Azul e Branco

Azul e Branco

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

FC Porto 2-0 Maccabi: Prova superada com tranquilidade

Os Azuis e Brancos receberam hoje o Maccabi Tel Aviv em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga dos Campeões sabendo que o duplo embate com os israelitas vai ditar, muito provavelmente, o futuro da equipa na prova. Somando seis pontos (ou talvez apenas 4) nestes dois encontros, as portas dos oitavos de final ficam escancaradas. Perdendo um dos dois jogos, as contas complicam-se e fica tudo por decidir em Stamford Bridge na sexta e última jornada. Para já, prova superada e com nota positiva!
Em busca da vigésima vitória seguida no Estádio do Dragão, e com a oportunidade de ultrapassar a marca de José Mourinho ao leme dos Portistas, Lopetegui fez entrar um 11 sem surpresas e que contou com os regressos de Maxi Pereira, Marcano, André André, Brahimi, Corona, Aboubakar e do capitão Rúben Neves (e que orgulho sentem todos os Portistas ao verem a braçadeira de capitão no braço de um dos "seus"! que satisfação sentem ao ver um puto da escolas do Olival bater o record de jogador mais jovem de sempre a capitanear uma equipa na fase de grupos da Liga dos Campeões!). 
Depois de uma primeira meia hora em que os jogadores ligaram o complicómetro e na qual o Maccabi foi causando alguns calafrios junto à área de Casillas, o FC Porto chegou à vantagem na segunda grande oportunidade de golo de que dispôs, com Layun a encontrar Aboubakar ao segundo poste e com este a cabecear forte contra o guarda redes adversário fazendo a bola ressaltar para o fundo das redes.

O golo teve o condão de soltar os jogadores Azuis e Brancos e obrigou os israelitas a abrir alguns espaços na sua organização defensiva e a subir um pouco as suas linhas. Foi, aliás, numa recuperação de bola a meio campo e numa rápida transição defesa ataque que o FC Porto dilatou a vantagem no marcador: Aboubakar não se deixou cair, aguentou as cargas dos opositores e de seguida abriu a defensiva contrária com um passe no momento exacto, digno de um experiente organizador de jogo, e que deixou Brahimi cara a cara com o guarda redes do Maccabi. O argelino não perdoou e à passagem dos 40 minutos sentenciava o jogo. Pode parecer estranha a afirmação, mas a verdade é mesmo esta. Atendendo ao estilo de jogo do FC Porto e à sua superior qualidade, a partir do momento em que os Portistas se apanharam a vencer por dois golos de diferença, nunca mais o Maccabi teve hipóteses de discutir o jogo!
Dito isto, nota positiva, então, para o grande aproveitamento do FC Porto nesta primeira parte. Já se sabe que na Liga dos Campeões não há jantares grátis (lembram-se do Bate Borisov, do facto dos bielorrussos serem a pior equipa do mundo e de que ganhar-lhes 6-0 era o mínimo exigido? Pois, a Roma que o diga!) e que todas as vitórias dão trabalho, principalmente em noites de pouca inspiração. Nesses casos é necessário não vacilar nas poucos oportunidades de golo que se criam e o "killer instinct" tão referido pelo saudoso Bobby Robson tem de vir ao de cima. Foi o que vimos na noite de hoje: 3 oportunidades nos primeiros 45m, 2 golos, jogo resolvido, pensamento no campeonato.

A segunda parte não trouxe grandes motivos de interesse, tirando uma perdida incrível de Martins Indi na pequena área e alguns remates de longa distância dos israelitas. Lopetegui terá pensado (e bem!) que o mais importante era a vitória e não desgastar a equipa para o dificilimo embate de domingo frente ao Braga e os jogadores limitaram-se a controlar o jogo até final e a gerir a sua condição física (nota apenas para os sprints que Maxi Pereira ainda fazia junto da área adversária perto do minuto 90 - o homem tem pilhas duracell!).
Em termos individuais, não vejo ninguém que mereça especial destaque, pelo que apenas deixo uma menção honrosa para Aboubakar, Brahimi e Maxi Pereira. Pela negativa, referência para a primeira meia hora da equipa e pela insistência em abdicar do corredor central para jogar. Ao contrário do que vimos contra o Chelsea, o corredor central só é utilizado para efectuar passes entre os centrais e a equipa continua a não querer fazer passes verticais que queimam linhas adversárias e que deixam os nossos jogadores enquadrados dentro do bloco contrário.

Com a vitória de hoje, o FC Porto passa a somar 7 pontos e está isolado no primeiro lugar do grupo, seguido pelo Dinamo de Kiev com 5 pontos e pelo Chelsea com 4. Os mínimos olímpicos (se é que se pode caracterizar a ida à Liga Europa desta forma) estão quase matematicamente garantidos sendo que uma vitória em Israel se traduzirá praticamente no apuramento para os oitavos de final, e com óptimas perspectivas de o fazermos como primeiros classificados do grupo.

PS: Infelizmente, a vida profissional (e o computador pessoal avariado...) não me tem deixado escrever com a frequência e qualidade que gostaria. O blog tem estado um pouco ao abandono e o facebook com pouca actividade. Não prometo que isso mudará no futuro próximo, mas de qualquer forma tentarei continuar a escrever sempre que conseguir, até porque hoje voltei à minha cadeira de sonho, voltei a ter lugar anual no nosso Estádio e quero poder transmitir-vos e relatar-vos na primeira pessoa as grandes conquistas que teremos este ano.