembra-se forçosamente da mítica final de Viena. Os mais "experientes" (não vou chamar velho a ninguém ;) ) entre os nossos leitores lembram-se certamente de ver ao vivo o mítico jogo de 1987, do calcanhar de Madjer e do Juary a festejar à beira da bandeirola de canto de joelhos, com os braços no ar a agradecer a Deus. Eu ainda não tinha grande capacidade para absorver o jogo com os meus 2 aninhos de idade, mas o meu pai, alemão e um grande Portista, filmou o jogo. Sim, filmou o jogo que estava a passar na TV com a sua câmara de vídeo, para mais tarde podermos (eu e o meu irmão) recordar. Aqui fica uma versão mais atualizada do que se passou há 18 anos.
Mas também é difícil esquecer a eliminatória de 2000, num jogo em que empatamos a segunda eliminatória aos 90' e sofremos logo a seguir o golo que nos eliminaria da prova. Lembro-me bem dum comentário do meu primo sobre o árbitro da segunda mão: "Este cabrão do Dallas, dá-las só para um lado". Espero que o árbitro não seja o centro das atenções durante a eliminatória...


Chega de nostalgia, vamos ao que interessa, o jogo de quarta. Comecemos pelo Porto: Depois de 2 jogos na Madeira não muito bem conseguidos (para não dizer pior), vieram duas vitórias tranquilas, onde voltaram a impor o seu futebol. Não estamos a falar (nem de perto) de adversários ao nível de um Bayern, mas não se pode dizer que o jogo em Vila do Conde eram favas contadas. O 11 inicial não deverá mudar muito em relação ao apresentado frente ao Rio Ave; Jackson parece que continua de fora (nem que já esteja a treinar a 100% duvido que entre num jogo deste calibre após uma lesão tão prolongada) e certamente irá fazer-nos muita falta. Marcano estará de fora por acumulação de amarelos e entrará Maicon para o lugar dele. Maicon terá que estar no melhor das melhores da sua forma e mesmo assim não sei se chega (não sou o maior fã dele...). De resto deveremos ter Danilo e Alex Sandro a laterais e Indi ao lado de Maicon, Casemiro a trinco, com Herrera e Oliver mais à frente, Quaresma e Brahimi nas alas a assistirem Aboubakar. Agora fica a dúvida: como abordar o jogo?



Acho sempre que devemos ser nós a impor o nosso jogo e não adaptarmos-nos ao jogo do adversário. Obviamente que é sempre necessário uma certa adaptação, mas a base do jogo tem que ser nossa. Neste caso é trocar a bola nas nossas linhas até encontrar uma brecha na defesa adversária e manter a pressão alta quando perdemos a bola (atacar logo com 2 jogadores o portador da bola). E isto é tudo muito bonito, mas quando o adversário é treinado por Guardiola isto pode dar muita asneira, pois por norma as equipas dele rodam melhor a bola que nós, pressionam mais e correm mais (para além dos jogadores terem uma melhor qualidade individual). Por isso peço para esquecerem os bitaites clássicos de treinadores de bancada (do estilo das que escrevi há 3 frases atrás). Esqueçam o que acham melhor e o pensam que devia ser feito. Vamos confiar no Lopetegui. Tenho a certeza que anda a estudar este jogo desde o sorteio, anda a ver a melhor abordagem táctica e a melhor maneira de sair vencedor na quarta e na eliminatória. A equipa técnica e os jogadores devem ter visto inúmeros vídeos de jogos deles e analisado tudo ao pormenor. Os nossos 11 jogadores serão relativamente jovens e a maior parte com pouca rodagem nestas andanças, mas estou confiante que farão tudo para atingir o melhor resultado possível e terão a lição muito bem estudada.


Vamos agora ao nosso adversário. Comecemos pela lista de lesionados: Robben, Ribbery, Schweinsteiger, Alaba e Javi Martinez e Benatia. Isto até parecem boas notícias, mas olhando para os que "sobram" podemos concluir que a qualidade dos substitutos não é inferior aos que não vão jogar. Xabi Alonso, Götze, Thiago, Müller, Lewandowski e afins seriam titulares indiscutíveis na nossa equipa. E jogando com estes jogadores não os fará mudar o sistema de jogo: posse de bola, muitos passes curtos, pressão dentro do meio-campo adversário e jogar sempre no erro do oponente. Teremos que estar muito concentrados, ser estupidamente eficientes (que infelizmente não tem sido o nosso forte) e não fazer erros na defesa (algo que acontece com muita frequência).



Venha quarta. Venha o Bayern. Vamos encher o Dragão e não calar-nos o jogo todo. Eu acredito.


Façam história miúdos.

sábado, 11 de abril de 2015

Crónica Rio Ave - Porto

Depois da goleada ao Estoril, seguiu-se uma vitória ao Rio Ave. No terreno onde o nosso principal rival perdeu há umas semanas, a vitória era o único resultado que interessava para nos manter na corrida pelo título. Num terreno tradicionalmente complicado, o Porto finalmente entrou como temos pedido nos últimos jogos e não se tem concretizado: com vontade de "arrumar" o jogo o mais cedo possível. E tal só não foi possível devido a uma vista algo incrível do fiscal de linha (que dia miserável que apanhou). Mas já lá vamos.


O Porto alinhou no seu 4-3-3 clássico, com o 11 esperado (Indi estava de fora dos convocados, Maicon entrou para o lugar dele). O Porto entrou forte e imperial, apostando nas principais qualidades que tem demonstrado ao longo da época: futebol apoiado, muita troca de bola, muita triangulações de modo a criar várias oportunidades de perigo. Aos 8 minutos Brahimi faz balançar as redes adversárias, mas o auxiliar anula o golo por fora de jogo. Segue a imagem do lance. É, para mim, absolutamente inacreditável como é que o fiscal, na posição em que se encontra e com a visão que tem, marca fora-de-jogo. Jogadas em jogo corrido, com movimentações inversas dos jogadores e passes compridos podem realmente ser difíceis de ajuizar. Neste caso não entendo mesmo.



O Porto não se deixou abalar e continuou a jogar bom futebol. Oito minutos depois, Quaresma tem uma oportunidade soberba de inaugurar o marcador (outra vez) mas conseguiu o mais difícil, que foi falhar a baliza. Pouco depois o fiscal de linha volta a estar no centro das atenções. Quaresma remata à barra, a bola sobra para o meio da área, onde aparece Danilo a recuperá-la e é varrido pelo adversário. A falta é bem assinalada, mas o fiscal decidiu outra vez não ver um fora-de-jogo do tamanho de uma montanha. Se foi para compensar um erro com outro, acho que é a pior coisa que pode fazer. Pode ter chegado à conclusão que errou no primeiro lance, mas isso não dá direito a errar outra vez, para compensar. Este fiscal nunca mais deveria pôr os pés num relvado.

Até ao intervalo, o Porto continuou com o pé no acelerador até que Danilo marcou um belo golo mesmo no final da primeira parte. O jogo parecia resolvido. A entrada na segunda parte mostrou mais do mesmo, com o Porto a jogar bem e a controlar, a criar ocasião atrás de ocasião mas a não concretizar. O tempo ia passando e os pensamentos iam divagando para quarta. Quaresma é substituído (mais um grande jogo, apesar do falhanço) para gerir esforço e o Porto controlava. Aparentemente. Do nada, surgiu o golo de Tarantini que fez tremer os nossos Dragões (Danilo não esteve bem na fotografia...). Sem criar ocasiões, o Rio Ave ia-se aproximando cada vez mais da área portista, deixando os adeptos cada vez mais nervosos. Até que Aboubakar recupera uma bola no meio campo adversário e serve Hernani de bandeja. Estava feito o resultado final. Havia tempo para um amarelito para Herrera e Danilo, mas não se concretizou, sabe-se lá porquê. Na próxima semana não podem levar amarelo, veremos o que Lopetegui decidirá.



Missão cumprida, 3 pontos em casa. Pena não termos estado a ganhar por 3 ou 4 aos 70' como merecido e pena a falta de limpeza de amarelos. Melhor jogador em campo, para mim, mais uma vez Quaresma. Está numa das melhores fases da carreira, muito inteligente em campo, a aliar à qualidade natural que tem. Também gostei muito de Oliver, mas desse gosto sempre :)

Agora sim, finalmente, toda a concentração para quarta, venha esse todo-poderoso Bayern.


Antevisão Rio Ave - FC Porto: Jogo de tripla - vencer, vencer ou vencer

Confesso que estou muito apreensivo para o jogo de amanhã. Tenho dúvidas que o jogo esteja a ser preparado da melhor forma possível e que o foco esteja, efectivamente,  a 100 por cento no decisivo encontro de Vila do Conde. Há pequenos sinais, quase indetectáveis pormenores, que apontam no sentido de que muita gente (tanto adeptos como parte da estrutura) já está com a cabeça no jogo da Uefa Champions League de quarta feira. 
Começando pelas conversas entre adeptos. Quase nenhum deles fala do difícil jogo contra a equipa que bateu o Benfica há 3 semanas. A preocupação da esmagadora maioria dos adeptos está em saber quem são os jogadores bávaros que não vão defrontar o FC Porto ou em perceber se a lotação do Estádio do Dragão vai ou não esgotar nesse dia. Para mim, neste momento, isso é praticamente indiferente. O que eu quero saber é se a equipa vai ser apoiada em Vila do Conde ou não. O que me interessa é saber se o Rio Ave vai estar ou não na máxima força (a resposta é, felizmente, negativa).

Porém, não são só os adeptos a estarem já com a cabeça na UCL. Os (ou parte dos) responsáveis pelo marketing e comunicação do FC Porto, mal terminou o jogo de segunda feira com o Estoril, fizeram questão de promover o embate frente ao Bayern. Ainda bem que alguém os recordou que antes do jogo das competições europeias ainda jogamos em Vila do Conde e que, posteriormente, tenham começado também a promover o jogo com o Rio Ave.

Por fim, mais um pequeno sinal que me deixa desconfortável. A convocatória para o jogo de amanhã e as ausências de Martins Indi, Adrián Lopez e Jackson. No que diz respeito a Martins Indi, acho que a sua ausência só se pode prender com limitações físicas. Qualquer outra justificação não faz sentido para mim. Maicon só há poucos dias voltou aos treinos depois de uma lesão e caso tenha uma recaída no jogo, seremos obrigados a recorrer a Reyes. Não seria muito mais seguro ter Indi (pelo menos!) no banco? Quanto a Jackson, espero que a sua ausência nada tenha que ver com eventuais poupanças para o jogo de Bayern e que não apareça a treinar sem limitações no Domingo, como que se estivesse guardado para a Liga dos Campeões. Já em relação a Adrián Lopez, recordo que a sua lesão remonta a Janeiro, ou seja, o espanhol está há quase 3 meses para recuperar. Ou será que a "lesão" não é só física? A verdade é que sem Tello, Jackson, Adrián e Quintero, Lopetegui apenas terá ao seu dispor os prováveis titulares Quaresma, Brahimi e Aboubakar, acompanhados dos jovens Hernani e Gonçalo Paciência. Manifestamente pouco para as dificuldades que os vila condenses causarão (ver convocados). Equipa provável: Fabiano, Danilo (vê se levas um amarelo, rapaz!), Alex Sandro, Maicon, Marcano, Casemiro, Herrera, Oliver, Quaresma, Aboubakar e Brahimi.

Não quero com isto dizer que não compreendo a importância (desportiva e financeira) do jogo contra os alemães mas para mim a prioridade deverá ser sempre o campeonato, até porque, por muito que nos custe, não temos plantel para apostar com exuberância nas duas competições ao mesmo tempo e na UCL vamos defrontar a melhor equipa do mundo da actualidade, sendo que a segunda mão se disputa, ainda por cima, na Alemanha... Tarefa quase impossível!

Podemos passar, sim, mas de uma coisa podem ter a certeza. Se me dessem a escolher perder 1-0 com o Rio Ave e ganhar 1-0 ao Bayern ou vice versa, eu escolhia ganhar aos vilacondenses. Claro que ganhar os dois embates seria espectacular, mas não tenho dúvidas que devemos escolher bem a competição em que apostamos.

Espero estar enganado quanto às observações que fiz e que este mau feeling se revele infundado. Só a vitória interessa amanhã, uma vez que não podemos deixar que o Benfica aumente a vantagem que tem sobre nós, sob pena de hipotecarmos definitivamente o campeonato.

PS: Eu já vi este filme em algum lado... Reservas de rotundas, jogadores que já dão este campeonato como ganho e que já pensam no tricampeonato, campanhas sem vergonha a fazer pouco do colinho que os segurou na primeira volta e um treinador que diz que não vai poupar ninguém amanhã para o jogo com o FC Porto, "esquecendo-se" que antes disso ainda joga no Restelo. Ou já está condicionado/comprado o jogo com o Belenenses e não entra para o totobola?




terça-feira, 7 de abril de 2015

FC Porto 5-0 Estoril: Barrigada de futebol no regresso da ilusão

O FC Porto alcançou hoje uma importante e esclarecedora vitória por 5-0 sobre o Estoril no fecho da jornada 27ª da liga portuguesa. Num jogo em que a pressão estava toda do lado dos azuis e brancos, até porque o Estoril, mais cedo ou mais tarde, irá garantir a manutenção e esta partida não "fazia parte" do campeonato da equipa da Linha, o conjunto orientado por Julen Lopetegui não vacilou e deu a demonstração de força que todos os portistas esperavam e que o Pé que está mais à mão considerava vital para manter a moral em alta.

Diante de um Estádio do Dragão a meio gás, o treinador espanhol lançou de início o 11 que previmos na antevisão ao jogo e no qual cumpre destacar o regresso à titularidade de Fabiano na baliza. Os primeiros minutos do FC Porto não foram exuberantes, mas mostraram uma equipa a tentar chegar cedo ao golo inaugural e a não permitir que os estorilistas se aproximassem do seu último reduto. Com o passar do minutos, os lances de perigo junto à baliza de Vagner começaram a surgir com maior frequência e Brahimi esteve muito perto do golo por duas vezes.

No entanto, estavam errados aqueles que pensavam que Brahimi seria o extremo que mais iria contribuir para desempatar o marcador. A verdade é que o mágico desiquilibrador da noite seria outro, de seu nome Ricardo Quaresma. Foram muitos e bons lances aqueles que o camisola 7 desenhou com as suas chuteiras. Para começar, tirou um centro telecomandado para o pequenino Oliver Torres inaugurar o marcador ao segundo poste; logo depois, encontrou Danilo desmarcado dentro da grande área, permitindo ao brasileiro cruzar para Aboubakar falhar um golo cantado e no último suspiro dos primeiros 45 minutos tirou novo cruzamento milimétrico para Aboubakar encostar eficazmente para o segundo golo.

O FC Porto seguia para os balneários com uma vantagem justa (resultado que se aceita, embora a margem mínima talvez fosse mais condizente com o que se viu no relvado) e que lhe permitia encarar a etapa complementar com outra tranquilidade. Etapa complementar essa que se iniciou com uma entrada fulminante dos Dragões e que se traduziu em 2 oportunidades claríssimas de golo falhadas e com um penalti sobre Brahimi (bem assinalado) logo nos primeiros 5 minutos. Chamado a converter, Quaresma não perdoou e depois de duas assistências para golo, inscrevia também o seu nome na lista de marcadores.

O jogo ficava resolvido à passagem dos 50 minutos para tranquilidade dos adeptos e Lopetegui optou (e bem) por refrescar a equipa, lançando Hernani para o lugar de Brahimi e Rúben Neves para o lugar de Herrera. Compreensivelmente, os portistas abrandaram o ritmo de jogo e deram prioridade à manutenção da posse de bola, o que não os impediu de proporcionar aos adeptos mais dois golos. Danilo fez o 4-0 finalizando com classe a melhor jogada do encontro (assistência magnífica de Aboubakar de calcanhar) e Quaresma fechou o marcador após recuperar a bola no ataque (em falta) e depois de fintar o guarda-redes adversário com mestria.

Em termos individuais, o MVP só tem um destinatário possível. Com dois golos e duas assistências, Ricardo Quaresma mostrou estar preparado para o que falta da temporada e para ajudar a equipa que se debaterá com a provável ausência de Tello durante o mês de Abril. Nota altíssima ainda para Danilo, que calou todos aqueles que puseram em causa a sua dedicação e entrega nos últimos dias. Pela negativa, penso não ser justo destacar ninguém dos que entraram para tentar ajudar e a remar para o mesmo lado, apesar de Herrera não ter sido tão exuberante como habitualmente. Obviamente que neste lote não posso incluir Quintero, que continua a desiludir e a desesperar os adeptos. Poucas vezes vi um jogador esforçar-se tão pouco dentro do campo como o colombiano. Ou melhor, poucas vezes vi um jogador com este talento inato esforçar-se tanto para vir a ser um verdadeiro flop.

Em resumo, podemos afirmar inquestionavelmente que foram alcançados 4 objectivos na noite de hoje. Em primeira instância, foi alcançado o objectivo fundamental: a vitória e o recolocar da distância para o Benfica em três pontos. Depois, foram conseguidos dois objectivos secundários, mas também eles com algum significado: goleada com exibição bastante agradável e o anular da desvantagem no goal average em relação ao primeiro classificado. Por fim, voltámos a aumentar a vantagem sobre o Sporting e penso que detonámos qualquer esperança dos verdes e brancos de ultrapassar o FC Porto.

Sábado há mais. Muito mais. Em Vila do Conde jogamos o segundo jogo mais difícil daqueles que temos até final e só podemos manter esta ilusão, este sonho de resgatar o título, se trouxermos os 3 pontos na bagagem.

7 jogos, 21 pontos --> eu acredito! Vamos Porto!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Antevisão FC Porto-Estoril: Win or go home

Como não estamos numa 2ª mão de uma qualquer eliminatória da UEFA na qual estamos obrigados a vencer para nos mantermos em prova, o título do post não é 100% verdadeiro. Mas é quase. Como vem sendo hábito, calha-nos jogar depois de uma vitória do nosso mais directo rival, sendo praticamente unânime que um novo deslize da nossa parte tem como significado o adeus prematuro ao sonho de resgatar o título. Hoje, e pelo menos até ao jogo da Luz, só nos resta ganhar...ou "ir para casa".
Contudo, e conforme já disse depois de novo naufrágio na Ilha da Madeira, considero que a nossa obrigação frente aos estorilistas não passa apenas por ganhar. É necessário mais. É necessário demonstrar que estamos bem vivos, é preciso mostrar que os últimos dois jogos não mais se repetirão esta época, é obrigatório jogar à Porto e não dar quaisquer hipóteses. Não se exige, obviamente, uma goleada ou uma exibição de gala (até porque o Estoril é uma equipa que habitualmente nos causa bastantes dificuldades), mas é importante que treinador e jogadores demonstrem convincentemente que acreditam tanto no título como o mais fiel dos adeptos.

Lopetegui ainda não pode contar com Adrián Lopez e Jackson Martinez, ambos na fase final das suas recuperações, aos quais se juntam Maicon e Tello, também lesionados. O treinador espanhol procedeu a algumas alterações na lista de convocados e promoveu o regresso de Reyes, Quintero e Rúben Neves ao lote dos eleitos. O 11 inicial também será significativamente diferente daquele que enfrentou o Marítimo nos Barreiros na quinta feira. É altamente provável que Danilo, Alex Sandro, Martins Indi, Herrera e Brahimi entrem de início hoje à noite, acompanhados por Marcano, Casemiro, Oliver, Aboubakar e Quaresma (é importante que Quaresma e Brahimi se apresentem a bom nível hoje, grande parte da solução aos problemas que poderão surgir passará pela inspiração dos nossos extremos). A grande dúvida no 11 recai sobre quem defenderá as redes azuis e brancas: Helton ou Fabiano? Gostava que Helton mantivesse o lugar que reconquistou com mérito, mas penso que, conforme consta da capa d'OJOGO, Lopetegui fará regressar Fabiano.

PS: Depois de Sérgio Oliveira, parece que temos mais um reforço confirmado para 2015/2016: Bueno. Como não conheço, vou esperar para ver e depois dar uma opinião. De qualquer forma, 16 golos na liga espanhola ao serviço de uma equipa modesta parecem-me um bom cartão de visita.

sábado, 4 de abril de 2015

Vencedores do Passatempo FC Porto-Estoril e nova promoção da iBetup

Conforme informámos na crónica ao jogo Marítimo-FC Porto, infelizmente ninguém foi capaz de atirar um palpite certeiro e não conseguimos encontrar vencedores. Como os bilhetes para o FC Porto-Estoril e as camisolas já estavam em nossa posse, a gerência do Pé que está mais à mão teve de procurar uma solução rápida e de recurso para o imbróglio que surgiu.

Optou-se, então, por fazer um sorteio entre todos aqueles que participaram no passatempo e que tentaram a sua sorte. Escrevemos os nomes dos 44 participantes em papéis e colocámos os papéis num recipiente fechado, para posteriormente retirarmos à sorte os nomes dos 2 vencedores do passatempo. Para premiar aqueles que acertaram que o jogador Evandro seria o primeiro jogador a marcar no encontro de quinta-feira, colocámos mais dois papelinhos com o nome desses participantes.
Com quase 60 papéis no recipiente, chegou, então, a altura de retirar os papéis e ver quem são os dois vencedores. E a sorte acabou por sorrir ao Daniel Nunes e ao Renato Almeida! Muitos parabéns a ambos! Segunda-feira estamos à vossa espera no Dragão para assistir ao jogo a convite do Pé que está mais à mão e para receberem a vossa camisola do Mágico.

Numa outra ordem de ideias, mas não menos importante, e porque sabemos que vocês também são capazes de palpites certeiros, informamos que está em vigor até ao dia 31 de Maio uma espectacular promoção na iBetup, casa de apostas portuguesa que é parceira deste estaminé e que, neste momento, para vossa comodidade e satisfação, já permite depósitos através de Visa e Mastercard.

A campanha está disponível para todos, quer sejam novos utilizadores, quer para aqueles que já possuem conta na iBetup, e tem as seguintes condições, características e, claro, vantagens :
- Bónus de 100% no 1º depósito;
- Abra uma conta hoje, ou caso já tenha uma conta activa, reivindique o seu bónus de 1º depósito (mesmo que já tenha efectuado um depósito anteriormente);
- Este bónus apenas é válido para apostas desportivas à cota e é necessário seguir as seguintes instruções: efectue um depósito de 10€ ou superior e terá direito a a receber um bónus de 100% depósito qualitativo, até ao máximo de 50 euros;
- Quando depositar na sua conta iBetup, para solicitar o seu bónus, contacte o apoio ao cliente da iBetup através do email info@ibetup.pt com o seu username iBetup e com a seguinte frase: Bónus 1D
- Após o requerimento do bónus, a creditação do mesmo poderá demorar até 6h. O seu depósito e bónus passarão para saldo de bónus (representado a verde) na sua conta iBetup.
- Se não solicitar o seu bónus via e-mail num espaço de 24 horas após o seu depósitto, o bónus de primeiro depósito não poderá ser reivindicado de outra forma.
- Todos os utilizadores da iBetup apenas poderão usufruir uma vez o Bónus de primeiro depósito.

E querem melhor que um fim de semana cheio de jogos como este para usufruir desta promoção?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Marítimo 2-1 FC Porto: Assim não vamos a lado nenhum

Como sabem, o blog hibernou durante alguns meses e voltou ao activo em inícios de 2015. Desde o regresso, apenas uma vez estive para não escrever uma crónica a um jogo do FC Porto porque não encontrava motivação ou inspiração para tal. Esse jogo foi a derrota do FC Porto nos Barreiros frente ao Marítimo para o campeonato...
Hoje, mais uma vez, não encontro palavras para descrever correctamente aquilo que vi durante 90 minutos, mais a conferência de imprensa pós jogo, razão pela qual a crónica vai ser mais curta que o habitual. 5º jogo consecutivo na Ilha nas últimas duas épocas, 5º naufrágio colectivo! Que neura!

O FC Porto perdeu (e perdeu bem!) e falhou, mais uma vez, a passagem à final da Taça da Liga. Embora normalmente não me incomode especialmente perder um jogo para esta competição, a verdade é que hoje fiquei bastante incomodado. E o incómodo não tem que ver só com a derrota no jogo de hoje. O incómodo vai muito mais além.
Minuto de silêncio em homenagem a Manoel de Oliveira
Fiquei lixado com "f" porque, numa altura em que devíamos estar a capitalizar a derrota do Benfica em Vila do Conde e numa fase em que devíamos estar a dar uma demonstração de força e carácter, num espaço de 15 dias, fomos presenteados com 2 exibições inenarráveis, nas quais não apresentámos um mínimo de qualidade ou atitude. A jogar assim, meus amigos, não vamos a lado nenhum! Mais. A jogar assim, em vez de olharmos para quem vai à nossa frente no campeonato, devemos é começar a olhar para trás com medo de sermos ultrapassados.

Outra situação que me causou um incómodo gigante tem que ver com as declarações de Lopetegui no final do jogo. Inacreditável a forma como o nosso treinador decidiu apontar o dedo ao árbitro. Hoje, sublinho, hoje, nada há a apontar ao trabalho do trio de arbitragem. Não foi por aí que perdemos. Mais. Falar da arbitragem depois do jogo de hoje, apenas retira credibilidade para o voltar a fazer no futuro, caso se justifique, e apenas retira força e sentido às justas críticas feitas às arbitragens do campeonato até à data. A rever, Mister!

Depois da Taça de Portugal, mais um objectivo perdido estupidamente. E não me venham com a história de que não queríamos ganhar ou de que não nos importamos com a Taça da Liga. Como se viu em Braga (durante e depois do jogo), como se viu em muitas das escolhas de jogadores em jogos anteriores e como se viu com a opção por vários habituais titulares no jogo de hoje (Aboubakar, Oliver, Casemiro, Quaresma, por exemplo), o objectivo era vencer. E esse objectivo não foi alcançado. Por culpa única e exclusivamente nossa! 


Resta, agora, ter concentração e aplicação máximas nos 10 jogos que faltam esta época, de preferência com as fichas todas apostadas no campeonato (Jackson volta rápido por favor!) e não entrando em megalomanias e sonhos de finais de ligas dos campeões. Segunda feira recebemos o Estoril e tudo o que não seja uma vitória convincente e categórica do FC Porto, é por mim encarado como um deitar de toalha ao chão. Têm a palavra os profissionais do FC Porto. Mostrem que devemos continuar a acreditar!

PS: Em relação ao passatempo do FC Porto-Estoril, infeliz e evidentemente, ninguém esteve sequer perto de acertar no resultado do jogo. Os prémios vão ser na mesma entregues a dois leitores do blog, mas temos de pensar na forma mais justa de o fazer. Sábado contamos ter novidades quanto a esta situação!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Passatempo FC Porto - Estoril: Podes participar até às 19h00

Chegou, finalmente, o dia de voltar a ver o FC Porto jogar! Depois de 12 dias sem futebol a sério, hoje os Dragões disputam nos Barreiros o acesso à final da Taça da Liga. Temos tudo para vencer o jogo, mas para isso é necessário entrar com a atitude certa e colocar o pé no acelerador.

Ao contrário daquilo que penso, o jornal oJOGO anunciou como provável um 11 com poucas alterações em relações ao 11 que mais vezes tem sido utilizado por Lopetegui.

Enquanto que eu acredito que Ricardo Pereira, Campanã, Hernâni e Gonçalo Paciência vão jogar de início, oJOGO aposta em Danilo, Herrera, Quaresma e Aboubakar.

De qualquer das formas, seja com quem for, é para ganhar e marcar encontro com o Benfica na final, por forma a conquistar pela primeira vez o caneco.



Em relação ao passatempo que vai oferecer duas camisolas e dois bilhetes para o FC Porto-Estoril, muita gente já deu o seu palpite na página do facebook. E tu? Já deste o teu? Tens até às 19h00 para o fazer no link que está em baixo. Boa sorte!
https://www.facebook.com/1520882468175493/photos/a.1520885304841876.1073741827.1520882468175493/1560381934225546/?type=1