Azul e Branco

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sábado, 20 de janeiro de 2018

FC Porto 1 - 0 Tondela: foi bem mais fácil do que aquilo que pareceu

Fui buscar o Senhor meu Pai, aquele a quem agradeço todos os dias ter-me feito Portista, e arrancámos para o Dragão. O relógio marcava 20h15 e quando ele entrou no carro reparei que ele ia espreitando o resultado do Sporting em Setúbal no telemóvel. O Sporting já ganhava e o Porto podia entrar em campo a 4 pontos da liderança. A ansiedade sentia-se, ambos percebemos que hoje era um dia muito importante para o desfecho deste campeonato...

Chegámos ao Estádio um pouco mais cedo que o habitual e lá nos encaminhámos para o nosso lugar anual. O meu pai sentou-se mas eu não conseguia ficar parado. Telemóvel em riste, a olhar para o livescore, ali estava eu de pé a ver o tempo passar e o resultado em Setúbal a manter-se inalterado. Segundo os "maisfutebois" e "abolas" desta vida, o segundo golo do Sporting era uma questão de tempo e as oportunidades sucediam-se. Mas a verdade é que o jogo entrou nos descontos e a diferença no marcador teimava em não sofrer mudanças.

"Olha, olha. Tu queres ver que ainda vai haver golpe de teatro no Sado...?", pensei. O livescore rapidamente atingiu o minuto 94 e o speaker no Dragão anuncia que o FC Porto vai entrar em campo. Perdi a esperança e já só queria que fizéssemos a nossa parte. E eis que se Sente um enorme burburinho nas bancadas, logo de seguido de um grande festejo! O Setúbal empatava o jogo no último suspiro da partida e vingava-se do desfecho do embate de Alvalade!

De volta ao Dragão. Se a ansiedade de poder entrar em campo a 4 pontos dos leões era grande, a ansiedade de poder recuperar  a liderança (com "meio" jogo de atraso) era gigante. Sérgio Conceição lançou de início o seu onze base e a equipa entrou com vontade de marcar cedo, o que aconteceu após um erro grosseiro do Tondela, que Maregol não perdoou. 

O FC Porto recuou depois no terreno de uma forma algo inexplicável e o resto da primeira parte foi fraquinho. A segunda parte voltou a trazer um FC Porto muito forte início e apenas a exibição de sonho de Cláudio Ramos evitou o avolumar do marcador. Se o bom período da primeira parte apenas durou até ao quarto de hora, na segunda parte a inspiração durou até à meia hora, altura em que os jogadores e as bancadas acusaram em demasia a pressão de ter de vencer e o discernimento desapareceu.

O azuis e brancos seguraram o resultado (pode dizer-se "segurar o resultado" quando o adversário esteve dos 20m aos 93m sem incomodar José Sá?) até ao final e recuperaram a liderança no campeonato. O Estádio explodiu quando o artista do apito deu o jogo por terminado, aplaudindo os jogadores e festejando uma vitória importantíssima.

Notas finais: 

- quantas equipas podem dizer que fizeram uma exibição qb e mesmo assim verificamos que se desperdiçaram (pelo menos) 6 golos feitos? 

- E quantas equipas Conseguem fazê-lo sabendo que os adversários podem fazer o que lhes apetecer dentro da sua área que o árbitro dificilmente assinala falta? Hoje tivemos mais dois penaltis da praxe por assinalar a nosso favor...

- o rapaz que jogou na direita da defesa era o Daniel Alves? Que jogador!

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