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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FC Porto 1-0 Benfica: quando as segundas feiras custam muito menos!

Já tinha saudades de uma vitória importante sobre o Benfica para o campeonato!! Desde o famoso K92 que não sentia a alegria de uma vitória significativa sobre o nosso principal rival (o derradeiro jogo da época 2013-2014 não entra, para mim, nestas contas) e o momento de inspiração de Varela e André André permitiu-me ter uma segunda feira em que nem 12 horas de labuta me tiraram o sorriso na cara! E como já sabemos que candeia que vai à frente alumia duas vezes, não podemos desperdiçar este momento, corrigindo o que ainda não está bem e vencendo com imponência já esta sexta em Moreira de Cónegos.

Mas vamos ao jogo!



Lopetegui lançou o 11 mais pedido pelos adeptos. Casillas na baliza; Maxi, Maicon, Marcano e Layun formaram o quarteto defensivo esperado; meio campo com Rúben Neves, Imbula e André André; e um trio de ataque formado por Corona, Brahimi e Aboubakar. Um 4-3-3 no papel mas que na prática se revelou um 4-4-2, já que André André jogou muito encostado à linha do lado direito e Corona se posicionou demasiado perto de Aboubakar no centro do ataque. 


Infelizmente para os azuis e brancos, a nuance táctica não resultou. Nem Corona se entendeu bem com Aboubakar no ataque, nem tão pouco Imbula e Rúben Neves se complementaram no centro do terreno e na tarefa de organizar a saída de jogo dos dragões, o que não permitiu que André André tivesse bola para levar a equipa para a frente. 

Uma salgalhada táctica que teve como condão deixar o Benfica respirar e permitiu aos encarnados discutir o jogo nos primeiros 45 minutos, apesar de apenas terem ameaçado as redes de azuis e brancas através da marcação de bolas paradas (Mister, marcação ao homem contra uma equipa tão forte nos cantos e livres laterais? a rever! Valeu-nos a inspiração de Casillas).  Ao intervalo, o resultado aceitava-se, mas a haver alguma equipa na frente do marcador, essa equipa teria de ser o Benfica, já que o FC Porto simplesmente não existiu (o link para o vídeo que aqui deixo demonstra bem aquilo que foi o jogo dos Dragões na primeira parte e é elucidativo no que diz respeito à recorrente falta de jogo interior da equipa que teima em usar apenas os corredores laterais para atacar).

Lopetegui sentiu que as coisas tinham de mudar, teve a humildade de reconhecer que a estratégia não estava a resultar e teve a arte e o engenho de reposicionar a equipa para não mais permitir quaisquer veleidades ao adversário, acertando ainda em cheio nas substituições que viria a fazer!

André André deixou de estar tão encostado à linha, passando a chamar a si uma boa parte da organização ofensiva da equipa e Corona tentou alargar o jogo na frente transformando o 4-4-2 da primeira parte num 4-3-3 mais ofensivo e dinâmico. O jogo dos Dragões melhorou substancialmente e logo nos instantes iniciais a equipa da casa podia ter inaugurado o marcador num lance em que Aboubakar cabeceou ao poste após um centro bem medido de André André.

O FC Porto estava mais forte e foi a única equipa a querer vencer o jogo. Aboubakar teve por duas vezes o golo nos pés na mesma jogada (novo passe sublime de André André no corredor central) acabando apenas por pecar na pontaria. O nosso Rei Bakar talvez pudesse ter caído quando sentiu o toque de Luisão, mas ao contrário do ponta de lança adversário, o nosso goleador não é piscineiro ou fiteiro e não se aproveitou da entrada a destempo do capitão encarnado.


O Dragão acreditava mas o tempo começava a escassear. Quando muitos pensavam que a equipa podia começar a acusar o desgaste da deslocação à Ucrânia na quarta feira, até porque o Benfica tinha defrontado um grupo de solteiros e casados na terça (caro Rui Gomes da Silva, o FC Porto mostrou melhores índices físicos que o Benfica? Naturalmente, o FC Porto fez uma pre temporada durinha e não andou a passear nas Américas!), a verdade é que os jogadores fizeram das tripas coração e sonharam que era possível vencer o clássico! E quando só uma equipa sonha e acredita que pode vencer, o mais normal é que isso venha a acontecer!

Bola recuperada no meio campo, Brahimi finalmente (!) a soltar a bola no momento exacto para Varela no corredor central e o Drogba da Caparica a fazer uma assistência primorosa para o MVP André André bater Júlio César com classe num remate seco e colocado à entrada da área. Explosão de alegria para os mais de 50 mil espectadores que encheram o Dragão que sentiam que a vitória não podia agora escapar!

Até ao final, e ao contrário do desvario de Kiev, a equipa soube segurar a bola nos instantes finais e deixou o tempo escoar até ao apito final de Artur Soares Dias. Os Dragões somam três pontos difíceis e sofridos, mas inteiramente justos. Sem deslumbrar, a verdade é que a exibição na segunda parte fez por merecer o desfecho final do marcador e castigou um Benfica que não teve a sorte que lhe caiu do céu na época passada neste mesmo estádio ou até em Alvalade. Desta vez quem jogou para empatar, acabou por perder (obrigado Rui Vitória pela saída do Jonas e pela entrada do Talisca!). E que bem que isso me soube!


PS: Artur Soares Dias teve uma arbitragem fraca no capítulo disciplinar. Maxi e André Almeida mereciam ter ido para o balneário mais cedo. No caso do uruguaio, isso não é surpresa nenhuma para a gerência deste estaminé. Maxi está igual a si próprio, igual ao que sempre foi. Um jogador interessante, cheio de garra e espírito de sacrifício. Mas que invariavelmente abusa e comete faltas desnecessárias. Foi assim no Benfica durante 8 anos. 8 épocas em que repetidamente escapava às expulsões. Vamos ver se será assim no FC Porto. Pelo andar da carruagem, não me parece que vá ter essa sorte, até porque em 5 jogos já viu 4 amarelos. No entanto não deixa de ser engraçado ver tantos adeptos adversários a acordar e a perceber que o Maxi afinal é caceteiro. Ele há coisas!




Nota final: infelizmente, e por razões profissionais, não tem sido possível actualizar o blog e a página de facebook com a frequência desejada! A ver se as coisas voltam ao normal rapidamente!








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