Porto Bayern

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domingo, 30 de agosto de 2015

FC Porto 2-0 Estoril: só se aproveitou o resultado

O FC Porto recebeu e venceu ontem ao final da tarde o Estoril por duas bolas a zero, terminando assim a 3ª jornada do campeonato no primeiro lugar da classificação (em igualdade pontual com o Sporting e com o Arouca, nosso próximo adversário... em Arouca, ao contrário de outros). Olhando para o copo meio cheio, podíamos dizer que ninguém fez melhor que nós até ao momento, que marcámos 6 golos e só sofremos 1, que temos um dos melhores marcadores do campeonato e que estamos no lugar onde pretendemos terminar. Mas, infelizmente e neste momento, a minha percepção daquilo que se tem passado leva-me a concluir que o copo está antes meio vazio. À excepção do jogo com o Guimarães, e incluindo os jogos do defeso, parece-me que a equipa tem vindo a jogar mal, que os erros do ano passado teimam em repetir-se e que temos muitos jogadores ainda muito longe dos níveis de rendimento mínimos exigíveis (mesmo tendo em conta a fase da época em que nos encontramos). Mas vamos lá ao jogo...

Lopetegui optou por lançar de início uma equipa com Martins Indi na vez de Cissokho no lado esquerdo da defesa e com Tello na vez de Herrera, sendo que o espanhol jogou colado à linha e que o Brahimi passou da faixa para o centro do terreno. Uma espécie de 4-2-3-1, portanto. Inicialmente, a sensação que ficou foi a de que a táctica poderia funcionar. A equipa entrou bem e inaugurou o marcador logo à passagem do sexto minuto, com Maxi a combinar bem com Brahimi e o argelino a oferecer o golo de bandeja a Aboubakar que não perdoou. No entanto, o Estoril rapidamente percebeu a estratégia dos azuis e brancos para a partida de ontem e acertou agulhas no sentido de dificultar a vida a Lopetegui e aos seus jogadores.

Pois bem, a verdade é que o Estoril, à imagem do quehavia feito há quinze dias na Luz, ficou por cima no jogo e mostrou as razões pelas quais acredito que se transformará numa das principais sensações do campeonato. Fabiano Soares (treinador que perdeu 10 dos 15 jogadores mais utilizados o ano passado) jogou com as linhas relativamente subidas e condicionou muito aquela que é a principal forma de sair a jogar do FC Porto: a saída pelos laterais. O FC Porto não procurou alternativas e assistiu-se a uma exibição sofrível até ao apito final, mesmo depois de Maicon ter feito o segundo golo dos Dragões à passagem do minuto 60 na superior marcação de um livre à entrada da área

Convém, também, referir que para a vitória do FC Porto não contribuíram quaisquer erros da equipa de arbitragem. Aliás, se Duarte Gomes errou (e é óbvio que o fez), errou em prejuízo dos azuis e brancos, perdoando um penalti aos canarinhos e invalidando também um golo limpo já muito perto do final. Ao invés do que acontecia a época passada mais a sul quando as coisas não saíam bem, não precisámos de #colinho. Em resumo, o resultado talvez não reflicta aquilo que se passou no relvado, mas ninguém pode pôr em causa a nossa vitória. E se formos ganhando mesmo jogando mal, nem tudo está perdido!

Em termos individuais, gostaria apenas de salientar o bom jogo de Casillas (MVP para o espanhol -muito forte entre os postes, bastante seguro com os pés e rápido a cobrir as costas dos centrais), os fogachos individuais de Brahimi, a entrega de Maxi e a bom entrada de André André. Pela negativa podia distinguir muitos, mas vou destacar Tello, Varela, Imbula e Danilo. Que noite desinspirada deste quarteto!


Vários PS's hoje:

PS: Ninguém gostou da exibição do nosso clube, mas se vais ao Dragão para assobiar a equipa durante o jogo, faz-me um favor e... fica em casa. Se é para ajudar o adversário, mais vale não ires. Se queres assobiar, assobia SÓ no final dos 90 minutos. #meteoassobionocu

PS 2: Garantiram-me já hoje ao início da noite (não, não ouvi no Maistabaconisso) que Adrián, Quintero, Rolando, Hernani e Angel estão de saída e que Layun e Corona estão confirmados no Dragão. Espero que esta informação se confirme!

PS 3: Não foi possível fazer uma crónica sobre o sorteio da Champions League, mas parece-me que temos todas as hipóteses de passar. Não será fácil, evidentemente. Mas evitámos as duas equipas mais fortes do pote 1 (Barcelona e Bayern), algumas das mais fortes do pote 3 (Sevilha, CSKA) e também o Wolfsburgo no pote 4.

PS 4: Jesus expulso. Já só falta uma expulsão nos próximos 5 anos e 8 meses para igualar o número de expulsões ao serviço do Benfica. Esta frase é sintomática.

domingo, 23 de agosto de 2015

Crónica Marítimo - FC Porto - Época nova, vícios antigos

Ponto prévio: a crónica/opinião sobre o jogo de ontem vem tão tarde pois achei que se a fizesse "a quente" o resultado não seria objetivo. Citando um amigo meu, "não devíamos opinar nas 24/48h depois de jogos, e principalmente os sem resultados positivos. Serão sempre, opiniões "inquinadas".  Concordo plenamente.


Vamos ao jogo: empatamos a bola na Madeira num jogo pouco ou nada conseguido. Continuamos com o mesmo problema de ano passado: contra equipas muito fechadas e concentradas no anti-jogo não conseguimos mudar o nosso de jogar para provocar um erro ou fazer mossa.E isto sabendo que um rival tinha acabado de escorregar. O 11 inicial não trouxe grandes surpresas, apesar de não entender a insistência em Herrera e a saída de Tello por Brahimi.  


Entramos mal e um erro infantil de Cissokho ajudou para que, aos 5 minutos, já nos encontrávamos em desvantagem. Esperava-se uma reação forte mas ficou aquém do esperado. Até ao golo de Herrera (que mais uma vez esteve abaixo daquilo que em tempos chegou a mostrar) não existiu o domínio avassalador que se esperava. E depois também não... Muito passe curto, muita bola para o lado e quando se tentava meter a bola nas linhas mais avançadas as jogadas geralmente ficavam por aí. Na segunda parte houve mais do mesmo e, tirando uma excelente oportunidade de Aboubakar a passe de André André e do cabeceamento no final do jogo de Maxi (será que entrou? Para mim não. Mas há uns anos atrás, com uma bola parecida num remate de um jogador de um dos nossos rivais e defesa do Baía o alarido foi tanto que ainda hoje falam nisso. Duvido que a comunicação social pegue neste lance), pouco ou nada fizemos para desfazer o empate. Do lado dos madeirenses limitaram-se a defender e tentar o contra-ataque, tendo entrado num anti-jogo como já há muito não via.

Em relação à equipa do FCPorto: não entendo como ainda não se arranjou um modelo de jogo diferente do habitual para tentar surpreender o adversário em jogos difíceis de desbloquear. Lopetegui é o treinador escolhido para o FCPorto e tenho que confiar nas decisões tomadas, mas não consigo perceber porque não se muda de sistema quando o sistema atual não está a funcionar. Tirar aos 75' de jogo um ponta-de-lança por outro num jogo que (supostamente) queremos ganhar, ultrapassa-me. Não estou presente nos treinos nem ouço as mensagens que passam para dentro, mas a mensagem que passou para fora é que não queriam arriscar muito para ganhar o jogo. Como portista e estando habituado a ganhar, não consigo entender esta posição. Continuamos a precisar de um plano alternativo que não existe. Continuamos a vacilar nas ilhas. E continuamos a não aproveitar as falhas dos rivais. Tudo isto são problemas que já existiam na época passada. Este ano, a equipa técnica é a mesma da época transacta já não há a desculpa de não conhecer determinadas realidades, sejam elas quais forem. Espero que tenha sido um tropeção, um erro de casting e que não volta a acontecer. Espero sinceramente haver um GRANDE puxão de orelhas internamente. E espero que (finalmente), saibam como funciona a liga portuguesa, de modo a que um jogo como o de ontem não se repita.

Aceito que não se ganhe todos os jogos (obviamente). Aceito que se empate na Madeira. Mas não aceito falta de ideias, inteligência e, sobretudo, raça dentro das quatro linhas. Ontem, não vi nada disso.

sábado, 22 de agosto de 2015

Antevisão Marítimo - FC Porto: Quebrar a malapata e confirmar o bom momento

O FC Porto defronta hoje às 20h45 nos Barreiros frente ao Marítimo em jogo a contar para a 2ª jornada do campeonato. Os azuis e brancos têm a obrigação de quebrar a maldição que assombra as deslocações à ilha da Madeira nos últimos dois anos (se não me engano, a mais "recente" vitória remonta a Maio de 2013 frente ao Nacional) e não lhes resta alternativa que não seja trazer os três pontos em disputa para a cidade Invicta. Se nos cingirmos unicamente aos confrontos frente aos maritimistas, convém recordar que os Dragões não conseguiram vencer os encontros disputados na pérola do Atlântico em 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015, pertencendo a Vítor Pereira o último resultado positivo no ano de 2011/2012. Mais. Para termos noção das dificuldades que nos esperam amanhã, é necessário ter noção que, em todos os jogos para o campeonato disputados até hoje, a percentagem de vitórias dos Portistas é inferior a 50% (35 jogos - 17 vitórias, 9 empates e 9 derrotas). 
Lopetegui optou por fazer algumas alterações na convocatória em relação aos jogadores que tinham sido eleitos para defrontar o Guimarães na semana passada. Saíram da convocatória Hernani e Evandro (por opção) e Alex Sandro (entretanto transferido para a Juventus) e entraram Cissokho e Gudiño. Não prevejo muitas alterações no 11 inicial para além daquela que o treinador basco está obrigado a efectuar. Cissokho ocupará assim o lugar deixado vago no lado esquerdo da defesa e Herrera terá o seu lugar tremido perante a ameaça de André André. Existe ainda a possibilidade de Brahimi (totalmente recuperado) jogar de início, mas penso que seria tremendamente injusta a saída de qualquer dos extremos da equipa titular.

11 inicial O pé que está mais à mão (4-3-3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Cissokho, Danilo, Imbula, Herrera/André André, Varela, Tello/Brahimi, Aboubakar.

Muita confiança para amanhã, desde que a equipa entre em campo com a atitude certa e com vontade de não dar hipóteses ao adversário! É importante confirmar a boa entrada no campeonato e apenas a vitória permite-nos tal desiderato! Todos os encontros são bons para confirmar as melhorias evidenciadas nas bolas paradas, mas porque não fazê-lo já hoje? Está na altura de marcar um golo de canto!!

#VamosPortoCaralho



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Mercado, o Nosso Plantel e os plantéis dos rivais

Numa altura em que ainda faltam mais de 10 dias para o mercado de transferências finalmente fechar (inacreditável como é que se permite que o mercado continue aberto mesmo depois das principais ligas terem começado), é tempo de fazer um pequeno balanço sobre aquilo que passou e de analisar os plantéis dos três candidatos ao título.

No que ao nosso FC Porto diz respeito, a análise não é fácil e as avaliações que tenho lido variam imenso. Comecemos pelos factos, mais concretamente pelos jogadores que compõem o plantel neste momento:

Helton         (Gr)                  Rúben Neves   (Mc)               Brahimi      (Ext)
Casillas       (Gr)                  Imbula              (Mc)             Tello           (Ext)
Gudiño        (Gr)                  Danilo              (Mc)              Hernani       (Ext)
                                           Herrera             (Mc)              Varela         (Ext)
Maxi           (Dd)                  Evandro            (Mc)              Bueno         (Av)
Ricardo       (Dd)                  André André     (Mc)            Aboubakar  (PdL)
Cissokho     (De)                  Sérgio Oliveira (Mc)            Osvaldo      (PdL)
Angel          (De)
Marcano      (Dc)
Maicon        (Dc)
Indi              (Dc)
Lichnovski  (Dc)

(* a bold e sublinhados estão os jogadores que o ano passado não faziam parte do plantel)

Saíram, relativamente à época passada, Fabiano, Andrés Fernandez, Danilo, Alex Sandro, Reyes, Casemiro, Oliver,  Quintero, Campanã, Quaresma, Jackson, Gonçalo Paciência e Adrian Lopez.

Se é verdade que a saída de alguns jogadores não se vai fazer notar (os casos mais evidentes são os de Adrian Lopez, Reyes, Campaña e Andrés Fernandez), não menos verdade é que do lote de atletas que deixaram o Dragão constam 7 dos 12 jogadores mais utilizados em jogos oficiais de 2014/2015. Fabiano, Danilo, Alex Sandro, Casemiro, Oliver, Quaresma e Jackson eram presença assídua no 11 inicial, sendo que desses 7, dois (Fabiano e Quaresma) saíram por opção do treinador e/ou direcção.

Ou seja, 5 habituais titulares já não estão à disposição de Lopetegui contra a sua vontade. Quase meia equipa! O treinador basco terá de construir, mais uma vez, uma equipa quase nova e terá de conseguir substituir quatro jogadores de classe mundial de uma só vez (não incluo aqui neste lote Casemiro).

Significa isto que Lopetegui é um pobre coitado e que está encontrada a desculpa perfeita para um eventual insucesso esta época? A resposta é, obviamente, negativa. A direcção trabalhou bem e tem tentado colmatar as saídas com jogadores de qualidade, para além de que o nosso plantel em nada é inferior ao do Sporting (partindo do princípio que não sairá ninguém muito importante) e é claramente superior ao do Benfica (dando, neste caso, como certa a saída de Gaitan, que é, de muito longe, o melhor jogador dos encarnados).

Façamos, agora, um comparativo entre os três grandes, posição por posição.

Na baliza, deixámos sair Fabiano e contratámos Casillas. A troca traz evidentes mais valias à equipa e coloca-nos, na pior das hipóteses, em pé de igualdade com os rivais de Lisboa. Se a isto acrescermos a presença de Helton no plantel, não tenho dúvidas que estamos mais bem servidos do que qualquer adversário no que à defesa das redes diz respeito.

Para o lugar de Danilo chegou Maxi Pereira. O brasileiro é, para mim, um dos 3 melhores do mundo na sua posição, pelo que seria impossível arranjar um substituto à sua altura. De qualquer das formas, e depois do que vi nestes primeiros jogos com a camisola azul e branca, penso que Maxi pode ser uma alternativa interessante e não irá comprometer defensivamente. Terá de ter na cabeça, naturalmente, que está a jogar pelo Porto e que não está imune a expulsões conforme se verificava até ao ano passado. Estamos, nesta posição, muito melhor servidos do que Sporting e Benfica, já que João Pereira nunca foi, nem irá ser nesta fase da carreira, um jogador de qualidade e Nelson Semedo ainda irá cometer os erros próprios de um jovem, pese embora a sua grande margem de progressão. Como alternativa a Maxi, mantivemos, e bem, Ricardo Pereira.

Para o lugar de Alex Sandro contamos com Cissokho. Se me disserem que o francês que regressou agora ao Porto é o mesmo da primeira passagem pelo Dragão, arrisco-me a dizer que não iremos sentir saudades do brasileiro. Infelizmente, tenho muitas dúvidas que assim seja. Os indicadores do jogo com o Napoles foram positivos, mas o teste de fogo será o embate deste fim de semana. Em comparação com os concorrentes lisboetas, penso que Jefferson está, pelo menos, ao mesmo nível de Cissokho e que estamos em vantagem relativamente aos defesas esquerdos do Benfica. Angel, se se mantiver no plantel, será um mero suplente.

No centro da defesa, poucas novidades (por enquanto). Lichnovski substitui Reyes como quarto central e não vislumbro grandes hipóteses para o chileno somar minutos esta época. Iremos manter Maicon, Indi e Marcano como centrais e esperemos que o número de golos sofridos a época passada se repita. Sinto que falta um central com capacidade de sair a jogar e que seja forte a construir, mas não me parece que estejamos muito piores que os rivais. A dupla Jardel/Luisão irá baixar muito com a saída de Jesus e a dupla Paulo Oliveira/Naldo ou Everton será uma dupla de respeito.

No meio campo, muitas entradas e saídas. Quintero foi dispensado e Casemiro e Oliver deixaram o clube após um ano de empréstimo e foram substituidos por Danilo Pereira, Imbula, Sérgio Oliveira e André André. Pese embora continue a achar que nos faz muita falta um jogador mais criativo no meio campo, sou da opinião de que os jogadores que entraram esta época nos trazem muitas soluções para esta zona do terreno. Estou especialmente bem impressionado com Danilo e André André e sei que Imbula pode dar muito mais do que deu até agora. Se a isto juntarmos Rúben Neves, Evandro e o Herrera de alguns períodos do ano passado, nada temos com que nos preocupar. No entanto, penso que o Sporting está, também, muitíssimo bem servido no meio campo. William Carvalho, João Mário, Adrien, Aquilani e até André Martins irão dar muitas dores de cabeça a todos os adversários. Relativamente ao Benfica, continuo a achar que falta muita qualidade na zona central. Samaris e Fejsa só defendem e não conseguem construir, Talisca é uma incógnita (será o Talisca da primeira ou da segunda volta?) e Pizzi não consegue fazer tudo sozinho. A tentativa falhada de Rui Vitória em jogar em 4-3-3 nesta pré temporada demonstra isso mesmo e o Benfica rapidamente irá voltar ao 4-4-2 da época passada.

Nas alas, a ausência de Quaresma acabará por se fazer sentir em alguns jogos desta época. Quem me conhece sabe que não sou seu fã, mas não posso negar que o seu virtuosismo rendeu vários pontos nas últimos épocas. Para o seu lugar chegou Varela, que nos trará outras qualidades e virtudes. Quero acreditar que não ficaremos a perder muito, mas só o futuro o dirá. Mantivemos Hernani, Tello e Brahimi e parece-me que estamos bem servidos para atacar os desafios que estão aí à porta. Neste aspecto, o Sporting está novamente forte. Carrillo irá explodir este ano e Ruiz demonstra muita classe em tudo o que faz. Carlos Mané e Gelson são alternativas válidas a sair do banco. Já o Benfica, mantendo Gaitan, será forte. Saindo o argentino, as coisas mudam de figura e os encarnados terão de ir com tudo ao mercado, até porque não sabemos quando e em que condições regressará aos relvados a outra estrela da companhia Salvio.

No centro do ataque, perdemos o melhor jogador do campeonato. Jackson Martinez partiu para Madrid e deixou uma tarefa dificílima a Aboubakar. Estará o camaronês preparado? Não acredito que faça esquecer Jackson, mas tenho confiança que dará uma boa resposta. Para ajudar Aboubakar chegaram Bueno e Osvaldo. Tenho muita esperança que o espanhol seja uma das figuras da equipa e que o italiano se concentre apenas em jogar e que demonstre a sua qualidade. Na frente de ataque, penso que o Benfica se reforçou bem e que está em vantagem face à concorrência. Jonas continuará a mostrar a sua classe e veio goleadora, caso Rui Vitória o coloque a jogar ao lado de Mitroglu (grande contratação) ou do mexicano Jimenez (uma incógnita para mim). Já o Sporting, penso que perderá muito se continuar a apostar na dupla Gutierrez/Slimani, uma vez que nenhum deles tem qualidade técnica para dar continuidade aos ataques pela zona central e apostam maioritariamente nas suas qualidades físicas para tentar marcar a diferença.

Por fim, quero salientar que esta não é uma avaliação final aos plantéis. Acredito que muita tinta ainda irá correr até ao dia 31 de Agosto e tenho a esperança que o FC Porto contrate, pelo menos, um central e um médio centro com características diferentes dos restantes.

Para já, temos de quebrar a malapata da Ilha da Madeira e vencer o Marítimo no Sábado.

#VamosPortoCaralho

PS: Em termos financeiros, o dossier/negócio Alex Sandro foi pouco menos do que brilhante. Vender um defesa em final de contrato por 26M de euros é genial. Desportivamente é que já não podemos dizer o mesmo...

domingo, 16 de agosto de 2015

FC Porto 3 - 0 Vitória Sport Clube: Um grande Porto a abrir 2015/2016

Quase três meses depois do último jogo de futebol a sério, eis que o nosso clube do coração voltou finalmente às competições oficiais. A espera foi longa, a silly season louca e cansativa (alguém me explica que sentido faz os mercados continuarem abertos depois das competições se terem iniciado?), muitos jogadores sairam deixando saudades e muitos outros chegaram entretanto fazendo os adeptos acreditar que este ano tiramos a barriga de misérias. Finalmente a bola rolou e rolou com qualidade e no sentido certo! E agora que já é a doer, o estaminé também estará de volta em força para comentar a actualidade azul e branca.
O Vitória de Guimarães, adversário tradicionalmente matreiro e complicado, apadrinhou a estreia dos Dragões na Liga e, verdade seja dita, pouco ou nada pôde fazer perante a demonstração de força do conjunto orientado por Julen Lopetegui. Embora não me tenha sido possível ver os primeiros 45 minutos da partida, é unânime (ou quase, vá! Há sempre quem goste de ser do contra) que a exibição Portista na segunda parte não foi muito diferente da realizada na primeira parte. E se efectivamente assim foi, então os adeptos que encheram o Estádio do Dragão tiveram todas as razões para regressar a casa satisfeitos.

O treinador espanhol dos azuis e brancos lançou a equipa avançada por grande parte da comunicação social na antevisão à partida, destacando-se no 11 inicial a presença do recuperado Alex Sandro e de Herrera. Com uma entrada forte nos minutos iniciais, o FC Porto rapidamente chegou à vantagem no marcador pelo camaronês Aboubakar, o qual, à passagem do oitavo minuto de jogo, aproveitou uma boa jogada de entendimento na esquerda entre Varela e Alex Sandro. Estava feito o mais difícil (expressão clássica das minhas crónicas, eu sei!), mas os Dragões não tiraram o pé do acelerador e criaram várias oportunidades para ampliar a vantagem antes do intervalo. Neste aspecto, destaque para uma perdida inacreditável de Herrera a fechar a etapa inicial.
O início da segunda parte trouxe um Guimarães com linhas mais subidas e a tentar pressionar no meio campo adversário. Apesar de Tello e Imbula terem falhado na mesma jogada um golo cantado, a verdade é que o FC Porto sentia dificuldades para controlar o jogo. Lopetegui optou por lançar André André para o lugar de um desinspirado Herrera aos 54 minutos e com esta opção a sua equipa tomou definitivamente as rédeas do encontro. O perigo voltou a rondar a baliza de Douglas com regularidade e não foi surpresa para ninguém que Aboubakar tenha facturado pela segunda vez pouco tempo depois, finalizando uma jogada iniciada por Maxi Pereira com um remate forte e colocado à saída do guardião contrário.

O 2-0 trazia uma maior segurança relativamente à conquista dos 3 pontos mas, ao contrário do que muitas vezes vimos na época passada, tal não significou que os jogadores se dessem por saciados. A excelente atitude colectiva foi premiada com um golo fantástico, autoria de Silvestre Varela (será que vamos ter o Varela do ano de Villas Boas e do ano de Jesualdo Ferreira?), mais uma vez após assistência do uruguaio ex-benfica Maxi Pereira.

Até ao final, o FC Porto podia ter traduzido a sua evidente superioridade em números mais gordos, mas o mais importante estava alcançado. Os 3 pontos ficaram em casa e a exibição foi muito interessante, especialmente para esta altura da época. Quando assim é, todos ganham confiança e força para as difíceis batalhas que se avizinham.




Em termos individuais, e relembrando que apenas vi resumos dos primeiros 45 minutos, destaco Aboubakar, que para mim foi o MVP. Não apenas pelos dois golos, mas principalmente pelo que jogou e fez jogar. Notas muitos positivas para Maxi Pereira (duas assistências na estreia não é para qualquer um), Varela (quem me conhece sabe que aprecio muito mais jogadores com as características do Drogba da Caparica do que jogadores com as imensas qualidades e defeitos de Quaresma) e Danilo Pereira (estará aqui a contratação chave para vencer esta liga?). Não me parece justo salientar ninguém pela negativa depois de um jogo tão bem conseguido, mas acredito que Imbula pode dar muitíssimo mais do que tem conseguido dar.

Temos agora uma semana pela frente para preparar a hercúlea deslocação aos Barreiros e temos de entrar em campo determinados a matar o borrego que as deslocações à ilha da Madeira significam, até porque este ano vamos lá jogar por 3 vezes.

#VamosPortoCaralho

PS: Infelizmente o meu acesso à internet onde me encontro não é grande coisa, mas vou tentar fazer ainda esta semana uma breve análise às entradas e saídas e também um pequeno comentário sobre aquilo que acho que vai mudar táctica e estrategicamente esta época.

PS2: Este é o momento de estar com a equipa. É natural que existam adeptos ou sócios que não estejam satisfeitos com várias coisas que se passam no nosso clube (eu próprio não faria uma ou outra coisa da mesma forma que os dirigentes do FC Porto ou o seu treinador optaram por fazer), mas este é o momento de apoiar e nos unirmos. Vamos todos remar para o mesmo lado, porque se assim for, seremos imbatíveis.




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Amanhã já rola a bola no Dragão. Finalmente

Daqui a pouco mais de 24h a bola volta a rolar no Dragão. Finalmente!



Depois de um final de época desastroso (o FCPorto entrou de férias mais cedo, nós aproveitamos também...) tivemos mais uma silly season ridícula (perdoem-me a redundância). Os diários desportivos "contrataram" mil duzentos e trinta e quatro jogadores para os grandes e venderam outros tantos, desde Drogbas a Ibrahimovics, passando por sabe-se lá quem (só não me lembro de ter visto o Luisão "certo" na Juve). Foram inventadas polémicas onde não existiam, o JJ foi o centro das atenções na final da Supertaça (antes, durante e depois do jogo), o nosso treinador foi "vendido" e a Sara Carbonero não gostava do Porto. Finalmente a bola vai rolar.



Começamos logo com um teste de fogo, recebendo o Vitória em casa. Podem ter mudado de treinador e terem sido humilhados em casa para a Liga Europa, mas são sempre um adversário complicado. Ainda para mais a "época" deles já começou ao contrário da nossa. Não andei a ver muito da pré-época do Porto, mas acho que o adepto não consegue tirar grandes ilações duma pré-época. O treinador faz experiências atrás de experiências, a forma física ainda está longe de ser a melhor, a parte psicológica ainda não é a mesma e existem ainda mais inúmeras razões para que seja praticamente impossível um "treinador de bancada" fazer uma previsão baseada numa pré-época. Mas: Finalmente a bola vai rolar!



Nem vou sequer tentar fazer algum tipo de antevisão de 11 inicial e de possíveis aspetos técnico-táticos. Tenho confiança que o nosso mister tenha afinado tudo necessário para iniciarmos a época com uma vitória. 
Comparando com os nossos adversários diretos, temos um início de campeonato bem complicado e é muito importante mostrar desde já que "estamos a 200" para passar a pressão para o lado deles. Sejamos francos, não ganhamos quase nada nas últimas 2 épocas, logo a pressão está do nosso lado. Mas o que interessa é: Finalmente a bola vai  rolar!

Eis a lista de convocados (deixo-vos a vocês a elaboração do 11 inicial, deixem nos comentários, acho que vão haver algumas surpresas ;) ):

Guarda-redes: Helton e Iker Casillas;

Defesas: Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano e Alex Sandro.

Médios: Rúben Neves, Evandro, Herrera, Danilo, Bueno, André André e Imbula

Avançados: Aboubakar, Dani Osvaldo, Varela, Brahimi, Tello e Hernâni


Finalmente a bola vai  rolar!