Azul e Branco

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sábado, 2 de dezembro de 2017

FC Porto 0-0 Benfica: O VAR não existe, o que existe é o BAR

Se alguma vez vos disseram que o VAR existia em Portugal, digam-lhes que estavam errados. O Video Assistant Referree implementado nas ligas italiana, alemã e holandesa é o árbitro que, com a ajuda de imagens televisivas, assiste o árbitro principal em situações de golo, penalty, cartão vermelho ou erro na identificação de um determinado jogador na mostragem de um cartão amarelo ou vermelho. Aqui em Portugal não funciona assim. Visto que estamos na vanguarda da inovação a nossa liga decidiu criar o BAR. O Benfica Assistant Referee foi implementado na presente época 2017/18 com o objetivo de tornar o Benfica pentacampeão nacional e, deste modo, tentar provar que este clube não é tão mau quanto faz parecer nas prestações em competições europeias. Vamos então dar alguns exemplos recentes da utilização do BAR:


Braga vs Benfica – Golo limpo anulado ao Braga quando Seferovic estava a colocar R. Horta em jogo.
Benfica vs Portimonense – Videoárbitro pede ao árbitro principal para “aguentar” a decisão de validar o golo ao Portimonense.
Aves vs Benfica – Falha de comunicação do sistema com o árbitro principal dos 66 minutos de jogo até ao final, período onde houve uma grande penalidade marcada a favor do Benfica que foi precedida de uma falta clara de Jonas.
Aves vs FC Porto – Penalty claro por assinalar a favor do FC Porto ao minuto 90 quando o resultado estava 1-1.

Os lances de ontem da mão de Luisão e do lance mal anulado a Herrera são mais duas situações a juntar às restantes que explicam a existência do BAR.

Durante o jogo de ontem e em relação ao futebol propriamente dito, é importante referir que a equipa do FC Porto foi superior em 3/4 do tempo total do jogo. A equipa adversária começou melhor e, com este “novo” 4-3-3, fechou bem os espaços no meio campo, pressionou alto e fez uma excelente circulação de bola graças ao poderio técnico dos jogadores envolvidos nesta fase – Krovinovic, Cervi, Salvio, Pizzi e Jonas. A nossa equipa não estava a conseguir sair a jogar desde trás mas, ao explorar o jogo mais direto, rapidamente conseguimos explorar a velocidade de Marega e “encostar” o Benfica à sua área. Na segunda parte, o adversário não jogou. Tivemos posse de bola, tivemos oportunidades de golo, só não tivemos mesmo o golo. O nosso 4-3-3 foi fundamental para preencher o meio-campo que foi muito disputado com o adversário. E, se na minha opinião Sérgio Oliveira não acrescentou grande coisa, Danilo e Herrera estiveram imperais nas suas funções de recuperar bolas e pressionar. Na frente, as movimentações de Aboubakar para participar na construção de jogo, os sprints de Marega a furar a defesa e as investidas de Brahimi pelo meio foram essenciais para as ocasiões criadas e pela superioridade conseguida. Houve uma equipa a querer ganhar o jogo e a merecê-lo, o resto já nos sabemos…


Pontos (+)
- Danilo (MVP) – Muito presente ao longo de todo o jogo tal como nos costuma habituar. Um verdadeiro “muro” para o adversário
- Herrera – Incansável na pressão e a cobrir os espaços. Mais uma vez foi essencial para condicionar a progressão dos oponentes.
- Brahimi – Aquele de quem se espera mais e que acaba sempre a ser dos que mais produz em campo. Apesar de estar sempre rodeado de 3/4 adversários durante quase todo o jogo, conseguiu quase sempre encontrar uma solução. Teve 2 assistências magistrais que poderiam ter dado em golo.
- Aboubakar – Incrível a forma como saía da marcação dos centrais e se envolvia na construção ofensiva.
- José Sá – Muito bem sempre que foi chamado a intervir, especialmente na saída aos pés de Krovinovic.

Pontos (-)
- Felipe – Muito mal em algumas saídas a jogar. Teve pelo menos 2 erros crassos que poderiam ter originado em golo.
- Sérgio Oliveira – Muito ausente do jogo. Não esteve mal mas também não esteve bem. Dá a sensação que fugiu muitas vezes da bola.
- Marega – Apesar de muito esforço, falhou o mais importante.
- Eficácia – Falta de eficácia evidente materializada pelas ações de Marega. 2 falhanços que ditaram o nulo.



Rescaldo: Um jogo em que fomos superiores, fomos pouco eficazes e fomos prejudicados. Merecíamos ter levado os 3 pontos mas vamos continuar na luta contra tudo e contra todos! Próxima semana temos a oportunidade de avançar para os oitavos de final da Champions e mostrar qual é o melhor clube português!


Queremos ver o Porto campeão!

sábado, 25 de novembro de 2017

Aves 1 - 1 FC Porto: não foi por falta de aviso

Empate comprometedor na vila da Aves.

Todos sabíamos da importância do jogo desta noite. Todos sabíamos que era importantíssimo ganhar hoje e receber o clube dos emails e dos vouchers na próxima sexta com pelo menos cinco pontos de vantagem. Todos sabíamos que não podíamos cometer os erros que se cometeram o ano passado em vésperas de defrontar o benfica (dois empates com o Setúbal). E também todos sabíamos que os padres de serviço Bruno Esteves e Rui Costa só não nos iam lixar se não tivessem oportunidades para isso.

Todos sabíamos tudo isto mas parece que pouco ou nada foi feito para evitar que tal acontecesse.
Apesar de se ter adiantado no marcador logo à passagem dos cinco minutos, com Ricardo a atirar a contar na cara de Quim após assistência perfeita do regressado Soares, a verdade é que os primeiros 45 minutos foram de longe os piores desta época. Perdas de bola infantis na primeira fase de construção (Felipe, Felipe....), escorregadelas comprometedoras, incapacidade de ter a bola no meio campo ofensivo e recurso constante ao jogo directo para os avançados e para os defesas laterais que tentavam ganhar as costas à defesa avense, houve de tudo, em doses industriais (não terá sido por acaso que aos 28 minutos de jogo já três jogadores estavam no aquecimento). O intervalo chegou e o FC Porto continuava na frente do marcador, embora pouco ou nada tivesse feito para isso. Esperava-se uma outra atitude para a segunda parte e também alguns ajustes tácticos. Infelizmente, a segunda parte começou como tinha acabado a primeira. Mal, portanto. E pior ficou quando Corona se fez expulsar estupidamente à passagem dos 53 minutos e foi sem espanto que o Aves chegou ao empate. Curiosamente, a partir daqui assistiu-se ao melhor período ddo FC Porto na partida. Sem ser exuberante, podia ter feito o segundo golo, principalmente quando Aboubakar apareceu isolado frente a Quim. O jogo caminhava rapidamente para o seu final, até porque o Aves se dava por satisfeito com o empate, até que os ladrões do costume entraram ao serviço, deixando de assinalar um penalti do tamanho da Torre dos Clérigos sobre Danilo à passagem do minuto 90. Nada que não soubessemos que aconteceria, não é verdade? O normal neste campeonato da treta. Sim, o Porto jogou mal e provavelmente nem merecia ganhar. Mas os penaltis são para se marcar, quer uma equipa jogue muito ou pouco. infelizmente connosco já sabemos que não é assim. Seria curioso fazer-se um levantamento por essa Europa fora. Haverá mais algum líder de campeonato que não tenha nenhum penalti a seu favor com o jogo empatado? e sem ver algum adversário expulso com o jogo em aberto? Pois. Não há. Só me resta dizee que Sexta lá estaremos no sítio do costume para emendar este dia mau

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Besiktas 1-1 FC Porto: O trunfo só se pode jogar uma vez

Foi em bando que os jogadores do Besiktas pressionaram desde bem cedo a equipa do FC Porto. Certamente como parte da sua estratégia e galvanizados pelo seu público (reparem nas imagens e no som adeptos turcos nos primeiros 15 segundos do jogo… impressionante!), as águias negras procuraram prender o dragão ao seu ninho e, com bola, fazê-lo adormecer.
A verdade é que o nosso dragão, apesar de impotente ofensivamente, conseguiu permanecer firme e, com um trunfo, fez silenciar a arena. O golo do Filipe nasce de uma grande jogada e em que não cansa ver a repetição. É daqueles lances que com certeza faz-nos sorrir a nós e ao nosso treinador porque o mérito passa muito por ele.
Mas a verdade é que com adversários desta qualidade não basta ser bom nas bolas paradas. A equipa lutou e posicionalmente esteve bem mas faltou profundidade e Aboubakar sentiu-se só ao longo dos 90 minutos.

O 4-3-3 teórico não passou de um 4-5-1 com o Porto a defender com 9 e atacar com apenas 3 ou 4. Com Herrera no papel habitual de ser o primeiro a pressionar, Brahimi e Ricardo eram alas e raramente (ou nunca) fizeram o papel de extremos. O Besiktas jogou com as linhas subidas e na segunda parte quase não nos deixou respirar. Mesmo a sermos sufocados, Sérgio Conceição não quis lançar nenhuma peça nova no jogo e aguentou até aos 80 minutos de jogo para lançar o Corona. Na esperança de aparecer um novo trunfo caímos de pé mas ainda sem o nosso objetivo cumprido.



Pontos (+)

- Felipe – Muito concentrado e interventivo. Fantástica a forma como se foi antecipando mas esteve ainda melhor na finalização para o nosso golo, que míssil!
- Ricardo Pereira  – Pela forma como começou o jogo e numa posição que já não lhe pertence. Mostrou-se disponível e ágil, como sempre. “Aprende com este, Hernani!”
- Brahimi – O maestro da equipa, ainda que com menos fulgor e espaço que lhe concedem habitualmente na nossa liga, lutou sempre para procurar novas formas de chegar à baliza mas a própria tática não o favoreceu.
- Herrera – Sobretudo pela primeira parte pela forma como pressionou e agarrou o nosso meio-campo.
- José Sá – Esteve sempre concentrado mas merece sobretudo pela defesa incrível que fez ao remate vindo do pé esquerdo de Quaresma.

- Bolas Paradas – Já poderia ter falado nisto em outros jogos mas hoje vi-me obrigado a mencioná-lo depois de uma jogada desenhada com régua e esquadro que originou no 1º golo do FC Porto.


Pontos (-)

- Maxi – Condicionado desde o minuto 22 pelo amarelo recebido, ficou de pé atrás e deixou passar quem se aproximava dele. O Besiktas aproveitou e, na segunda parte, canalizou as forças para o lado esquerdo dando asas a Babel e Quaresma para voar.

- Posse de Bola – A incapacidade que temos em manter a posse de bola (21% em determinados momentos no jogo de hoje) leva-me a crer que com outros adversários que possamos ter numa fase mais avançada desta competição, não consigamos mostrar o verdadeiro valor da nossa camisola e deixar uma boa imagem.





Rescaldo: Aquilo que falhou na primeira volta foi corrigido, mas se ganhar garantia a passagem aos oitavos, nós hoje não quisemos passar porque não quisemos ganhar. O Besiktas esteve mais próximo da vitória e o All-in está lançado para o jogo em casa com o Mónaco.


Queremos ver o Porto nos oitavos!

sábado, 18 de novembro de 2017

FC Porto 3 - 2 Portimonense: Paciência, guardem lá as canas...

...que ainda não foi desta que o FC Porto perdeu um jogo para as competições domésticas!

Num jogo a contar para a 4a ronda da taça de Portugal, depois da pausa para os compromissos das seleções e antes de mais um jogo fulcral para as competições europeias, Sérgio Conceição optou, e quanto a mim bem, por lançar de início os jogadores em quem mais tem confiado de entre os que estavam disponíveis (Herrera e Marega estão lesionados e Brahimi apenas chegou ontem de África - sobre Hernani falaremos mais para a frente). O adversário desta noite já havia demonstrado no jogo a contar para o campeonato que é uma das boas equipas da nossa liga e convinha não facilitar para não se repetir o descalabro do ano passado (sim, eu também me lembro que a eliminação do ano passado teve a assinatura do padre João Capela).

E a verdade é que, mesmo sem facilitar, as coisas estiveram muito muito complicadas. Apesar de termos entrado em jogo praticamente a vencer (Danilo abriu o marcador na sequência de um canto de Alex Telles), o Portimonense, comandado pelo seu pequeno nipónico, não baixou os braços e deu água pela barba à defesa do FC Porto. O jogo entrou numa toada de parada e resposta, o que é algo a que o FC Porto não está habituado, e tanto podia ter acontecido o 2-0 como o 1-1. Acabou por acontecer o 1-1, num lance em que vários jogadores portistas ficaram muito mal na fotografia, resultado com que se chegou ao intervalo.

Para a segunda parte, Sérgio Conceição trouxe os mesmos 11 que iniciaram o jogo e esperava-se que a prestação dos azuis e brancos mudasse para melhor. Puro engano, o jogo mantinha uma toada de equilíbrio anormal e o nosso treinador acabou por ser obrigado a colocar em campo o melhor jogador a actuar em Portugal: Brahimi. A mudança operada acabou por não surtir efeito imediato, até porque o Portimonense passou para a frente do marcador pouco depois com um golo monumental de fora da área.

Ora bem, isto posto, ficámos perante um cenário novo nas competições internas esta época. A perder. Aos 70m de jogo. Num jogo a eliminar. Numa noite de pouca inspiração. E sem grandes soluções no banco. O Portimonense começava a acreditar que podia ser O tomba gigantes desta edição da Taça de Portugal e os adversários esperavam que o FC Porto tremesse e caisse.

Mas eis que o Estádio do Dragão acordou e começou a empurrar a equipa para o empate. Quem me lê sabe que, por norma, não valorizo muito aquilo que acontece nas bancadas e que também não dou grande importância a factores como a raça e a garra porque acredito que não é isso que faz uma equipa ter qualidade e ser ganhadora. Mas também sei que há dias em que a inspiração e a concentração não "estão lá" e que é necessário ir atrás do resultado pelo coração, pela vontade, pelo "antes quebrar que torcer" e hoje era um desses dias. Um dia em que adeptos, jogadores e equipa técnica tinham de remar todos para o mesmo lado para alcançar os seus objectivos. E assim foi.

Aboubakar empatou o jogo em cima do minuto 91 após um brilhante passe de Alex Telles a rasgar a defesa algarvia (segunda assistência do brasileiro) e Brahimi concluiu a reviravolta à passagem do minuto 95, após boa desmarcação do recém entrado André Pereira. Pouco depois Artur Soares Dias apitava para o final do encontro e o FC Porto carimbava a passagem à 5a eliminatória da Taça de Portugal. Foi uma vitória suada, difícil e valorizada por um excelente Portimonense (onde andam aqueles que há pouco tempo diziam que o Portimonense é um clube amigo e que abria as pernas ao FC Porto?) que talvez merecesse ter caído apenas no prolongamento.

Positivo: não me parece justo destacar nenhum jogador em particular, uma vez que não me parece que tenha existido algum jogador a apresentar-se a um nível muito elevado.

Negativo: repito o que disse na análise ao jogo com o Belenenses. Este Hernani parece estar a fazer tudo ao seu alcance para não ter mais nenhuma oportunidade. Mais um jogo em que coleccionou disparates, más decisões, desconcentrações defensivas e falhas técnicas. Na minha opinião, Hernani dificilmente alguma vez será jogador para o Porto, mas também é impossível ser tão fraquinho como tem aparentado ser. Se existissem muitas soluções ofensivas no plantel, isto seria um não assunto. Mas como não existem...

Curiosidade: titularidade de Iker. Segundo Sérgio Conceição, Iker saiu da equipa porque treinou mal na última pausa para os compromissos das seleções. Tinha o feeling que Iker recuperaria a baliza se treinasse bem na paragem seguinte. Hoje jogou de início, mas o jogo era de taça. ficará na baliza na Turquia? a ver. Penso que a sua experiência será importante num jogo em que convém mesmo pontuar.

PS: tantos memes e posts de facebook que se perderam com aquele golo do Aboubakar. Fica para outra vez, paciência. Por falar em Paciência, pode ser que fique já para amanhã

PS 2: o clube corrupto da segunda circular que acelera em direção à 2a divisão apressou-se a comentar a arbitragem. sim, depois do que se viu no slb-portimonense, o clube do polvo tem a lata de falar da arbitragem de hoje e de voltar a falar do apito dourado. eu ainda fico parvo, mas depois lembro-me que quem escreve estes textos para o slb é a mesma pessoa que escrevia os textos para José Sócrates e não deixo de me rir com as ironias da vida

domingo, 5 de novembro de 2017

FC Porto 2 - 0 Belenenses: Dever cumprido

Vitória difícil, importantíssima, suada, exibição qb.

Os mais de 38000 adeptos que se deslocaram ao Dragão cedo perceberam que não ia haver "ópera" na noite fria de ontem (nem podia haver, tantas eram as condicionantes que nos enfraqueciam) e também cedo trataram de tentar empurrar a equipa paraa  única coisa que interessava, que era garantir que os 3 pontos ficavam no Dragão. Entrando de início com Reyes no lugar de Danilo, Hernani no lugar de Corona e André André no lugar de Marega, a equipa tentou manter a estrutura habitual de 442 e tentou implementar as dinamicas que normalmente apresenta.

No entanto, isso nem sempre aconteceu, porquem nem André André consegue oferecer a profundidade e as roturas constantes nas costas da defesa que Marega oferece, nem Hernani consegue acrescentar qualidade invidual e jogo interior que Corona acrescenta. A isto juntou-se o facto de Brahimi, Alex Telles e Aboubakar se terem apresentado visivelmente desgastados. Tudo somado, e parecia mesmo a receita perfeita para não vencer o jogo.

No entanto, para além do público do Dragão, também Herrera emergiu na noite do Dragão e numa exibição monstruousa carregou a equipa às costas durante os 90m. Tantas vezes criticado ao longo dos últimos anos, inclusivamente neste estaminé, a verdade é que finalmente estamos a ver um Herrera de grande classe. Um jogador que começou a decidir bem, a recuperar bolas, a praticamente não falhar passes, a assistir, a marcar, a assumir a batuta da equipa nos momentos mais difíceis.

A vitória de ontem é muito do nosso mal amado mexicano, também ele um verdadeiro reforço para esta época. Pela positiva, destaque para a estreia a titular a trinco de Reyes. Não tem nem nunca terá a amplitude de movimentos de Danilo, nem tem a capacidade de vencer quase todos os duelos como tem o nosso número 22, mas pode diferenciar-se do português noutros capítulos, como a qualidade do passe e a capacidade de oferecer linhas de jogo aos companheiros. Gostei também da exibição do Ricardo Pereira e da entrada em jogo de Corona. Pela negativa, o penalti escusado de Felipe e mais uma oportunidade completamente desperdiçada por Hernani, que esteve completamente desinspirado a atacar e desconcentrado a defender, para além de se furtar a disputar bolas dividas. Demasiado mau...

Em jeito de conclusão, e à medida que a época vai avançando, vamos tendo cada vez maior noção do autêntico milagre que o nosso Treinador vai operando. Com o plantel curtissimo e limitadissimo que a nossa decrépita SAD lhe ofereceu (cabe na cabeça de alguém que por exemplo uma equipa que quer ser campeã tenha de jogar com André André a avançado??), Sérgio Conceição continua a levar a água ao seu moinho, sem choros e lamentos e trabalhando com aqueles que tem ao seu dispor. O mérito é todo todo dele.

PS: sobre Oliver Torres um dia falaremos. agora não é altura para isso


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

FC Porto 3-1 RB Leipzig: Já descobrimos a receita do Red Bull


O jogo não começou bem para a nossa equipa que viu Marega lesionar-se aos 12 minutos. Marega que parecia ser o trunfo principal da estratégia de Sérgio Conceição para este jogo. Um bloco baixo com duas filas de 4 jogadores atrás da linha da bola, a sair rápido para o contra-ataque e lançando o avançado maliano nas costas dos defesas da equipa do Leipzig.
O nosso treinador teve que adaptar a equipa e fez entrar André André. A formação passou de 4-4-2 para 4-3-3 e, se por um lado a construção do jogo ofensivo foi mais canalizado para as alas, também é verdade que o Porto ficou com mais presença no meio-campo e condicionou eficazmente os maestros da equipa adversária. Foi montado um cerco à volta de Keita, Forsberg e Kampl com Danilo, Herrera e AA a mostrarem raça e poder de choque.
Não é fácil parar esta equipa energética do RB Leipzig que conta com uma receita de jogadores rápidos, ágeis, e com excelente resistência e qualidade técnica. Mas a nossa equipa mostrou garra, foi solidária e fechou as portas ao ataque dos alemães. Ganhamos nos duelos e ganhamos na estratégia. Defendemos com tudo e marcámos como pudemos: de bola parada. E, por isso, fizemos de tudo para merecer os 3 pontos.


 

- Danilo Pereira (MVP) – Dos 0 aos 90 minutos e em todos os lances em que participa dá tudo o que tem. Isso foi bem percetível tanto na forma como assiste Herrera para o 1º golo como na maneira como cabeceia para o fundo das redes no 2º golo.
- Herrera – Mal amado pelos nossos adeptos e provavelmente pelos nossos adversários pela forma como condiciona o jogo do oponente. Mais uma vez incansável na pressão e ainda teve um golo como prémio.
- Telles – Menos atacante do que é habitual mas exímio nas ações defensivas. Não deu um único centímetro aos extremos do Leipzig.
- Corona – Incansável na recuperação e com bons pormenores no ataque. Não teve mais protagonismo por culpa da velocidade dos adversários.

- Versatilidade – Fantástica a forma como a equipa altera o esquema tático sem prejuízo da organização defensiva e ofensiva. A falta de soluções obriga o treinador a montar uma equipa versátil e tem mostrado resultados surpreendentes.
- Consistência defensiva – Este quarteto defensivo é provavelmente dos melhores que já tivemos. Rápidos, seguros e solidários permitem que a equipa se sinta confortável em assumir uma personalidade atacante. Ontem a estratégia foi diferente do normal mas o papel destes foi igualmente essencial.


Pontos (-)

- Falta de soluções ofensivas – Sai Marega e entra André André. Corona lesiona-se e entra o defesa direito Maxi Pereira. É um aspeto negativo do plantel e não desta partida em específico. Parece-me evidente a necessidade de contratar pelo menos para a posição de extremo.




Rescaldo: Resultado bem mais agradável que a exibição mas tivemos que nos moldar ao estilo de jogo de uma equipa irreverente e com muita qualidade individual. Estivemos quase perfeitos a defender e mostrámos a experiência de um dos símbolos com mais presenças na Champions: o nosso!


Queremos ver o Porto nos oitavos!

domingo, 29 de outubro de 2017

Boavista 0 - 3 FC Porto: BAM, BAM, BAM!!

O ano passado em Espanha rivalizaram dois trios que fizeram as maravilhas dos adeptos: a BBC (Bale, Benzema e Cristiano) e a MSN (Messi, Suarez e Neymar). Este ano em Portugal há um trio que, à escala do nosso campeonato, tudo tem levado à frente e tudo tem resolvido a favor da nossa equipa: o BAM (Brahimi, Aboubakar e Marega), trio que por cá tentará superar a benfiquista EVA (emails, vouchers e APAF) e a "vaca" sportinguista (4 jogos ganhos sem saber ler nem escrever nos últimos 5 minutos do jogo).

Enquanto Brahimi é, nesta altura da época, o melhor jogador do campeonato, aquele que desequilibra, que recebe a bola mesmo quando apertado por dois ou três adversários, que assiste os colegas para golos fáceis ou que tira do sério quem lhe tenta roubar a bola, já Marega e Aboubakar  vão somando golos decisivos jornada atrás de jornada (já lá vão 16!), desbloqueando jogos complicadíssimos e permitindo ao FC Porto seguir na liderança do campeonato.

E por falar em complicadíssimo, penso que não existe melhor forma de descrever o jogo de ontem no Bessa. Apesar de ter entrado com a mesma equipa que bateu tranquilamente o Paços de Ferreira a semana passada e com um esquema táctico que me parece o mais adequado para fazer frente a equipas médias/pequenas da nossa liga, a verdade é que os primeiros 45 minutos do derbi foram os mais fracos da época. Mérito do Boavista, que surpreendeu pela qualidade dos seus homens mais adiantados (Renato Santos, Fábio Espinho e Yusufa), e demérito do FC Porto, que tentou levar o jogo para uma dimensão física e de duelos individuais constantes que apenas beneficiou o Boavista e as suas linhas mais recuadas.

Na segunda parte parece-me que as indicações foram no sentido de se jogar com mais cabeça e menos raça, tentando utilizar as armas em que somos muito mais fortes que o Boavista, o que nem sempre foi colocado em prática pelos nossos jogadores. O primeiro golo acabou por surgir logo no início da segunda parte numa jogada em fizemos o adversário cheirar a bola e permitiu à equipa soltar-se um pouco mais, mesmo que o Boavista não tenha deixado de incomodar a defensiva azul e branca, o que deixava no ar alguma incerteza quanto ao desfecho do marcador.

Por volta do minuto 70, Sérgio Conceição fez entrar André André para condicionar a primeira fase de construção do Boavista através de David Simão e o técnico dos axadrezados viu-se obrigado a tirar um defesa para colocar um avançado na esperança de oferecer mais linhas de passe na frente ao seu construtor de jogo. No entanto, estas duas alterações alteraram por completo o cariz do jogo e o FC Porto assumiu uma supremacia que lhe permitiu criar várias situações de golo iminente. Marega e Brahimi fizeram o segundo e terceiro golos quando surgiram isolados na cara de Wagner, isto já depois de Herrera ter falhado um golo cantado.


Individualmente, destaque natural para o argelino Brahimi. Um golo, uma assistência e muita vontade de ter a bola, mesmo quando todos os seus colegas apenas se preocupavam em jogar longo na procura da profundidade de Marega e Aboubakar. Nota positiva, também, para José Sá (grande defesa com 0-0 no marcador), Aboubakar e Marcano. Pela negativa, realce para Felipe, mais preocupado em envolver-se em duelos individuais com os adversários do que em oferecer bolas jogáveis aos seus colegas de equipa.

Em resumo, não foi uma exibição de encher o olho, mas mesmo assim foi bem melhor do que aquilo que os nossos rivais (não) apresentaram este fim de semana e o mais importante foi alcançado:
3 pontos na bagagem e mais uma jornada isolados na liderança!

bom domingo a todos os Dragões!

domingo, 22 de outubro de 2017

FC Porto 6-1 Paços de Ferreira: Quando a expressão "meia-dúzia" significa muito

Contra um Paços que nunca venceu no Estádio do Dragão, Sérgio Conceição escolheu um 11 para cilindrar. O “teórico” 4-4-2 no papel não é nada mais nada menos que um 4-2-4 com alta projeção ofensiva. A entrada no jogo mostra o que o treinador pede constantemente: resolver o jogo cedo. Isso foi bem evidente na marcação rápida da falta sofrida por Marega que deu origem ao primeiro golo. O empate surge logo a seguir na sequência da fraqueza “assumida” da nossa equipa em virtude do estilo de jogo ofensivo: o espaço entre linhas (entre a linha defensiva e o meio-campo). Mas o FC Porto não deixou o adversário respirar e rapidamente decidiu o jogo. Guiados pela assertividade de Ricardo Pereira, magia de Brahimi e eficácia de Marega, a equipa foi superior durante toda a partida e para quem não viu o jogo não saberá que o resultado poderia ter sido ainda mais avultado.

Pontos (+)

- Ricardo Pereira (MVP) – Fantástica exibição do ala direito. Faz tudo rápido e bem. Parece estar a ganhar confiança de jogo para jogo e procura assumir-se cada vez mais na construção ofensiva. 1 golo, 2 assistências e muitos pormenores de classe.
- Brahimi – Continua a demonstrar a preponderância que tem no jogo ofensivo da nossa equipa. Desta vez esteve envolvido em 3 dos 6 golos marcados.
- Felipe – Poderia ter “apertado” mais com Whelton no lance do golo mas à parte disso, esteve sempre bem e ainda acrescentou ofensivamente marcando 2 golos de belo efeito (um limpo e outro anulado).
- Marega – Continua em boa forma e com confiança na finalização. Já são 7 golos na liga. Não é com certeza um craque para grandes jogos mas está a mostrar ser um ativo verdadeiramente importante nesta competição.  

- Mobilidade - É necessário destacar de novo a dinâmica desta equipa nas movimentações ofensivas. As desmarcações feitas pelos nossos jogadores baralham a defesa contrária e desta forma criam-se oportunidades através de cruzamentos, passes de rutura, passes longos...
A equipa arranja sempre forma de se aproximar da baliza.


- Capacidade ofensiva – Capacidade não só em criar oportunidades através de meios diferentes como também em concretizar essas oportunidades.

Rescaldo: São 25 golos marcados em 9 jogos. E mais uma exibição de gala! A equipa é solidária e joga em sintonia. Esforçados, criativos, móveis… neste momento não faltam adjetivos para as individualidades deste FC Porto que é a equipa mais forte do campeonato até ao momento e merece estar no primeiro lugar. Para a semana todos ao Bessa para mais um Mar Azul! (numa deslocação que é por norma das mais difíceis…).


Queremos ver o Porto campeão!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sporting 0-0 FC Porto: Só faltou o golo...

Este foi o primeiro teste da época contra um candidato ao título e o primeiro jogo em que não conseguimos marcar qualquer golo. Não foi por falta de oportunidades mas foi muito por causa de Rui Patrício. Os primeiros 45 minutos foram um espelho da identidade da nossa equipa: seguros a defender, criteriosos a pressionar, concentrados no momento de atacar a bola, e sempre a criar oportunidades claras de golo. 
Pode-se dizer que pelo menos na primeira parte a estratégia funcionou e o FC Porto vulgarizou o Sporting. Passados 35 minutos estava 6-0 em remates. A equipa jogou com confiança, soube manter a posse de bola com calma e confiança e, sempre que o Sporting tinha a bola, a equipa mantinha-se na expectativa, organizada e muito rápida a reagir à circulação de bola do adversário. Depois, ao recuperar a posse, a equipa saía em rápido contra-ataque quase sempre pelos pés do génio Brahimi e criava facilmente soluções através da velocidade da dupla africana.
Na segunda parte, Herrera rebentou e não conseguimos manter a mesma consistência. A pressão que o mexicano estava a fazer para travar as saídas do Sporting aos poucos abrandou e permitiu o adversário respirar melhor e assumir mais o jogo. Mesmo assim, ao longo dos 90 minutos só tiveram uma ocasião clara e o Porto fez mais para sair com os 3 pontos.

Pontos (+)
- Brahimi (MVP) – Começa a ser um hábito. Rui Patrício foi o melhor do jogo mas o nosso pequeno mago demonstrou mais uma vez a irreverência que faz desorganizar qualquer defesa.
- Alex Telles – Não permitiu um único centímetro a Gelson e obrigou JJ a trocar os alas na segunda parte. Provou que é um lateral de nível europeu.
- Herrera – Fez o que melhor sabe: pressionar. Correu muitos km’s para “secar” a saída a jogar do adversário e mostrou a calma de um jogador experiente quando tinha a bola nos pés. Pode vir a revelar-se um jogador muito importante ao longo da época.
- Felipe – Muito forte no jogo aéreo e nos duelos com Bas Dost. Uma autêntica carraça.
- Danilo – O nosso trinco merece também a menção pela forma como se mostrou disponível apesar do erro que originou a única clara oportunidade do Sporting.
izar um adversário por completo. Excelente a conduzir os contra-ataques e em quase tudo o resto.
- Atitude – A equipa jogou sem medo e com confiança em casa de um rival.
- Segurança defensiva – Impressionante a forma como esta equipa consegue anular os adversários. E fê-lo agora contra um rival direto e a jogar fora de casa.

Pontos (-)
- Layun – Não se pode dizer que tenha feito um mau jogo mas deixa muito a desejar nas ações defensivas. Quando Gelson passou para a esquerda, sentiu dificuldades e foi feliz em noite desinspirada dos extremos leoninos.
- Segunda parte – Não conseguimos fazer aquilo que tinha sido muito bem conseguido nos primeiros 45 minutos. Faltou alguém (Óliver) para assumir o jogo.

Rescaldo: Para a história fica um empate com sabor amargo mas a dar muito boas indicações para o futuro. Esta equipa parece ter fibra de campeão e os jogadores falam a mesma língua. O 1º lugar é nosso e que assim continue!


Eu quero o Porto campeão!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Monaco 0 - 3 FC Porto: Onde já vimos isto antes?

Não poderia começar esta crónica de outra forma. FC Porto 3 - 0 Monaco. Onde é que eu já vi isto antes!?

Assim que nos calhou em sorte o Monaco no sorteio da Liga dos Campeões, certamente que não houve Portista que não se tenha lembrado, provavelmente com muita nostalgia à mistura, daquela mágica noite de 26 de Maio de 2004 em que nos tornámos, mais uma vez, os Reis da Europa do Futebol. 

No entanto, ao contrário do que sentíamos àquela data enquanto Portistas, este ano sentíamos que não podíamos ser considerados favoritos no embate frente ao actual campeão francês. Afinal, estamos a falar da equipa sensação da Europa do tempos mais recentes, que comandados pela batuta de Leonardo Jardim poucas hipóteses têm dado a quem lhes sai ao caminho.

Sérgio Conceição também sentia que o adversário era demasiado forte para optar pela estratégia escolhida em todos os jogos oficiais até à data. Se nas provas internas a táctica usada até à data é a mais adequada face à valia (inexistente) de 95% dos adversários, já na prova rainha do futebol as coisas mudam de figura. Decidiu o nosso Mister, e muito bem, acrescentar um elemento na zona central do terreno (calma, já falaremos da surpresa reservada) e com isso equilibrar a equipa,  principalmente em comparação com o que acontecera frente ao Besiktas.

Em termos defensivos, a estratégia passou por colocar a equipa a jogar num misto de 4-4-1-1 e 4-5-1, com Herrera a pressionar (com Aboubakar) tentando evitar que o adversário ligasse a primeira fase de construção e a recuar para junto dos restantes médios quando os franceses conseguiam subir no terreno com bola. Quando remetidos ao último terço do terreno, obrigar sempre a equipa a jogar "por fora" e a recorrer a cruzamentos, depositando muita confiança na principal qualidade de Danilo, Marcano e Felipe, que é o jogo aéreo e a capacidade de vencer duelos individuais.

Em termos ofensivos, e ao contrário do habitual, fomos uma equipa que privilegiou menos a posse de bola e as saídas mais pensadas e que optou por tentar aproveitar a velocidade de Marega e Aboubakar nas transições rápidas. E aqui entra a surpresa lançada por Sérgio Conceição. Ao optar por fazer estrear Sérgio Oliveira esta época num jogo desta dimensão, o treinador Portista sabia que o lhe poderia acontecer caso as coisas corressem mal. Todos se lembram das experiências de António Oliveira com Costa em Manchester, de Lopetegui com Reyes em Munique ou de Jesualdo Ferreira com Nuno André Coelhos em Londres e não há quem não se arrepie só de pensar nisso.

Mas o nosso Mister não quis saber disso para nada. Na sua cabeça havia um plano para este jogo e na sua cabeça era irrelevante se o jogador que melhor podia interpretar esse plano tivesse zero minutos esta época. E no fim de contas, estava certo. Ganhou a aposta. Sérgio Oliveira pode não ter a intensidade que lhe permita ser titular no FC Porto, mas oferece coisas à equipa que mais nenhum médio pode oferecer: poder de fogo de meia distância, passes de média e longa distância ao pormenor (aquele passe de pé esquerdo de 40 metros a isolar Marega foi brilhante) e uma vontade de ter a bola e abrir linhas de passe ao nível de Oliver Torres.

O jogo não foi perfeito (para mim não existem jogos perfeitos), mas a equipa teve um comportamento irrepreensível e um desempenho brilhante. Aceitou que o adversário tem qualidade e adaptou-se de forma a aproveitar tudo aquilo que o jogo lhe deu. Adiantou-se no marcador por Aboubakar na sequência de um lançamento de linha lateral (um dia um lance destes também tinha de cair para o nosso lado), ampliou a vantagem novamente pelo avançado camaronês a meio da segunda parte num contra ataque daqueles que se ensinam nos manuais de bem jogar futebol e fechou a contagem por Layun numa jogada de muita insistência.

Em termos individuais, e correndo o risco de ser injusto porque todos os jogadores exibiram-se a um bom nível, destaco o nosso esquadrão de assalto africano. Se o Real Madrid tem a BBC e se o Barcelona tinha a MSN, o FC Porto tem a MBA: Marega, Brahimi e Aboubakar. Se Marega (que boa surpresa) dá cabo dos defesas pelo físico e Brahimi (que maldade) pela drible desconcertante e criatividade, já Aboubakar tenta misturar um pouco das características dos seus dois colegas, resolvendo na força aquilo que à primeira não consegue resolver na técnica.

Para finalizar, e porque a crónica já vai longa, não podia deixar de pegar no título do post do Francisco Ortigão ao jogo com o Besiktas. Nem tudo está bem quando se ganha, nem tudo está mal quando se perde. Vem aí mais um ciclo de jogos muito difíceis e não podemos embandeirar em arco depois desta vitória, nem podemos entrar em pânico caso as coisas corram menos bem em Alvalade ou em Leipzig. Continuo convencido que o trabalho está a ser muito bem feito, que vamos conseguir coisas boas este ano, mas que ainda somos uma equipa em crescimento. E para continuarmos a crescer, temos de continuar com este Mar Azul que desta vez até galgou fronteiras e conquistou o Principado no Sul de França.