Azul e Branco

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

FC Porto 4 - 0 Estoril : Eis o novo velho Porto!

Depois de uma pré temporada muito bem conseguida, a expectativa em torno da estreia do FC Porto no campeonato 2017/2018 era enorme. Os adeptos azuis e brancos praticamente lotaram o Estádio do Dragão (48011 espectadores – e só não se chegou aos 50000 porque muitos adeptos com lugar anual estão a gozar férias e ainda não devem conhecer as condições de transmissibilidade delugar anual – ver aqui) para ajudar a equipa orientada por Sérgio Conceição a conseguir a primeira vitória no campeonato e os jogadores portistas não deixaram os seus créditos por mãos alheias e presentearam a plateia com uma exibição que, em determinados momentos do jogo, chegou a ser brilhante. Se é verdade que a primeira meia hora não foi particularmente exuberante, não menos verdade é que, após a abertura do marcador por Marega ao minuto 35, o FC Porto, comandado pelo seu pequeno maestro espanhol, embalou para uma exibição na esteira das realizadas nos jogos particulares.

Entrando de início com o 11 mais esperado e que mais rotinas tem neste momento, cedo o FC Porto foi à procura do golo. Jogando com os laterais muito projectados no terreno de jogo, como que fazendo as vezes de extremos puros que Brahimi e Corona nunca serão, Sérgio Conceição transforma aquilo que no papel é um meio campo a 2 num meio campo a 3+1. Isto é, Danilo recua um pouco no terreno para formar com Filipe e Marcano uma linha de 3, e Oliver assume a construção do jogo ofensivo fazendo a ligação com Brahimi e Corona, os quais flectem para o centro do terreno quando em posse de bola. Se a isto somarmos o facto de um dos avançados vir sempre dar um apoio frontal ao portador da bola (enquanto que o outro tenta esticar a equipa para abrir espaços entre as linhas adversárias), percebemos que o FC Porto consegue transformar uma teórica inferioridade numérica na zona central do terreno numa superioridade que oferece várias linhas de passe constantemente, dificultando o trabalho defensivo dos adversários.

A primeira meia hora de jogo não foi particularmente exuberante, mas os princípios idealizados por Sérgio Conceição com bola referidos no parágrafo anterior saltavam à vista. Importa, então, nas alturas em que a inspiração dos jogadores não é suficiente para causar desequilíbrios, ter ideias de equipa grande e fazer a diferença rapidamente aquando da perda da bola. E esta equipa mostra ter enorme vontade de ser grande. Nos momentos em que o adversário tem (tenta ter?) a bola, equipa tenta mover-se em bloco no terreno de jogo para a recuperar no mais curto espaço de tempo possível. Soares e Aboubakar saem na pressão alta, Oliver junta-se a eles tentando condicionar o responsável pela ligação da defesa-meio campo do adversário e, principalmente, a defesa dos azuis e brancos sobre para muito perto da linha do meio campo, tentando reduzir ao máximo os espaços entre linhas deixados pela pressão alta.

Entrando para a segunda parte na frente do marcador, a equipa soltou-se e partiu para cima do Estoril ainda com mais vontade de fazer mexer o marcador. Foi sem espanto que Brahimi aumentou o score à passagem dominuto 54, que Marega bisou napartida ao minuto 62 e que Marcano fechouas contas da partida ao minuto 70. Foram 4 golos de diferença, podiam ter sido mais uns quantos, até porque Aboubakar esteve desinspirado na finalização, apesar de se ter apresentado em bom nível. Os 10 minutos finais foram de descompressão, o que permitiu aos homens da linha respirar e dar um ar da sua graça, obrigando Casillas a mostrar serviço e a sujar o equipamento.


Porque o texto já vai longo, não vou fazer a habitual análise individual aos jogadores do FC Porto. Apenas deixo um comentário: aquele novo número 10 só custou 20 milhões?! Uma verdadeira pechincha, principalmente quando vejo os valores praticados neste defeso.


Em jeito de conclusão, parece-me evidente que ainda há muito aspectos a necessitar de serem limados (continuo com a sensação que o Danilo se esconde muito do jogo na primeira fase de construção), mas a diferença deste FC Porto para o de anos recentes é já abismal. Ninguém pode garantir que esta equipa irá ter o sucesso que todos os adeptos portistas desejam, até porque há padres, missas e polvos que teimam em não arredar pé deste campeonato, mas não tenho dúvidas que continuando a jogar como a equipa grande que é, este novo velho FC Porto estará muito mais próximo de atingir os seus objectivos.


PS: a arbitragem começa bem, mais uma vez. A velocidade com que os fiscais de linha levantam a bandeirola ao ataque do FC Porto e aos adversários do benfica é fenomenal. No Dragão, a ordem é para levantar a bandeirola imediatamente, exista ou não fora de jogo dos atacantes azuis e brancos. Só ontem foram 3 golos anulados (+ 1 ao Danilo). Na luz, a ordem também é para levantar a bandeirola imediatamente, mas apenas se aplica aos adversários do benfica. Só ontem foram 2 golos anulados. Um deles, nem com a ajuda do vídeo-padre viram que foi mal anulado.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

FC Porto 4 – 0 Deportivo: De regresso a casa

Dois meses depois, o regresso a casa. E que bem sabe voltar ao Dragão, para junto dos “nossos”.

Não cheguei a tempo de ver a apresentação dos jogadores e do novo autocarro (parabéns Bruno Sousa!) e de ouvir o concerto dos Mundo Segundo, mas pelo que fui assistindo através do Porto Canal fiquei com a sensação de que foi uma bonita festa. Apenas entrei no Dragão pouco antes das 19h00 mas trouxe comigo a principal contratação de 2017-2018: o meu querido Pai, que volta a ser sócio cerca de 15 anos depois e que volta a ter lugar anual cerca de 25 (?) anos mais tarde. Os tempos agora são outros, já não me leva pela mão por entre a confusão do antigo Estádio das Antas, já não pega em mim ao colo para passar os torniquetes a caminho da arquibancada, mas a alegria e a ilusão são as mesmas. E espero que os resultados também voltem a ser os mesmos a que nos habituámos no final dos anos 80 e durante toda a década de 90.

Pelo que temos visto nesta pré temporada, existem muito bons indícios para que isso venha a acontecer e ontem presenciámos mais uma exibição que deixa água na boca para os desafios gigantes que se avizinham. Em jeito de brincadeira, e sabendo que estava a exagerar, comentei com o meu Pai ao intervalo que já tinha assistido a mais “futebol” naqueles 45 minutos do que em toda a época passada. Sim, tratou-se de uma brincadeira, de um exagero, até porque houve meia dúzia de jogos a época passada muito bem conseguidos no Dragão (clássico com o benfica à cabeça), mas grande parte das brincadeiras têm um fundo de verdade e esta não foge à regra. Se é verdade que existem vários aspectos por limar, a começar pela intervenção do “trinco” na primeira fase de construção ou pela forma como temos abordado os lances de bola parada, não menos verdade é que as principais características da forma de jogar deste Porto cada vez saltam mais à vista.

Confesso que a forma como a equipa pressiona em bloco com a defesa subida e muito perto da linha do meio campo me deixa muito satisfeito, sendo a principal qualidade introduzida por Sérgio Conceição. Se a isso juntarmos o facto de jogarmos com dois avançados centro e com dois extremos que sabem jogar por dentro e o facto de estarmos a tentar abolir o jogo directo, entregando a Oliver a gestão de todo o jogo da equipa, então fico convencido que temos tudo para poder ter sucesso este ano.

Em termos individuais, e desta vez ao vivo, voltei a ficar com uma óptima impressão de Ricardo Pereira e de Aboubakar, duas verdadeiras contratações de luxo. De Brahimi e Corona nem vale a pena falar, uma vez que são talento dos pés à cabeça, apenas necessitando ambos de mais consistência e objectividade. Realço, ainda, Alex Telles. Confesso que a performance do nosso lateral esquerdo me suscitava dúvidas, uma vez que o ano passado parecia que apenas sabia jogar directo na linha e que apenas tinha como objectivo centrar a bola para a área assim que se aproximava da área. No entanto, e ainda bem, não é isso que tenho visto, uma vez que já demonstrou saber combinar com o extremo e saber jogar por dentro. Pela negativa, tenho de destacar Danilo, que tem estado desastrado e que se tem escondido do jogo na primeira fase de construção, bem como tenho de referir que muitos jogadores que entraram no decorrer da segunda parte estiveram muito longe dos mínimos exigidos, com Hernani à cabeça.

Quarta-feira temos o último teste em Barcelos antes do arranque oficial do campeonato, mas a cabeça de todos os portistas já está na recepção ao Estoril. Se repetirmos a casa cheia de ontem, ficaremos mais perto de iniciarmos o campeonato com uma vitória. Vamos a isso!!

PS: sobre entradas e saídas, para já não vale a pena tecer muitos comentários. Vamos indo, vamos vendo.




segunda-feira, 24 de julho de 2017

Curtas sobre o VSC 0 – 2 FC Porto

Enquanto via o jogo na primeira parte dei por mim a pensar que aquilo a que estava a assistir nem parecia o mesmo desporto quando comparado com aquilo com que o anterior “treinador” nos brindava a época passada.
Enquanto o ano passado tínhamos uma equipa que:

- não fazia questão de ter bola;
- privilegiava o jogo directo, com bolas longas dos centrais e laterais para o ataque;
- evitava atacar pelo corredor central para facilitar a transição ataque-defesa aquando da perda da bola;
- centrava a bola para a área sempre que chegava ao último terço do campo;
- defendia com muitos e atacava com poucos;
- jogava com linhas muito baixas e esperava pelo erro do adversário; e
- contentava-se com a vantagem mínima no marcador.

Este ano temos uma equipa (pelo menos assim parece) que:

- gosta de ter a bola e de jogar o que o jogo lhe dá;
- tenta sair a jogar desde trás, apenas usando o pontapé longo em último recurso;
- não abdica dos três corredores para chegar à baliza contrária, tentando tirar o que de melhor Oliver e Octávio podem oferecer ao jogo;
- tenta entrar com a bola controlada no último terço do campo e às vezes até dentro da área adversária;
- defende com muitos em zonas adiantadas e ataca também com muitos;
- tenta subir as linhas e criar desconforto na construção adversária; e
- não abdica de jogar quando se apanha em vantagem no marcador.

Seria difícil exemplificar e diferenciar melhor aquilo que é jogar como equipa pequena e como equipa grande. Agora, se vamos alcançar os resultados e objectivos a que nos propomos, isso é outra história.

Individualmente quero destacar o nosso menino Ricardo Pereira. Por amor de Deus, segurem este craque! Que upgrade relativamente aos últimos anos, principalmente a atacar. Nota muito positiva novamente para Aboubakar, Octávio e Oliver.


Continua a haver muito trabalho pela frente, existem vários aspectos a melhorar (por exemplo, em comparação com o ano passado, estamos a tirar muito pouco partido das bolas paradas, principalmente quando temos no 11 Filipe, Marcano, Soares, Aboubakar e Danilo) mas os sinais são claramente positivos e deixam água na boca. Pena a expulsão disparatada de André André no início da segunda parte, porque seria interessante perceber se o FC Porto já tem condições de manter a sua forma de jogar por mais de 45 minutos. Veremos como corre quinta feira em Portimão!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A primeira impressão – FC Porto 2 – 2 Chivas Guadalajara

Uma vez que não pude ver o jogo frente ao Cruz Azul na passada segunda-feira, a partida de ontem frente ao Chivas Guadalajara permitiu-me ter uma primeira impressão deste novo FC Porto. E como não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão, o conjunto Azul e Branco não se fez rogado e apresentou-se a um nível muito interessante, principalmente nos primeiros 45 minutos.

Alinhando de início com Iker, Ricardo, Filipe, Marcano, André André, Oliver, Hernani, Octávio, Tiquinho Soares e Aboubakar, o timoneiro Portista tentou e conseguiu impor um ritmo de jogo muito forte e implementou uma pressão alta asfixiante.

A primeira parte do jogo foi praticamente de sentido único e o FC Porto embalado, também, pelo golo madrugador do avançado camaronês, podia ter chegado ao intervalo com uma vantagem mais confortável do que aquela que o marcador assinalava (Octávio fez o segundo golo à passagem do minuto 42, culminando de cabeça uma excelente jogada colectiva).

A segunda parte foi bastante diferente dos primeiros 45 minutos, fruto das muitas alterações verificadas em ambas as equipas (de todos jogadores que participaram no estágio na América Central, apenas Diego Reyes, Danilo e João Costa não jogaram ontem), o que levou a que o jogo fosse mais aberto, de parada e resposta, com mais desequilíbrios e com mais oportunidades de golo nas duas balizas, tendo o FC Porto voltado a pecar muito na finalização.

Em termos colectivos, e em comparação e contraponto com a época passada, e apesar dos jogos de preparação poderem enganar imenso, como aconteceu com a boa pré-época do FC Porto de Paulo Fonseca e com a decepcionante preparação do FC Porto de André Villas Boas, fiquei muito entusiasmado com duas coisas: com a vontade de pressionar no campo todo (apesar de na TV ter ficado com a ideia que ainda existe muito espaço entre sectores, fruto de uma linha defensiva demasiado recuada no terreno) e com a tentativa de sair sempre a jogar pelo chão, fazendo recuar um dos médios centro para “pegar no jogo” e adiantando muito os laterais.


Individualmente, e pela positiva, Oliver encheu o campo e mostrou que quando o futebol é jogado com a bola no chão, e não em pontapés constantes da defesa para o ataque, como se via o ano passado, será “o” jogador chave do FC Porto. Ricardo Pereira apresentou-se também a um excelente nível e confirmou que pode oferecer um leque de trunfos à equipa que Maxi já não tem (nunca teve?) capacidade para dar. Aboubakar esteve muito interventivo e deixou água na boca aos adeptos. Caso esteja focado no FC Porto, pode ser um caso sério e não precisamos de ir ao mercado.

Pela negativa, Hernâni voltou a falhar com estrondo a oportunidade concedida por Sérgio Conceição, denotando imensas dificuldades em tomar a melhor decisão e em jogar um futebol menos vertiginoso do que aquele praticado pelo Vitória de Guimarães onde se destacou na última época. Martins Indi também não consegui aproveitar para se mostrar ao treinador e aos adeptos, falhando recorrentemente posicionamentos, tempos de entrada aos lances e não acrescentando nada à equipa em construção. Galeno, não obstante ter jogado na posição de avançado centro, que não é a sua posição natural, também esteve bastante desinspirado e não conseguiu dar seguimento à grande maioria dos lances em que foi solicitado pelos seus colegas.

Ainda em termos individuais, confesso que estou muito curioso com a época que Filipe e Tiquinho Soares irão realizar. A época passada apresentaram-se a um nível muito elevado e seria muito importante para o FC Porto que repetissem essas performances. No entanto, ainda não consegui perceber se as suas boas exibições estão directa ou exclusivamente relacionadas com o tipo de jogo físico e pouco pensado escolhido por Nuno Espírito Santo e se serão capazes de manter o nível numa equipa que queira jogar de forma diferente.

Em jeito de conclusão, e utilizando mais uma daquelas frases feitas tão típicas do “futebolês”, não há dúvidas que ainda existe muito trabalho pela frente e muito por onde melhorar (o que não é novidade ou dificuldade, tendo em conta a qualidade de jogo apresentada o ano passado), mas os sinais são positivos. E se a esta equipa conseguirmos juntar um 8 para o lugar de Herrera e trazer um extremo de qualidade…

terça-feira, 11 de julho de 2017

FC Porto 2017/2018 - o que sabemos até agora

Completou-se ontem uma semana de trabalhos deste novo FC Porto. No entanto, e apesar do bom trabalho que tem vindo a ser feito no que diz respeito à colocação de jogadores que não têm qualquer hipótese de integrar um plantel que se deseja com qualidade necessária para lutar pelo título, a verdade é que a procissão ainda vai no adro em termos de definição final da equipa que atacará a nova época.

Relativamente ao núcleo de jogadores que terminou a época na equipa A em 2016/2017, temos a registar, para já, as saídas de Depoitre para Inglaterra, de André Silva para o AC Milan, de Rúben Neves e Boly para o Wolverhampton e o regresso de Diogo Jota ao Atlético de Madrid.

Se nos casos de Boly e Depoitre era evidente que os jogadores não tinham qualidade suficiente para se imporem num FC Porto que se quer forte (já para não falar que os montantes envolvidos nas suas contratações roçam a gestão danosa) sendo, assim, naturais os seus guias de marcha, já nos outros casos as saídas apenas se explicam pelo apertar do cinto exigido pela Uefa a um FC Porto com as finanças depauperadas.

Estou convencido que os três jovens futebolistas têm tudo para se afirmarem como figuras de proa do futebol português nos próximos anos e espero que não nos venhamos a arrepender das suas saídas num futuro próximo. Então se for verdade que temos rejeitado propostas de algumas dezenas de milhões de euros pelo passe do banal Herrera para depois vender o nosso Rúben Neves à primeira oportunidade, nem sei que dizer... 
                                   
No que diz respeito a entradas, e apesar de (estranhamente) o Porto ainda não ter contratado ninguém, existem já várias boas notícias para os adeptos do FC Porto, como são os regressos de Ricardo Pereira e Rafa Soares e a permanência de Iker Casillas.

Em cima da mesa parecem também estar outros regressos, como os de Mikel, Reyes, Aboubakar, Hernani, Sergio Oliveira, Galeno e Marega. Se acredito que nos casos de Reyes (para terceiro central), Mikel, Hernani, Galeno e Aboubakar tais regressos apenas se tornarão definitivos se não conseguirmos melhores alternativas ou se não aparecerem propostas minimamente intere$$antes, já nos casos de Marega, Indi e Sérgio Oliveira acredito que é apenas uma questão de tempo até que recebam guia de marcha.

Quanto a rumores de mercado, espero que seja possível vender em definitivo Quintero e Adrian Lopez, mesmo que por valores significativamente reduzidos, e que se consiga recuperar parte do investimento feito em Herrera e Maxi Pereira, dois jogadores que, não obstante serem óptimos profissionais, não têm qualidade para o FC Porto.

Relativamente a entradas, penso que as prioridades serão um 8 de grande qualidade (alô Moutinho?), um ponta de lança caso Aboubakar não fique (alô Jackson?), um terceiro central caso Reyes nao fique e como cereja no topo do bolo mais um extremo que faça diferença.

Esboço FC Porto 2017/2018

Guarda Redes
Iker Casillas, José Sá + 1 (Diogo Costa? Gudiño?)

Defesa Direito
Ricardo Pereira (com Diogo Dalot ou Fernando Fonseca de reserva na B e Layun para uma emergência)

Defesa Esquerdo
Alex Telles e Rafa Soares

Defesa Central
Marcano, Felipe + 1 (Reyes? nova contratação?)

Médios
Danilo, Mikel, André André, Oliver, Octavio, João Teixeira + 1 (Moutinho? nova contratação?)

Extremos  
Brahimi, Corona, Layun + 1 ou 2 ( Galeno? Hernani? nova contratação?)

Avançados
Soares, Rui Pedro + 1 (Aboubakar? Jackson? nova contratação?)


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Volta a bater




Volta a bater. Volta a bater o coração azul e branco de todos aqueles que partilham esta paixão inexplicável pelo Futebol Clube do Porto. É já amanhã que se inicia mais uma época, uma época em que, apesar de todas as desilusões sofridas nos últimos anos, depositamos a esperança de reconquistar tudo aquilo que nos tem sido tirado, umas vezes com mérito, outras tantas com colinhos, padres e missas.

Iniciamos amanhã uma nova caminhada e temos de saber perfeitamente para onde queremos ir. Mesmo que não seja possível garantir de antemão que vamos chegar ao destino a que nos propomos,  temos de, pelo menos, tudo fazer para garantir que existem condições de sucesso, tanto dentro como fora do campo. Já lá vamos.

Se, fora do campo, voltámos, e muito bem, a não deixar que nos pisem sem dar o devido troco; se, e muito bem, parámos de dar a outra face de cada vez que alguém se atreve a maltratar-nos; e se parámos, finalmente, de querer ser bons rapazes e estamos a mostrar que queremos voltar a ser feios, porcos e maus, já dentro do campo os pontos de interrogação continuam a ser mais que muitos.

Não podemos voltar a cometer erros escandalosos como os cometidos na preparacao da época passada, como por exemplo: "fechar o plantel" apenas em finais de Agosto, escolher para ponta de lança um jogador que nao servia para qualquer equipa da metade de cima da tabela e ainda por cima por valores proibitivos ou, o mais grave de todos, ter nomeado como treinador do nosso Clube um indivíduo que acha que o futebol ainda se faz apenas de chutão na frente, bolas divididas e muita corrida, um treinador que provou não respeitar o Porto e que, qual cereja no topo do bolo, não conseguiu colocar os interesses do Clube à frente dos seus.


Para voltarmos a ser o melhor clube português, para voltarmos ao lugar que tem sido nosso por direito, não basta focarmo-nos apenas numa das vertentes: temos de ser fortes tanto dentro como fora do campo, até porque o Sporting vai aparecer muito melhor que o ano passado e porque o Benfica, com ou sem polvo, vai ser um osso muito duro de roer.



Amanhã veremos quem se apresenta ao trabalho e começaremos a perceber o que nos espera em 2017/2018. Tentarei, ainda esta semana, escrever o que penso sobre as saídas já confirmadas, sobre as  saídas, entradas e regressos que se perspectivam e sobre o Sérgio Conceição, o novo homem do leme.

ps I: renovaram o lugar anual? todos somos poucos! podem fazê-lo aqui.

ps II: uma das razões que me fez deixar de escrever com regularidade foi o facto de não me identificar com a postura e com a política do Porto nos últimos largos anos. não me conseguia rever na postura de "dar a outra face". acredito que essa fase negra já lá vai e é por isso que volto a escrever. e assim continuarei a fazê-lo sempre que possível



quarta-feira, 21 de outubro de 2015

FC Porto 2-0 Maccabi: Prova superada com tranquilidade

Os Azuis e Brancos receberam hoje o Maccabi Tel Aviv em jogo a contar para a 3ª jornada da Liga dos Campeões sabendo que o duplo embate com os israelitas vai ditar, muito provavelmente, o futuro da equipa na prova. Somando seis pontos (ou talvez apenas 4) nestes dois encontros, as portas dos oitavos de final ficam escancaradas. Perdendo um dos dois jogos, as contas complicam-se e fica tudo por decidir em Stamford Bridge na sexta e última jornada. Para já, prova superada e com nota positiva!
Em busca da vigésima vitória seguida no Estádio do Dragão, e com a oportunidade de ultrapassar a marca de José Mourinho ao leme dos Portistas, Lopetegui fez entrar um 11 sem surpresas e que contou com os regressos de Maxi Pereira, Marcano, André André, Brahimi, Corona, Aboubakar e do capitão Rúben Neves (e que orgulho sentem todos os Portistas ao verem a braçadeira de capitão no braço de um dos "seus"! que satisfação sentem ao ver um puto da escolas do Olival bater o record de jogador mais jovem de sempre a capitanear uma equipa na fase de grupos da Liga dos Campeões!). 
Depois de uma primeira meia hora em que os jogadores ligaram o complicómetro e na qual o Maccabi foi causando alguns calafrios junto à área de Casillas, o FC Porto chegou à vantagem na segunda grande oportunidade de golo de que dispôs, com Layun a encontrar Aboubakar ao segundo poste e com este a cabecear forte contra o guarda redes adversário fazendo a bola ressaltar para o fundo das redes.

O golo teve o condão de soltar os jogadores Azuis e Brancos e obrigou os israelitas a abrir alguns espaços na sua organização defensiva e a subir um pouco as suas linhas. Foi, aliás, numa recuperação de bola a meio campo e numa rápida transição defesa ataque que o FC Porto dilatou a vantagem no marcador: Aboubakar não se deixou cair, aguentou as cargas dos opositores e de seguida abriu a defensiva contrária com um passe no momento exacto, digno de um experiente organizador de jogo, e que deixou Brahimi cara a cara com o guarda redes do Maccabi. O argelino não perdoou e à passagem dos 40 minutos sentenciava o jogo. Pode parecer estranha a afirmação, mas a verdade é mesmo esta. Atendendo ao estilo de jogo do FC Porto e à sua superior qualidade, a partir do momento em que os Portistas se apanharam a vencer por dois golos de diferença, nunca mais o Maccabi teve hipóteses de discutir o jogo!
Dito isto, nota positiva, então, para o grande aproveitamento do FC Porto nesta primeira parte. Já se sabe que na Liga dos Campeões não há jantares grátis (lembram-se do Bate Borisov, do facto dos bielorrussos serem a pior equipa do mundo e de que ganhar-lhes 6-0 era o mínimo exigido? Pois, a Roma que o diga!) e que todas as vitórias dão trabalho, principalmente em noites de pouca inspiração. Nesses casos é necessário não vacilar nas poucos oportunidades de golo que se criam e o "killer instinct" tão referido pelo saudoso Bobby Robson tem de vir ao de cima. Foi o que vimos na noite de hoje: 3 oportunidades nos primeiros 45m, 2 golos, jogo resolvido, pensamento no campeonato.

A segunda parte não trouxe grandes motivos de interesse, tirando uma perdida incrível de Martins Indi na pequena área e alguns remates de longa distância dos israelitas. Lopetegui terá pensado (e bem!) que o mais importante era a vitória e não desgastar a equipa para o dificilimo embate de domingo frente ao Braga e os jogadores limitaram-se a controlar o jogo até final e a gerir a sua condição física (nota apenas para os sprints que Maxi Pereira ainda fazia junto da área adversária perto do minuto 90 - o homem tem pilhas duracell!).
Em termos individuais, não vejo ninguém que mereça especial destaque, pelo que apenas deixo uma menção honrosa para Aboubakar, Brahimi e Maxi Pereira. Pela negativa, referência para a primeira meia hora da equipa e pela insistência em abdicar do corredor central para jogar. Ao contrário do que vimos contra o Chelsea, o corredor central só é utilizado para efectuar passes entre os centrais e a equipa continua a não querer fazer passes verticais que queimam linhas adversárias e que deixam os nossos jogadores enquadrados dentro do bloco contrário.

Com a vitória de hoje, o FC Porto passa a somar 7 pontos e está isolado no primeiro lugar do grupo, seguido pelo Dinamo de Kiev com 5 pontos e pelo Chelsea com 4. Os mínimos olímpicos (se é que se pode caracterizar a ida à Liga Europa desta forma) estão quase matematicamente garantidos sendo que uma vitória em Israel se traduzirá praticamente no apuramento para os oitavos de final, e com óptimas perspectivas de o fazermos como primeiros classificados do grupo.

PS: Infelizmente, a vida profissional (e o computador pessoal avariado...) não me tem deixado escrever com a frequência e qualidade que gostaria. O blog tem estado um pouco ao abandono e o facebook com pouca actividade. Não prometo que isso mudará no futuro próximo, mas de qualquer forma tentarei continuar a escrever sempre que conseguir, até porque hoje voltei à minha cadeira de sonho, voltei a ter lugar anual no nosso Estádio e quero poder transmitir-vos e relatar-vos na primeira pessoa as grandes conquistas que teremos este ano.



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Antevisão FC Porto vs Chelsea + Liga Fantasy UCL

O FC Porto recebe amanhã o campeão inglês em jogo a contar para a 2ª jornada do grupo G da Uefa Champions League. Será certamente um jogo muitíssimo complicado, em que o Chelsea, apesar da má forma na Premier League (não que o FC Porto esteja a atravessar um momento brilhante, mas os comandados de José Mourinho estão a ter um início de época desastroso), continua a ter de ser considerado favorito. Uma equipa que conta no seu plantel com jogadores como Hazard, Fabregas, Matic, Pedro, Willian ou até Diego Costa parte sempre em vantagem, a não ser que o adversário se chame Barcelona, Real Madrid ou Bayern de Munique.

Quer isto dizer que os Dragões se vão limitar a defender e a rezar por um empate? Nem pouco mais ou menos! O FC Porto, que hoje está de parabéns pelo seu 122º aniversário, já demonstrou dezenas e dezenas de vezes que pode bater o pé aos gigantes europeus e discutir o jogo taco a taco no seu estádio contra qualquer colosso que lhe surja pela frente, como tão bem se viu o ano passado na recepção aos bávaros ou no jogo do vídeo aqui em cima! Para isso, é necessário termos um FC Porto que não se intimide (espera-se casa cheia no Dragão e espera-se que seja para apoiar a equipa pelo menos durante os 90m), que não entregue a bola de forma gratuita ao meio campo da equipa londrina, que seja aguerrido e concentrado na defesa e objectivo e eficaz no ataque. É possível vencer o Chelsea e é com esse intuito que devemos entrar em campo, mas sabendo que o empate acaba por ser um resultado que abre boas perspectivas de passagem aos oitavos de final.

Em relação à última partida frente ao Moreirense, Lopetegui fez três alterações à lista de convocados: saíram Varela e Herrera (boa decisão! o mexicano está a precisar de umas semanas de fora para "refrescar ideias") e entraram Sérgio Oliveira, Evandro e Bueno. Acredito que Lopetegui já terá o seu 11 inicial mais que definido, mas não é facil adivinhar o que lhe vai na cabeça. Imagino que jogaremos com mais gente no meio campo do que o habitual (será que Bueno aparece como surpresa no onze?) e que Brahimi e Aboubakar estarão também alinhados no centro do terreno a ouvir o hino da Champions. Do lado do Chelsea, para além de Courtois, não há baixas de vulto, apenas existindo a dúvida se Falcao estará entre os eleitos de Mourinho ou não. Temos, assim, um grande jogo em perspectiva!

Ainda em relação à UEFA Champions League, o Pé que está mais à mão quer perceber se conheces a maior competição de clubes do mundo ao pormenor e lança-te o desafio de participar na Liga da Fantasy do estaminé!

Aqui fica o link - http://en.uclfantasy.uefa.com/championsleague/  -  para aderires à liga é só introduzir o pin / código 8023392



PS: Mourinho a falar bem do FC Porto?? Os Deuses devem estar loucos (desculpa Miguel ;) )

sábado, 26 de setembro de 2015

Moreirense 2-2 FC Porto: A jogar assim não vamos a lado nenhum

Ao sexto jogo para o campeonato, o FC Porto já leva 4 pontos perdidos. Se continuarmos a perder pontos a este ritmo vamos acabar a temporada com 22 ou 23 pontos desperdiçados e a rezar para que Benfica e Sporting sejam igualmente incompetentes para podermos sonhar com o título. 

E o mais preocupante nem é o facto de já termos empatado dois jogos dos seis disputados. O que preocupa é que a equipa continua a apostar num modelo de jogo previsível, fácil de anular e totalmente ultrapassado. A opção por um futebol que apenas pretende utilizar as faixas laterais do terreno de jogo (abdicando declaradamente do corredor central), que unicamente visa ter bola em zonas do campo que não infligem dano aos adversários e que vive de rasgos individuais e esporádicos dos seus melhores jogadores não augura nada de bom para os desafios que vamos encontrar este ano.

Se o ano passado o modelo de jogo proporcionou momentos de bom futebol, quer porque não era conhecido de trás para a frente por todos os oponentes, quer porque dispúnhamos de jogadores que encaixavam bem no mesmo (por muito interessante que Maxi seja, Danilo é de outro campeonato; Layun não tem nem nunca terá a capacidade de defender ou qualidade de passe de Alex Sandro; Oliver era exímio nas mudanças de flanco de jogo e a jogar à frente do meio campo e Jackson Martinez segura a bola como ningúem e disfarçava a falta de jogo pela zona central), já este ano o mesmo não se verifica e já é tempo de percebermos que há muita coisa que precisa de ser mudada.


Quanto ao jogo em si, não tenho muito vontade de me alongar em comentários. Lopetegui promoveu (e bem, já que tirando o mexicano, todos os nossos habituais suplentes são ou têm obrigação de ser muito superiores a qualquer jogador do Moreirense) alterações no 11 titular e lançou Danilo, Herrera e Osvaldo para os lugares de Rúben Neves, Imbula e Aboubakar. A primeira parte foi mais uma vez muita fraca e, tirando o golaço de Maicon na marcação de um livre directo, apenas estivemos perto de marcar num remate cruzado de Osvaldo. Muito, muito pouco para quem estava a jogar contra uma das equipas mais fracas da liga.


Na segunda parte, e em vantagem no marcador, esperava-se um FC Porto diferente para melhor e que fosse capaz de matar o jogo rapidamente. Puro engano. O início da segunda parte conseguiu ser ainda pior do que aquilo que tínhamos visto na primeira parte e acabámos por sofrer um golo em que toda a defesa fica muito mal na fotografia (com destaque para Maicon).

Lopetegui começou a mexer na equipa e colocou Tello lugar do inenarrável Herrera (joga por decreto? ou porque tem de ser vendido?), passando Corona para as costas de Osvaldo, posição em que espero que volte a jogar mais vezes. A equipa melhorou, apertou o Moreirense e as oportunidades começaram a surgir. Ainda com um empate a 1 no marcador, o treinador espanhol pôs a carne toda no marcador (bem, novamente) e fez entrar Aboubakar para o lugar de Marcano. O golo surgiria pouco depois com Corona a finalizar dentro da área de pé esquerdo após ganhar um ressalto à defesa contrária. Em resumo, só conseguimos encostar o adversário às cordas quando começámos a jogar sem qualquer organização táctica (uma espécie de 3-5-2 nunca antes visto) e quando apostámos na garra e no jogar com o coração, o que, infelizmente, diz muito da ineficácia do nosso modelo de jogo original.

Em vantagem pela segunda vez no marcador, os Portistas conseguiram a proeza de se deixarem empatar de novo, já que depois do golo do mexicano, a equipa (à imagem do jogo de Kiev) abdicou de jogar e recuou em bloco para trás da linha da bola. Indicações de Lopetegui ou instinto colectivo? Quero acreditar que tenha sido a segunda hipótese, uma vez que seria impensável algum treinador fazer a equipa recuar em bloco e abdicar de ter a bola nos instantes finais do jogo  contra um adversário deste calibre...

As coisas estão complicadas e está na altura de dar um murro na mesa e alterar tudo aquilo que repetidamente continuamos a fazer mal. Em seis jornadas de campeonato, já assistimos a três jogos horríveis (Marítimo, Estoril e Moreirense), a um jogo em que não deslumbrámos (Arouca) e a um jogo em que só jogámos 45m (Benfica). Continuo a acreditar que podemos fazê-lo com Lopetegui, mas os seus créditos estão a diminuir à mesma velocidade que a tolerância dos adeptos se desvanece. Que oportunidade desperdiçada de colocar pressão nos rivais da segunda circular, principalmente quando o derbi entre eles se aproxima!




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

FC Porto 1-0 Benfica: quando as segundas feiras custam muito menos!

Já tinha saudades de uma vitória importante sobre o Benfica para o campeonato!! Desde o famoso K92 que não sentia a alegria de uma vitória significativa sobre o nosso principal rival (o derradeiro jogo da época 2013-2014 não entra, para mim, nestas contas) e o momento de inspiração de Varela e André André permitiu-me ter uma segunda feira em que nem 12 horas de labuta me tiraram o sorriso na cara! E como já sabemos que candeia que vai à frente alumia duas vezes, não podemos desperdiçar este momento, corrigindo o que ainda não está bem e vencendo com imponência já esta sexta em Moreira de Cónegos.

Mas vamos ao jogo!



Lopetegui lançou o 11 mais pedido pelos adeptos. Casillas na baliza; Maxi, Maicon, Marcano e Layun formaram o quarteto defensivo esperado; meio campo com Rúben Neves, Imbula e André André; e um trio de ataque formado por Corona, Brahimi e Aboubakar. Um 4-3-3 no papel mas que na prática se revelou um 4-4-2, já que André André jogou muito encostado à linha do lado direito e Corona se posicionou demasiado perto de Aboubakar no centro do ataque. 


Infelizmente para os azuis e brancos, a nuance táctica não resultou. Nem Corona se entendeu bem com Aboubakar no ataque, nem tão pouco Imbula e Rúben Neves se complementaram no centro do terreno e na tarefa de organizar a saída de jogo dos dragões, o que não permitiu que André André tivesse bola para levar a equipa para a frente. 

Uma salgalhada táctica que teve como condão deixar o Benfica respirar e permitiu aos encarnados discutir o jogo nos primeiros 45 minutos, apesar de apenas terem ameaçado as redes de azuis e brancas através da marcação de bolas paradas (Mister, marcação ao homem contra uma equipa tão forte nos cantos e livres laterais? a rever! Valeu-nos a inspiração de Casillas).  Ao intervalo, o resultado aceitava-se, mas a haver alguma equipa na frente do marcador, essa equipa teria de ser o Benfica, já que o FC Porto simplesmente não existiu (o link para o vídeo que aqui deixo demonstra bem aquilo que foi o jogo dos Dragões na primeira parte e é elucidativo no que diz respeito à recorrente falta de jogo interior da equipa que teima em usar apenas os corredores laterais para atacar).

Lopetegui sentiu que as coisas tinham de mudar, teve a humildade de reconhecer que a estratégia não estava a resultar e teve a arte e o engenho de reposicionar a equipa para não mais permitir quaisquer veleidades ao adversário, acertando ainda em cheio nas substituições que viria a fazer!

André André deixou de estar tão encostado à linha, passando a chamar a si uma boa parte da organização ofensiva da equipa e Corona tentou alargar o jogo na frente transformando o 4-4-2 da primeira parte num 4-3-3 mais ofensivo e dinâmico. O jogo dos Dragões melhorou substancialmente e logo nos instantes iniciais a equipa da casa podia ter inaugurado o marcador num lance em que Aboubakar cabeceou ao poste após um centro bem medido de André André.

O FC Porto estava mais forte e foi a única equipa a querer vencer o jogo. Aboubakar teve por duas vezes o golo nos pés na mesma jogada (novo passe sublime de André André no corredor central) acabando apenas por pecar na pontaria. O nosso Rei Bakar talvez pudesse ter caído quando sentiu o toque de Luisão, mas ao contrário do ponta de lança adversário, o nosso goleador não é piscineiro ou fiteiro e não se aproveitou da entrada a destempo do capitão encarnado.


O Dragão acreditava mas o tempo começava a escassear. Quando muitos pensavam que a equipa podia começar a acusar o desgaste da deslocação à Ucrânia na quarta feira, até porque o Benfica tinha defrontado um grupo de solteiros e casados na terça (caro Rui Gomes da Silva, o FC Porto mostrou melhores índices físicos que o Benfica? Naturalmente, o FC Porto fez uma pre temporada durinha e não andou a passear nas Américas!), a verdade é que os jogadores fizeram das tripas coração e sonharam que era possível vencer o clássico! E quando só uma equipa sonha e acredita que pode vencer, o mais normal é que isso venha a acontecer!

Bola recuperada no meio campo, Brahimi finalmente (!) a soltar a bola no momento exacto para Varela no corredor central e o Drogba da Caparica a fazer uma assistência primorosa para o MVP André André bater Júlio César com classe num remate seco e colocado à entrada da área. Explosão de alegria para os mais de 50 mil espectadores que encheram o Dragão que sentiam que a vitória não podia agora escapar!

Até ao final, e ao contrário do desvario de Kiev, a equipa soube segurar a bola nos instantes finais e deixou o tempo escoar até ao apito final de Artur Soares Dias. Os Dragões somam três pontos difíceis e sofridos, mas inteiramente justos. Sem deslumbrar, a verdade é que a exibição na segunda parte fez por merecer o desfecho final do marcador e castigou um Benfica que não teve a sorte que lhe caiu do céu na época passada neste mesmo estádio ou até em Alvalade. Desta vez quem jogou para empatar, acabou por perder (obrigado Rui Vitória pela saída do Jonas e pela entrada do Talisca!). E que bem que isso me soube!


PS: Artur Soares Dias teve uma arbitragem fraca no capítulo disciplinar. Maxi e André Almeida mereciam ter ido para o balneário mais cedo. No caso do uruguaio, isso não é surpresa nenhuma para a gerência deste estaminé. Maxi está igual a si próprio, igual ao que sempre foi. Um jogador interessante, cheio de garra e espírito de sacrifício. Mas que invariavelmente abusa e comete faltas desnecessárias. Foi assim no Benfica durante 8 anos. 8 épocas em que repetidamente escapava às expulsões. Vamos ver se será assim no FC Porto. Pelo andar da carruagem, não me parece que vá ter essa sorte, até porque em 5 jogos já viu 4 amarelos. No entanto não deixa de ser engraçado ver tantos adeptos adversários a acordar e a perceber que o Maxi afinal é caceteiro. Ele há coisas!




Nota final: infelizmente, e por razões profissionais, não tem sido possível actualizar o blog e a página de facebook com a frequência desejada! A ver se as coisas voltam ao normal rapidamente!