Azul e Branco

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FC Porto 4 - 0 Estoril : Eis o novo velho Porto!

Depois de uma pré temporada muito bem conseguida, a expectativa em torno da estreia do FC Porto no campeonato 2017/2018 era enorme. Os adeptos azuis e brancos praticamente lotaram o Estádio do Dragão (48011 espectadores – e só não se chegou aos 50000 porque muitos adeptos com lugar anual estão a gozar férias e ainda não devem conhecer as condições de transmissibilidade delugar anual – ver aqui) para ajudar a equipa orientada por Sérgio Conceição a conseguir a primeira vitória no campeonato e os jogadores portistas não deixaram os seus créditos por mãos alheias e presentearam a plateia com uma exibição que, em determinados momentos do jogo, chegou a ser brilhante. Se é verdade que a primeira meia hora não foi particularmente exuberante, não menos verdade é que, após a abertura do marcador por Marega ao minuto 35, o FC Porto, comandado pelo seu pequeno maestro espanhol, embalou para uma exibição na esteira das realizadas nos jogos particulares.

Entrando de início com o 11 mais esperado e que mais rotinas tem neste momento, cedo o FC Porto foi à procura do golo. Jogando com os laterais muito projectados no terreno de jogo, como que fazendo as vezes de extremos puros que Brahimi e Corona nunca serão, Sérgio Conceição transforma aquilo que no papel é um meio campo a 2 num meio campo a 3+1. Isto é, Danilo recua um pouco no terreno para formar com Filipe e Marcano uma linha de 3, e Oliver assume a construção do jogo ofensivo fazendo a ligação com Brahimi e Corona, os quais flectem para o centro do terreno quando em posse de bola. Se a isto somarmos o facto de um dos avançados vir sempre dar um apoio frontal ao portador da bola (enquanto que o outro tenta esticar a equipa para abrir espaços entre as linhas adversárias), percebemos que o FC Porto consegue transformar uma teórica inferioridade numérica na zona central do terreno numa superioridade que oferece várias linhas de passe constantemente, dificultando o trabalho defensivo dos adversários.

A primeira meia hora de jogo não foi particularmente exuberante, mas os princípios idealizados por Sérgio Conceição com bola referidos no parágrafo anterior saltavam à vista. Importa, então, nas alturas em que a inspiração dos jogadores não é suficiente para causar desequilíbrios, ter ideias de equipa grande e fazer a diferença rapidamente aquando da perda da bola. E esta equipa mostra ter enorme vontade de ser grande. Nos momentos em que o adversário tem (tenta ter?) a bola, equipa tenta mover-se em bloco no terreno de jogo para a recuperar no mais curto espaço de tempo possível. Soares e Aboubakar saem na pressão alta, Oliver junta-se a eles tentando condicionar o responsável pela ligação da defesa-meio campo do adversário e, principalmente, a defesa dos azuis e brancos sobre para muito perto da linha do meio campo, tentando reduzir ao máximo os espaços entre linhas deixados pela pressão alta.

Entrando para a segunda parte na frente do marcador, a equipa soltou-se e partiu para cima do Estoril ainda com mais vontade de fazer mexer o marcador. Foi sem espanto que Brahimi aumentou o score à passagem dominuto 54, que Marega bisou napartida ao minuto 62 e que Marcano fechouas contas da partida ao minuto 70. Foram 4 golos de diferença, podiam ter sido mais uns quantos, até porque Aboubakar esteve desinspirado na finalização, apesar de se ter apresentado em bom nível. Os 10 minutos finais foram de descompressão, o que permitiu aos homens da linha respirar e dar um ar da sua graça, obrigando Casillas a mostrar serviço e a sujar o equipamento.


Porque o texto já vai longo, não vou fazer a habitual análise individual aos jogadores do FC Porto. Apenas deixo um comentário: aquele novo número 10 só custou 20 milhões?! Uma verdadeira pechincha, principalmente quando vejo os valores praticados neste defeso.


Em jeito de conclusão, parece-me evidente que ainda há muito aspectos a necessitar de serem limados (continuo com a sensação que o Danilo se esconde muito do jogo na primeira fase de construção), mas a diferença deste FC Porto para o de anos recentes é já abismal. Ninguém pode garantir que esta equipa irá ter o sucesso que todos os adeptos portistas desejam, até porque há padres, missas e polvos que teimam em não arredar pé deste campeonato, mas não tenho dúvidas que continuando a jogar como a equipa grande que é, este novo velho FC Porto estará muito mais próximo de atingir os seus objectivos.


PS: a arbitragem começa bem, mais uma vez. A velocidade com que os fiscais de linha levantam a bandeirola ao ataque do FC Porto e aos adversários do benfica é fenomenal. No Dragão, a ordem é para levantar a bandeirola imediatamente, exista ou não fora de jogo dos atacantes azuis e brancos. Só ontem foram 3 golos anulados (+ 1 ao Danilo). Na luz, a ordem também é para levantar a bandeirola imediatamente, mas apenas se aplica aos adversários do benfica. Só ontem foram 2 golos anulados. Um deles, nem com a ajuda do vídeo-padre viram que foi mal anulado.

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