Azul e Branco

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

FC Porto 4-2 Vitória Guimarães: O génio da lâmpada

Uma equipa vencedora é feita de raça, qualidade, ambição, solidariedade, união e também.. magia. Magia operada por aqueles que gostamos de chamar os tecnicistas, os carregadores de piano, os maestros. Mas essa magia começou fora de campo e mais à frente explicarei porquê.

Hoje pela 1a vez no campeonato 2017/18 estivemos em desvantagem. Ou seja, ao fim de 17 jogos e 1.462 minutos (última jornada da 1a volta) houve uma equipa capaz de ganhar vantagem a este FC
Porto, que chegou ao intervalo a perder 1-0 na única oportunidade da equipa vitoriana na 1ª parte. Esta foi a estratégia delineada por Pedro Martins. Com uma formação a incluir 5 jogadores no miolo do terreno e em bloco baixo, o Vitória tinha o objetivo de condicionar a nossa circulação de bola e, quando possível, sair em contra-ataque rápido tal como aconteceu no 1º golo. Mas este golo tem outra explicação: o evidente posicionamento de Brahimi no meio-campo quando a equipa procurava construir/desequilibrar. No momento em que perdemos a posse da bola, o nosso corredor esquerdo ficou aberto com Alex Telles sozinho a ter de recuar e fazer face a mais do que um adversário. De registar também a desatenção de Ricardo em relação ao aparecimento de Raphinha ao 2º poste.

A 1ª parte resume-se essencialmente à falta de espaços concedidos pelo Vitória que estava em superioridade numérica no meio-campo (5 vs 2 + 1). O FC Porto acabou por falhar muitos passes, não só pela disposição táctica do adversário como também pela ansiedade que corria na pele dos jogadores para chegar ao golo.

Como se pode reparar pelo resultado final, a 2ª parte foi claramente diferente. E não foi só a atitude e o comportamento da equipa que mudaram. Inexplicavelmente o Vitória de Guimarães entrou mais subido, mais aberto e mais distribuído no campo. A nossa equipa soube aproveitar e, através de Danilo, personificou a raça e a vontade transmitidas por Sérgio Conceição ao intervalo. O golo finalmente surgiu numa fantástica finalização de Aboubakar que fez explodir o Dragão. O Dragão acordou e poliu a lâmpada que fez aparecer o génio Brahimi. Rapidamente o “génio da lâmpada” satisfez o desejo dos mais de 40.000 nas bancadas e empurrou o FC Porto para mais uma vitória suada mas justa.



Pontos (+)

- Brahimi (MVP) –Com um toque de pura magia o melhor jogador do campeonato português decidiu o jogo.
- Danilo – Parece que nos impressiona a cada jogo que passa. Cada vez mais completo e cada vez mais participativo nas ações ofensivas.
- Ricardo Pereira – Apesar da desatenção no golo, esteve sublime em todas as outras ações defensivas ou ofensivas contribuindo com mais uma assistência.
- Marega – Depois de uma última exibição muito apagada, procurou ter a bola e contribuiu com vários remates. E, no final, mais 2 golos.

- Atitude e Foco no objetivo – A atitude da equipa é aquilo leva cada jogador a disputar cada lance como se fosse o último e a partir daí não tirar o foco do objetivo: a vitória.



Pontos (-)

- José Sá – Apesar das boas exibições que tem feito, ontem poderia e deveria ter feito mais no 2º golo sofrido.

- Golos sofridos – Se queremos manter-nos como a melhor defesa do campeonato, temos de ser mais agressivos, coisa que não fomos em ambos os golos sofridos.
- Ansiedade – Na primeira parte a ansiedade em resolver o jogo cedo tomou conta dos jogadores e fez-lhes falhar vários passes que não fazem parte do ADN deste Porto.

Rescaldo: Em mais um jogo que nos podemos queixar da arbitragem, atingimos o objetivo mais importante: os 3 pontos. Ao final da 1ª volta, em 17 jogos são 14 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota. 45 golos marcados e 9 golos sofridos. É um registo que nos coloca na liderança com o melhor ataque e com a melhor defesa. E assim queremos continuar!  


CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, Queremos ver o Porto campeão!

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