Azul e Branco

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

FC Porto 1-3 Besiktas: Nem tudo está bem quando se ganha, nem tudo está mal quando se perde.

A estreia na Champions League 2017/18 acabou ser também a estreia nos testes difíceis para este novo FC Porto. Ao contrário do que estava perspetivado, o jogo em Braga revelou-se menos exigente do que o esperado e, só hoje, esta equipa foi posta à prova. Sérgio Conceição convenceu-se que 2 médios no centro do terreno seria o suficiente, mas estava enganado. O Besiktas soube jogar na expectativa usando um bloco mais compacto e saindo rapidamente para o contra-ataque. Não foi só a inferioridade numérica no meio campo que prejudicou o Porto, também a qualidade dos adversários surpreendeu de certa forma a nossa equipa. Ao intervalo, houve substituições no sentido de ter mais presença no meio campo e, efetivamente, foi nesta altura que conseguimos pegar mais no jogo e estarmos mais perto do golo. Mesmo assim, faltou eficácia e criatividade à equipa. Este jogo mostrou que este plantel é curto para tantas competições.


Pontos (+)
- Brahimi – Para o bem e para o mal. O argelino correu, defendeu, fintou, criou e sofreu… Sofreu porque sentiu-se desacompanhado e a um nível visivelmente superior a todos os restantes. Que continue assim!
- Felipe – Atitude aguerrida e sempre muito interventivo.

Pontos (-)
- Casillas – O elo mais fraco na partida de hoje. Tudo porque teve culpa em 2 dos 3 golos sofridos hoje.
- Danilo – Num meio-campo em inferioridade, exigia-se mais agressividade. Passou ao lado do jogo.
- Soares – Teve 90 minutos de pouca intensidade e velocidade, apesar dos seus 2 remates perigosos.




- Falta de agressividade – Ao contrário dos outros jogos, a equipa esteve pouco agressiva e com fraca reação à perda da bola.
- Espaço – A equipa deu demasiado espaço e demasiado tempo para pensar à equipa adversária.

Rescaldo: O resultado é mentiroso muito por fruto da extrema eficácia do Besiktas, mas serve de aprendizagem para o resto da época. Fica a ideia que este FC Porto deverá optar por um esquema diferente (e mais cauteloso) em partidas com esta exigência.


Gostamos da Champions mas queremos é o campeonato! 

3 comentários:

  1. pois faltam nos os tais 3 medios a serio , intensos os 90 minutos, sao caros?? pois mais valiam eles do que layuns, herreras, coronas, hernanis, andre2, e se calhar mais um ou dois.

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  2. Devo-me ter enganado no blog - costumava vir aqui ver analises feitas com conhecimento... Achar que ter so 2 medios no centro tem a ver com o problema... E nao perceber que estavamos a jogar com 9 porque Danilo e Marega nao fizeram UMA coisa durante o jogo
    que se aproveitasse...

    A apreciacao ao Soares entao e de riso - pouca intensidade? diga la o que define como intensidade para nao ser so como o Vidente que debita bitaites sem ter nada de apoio. O Soares "so'" esteve envolvido em TODAS as jogadas de perigo que criamos (foi ele que pos a bola no Oliver para cabecear ao poste) e foi sempre o avancado que segurava a bola, mostrava-se e dava apoios na frente.

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    Respostas
    1. Caro pancas,

      Obrigado pelo comentário.

      1- O próprio treinador admitiu no final do jogo que errou na estratégia e que tentou corrigir ao intervalo (quando passou a ter 3 médios). É óbvio que a superioridade numérica na zona da bola é hoje em dia um factor muito trabalhado pelas equipas que pretendem controlar o jogo. Foi evidente que perdemos este jogo no meio campo.

      2- A falta de intensidade e velocidade do Soares tem muito a ver com o tempo que esteve parado devido a lesão. Neste jogo, teve vários lances em que se deixou ser antecipado e em que foi ultrapassado pelos adversários. O lance da bola ao poste do Óliver surge depois de um cabeceamento totalmente falhado do Soares, zero intencional.

      Cumps

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