Azul e Branco

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vídeo da Semana: Recordar a última deslocação a Penafiel

E porque no sábado o FC Porto joga em Penafiel mais uma importante batalha nesta difícil perseguição ao líder Benfica, a escolha desta semana recaiu num vídeo que só pode trazer boas recordações aos adeptos azuis e brancos. Na época de 2005 - 2006, os azuis e brancos deslocaram-se a Penafiel na 32ª jornada sabendo que se alcançassem a vitória na curta viagem às margens do Tâmego e do Sousa selariam a conquista do campeonato. Com sete pontos de vantagem sobre o Sporting, distância cimentada quinze dias antes numa vitória épica em Alvalade com um golo do mal amado Jorginho ao cair do pano, os azuis e brancos estavam convencidos que mais cedo ou mais tarde festejariam o título, mas poucos teriam dúvidas que tal não acontecesse frente ao Penafiel, lanterna vermelho do campeonato e despromovido prematuramente no campeonato.



O jogo foi mais difícil do que seria de prever, muito por culpa da desinspiração dos azuis e brancos, com Benni McCarthy e Adriano à cabeça, e também devido à excelente exibição do guarda redes dos penafidelenses. Ao intervalo o nulo no marcador persistia e os nervos dos milhares de adeptos do FC Porto nas bancadas cresciam. No início da segunda parte, Ibson é carregado por trás dentro da área quando se preparava para rematar à baliza e o árbitro assinalou o correspondente castigo máximo. Ao contrário daquilo que acontece no FC Porto esta época (e também nas anteriores), na altura, o índice de eficácia nas grandes penalidades era bem superior. Adriano concretizou com competência o castigo máximo e descansou todos os dragões presentes no estádio.

Até ao final do jogo, o desacerto e desperdício dos azuis e brancos mantiveram-se, o que não permitiu o avolumar do resultado. Soprado o apito final, Co Adriaanse e os seus pupilos festejaram o merecido título nos balneários, uma vez que mal terminou o encontro uma multidão imensa protagonizou uma invasão de campo pacífica.


Em jeito de curiosidade, aqui ficam os 18 convocados para este encontro:
11 titular: Helton, Bosingwa, Pedro Emanuel, Pepe, Raul Meireles, Ibson, Paulo Assunção, Jorginho, Alan, Benni McCarthy, Adriano
Suplentes: Vítor Baía, Ricardo Costa, Bruno Alves, Anderson, Lisandro Lopez, Ivanildo, Hugo Almeida.

Alguns craques ausentes desta partida: Quaresma, Lucho Gonzalez, Diego
Alguns cromos que faziam parte do plantel: Marek Cech, Sokota, Sonkaya, Areias







FC Porto 3 - 1 União da Madeira: Vitória tranquila em partida jogada a ritmo de peladinha

O FC Porto venceu esta noite o União da Madeira por 3 - 1 e soma agora 6 pontos no grupo D da Taça da Liga, ocupando isoladamente o primeiro lugar da tabela. Foi uma vitória justa e um resultado que reflecte aquilo que se passou dentro das quatro linhas, numa primeira parte muito parecida com a segunda. Um jogo de sentido quase único, exceptuando duas oportunidades claras da equipa adversária, uma em cada 45 minutos. Talvez os azuis e brancos merecessem ter marcado mais um ou dois golos, mas tal seria injusto para a boa postura dos insulares, principalmente se tivermos em conta o que Boavista, Belenenses e Vitória de Setúbal fizeram no Estádio do Dragão esta época.


Como seria de esperar, Lopetegui efectuou várias alterações no 11 inicial. Helton regressou finalmente aos relvados e foi muito saudado pelos poucos adeptos que se deslocaram ao Dragão na fria noite de terça feira. Contudo, não efectuou qualquer defesa, viu uma bola embater com estrondo no poste direito da sua baliza e nada podia fazer no golo do União da Madeira. Ricardo ocupou a lateral direita da defesa e esteve mais discreto do que nas suas mais recentes aparições. Na esquerda, um prático e eficiente Jose Angel, seguro a defender e competente a atacar pelo seu flanco. Os centrais foram Reyes, que se destacou mais no ataque do que na defesa (muito lento a dobrar Ricardo no golo sofrido), e Marcano, que esteve bastante discreto.

No meio campo, saúda-se o regresso de Rúben Neves, que acusou a natural falta de ritmo competitivo após a paragem a que foi obrigado. No entanto, a sua forma de jogar de cabeça levantada não engana e acredito que será bastante útil até final da época. Campaña e Evandro completaram o trio do meio campo, sendo que o primeiro tentou jogar sempre o mais simples possível e não se aventurou muito no ataque, e o segundo esteve mais interventivo e causou alguns desiquilíbrios pelo centro do terreno, decidindo maioritariamente bem, o que se comprova com as duas assistências para golo. O golo que fechou a contagem foi dele, mostrando a Jackson Martinez como se marca uma grande penalidade. 

Já no ataque, destaque para a estreia a titular de Ivo Rodrigues, jovem jogador formado no FC Porto. O extremo acusou um pouco a pressão e acabou por falhar um golo fácil. De qualquer forma, mostrou boa técnica e alguns pormenores interessantes. Espero que volte a ter oportunidades nesta Taça da Liga. No centro do ataque, Adrian Lopez. Ao contrário das boas indicações deixadas nos jogos anteriores, o ex Atlético de Madrid voltou a estar desinspirado e falhou algumas boas situações de finalização.


Por fim, Quintero. Jogando descaído no flanco direito do ataque, esteve em quase todas as jogadas de destaque do FC Porto na primeira parte, acabando por ser ele abrir o activo. Na segunda parte, optou por um futebol menos vistoso, o que por um lado o impediu de se destacar dos restantes companheiros como acontecera na primeira parte e por outro lado permitiu-lhe perder menos bolas do que até então. Para a gerência do estaminé, foi o MVP do lado do FC Porto.


Na segunda parte entraram ainda Quaresma para o lugar de Ivo Rodrigues, que terá saído ao intervalo devido a queixas físicas. O "Cigano" fez uma exibição discreta, mas com a atitude certa, que foi premiada com a obtenção do segundo golo. Oliver substituiu Campaña logo após o golo dos madeirenses e teve o impacto habitual no jogo, ajudando a serenar e organizar uma equipa um pouco abalada com o golo sofrido. A terceira substituição é-me difícil de perceber e comentar. Como sabem, gosto bastante do trabalho e do discurso do nosso treinador, mas o que ele fez ontem ao jovem Gonçalo Paciência sinceramente não se faz. Um jovem jogador da casa, mortinho por jogar uns minutos no Estádio do Dragão pela equipa A é deixado no banco para no seu lugar entrar Alex Sandro para uma posição que não é a sua. Depois de ter apostado, e bem, em Ivo Rodrigues (e ter trazido Ruben Neves para o plantel no início da época), Lopetegui podia e devia ter dado mais um sinal de confiança aos jovens da nossa equipa B. Honestamente, não havia necessidade. 



A meio da próxima semana, difícil deslocação a Braga em novo encontro para a Taça da Liga. Será interessante ver o que os bracarenses farão no seu jogo com a Académica, porque pode até suceder que aquando do encontro da terceira jornada os comandados de Sérgio Conceição já tenham hipotecado as suas hipóteses de apuramento.





segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Antevisão FC Porto - União da Madeira: Rodar o plantel em busca de mais uma vitória

O FC Porto recebe amanhã às 20h15 a equipa do União da Madeira em jogo a contar para a 2ª jornada do Grupo D da Taça da Liga. Será um embate entre dois conjuntos que saíram vitoriosos da 1ª jornada, pelo que caso os azuis e brancos vençam a partida de amanhã, o primeiro lugar ficará perto de ser alcançado. Os madeirenses estão a realizar um bom campeonato na 2ª Liga, onde poderão até intrometer-se na luta pela subida, pelo que, à imagem dos dragões, não encaram a Taça da Liga como uma competição prioritária. 



No entanto, ninguém gosta de perder, nem mesmo a feijões, o que significa que os jogadores escolhidos por Lopetegui terão de suar para conseguir o resultado que ambicionam. Em termos históricos, contam-se por vitórias dos azuis e brancos todas as 6 recepções aos insulares, o que não deixa de ser um bom prenúncio.

Lopetegui, como seria de esperar e demonstrando partilhar a visão da gerência deste estaminé quanto à importância a dar à Taça da Liga, promoveu várias alterações na convocatória, sendo que as mais relevantes se prendem com as chamadas de Ivo Rodrigues e Gonçalo Paciência. Penso que à imagem daquilo que sucedeu no jogo com o Rio Ave, é fundamental voltar a dar minutos aos jogadores menos utilizados e permitir que atletas como Adrian Lopez, Quintero e Ruben Neves ganhem confiança e rodagem para os difíceis embates que se avizinham.


Não será fácil acertar no 11 inicial que o treinador espanhol vai fazer entrar em campo, mas acredito que não andará muito longe do seguinte, sendo que preferia que jogassem Ivo Rodrigues e Gonçalo Paciência nos lugares de Quaresma e Jackson.

Helton, Ricardo, Reyes, Marcano, Jose Angel, Ruben Neves, Evandro, Quintero, Quaresma, Jackson e Adrian.



Notas soltas: e como não há duas sem três, Cristiano Ronaldo venceu hoje a terceira bola de ouro da sua carreira. Um prémio justíssimo, numa escolha óbvia e fácil. Seria impensável atribuir o prémio relativamente ao ano de 2014 a Messi, uma vez que o Barcelona teve uma época para esquecer e porque o argentino não esteve ao nível (estratosférico, diga-se) a que já habituou os adeptos do futebol. Quanto a Neuer, é verdade que fez uma grande época, que culminou com a conquista do campeonato do mundo. No entanto, e apesar do valor inegável do alemão, penso que a selecção germânica valia e vale essencialmente pelo colectivo, o que dificulta a escolha de jogadores alemães para o prémio de melhor do mundo. De qualquer forma, não nos podemos esquecer da tareia que Neuer e o seu Bayern de Munique levaram nas meias finais da Liga dos Campeões às mãos do Real Madrid de... Cristiano Ronaldo.


Quanto a Cristiano Ronaldo, penso que os seus números falam por si. E eu, como fã incondicional do português, só posso estar contente com a sua vitória. É que em termos desportivos, e depois de muito tempo a festejar títulos do FC Porto todos os anos, as suas conquistas foram as únicas que festejei em 2014. Estou mesmo bem habituado, portanto.







domingo, 11 de janeiro de 2015

FC Porto 3 - 0 Os Belenenses : Vitória clara num jogo de sentido único

Pressionado pela vitória do SLB a meio da tarde sobre o Guimarães (justa e com períodos de bom futebol, duas novidades esta época), o FC Porto entrou em campo a 9 pontos do primeiro lugar e ainda mais pressionado do que seria de prever. Uma jornada que se esperava de aproximação ao líder corria o risco de se transformar quase que num adeus prematuro ao título. No entanto, a resposta da equipa foi clara e a vitória não pode ser colocada em causa, pecando até por escassa, uma vez que o Belenenses evidenciou muitas das fragilidades demonstradas a meio da semana em Braga e se limitou a defender e a despejar bolas para o ataque. 


Os azuis e brancos entraram em campo com o 11 anunciado pela gerência deste estaminé. Em relação ao jogo de Barcelos, Jose Angel substituiu o castigado Alex Sandro e Quaresma ocupou a vaga do mágico argelino. A entrada em jogo foi aquela que se desejava: prego a fundo para encostar o adversário à sua grande área e objectividade para tentar inaugurar o marcador o mais cedo possível, não dando tempo a que os opositores se sentissem confortáveis e começassem a ganhar confiança.

Jackson ameaçou de meia distância para pouco depois concluir de cabeça ao segundo um poste um cruzamento perfeito de Herrera após bonita jogada colectiva (o passe a rasgar a defesa de Oliver é simplesmente brilhante). Feito o mais difícil, o FC Porto não abrandou muito o ritmo na primeira parte, tentando alcançar o segundo golo ainda antes do intervalo. Maicon e Jackson estiveram muito perto de elevar a contagem, mas os remates não levaram a direcção desejada. Pelo meio, tivemos a primeira intervenção de Manuel Mota no jogo, fazendo vista grossa a uma mão de Nelson na área após cruzamento de Quaresma. É engraçado ver a rapidez com que os comentadores desportivos e os árbitros do tribunal d´O Jogo se apressam a dizer que o árbitro decidiu bem (assim como dizem que decidiu bem o árbitro do SCP - FCP quanto à mão do Maurício na área) quando no jogo com o Benfica não tiveram dúvidas que o golo de Jackson Martinez foi correctamente anulado porque o colombiano jogou a bola com a mão. São as tais "decisões difíceis" que este ano caem sempre para o mesmo lado...

A segunda parte não trouxe grandes alterações e o golo madrugador do pequeno prodígio espanhol acabou por desfazer as dúvidas quanto ao vencedor. O FC Porto abrandou um pouco o ritmo de jogo e optou por controlar a posse de bola a meio campo, apesar das oportunidades de golo junto da baliza de Ventura terem continuado a surgir com alguma regularidade, com destaque para um remate ao poste de Tello e para uma boa arrancada pela direita de Danilo. Lopetegui retirou Oliver do terreno de jogo e aproveitou para dar minutos a Evandro, até porque o jogador emprestado pelo Atlético de Madrid viu um amarelo por ter sido pisado na área do Belenenses por um defesa adversário. Fantástica a forma como o árbitro consegue transformar um penalti a favor do FC Porto num cartão amarelo a um dos mais correctos jogadores do campeonato por alegada simulação. Entraram ainda Adrian Lopez (novamente com alguns bons apontamentos) e Quintero para os lugares de Quaresma e Casemiro.


Quando já todos esperavam pelo apito final, o Belenenses resolveu dar um ar da sua graça e criou a sua única oportunidade de golo em todo o jogo. Fabiano largou para a frente um remate aparentemente fácil e a recarga sobrou para um jogador do Belenenses que rematou para a baliza quase deserta dos dragões. Porém, Maicon de carrinho efectuou um corte espectacular e que permitiu à equipa não sofrer qualquer golo pelo segundo jogo consecutivo em casa. Logo a seguir, Evandro com um remate forte e colocado à entrada da área estreava-se a marcar pelos azuis e brancos e fazia o resultado final de um jogo bem conseguido e que permite ao FC Porto continuar na perseguição ao Benfica. Para a semana os dragões deslocam-se a Penafiel, antes da díficil deslocação aos Barreiros. Espero que Vítor Pereira (o dos árbitros, não o novo treinador do Olympiakos) não tenha guardado a nomeação de Bruno Paixão para nenhum destes jogos, mas depois do que já vi esta época, tudo é possível.

No que diz respeito às performances individuais, destaque pela positiva para Oliver (principalmente na primeira parte e enquanto não esteve condicionado pelo cartão amarelo) e para os laterais. Se a qualidade de Danilo não é surpresa para ninguém, já a segurança e confiança de Jose Angel talvez mereçam uma aposta mais continuada no 11 inicial. Pela negativa, realce apenas para a fífia de Fabiano numa das pouquíssimas vezes que foi chamado a intervir e novamente para a falta de participação de Casemiro no jogo ofensivo da equipa.




Para finalizar, gostava de dar os parabéns ao treinador do FC Porto e às claques. Tendo a direcção do FC Porto optado por uma estratégia de silêncio e de dar a outra face relativamente ao que se tem passado neste campeonato, com a qual não posso concordar, valha-nos que pelo menos Lopetegui e os Super Dragões denunciam o que está à vista de todos.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Antevisão FC Porto - Os Belenenses: está na hora de provar de que temos efectivamente um grande plantel

O FC Porto recebe amanhã o Belenenses em jogo a contar para a 16ª jornada da Primeira Liga. Apesar da equipa do Restelo ser superior a grande parte das equipas do nosso campeonato, o qual, infelizmente, está repleto de conjuntos que não sabem o que fazer à bola e se limitam a defender e a tentar o contra ataque, os azuis e brancos não podem sequer pensar noutro resultado que não a vitória e, de preferência, juntando a isso uma exibição agradável.


Os comandados de Lito Vidigal jogaram na quarta feira em Braga para a Taça e fizeram-no com apenas 10 homens durante 45 minutos, pelo que a juntar ao reduzido tempo de preparação do jogo no Dragão, terão, à medida que o jogo for avançando para o final, que se bater também com o natural cansaço que surgirá inevitavelmente. O avançado Deyverson, melhor marcador da equipa, está suspenso e não será uma ameaça às redes de Fabiano. Historicamente, não se pode dizer que este seja um jogo fácil. Nos últimos 30 anos, o FC Porto recebeu o Belenenses 25 vezes, tendo alcançado 19 vitórias e cedido 5 empates e 1 derrota.

Do lado do FC Porto, Lopetegui promoveu três alterações em relação ao jogo com o Gil Vicente, todas elas forçadas. Para os lugares dos ausentes Brahimi e Aboubakar e do suspenso Alex Sandro, o treinador espanhol chamou Campanã, Ricardo Pereira e Jose Angel. O jovem Ruben Neves está na fase terminal da sua recuperação e ainda não é opção para este embate.

A equipa inicial sofrerá, consequentemente, mudanças, sendo que Jose Angel ocupará certamente o lugar do brasileiro na esquerda da defesa. O lugar deixado vago por Brahimi será provavelmente ocupado por Quaresma, não sendo previsiveis mais alterações em relação ao último 11 oficial.


A minha aposta é, assim, a seguinte; Fabiano, Danilo, Maicon, Indi, Jose Angel, Casemiro (espero que o grande golo em Barcelos lhe dê confiança e o embale para melhores exibições), Herrera, Oliver, Quaresma, Jackson e Tello (está na altura de aparecer o verdadeiro Tello, porque o Tello dos últimos jogos está a Kms daquele que se viu na Catalunha).


No banco estarão três jogadores que terão de se chegar à frente durante este mês de Janeiro. Falo de Quintero, Adrian e Ricardo Pereira. Se o último tem correspondido bem sempre que chamado, justificando até uma oportunidade na sua posição de raiz, os dois primeiros têm obrigatoriamente de subir o seu rendimento.É verdade que Quintero já se apresentou a bom nível esta época, mas as suas performances recentemente não têm estado sequer perto daquilo que pode e sabe fazer.



Em relação a Adrian, e depois de alguns bons apontamentos em Vila do Conde e em Barcelos, tenho esperança que iremos ver o avançado inteligente e rápido que colocou o Atlético de Madrid na final da Champions League e que ajudou os espanhóis a vencer o campeonato do ano passado. Quero ver o Adrian da fotografia que acompanha este post. Um Adrian com confiança e com garra, ao contrário do Adrian cabisbaixo do início da época.




Apenas um resultado interessa: a vitória. Mesmo que o árbitro escolhido tenha sido o benfiquista Manuel Mota, acredito que um Porto competente irá contornar todos os obstáculos. Vamos ter um fim de semana importante e com boas perspectivas de recuperar pontos em relação ao Benfica e de aumentar a distância para o Sporting. Os encarnados recebem o Guimarães e se jogarem o mesmo que jogaram em Penafiel e na recepção ao Gil Vicente, nem o habitual colinho (findo o luto decretado pela morte de Eusébio, será que o roubo irá continuar?) será suficiente para os ajudar a conquistar os três pontos. Já os leões têm uma deslocação a Braga e que será um jogo de tripla. Nani pode jogar, já que ninguém sequer levantou a questão das consequências de ter visto um cartão vermelho propositadamente.






quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Vídeo da Semana: o primeiro encontro de 2 jogadores que marcaram uma geração

Recebida a autorização do simpático Paulo Bizarro, autor da página de facebook "Os Filhos do Dragão" e responsável por um arquivo de vídeos e fotografias capaz de fazer inveja ao próprio FC Porto, a gerência do estaminé anuncia que as quartas feiras passarão a ser dedicadas a vídeos do nosso grande clube (excepcionalmente nas semanas em que o FC Porto jogar às quartas feiras os vídeos serão publicados às terças feiras).

Tentaremos encontrar e disponibilizar vídeos emblemáticos e demonstrativos de momentos marcantes da história do mais titulado dos clubes portugueses e, quando possível, explicar as razões pelas quais os vídeos escolhidos são especiais para este estaminé.





A escolha de hoje recai num derbi do ano do penta, mais concretamente a recepção ao Salgueiros, adversário que deixa saudades. No FC Porto alinhavam craques feitos como Drulovic, Zahovic, Capucho, Jorge Costa ou Jardel, mas do 11 inicial faziam ainda parte "cromos raros" como João Manuel Pinto, Panduru e Kralj. No banco, o actual seleccionador nacional, Fernando Santos, o angolano Quinzinho, vá se lá saber porquê a coqueluche da equipa, sendo que Chippo e "Miguel Castro", vulgo Mielcarski também por lá deviam estar. O jogo foi de sentido único e a vitória sorriu naturalmente aos azuis e brancos. 4-1 foi o resultado final, com golos de Jardel (x2), Drulovic e Quinzinho.


No entanto, ainda não falei dos jogadores que me levaram a escolher este video. Em primeiro lugar, e porque falei dele no último post, Ricardo Carvalho estreava-se com a camisola azul e branca na primeira divisão, após ter estado emprestado ao Leça na época anterior. Grande promessa da formação azul e branca em que os responsáveis depositavam enormes esperanças, o jovem central cometeu um erro crasso e ofereceu um golo fácil ao avançado salgueirista. Contudo, demonstrando toda a sua classe, não se deixou afectar pela gaffe e realizou uma exibição bastante segura no restante do jogo.


Lembro-me da primeira vez que vi Ricardo Carvalho. O meu pai durante grande parte dos anos 90 fez parte da equipa médica do Leça e no verão de 97 fui com ele ao estágio de pré época dos leceiros na Urgeiriça. Quando me apresentaram o Ricardo Carvalho, um miúdo acabado de subir aos séniores e aparentemente muito tímido, disseram-me "este gajo é um craque, é do FC Porto". E não se enganaram! Saudades de o ver a sair da defesa com a bola controlada ultrapassando adversários como se de um número 10 se tratasse. Não há nem vai haver muitos como ele.





Por falar em número 10, sabem quem dava os primeiros passos pela equipa do Salgueiros, chegado do Alverca? Vejam no vídeo se um rapaz chamado Anderson Luíz de Sousa vos diz alguma coisa. Sim, é verdade. Frente a frente neste longínquo derbi estiveram dois dos melhores jogadores do FC Porto dos últimos 20 anos. Ricardo Carvalho vs Deco. E como Deco percebeu nesse dia, no Dragão os azuis ganham sempre aos vermelhos e passados poucos meses o luso brasileiro já equipava de dragão ao peito e ajudava a fechar a conquista do único penta do futebol nacional.


PS: Já fizeram like na página de O pé que está mais à mão no facebook? Vamos lá!

PS 2: Parece que vamos ter o grande benfiquista Manuel Mota no Dragão. Já é à descarada, já vale tudo e o nosso Porto sem reagir...



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Desafios e Dilemas de Janeiro

O FC Porto entrou em 2015 com vontade de dar alegrias aos seus adeptos e com a intenção de não repetir os erros que levaram a que 2014 tenha sido o pior ano a nível desportivo desde que a gerência deste estaminé acompanha o futebol. Terá de ser um ano muito diferente em vários aspectos para que os resultados de 2014 não se repitam e para isso é importante não esquecer tudo o que aconteceu nesses 365 dias, mas sim tê-los bem presentes na memória.

No entanto, e sendo óbvio que compete aos Dragões alterar o que vai mal na sua própria casa, há coisas que dificilmente alguma vez mudarão e relativamente às quais pouco poderemos fazer. O novo ano conta apenas 5 dias e já é possível perceber que os rivais da 2ª Circular não elaboraram quaisquer listas com resoluções e promessas que alterem a sua forma de ser e estar no futebol. 

Do lado do SCP, Bruno de Carvalho continuará a alimentar as mais rebuscadas teorias da conspiração, que mais não são do que fruto da sua própria imaginação, para tentar desviar as atenções sempre que surgirem resultados comprometedores. Exemplo claro desta situação foi a novela criada pelo presidente do SCP em torno da continuidade de Marco Silva e a convocação de uma Assembleia Geral para o mês de Janeiro, tentando culpar a comunicação social por uma crise que ele próprio despoletou e ajudou a alimentar. Ainda no que diz respeito a esta crise, é curioso observar a forma como o SCP e os seus orgãos sociais actuam depois de ter sido decretado um blackout. Já perdi a conta ao número de declarações proferidas desde então!

Outra coisa que dificilmente mudará para os lados de Alvalade é a forma como se encara a verdade desportiva e a pseudo cruzada pelo bem do futebol. A rábula da expulsão de Nani contra o Estoril é apenas mais um dos inúmeros exemplos da velha máxima "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço" que os sportinguistas utilizam recorrentemente. Mas enquanto não houver ninguém na comunicação social que os confronte e que, pelo menos, noticie que um jogador "que assuma conduta antes, durante ou depois de um jogo, com o intuito de lhe ser mostrado propositadamente cartão amarelo ou vermelho pelo árbitro, é sancionado com sanção de suspensão de 2 jogos", nada irá mudar (ver - número 7, do artigo 146º do Regulamente Disciplinar da FPF).

Já do lado do SLB, e depois de ter sido um campeão justíssimo em 2013-2014, o jogo de ontem em Penafiel confirmou a tendência dos primeiros meses da época de 2014-2015: em caso de dúvida, sempre a favor do Benfica (se até o anti portista do Rui Santos elabora uma classificação destas...). Os árbitros auxiliares continuam a não hesitar em levantar a bandeirola sempre que os adversários surgem em posições de finalizar e o árbitros principais continuam rápidos a mostrar cartões aos oponentes e a poupar os jogadores do Benfica. A título de curiosidade, ontem tivemos mais um golo (bem) anulado e mais uma expulsão (a oitava em quinze jogos) de um adversário numa falta no ataque junto à linha lateral. Com um critério destes, o Benfica no Dragão teria acabado com 8 ou 9 jogadores...

Ainda assim, e depois de ver mais uma exibição sofrível dos encarnados, continuo a acreditar que, se o FC Porto fizer o seu trabalho, no final do mês de Janeiro estará muito próximo do primeiro lugar. Gaitan, Jonas e os árbitros não vão conseguir continuar a disfarçar a evidente falta de qualidade da maioria dos restantes companheiros de equipa e os tropeções vão acontecer.


Quanto ao FC Porto, vai ser interessante perceber como é que a equipa reagirá à ida de Brahimi para a CAN. O argelino irá falhar garantidamente a recepção ao Belenenses e as deslocações aos Barreiros e a Penafiel, estando ainda em risco a recepção ao Paços de Ferreira (não referi os jogos da Taça da Liga porque não penso que jogasse mesmo que cá estivesse). Acredito que o maior problema residirá na viagem à Madeira, uma vez que os restantes jogos são de nível de dificuldade mais reduzido. De qualquer forma, soluções não faltam no plantel desta época e suspeito que o Ricardo Pereira poderá aproveitar esta oportunidade para somar minutos.


Por fim, Janeiro traz também a reabertura do mercado de transferências, o qual está anormalmente calmo. Quase não há notícias de entradas e saídas de jogadores e, por mim, assim devia continuar até ao seu fecho. Nem a habitual rábula sobre o regresso de Anderson aos Dragões apareceu na comunicação social, o que é demonstrativo do marasmo que se vive nas redacções dos jornais desportivos! Penso que o FCP devia aproveitar para colocar um ou outro jogador a rodar (Kelvin, Opare ou Reyes) e dava-se o período de transferências por concluído. E só abriria uma excepção para contratar o melhor central que vi vestir de azul e branco, mas não me parece que seja possível que ele regresse de França...



PS: O pai natal disse me que acabar com o colinho do Benfica não era possível, por isso lá tive de me contentar com o unicórnio.,.





domingo, 4 de janeiro de 2015

Gil Vicente 1 - 5 FC Porto: Goleada a abrir o ano


O FC Porto entrou com o pé direito em 2015 e alcançou uma vitória tão gorda quanto justa num terreno tradicionalmente complicado. Se é verdade que a equipa orientada por José Mota ocupa o último lugar da liga portuguesa e que os Dragões tinham obrigação de a levar de vencida, não menos verdade é que o Benfica se viu à rasca para bater os Gilistas na Luz na jornada anterior, e todos nos lembramos o que foi necessário para tal acontecer. Era, assim, um jogo traiçoeiro para os comandados de Lopetegui, já que em caso de vitória poucos a valorizariam e em caso de derrota cairia o Carmo e a Trindade.

Os azuis e brancos alinharam de início sem surpresas de maior e os adeptos esperavam uma entrada forte de maneira a inaugurar o marcador rapidamente. No entanto, a entrada em jogo deixou muito a desejar e até aos 20 ou 25 minutos pouco ou nada se viu no ataque do FC Porto. Muitos passes falhados (Casemiro à cabeça, à semelhança do que fizera em Vila do Conde a meio da semana), muita sobranceria na abordagem aos lances e pouca entrega nas bolas divididas levaram a que os jogadores gilistas acreditassem que era possível bater o pé ao Dragão. 


Com o passar dos minutos, e já depois do Gil Vicente ter ameaçado a baliza de Fabiano por três vezes, o FC Porto acordou, tomou conta do jogo e as oportunidades de golo surgiram em catadupa, sendo que a mais flagrante delas pertenceu a Jackson Martinez, o qual  falhou um golo feito na cara de Adriano. O golo adivinhava-se, pressentia-se, mas quem diria que seria o jogador mais desastrado em campo a brindar os bravos adeptos portistas presentes no estádio com um rocket do meio da rua que apenas terminou no fundo das redes? Casemiro redimiu-se de todas as asneiras que coleccionou na primeira meia hora e desbloqueou o jogo.


Poucos minutos depois, Jander viu o segundo amarelo numa entrada duríssima sobre Brahimi e foi expulso. A perder e com menos um jogador, pouco haveria a fazer para o Gil Vicente e a segunda parte encarregou-se de evidenciar a diferença de qualidade entre as duas equipas. Assistiu-se na etapa complementar a um jogo de sentido único e a quatro golos dos azuis brancos, sendo que pelo menos mais uma mão cheia ficou por marcar. Indi facturou à imagem do craque argelino que festeja na fotografia de capa deste blog, Brahimi concluiu uma jogada de entendimento com Danilo pela direita, Oliver sentou Adriano e Peks com dois gestos de pura classe antes de fazer o quarto golo e Jackson fechou as contas após uma espectacular jogada individual.

Pelo meio, tempo ainda para uma abébia da defesa do FC Porto (Maicon Maicon...) que permitiu o golo de honra ao Gil Vicente e para duas paragens cerebrais de Alex Sandro que lhe valeram a expulsão.




Colectivamente, assistimos a uma exibição agradável, porém sem deslumbrar e longe de se poder considerar uma exibição cinco estrelas, até porque pela primeira vez neste campeonato pudemos experimentar o que sente o principal rival em grande parte dos seus jogos nas competições nacionais. Realmente, jogar com mais um jogador permite uma nota artística bem mais vistosa!





Em termos individuais, destaco a classe e inteligência de Oliver. A cada jogo que passa mais convencido fico da sua qualidade e das saudades que vou sentir se ele regressar a Madrid no final da época. Sinal mais também para Brahimi, muito interventivo e a decidir quase sempre bem, e para Danilo, uma verdadeira força da natureza. Merecia o golo!



Pela negativa, a primeira meia hora de Casemiro. Incrível o número de passes falhados e a forma como se posiciona quando a equipa tem a posse de bola. Faz-me lembrar os trincos de equipas pequenas, que preferem não abrir linhas de passe para não correrem o risco de não estarem no sítio certo caso a equipa perca a bola.

Sinal menos ainda para Alex Sandro. Um jogador em risco de exclusão não pode ver um amarelo por simular uma falta no ataque.

PS: Em Dezembro pedi ao Pai Natal um unicórnio. Ele respondeu-me que os unicórnios não existem! Como alternativa, pedi que o colinho do Benfica acabe! O Pai Natal ficou atrapalhado e perguntou-me afinal de que cor queria o unicórnio! Logo à noite, depois do jogo em Penafiel acabar, conto-vos o que recebi.

PS 2: A gerência do estaminé pede desculpa pelo interregno e promete não voltar a repetir o desaparecimento súbito. Aproveitamos também para informar que o Pé que está mais à mão está agora também presente no Facebook. Like!

sexta-feira, 14 de março de 2014

FC Porto 1 - 0 Nápoles: Ao intervalo, estamos na frente! Quem diria...

Se há quinze dias atrás (com Paulo Fonseca, portanto) me dissessem que a nossa primeira vitória europeia da temporada iria ser contra uma das 2 ou 3 melhores equipas italianas da actualidade (com um plantel recheado de estrelas mundiais e com um treinador experiente e habituado às lides europeias), depois de não termos sequer ganho ao Eintracht de Frankfurt e ao Áustria de Viena, eu ter-lhes-ia respondido que deixassem as drogas e o álcool e que apenas íamos jogar para não perder... No entanto, depois da substituição do treinador e da alteração do modelo de jogo por nós utilizado, os meus níveis de confiança aumentaram bastante e passei a acreditar na obtenção de um resultado positivo (ganhar sem sofrer golos em provas a duas mãos é sempre um excelente resultado). O que se veio a verificar, felizmente! 



Na crónica ao jogo do Arouca para o campeonato, referi que os 3 jogos que se seguiriam seriam jogos de tripla e que acredito que a equipa está agora muito mais perto de discutir a vitória em todos os jogos que disputa. O jogo de ontem deu-me razão. Se é verdade que o Nápoles podia ter marcado por mais do que uma vez, não menos verdade é que na primeira parte só deu Porto e que o resultado ao intervalo não espelhava aquilo que se passou dentro das quatro linhas, até porque tivemos um golo limpo injustamente invalidado e porque Reina tirou um golo feito a Jackson Martinez com uma defesa absolutamente fantástica.


Na segunda parte (que eu só vi à noite depois de saber o resultado do jogo e que me poupou alguns anos de vida), os napolitanos equilibraram o jogo e dividiram as oportunidades de golo com os dragões. Helton esteve em grande destaque, salvando a equipa em duas ou três ocasiões. Na melhor altura do Nápoles, surgiu o golo do FC Porto, numa remate forte e colocado de Jackson Martinez após um ressalto na área italiana na sequência de um canto. A equipa serenou e o treinador fez entrar Quintero e Ghilas para os lugares de Carlos Eduardo e Varela (gostei muito destas alterações, principalmente pelo sinal que deu aos jogadores!!). Até ao final, destaque para uma bola de Quintero que não entrou por milagre e para uma bola salva em cima da linha por Maicon na baliza do FC Porto. Penso que a vitória do Porto não merece contestação, se bem que o resultado não espelha o que se passou no terreno de jogo. Talvez o 2-1 espelhasse de uma forma mais correcta a produção das duas equipas... Existem, ainda, aspectos a melhorar, mas continuo a pensar que esta táctica potencia de uma forma muito mais eficaz as características e qualidades de vários jogadores do Porto (os casos de Defour e Fernando são paradigmáticos). Se conseguirmos subir os níveis de confiança dos defesas (principalmente os centrais) e melhorar a eficácia do último passe e finalização, penso que temos tudo para fazer uma ponta final de época que orgulhe os adeptos. Seria, também, importante manter os níveis de pressão à saída da área adversária durante um maior período de tempo, mas isso dificilmente será exequível nesta altura da temporada.


Em termos individuais, gostei muito (mais uma vez) da exibição de Defour, de Quaresma (assim sim!), de Helton (já tinha saudades de um jogo europeu sem golos sofridos e em que fez a diferença, tendo apenas de ter mais cuidado a jogar com os pés) e de Danilo (está a subir de forma!).


Pela negativa, e apesar do esforço e entrega de todos os jogadores, destaco Varela (muito apagado, apesar de ter ajudado a defender) e Mangala (duas falhas que podiam ter custado caro). 


Uma nota também para Jackson Martinez. Anda desinspirado e sem confiança, mas tem trabalhado muito e marcou o golo do triunfo. Que sirva para ganhar moral para as difíceis batalhas que se seguem! Vai facturar em Alvalade!


Ao intervalo, estamos na frente. Vamos a Itália com a certeza de que podemos discutir a eliminatória e que temos uma palavra importante a dizer. Se jogarmos como ontem e formos um pouco mais consistentes na defesa, acredito que seguiremos em frente! 


P.S.: Continuo a ouvir muitos adversários dizerem que não notam diferenças entre este novo FC Porto e o FC Porto de Paulo Fonseca. Bom sinal. Quando menos esperarem, pode ser que já seja tarde demais. Domingo à noite conversamos, estou cada vez mais confiante e com esperança num bom resultado contra os homens presididos pelo Bruno da Lágrima.


P.S. 2: Gosto muito disto e disto. Podemos até não ganhar, mas ao Porto exige-se jogar para ganhar! O tempo das cautelas e de jogar para o empate em Alvalade já lá vai!


segunda-feira, 10 de março de 2014

FC Porto 4 - 1 Arouca: Crónica de uma segunda-feira diferente

A semana começou hoje de uma forma muito diferente quando comparada com as segundas-feiras dos últimos 4 ou 5 meses. São Pedro trouxe-nos finalmente um sol primaveril e Luís Castro devolveu um sorriso tímido aos adeptos azuis e brancos. Se é verdade que a exibição não foi brilhante, mentiria se dissesse que não fiquei satisfeito com a exibição e com o resultado do jogo de ontem. A vitória por 4-1 frente ao Arouca foi justa e a exibição do FC Porto devolveu-nos um pouco de esperança para o que resta da época.

Se acho que ainda vamos a tempo de discutir o título? Não, não acho. 
Se acredito que passamos a ser favoritos à conquista da Liga Europa? Não, não acredito.
Se penso que os problemas todos em termos de organização táctica fazem já parte do passado? Não, não penso.
Se ignoro que no jogo de ontem se viu demasiada tremideira no início da segunda parte? Não, não ignoro.


É evidente que esta equipa ainda tem muito por onde melhorar e que seria impossível eliminar todos os erros cometidos pelo anterior treinador em meia dúzia de dias. Será até difícil eliminá-los nos próximos jogos e acredito que os três embates que se seguem são jogos de tripla. Mas as alterações introduzidas por Luís Castro fazem-me acreditar que estamos agora muito mais perto de disputar todos os jogos que se avizinham do primeiro ao último minuto e que em todos eles teremos uma importante palavra a dizer.


Luís Castro começou por desfazer a aberração táctica que é (era!?) o duplo pivot defensivo, optando por colocar Fernando sozinho à frente da defesa e recuperando a imagem de marca do FC Porto vencedor da última década em termos de meio campo. A juntar a este facto, recuperou o belga Defour (que jogo!) e colocou-o no papel anteriormente desempenhado por João Moutinho. À frente deste, posicionou-se o brasileiro Carlos Eduardo, que neste esquema é muito mais um médio do que um segundo avançado. O resultado desta alteração não foi brilhante (é necessário mais tempo e mais treino), mas os primeiros trinta minutos de jogo trouxeram-nos indícios muito positivos para o futuro: com este meio campo (1x2 em vez de 2x1), iremos chegar com mais gente à área (veja-se o exemplo do segundo golo) e a pressão será mais asfixiante e permitirá recuperar mais bolas no início da transição ofensiva dos adversários.

Luís Castro promoveu ainda uma série de pequenas alterações que me agradaram:
- uma postura muito mais enérgica e interventiva no banco, não se limitando a ficar em pé de braços cruzados ou a bater palmas aos disparates dos seus jogadores;
- Quaresma já não foi o marcador "oficial" dos livres à entrada da área;
- Quintero entrou cedo e jogou no lugar onde poderá render mais;
- Ghilas entrou para o lugar de Varela, demonstrando que pode jogar descaído numa ala ao velho estilo de Derlei ou Lisandro Lopez;
- um discurso mais agressivo no final do jogo e a blindagem do balneário relativamente ao exterior, que se traduziu em treinos à porta fechada e na ausência de conferência de imprensa pré-jogo.


Analisando agora as incidências do jogo jogado, vimos uma grande entrada do FC Porto em campo, com 30 minutos de bom futebol, atacando com critério e pressionando o adversário com inteligência, que se traduziram em dois golos (Quaresma de grande penalidade e Carlos Eduardo a concluir uma grande jogada de entendimento com Mangala e Defour) e em várias oportunidades desperdiçadas.

Aos 30m, o Arouca chegou ao empate sem nada ter feito para isso, aproveitando um ressalto de bola na área dos dragões. Os dragões voltaram à carga e pouco depois Quaresma desperdiçou um penalti que traria outra calma e confiança à equipa. Em resumo, as equipas foram para os balneários com um resultado que pecava nitidamente por escasso, já que o FC Porto podia, devia e merecia ter uma vantagem mais dilatada no marcador.

A segunda parte trouxe um FC Porto menos forte do que seria de esperar e o jogo foi aborrecido até aos 70m, altura em que o Arouca podia ter empatado o jogo por duas vezes no mesmo minuto, quase aproveitando falhas imperdoáveis de Helton, primeiro, e de Abdoulaye, depois. Os azuis e brancos reagiram e voltaram a tomar conta do jogo, agora sob a batuta de um inspirado Quintero. O 3-1 parecia iminente e acabava por chegar aos 82m, com Quaresma a fuzilar as redes adversárias na sequência de um bom cruzamento de pé esquerdo do recém-entrado Ghilas, aproveitando um contra ataque iniciado por Jackson Martinez. Estavam, assim, finalmente afastados os fantasmas dos dois últimos jogos em que o FC Porto se deixou empatar depois de estar a ganhar por 2-0.

Até ao final, registo para o 4.º golo dos dragões, autoria de Jackson Martinez, que aproveitou bem uma grande jogada de entendimento entre Defour e Ghilas na esquerda do ataque. Uma vitória por 4-1 sobre um frágil mas aguerrido Arouca não é (nem nunca será) motivo para nos encher de orgulho nem muito menos para embandeirar em arco, mas penso que os três pontos são inteiramente justos e que o resultado espelha o que se passou no terreno de jogo, trazendo-nos alguma ilusão para o que aí vem.


Em termos individuais, gostei de Danilo (certinho a defender e a apoiar o ataque com critério), de Fernando (rendo muito mais quando joga sozinho à frente da defesa), de Defour (para mim o melhor em campo e tenho esperança que seja o principal reforço para a ponta final desta época) e das entradas de Ghilas (tem de ser titular neste momento, seja no lugar de Jackson, seja numa das alas) e de Quintero (tem de continuar a acumular minutos de jogo).

Pela negativa, realço a dupla de centrais. Neste momento, parece-me o elo mais fraco da equipa. Luís Castro já me fez a vontade dando minutos a Defour e Quintero, ficando eu agora à espera que traga também Reyes para a equipa.

Relativamente a Quaresma, tenho alguma dificuldade em avaliar a sua performance. Se por um lado é capaz de momentos extraordinários e de tirar coelhos da cartola quando ninguém está à espera, por outro estraga muitas jogadas de ataque com mariquices completamente desnecessárias. Ontem esteve no melhor (um grande golo e uma ou outra jogada de génio sobre a direito) e no pior (um penalti falhado, várias perdas de bola infantis e um amarelo desnecessário). No fundo, no fundo, está quase igual ao Quaresma que partiu para Milão há uns anos. Não é decididamente o tipo de jogador que mais aprecio, mas aceito que as equipas também precisem deste tipo de jogadores...

P.S.: Ontem cometi o erro de ver um pouco do trio de ataque. Fiquei comovido com a forma como os "representantes" do SCP e SLB estão unidos contra o FCP. Tal e qual os seus presidentes. Foi também engraçado verificar a forma como ambos defendiam Paulo Fonseca e diziam que a culpa era da qualidade dos jogadores do FCP. Queres ver que não acharam piada ao facto do FC Porto se ter livrado do principal responsável pela época desastrosa dos dragões até ao momento? Cá estarei para o ano para ver se ainda acham estes jogadores tão fraquinhos...