Porto Bayern

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Antevisão FC Porto vs Chelsea + Liga Fantasy UCL

O FC Porto recebe amanhã o campeão inglês em jogo a contar para a 2ª jornada do grupo G da Uefa Champions League. Será certamente um jogo muitíssimo complicado, em que o Chelsea, apesar da má forma na Premier League (não que o FC Porto esteja a atravessar um momento brilhante, mas os comandados de José Mourinho estão a ter um início de época desastroso), continua a ter de ser considerado favorito. Uma equipa que conta no seu plantel com jogadores como Hazard, Fabregas, Matic, Pedro, Willian ou até Diego Costa parte sempre em vantagem, a não ser que o adversário se chame Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique.

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Quer isto dizer que os Dragões se vão limitar a defender e a rezar por um empate? Nem pouco mais ou menos! O FC Porto, que hoje está de parabéns pelo seu 122º aniversário, já demonstrou dezenas e dezenas de vezes que pode bater o pé aos gigantes europeus e discutir o jogo taco a taco no seu estádio contra qualquer colosso que lhe surja pela frente, como tão bem se viu o ano passado na recepção aos bávaros ou no jogo do vídeo aqui em cima! Para isso, é necessário termos um FC Porto que não se intimide (espera-se casa cheia no Dragão e espera-se que seja para apoiar a equipa pelo menos durante os 90m), que não entregue a bola de forma gratuita ao meio campo da equipa londrina, que seja aguerrido e concentrado na defesa e objectivo e eficaz no ataque. É possível vencer o Chelsea e é com esse intuito que devemos entrar em campo, mas sabendo que o empate acaba por ser um resultado que abre boas perspectivas de passagem aos oitavos de final.

Em relação à última partida frente ao Moreirense, Lopetegui fez três alterações à lista de convocados: saíram Varela e Herrera (boa decisão! o mexicano está a precisar de umas semanas de fora para "refrescar ideias") e entraram Sérgio Oliveira, Evandro e Bueno. Acredito que Lopetegui já terá o seu 11 inicial mais que definido, mas não é facil adivinhar o que lhe vai na cabeça. Imagino que jogaremos com mais gente no meio campo do que o habitual (será que Bueno aparece como surpresa no onze?) e que Brahimi e Aboubakar estarão também alinhados no centro do terreno a ouvir o hino da Champions. Do lado do Chelsea, para além de Courtois, não há baixas de vulto, apenas existindo a dúvida se Falcao estará entre os eleitos de Mourinho ou não. Temos, assim, um grande jogo em perspectiva!

Ainda em relação à UEFA Champions League, o Pé que está mais à mão quer perceber se conheces a maior competição de clubes do mundo ao pormenor e lança-te o desafio de participar na Liga da Fantasy do estaminé!

Aqui fica o link - http://en.uclfantasy.uefa.com/championsleague/  -  para aderires à liga é só introduzir o pin / código 8023392



PS: Mourinho a falar bem do FC Porto?? Os Deuses devem estar loucos (desculpa Miguel ;) )

sábado, 26 de setembro de 2015

Moreirense 2-2 FC Porto: A jogar assim não vamos a lado nenhum

Ao sexto jogo para o campeonato, o FC Porto já leva 4 pontos perdidos. Se continuarmos a perder pontos a este ritmo vamos acabar a temporada com 22 ou 23 pontos desperdiçados e a rezar para que Benfica e Sporting sejam igualmente incompetentes para podermos sonhar com o título. 

E o mais preocupante nem é o facto de já termos empatado dois jogos dos seis disputados. O que preocupa é que a equipa continua a apostar num modelo de jogo previsível, fácil de anular e totalmente ultrapassado. A opção por um futebol que apenas pretende utilizar as faixas laterais do terreno de jogo (abdicando declaradamente do corredor central), que unicamente visa ter bola em zonas do campo que não infligem dano aos adversários e que vive de rasgos individuais e esporádicos dos seus melhores jogadores não augura nada de bom para os desafios que vamos encontrar este ano.

Se o ano passado o modelo de jogo proporcionou momentos de bom futebol, quer porque não era conhecido de trás para a frente por todos os oponentes, quer porque dispúnhamos de jogadores que encaixavam bem no mesmo (por muito interessante que Maxi seja, Danilo é de outro campeonato; Layun não tem nem nunca terá a capacidade de defender ou qualidade de passe de Alex Sandro; Oliver era exímio nas mudanças de flanco de jogo e a jogar à frente do meio campo e Jackson Martinez segura a bola como ningúem e disfarçava a falta de jogo pela zona central), já este ano o mesmo não se verifica e já é tempo de percebermos que há muita coisa que precisa de ser mudada.


Quanto ao jogo em si, não tenho muito vontade de me alongar em comentários. Lopetegui promoveu (e bem, já que tirando o mexicano, todos os nossos habituais suplentes são ou têm obrigação de ser muito superiores a qualquer jogador do Moreirense) alterações no 11 titular e lançou Danilo, Herrera e Osvaldo para os lugares de Rúben Neves, Imbula e Aboubakar. A primeira parte foi mais uma vez muita fraca e, tirando o golaço de Maicon na marcação de um livre directo, apenas estivemos perto de marcar num remate cruzado de Osvaldo. Muito, muito pouco para quem estava a jogar contra uma das equipas mais fracas da liga.


Na segunda parte, e em vantagem no marcador, esperava-se um FC Porto diferente para melhor e que fosse capaz de matar o jogo rapidamente. Puro engano. O início da segunda parte conseguiu ser ainda pior do que aquilo que tínhamos visto na primeira parte e acabámos por sofrer um golo em que toda a defesa fica muito mal na fotografia (com destaque para Maicon).

Lopetegui começou a mexer na equipa e colocou Tello lugar do inenarrável Herrera (joga por decreto? ou porque tem de ser vendido?), passando Corona para as costas de Osvaldo, posição em que espero que volte a jogar mais vezes. A equipa melhorou, apertou o Moreirense e as oportunidades começaram a surgir. Ainda com um empate a 1 no marcador, o treinador espanhol pôs a carne toda no marcador (bem, novamente) e fez entrar Aboubakar para o lugar de Marcano. O golo surgiria pouco depois com Corona a finalizar dentro da área de pé esquerdo após ganhar um ressalto à defesa contrária. Em resumo, só conseguimos encostar o adversário às cordas quando começámos a jogar sem qualquer organização táctica (uma espécie de 3-5-2 nunca antes visto) e quando apostámos na garra e no jogar com o coração, o que, infelizmente, diz muito da ineficácia do nosso modelo de jogo original.

Em vantagem pela segunda vez no marcador, os Portistas conseguiram a proeza de se deixarem empatar de novo, já que depois do golo do mexicano, a equipa (à imagem do jogo de Kiev) abdicou de jogar e recuou em bloco para trás da linha da bola. Indicações de Lopetegui ou instinto colectivo? Quero acreditar que tenha sido a segunda hipótese, uma vez que seria impensável algum treinador fazer a equipa recuar em bloco e abdicar de ter a bola nos instantes finais do jogo  contra um adversário deste calibre...

As coisas estão complicadas e está na altura de dar um murro na mesa e alterar tudo aquilo que repetidamente continuamos a fazer mal. Em seis jornadas de campeonato, já assistimos a três jogos horríveis (Marítimo, Estoril e Moreirense), a um jogo em que não deslumbrámos (Arouca) e a um jogo em que só jogámos 45m (Benfica). Continuo a acreditar que podemos fazê-lo com Lopetegui, mas os seus créditos estão a diminuir à mesma velocidade que a tolerância dos adeptos se desvanece. Que oportunidade desperdiçada de colocar pressão nos rivais da segunda circular, principalmente quando o derbi entre eles se aproxima!




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FC Porto 1-0 Benfica: quando as segundas feiras custam muito menos!

Já tinha saudades de uma vitória importante sobre o Benfica para o campeonato!! Desde o famoso K92 que não sentia a alegria de uma vitória significativa sobre o nosso principal rival (o derradeiro jogo da época 2013-2014 não entra, para mim, nestas contas) e o momento de inspiração de Varela e André André permitiu-me ter uma segunda feira em que nem 12 horas de labuta me tiraram o sorriso na cara! E como já sabemos que candeia que vai à frente alumia duas vezes, não podemos desperdiçar este momento, corrigindo o que ainda não está bem e vencendo com imponência já esta sexta em Moreira de Cónegos.

Mas vamos ao jogo!



Lopetegui lançou o 11 mais pedido pelos adeptos. Casillas na baliza; Maxi, Maicon, Marcano e Layun formaram o quarteto defensivo esperado; meio campo com Rúben Neves, Imbula e André André; e um trio de ataque formado por Corona, Brahimi e Aboubakar. Um 4-3-3 no papel mas que na prática se revelou um 4-4-2, já que André André jogou muito encostado à linha do lado direito e Corona se posicionou demasiado perto de Aboubakar no centro do ataque. 


Infelizmente para os azuis e brancos, a nuance táctica não resultou. Nem Corona se entendeu bem com Aboubakar no ataque, nem tão pouco Imbula e Rúben Neves se complementaram no centro do terreno e na tarefa de organizar a saída de jogo dos dragões, o que não permitiu que André André tivesse bola para levar a equipa para a frente. 

Uma salgalhada táctica que teve como condão deixar o Benfica respirar e permitiu aos encarnados discutir o jogo nos primeiros 45 minutos, apesar de apenas terem ameaçado as redes de azuis e brancas através da marcação de bolas paradas (Mister, marcação ao homem contra uma equipa tão forte nos cantos e livres laterais? a rever! Valeu-nos a inspiração de Casillas).  Ao intervalo, o resultado aceitava-se, mas a haver alguma equipa na frente do marcador, essa equipa teria de ser o Benfica, já que o FC Porto simplesmente não existiu (o link para o vídeo que aqui deixo demonstra bem aquilo que foi o jogo dos Dragões na primeira parte e é elucidativo no que diz respeito à recorrente falta de jogo interior da equipa que teima em usar apenas os corredores laterais para atacar).

Lopetegui sentiu que as coisas tinham de mudar, teve a humildade de reconhecer que a estratégia não estava a resultar e teve a arte e o engenho de reposicionar a equipa para não mais permitir quaisquer veleidades ao adversário, acertando ainda em cheio nas substituições que viria a fazer!

André André deixou de estar tão encostado à linha, passando a chamar a si uma boa parte da organização ofensiva da equipa e Corona tentou alargar o jogo na frente transformando o 4-4-2 da primeira parte num 4-3-3 mais ofensivo e dinâmico. O jogo dos Dragões melhorou substancialmente e logo nos instantes iniciais a equipa da casa podia ter inaugurado o marcador num lance em que Aboubakar cabeceou ao poste após um centro bem medido de André André.

O FC Porto estava mais forte e foi a única equipa a querer vencer o jogo. Aboubakar teve por duas vezes o golo nos pés na mesma jogada (novo passe sublime de André André no corredor central) acabando apenas por pecar na pontaria. O nosso Rei Bakar talvez pudesse ter caído quando sentiu o toque de Luisão, mas ao contrário do ponta de lança adversário, o nosso goleador não é piscineiro ou fiteiro e não se aproveitou da entrada a destempo do capitão encarnado.


O Dragão acreditava mas o tempo começava a escassear. Quando muitos pensavam que a equipa podia começar a acusar o desgaste da deslocação à Ucrânia na quarta feira, até porque o Benfica tinha defrontado um grupo de solteiros e casados na terça (caro Rui Gomes da Silva, o FC Porto mostrou melhores índices físicos que o Benfica? Naturalmente, o FC Porto fez uma pre temporada durinha e não andou a passear nas Américas!), a verdade é que os jogadores fizeram das tripas coração e sonharam que era possível vencer o clássico! E quando só uma equipa sonha e acredita que pode vencer, o mais normal é que isso venha a acontecer!

Bola recuperada no meio campo, Brahimi finalmente (!) a soltar a bola no momento exacto para Varela no corredor central e o Drogba da Caparica a fazer uma assistência primorosa para o MVP André André bater Júlio César com classe num remate seco e colocado à entrada da área. Explosão de alegria para os mais de 50 mil espectadores que encheram o Dragão que sentiam que a vitória não podia agora escapar!

Até ao final, e ao contrário do desvario de Kiev, a equipa soube segurar a bola nos instantes finais e deixou o tempo escoar até ao apito final de Artur Soares Dias. Os Dragões somam três pontos difíceis e sofridos, mas inteiramente justos. Sem deslumbrar, a verdade é que a exibição na segunda parte fez por merecer o desfecho final do marcador e castigou um Benfica que não teve a sorte que lhe caiu do céu na época passada neste mesmo estádio ou até em Alvalade. Desta vez quem jogou para empatar, acabou por perder (obrigado Rui Vitória pela saída do Jonas e pela entrada do Talisca!). E que bem que isso me soube!


PS: Artur Soares Dias teve uma arbitragem fraca no capítulo disciplinar. Maxi e André Almeida mereciam ter ido para o balneário mais cedo. No caso do uruguaio, isso não é surpresa nenhuma para a gerência deste estaminé. Maxi está igual a si próprio, igual ao que sempre foi. Um jogador interessante, cheio de garra e espírito de sacrifício. Mas que invariavelmente abusa e comete faltas desnecessárias. Foi assim no Benfica durante 8 anos. 8 épocas em que repetidamente escapava às expulsões. Vamos ver se será assim no FC Porto. Pelo andar da carruagem, não me parece que vá ter essa sorte, até porque em 5 jogos já viu 4 amarelos. No entanto não deixa de ser engraçado ver tantos adeptos adversários a acordar e a perceber que o Maxi afinal é caceteiro. Ele há coisas!




Nota final: infelizmente, e por razões profissionais, não tem sido possível actualizar o blog e a página de facebook com a frequência desejada! A ver se as coisas voltam ao normal rapidamente!