Porto Bayern

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sábado, 26 de setembro de 2015

Moreirense 2-2 FC Porto: A jogar assim não vamos a lado nenhum

Ao sexto jogo para o campeonato, o FC Porto já leva 4 pontos perdidos. Se continuarmos a perder pontos a este ritmo vamos acabar a temporada com 22 ou 23 pontos desperdiçados e a rezar para que Benfica e Sporting sejam igualmente incompetentes para podermos sonhar com o título. 

E o mais preocupante nem é o facto de já termos empatado dois jogos dos seis disputados. O que preocupa é que a equipa continua a apostar num modelo de jogo previsível, fácil de anular e totalmente ultrapassado. A opção por um futebol que apenas pretende utilizar as faixas laterais do terreno de jogo (abdicando declaradamente do corredor central), que unicamente visa ter bola em zonas do campo que não infligem dano aos adversários e que vive de rasgos individuais e esporádicos dos seus melhores jogadores não augura nada de bom para os desafios que vamos encontrar este ano.

Se o ano passado o modelo de jogo proporcionou momentos de bom futebol, quer porque não era conhecido de trás para a frente por todos os oponentes, quer porque dispúnhamos de jogadores que encaixavam bem no mesmo (por muito interessante que Maxi seja, Danilo é de outro campeonato; Layun não tem nem nunca terá a capacidade de defender ou qualidade de passe de Alex Sandro; Oliver era exímio nas mudanças de flanco de jogo e a jogar à frente do meio campo e Jackson Martinez segura a bola como ningúem e disfarçava a falta de jogo pela zona central), já este ano o mesmo não se verifica e já é tempo de percebermos que há muita coisa que precisa de ser mudada.


Quanto ao jogo em si, não tenho muito vontade de me alongar em comentários. Lopetegui promoveu (e bem, já que tirando o mexicano, todos os nossos habituais suplentes são ou têm obrigação de ser muito superiores a qualquer jogador do Moreirense) alterações no 11 titular e lançou Danilo, Herrera e Osvaldo para os lugares de Rúben Neves, Imbula e Aboubakar. A primeira parte foi mais uma vez muita fraca e, tirando o golaço de Maicon na marcação de um livre directo, apenas estivemos perto de marcar num remate cruzado de Osvaldo. Muito, muito pouco para quem estava a jogar contra uma das equipas mais fracas da liga.


Na segunda parte, e em vantagem no marcador, esperava-se um FC Porto diferente para melhor e que fosse capaz de matar o jogo rapidamente. Puro engano. O início da segunda parte conseguiu ser ainda pior do que aquilo que tínhamos visto na primeira parte e acabámos por sofrer um golo em que toda a defesa fica muito mal na fotografia (com destaque para Maicon).

Lopetegui começou a mexer na equipa e colocou Tello lugar do inenarrável Herrera (joga por decreto? ou porque tem de ser vendido?), passando Corona para as costas de Osvaldo, posição em que espero que volte a jogar mais vezes. A equipa melhorou, apertou o Moreirense e as oportunidades começaram a surgir. Ainda com um empate a 1 no marcador, o treinador espanhol pôs a carne toda no marcador (bem, novamente) e fez entrar Aboubakar para o lugar de Marcano. O golo surgiria pouco depois com Corona a finalizar dentro da área de pé esquerdo após ganhar um ressalto à defesa contrária. Em resumo, só conseguimos encostar o adversário às cordas quando começámos a jogar sem qualquer organização táctica (uma espécie de 3-5-2 nunca antes visto) e quando apostámos na garra e no jogar com o coração, o que, infelizmente, diz muito da ineficácia do nosso modelo de jogo original.

Em vantagem pela segunda vez no marcador, os Portistas conseguiram a proeza de se deixarem empatar de novo, já que depois do golo do mexicano, a equipa (à imagem do jogo de Kiev) abdicou de jogar e recuou em bloco para trás da linha da bola. Indicações de Lopetegui ou instinto colectivo? Quero acreditar que tenha sido a segunda hipótese, uma vez que seria impensável algum treinador fazer a equipa recuar em bloco e abdicar de ter a bola nos instantes finais do jogo  contra um adversário deste calibre...

As coisas estão complicadas e está na altura de dar um murro na mesa e alterar tudo aquilo que repetidamente continuamos a fazer mal. Em seis jornadas de campeonato, já assistimos a três jogos horríveis (Marítimo, Estoril e Moreirense), a um jogo em que não deslumbrámos (Arouca) e a um jogo em que só jogámos 45m (Benfica). Continuo a acreditar que podemos fazê-lo com Lopetegui, mas os seus créditos estão a diminuir à mesma velocidade que a tolerância dos adeptos se desvanece. Que oportunidade desperdiçada de colocar pressão nos rivais da segunda circular, principalmente quando o derbi entre eles se aproxima!




1 comentário:

  1. tudo verdade , é isso mesmo. Foi muito triste espero que todos tenham noçao disso.

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