Azul e Branco

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

FC Porto 3 - 0 Rio Ave: prego a fundo!

Não consegui ver o jogo com a atenção que o mesmo merecia, pois estava a jantar na Cufra a festejar as mini férias de Natal e esta crónica pode conter algumas imprecisões. Não é fácil estares sempre concentrado no jogo quando tens à tua frente uma daquelas maravilhosas francesinhas e uns quantos finos...

Mas vamos a isto! A crónica do Francisco Ortigão relativa ao Porto-Maritimo tinha como título "Tanques de guerra" e vou começar exactamente por aí. Este treinador e estes jogadores têm demonstrado ser autênticas máquinas de guerra. Insaciáveis. Arrebatadores. Indestrutíveis. Tanto lhes faz se o jogo é para o campeonato, para qualquer uma das taças ou para as competições europeias. Este grupo percebeu que quem tem o privilégio de levar ao peito o brasão abençoado e que quem tem a honra de vestir a mágica camisola azul e branca tem a obrigação de entrar em todos os jogos e em todas as competições para ganhar. E que bom é quando as coisas são assim! Nunca fui fã da taça da liga e nunca ficarei triste por não a ganharmos, mas gosto muito da opção que se fez este ano, ao contrário do que vinha acontecendo quase sempre até aqui. Ou assumimos que é para ganhar (como este ano) e entramos em campo com um 11 forte, ou damos de barato que é apenas para participar e entramos com os jogadores menos utilizados e com jogadores jovens da equipa B. Não vale é fazer como nos anos anteriores em que desvalorizávamos a competição e mesmo assim jogava grande parte da equipa titular. Adiante....

Quanto ao embate de hoje, a verdade é que este foi um daqueles jogos em que o resultado está longe de contar a história do jogo. O resultado final foi de 3-0, mas ninguém ficaria espantado se o marcador registasse um 6-1 ou 7-1 no final dos 90 minutos tantos foram os golos feitos desperdiçados  pelos portistas. Tiquinho abriu o marcador à passagem dos 11 minutos após uma recuperação de bola à entrada da área vilacondense (deliciosa assistência de Herrera), Marega sentou Cássio e fez o segundo golo aos 21 minutos (assistência de Brahimi num lance parecido com os golos do maliano frente aos insulares) e Aboubakar fechou a contagem na conversão de uma grande penalidade em cima do minuto 90.

Pelo meio:
- golos perdidos dignos de um sketch dos apanhados
- boas defesas de Casillas
- um Rio Ave fiel à sua imagem de marca, controlando a posse de bola, mas falhando a toda a linha no controlo da profundidade aquando da perda da redondinha
- uma expulsão de Danilo Pereira a fazer lembrar o roubo em Moreira de Cónegos o ano passado nesta mesma competição
- a ideia de que Rúben Ribeiro é um excelente jogador mas que não tem onde encaixar neste modelo de jogo de Sérgio Conceição (se nem Oliver encaixa...)

Primeiro lugar do grupo e um pé (e meio?) nas meias finais da taça da liga. A lei das probabilidades diz-nos que o Leixões (em Vila do Conde) não conseguirá fazer um resultado muito melhor do que o nosso em Paços e Ferreira e que o Sporting dificilmente perderá no Restelo, pelo que temos em perspectiva um FC Porto - Sporting no final de Janeiro para a taça da carioca. Se a isto juntarmos um provável duplo embate nas meias finais da taça de Portugal e um jogo para o campeonato, podemos vir a ter 4 jogos com os leões em menos de dois meses! E não são estes os jogos que todos queremos? Vamos a isso!

E agora, o Natal. Não sou apologista da concessão de grandes férias nesta altura do ano. Normalmente, o regresso das férias é difícil e não se consegue recuperar a forma física e o ritmo de jogo com a rapidez desejada. No entanto, e não sei se isso vai acontecer, caso Sérgio Conceição decida oferecer a este plantel uns dias para recuperar baterias, não tenha dúvidas que será um prémio mais do que merecido.

Aproveito para desejar a todos um bom Natal e que o Pai Natal azul e branco traga um ou dois reforços no sapatinho!

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