Azul e Branco

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domingo, 23 de agosto de 2015

Crónica Marítimo - FC Porto - Época nova, vícios antigos

Ponto prévio: a crónica/opinião sobre o jogo de ontem vem tão tarde pois achei que se a fizesse "a quente" o resultado não seria objetivo. Citando um amigo meu, "não devíamos opinar nas 24/48h depois de jogos, e principalmente os sem resultados positivos. Serão sempre, opiniões "inquinadas".  Concordo plenamente.


Vamos ao jogo: empatamos a bola na Madeira num jogo pouco ou nada conseguido. Continuamos com o mesmo problema de ano passado: contra equipas muito fechadas e concentradas no anti-jogo não conseguimos mudar o nosso de jogar para provocar um erro ou fazer mossa.E isto sabendo que um rival tinha acabado de escorregar. O 11 inicial não trouxe grandes surpresas, apesar de não entender a insistência em Herrera e a saída de Tello por Brahimi.  


Entramos mal e um erro infantil de Cissokho ajudou para que, aos 5 minutos, já nos encontrávamos em desvantagem. Esperava-se uma reação forte mas ficou aquém do esperado. Até ao golo de Herrera (que mais uma vez esteve abaixo daquilo que em tempos chegou a mostrar) não existiu o domínio avassalador que se esperava. E depois também não... Muito passe curto, muita bola para o lado e quando se tentava meter a bola nas linhas mais avançadas as jogadas geralmente ficavam por aí. Na segunda parte houve mais do mesmo e, tirando uma excelente oportunidade de Aboubakar a passe de André André e do cabeceamento no final do jogo de Maxi (será que entrou? Para mim não. Mas há uns anos atrás, com uma bola parecida num remate de um jogador de um dos nossos rivais e defesa do Baía o alarido foi tanto que ainda hoje falam nisso. Duvido que a comunicação social pegue neste lance), pouco ou nada fizemos para desfazer o empate. Do lado dos madeirenses limitaram-se a defender e tentar o contra-ataque, tendo entrado num anti-jogo como já há muito não via.

Em relação à equipa do FCPorto: não entendo como ainda não se arranjou um modelo de jogo diferente do habitual para tentar surpreender o adversário em jogos difíceis de desbloquear. Lopetegui é o treinador escolhido para o FCPorto e tenho que confiar nas decisões tomadas, mas não consigo perceber porque não se muda de sistema quando o sistema atual não está a funcionar. Tirar aos 75' de jogo um ponta-de-lança por outro num jogo que (supostamente) queremos ganhar, ultrapassa-me. Não estou presente nos treinos nem ouço as mensagens que passam para dentro, mas a mensagem que passou para fora é que não queriam arriscar muito para ganhar o jogo. Como portista e estando habituado a ganhar, não consigo entender esta posição. Continuamos a precisar de um plano alternativo que não existe. Continuamos a vacilar nas ilhas. E continuamos a não aproveitar as falhas dos rivais. Tudo isto são problemas que já existiam na época passada. Este ano, a equipa técnica é a mesma da época transacta já não há a desculpa de não conhecer determinadas realidades, sejam elas quais forem. Espero que tenha sido um tropeção, um erro de casting e que não volta a acontecer. Espero sinceramente haver um GRANDE puxão de orelhas internamente. E espero que (finalmente), saibam como funciona a liga portuguesa, de modo a que um jogo como o de ontem não se repita.

Aceito que não se ganhe todos os jogos (obviamente). Aceito que se empate na Madeira. Mas não aceito falta de ideias, inteligência e, sobretudo, raça dentro das quatro linhas. Ontem, não vi nada disso.

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