Azul e Branco

Azul e Branco

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

UM SÓ CAMINHO: O DA VITÓRIA

Domingo está próximo e o clássico dos clássicos está quase a começar. Faltam 3 dias para começar o jogo que põe o País parado em frente ao ecrã mágico. Para os que como eu acompanham o nosso Clube por esse Mundo fora, é o jogo da época que mais nos dá prazer. Dois ou três mil adeptos de cachecol ao pescoço, gargantas afinadas como nunca, cantando bem alto o nome do nosso Clube pelas ruas daquela cidade, desde o inicio do cortejo na Pontinha, até ao minuto 92. Se há algo que nos dá prazer é sentir que estamos em território inimigo, hasteando bem alto a bandeira do Futebol Clube do Porto. E com jogo às 16h00, tudo se conjuga, pois, para um dia perfeito para os Nossos!

Quanto ao jogo em si, esse tem sido preparado, fora dos relvados, de uma forma pouco “normal”. O ambiente que se tem gerado tem sido de pouca (ou mesmo nenhuma) tensão, tanto por parte da comunicação social como por parte dos dirigentes de ambos os Clubes. Apesar de toda esta “nuvem” gerada pelo falecimento do jogador do clube de Carnide, quero acreditar que a mensagem tem sido passada internamente, na nossa fortaleza, no nosso balneário, da melhor forma possível: no Domingo só há um caminho, o da vitória !


Estamos praticamente na máxima força, não podendo apenas contar com (o claro suplente) Ghilas que sofreu uma contusão no joelho esquerdo (pela segunda vez na mesma semana). Podemos e devemos apresentar-nos no estádio do adversário com a melhor equipa possível, e no esquema que tem, ano após ano, vergado o treinador e equipa adversários. Entre o dia 02/05/2010 (vitória por 3-1 no Estádio do Dragão ) e o dia K92 em Maio do ano passado, já lá vão 5 vitórias para o Futebol Clube do Porto e 2 empates, em jogos da I Liga.


Para qualquer treinador do FCPorto, principalmente para um estreante, este é “O” teste de fogo: é naquele relvado que Paulo Fonseca tem tudo para defrontar, olhos nos olhos, sem medo e pondo em sentido o nosso rival. É a altura do nosso treinador pôr a nossa equipa a jogar à Porto, ganhando (e bem!) três pontos que terão um efeito emocional flamejante. São estes os jogos que podem mudar o destino tanto de uma equipa como de uma época ! Acredito (quero acreditar) que ele estará à altura da dimensão da partida, escolhendo os melhores guerreiros para a próxima batalha !


A equipa não andará pois, muito longe da escolhida no último jogo para o campeonato. Se Helton tem lugar garantido na baliza, na defesa, e tendo em conta que estamos na segunda melhor fase defensiva desde o início da época (339 minutos sem sofrer golos), parece-me lógico utilizar os 4 que têm jogado com maior acerto e qualidade:Alex Sandro (recuperado) como defesa-esquerdo, Danilo na lateral contrária, e como dupla de centrais Mangala e Maicon. Por um destes dois poderá passar a decisão do clássico, visto que o FCPorto tem sido fortíssimo na forma como tem aproveitado as bolas paradas nos clássicos (Mangala marcou nas duas ultimas deslocações a este estádio).


O meio-campo será a chave do clássico. Precisamos de ser rápidos na recuperação da bola e transmitir uma sensação de força, qualidade e objectividade quando tal acontece. Tudo vai depender da capacidade de trabalho tanto dos recuperadores, como do jogador que assumir a posse do esférico. PF resolveu finalmente a questão do (não) duplo-pivôt, tendo percebido que esta situação retirava ao Polvo protagonismo, tanto na saída de bola, como na amplitude progressiva de movimentos. Tendo reencontrado o seu “habitat” natural, observo uma clara melhoria de jogo, tanto nos equilíbrios como nas dinâmicas de jogo.

Esta alteração resultou da entrada de um jogador para a posição de nº10, encaixando outra peça no lugar certo. Observamos de certa forma, nas ultimas partidas, uma “reciclagem” do nosso Capitão: recuou no terreno, passando a jogar de frente para o jogo como tanto gosta. Desta forma, ficou a mais metros da baliza adversária (às vezes parecia ponta-de-lança), mas muito mais perto do jogo em si.


A posição de médio-ofensivo, foi então entregue a Carlos Eduardo, jogador (craque) que não engana. E foi a sua entrada na equipa que permitiu a tal mudança táctica no nosso meio-campo: o brasileiro não preenche apenas os espaços à frente de Lucho, mas pisa igualmente outros terrenos de jogo, procurando bola tanto em zonas mais recuadas, como em zonas laterais. Carlos Eduardo procura a sua equipa antes de olhar nos olhos o seu adversário, conseguindo ser desta forma algo que se exige aos médios de maior qualidade: é um grande trabalhador sem bola e um talento na explosão, criatividade e ruptura na posse da mesma. Não esquecendo obviamente a sua enormíssima qualidade a cobrar cantos e livres, algo que pura e simplesmente tinha desaparecido desde a saída dos “batedores” João Moutinho e James Rodriguez.

Quanto ao ataque, esse tem para mim os três lugares reservados para este jogo: Varela e Jackson serão na minha opinião sempre ou quase sempre titulares, sendo que a ala contrária será entregue (provisoriamente) a Licá. Apesar de, na minha opinião, não ter qualidade suficiente para ser titular numa equipa do nosso calibre, creio não existir outra hipótese para esta partida. É um trabalhador incansável, com muita qualidade táctica, ajudando desta forma a equilibrar tanto o meio-campo como as alas. Aliado, claro, ao facto de Ricardo Quaresma ainda não apresentar os índices físicos e competitivos necessários, e Kelvin não ter maturidade e músculo para uma batalha desta envergadura.

Este é, de facto, um jogo muito muito apetecível para o FCPorto, e acredito que temos tudo para triunfar novamente: o nosso adversário está claramente obrigado a ganhar, principalmente fruto da morte do seu maior símbolo, aliado ao facto de jogar no seu terreno de jogo. Apresentando-nos com a maturidade e a experiência que nos caracterizam nestas partidas, creio que estão criadas todas as condições para destabilizarmos psicologicamente a equipa e a massa associativa oponentes, entrando pressionantes, categóricos e perigosos. Marcando um golo cedo, confio que o jogo se resolverá rapidamente, agarrando mais três pontos rumo ao desejado Tetra Campeonato.


Apenas vejo um caminho: O DA VITÓRIA !!

Texto da autoria de Afonso "Zé do Boné" Salcedo

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

SL Benfica vs FC Porto e mais um bitaite

Caminhamos a passos largos para o clássico dos clássicos do futebol português dos últimos anos. Domingo está ao virar da esquina, embora lendo a imprensa desportiva destes dias possamos ficar com a ideia que ele ainda vem longe. 

A preparação do grande jogo tem passado quase despercebida e os níveis de tensão e nervosismo parecem anormalmente baixos para estas ocasiões. Claro que a morte de Eusébio ajudou a que assim seja, mas parece-me que não será só isso. Ou muito me engano ou os dirigentes, treinadores e jogadores do Benfica aprenderam a lição nos últimos anos... Nos clássicos mais recentes, declarações como "a vitória está no papo", "menos que 3 é derrota" e "os andrades não jogam nada" eram o pão nosso de cada dia. Para este clássico a abordagem tem sido diferente, o que me preocupa um pouco. 
O Benfica tem optado por uma estratégia mais "low-profile", tentando não espicaçar o FC Porto. O que é pena, porque o FC Porto gosta é disso, que o espicacem, que o insultem, que tentem minimizar as suas qualidades. É nessas circunstâncias que vem ao de cima o melhor FC Porto e que os jogadores se transcendem e mostram todo o seu valor. Espero, no entanto, estar enganado e que Jorge Jesus nos brinde com uma conferência de imprensa ao seu nível, cheia de bazófia, minimizando o Porto e, se possível, pressionando os árbitros para que os nossos jogadores fiquem "no ponto" para domingo...



O Porto terá o seu plantel praticamente na máxima força. Alex Sandro vai recuperar a tempo e Ghilas prevê-se que também esteja disponível. Ausentes estão Fucile (de malas feitas, quem sabe até para um dos rivais da segunda circular) e Izmailov, mas também já ninguém contará verdadeiramente com ele. Não sei bem o que esperar do jogo. É um daqueles jogos que me tolda o raciocínio e não me permite analisar a sua envolvente com a racionalidade e clarividência desejada. No entanto, de uma coisa não tenho dúvidas. Espero que em campo esteja o FC Porto e não a equipa que vimos em Alvalade. Não exijo vitórias, nem mesmo empates em jogos de tripla como estes. 


Exijo, isso sim, que se jogue à Porto. Que se entre em campo para vencer, que tudo seja feito nesse sentido. Que os jogadores não se deixem intimidar pelo adversário nem pelo ambiente e que façam aquilo que melhor sabem. Exijo garra, atitude, espírito de sacrifício. Ao treinador exijo o mesmo. Não tenha medo de jogar para ganhar. Seja corajoso, ambicioso e transmita confiança aos jogadores. Se jogarmos à Porto, até podemos perder, que não serei capaz de criticar. Prefiro perder jogando à Porto do que empatar como equipa pequenina que joga para o pontinho. Jogando à Porto podemos não ganhar domingo, mas estaremos mais perto de o fazer regularmente no futuro.

Quanto à equipa inicial, gostava que Paulo Fonseca fizesse alinhar o seguinte onze: 
Helton, Danilo, Mangala, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Lucho, CE20, Varela, Kelvin/Quaresma e Jackson Martinez.

Os intervenientes podem até nem ser estes, mas espero sinceramente que o esquema se mantenha e não se caia na tentação de alterar o 4-3-3 com dois extremos "verdadeiros". Não quero ver Josué encostado à ala, até porque a probabilidade de ser expulso é demasiado elevada.
Admito, porém, que vá jogar Maicon no lugar de Otamendi e Licá no lugar de Kelvin/Quaresma.

Eusébio:
Nada disse até hoje, porque preferi deixar assentar um bocado a poeira e não falar quando os ânimos estavam ainda muito exaltados. Morreu o melhor (pelo menos por enquanto, porque não me restam dúvidas que no fim da carreira de CR7 este estatuto mudará de dono) jogadores português de sempre. Símbolo do Benfica e baluarte da selecção nacional da década de 60, Eusébio foi um jogador fabuloso, reconhecido mundialmente pelos golos que apontava com o seu pontapé canhão. Fico triste como amante do futebol, ficarei sempre que morrerem as grandes lendas.

O espectáculo mediático em que se transformou este acontecimento deixa-me um bocado confuso. Sempre preferi respeitar aqueles que nos deixam de uma forma diferente porque acho que é um momento privado de família e amigos. Compreendo a necessidade de partilhar a informação, mas o destaque dado em toda a imprensa à morte de personalidades famosas torna-se um pouco mórbido e exagerado. Por alguma razão utilizamos o descanse em paz (vulgo RIP - rest in peace) nestas ocasiões, o que no caso de personalidades famosas está, definitivamente, longe de poder ser aplicado. Prefiro não me alongar sobre o aproveitamento de toda esta triste situação feito pelo presidente do Benfica, que certamente irá conhecer novos capítulos nas próximas semanas, mas que hoje se traduziu na capa do jornal "ABola" de hoje...

Como que por ironia do destino, o primeiro jogo na Luz será com o FC Porto e muito se tem especulado sobre qual vai ser o comportamento dos adeptos azuis e brancos durante o minuto de silêncio. 
Se eu fosse à Luz no Domingo, respeitava o minuto de silêncio. Não batia palmas, não cantava, ficava calado. É para isso que serve o minuto de silêncio, se bem que a liga de clubes parece ter uma ideia diferente.

Gostava que os adeptos do FC Porto ficassem em silêncio. Mas tenho dúvidas que isso aconteça. Não concordarei se tal se verificar e darei nota disso. No entanto, caso tal aconteça, espero que os adeptos do Porto não sejam alvo da normal discriminação da muito imparcial e selectiva imprensa e dos meios de comunicação social. 
Tal atitude não será nem mais nem menos reprovável do que muitas atitudes perpetradas por grupos de adeptos de outros clubes e que normalmente se safam com uma pequena nota de rodapé em oposição às primeiras páginas com que os Super Dragões são regularmente brindados. Neste sentido, basta relembrar as capas dos desportivos no que aos apedrejamentos dos autocarros de Benfica e Porto diz respeito, como comprovam as imagens.








segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O calendário é nosso amigo, vamos aproveitar o que de bom ele nos pode proporcionar!

Se eu fosse apenas adepto do FCP, o futebol seria, não aborrecido porque ninguém se cansa de ganhar mas monótono. Ano após ano, domínio avassalador em Portugal com a vitória (quase) garantida no campeonato (8 nos últimos 10 anos), prestação exemplar na Europa (excepção deste ano confirma a regra) e confirmação como maior clube a nível nacional e o que mais títulos conquistou no século XXI (de realçar a ausência de taças da liga no currículo). Mais, o Porto nem devia precisar de jogar a Liga! Deixava-se jogar as outras 15 equipas entre elas e o vencedor não teria a desilusão de, ao olhar para a classificação final, ver uma equipa à sua frente. Está claro que no final o troféu seria entregue ao FCP.

Já no 5LB isso não acontece. Cada ano é um mar agitado. Até à derradeira jornada, os encarnados não sabem qual será a sua classificação. A época do 5LB é marcada por um grande número de “tragédias” e perseguições. Ao Benfica acontece tudo! O adepto benfiquista vive todos os jogos na incerteza de os jogadores encarnados se agredirem entre si ou não e de criarem mais perigo aos próprios do que ao respectivo adversário. Assim que sai o matutino, o adepto benfiquista procura incansavelmente na primeira página, qual a atrocidade que saiu da boca do jogador/treinador/director/presidente do Benfica. Ou então procura saber qual é o árbitro que prejudicou a sua equipa. Ou ainda qual será a próxima coqueluche a juntar-se ao “maior” clube do mundo (provavelmente acabará a jogar no Dragão).

Falando agora mais a sério, enquanto uns embandeiram em arco por estarem a fazer o melhor início de campeonato que há memória (pelo menos na minha), outros afirmam terem o melhor plantel dos últimos 30 anos e o 14º mais valioso do mundo, nós seguimos o nosso caminho. Um início de época titubeante da nossa parte, em que de 5 pontos à frente passamos para 2 atrás, uma campanha na LC a roçar a humilhação, e só assim não foi porque “conseguimos” a LE, alegraram não 6, porque eles agora não estão sós, mas 7 ou 8 milhões de portugueses. Porém, o ano começa com os 3 candidatos [1] em igualdade pontual…curioso e sintomático, em especial, se atentarmos às capas dos jornais e telejornais dos últimos tempos.


Relativamente ao jogo do próximo fim-de-semana, capricho do sorteio para uns, pesadelo para outros, este será o ensaio para aquilo que se irá passar na derradeira jornada da liga em Maio, ou seja, a confirmação ou mesmo a consagração de mais um título, o tetra-campeonato.


E porque é de estatísticas que o futebol vive, embora tal como o biquíni, mostrem muito mas não mostrem tudo, nas últimas 10 deslocações para o campeonato o saldo é claramente favorável aos portistas, com 4 vitórias, 4 empates e 2 derrotas apenas, a última das quais com o golo irregular de Saviola.
Como tal e para vincar esta superioridade espelhada em números, solicita-se que os de PF entrem com vontade de mostrar em campo, aquilo que todos cá fora sabem, ou seja, que somos melhores. E também somos melhores porque o único jogador adversário que caberia no nosso 11 seria o Gaitán, vá talvez o Matic também, o que atesta a qualidade do nosso oponente…
Porém, e para finalizar cabe dizer que neste momento “o todo não é mais forte que a soma das partes” mas para lá caminhamos.

PS: Um conselho ao Paulo, quando um treinador não inventa está sempre mais próximo de ganhar, esqueça o duplo pivot, só por exemplo. Ah e já agora se quiser dar uns minutos a sério ao Ghilas, nós, adeptos, encantados.

PS2: 11 provável: Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Lucho, Carlos Eduardo, Varela, Licá e Jackson

11 que eu gostava: Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Lucho, Carlos Eduardo, Varela, Kelvin e Jackson

[1] *Se os verdes não são candidatos nesta altura, não sei quando serão…

Texto da autoria de Luís Santiago Sottomayor

domingo, 5 de janeiro de 2014

FCPorto 6 - 0 Atlético

O FC Porto recebeu e venceu ontem o Atlético por 6-0 num jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. Foi um jogo sem grande história, fácil (porque os dragões também não complicaram) e em que deu para dar minutos de utilização a alguns jogadores que não têm sido opção. Ninguém se lesionou antes da deslocação à Luz e talvez esse seja o facto mais importante a realçar.

O FC Porto não entrou muito bem, demorando alguns minutos a encostar o adversário à sua grande área. Lentamente, a concentração dos jogadores foi aumentando e a diferença de valia das equipas foi-se acentuando. Varela inaugurou o marcador e Defour aumentou a contagem pouco depois, sendo que em ambos os golos o guarda redes do Atlético não ficou muito bem a fotografia.

Ao intervalo a vantagem ajustava-se. A primeira parte não foi de encher o olho, mas o Atlético praticamente não passava do meio campo e o FC Porto teve várias oportunidades de golo.

A segunda parte começou com o terceiro golo do FC Porto, desta vez sem a contribuição do guarda redes adversário, mas com um defesa adversário a fazer o papel de avançado e a empurrar um centro de Varela para o fundo das redes.

O Atlético desanimou ainda mais com o golo sofrido e começou a dar cada vez mais espaços na defesa. Varela facturou pela segunda vez, num golo digno dos Watt's da Eurosport, Otamendi desviou um centro remate de Josué fazendo o 5.º golo e Kelvin fechou a contagem em cima do minuto 90 num bom remate de pé direito.

Nestes jogos é difícil perceber se existiu mérito e competência do FC Porto ou se se verificou apenas demérito e falta de qualidade do adversário. O Atlético foi, juntamente com os Limianos, a equipa mais fraca q passou no dragão nos últimos anos e mostrou a razão de estar a fazer um campeonato muito fraco na 2ª Liga. De qualquer forma, o FC Porto fez o que se exigia. Venceu de forma clara, jogou constantemente ao ataque e aproveitou para rodar o plantel. 

O FC Porto começou o jogo com Fabiano, Ricardo, Reyes, Otamendi, Alex Sandro, Defour, Lucho, Josué, Varela, Kelvin e Jackson. De positivo, em termos tácticos, destaco o facto de termos jogado com dois extremos colados à linha. Não consegui perceber, mais uma vez, se jogámos com duplo pivot defensivo ou se finalmente desistimos dessa ideia. Tal como no jogo com o Olhanense, Lucho jogou numa zona entre o médio mais avançado (ontem Josué) e o médio mais recuado (Defour). Penso que o duplo pivot é um erro crasso, mas a resultar será apenas com Lucho no papel de 2º médio, uma vez que é único com cultura táctica suficiente para perceber quando recuar um pouco e quando se juntar mais ao ataque. Na segunda parte entraram, ainda, Danilo, Ghilas e Herrera por troca com Alex Sandro, Jackson e Lucho.

Análise aos jogadores:

Na baliza, Fabiano manteve a titularidade e a baliza inviolada, tal como em Alvalade, Guimarães e na recepção ao Trofense. Não foi obrigado a defesas apertadas nem sequer a sujar o equipamento. De qualquer forma, é sempre bom continuar sem sofrer qualquer golo pela equipa principal.

Na defesa, gostei muito de Ricardo. Penso que pode ser uma alternativa válida, caso Danilo esteja impedido de jogar ou precise de descansar em algum jogo. Esteve muito seguro a defender (o que também não era muito difícil ontem), tendo até dobrado os centrais uma ou duas vezes. Gostei de Reyes. Parece-me um central que joga de cabeça levantada e que sabe sair a jogar. Otamendi esteve bem e marcou o 5.º golo. Alex Sandro na primeira parte e Danilo na segunda parte ocuparam a lateral esquerda da defesa e estiveram muito longe do que podem e sabem fazer, sendo que o primeiro esteve particularmente desinspirado e desconcentrado.


No meio campo, gostei bastante da exibição de Defour. Não é nenhum portento de técnica, mas o que faz, normalmente faz bem. Simples e prático. A rever apenas a sua atitude, pareceu amuado e nem festejou o primeiro golo. Lucho esteve desinspirado, falhando muitas vezes o último passe. Josué deste vez não jogou na ala e penso que esteve razoavelmente bem. Nem sempre esclarecido, mas com vontade de mostrar serviço e acrescenta capacidade de remate a um meio campo que tem medo de o fazer. Herrera substituiu Lucho e novamente foi capaz do melhor e do pior. Por vezes é capaz de ultrapassar alguns adversários com a bola controlada, causando desiquilibrios na defesa contrária, mas falha passes que não se podem falhar.


No ataque, gostei muito de Varela. Está a subir de forma. A contratação de Quaresma deve tê-lo espicaçado. Jackson Martinez esteve um pouco perdulário e pareceu-me um bocado desmotivado face à fraca oposição. Ghilas entrou mal e falhou alguns golos fáceis. Precisa desesperadamente de marcar o primeiro de dragão ao peito. Kelvin esteve muito bem na maior parte do tempo. Está mais maduro que o ano passado e acrescente magia ao ataque. Contra equipas pequenas, tem de jogar. É muito mais útil que Licá em jogos de sentido único. Se conseguir controlar aquelas paragens cerebrais de artista circense em que tenta passar várias adeversários com malabarismos poderá tornar-se um caso sério.


Estoril, Rio Ave, Benfica, Aves, Penafiel, Académica e Braga (ainda recebe o Arouca, mas acredito que se vão apurar) são os adversários que nos podem calhar em sorte no próximo sorteio.

Se pudesse escolher, preferia receber o Benfica no Dragão nos quartos de final. Em casa teríamos de ser considerados favoritos e é sempre melhor jogar o SLB a uma mão em casa do que a uma mão fora ou a duas mãos caso os encontrássemos nas meias finais. Se não for o Benfica, ao menos que recebamos o Penafiel, Aves ou Paços de Ferreira e que o SLB se desloque à Pedreira ou à Linha.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Taça de Portugal - Começar bem o ano

O FC Porto volta amanhã a jogar para a Taça de Portugal e tem como objectivo entrar com o pé direito em 2014. Depois de uma exibição muito abaixo dos mínimos exigíveis (estou a falar do nível que é exigido aos tri-campeões nacionais e não do nível que é exigido às restantes equipas do futebol português porque já vi o Sporting e o Benfica fazerem muito menos do que o Porto fez em Alvalade sem sequer metade das repercussões na imprensa desportiva e sem que isso criasse grande alarido junto dos seus adeptos), é obrigatório que o FC Porto dê sinais de que está preparado para os difíceis desafios que se avizinham. É fundamental marcar posição, corrigir os erros que continuam a ser cometidos e dar uma demonstração da força do dragão antes da sempre peculiar (ia escrever complicada, mas depois lembrei-me dos resultados dos últimos anos) visita ao estádio da Luz. Rezo para que Paulo Fonseca abdique do duplo pivot defensivo e que não volte a encostar quer Lucho, quer Carlos Eduardo ao ponta de lança, mas já não tenho grandes esperanças quanto a isto.

O Atlético, adversário de amanhã, ocupa actualmente o 21.º e penúltimo lugar da 2ª liga e tem-se revelado uma equipa demasiado frágil quer a defender quer a atacar. Em termos ofensivos, regista apenas 12 golos marcados em 23 jogos, precisando de quase 180 minutos para marcar um golo, o que é demonstrador da fraca oposição que espera os portistas  no jogo de amanhã. Salta, ainda, à vista o facto de o Atlético ter perdido 13 dos 23 jogos efectuados, pelo que não se espera também grande resistência e qualidade em termos defensivos. 

No entanto, note-se que o FC Porto já defrontou o 20.º classificado da 2.ª liga também para a Taça de Portugal e a exibição deixou muito a desejar (1-0 contra o Trofense). O adversário de amanhã já causou uma surpresa para a Taça há uns anos atrás, tendo o agora regressado Quaresma desperdiçado um penalti perto do apito final que podia ter levado o jogo para o prolongamento. Espero que a história não se repita e que o FC Porto vença convincentemente amanhã.


Lista de convocados:
Guarda-redes: Fabiano e Sinan Bolat;
Defesas: Danilo, Otamendi, Mangala, Diego Reyes e Alex Sandro;
Médios: Fernando, Lucho, Defour, Herrera e Josué;
Avançados: Jackson, Ghilas, Varela, Licá, Kelvin, Ricardo e Quaresma.

Relativamente ao jogo de Alvalade para a Taça da Liga, registam-se as saídas de Maicon e Carlos Eduardo e as entradas de Reyes, Ricardo e Quaresma. 

Apesar do FC Porto defrontar um adversário teoricamente acessível, acho que Paulo Fonseca deveria fazer alinhar um onze muito próximo daquele que subirá ao relvado da Luz no domingo a oito. Penso que este é o adversário ideal para os jogadores ganharem confiança e para deixar para trás a aura negativa do último jogo. Os jogadores menos utilizados terão oportunidades nos jogos da Taça da Liga que se realizam depois da deslocação à Luz, sendo que se o jogo de amanhã for resolvido na primeira parte, poderão ainda entrar no decorrer do segundo tempo. Tenho pena que CE20 esteja suspenso, gostaria que continuasse a evoluir a titular.

Minha equipa para amanhã:

Fabiano, Danilo, Mangala, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Quaresma/Kelvin, Varela e Jackson. 
Na segunda parte entrariam Ghilas, Josué e Kelvin/Quaresma.

P.S.: Muito bem Paulo Fonseca a confrontar Defour e Quintero relativamente às declarações em que manifestam a sua insatisfação. Eu até entendo que eles estejam insatisfeitos e que este é realmente um ano importante para ambos, mas as queixas não são para ser feitas nos jornais, mas em conversas privadas. Gostei de ouvir Paulo Fonseca neste aspecto, só tenho pena que esta exigência não exista para com ele próprio e que venha sempre com paninhos quentes e com discursos de coitadinhos nas conferências de imprensa antes e depois dos jogos. Custava alguma coisa ter dito no final do jogo de Alvalade que "não jogámos nada! Os jogadores e eu deixámos muito a desejar e exibições destas não se podem admitir no FC Porto"? Era isso que eu gostava de ter ouvido... 





domingo, 29 de dezembro de 2013

Se tivessem sido os menos utilizados até percebia...

A equipa do FC Porto que jogou hoje contra o Sporting tudo fez para dar um presente de anos envenenado a Pinto da Costa. Foi uma exibição fraca, sem chama, sem garra, sem organização (a transição defesa-ataque é demasiado fraca para ser verdade) e sem fazer jus à história do nosso grande presidente. 

Não merecíamos o empate e tenho, até, sérias dúvidas que merecessemos perder só pela margem mínima, tal foi o volume de ataque do adversário e tais foram as oportunidades de golo iminentes desperdiçadas pelos leões ou negadas por Fabiano.
Volto a frisar que, para mim, a Taça da Liga não é importante. Não consigo vê-la como uma competição a sério. Mas das duas uma:

1) Ou aproveitamos para dar rodagem aos jogadores menos utilizados e que precisam de se ambientar às exigências do FC Porto e assumimos que perder e exibições fracas fazem parte desse processo evolutivo 

2) Ou encaramos a competição para ganhar e jogamos com grande parte da equipa habitualmente titular, não podendo admitir exibições como a de hoje.

Agora, não faz qualquer sentido não dar oportunidade a jogadores como Kelvin, Reyes, Quintero, Ricardo e outros da equipa B (p. ex. os laterais) e depois sermos brindados com massacres como o de hoje. Preferia ter jogado com os menos utilizados e ter arriscado uma derrota a ver o que vi hoje, que me relembrou o pré Braga.

Não gosto de falar de Paulo Fonseca, até porque é evidente a minha opinião sobre o nosso treinador, mas hoje não posso deixar de comentar as suas declarações no final do jogo. Continuo com a sensação que ele não sabe a equipa que está a treinar e que não faz ideia do que é Ser Porto. Os discursos sem ambição e que não transmitem qualquer motivação e força aos adeptos repetem-se a uma velocidade alucinante.
Hoje ouvi Paulo Fonseca considerar que o resultado se aceita, que o FC Porto foi para este jogo com muitas cautelas e que a exibição não foi melhor porque o FC Porto fez alinhar vários novos jogadores.

O facto de ter referido que o resultado se aceita, leva-me a crer que do banco não se vê bem o jogo.

O facto de ter optado por jogar com muitas cautelas, todos nós já tínhamos percebido isso. Uma única clara oportunidade de golo (na primeira parte) e uns segundos quarenta e cinco minutos a rezar para que Fabiano nos safasse tinha sido suficientemente elucidativo dessa opção. Meu caro, de uma vez por todas, isto não é o Paços de Ferreira, toca a acordar para a nova realidade!!!

O facto de ter afirmado que utilizou vários novos jogadores, é falso. Os únicos jogadores que jogaram de início com pouca utilização esta época foram Ghilas e Fabiano. Herrera joga com regularidade. Ou seja, uma única alteração em relação aos jogadores de campo (o Sporting também jogou com Dier e Marcelo, já para não falar de Slimani, habitual suplente). Uma única alteração não justifica termos feito tão pouco durante 90 minutos.

Análise aos jogadores:

Fabiano -  intransponível. MVP
Maicon e Mangala - não estiveram muito bem, mas não foi por aí que abanamos
Alex Sandro e Danilo - ainda não voltaram das férias de Natal no Brasil
Fernando -  exibição mais fraca do que o normal, mas mesmo assim foi dos melhores do meio campo
Herrera - tirando um ou dois bons apontamentos ofensivos, exibição para esquecer
CE20 - muito mais apagado que o normal, marcado muito bem William Carvalho. Mal expulso
Varela - o melhor do FCP na primeira parte, baixou um pouco de rendimento na segunda
Licá - confesso que estava muito entusiasmado com a sua contratação e início de época. Neste momento tenho dificuldades em perceber como caberia sequer nos 18 convocados
Ghilas - Sem ritmo e abandonado na frente de ataque, não conseguiu segurar jogo de costas para a baliza
Lucho - entrou bem, tentou organizar o meio campo
Jackson - sem tempo para mostrar serviço, não se destacou pela positiva ou negativa
Defour - entrou mal, com baixa rotação e não conseguiu fazer o trabalho que de Fernando

Olegário Benquerença fez uma razoável arbitragem, se exceptuarmos os últimos 15m em que tentou empurrar o Sporting para a frente. O primeiro amarelo de CE20 pareceu-me forçado. Todos os jogadores falaram e berraram o que quiseram, só ele levou amarelo. O segundo amarelo foi claramente exagerado, foi uma disputa de bola mais dura, mas nada de mais. Se CE20 merecia amarelo por aquela falta, o William Carvalho merecia um cartão de cor quando varreu Varela sem bola?

Ao menos o empate abre boas perspectivas de passar às meias finais. Espero é que o FC Porto defina bem o que quer desta competição...

Adenda: Parece que CE20 foi expulso por engano...bem me parecia que o primeiro amarelo tinha sido muito forçado e sem razão de ser. Não se viram imagens do jogador a protestar e quem fez a falta foi o Danilo, que minutos antes tinha sido avisado pelo árbitro para ter calma...



Ao intervalo - SCP vs FCP

Primeira parte bastante fraca, vários jogadores a demonstrar que acusaram nitidamente as férias incompreensivelmente concedidas. 

Licá a manter o nível exibicional dos últimos jogos. Será que apenas joga pela obrigatoriedade de termos um determinado número de jogadores portugueses em campo? Fernando conta como português para essas contas? Espero mesmo que Kelvin entre já, pior do que o que Licá tem feito não pode fazer.

Herrera capaz do bom e do muito mau. Carlos Eduardo bastante apagado. Fabiano bem, excepto quando a bola lhe chega aos pés. Maicon e Mangala relativamente seguros.

Esperemos melhorias na segunda parte, até porque os centrais do SCP são extremamente fracos.

P.S.: dos jogadores que estão em campo, quantos do Sporting são melhores do que os do FC Porto? Capel vs Licá, Slimani vs Ghilas. e mais?

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A reabertura do mercado e mais uns bitaites

O FC Porto voltou hoje ao trabalho e "o pé que está mais à mão" aproveitou a boleia para regressar ao activo depois de uma pequena pausa natalícia. Queria agradecer ao Filipe Ortigão Guimarães a crónica com que nos brindou, realçando que concordo quase integralmente com ela (quase integralmente porque acho que o Herrera e o Ghilas vão ser muito úteis na segunda metade da época) e agradecendo-lhe o boost que proporcionou às visualizações da página e à divulgação deste blog. Gostaria também de agradecer ao Vila Pouca e ao Miguel os votos de feliz de natal que me endereçaram, esperando que tudo lhes tenha corrido como desejavam durante estes dias.

No que à agenda dos dragões diz respeito, vamos agora entrar num ciclo muito complicado. O próximo mês será decisivo não só para percebermos se o FC Porto está, definitivamente, no bom caminho em termos de futebol jogado, como também para retocar o plantel que atacará a recta final do campeonato. Se por um lado é importante entrarmos com o pé direito na taça da liga e nos jogos oficiais de 2014, por outro lado é ainda fulcral agir com critério nesta reabertura do mercado de transferências.

Ricardo Quaresma ainda não treinou hoje no Olival mas é reforço do FC Porto e será uma solução com características diferentes nas alas do ataque. Com o regresso do "Cigano", penso que Ricardo acabará por ser emprestado (Guimarães?) e não haverá mais mexidas nessa zona do terreno. Não sei se Quaresma é a melhor opção para reforçar a equipa, mas atendendo ao facto de que estava sem contrato, não me parece um negócio muito arriscado, concordando ainda com a opinião de Jaime Pacheco quanto ao seu rendimento.

Em sentido contrário, Fucile vai abandonar o FC Porto e deverá estar de regresso ao Uruguai, o que me deixa bastante satisfeito. Fucile deixou que a fama lhe subisse à cabeça desde que brilhou no Mundial da África do Sul e nunca mais foi o Fucile das primeiras épocas de dragão ao peito. Com o uruguaio de partida, ficamos com apenas dois laterais de raiz no plantel, sendo que Maicon poderá desenrascar à direita e Mangala à esquerda. Quanto aos laterais da equipa B, já se percebeu que Paulo Fonseca confia mais em Victor Garcia do que em Quiñones, que nem convocado foi para o último jogo do campeonato com Alex Sandro de fora devido castigo. Talvez contratar um novo lateral esquerdo com margem de progressão para ser suplente do brasileiro não fosse má opção...

Quanto a mais saídas e entradas, preferia que o plantel não sofresse alterações, até porque desconfio que os reforços para a segunda volta já estão no plantel. CE20 está a mostrar a razão pela qual foi contratado e Herrera, Quintero e Ghilas (convém entrar antes do 85m para isso...) têm tudo para render muito mais do que até aqui. Gostava que Otamendi e Jackson Martinez ficassem pelo menos até ao verão e que o FC Porto resistisse à tentação de os vender. Já no que respeita a Fernando e a Defour, tenho, infelizmente, a sensação que um dos dois vai abandonar o FC Porto. Ou Fernando sai e permite algum retorno financeiro ao clube, ficando Defour responsável pelo meio campo defensivo dos dragões, ou sai Defour, que precisa de jogar para marcar presença na dream team belga que estará no Brasil, ficando Fernando até ao final da época. A ver...

Taça da Liga:
Não vou fingir que este ano a Taça Lucílio Baptista passou a ser importante e que gostava que o FC Porto alterasse a forma como a encarou nas últimas edições. Embora o FC Porto tenha obrigação de jogar sempre para ganhar, ainda para mais em competições nacionais, penso que Paulo Fonseca deveria apostar em vários dos jogadores menos utilizados, misturando-os com outros que trazem alguma consistência à equipa. 
Penso que esta é a melhor competição para os jogadores ganharam alguma rodagem e não é o facto do jogo ser em Alvalade que me faz mudar de ideias, até porque o jogo para a Taça de Portugal com o Atlético antecede a deslocação à Luz. Assim, o Porto deverá apresentar-se com um 11 muito próximo do 11 titular que jogará na Luz para os jogadores não irem sem ritmo para o clássico, o que não permitirá aos menos utilizados jogarem os minutos que ambicionam.

Em Alvalade, gostaria de ver um onze como o que a seguir sugiro: Fabiano, Danilo, Reyes, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Kelvin, Jackson e Ghilas, com Herrera e Quintero a terem oportunidade de jogar durante alguns minutos na segunda parte. 

Premier League - Boxing Day:

Enquanto em Portugal a Liga Zon Sagres pára 3 semanas sem nenhuma razão válida, em Inglaterra não se brinca ao Pai Natal e ao futebol profissional. Por alguma razão a Liga portuguesa vai perdendo visibilidade e importância e a Premier League mantém-se no topo das preferências dos adeptos do futebol. Não consigo compreender uma paragem tão longa no campeonato e as constantes desculpas dos treinadores portugueses relativamente ao cansaço dos jogadores, sendo que estes apenas jogam aos fins de semana, ao contrário das mais variadas ligas europeias. Veja-se o exemplo do Chelsea: jogou segunda com o Arsenal (equipa de champions league), jogou ontem com o Swansea (equipa apurada na fase de grupos da liga europa) e joga o fim de semana com o Liverpool, que é só uma das equipas em melhor forma na europa. Já em Outubro tinha jogado dia 27 com o Man. City e 29 com o Arsenal. e ganhou os dois!! Estes são jogos em que o tempo útil de jogo, a qualidade dos intervenientes, as condições meteriológicas e a dureza dos tackles e os contactos físicos permitidos nem se comparam ao que se vê por cá. E não os oiço constantemente a queixarem-se que estão cansados. São profissionais de futebol, são pagos para jogar futebol, para dar espectáculo, ponto (vejam as reviravoltas no marcador, os resumos e os resultados!!).

Em Portugal, jogos da porcaria da Taça de Liga e da pouco motivante Taça de Portugal são jogados ao fim de semana, provocando grandes paragens no campeonato. O FC Porto joga domingo com o Sporting e depois só no fim de semana seguinte com o Atlético. Porque não à quarta feira? O Sporting, por exemplo, joga domingo com o FC Porto e só volta a jogar passadas duas semanas para o campeonato. Profissionais, nós? Em Portugal? Só se formos profissionais das folgas, das férias e das greves, porque de resto.....











segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Síndrome de Estocolmo explicado à Luz… daqueles lados

Em primeiro lugar, e antes de conjugar factos, queria sublinhar que apesar de ser um apaixonado por Desporto e por Futebol e apesar de ter sido um blogger activo em bitaites de 2005 a 2008, nunca escrevi um artigo sobre este tema. Agradeço ao novato Tiago Stuve Figueiredo a oportunidade de o fazer hoje.

Segundo o Oxford Dictionary, o Síndrome de Estocolmo acontece quando “as vítimas passam a nutrir sentimentos, afecto ou mesmo paixão por alguém que os rapta, maltrata ou faz deles reféns”. Pela sua nacionalidade, podia ser um artigo sobre o Martin Pringle, mas não é. É sobre o Luís Filipe Ferreira Vieira. Este “empresário” ligado ao sempre-lucrativo negócio de pneus e sucatas deu os primeiros pontapés na bola nos ribatejanos do Alverca. Se tiver menos de 25 anos, queira por favor passar já ao próximo parágrafo, uma vez que este clube, após 5 anos na I Divisão, desaparece em 2005 do panorama do futebol, afogado em dívidas, claro. Foi uma estreia auspiciosa, but the best is yet to come.

Em Novembro 2003, Luis Filipe Vieira sucede a Manuel Vilarinho como presidente do Sport Lisboa e Benfica, e entra logo determinado e empenhado em “engrandecer e relançar o clube”. E entrou, claro está, em grande assumindo que em 3 anos “o Benfica seria o melhor clube do Mundo”, tendo esperado 1 ano e meio para dizer que se até Outubro não tivermos 300.000 sócios demito-me (divirtam-se neste link). Escusado será dizer que o clube nunca passou os 224.000 sócios, sendo que uma “maioria” de 10 a 20% pagam as quotas regularmente. Se fossem as frases emblemáticas do Presidente, o artigo tinha 2 salmos e 7 capítulos. Prefiro ser breve e focar-me nos títulos conquistados no Futebol por LFV nos últimos 5 anos. Campeão Nacional em 2009/2010. E nem a Supertaça levaram, Rolando e Falcão marcaram em Aveiro numa vitória simples e incontestável de Verão.

Nesse período, em 5 época desportivas completas, o Sport Lisboa e Benfica do Vieira apresenta 1 (um) título nacional. O Presidente Jorge Nuno Pinto Costa conquistou entretanto nacional e internacionalmente 14 títulos. Este ano, ambos estão afastados da Champions e empatados nas contas nacionais (presentes na Taça e com o mesmo número de pontos no Campeonato). Este post não está relacionado com o Quem Quer Ser Milionário, mas vou pedir a ajuda do público para medir o pulso aos clubes, começando pelo que lidera.

No FCP as opções são unânimes e racionais – tem sido uma época difícil. O plantel não foi escolhido na perfeição, Janeiro servirá para corrigir erros, o treinador não é o ideal, as opções de jogo são duvidosas, as compras de passes (Herrera / Ghilas) revelam-se dolorosas, mas há a esperança, cimentada com abertura do mercado e melhorias em campo, que em Maio tudo acabará como sempre, a festejarmos o tetra-campeonato.

No SLB as opções também são unânimes, mas aqui difíceis de perceber. A culpa, não deste ano, mas desteS mauS anoS é…. dos árbitros.

E aqui entra Estocolmo! O Presidente do Clube comete os seguintes erros:

i. Contra tudo e contra todos, segura Jorge Jesus, o treinador que 4 anos antes lhe deu um título e que (muito) mais recentemente, em Maio com 3 derrotas em 3 finais mostrou a sua estaleca e na cabeça dos seus jogadores tatuou a palavra FALHADO na testa;



ii. Rodeia-se mal, planeia mal, vende mal (perdão, não vende) e constrói mal um plantel, uma estrutura e uma equipa. Louvo o estudo recente da brasileira Pluri Consultoria que revela que o Benfica subiu 4 posições e valorizou o plantel esta temporada. A nação Benfiquista rejubilou. E nem se perguntam como é que com 12 entradas no plantel e 0 vendas, seria possível desvalorizar um plantel! Sálvio, Matic, Gaitán e Garay têm “meia-Europa” atrás deles, mas pelo que vejo, é só a outra metade que anda a comprar.

iii. Compra mal os árbitros. Esta é impossível de ficar indiferente. “Se o FCP ganha títulos consecutivamente porque os compra”, o Presidente dos encarnados anda a dormir.

Posto tudo isto, fico siderado quando vejo que apenas 8 em 100 adeptos do Benfica culpa o Presidente por ter reservado inúmeros mas conquistado apenas 1 título nacional em 5 anos. Se os Portugueses fossem melhores a avaliar quem os comanda, acredito que o próprio País estivesse melhor. Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente que tem admiração eterna, gratidão ou pelo menos consideração por parte da totalidade (100%) de adeptos do FCP não ganhou 3 ou 4 jogos em Novembro deste ano e tenho a certeza que o índice de culpabilização dele rondaria os 20% num estudo e plataforma semelhante. 

Perante estes factos, podem chamar a uns iludidos e a outros mal-agradecidos. Podem chamar a uns mal-habituados e a outros resignados. Eu cheguei há dias a esta conclusão. Os adeptos do Benfica sofrem do Síndrome de Estocolmo, o tal estado mental onde as vítimas desenvolvem laços afectivo pelo(s) seu(s) malfeitor(es), que muitas vezes se transforma “numa verdadeira relação de cumplicidade, chegando muitas vezes as vítimas a defender os seus sequestradores e mesmo a ajudá-los a fugir ao cumprimento da lei.”




Alguém tem outra explicação melhor?

PS - Este artigo foi escrito ao obrigo da opinião de que a Taça Carlsberg / BWIN / LIGA não é meritória de ser incluída no palmarés de um clube como título nacional.

PS 2 - Este artigo também foi escrito ao NÃO-abrigo do novo Acordo Ortográfico, apesar dos esforços do corrector, que desde uma actualização de software, passou a estar indrominado.

Filipe Ortigão Guimarães








sábado, 21 de dezembro de 2013

A Luz ao fundo do túnel que vai ganhando intensidade

Durante a semana disse que o FC Porto tinha obrigação de ganhar à Olhanense, nem que estivesse obrigado a utilizar grande parte dos jogadores que pertencem à equipa B. Os algarvios são, provavelmente, a equipa mais fraca da Liga Zon Sagres e demonstraram-no  no relvado  do Dragão. No entanto, a verdade é que o FC Porto esta época já tinha sentido imensas dificuldades em jogos contra equipas deste calibre, dificuldades essas que se traduziram em exibições medíocres e em  perdas de pontos incompreensíveis.

Na noite fria de ontem, nada disto aconteceu. Os dragões mostraram em campo que são infinitamente melhores que estas equipas do fundo da tabela da nossa liga e castigaram o adversário com uma goleada por 4-0, tendo, ainda, desperdiçado pelo menos mais 4 ou 5 golos cantados. O resultado pecou por escasso, mas a atitude e a qualidade dos portistas ficou bem patente ao longo dos 90 minutos e em especial nos dois últimos golos. Deveria ser sempre assim, tem de ser sempre assim! Contra adversários que não têm qualidade para acertar 3 passes seguidos e que se limitam a bombear a bola para o meio campo dos azuis e brancos, não podemos dar quaisquer hipóteses. Temos plantel para isso, ao contrário do que tem sido defendido por muitos portistas. Considero que temos um bom plantel, ao qual apenas falta um extremo de qualidade (não sei mesmo se Quaresma é a melhor solução) e com a saída de Fucile precisaremos também de um lateral .

A boa exibição de ontem deu seguimento a uma 2ª parte muito bem conseguida frente ao Braga  e a um jogo em Vila do Conde que tinha trazido alguns bons indícios. Com CE20 disponível, o meio campo do FC Porto transforma-se. Fernando joga solto à frente da defesa, varrendo aquele espaço como só ele sabe fazer e entregando a bola jogável nos médios à sua frente ou nos alas abertas na linha. CE20 assume o jogo de ataque, criando desequilíbrios com passes de rotura ou ultrapassando os adversários com a bola controlada num misto de qualidade técnica e de explosão em curto espaço. Lucho vagueia pelo meio campo, dando um equilíbrio táctico que só ele sabe fazer (talvez defour também o consiga), permitindo equilíbrios à equipa quando esta perde a bola. Honestamente não consegui perceber com que tipo de triângulo jogamos neste momento. Numas alturas do jogo, pareceu-me ver Lucho recuar um pouco e juntar-se a Fernando, noutras fiquei com a sensação que este se juntava mais à frente a CE20. Calculo que Paulo Fonseca lhe dê um pouco de liberdade nesse sentido, cabendo a Lucho decidir onde se colocar nos espaços entre o médio mais avançado e o mais recuado, consoante aquilo que o jogo for pedindo. A outra boa notícia em termos tácticos, é que pelo segundo jogo consecutivo jogámos com dois extremos verdadeiros, sem adaptações, o que não permite a subida da defesa contrária com tanta facilidade e os obriga a baixar as linhas para junto da grande área. Jackson Martinez pode assim jogar regularmente dentro da área e não tem de recuar tanto ao meio campo para ir buscar jogo. Este desenho táctico permitiu ao FC Porto vencer os últimos três jogos para o campeonato e fez com que os dragões subissem consideravelmente o nível exibicional. Caso o mesmo se mantenha, prevejo que a luz ao fundo do túnel que se vislumbrou na segunda parte do jogo com o Braga vá ganhando intensidade e que no final da época a luz que iremos ver seja a dos foguetes sobre a Câmara Municipal.

Quanto aos destaques do jogo de ontem, penso que Helton e os restantes defesas estiveram bem, melhor Otamendi que Maicon, o qual insiste em fazer algumas faltas desnecessárias. Danilo não atacou muito, mas quando o fez, fê-lo com critério.Mangala surpreendeu na esquerda e podia até ter bisado. Fernando fez mais uma grande exibição, na senda daquilo que tem vindo a fazer esta época. Lucho esteve bastante apagado na primeira parte, lento com e sem bola, falhando passes fáceis e perdendo muitas bolas divididas. Varela esteve bem qb, não deslumbrando mas também sem estragar jogadas de ataque. Licá foi o elo mais fraco da equipa, e está, neste momento, a léguas daquilo que fez no primeiro mês da temporada. Ele nunca será tão bom como nesse mês, mas, seguramente, é muito melhor do que aquilo que produziu ontem. Jackson Martinez voltou a facturar e a mostrar que é um avançado de grande qualidade (ai se aquela bicicleta entrasse!!). Kelvin entrou bem, querendo mostrar serviço. É verdade que por vezes exagera, mas essa noção só se ganha com tempo de jogo e penso que é isso que ele necessita. Herrera mostrou bons pormenores no meio campo ofensivo e estreou-se a marcar com um excelente golo. Ghilas, mais 5 minutos em campo. Juro que não consigo entender porque entra tão tarde. Muito honestamente, acho que está a ser feito tudo para perdermos este jogador para a segunda volta do campeonato... No que diz respeito ao árbitro, honestamente não gostei. Fiquei com a sensação que estava com "pena" da Olhanense e não queria que o resultado disparasse. Dois penaltis ficaram por marcar: um evidente  por mão na bola na étapa complementar e um menos evidente por derrube a Licá nos primeiros quarenta e cinco minutos. Na segunda parte, CE20 sofreu uma falta absolutamente clara na direita do ataque. O árbitro nada assinala. CE20 pede falta e ri-se, o árbitro responde "é igual" e ri-se também. Como quem diz, mais um, menos um, o que interessa?

MVP: CE20 foi, mais uma vez, o melhor em campo. Joga e faz jogar. Remata, finta, sprinta, corta. Bate livres, cantos e espero que também venha a marcar penaltis. Ontem somou 2 assistências e um magnífico golo à sua conta pessoal. Na retina ficou ainda uma bomba de primeira na 2ª parte que não deu golo por muito pouco, uma assistência milimétrica para a bicicleta de Jackson e uma arrancada na esquerda na 1ª parte, em que passa a bola por cima do adversário, embala para dentro da área e remata para a defesa do guardião da Olhanense.


Estamos, finalmente, no bom caminho. Há que mantê-lo!!