Se alguma vez vos disseram que o VAR existia em Portugal,
digam-lhes que estavam errados. O Video Assistant Referree implementado nas
ligas italiana, alemã e holandesa é o árbitro que, com a ajuda de imagens
televisivas, assiste o árbitro principal em situações de golo, penalty, cartão
vermelho ou erro na identificação de um determinado jogador na mostragem de um
cartão amarelo ou vermelho. Aqui em Portugal não funciona assim. Visto que
estamos na vanguarda da inovação a nossa liga decidiu criar o BAR. O Benfica
Assistant Referee foi implementado na presente época 2017/18 com o objetivo de
tornar o Benfica pentacampeão nacional e, deste modo, tentar provar que este
clube não é tão mau quanto faz parecer nas prestações em competições europeias.
Vamos então dar alguns exemplos recentes da utilização do BAR:
Braga vs Benfica – Golo limpo anulado ao Braga quando Seferovic estava a colocar R. Horta em jogo.
Benfica vs Portimonense – Videoárbitro pede ao árbitro principal para “aguentar” a decisão de validar o golo ao Portimonense.
Aves vs Benfica – Falha de comunicação do sistema com o árbitro principal dos 66 minutos de jogo até ao final, período onde houve uma grande penalidade marcada a favor do Benfica que foi precedida de uma falta clara de Jonas.
Aves vs FC Porto – Penalty claro por assinalar a favor do FC Porto ao minuto 90 quando o resultado estava 1-1.
Os lances de ontem da mão de Luisão e do lance mal anulado a Herrera são mais duas situações a juntar às restantes que explicam a existência do BAR.
Durante o jogo de ontem e em relação ao futebol propriamente dito, é importante referir que a equipa do FC Porto foi superior em 3/4 do tempo total do jogo. A equipa adversária começou melhor e, com este “novo” 4-3-3, fechou bem os espaços no meio campo, pressionou alto e fez uma excelente circulação de bola graças ao poderio técnico dos jogadores envolvidos nesta fase – Krovinovic, Cervi, Salvio, Pizzi e Jonas. A nossa equipa não estava a conseguir sair a jogar desde trás mas, ao explorar o jogo mais direto, rapidamente conseguimos explorar a velocidade de Marega e “encostar” o Benfica à sua área. Na segunda parte, o adversário não jogou. Tivemos posse de bola, tivemos oportunidades de golo, só não tivemos mesmo o golo. O nosso 4-3-3 foi fundamental para preencher o meio-campo que foi muito disputado com o adversário. E, se na minha opinião Sérgio Oliveira não acrescentou grande coisa, Danilo e Herrera estiveram imperais nas suas funções de recuperar bolas e pressionar. Na frente, as movimentações de Aboubakar para participar na construção de jogo, os sprints de Marega a furar a defesa e as investidas de Brahimi pelo meio foram essenciais para as ocasiões criadas e pela superioridade conseguida. Houve uma equipa a querer ganhar o jogo e a merecê-lo, o resto já nos sabemos…
- Danilo (MVP) – Muito presente ao longo de todo o jogo tal como
nos costuma habituar. Um verdadeiro “muro” para o adversário
- Herrera – Incansável na pressão e a cobrir os espaços. Mais uma vez foi essencial para condicionar a progressão dos oponentes.
- Brahimi – Aquele de quem se espera mais e que acaba sempre a ser dos que mais produz em campo. Apesar de estar sempre rodeado de 3/4 adversários durante quase todo o jogo, conseguiu quase sempre encontrar uma solução. Teve 2 assistências magistrais que poderiam ter dado em golo.
- Aboubakar – Incrível a forma como saía da marcação dos centrais e se envolvia na construção ofensiva.
- José Sá – Muito bem sempre que foi chamado a intervir, especialmente na saída aos pés de Krovinovic.
- Herrera – Incansável na pressão e a cobrir os espaços. Mais uma vez foi essencial para condicionar a progressão dos oponentes.
- Brahimi – Aquele de quem se espera mais e que acaba sempre a ser dos que mais produz em campo. Apesar de estar sempre rodeado de 3/4 adversários durante quase todo o jogo, conseguiu quase sempre encontrar uma solução. Teve 2 assistências magistrais que poderiam ter dado em golo.
- Aboubakar – Incrível a forma como saía da marcação dos centrais e se envolvia na construção ofensiva.
- José Sá – Muito bem sempre que foi chamado a intervir, especialmente na saída aos pés de Krovinovic.
Pontos (-)
- Felipe – Muito mal em algumas saídas a jogar. Teve pelo
menos 2 erros crassos que poderiam ter originado em golo.
- Sérgio Oliveira – Muito ausente do jogo. Não esteve mal mas também não esteve bem. Dá a sensação que fugiu muitas vezes da bola.
- Marega – Apesar de muito esforço, falhou o mais importante.
- Sérgio Oliveira – Muito ausente do jogo. Não esteve mal mas também não esteve bem. Dá a sensação que fugiu muitas vezes da bola.
- Marega – Apesar de muito esforço, falhou o mais importante.
- Eficácia – Falta de eficácia evidente materializada pelas
ações de Marega. 2 falhanços que ditaram o nulo.
Rescaldo: Um jogo em que fomos superiores, fomos pouco eficazes
e fomos prejudicados. Merecíamos ter levado os 3 pontos mas vamos continuar na
luta contra tudo e contra todos! Próxima semana temos a oportunidade de avançar
para os oitavos de final da Champions e mostrar qual é o melhor clube
português!
Queremos ver o Porto campeão!













