Azul e Branco

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

A primeira impressão – FC Porto 2 – 2 Chivas Guadalajara

Uma vez que não pude ver o jogo frente ao Cruz Azul na passada segunda-feira, a partida de ontem frente ao Chivas Guadalajara permitiu-me ter uma primeira impressão deste novo FC Porto. E como não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão, o conjunto Azul e Branco não se fez rogado e apresentou-se a um nível muito interessante, principalmente nos primeiros 45 minutos.

Alinhando de início com Iker, Ricardo, Filipe, Marcano, André André, Oliver, Hernani, Octávio, Tiquinho Soares e Aboubakar, o timoneiro Portista tentou e conseguiu impor um ritmo de jogo muito forte e implementou uma pressão alta asfixiante.

A primeira parte do jogo foi praticamente de sentido único e o FC Porto embalado, também, pelo golo madrugador do avançado camaronês, podia ter chegado ao intervalo com uma vantagem mais confortável do que aquela que o marcador assinalava (Octávio fez o segundo golo à passagem do minuto 42, culminando de cabeça uma excelente jogada colectiva).

A segunda parte foi bastante diferente dos primeiros 45 minutos, fruto das muitas alterações verificadas em ambas as equipas (de todos jogadores que participaram no estágio na América Central, apenas Diego Reyes, Danilo e João Costa não jogaram ontem), o que levou a que o jogo fosse mais aberto, de parada e resposta, com mais desequilíbrios e com mais oportunidades de golo nas duas balizas, tendo o FC Porto voltado a pecar muito na finalização.

Em termos colectivos, e em comparação e contraponto com a época passada, e apesar dos jogos de preparação poderem enganar imenso, como aconteceu com a boa pré-época do FC Porto de Paulo Fonseca e com a decepcionante preparação do FC Porto de André Villas Boas, fiquei muito entusiasmado com duas coisas: com a vontade de pressionar no campo todo (apesar de na TV ter ficado com a ideia que ainda existe muito espaço entre sectores, fruto de uma linha defensiva demasiado recuada no terreno) e com a tentativa de sair sempre a jogar pelo chão, fazendo recuar um dos médios centro para “pegar no jogo” e adiantando muito os laterais.


Individualmente, e pela positiva, Oliver encheu o campo e mostrou que quando o futebol é jogado com a bola no chão, e não em pontapés constantes da defesa para o ataque, como se via o ano passado, será “o” jogador chave do FC Porto. Ricardo Pereira apresentou-se também a um excelente nível e confirmou que pode oferecer um leque de trunfos à equipa que Maxi já não tem (nunca teve?) capacidade para dar. Aboubakar esteve muito interventivo e deixou água na boca aos adeptos. Caso esteja focado no FC Porto, pode ser um caso sério e não precisamos de ir ao mercado.

Pela negativa, Hernâni voltou a falhar com estrondo a oportunidade concedida por Sérgio Conceição, denotando imensas dificuldades em tomar a melhor decisão e em jogar um futebol menos vertiginoso do que aquele praticado pelo Vitória de Guimarães onde se destacou na última época. Martins Indi também não consegui aproveitar para se mostrar ao treinador e aos adeptos, falhando recorrentemente posicionamentos, tempos de entrada aos lances e não acrescentando nada à equipa em construção. Galeno, não obstante ter jogado na posição de avançado centro, que não é a sua posição natural, também esteve bastante desinspirado e não conseguiu dar seguimento à grande maioria dos lances em que foi solicitado pelos seus colegas.

Ainda em termos individuais, confesso que estou muito curioso com a época que Filipe e Tiquinho Soares irão realizar. A época passada apresentaram-se a um nível muito elevado e seria muito importante para o FC Porto que repetissem essas performances. No entanto, ainda não consegui perceber se as suas boas exibições estão directa ou exclusivamente relacionadas com o tipo de jogo físico e pouco pensado escolhido por Nuno Espírito Santo e se serão capazes de manter o nível numa equipa que queira jogar de forma diferente.

Em jeito de conclusão, e utilizando mais uma daquelas frases feitas tão típicas do “futebolês”, não há dúvidas que ainda existe muito trabalho pela frente e muito por onde melhorar (o que não é novidade ou dificuldade, tendo em conta a qualidade de jogo apresentada o ano passado), mas os sinais são positivos. E se a esta equipa conseguirmos juntar um 8 para o lugar de Herrera e trazer um extremo de qualidade…

1 comentário:

  1. pois gol,o m uito bom na 1 parte com vontade e garra, na segunda parte muita asneira, maxi, brahimi, corona e layun tem de sair nao acescentam nada a equipa e so estragam, depois teixeira e uma desgraca a decidir, hernani e rapido mas falta lhe o resto senao valia 40M, indi deve ser vendido e tem mercado em inglaterra, precisamos de 2 a 3 jogadores mas mesmo bons o resto esta a ir bem. Quanto ao treinador envolveu se em mais uma palahacada que desculpou dizendo que aquilo era o mexico quando a culpa foi o adormecimento de alguns jogadores tanto no 1 como no 2 golo. SERGIO CONCEICAO ASSIM CA NAO ESTA NO BANCO NEM METADE DOS JOGOS E TEM DE CORRER COM OS CANCROS DA EQUIPA BRAHIMI, CORONA, LAYUN, TEIXEIRA E MAXI MAS JA!!!

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