Azul e Branco

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domingo, 16 de agosto de 2015

FC Porto 3 - 0 Vitória Sport Clube: Um grande Porto a abrir 2015/2016

Quase três meses depois do último jogo de futebol a sério, eis que o nosso clube do coração voltou finalmente às competições oficiais. A espera foi longa, a silly season louca e cansativa (alguém me explica que sentido faz os mercados continuarem abertos depois das competições se terem iniciado?), muitos jogadores sairam deixando saudades e muitos outros chegaram entretanto fazendo os adeptos acreditar que este ano tiramos a barriga de misérias. Finalmente a bola rolou e rolou com qualidade e no sentido certo! E agora que já é a doer, o estaminé também estará de volta em força para comentar a actualidade azul e branca.
O Vitória de Guimarães, adversário tradicionalmente matreiro e complicado, apadrinhou a estreia dos Dragões na Liga e, verdade seja dita, pouco ou nada pôde fazer perante a demonstração de força do conjunto orientado por Julen Lopetegui. Embora não me tenha sido possível ver os primeiros 45 minutos da partida, é unânime (ou quase, vá! Há sempre quem goste de ser do contra) que a exibição Portista na segunda parte não foi muito diferente da realizada na primeira parte. E se efectivamente assim foi, então os adeptos que encheram o Estádio do Dragão tiveram todas as razões para regressar a casa satisfeitos.

O treinador espanhol dos azuis e brancos lançou a equipa avançada por grande parte da comunicação social na antevisão à partida, destacando-se no 11 inicial a presença do recuperado Alex Sandro e de Herrera. Com uma entrada forte nos minutos iniciais, o FC Porto rapidamente chegou à vantagem no marcador pelo camaronês Aboubakar, o qual, à passagem do oitavo minuto de jogo, aproveitou uma boa jogada de entendimento na esquerda entre Varela e Alex Sandro. Estava feito o mais difícil (expressão clássica das minhas crónicas, eu sei!), mas os Dragões não tiraram o pé do acelerador e criaram várias oportunidades para ampliar a vantagem antes do intervalo. Neste aspecto, destaque para uma perdida inacreditável de Herrera a fechar a etapa inicial.
O início da segunda parte trouxe um Guimarães com linhas mais subidas e a tentar pressionar no meio campo adversário. Apesar de Tello e Imbula terem falhado na mesma jogada um golo cantado, a verdade é que o FC Porto sentia dificuldades para controlar o jogo. Lopetegui optou por lançar André André para o lugar de um desinspirado Herrera aos 54 minutos e com esta opção a sua equipa tomou definitivamente as rédeas do encontro. O perigo voltou a rondar a baliza de Douglas com regularidade e não foi surpresa para ninguém que Aboubakar tenha facturado pela segunda vez pouco tempo depois, finalizando uma jogada iniciada por Maxi Pereira com um remate forte e colocado à saída do guardião contrário.

O 2-0 trazia uma maior segurança relativamente à conquista dos 3 pontos mas, ao contrário do que muitas vezes vimos na época passada, tal não significou que os jogadores se dessem por saciados. A excelente atitude colectiva foi premiada com um golo fantástico, autoria de Silvestre Varela (será que vamos ter o Varela do ano de Villas Boas e do ano de Jesualdo Ferreira?), mais uma vez após assistência do uruguaio ex-benfica Maxi Pereira.

Até ao final, o FC Porto podia ter traduzido a sua evidente superioridade em números mais gordos, mas o mais importante estava alcançado. Os 3 pontos ficaram em casa e a exibição foi muito interessante, especialmente para esta altura da época. Quando assim é, todos ganham confiança e força para as difíceis batalhas que se avizinham.




Em termos individuais, e relembrando que apenas vi resumos dos primeiros 45 minutos, destaco Aboubakar, que para mim foi o MVP. Não apenas pelos dois golos, mas principalmente pelo que jogou e fez jogar. Notas muitos positivas para Maxi Pereira (duas assistências na estreia não é para qualquer um), Varela (quem me conhece sabe que aprecio muito mais jogadores com as características do Drogba da Caparica do que jogadores com as imensas qualidades e defeitos de Quaresma) e Danilo Pereira (estará aqui a contratação chave para vencer esta liga?). Não me parece justo salientar ninguém pela negativa depois de um jogo tão bem conseguido, mas acredito que Imbula pode dar muitíssimo mais do que tem conseguido dar.

Temos agora uma semana pela frente para preparar a hercúlea deslocação aos Barreiros e temos de entrar em campo determinados a matar o borrego que as deslocações à ilha da Madeira significam, até porque este ano vamos lá jogar por 3 vezes.

#VamosPortoCaralho

PS: Infelizmente o meu acesso à internet onde me encontro não é grande coisa, mas vou tentar fazer ainda esta semana uma breve análise às entradas e saídas e também um pequeno comentário sobre aquilo que acho que vai mudar táctica e estrategicamente esta época.

PS2: Este é o momento de estar com a equipa. É natural que existam adeptos ou sócios que não estejam satisfeitos com várias coisas que se passam no nosso clube (eu próprio não faria uma ou outra coisa da mesma forma que os dirigentes do FC Porto ou o seu treinador optaram por fazer), mas este é o momento de apoiar e nos unirmos. Vamos todos remar para o mesmo lado, porque se assim for, seremos imbatíveis.




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