Azul e Branco

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Antevisão FC Porto - Os Belenenses: está na hora de provar de que temos efectivamente um grande plantel

O FC Porto recebe amanhã o Belenenses em jogo a contar para a 16ª jornada da Primeira Liga. Apesar da equipa do Restelo ser superior a grande parte das equipas do nosso campeonato, o qual, infelizmente, está repleto de conjuntos que não sabem o que fazer à bola e se limitam a defender e a tentar o contra ataque, os azuis e brancos não podem sequer pensar noutro resultado que não a vitória e, de preferência, juntando a isso uma exibição agradável.


Os comandados de Lito Vidigal jogaram na quarta feira em Braga para a Taça e fizeram-no com apenas 10 homens durante 45 minutos, pelo que a juntar ao reduzido tempo de preparação do jogo no Dragão, terão, à medida que o jogo for avançando para o final, que se bater também com o natural cansaço que surgirá inevitavelmente. O avançado Deyverson, melhor marcador da equipa, está suspenso e não será uma ameaça às redes de Fabiano. Historicamente, não se pode dizer que este seja um jogo fácil. Nos últimos 30 anos, o FC Porto recebeu o Belenenses 25 vezes, tendo alcançado 19 vitórias e cedido 5 empates e 1 derrota.

Do lado do FC Porto, Lopetegui promoveu três alterações em relação ao jogo com o Gil Vicente, todas elas forçadas. Para os lugares dos ausentes Brahimi e Aboubakar e do suspenso Alex Sandro, o treinador espanhol chamou Campanã, Ricardo Pereira e Jose Angel. O jovem Ruben Neves está na fase terminal da sua recuperação e ainda não é opção para este embate.

A equipa inicial sofrerá, consequentemente, mudanças, sendo que Jose Angel ocupará certamente o lugar do brasileiro na esquerda da defesa. O lugar deixado vago por Brahimi será provavelmente ocupado por Quaresma, não sendo previsiveis mais alterações em relação ao último 11 oficial.


A minha aposta é, assim, a seguinte; Fabiano, Danilo, Maicon, Indi, Jose Angel, Casemiro (espero que o grande golo em Barcelos lhe dê confiança e o embale para melhores exibições), Herrera, Oliver, Quaresma, Jackson e Tello (está na altura de aparecer o verdadeiro Tello, porque o Tello dos últimos jogos está a Kms daquele que se viu na Catalunha).


No banco estarão três jogadores que terão de se chegar à frente durante este mês de Janeiro. Falo de Quintero, Adrian e Ricardo Pereira. Se o último tem correspondido bem sempre que chamado, justificando até uma oportunidade na sua posição de raiz, os dois primeiros têm obrigatoriamente de subir o seu rendimento.É verdade que Quintero já se apresentou a bom nível esta época, mas as suas performances recentemente não têm estado sequer perto daquilo que pode e sabe fazer.



Em relação a Adrian, e depois de alguns bons apontamentos em Vila do Conde e em Barcelos, tenho esperança que iremos ver o avançado inteligente e rápido que colocou o Atlético de Madrid na final da Champions League e que ajudou os espanhóis a vencer o campeonato do ano passado. Quero ver o Adrian da fotografia que acompanha este post. Um Adrian com confiança e com garra, ao contrário do Adrian cabisbaixo do início da época.




Apenas um resultado interessa: a vitória. Mesmo que o árbitro escolhido tenha sido o benfiquista Manuel Mota, acredito que um Porto competente irá contornar todos os obstáculos. Vamos ter um fim de semana importante e com boas perspectivas de recuperar pontos em relação ao Benfica e de aumentar a distância para o Sporting. Os encarnados recebem o Guimarães e se jogarem o mesmo que jogaram em Penafiel e na recepção ao Gil Vicente, nem o habitual colinho (findo o luto decretado pela morte de Eusébio, será que o roubo irá continuar?) será suficiente para os ajudar a conquistar os três pontos. Já os leões têm uma deslocação a Braga e que será um jogo de tripla. Nani pode jogar, já que ninguém sequer levantou a questão das consequências de ter visto um cartão vermelho propositadamente.






quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Vídeo da Semana: o primeiro encontro de 2 jogadores que marcaram uma geração

Recebida a autorização do simpático Paulo Bizarro, autor da página de facebook "Os Filhos do Dragão" e responsável por um arquivo de vídeos e fotografias capaz de fazer inveja ao próprio FC Porto, a gerência do estaminé anuncia que as quartas feiras passarão a ser dedicadas a vídeos do nosso grande clube (excepcionalmente nas semanas em que o FC Porto jogar às quartas feiras os vídeos serão publicados às terças feiras).

Tentaremos encontrar e disponibilizar vídeos emblemáticos e demonstrativos de momentos marcantes da história do mais titulado dos clubes portugueses e, quando possível, explicar as razões pelas quais os vídeos escolhidos são especiais para este estaminé.





A escolha de hoje recai num derbi do ano do penta, mais concretamente a recepção ao Salgueiros, adversário que deixa saudades. No FC Porto alinhavam craques feitos como Drulovic, Zahovic, Capucho, Jorge Costa ou Jardel, mas do 11 inicial faziam ainda parte "cromos raros" como João Manuel Pinto, Panduru e Kralj. No banco, o actual seleccionador nacional, Fernando Santos, o angolano Quinzinho, vá se lá saber porquê a coqueluche da equipa, sendo que Chippo e "Miguel Castro", vulgo Mielcarski também por lá deviam estar. O jogo foi de sentido único e a vitória sorriu naturalmente aos azuis e brancos. 4-1 foi o resultado final, com golos de Jardel (x2), Drulovic e Quinzinho.


No entanto, ainda não falei dos jogadores que me levaram a escolher este video. Em primeiro lugar, e porque falei dele no último post, Ricardo Carvalho estreava-se com a camisola azul e branca na primeira divisão, após ter estado emprestado ao Leça na época anterior. Grande promessa da formação azul e branca em que os responsáveis depositavam enormes esperanças, o jovem central cometeu um erro crasso e ofereceu um golo fácil ao avançado salgueirista. Contudo, demonstrando toda a sua classe, não se deixou afectar pela gaffe e realizou uma exibição bastante segura no restante do jogo.


Lembro-me da primeira vez que vi Ricardo Carvalho. O meu pai durante grande parte dos anos 90 fez parte da equipa médica do Leça e no verão de 97 fui com ele ao estágio de pré época dos leceiros na Urgeiriça. Quando me apresentaram o Ricardo Carvalho, um miúdo acabado de subir aos séniores e aparentemente muito tímido, disseram-me "este gajo é um craque, é do FC Porto". E não se enganaram! Saudades de o ver a sair da defesa com a bola controlada ultrapassando adversários como se de um número 10 se tratasse. Não há nem vai haver muitos como ele.





Por falar em número 10, sabem quem dava os primeiros passos pela equipa do Salgueiros, chegado do Alverca? Vejam no vídeo se um rapaz chamado Anderson Luíz de Sousa vos diz alguma coisa. Sim, é verdade. Frente a frente neste longínquo derbi estiveram dois dos melhores jogadores do FC Porto dos últimos 20 anos. Ricardo Carvalho vs Deco. E como Deco percebeu nesse dia, no Dragão os azuis ganham sempre aos vermelhos e passados poucos meses o luso brasileiro já equipava de dragão ao peito e ajudava a fechar a conquista do único penta do futebol nacional.


PS: Já fizeram like na página de O pé que está mais à mão no facebook? Vamos lá!

PS 2: Parece que vamos ter o grande benfiquista Manuel Mota no Dragão. Já é à descarada, já vale tudo e o nosso Porto sem reagir...



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Desafios e Dilemas de Janeiro

O FC Porto entrou em 2015 com vontade de dar alegrias aos seus adeptos e com a intenção de não repetir os erros que levaram a que 2014 tenha sido o pior ano a nível desportivo desde que a gerência deste estaminé acompanha o futebol. Terá de ser um ano muito diferente em vários aspectos para que os resultados de 2014 não se repitam e para isso é importante não esquecer tudo o que aconteceu nesses 365 dias, mas sim tê-los bem presentes na memória.

No entanto, e sendo óbvio que compete aos Dragões alterar o que vai mal na sua própria casa, há coisas que dificilmente alguma vez mudarão e relativamente às quais pouco poderemos fazer. O novo ano conta apenas 5 dias e já é possível perceber que os rivais da 2ª Circular não elaboraram quaisquer listas com resoluções e promessas que alterem a sua forma de ser e estar no futebol. 

Do lado do SCP, Bruno de Carvalho continuará a alimentar as mais rebuscadas teorias da conspiração, que mais não são do que fruto da sua própria imaginação, para tentar desviar as atenções sempre que surgirem resultados comprometedores. Exemplo claro desta situação foi a novela criada pelo presidente do SCP em torno da continuidade de Marco Silva e a convocação de uma Assembleia Geral para o mês de Janeiro, tentando culpar a comunicação social por uma crise que ele próprio despoletou e ajudou a alimentar. Ainda no que diz respeito a esta crise, é curioso observar a forma como o SCP e os seus orgãos sociais actuam depois de ter sido decretado um blackout. Já perdi a conta ao número de declarações proferidas desde então!

Outra coisa que dificilmente mudará para os lados de Alvalade é a forma como se encara a verdade desportiva e a pseudo cruzada pelo bem do futebol. A rábula da expulsão de Nani contra o Estoril é apenas mais um dos inúmeros exemplos da velha máxima "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço" que os sportinguistas utilizam recorrentemente. Mas enquanto não houver ninguém na comunicação social que os confronte e que, pelo menos, noticie que um jogador "que assuma conduta antes, durante ou depois de um jogo, com o intuito de lhe ser mostrado propositadamente cartão amarelo ou vermelho pelo árbitro, é sancionado com sanção de suspensão de 2 jogos", nada irá mudar (ver - número 7, do artigo 146º do Regulamente Disciplinar da FPF).

Já do lado do SLB, e depois de ter sido um campeão justíssimo em 2013-2014, o jogo de ontem em Penafiel confirmou a tendência dos primeiros meses da época de 2014-2015: em caso de dúvida, sempre a favor do Benfica (se até o anti portista do Rui Santos elabora uma classificação destas...). Os árbitros auxiliares continuam a não hesitar em levantar a bandeirola sempre que os adversários surgem em posições de finalizar e o árbitros principais continuam rápidos a mostrar cartões aos oponentes e a poupar os jogadores do Benfica. A título de curiosidade, ontem tivemos mais um golo (bem) anulado e mais uma expulsão (a oitava em quinze jogos) de um adversário numa falta no ataque junto à linha lateral. Com um critério destes, o Benfica no Dragão teria acabado com 8 ou 9 jogadores...

Ainda assim, e depois de ver mais uma exibição sofrível dos encarnados, continuo a acreditar que, se o FC Porto fizer o seu trabalho, no final do mês de Janeiro estará muito próximo do primeiro lugar. Gaitan, Jonas e os árbitros não vão conseguir continuar a disfarçar a evidente falta de qualidade da maioria dos restantes companheiros de equipa e os tropeções vão acontecer.


Quanto ao FC Porto, vai ser interessante perceber como é que a equipa reagirá à ida de Brahimi para a CAN. O argelino irá falhar garantidamente a recepção ao Belenenses e as deslocações aos Barreiros e a Penafiel, estando ainda em risco a recepção ao Paços de Ferreira (não referi os jogos da Taça da Liga porque não penso que jogasse mesmo que cá estivesse). Acredito que o maior problema residirá na viagem à Madeira, uma vez que os restantes jogos são de nível de dificuldade mais reduzido. De qualquer forma, soluções não faltam no plantel desta época e suspeito que o Ricardo Pereira poderá aproveitar esta oportunidade para somar minutos.


Por fim, Janeiro traz também a reabertura do mercado de transferências, o qual está anormalmente calmo. Quase não há notícias de entradas e saídas de jogadores e, por mim, assim devia continuar até ao seu fecho. Nem a habitual rábula sobre o regresso de Anderson aos Dragões apareceu na comunicação social, o que é demonstrativo do marasmo que se vive nas redacções dos jornais desportivos! Penso que o FCP devia aproveitar para colocar um ou outro jogador a rodar (Kelvin, Opare ou Reyes) e dava-se o período de transferências por concluído. E só abriria uma excepção para contratar o melhor central que vi vestir de azul e branco, mas não me parece que seja possível que ele regresse de França...



PS: O pai natal disse me que acabar com o colinho do Benfica não era possível, por isso lá tive de me contentar com o unicórnio.,.





domingo, 4 de janeiro de 2015

Gil Vicente 1 - 5 FC Porto: Goleada a abrir o ano


O FC Porto entrou com o pé direito em 2015 e alcançou uma vitória tão gorda quanto justa num terreno tradicionalmente complicado. Se é verdade que a equipa orientada por José Mota ocupa o último lugar da liga portuguesa e que os Dragões tinham obrigação de a levar de vencida, não menos verdade é que o Benfica se viu à rasca para bater os Gilistas na Luz na jornada anterior, e todos nos lembramos o que foi necessário para tal acontecer. Era, assim, um jogo traiçoeiro para os comandados de Lopetegui, já que em caso de vitória poucos a valorizariam e em caso de derrota cairia o Carmo e a Trindade.

Os azuis e brancos alinharam de início sem surpresas de maior e os adeptos esperavam uma entrada forte de maneira a inaugurar o marcador rapidamente. No entanto, a entrada em jogo deixou muito a desejar e até aos 20 ou 25 minutos pouco ou nada se viu no ataque do FC Porto. Muitos passes falhados (Casemiro à cabeça, à semelhança do que fizera em Vila do Conde a meio da semana), muita sobranceria na abordagem aos lances e pouca entrega nas bolas divididas levaram a que os jogadores gilistas acreditassem que era possível bater o pé ao Dragão. 


Com o passar dos minutos, e já depois do Gil Vicente ter ameaçado a baliza de Fabiano por três vezes, o FC Porto acordou, tomou conta do jogo e as oportunidades de golo surgiram em catadupa, sendo que a mais flagrante delas pertenceu a Jackson Martinez, o qual  falhou um golo feito na cara de Adriano. O golo adivinhava-se, pressentia-se, mas quem diria que seria o jogador mais desastrado em campo a brindar os bravos adeptos portistas presentes no estádio com um rocket do meio da rua que apenas terminou no fundo das redes? Casemiro redimiu-se de todas as asneiras que coleccionou na primeira meia hora e desbloqueou o jogo.


Poucos minutos depois, Jander viu o segundo amarelo numa entrada duríssima sobre Brahimi e foi expulso. A perder e com menos um jogador, pouco haveria a fazer para o Gil Vicente e a segunda parte encarregou-se de evidenciar a diferença de qualidade entre as duas equipas. Assistiu-se na etapa complementar a um jogo de sentido único e a quatro golos dos azuis brancos, sendo que pelo menos mais uma mão cheia ficou por marcar. Indi facturou à imagem do craque argelino que festeja na fotografia de capa deste blog, Brahimi concluiu uma jogada de entendimento com Danilo pela direita, Oliver sentou Adriano e Peks com dois gestos de pura classe antes de fazer o quarto golo e Jackson fechou as contas após uma espectacular jogada individual.

Pelo meio, tempo ainda para uma abébia da defesa do FC Porto (Maicon Maicon...) que permitiu o golo de honra ao Gil Vicente e para duas paragens cerebrais de Alex Sandro que lhe valeram a expulsão.




Colectivamente, assistimos a uma exibição agradável, porém sem deslumbrar e longe de se poder considerar uma exibição cinco estrelas, até porque pela primeira vez neste campeonato pudemos experimentar o que sente o principal rival em grande parte dos seus jogos nas competições nacionais. Realmente, jogar com mais um jogador permite uma nota artística bem mais vistosa!





Em termos individuais, destaco a classe e inteligência de Oliver. A cada jogo que passa mais convencido fico da sua qualidade e das saudades que vou sentir se ele regressar a Madrid no final da época. Sinal mais também para Brahimi, muito interventivo e a decidir quase sempre bem, e para Danilo, uma verdadeira força da natureza. Merecia o golo!



Pela negativa, a primeira meia hora de Casemiro. Incrível o número de passes falhados e a forma como se posiciona quando a equipa tem a posse de bola. Faz-me lembrar os trincos de equipas pequenas, que preferem não abrir linhas de passe para não correrem o risco de não estarem no sítio certo caso a equipa perca a bola.

Sinal menos ainda para Alex Sandro. Um jogador em risco de exclusão não pode ver um amarelo por simular uma falta no ataque.

PS: Em Dezembro pedi ao Pai Natal um unicórnio. Ele respondeu-me que os unicórnios não existem! Como alternativa, pedi que o colinho do Benfica acabe! O Pai Natal ficou atrapalhado e perguntou-me afinal de que cor queria o unicórnio! Logo à noite, depois do jogo em Penafiel acabar, conto-vos o que recebi.

PS 2: A gerência do estaminé pede desculpa pelo interregno e promete não voltar a repetir o desaparecimento súbito. Aproveitamos também para informar que o Pé que está mais à mão está agora também presente no Facebook. Like!

sexta-feira, 14 de março de 2014

FC Porto 1 - 0 Nápoles: Ao intervalo, estamos na frente! Quem diria...

Se há quinze dias atrás (com Paulo Fonseca, portanto) me dissessem que a nossa primeira vitória europeia da temporada iria ser contra uma das 2 ou 3 melhores equipas italianas da actualidade (com um plantel recheado de estrelas mundiais e com um treinador experiente e habituado às lides europeias), depois de não termos sequer ganho ao Eintracht de Frankfurt e ao Áustria de Viena, eu ter-lhes-ia respondido que deixassem as drogas e o álcool e que apenas íamos jogar para não perder... No entanto, depois da substituição do treinador e da alteração do modelo de jogo por nós utilizado, os meus níveis de confiança aumentaram bastante e passei a acreditar na obtenção de um resultado positivo (ganhar sem sofrer golos em provas a duas mãos é sempre um excelente resultado). O que se veio a verificar, felizmente! 



Na crónica ao jogo do Arouca para o campeonato, referi que os 3 jogos que se seguiriam seriam jogos de tripla e que acredito que a equipa está agora muito mais perto de discutir a vitória em todos os jogos que disputa. O jogo de ontem deu-me razão. Se é verdade que o Nápoles podia ter marcado por mais do que uma vez, não menos verdade é que na primeira parte só deu Porto e que o resultado ao intervalo não espelhava aquilo que se passou dentro das quatro linhas, até porque tivemos um golo limpo injustamente invalidado e porque Reina tirou um golo feito a Jackson Martinez com uma defesa absolutamente fantástica.


Na segunda parte (que eu só vi à noite depois de saber o resultado do jogo e que me poupou alguns anos de vida), os napolitanos equilibraram o jogo e dividiram as oportunidades de golo com os dragões. Helton esteve em grande destaque, salvando a equipa em duas ou três ocasiões. Na melhor altura do Nápoles, surgiu o golo do FC Porto, numa remate forte e colocado de Jackson Martinez após um ressalto na área italiana na sequência de um canto. A equipa serenou e o treinador fez entrar Quintero e Ghilas para os lugares de Carlos Eduardo e Varela (gostei muito destas alterações, principalmente pelo sinal que deu aos jogadores!!). Até ao final, destaque para uma bola de Quintero que não entrou por milagre e para uma bola salva em cima da linha por Maicon na baliza do FC Porto. Penso que a vitória do Porto não merece contestação, se bem que o resultado não espelha o que se passou no terreno de jogo. Talvez o 2-1 espelhasse de uma forma mais correcta a produção das duas equipas... Existem, ainda, aspectos a melhorar, mas continuo a pensar que esta táctica potencia de uma forma muito mais eficaz as características e qualidades de vários jogadores do Porto (os casos de Defour e Fernando são paradigmáticos). Se conseguirmos subir os níveis de confiança dos defesas (principalmente os centrais) e melhorar a eficácia do último passe e finalização, penso que temos tudo para fazer uma ponta final de época que orgulhe os adeptos. Seria, também, importante manter os níveis de pressão à saída da área adversária durante um maior período de tempo, mas isso dificilmente será exequível nesta altura da temporada.


Em termos individuais, gostei muito (mais uma vez) da exibição de Defour, de Quaresma (assim sim!), de Helton (já tinha saudades de um jogo europeu sem golos sofridos e em que fez a diferença, tendo apenas de ter mais cuidado a jogar com os pés) e de Danilo (está a subir de forma!).


Pela negativa, e apesar do esforço e entrega de todos os jogadores, destaco Varela (muito apagado, apesar de ter ajudado a defender) e Mangala (duas falhas que podiam ter custado caro). 


Uma nota também para Jackson Martinez. Anda desinspirado e sem confiança, mas tem trabalhado muito e marcou o golo do triunfo. Que sirva para ganhar moral para as difíceis batalhas que se seguem! Vai facturar em Alvalade!


Ao intervalo, estamos na frente. Vamos a Itália com a certeza de que podemos discutir a eliminatória e que temos uma palavra importante a dizer. Se jogarmos como ontem e formos um pouco mais consistentes na defesa, acredito que seguiremos em frente! 


P.S.: Continuo a ouvir muitos adversários dizerem que não notam diferenças entre este novo FC Porto e o FC Porto de Paulo Fonseca. Bom sinal. Quando menos esperarem, pode ser que já seja tarde demais. Domingo à noite conversamos, estou cada vez mais confiante e com esperança num bom resultado contra os homens presididos pelo Bruno da Lágrima.


P.S. 2: Gosto muito disto e disto. Podemos até não ganhar, mas ao Porto exige-se jogar para ganhar! O tempo das cautelas e de jogar para o empate em Alvalade já lá vai!


segunda-feira, 10 de março de 2014

FC Porto 4 - 1 Arouca: Crónica de uma segunda-feira diferente

A semana começou hoje de uma forma muito diferente quando comparada com as segundas-feiras dos últimos 4 ou 5 meses. São Pedro trouxe-nos finalmente um sol primaveril e Luís Castro devolveu um sorriso tímido aos adeptos azuis e brancos. Se é verdade que a exibição não foi brilhante, mentiria se dissesse que não fiquei satisfeito com a exibição e com o resultado do jogo de ontem. A vitória por 4-1 frente ao Arouca foi justa e a exibição do FC Porto devolveu-nos um pouco de esperança para o que resta da época.

Se acho que ainda vamos a tempo de discutir o título? Não, não acho. 
Se acredito que passamos a ser favoritos à conquista da Liga Europa? Não, não acredito.
Se penso que os problemas todos em termos de organização táctica fazem já parte do passado? Não, não penso.
Se ignoro que no jogo de ontem se viu demasiada tremideira no início da segunda parte? Não, não ignoro.


É evidente que esta equipa ainda tem muito por onde melhorar e que seria impossível eliminar todos os erros cometidos pelo anterior treinador em meia dúzia de dias. Será até difícil eliminá-los nos próximos jogos e acredito que os três embates que se seguem são jogos de tripla. Mas as alterações introduzidas por Luís Castro fazem-me acreditar que estamos agora muito mais perto de disputar todos os jogos que se avizinham do primeiro ao último minuto e que em todos eles teremos uma importante palavra a dizer.


Luís Castro começou por desfazer a aberração táctica que é (era!?) o duplo pivot defensivo, optando por colocar Fernando sozinho à frente da defesa e recuperando a imagem de marca do FC Porto vencedor da última década em termos de meio campo. A juntar a este facto, recuperou o belga Defour (que jogo!) e colocou-o no papel anteriormente desempenhado por João Moutinho. À frente deste, posicionou-se o brasileiro Carlos Eduardo, que neste esquema é muito mais um médio do que um segundo avançado. O resultado desta alteração não foi brilhante (é necessário mais tempo e mais treino), mas os primeiros trinta minutos de jogo trouxeram-nos indícios muito positivos para o futuro: com este meio campo (1x2 em vez de 2x1), iremos chegar com mais gente à área (veja-se o exemplo do segundo golo) e a pressão será mais asfixiante e permitirá recuperar mais bolas no início da transição ofensiva dos adversários.

Luís Castro promoveu ainda uma série de pequenas alterações que me agradaram:
- uma postura muito mais enérgica e interventiva no banco, não se limitando a ficar em pé de braços cruzados ou a bater palmas aos disparates dos seus jogadores;
- Quaresma já não foi o marcador "oficial" dos livres à entrada da área;
- Quintero entrou cedo e jogou no lugar onde poderá render mais;
- Ghilas entrou para o lugar de Varela, demonstrando que pode jogar descaído numa ala ao velho estilo de Derlei ou Lisandro Lopez;
- um discurso mais agressivo no final do jogo e a blindagem do balneário relativamente ao exterior, que se traduziu em treinos à porta fechada e na ausência de conferência de imprensa pré-jogo.


Analisando agora as incidências do jogo jogado, vimos uma grande entrada do FC Porto em campo, com 30 minutos de bom futebol, atacando com critério e pressionando o adversário com inteligência, que se traduziram em dois golos (Quaresma de grande penalidade e Carlos Eduardo a concluir uma grande jogada de entendimento com Mangala e Defour) e em várias oportunidades desperdiçadas.

Aos 30m, o Arouca chegou ao empate sem nada ter feito para isso, aproveitando um ressalto de bola na área dos dragões. Os dragões voltaram à carga e pouco depois Quaresma desperdiçou um penalti que traria outra calma e confiança à equipa. Em resumo, as equipas foram para os balneários com um resultado que pecava nitidamente por escasso, já que o FC Porto podia, devia e merecia ter uma vantagem mais dilatada no marcador.

A segunda parte trouxe um FC Porto menos forte do que seria de esperar e o jogo foi aborrecido até aos 70m, altura em que o Arouca podia ter empatado o jogo por duas vezes no mesmo minuto, quase aproveitando falhas imperdoáveis de Helton, primeiro, e de Abdoulaye, depois. Os azuis e brancos reagiram e voltaram a tomar conta do jogo, agora sob a batuta de um inspirado Quintero. O 3-1 parecia iminente e acabava por chegar aos 82m, com Quaresma a fuzilar as redes adversárias na sequência de um bom cruzamento de pé esquerdo do recém-entrado Ghilas, aproveitando um contra ataque iniciado por Jackson Martinez. Estavam, assim, finalmente afastados os fantasmas dos dois últimos jogos em que o FC Porto se deixou empatar depois de estar a ganhar por 2-0.

Até ao final, registo para o 4.º golo dos dragões, autoria de Jackson Martinez, que aproveitou bem uma grande jogada de entendimento entre Defour e Ghilas na esquerda do ataque. Uma vitória por 4-1 sobre um frágil mas aguerrido Arouca não é (nem nunca será) motivo para nos encher de orgulho nem muito menos para embandeirar em arco, mas penso que os três pontos são inteiramente justos e que o resultado espelha o que se passou no terreno de jogo, trazendo-nos alguma ilusão para o que aí vem.


Em termos individuais, gostei de Danilo (certinho a defender e a apoiar o ataque com critério), de Fernando (rendo muito mais quando joga sozinho à frente da defesa), de Defour (para mim o melhor em campo e tenho esperança que seja o principal reforço para a ponta final desta época) e das entradas de Ghilas (tem de ser titular neste momento, seja no lugar de Jackson, seja numa das alas) e de Quintero (tem de continuar a acumular minutos de jogo).

Pela negativa, realço a dupla de centrais. Neste momento, parece-me o elo mais fraco da equipa. Luís Castro já me fez a vontade dando minutos a Defour e Quintero, ficando eu agora à espera que traga também Reyes para a equipa.

Relativamente a Quaresma, tenho alguma dificuldade em avaliar a sua performance. Se por um lado é capaz de momentos extraordinários e de tirar coelhos da cartola quando ninguém está à espera, por outro estraga muitas jogadas de ataque com mariquices completamente desnecessárias. Ontem esteve no melhor (um grande golo e uma ou outra jogada de génio sobre a direito) e no pior (um penalti falhado, várias perdas de bola infantis e um amarelo desnecessário). No fundo, no fundo, está quase igual ao Quaresma que partiu para Milão há uns anos. Não é decididamente o tipo de jogador que mais aprecio, mas aceito que as equipas também precisem deste tipo de jogadores...

P.S.: Ontem cometi o erro de ver um pouco do trio de ataque. Fiquei comovido com a forma como os "representantes" do SCP e SLB estão unidos contra o FCP. Tal e qual os seus presidentes. Foi também engraçado verificar a forma como ambos defendiam Paulo Fonseca e diziam que a culpa era da qualidade dos jogadores do FCP. Queres ver que não acharam piada ao facto do FC Porto se ter livrado do principal responsável pela época desastrosa dos dragões até ao momento? Cá estarei para o ano para ver se ainda acham estes jogadores tão fraquinhos...

















quinta-feira, 6 de março de 2014

Afinal não atirámos a toalha ao chão! Bem vindo Luís Castro

Peço desculpa aos leitores deste estaminé pela ausência de crónicas nos últimos dias e por não ter feito o habitual post de análise ao último jogo do FC Porto, mas faltou me um pouco de tempo e de força de vontade para escrever. Fica, então, aqui um pequeno apontamento sobre os recentes acontecimentos.

No Domingo, o FC Porto deslocou-se a Guimarães e empatou a 2 com o Vitória local. Apesar de ter chegado rapidamente a uma vantagem de dois golos e de ter apresentado na primeira parte um ataque mais inspirado do que aquele que temos visto esta época (nota muito positiva para a estreia a titular de Ghilas no campeonato), a verdade é que os principais problemas da equipa não só não desapareceram, como ainda foram mais evidentes do que até então.


Defensivamente, o FC Porto de Paulo Fonseca não existia, já que o meio campo não pressionava com eficácia e permitia que os adversários recebessem a bola constantemente entre linhas. A defesa ficava constantemente exposta a situações de igualdade numérica, sendo que para piorar as coisas o momento de forma e confiança de todos os elementos da defesa é ridículo, o que proporcionava o aparecimento de erros individuais que se pagaram demasiado caro em alta competição.

Foi sem surpresa que o Vitória recuperou da desvantagem de dois golos e que partiu em busca da reviravolta no marcador, tendo ficado muito perto de o conseguir. A segunda parte dos dragões foi confrangedora e a entrada de Jackson em claras dificuldades físicas foi simplesmente triste. Perto do final, o Vitória ficou a centímetros do terceiro golo, o que talvez fosse um prémio justo para os vimaranenses e ao mesmo tempo um castigo demasiado pesado para os azuis e brancos.

No final do jogo, Paulo Fonseca admitiu que a exibição fora pobre e desinspirada, não conseguindo encontrar explicações para o que acontecera. Pela primeira vez esta época, o treinador tinha visto o mesmo jogo que os adeptos e colocou em causa os jogadores. Demasiado tarde, como se confirmou hoje. Paulo Fonseca atirava assim a toalha ao chão e era uma questão de tempo até que fosse afastado da direcção da equipa. Ao terceiro pedido de demissão, Pinto da Costa finalmente acedeu a deixar cair o treinador. Três meses mais tarde do que aquilo que se impunha, mas ainda assim a tempo de conquistar muita coisa esta época. Taça da Liga, Taça de Portugal, ir longe na Liga Europa e recuperar o 2º lugar são objectivos que ficam mais próximos com esta mudança, a qual demonstra que no FC Porto nunca se deita a toalha ao chão e que se luta até ao final. Mantenho o que defendia em Dezembro: mudar de treinador não significa desistir, significa sim mudar o que está mal por forma a ter mais hipóteses de vencer.


Quanto a Luís Castro, devo dizer que concordo com a sua escolha. Não porque seja um conhecedor das qualidades e defeitos do ex treinador da equipa B, mas porque sou da opinião que era necessário alguém de dentro da estrutura para fazer a transição até à chegada de um novo treinador (não acredito que Marco Silva assine pelo FC Porto para a semana), verifique-se essa chegada brevemente ou apenas em Junho. Aparentemente, o seu trabalho na equipa B foi valoroso e conseguiu pôr a equipa no primeiro lugar de uma liga extremamente competitiva e difícil. Vamos ver agora como lhe corre este enorme salto. Honestamente, espero que ajude a recuperar a confiança de alguns jogadores (que diga-se de passagem está de rastos) e que traga para a equipa jogadores como Quintero, Reyes ou Defour e que mantenha a aposta em Ghilas. Se possível, mais para o final da época, gostava ainda de ver alguns jogadores da B terem uma oportunidade na A (Gonçalo Paciência, Rafa, Tozé ou Pedro Moreira). Espero que ponha ordem no balneário e que de uma vez por todas acabe com o kamikaze táctico que é o duplo pivot de meio campo. Confio também que o ambiente no Dragão vai ser muito diferente depois desta mudança de treinador e que os jogadores não vão entrar em campo com a mesma pressão que sentiram no últimos tempos. Não espero milagres, mas acredito cegamente em melhorias na qualidade de jogo. VAMOS PORTO!


P.S.: Será que o Sporting vai apresentar queixa na Liga relativamente ao atraso de três meses do FC Porto quanto à mudança de treinador?

P.S. 2: Não tenho nem tinha nada contra o ex treinador do FC Porto em termos pessoais ou profissionais. Pareceu-me sempre uma pessoa séria e dedicada e que teve vontade de defender o clube tão bem quanto sabia. Infelizmente, não o conseguiu. Não acredito que para já tenha (e dificilmente acredito que venha a ter) qualidade suficiente para treinar um clube desta dimensão, mas teve a frontalidade e a dignidade de perceber desde cedo que fazia parte do problema e colocou o seu lugar à disposição. Respeito-o o por isso.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

FC Porto 3 - 3 Eintracht Frankfurt: tem mesmo de ser na raça

O FC Porto alcançou ontem o apuramento para os 16avos de final da Liga Europa (onde defrontará os italianos do Napoli) depois de ter empatado a 3 bolas em casa do Eintracht de Frankfurt. O objectivo mínimo foi alcançado e os Dragões não passaram a vergonha de serem eliminados por uma equipa que não aspira a muito mais do que a manutenção na sua liga doméstica. Infelizmente, por motivos profissionais, não tive oportunidade de assistir aos primeiros 45m, sendo que, quando finalmente encontrei um stream com uma qualidade não mais do que duvidosa, já a equipa perdia por 1-0 (a imagem do Maicon em cima da linha e de vários jogadores alemães soltos na área é sintomática e demonstrativa da desorganização defensiva reinante nesta equipa, algo que se repetiria no 3.º golo). 

Pelo que li na "bluegosfera" e pelo que observei nos resumos, o resultado era injusto, já que nem os alemães nem os portistas fizeram o suficiente para ir para os balneários em vantagem. De qualquer forma, os primeiros 45m mostraram-nos um FC Porto bastante aquém daquilo que teria de fazer para obter o apuramento.

No início da segunda parte, as coisas ficaram ainda piores. Os jogadores do FC Porto entraram em campo um poucos apáticos e aos 52m os Dragões sofreram o segundo golo na sequência de um canto. A forma como a equipa continua a defender os cantos deixa-me absolutamente perplexo. Não só se opta por juntar os 10 jogadores de campo dentro da área, o que não permite que se dispute a bola sempre que ela é cortada para fora da área e permite que os adversários a recebam sozinhos de frente para a baliza, como também se opta (tal e qual uma equipa de infantis) por tentar subir esses 10 jogadores ao mesmo tempo nessas situações, tentando colocar os adversários em fora de jogo. Se coordenar uma defesa em linha com quatro jogadores já não é fácil, fazê-lo com 10 jogadores é simplesmente patético. O resultado está à vista: Maicon ficou 2 ou 3 metros desfasado da linha que se tentou criar e os alemães colocaram as bolas nas costas da defesa, aparecendo 3 homens na cara de Helton.

Com o 2-0 no marcador, pensei que já nada poderíamos fazer. Estávamos prestes a ser eliminados pelo "poderoso" Eintracht de Frankfurt. Paulo Fonseca colocou, então, Ghilas em campo em vez de Herrera e deu o mote para dentro das quatro linhas: era o tudo ou nada. Pouco depois surgiu o momento do jogo, o momento que alterou a eliminatória e que transfigurou a exibição e a atitude da equipa. Quaresma recebeu a bola solto no flanco direito, simulou o cruzamento com o pé direito, tirando um adversário do caminho, para depois cruzar com conta, peso e medida para a entrada fulgurante de Mangala ao primeiro poste.

A partir deste momento, vimos um FC Porto completamente transfigurado para melhor. Se em termos tácticos a desorganização se manteve até final (evidente num lance em que os alemães só não fizeram o 3-1 porque o adversário optou por finalizar uma jogada de 3 para 1 com um disparatado remate de calcanhar), em termos de entrega, raça, vontade e querer vimos uma equipa como poucas vezes tínhamos visto esta época (será que o apoio no aeroporto teve alguma coisa que ver com isto?). Os azuis e brancos começaram a ganhar todas as bolas divididas, a saltar mais alto, a correr mais, a meter o pé sem medo e a dar sinais que podiam trazer o apuramento para Portugal. 


Aos 72m, os Dragões conquistaram um livre frontal à entrada da área. Quaresma pegou na bola e tudo indicava que iria rematar à baliza. O "Cigano" optou, no entanto, por colocar a bola em Fernando no lado direito do ataque e este centrou para mais um grande golo de Mangala. Era o empate no jogo e na eliminatória, importava agora marcar mais um golo e garantir o apuramento. Acontece que esta equipa não sabe o que faz em campo e em mais uma desatenção colectiva, os alemães acabaram por se adiantar novamente no marcador. Balde de água fria apenas 3m depois de alcançado o empate!

Paulo Fonseca lançou então Licá no jogo para o lugar de Varela e a equipa partiu em busca de novo empate no jogo. Um golo chegava para eliminar os alemães e a equipa devia isso aos seus adeptos e a si mesma. E esse golo chegou pouco depois! Numa bola bombeada para o ataque, Jackson disputou-a no ar com um central adversário e a mesma sobrou para Licá que tabelou eficazmente com Ghilas para aparecer na cara do guarda redes. O recém entrado rematou forte de pé esquerdo e na recarga à defesa incompleta do guardião alemão, Ghilas fez o terceiro golo dos dragões. Era a loucura no Kommerzbank Arena!


Fiquei muito contente com o apuramento, mas não posso esquecer que não ganhámos nenhum dos jogos contra uma equipa sem qualquer expressão na Europa e que está mal classificada na Bundesliga. Acabámos por sofrer 4 ou 5 golos derivados de falhas individuais e colectivas graves e a equipa não mostrou evolução tacticamente. Continuo a achar que com outro treinador e com estes mesmos jogadores a equipa renderia muito mais. Inacreditável também o facto de Paulo Fonseca ter referido que o jogo em Frankfurt era para a Liga dos Campeões. A confusão que vai naquela cabeça é incomensurável. Mas parece que é este treinador que vamos continuar a ter, por isso é importante manter a atitude da 2ª parte de ontem, já que se não vamos ganhar na organização e com cabeça, que ganhemos na raça e no coração.


P.S.: Ghilas salvou o treinador na Taça de Portugal marcando o golo da vitória perto do final e como prémio teve 90m no banco no jogo seguinte com o Paços de Ferreira. O que será que lhe vai acontecer domingo em Guimarães depois de ter entrado, marcado o golo do apuramento e de ter rendido o dobro do desinspiradíssimo Jackson no jogo de ontem?

P.S. 2: Fiquei um bocado preocupado quando vi esta notícia...









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Manifestação de apoio ao FC Porto

Um grupo de adeptos de FC Porto está a organizar uma manifestação de apoio e incentivo à equipa do nosso coração com o objectivo de mostrar o amor que sentem pelo clube e de mostrar a raça de que são feitos os seus adeptos. Partilho aqui o evento que foi criado no Facebook e espero que o mesmo atinja os objectivos pretendidos. Sublinho que este evento não tem como objectivo apoiar ou criticar o treinador do FC Porto (caso contrário seria hipócrita da minha parte partilhá-lo), mas sim demonstrar o sentimento pelo nosso clube, o qual é muito maior que as nossas opiniões sobre o Paulo Fonseca, o Antero Henrique, o jogador A ou B que não se esforça, o jogador C que só pensa em penteados excentricos ou o jogador D que passa a vida no Eskada. Que os jogadores amanhã sintam que têm de dar tudo na Alemanha e que só um resultado interessa: a vitória!



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

FC Porto 0 - 1 Estoril: Crónica de um desastre mais do que anunciado

Vi o jogo em Lisboa e pouco depois fiz-me à estrada em direcção ao Porto. Foram quase 3 horas de pensamentos antagónicos a passarem-me pela cabeça, 3 horas de azia desconfortável, 3 horas de revolta com o estado a que chegou o FC Porto. No final da viagem, sobrava apenas resignação. Afinal, esta derrota não constituiu surpresa nenhuma e como venho referindo desde a criação deste estaminé, o treinador da nossa equipa é o maior erro de casting de sempre do NGP (Octávio Machado foi despedido a 7 pontos de distância do primeiro, mas ao menos conseguiu o apuramento na Champions e tinha um plantel que metia medo só de pensar!) e só não viu que isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde, quem não quis. O SLB provavelmente ganhará hoje e aumentará a vantagem para 7 pontos e meio, sendo que ainda vamos a Alvalade, Choupana, Guimarães e Braga...

Cheguei a casa e abri o computador na certeza de que ia ler notícias sobre o despedimento de Paulo Fonseca, já que este na flash interview tinha deixado claro que ia pôr o seu lugar à disposição. Estava redondamente enganado. Ao que parece, o NGP optou por manter o treinador, naquela que é uma decisão absolutamente incompreensível e lamentável. Neste momento, não tenho dúvidas que a culpa já não é só de Paulo Fonseca. Agora é também de quem teimosamente o pretende manter.

Vamos penar até ao fim da época, caso Paulo Fonseca continue ao leme do clube. Até podemos ganhar na Alemanha, mas isso apenas adiará os desastres iminentes. Temos uma oportunidade de dar um murro na mesa e tentar alterar o estado lastimável em que nos encontramos, mas parece que vamos optar por uma grande máxima de João Pinto: estamos à beira do precipício, mas vamos tomar a decisão certa, vamos dar um passo em frente. 

Desde Novembro que afirmo que é vital trocar de treinador. Não gosto de ter razão nestes casos (ao fim dos primeiros seis meses de VP percebi alegremente que estava errado e deixei de pedir a sua saída), mas o tempo tem me dado razão e vai continuar a dar. 

Não tenho dúvidas que manter Paulo Fonseca nesta situações significa atirar a toalha ao chão, ao contrário de quem defende que despedi-lo é o mesmo que dizer aos adversários que já não acreditamos nesta época. Estou convencido que aceitar o pedido de demissão significaria um murro na mesa, um sinal de que queremos mudar o que está mal para tentar alcançar pelo menos parte dos nossos objectivos para 2013-2014. Estou convencido que trocar de treinador tiraria toda a pressão que neste momento está sobre os jogadores. Estou convencido que colocar alguém que saiba o que é ser Porto até ao final da época traria esperança aos adeptos. Precisamos de alguém que definitivamente desista da maior aberração táctica dos últimos anos que é a insistência no duplo pivot a meio campo. Precisamos de sentir que nem tudo está perdido. Jogadores jovens como Reyes, Herrera, Quintero, Ghilas, Ricardo, Alex Sandro, Danilo, Mangala, Abdoulaye, Josué, Kelvin, etc precisam de alguém que os faça crescer e que lhes mostra como fazer. Trocar de treinador é SER PORTO! ACORDA PORTO!!!

Quanto ao jogo em si, não vou tecer grandes comentários. Não foi dos nossos piores jogos da época, o que é demonstrativo da falta de qualidade que se viu em muitos jogos desde que Paulo Fonseca assumiu o comando dos dragões. Não merecíamos perder, mas também não merecíamos ganhar. Perdemos hoje como poderíamos ter perdido para a Taça de Portugal com o mesmo adversário ou com o Marítimo para a Taça da Liga ou empatado com o Paços de Ferreira para o campeonato. O penalti é bem assinalado e a expulsão aceita-se. Nada a dizer, portanto, a não ser perguntar quantas oportunidades claras de golo tivemos? Uma do Quaresma e meia do Varela?

Pela positiva, até gostei do jogo de Abdoulaye e de Fernando. Pela negativa, quase todos, com especial destaque para Jackson e Alex Sandro.

Para finalizar, um dado retirado do Reflexão Portista:

"Da época passada para esta, o treinador do Estoril viu sair Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo e Licá. Já esta época, no período de transferências de Janeiro, ficou sem Luís Leal (que era o melhor marcador da equipa) e, para o jogo no Dragão, também não pôde contar com Gonçalo Santos e Sebá (devido a lesões). Só de pensar que houve, entre os adeptos portistas, quem usasse a saída de UM jogador - João Moutinho - como justificação para os maus desempenhos desta época…"