Azul e Branco

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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Moreirense 0-0 FC Porto: Uma parte de avanço, outra de falhanço

Vamos falar de futebol, por partes. A nossa entrada em jogo não foi feliz. Jogadas demasiadas previsíveis e atitude demasiado reativa. Ou seja, reativa na perda de bola para a recuperar rapidamente, mas muito pouco dinâmica na procura de espaços e triangulações. Algum mérito também para o posicionamento dos jogadores adversários que tiveram um único objetivo ao longo dos 90 minutos: condicionar o jogo do FC Porto. E quem não viu o jogo perguntará: e Brahimi? Pois… Brahimi esteve desaparecido, ou melhor, ele esteve lá mas não era ele. Perdeu bolas atrás de bolas e tentou fazer, sem sucesso, o que antes (da lesão) fazia dele o melhor jogador do campeonato. Por outro lado, uma boa surpresa: Paulinho. “Sem Brahimi”, Paulinho não teve medo de assumir o jogo e fê-lo com muita vontade (como se viu pelos gestos do médio). A sua principal arma do último passe fez-se sentir e quase desbloqueou o jogo por 2 ou 3 vezes. A primeira parte resumiu-se por isso a pouco futebol e a uma oportunidade flagrante falhada pelo fantasma Brahimi num lance de bola parada preparado por um verdadeiro génio.



A segunda parte teve (+). Mais lances de perigo, mais dinâmica, mais atitude e, sobretudo, mais ocasiões desperdiçadas. O jogo não foi mais bonito mas conseguimos colocar mais bolas na área adversária sobretudo pelo incansável Alex Telles. Mas, fica o sentimento de que poderíamos e deveríamos ter produzido mais (e não digo “feito” porque a vontade dos jogadores em ganhar estava lá). Quem poderia ter feito melhor? O Óliver? Sim, claro mas antes de tudo o Sérgio Conceição. Do meu ponto de vista, errou sobretudo na análise ao jogo e consequentemente nas substituições. O que fez Óliver para justificar a sua presença em jogo até ao minuto 88? Como se explica que com Brahimi mal fisicamente e Óliver desaparecido, SC faça sair Paulinho (o maior desequilibrador na primeira parte) aos 66’? O treinador opta por colocar Tiquinho e mais tarde Waris, ou seja 2 avançados, sem que haja um elo de ligação entre a defesa e o ataque. Conclusão? Jogo direto e canalizado para Telles e Ricardo durante a maior parte do tempo até à entrada de Sérgio Oliveira (relembro: ao minuto 88!) que acabou por criar em 5 minutos o que nenhum outro criou durante os restantes 88.



E isto chega para um empate com um modesto e fraco Moreirense? Evidentemente que não, falta contar o último capítulo da história. O capítulo que só alguns vão ler e que outros vão fingir que não existe. Vou ser muito direto: Faz algum sentido eu conseguir ver no sofá de minha casa um penalty que o VAR (que é pago em milhares de euros) não vê? Qual é a justificação? Faz sentido dar apenas 5 minutos de desconto (sem descontos extra) quando assistimos a 6 substituições na 2ª parte, perda de tempo nos pontapés de baliza, “lesão” do GR Jonathan que se estendeu durante 2 minutos no chão e ainda uma expulsão na linha lateral em que o jogador atravessa o campo inteiro para sair do terreno de jogo na lateral oposta? Faz sentido o fiscal de linha assinalar fora-de-jogo para interromper um lance de golo que pode ser posteriormente confirmado pelo VAR? “Em caso de dúvida, beneficiar o ataque.” Mas alguém tem certezas de que era fora-de-jogo? Para mim é muito simples. A lei diz que se deve beneficiar o ataque nestas situações mas a interpretação dos árbitros tem um pequeno asterisco que só eles veem: *exceto quando se trata de um ataque produzido pelo Futebol Clube do Porto. Dá que pensar…

Pontos (+)

- Alex Telles (MVP) – Incansável na disputa e procura de levar a equipa para a frente e arranjar forma de chegar ao golo.
- Paulinho – Atitude muito positiva durante os minutos que esteve em campo. Procurou oferecer linhas de passe aos colegas de equipa, pediu a bola por diversas vezes e fez 2 ou 3 passes de morte a rasgar a defesa adversária. Promete!
- Felipe – Muito esforçado e imponente na defesa. Foi igualmente importante em lances ofensivos.

Pontos (-)

- Óliver – Pensei em criar um ponto “0” em vez de “-“ para esta exibição de Óliver. Foi zero. Não acrescentou e esteve totalmente ausente da partida. Não teve qualquer capacidade em recuperar bolas no meio campo. Um desastre. Onde andas tu meu velho Óliver?
- Brahimi – Quando ele não está, a equipa não constrói jogo. Nota-se claramente a deficiente forma física que o fez perder inúmeras bolas.
- Soares – Soares já não é fixe? Pareceu que desaprendeu aquilo que muito nos fez feliz na época passada. Está com a confiança em baixo e isso nota-se em todos os falhanços que tem tido.

- Substituições – Substituições infelizes provavelmente derivadas de uma leitura de jogo errada. O treinador procurou colocar gente na área mas sem soluções que permitissem que a bola chegasse lá por diferentes vias.
- Eficácia –  Os índices de eficácia estão a baixar e nos últimos 3 jogos apenas marcamos um golo, ao Tondela. Esperemos que seja temporário.



Rescaldo: Uma equipa que sofria golos em casa para o campeonato desde 12 de Agosto conseguiu manter a sua baliza intacta contra o FC Porto, provavelmente o melhor ataque do campeonato. O jogo pobre e a falta de eficácia explicam algumas coisas mas não tudo.
Continuaremos a lutar contra tudo e contra todos. Sábado há mais!


CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, Queremos ver o Porto campeão!

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