Porto Bayern

Porto Bayern

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Curtas sobre o VSC 0 – 2 FC Porto

Enquanto via o jogo na primeira parte dei por mim a pensar que aquilo a que estava a assistir nem parecia o mesmo desporto quando comparado com aquilo com que o anterior “treinador” nos brindava a época passada.
Enquanto o ano passado tínhamos uma equipa que:

- não fazia questão de ter bola;
- privilegiava o jogo directo, com bolas longas dos centrais e laterais para o ataque;
- evitava atacar pelo corredor central para facilitar a transição ataque-defesa aquando da perda da bola;
- centrava a bola para a área sempre que chegava ao último terço do campo;
- defendia com muitos e atacava com poucos;
- jogava com linhas muito baixas e esperava pelo erro do adversário; e
- contentava-se com a vantagem mínima no marcador.

Este ano temos uma equipa (pelo menos assim parece) que:

- gosta de ter a bola e de jogar o que o jogo lhe dá;
- tenta sair a jogar desde trás, apenas usando o pontapé longo em último recurso;
- não abdica dos três corredores para chegar à baliza contrária, tentando tirar o que de melhor Oliver e Octávio podem oferecer ao jogo;
- tenta entrar com a bola controlada no último terço do campo e às vezes até dentro da área adversária;
- defende com muitos em zonas adiantadas e ataca também com muitos;
- tenta subir as linhas e criar desconforto na construção adversária; e
- não abdica de jogar quando se apanha em vantagem no marcador.

Seria difícil exemplificar e diferenciar melhor aquilo que é jogar como equipa pequena e como equipa grande. Agora, se vamos alcançar os resultados e objectivos a que nos propomos, isso é outra história.

Individualmente quero destacar o nosso menino Ricardo Pereira. Por amor de Deus, segurem este craque! Que upgrade relativamente aos últimos anos, principalmente a atacar. Nota muito positiva novamente para Aboubakar, Octávio e Oliver.


Continua a haver muito trabalho pela frente, existem vários aspectos a melhorar (por exemplo, em comparação com o ano passado, estamos a tirar muito pouco partido das bolas paradas, principalmente quando temos no 11 Filipe, Marcano, Soares, Aboubakar e Danilo) mas os sinais são claramente positivos e deixam água na boca. Pena a expulsão disparatada de André André no início da segunda parte, porque seria interessante perceber se o FC Porto já tem condições de manter a sua forma de jogar por mais de 45 minutos. Veremos como corre quinta feira em Portimão!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A primeira impressão – FC Porto 2 – 2 Chivas Guadalajara

Uma vez que não pude ver o jogo frente ao Cruz Azul na passada segunda-feira, a partida de ontem frente ao Chivas Guadalajara permitiu-me ter uma primeira impressão deste novo FC Porto. E como não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão, o conjunto Azul e Branco não se fez rogado e apresentou-se a um nível muito interessante, principalmente nos primeiros 45 minutos.

Alinhando de início com Iker, Ricardo, Filipe, Marcano, André André, Oliver, Hernani, Octávio, Tiquinho Soares e Aboubakar, o timoneiro Portista tentou e conseguiu impor um ritmo de jogo muito forte e implementou uma pressão alta asfixiante.

A primeira parte do jogo foi praticamente de sentido único e o FC Porto embalado, também, pelo golo madrugador do avançado camaronês, podia ter chegado ao intervalo com uma vantagem mais confortável do que aquela que o marcador assinalava (Octávio fez o segundo golo à passagem do minuto 42, culminando de cabeça uma excelente jogada colectiva).

A segunda parte foi bastante diferente dos primeiros 45 minutos, fruto das muitas alterações verificadas em ambas as equipas (de todos jogadores que participaram no estágio na América Central, apenas Diego Reyes, Danilo e João Costa não jogaram ontem), o que levou a que o jogo fosse mais aberto, de parada e resposta, com mais desequilíbrios e com mais oportunidades de golo nas duas balizas, tendo o FC Porto voltado a pecar muito na finalização.

Em termos colectivos, e em comparação e contraponto com a época passada, e apesar dos jogos de preparação poderem enganar imenso, como aconteceu com a boa pré-época do FC Porto de Paulo Fonseca e com a decepcionante preparação do FC Porto de André Villas Boas, fiquei muito entusiasmado com duas coisas: com a vontade de pressionar no campo todo (apesar de na TV ter ficado com a ideia que ainda existe muito espaço entre sectores, fruto de uma linha defensiva demasiado recuada no terreno) e com a tentativa de sair sempre a jogar pelo chão, fazendo recuar um dos médios centro para “pegar no jogo” e adiantando muito os laterais.


Individualmente, e pela positiva, Oliver encheu o campo e mostrou que quando o futebol é jogado com a bola no chão, e não em pontapés constantes da defesa para o ataque, como se via o ano passado, será “o” jogador chave do FC Porto. Ricardo Pereira apresentou-se também a um excelente nível e confirmou que pode oferecer um leque de trunfos à equipa que Maxi já não tem (nunca teve?) capacidade para dar. Aboubakar esteve muito interventivo e deixou água na boca aos adeptos. Caso esteja focado no FC Porto, pode ser um caso sério e não precisamos de ir ao mercado.

Pela negativa, Hernâni voltou a falhar com estrondo a oportunidade concedida por Sérgio Conceição, denotando imensas dificuldades em tomar a melhor decisão e em jogar um futebol menos vertiginoso do que aquele praticado pelo Vitória de Guimarães onde se destacou na última época. Martins Indi também não consegui aproveitar para se mostrar ao treinador e aos adeptos, falhando recorrentemente posicionamentos, tempos de entrada aos lances e não acrescentando nada à equipa em construção. Galeno, não obstante ter jogado na posição de avançado centro, que não é a sua posição natural, também esteve bastante desinspirado e não conseguiu dar seguimento à grande maioria dos lances em que foi solicitado pelos seus colegas.

Ainda em termos individuais, confesso que estou muito curioso com a época que Filipe e Tiquinho Soares irão realizar. A época passada apresentaram-se a um nível muito elevado e seria muito importante para o FC Porto que repetissem essas performances. No entanto, ainda não consegui perceber se as suas boas exibições estão directa ou exclusivamente relacionadas com o tipo de jogo físico e pouco pensado escolhido por Nuno Espírito Santo e se serão capazes de manter o nível numa equipa que queira jogar de forma diferente.

Em jeito de conclusão, e utilizando mais uma daquelas frases feitas tão típicas do “futebolês”, não há dúvidas que ainda existe muito trabalho pela frente e muito por onde melhorar (o que não é novidade ou dificuldade, tendo em conta a qualidade de jogo apresentada o ano passado), mas os sinais são positivos. E se a esta equipa conseguirmos juntar um 8 para o lugar de Herrera e trazer um extremo de qualidade…

terça-feira, 11 de julho de 2017

FC Porto 2017/2018 - o que sabemos até agora

Completou-se ontem uma semana de trabalhos deste novo FC Porto. No entanto, e apesar do bom trabalho que tem vindo a ser feito no que diz respeito à colocação de jogadores que não têm qualquer hipótese de integrar um plantel que se deseja com qualidade necessária para lutar pelo título, a verdade é que a procissão ainda vai no adro em termos de definição final da equipa que atacará a nova época.

Relativamente ao núcleo de jogadores que terminou a época na equipa A em 2016/2017, temos a registar, para já, as saídas de Depoitre para Inglaterra, de André Silva para o AC Milan, de Rúben Neves e Boly para o Wolverhampton e o regresso de Diogo Jota ao Atlético de Madrid.

Se nos casos de Boly e Depoitre era evidente que os jogadores não tinham qualidade suficiente para se imporem num FC Porto que se quer forte (já para não falar que os montantes envolvidos nas suas contratações roçam a gestão danosa) sendo, assim, naturais os seus guias de marcha, já nos outros casos as saídas apenas se explicam pelo apertar do cinto exigido pela Uefa a um FC Porto com as finanças depauperadas.

Estou convencido que os três jovens futebolistas têm tudo para se afirmarem como figuras de proa do futebol português nos próximos anos e espero que não nos venhamos a arrepender das suas saídas num futuro próximo. Então se for verdade que temos rejeitado propostas de algumas dezenas de milhões de euros pelo passe do banal Herrera para depois vender o nosso Rúben Neves à primeira oportunidade, nem sei que dizer... 
                                   
No que diz respeito a entradas, e apesar de (estranhamente) o Porto ainda não ter contratado ninguém, existem já várias boas notícias para os adeptos do FC Porto, como são os regressos de Ricardo Pereira e Rafa Soares e a permanência de Iker Casillas.

Em cima da mesa parecem também estar outros regressos, como os de Mikel, Reyes, Aboubakar, Hernani, Sergio Oliveira, Galeno e Marega. Se acredito que nos casos de Reyes (para terceiro central), Mikel, Hernani, Galeno e Aboubakar tais regressos apenas se tornarão definitivos se não conseguirmos melhores alternativas ou se não aparecerem propostas minimamente intere$$antes, já nos casos de Marega, Indi e Sérgio Oliveira acredito que é apenas uma questão de tempo até que recebam guia de marcha.

Quanto a rumores de mercado, espero que seja possível vender em definitivo Quintero e Adrian Lopez, mesmo que por valores significativamente reduzidos, e que se consiga recuperar parte do investimento feito em Herrera e Maxi Pereira, dois jogadores que, não obstante serem óptimos profissionais, não têm qualidade para o FC Porto.

Relativamente a entradas, penso que as prioridades serão um 8 de grande qualidade (alô Moutinho?), um ponta de lança caso Aboubakar não fique (alô Jackson?), um terceiro central caso Reyes nao fique e como cereja no topo do bolo mais um extremo que faça diferença.

Esboço FC Porto 2017/2018

Guarda Redes
Iker Casillas, José Sá + 1 (Diogo Costa? Gudiño?)

Defesa Direito
Ricardo Pereira (com Diogo Dalot ou Fernando Fonseca de reserva na B e Layun para uma emergência)

Defesa Esquerdo
Alex Telles e Rafa Soares

Defesa Central
Marcano, Felipe + 1 (Reyes? nova contratação?)

Médios
Danilo, Mikel, André André, Oliver, Octavio, João Teixeira + 1 (Moutinho? nova contratação?)

Extremos  
Brahimi, Corona, Layun + 1 ou 2 ( Galeno? Hernani? nova contratação?)

Avançados
Soares, Rui Pedro + 1 (Aboubakar? Jackson? nova contratação?)


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Volta a bater




Volta a bater. Volta a bater o coração azul e branco de todos aqueles que partilham esta paixão inexplicável pelo Futebol Clube do Porto. É já amanhã que se inicia mais uma época, uma época em que, apesar de todas as desilusões sofridas nos últimos anos, depositamos a esperança de reconquistar tudo aquilo que nos tem sido tirado, umas vezes com mérito, outras tantas com colinhos, padres e missas.

Iniciamos amanhã uma nova caminhada e temos de saber perfeitamente para onde queremos ir. Mesmo que não seja possível garantir de antemão que vamos chegar ao destino a que nos propomos,  temos de, pelo menos, tudo fazer para garantir que existem condições de sucesso, tanto dentro como fora do campo. Já lá vamos.

Se, fora do campo, voltámos, e muito bem, a não deixar que nos pisem sem dar o devido troco; se, e muito bem, parámos de dar a outra face de cada vez que alguém se atreve a maltratar-nos; e se parámos, finalmente, de querer ser bons rapazes e estamos a mostrar que queremos voltar a ser feios, porcos e maus, já dentro do campo os pontos de interrogação continuam a ser mais que muitos.

Não podemos voltar a cometer erros escandalosos como os cometidos na preparacao da época passada, como por exemplo: "fechar o plantel" apenas em finais de Agosto, escolher para ponta de lança um jogador que nao servia para qualquer equipa da metade de cima da tabela e ainda por cima por valores proibitivos ou, o mais grave de todos, ter nomeado como treinador do nosso Clube um indivíduo que acha que o futebol ainda se faz apenas de chutão na frente, bolas divididas e muita corrida, um treinador que provou não respeitar o Porto e que, qual cereja no topo do bolo, não conseguiu colocar os interesses do Clube à frente dos seus.


Para voltarmos a ser o melhor clube português, para voltarmos ao lugar que tem sido nosso por direito, não basta focarmo-nos apenas numa das vertentes: temos de ser fortes tanto dentro como fora do campo, até porque o Sporting vai aparecer muito melhor que o ano passado e porque o Benfica, com ou sem polvo, vai ser um osso muito duro de roer.



Amanhã veremos quem se apresenta ao trabalho e começaremos a perceber o que nos espera em 2017/2018. Tentarei, ainda esta semana, escrever o que penso sobre as saídas já confirmadas, sobre as  saídas, entradas e regressos que se perspectivam e sobre o Sérgio Conceição, o novo homem do leme.

ps I: renovaram o lugar anual? todos somos poucos! podem fazê-lo aqui.

ps II: uma das razões que me fez deixar de escrever com regularidade foi o facto de não me identificar com a postura e com a política do Porto nos últimos largos anos. não me conseguia rever na postura de "dar a outra face". acredito que essa fase negra já lá vai e é por isso que volto a escrever. e assim continuarei a fazê-lo sempre que possível