Azul e Branco

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domingo, 17 de setembro de 2017

Rio Ave 1 - 2 FC Porto : se era este "o" teste de fogo...

...quer me parecer que fomos aprovados com distinção!

Estava eu no sofá num daqueles domingos preguiçosos em que até um horrendo Belenenses - Estoril parece a desculpa perfeita para não pensar sequer em sair de casa quando de repente mais um daqueles comentadores bem falantes da Sport tv (que nada percebem de futebol) refere que "a deslocação do FC Porto ao terreno do Rio Ave é o verdadeiro teste à equipa orientada por Sérgio Conceição" e que a "partir do jogo de hoje poderíamos perceber que FC Porto vamos ter este ano".

Esquecendo o facto de que esta lenga-lenga já foi repetida até à exaustão pela comunicação social desde que o campeonato começou, muito provavelmente na esperança de assistir-se a uma derrota dos azuis e brancos para poderem anunciar que o "rei vai nu", e sabendo que a mesma comunicação social voltará à carga com esta treta nas próximas jornadas, a verdade é que era óbvio que o jogo frente aos comandados de Miguel Cardoso teria um grau de dificuldade elevado (basta pensar que o Benfica só empatou em Vila do Conde graças a mais um "Jonalti") e que só um bom FC Porto conseguiria superar o teste.

E foi exactamente um FC Porto assim que se apresentou hoje no Estádio dos Arcos. Entrando de início com tres alterações em relação à recepção ao Besiktas (Herrera por Oliver, Octávio por Corona e Aboubakar por Soares), os azuis e brancos tentaram assumir a despesas do jogo desde cedo, tendo ficado muito perto de abrir o marcador por Brahimi ainda dentro do primeiro quarto de hora. No entanto, o Rio Ave reagiu bem à entrada do FC Porto e conseguiu discutir sempre o jogo na primeira parte, fruto da sua qualidade na primeira fase de construção e da forma como "encurta" o campo subindo a linha defensiva. Com Octávio desinspirado, com Herrera displicente e com Danilo, mais uma vez, a demonstrar que não consegue acrescentar o que se pretende quando a equipa tem a bola, o nulo ao intervalo não surpreendeu o gigante mar azul que se deslocou a Vila do Conde.


Na segunda parte, tudo diferente para melhor, tendo o FC Porto aproveitado o elan criado pelo golo madrugador de Danilo na sequencia de um canto. O Rio Ave viu-se obrigado a incluir mais homens na manobra ofensiva e o FC Porto ficou com mais espaço para criar desiquilibrios na defesa adversária. Neste aspecto, destaque para Brahimi, que fez uma segunda parte de grande nível e que teve como momento alto a assistência para o golo de Marega.

Com 2-0 no marcador, pensei que o jogo estava "feito". Contudo, uma desatenção de Ricardo na sequência de um corte defeituoso de Felipe permitiu que Nuno Santos batesse Iker Casillas pela primeira vez esta época (foram 525 minutos sem sofrer golos, uma marca de registo) e os alarmes soaram nas hostes azuis e brancas. Os vilacondenses acabaram por não voltar a criar perigo após o golo mas nestes casos a incerteza mantém-se até ao apito final. Quando Jorge Sousa deu por terminado o jogo, ficou a sensação de dever cumprido e de que o resultado se ajustou ao que se passou dentro do campo. A exibição não foi perfeita, mas a segunda parte teve momentos bastantes agradáveis e trouxemos os três pontos para o Dragão, que era o que realmente importava.

Em termos individuais, destaco a exibição de Brahimi. Se é verdade que por vezes pode irritar os adeptos por não saber soltar a bola no momento certo, não menos verdade é que é a ele que os colegas recorrem quando percebem que o colectivo está com dificuldades em contornar os problemas criados pelos adversários. Hoje voltou a assumir o jogo nos momentos mais difíceis e a ser um porto seguro para a equipa. A manter!

Pela negativa, segundo jogo seguido que Octávio não consegue corresponder à aposta de Sérgio Conceição. Muita ansiedade com a bola nos pés, o que o leva a decidir muitas vezes mal. O facto de querer sempre fazer um passe que de morte ou uma jogada que caiba nos resumos do jogo na TV não ajuda, bem como não ajuda o facto de não tentar o remate de média distância, o que o ajudaria a criar mais incertezas no defesa que o marca. A rever!

Sexta feira há mais. No sítio do costume, em busca da sétima vitória consecutiva, para entrarmos em Alvalade, pelo menos, em primeiro lugar empatados com o Sporting!

#seisemseis #seguimosnafrente #marazul

PS: o que passou-se no Bessa? O Clero meteu greve? Não podemos tirar o pé do acelerador porque já sabemos que os padres não vão deixar o benfica cair ainda mais









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