Azul e Branco

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terça-feira, 7 de abril de 2015

FC Porto 5-0 Estoril: Barrigada de futebol no regresso da ilusão

O FC Porto alcançou hoje uma importante e esclarecedora vitória por 5-0 sobre o Estoril no fecho da jornada 27ª da liga portuguesa. Num jogo em que a pressão estava toda do lado dos azuis e brancos, até porque o Estoril, mais cedo ou mais tarde, irá garantir a manutenção e esta partida não "fazia parte" do campeonato da equipa da Linha, o conjunto orientado por Julen Lopetegui não vacilou e deu a demonstração de força que todos os portistas esperavam e que o Pé que está mais à mão considerava vital para manter a moral em alta.

Diante de um Estádio do Dragão a meio gás, o treinador espanhol lançou de início o 11 que previmos na antevisão ao jogo e no qual cumpre destacar o regresso à titularidade de Fabiano na baliza. Os primeiros minutos do FC Porto não foram exuberantes, mas mostraram uma equipa a tentar chegar cedo ao golo inaugural e a não permitir que os estorilistas se aproximassem do seu último reduto. Com o passar do minutos, os lances de perigo junto à baliza de Vagner começaram a surgir com maior frequência e Brahimi esteve muito perto do golo por duas vezes.

No entanto, estavam errados aqueles que pensavam que Brahimi seria o extremo que mais iria contribuir para desempatar o marcador. A verdade é que o mágico desiquilibrador da noite seria outro, de seu nome Ricardo Quaresma. Foram muitos e bons lances aqueles que o camisola 7 desenhou com as suas chuteiras. Para começar, tirou um centro telecomandado para o pequenino Oliver Torres inaugurar o marcador ao segundo poste; logo depois, encontrou Danilo desmarcado dentro da grande área, permitindo ao brasileiro cruzar para Aboubakar falhar um golo cantado e no último suspiro dos primeiros 45 minutos tirou novo cruzamento milimétrico para Aboubakar encostar eficazmente para o segundo golo.

O FC Porto seguia para os balneários com uma vantagem justa (resultado que se aceita, embora a margem mínima talvez fosse mais condizente com o que se viu no relvado) e que lhe permitia encarar a etapa complementar com outra tranquilidade. Etapa complementar essa que se iniciou com uma entrada fulminante dos Dragões e que se traduziu em 2 oportunidades claríssimas de golo falhadas e com um penalti sobre Brahimi (bem assinalado) logo nos primeiros 5 minutos. Chamado a converter, Quaresma não perdoou e depois de duas assistências para golo, inscrevia também o seu nome na lista de marcadores.

O jogo ficava resolvido à passagem dos 50 minutos para tranquilidade dos adeptos e Lopetegui optou (e bem) por refrescar a equipa, lançando Hernani para o lugar de Brahimi e Rúben Neves para o lugar de Herrera. Compreensivelmente, os portistas abrandaram o ritmo de jogo e deram prioridade à manutenção da posse de bola, o que não os impediu de proporcionar aos adeptos mais dois golos. Danilo fez o 4-0 finalizando com classe a melhor jogada do encontro (assistência magnífica de Aboubakar de calcanhar) e Quaresma fechou o marcador após recuperar a bola no ataque (em falta) e depois de fintar o guarda-redes adversário com mestria.

Em termos individuais, o MVP só tem um destinatário possível. Com dois golos e duas assistências, Ricardo Quaresma mostrou estar preparado para o que falta da temporada e para ajudar a equipa que se debaterá com a provável ausência de Tello durante o mês de Abril. Nota altíssima ainda para Danilo, que calou todos aqueles que puseram em causa a sua dedicação e entrega nos últimos dias. Pela negativa, penso não ser justo destacar ninguém dos que entraram para tentar ajudar e a remar para o mesmo lado, apesar de Herrera não ter sido tão exuberante como habitualmente. Obviamente que neste lote não posso incluir Quintero, que continua a desiludir e a desesperar os adeptos. Poucas vezes vi um jogador esforçar-se tão pouco dentro do campo como o colombiano. Ou melhor, poucas vezes vi um jogador com este talento inato esforçar-se tanto para vir a ser um verdadeiro flop.

Em resumo, podemos afirmar inquestionavelmente que foram alcançados 4 objectivos na noite de hoje. Em primeira instância, foi alcançado o objectivo fundamental: a vitória e o recolocar da distância para o Benfica em três pontos. Depois, foram conseguidos dois objectivos secundários, mas também eles com algum significado: goleada com exibição bastante agradável e o anular da desvantagem no goal average em relação ao primeiro classificado. Por fim, voltámos a aumentar a vantagem sobre o Sporting e penso que detonámos qualquer esperança dos verdes e brancos de ultrapassar o FC Porto.

Sábado há mais. Muito mais. Em Vila do Conde jogamos o segundo jogo mais difícil daqueles que temos até final e só podemos manter esta ilusão, este sonho de resgatar o título, se trouxermos os 3 pontos na bagagem.

7 jogos, 21 pontos --> eu acredito! Vamos Porto!

2 comentários:

  1. 7 jogos, 21 pontos e mesmo assim podemos não ser campeões..
    Não devíamos de precisar de fazer contas, não somos o benfas.. Mas acreditar sempre! Força Porto!

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  2. O jogo de Vila do Conde vai ser um teste importante à equipa... e só há um resultado possível!
    São 7 finais e tudo pode acontecer! Carrega FCP!

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